Menina de 11 anos sente dores no estômago e descobre que está em trabalho de parto
Uma criança de 11 anos deu à luz de forma muito curiosa na Espanha. Nesta segunda-feira (12). A menina foi para o hospital alegando fortes dores na barriga. Após ser examinada, os médicos identificaram que ela estava em trabalho de parto.
O pai é um menino de 14 anos, da mesma família da mãe. Segundo a Polícia, o ato sexual foi feito quando o garoto tinha 13 anos, o que torna a situação inimputável segundo a lei espanhola.
O caso segue sendo investigado pelos policiais, mas a hipótese de abuso foi descartada, até o momento.
Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP – JORNAL FOLHA DO PROGRESSO no (93) 98404 6835- (93) 98117 7649. (Com informações do Portal Holanda) “Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.” Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) Site: WWW.folhadoprogresso.com.br E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br
Governo vai empregar médicos venezuelanos para que atendam aos compatriotas
A redistribuição dos venezuelanos que chegam no Brasil pela fronteira com Roraima para outros estados brasileiros vai focar na oferta de trabalho para que profissionais do país vizinho atendam aos próprios imigrantes. De acordo com o ministro da Justiça, Torquato Jardim, a ideia é promover uma certificação do governo brasileiro para que os profissionais de saúde atendam “apenas aos venezuelanos”.
“A experiência piloto de interiorização se iniciará em breve. Como já foi dito, 25% dos imigrantes alegam ter curso superior. A proposta é que os médicos e enfermeiros atuariam, já que têm qualificação profissional e legal na Venezuela para tratar de venezuelanos. Seria no âmbito de reconhecer aqui no Brasil [para atender] apenas os venezuelanos”, disse Jardim, referindo-se também aos professores. As primeiras linhas do programa foram anunciadas pelo ministro na quinta-feira (6) passada.
Com o objetivo de fornecer apoio aos municípios roraimenses que têm recebido grande quantidade de imigrantes devido à crise política e econômica da Venezuela, o governo federal anunciou também que vai duplicar o efetivo dos pelotões de fronteira e os postos de controle. O detalhamento foi feito durante a visita do presidente Michel Temer e outros ministros a Boa Vista, capital do estado, após o acirramento da questão na semana passada, quando dois incêndios criminosos atingiram casas ocupadas por imigrantes venezuelanos.
Os imigrantes viajam na tentativa de escapar da grave crise que assola o país vizinho, que sofre com desabastecimento generalizado de produtos e uma inflação que chega a 700% ao ano. Segundo cálculos da Prefeitura de Boa Vista, capital do estado, já existem mais de 40 mil cidadãos venezuelanos na cidade, número que representa mais do 10% da população local, de cerca de 330 mil habitantes.
Segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a medida provisória anunciada por Temer no encontro com as autoridades locais vai permitir o atendimento das necessidades da situação de “emergência social” pela qual passa o estado. Ele reconheceu que, embora o problema ocorra fisicamente em Roraima, as responsabilidades devem ser assumidas por todo o governo brasileiro.
Além da duplicação dos efetivos, será montado um “hospital de campanha” em Pacaraima, cidade fronteiriça, e novos centros de triagem serão construídos pelas Forças Armadas, que passarão a coordenar todos os trabalhos humanitários dos diversos órgãos do governo federal.
“Todas as estruturas do estado, inclusive as federais que existem, estão dimensionadas para uma situação de normalidade, que já foi ultrapassada há bastante tempo. Vivemos uma emergência”, afirmou o general Sérgio Etchegoyen, ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência. De acordo com ele, “80% dos 12 pontos” com demandas do governo do estado estão “praticamente resolvidos ou encaminhados”.
“Quatro ou três pontos que sobram dependem de análise de outras possibilidades jurídicas. Mas as mais prementes, urgentes, estão resolvidas”, disse Etchegoyen.
Por Agência Brasil
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Descoberta de bomba da Segunda Guerra fecha aeroporto de Londres
Voos do London City foram cancelados. Cerca de 16 mil passageiros serão afetados.
London City Airport, aeroporto na Inglaterra (Foto: PrivateFly/Divulgação)
A descoberta de uma bomba da II Guerra Mundial em uma área próxima do rio Tâmisa provocou o fechamento do aeroporto London City Airport, acarretando no cancelamento de todos os voos programados para esta segunda-feira (12).
O fechamento do aeroporto do leste da capital britânica afetará 16 mil passageiros depois que o explosivo foi encontrado neste domingo de manhã durante a realização de obras no local, segundo informou a Polícia Metropolitana de Londres (Met).
O aeroporto foi fechado às 22h (horário local, 20h de Brasília) de ontem e os agentes trabalham agora em colaboração com soldados da Marinha Britânica para retirar a bomba.
Em sua conta no Twitter, o aeroporto explicou que uma zona de exclusão de 214 metros foi implementada como precaução. Por isso, o aeroporto estaria fechado.
“Reconheço que isto está ocasionando inconvenientes a nossos passageiros e, em particular, a alguns dos moradores da área”, afirmou hoje o executivo-chefe do aeroporto, Robert Sinclair, a meios de comunicação locais.
Passageiros a caminho do aeroporto de London City (Foto: Toby Melville/Reuters)
Sinclair acrescentou que o aeroporto “está cooperando completamente com a Polícia Metropolitana e a Marinha e trabalha a fim de retirar o explosivo de maneira segura e resolver a situação da maneira mais rápida possível”.
Algumas das companhias aéreas que operam nesse aeroporto são British Airways, Flybe, CityJet, KLM e Lufthansa, com serviços conectados com destinos domésticos e outras cidades da Europa.
Por sua parte, a câmara municipal de Newham está proporcionando alojamento de emergência temporário aos residentes da área afetada.
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Por Agencia EFE
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Avião cai perto de Moscou e deixa 71 mortos
Um avião com 71 passageiros da companhia aérea Saratov caiu na região de Moscou neste domingo (11). Não há sobreviventes, de acordo com a Promotoria dos Transportes da Rússia.
O voo decolou as 14h21 (9h21 em Brasília) do aeroporto Domodedovo, na capital russa. A aeronave, de modelo Antonov AN-148, levava 65 passageiros e seis tripulantes.
O Ministério de Emergências divulgou uma lista com os nomes das vítimas. Não foi divulgada a nacionalidade delas.
O serviço de tráfego aéreo em tempo real FlightRadar24 informa que o voo 6W703 havia acabado de decolar do aeroporto Domodedovo, em Moscou, com destino a Orsk, a cerca de 1.700 km de Moscou e perto da fronteira com o Cazaquistão, quando perdeu contato.
“A comunicação por rádio com a tripulação foi perdida alguns minutos após a decolagem, a aeronave desapareceu do radar”, disse um porta-voz da Federação Russa de Transporte Aéreo à agência Sputnik.
Fragmentos da aeronave foram encontrados no solo coberto de neve no distrito de Ramesnky, pertencente a Moscou. Uma equipe com 167 pessoas está trabalhando no lugar do acidente.
O Ministério dos Transportes da Rússia considera várias possibilidades como causa da queda, incluindo condições climáticas por conta de um inverno rigoroso e erro do piloto, diz a agência russa Interfax. No momento do acidente, a temperatura era de -4ºC.
O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a criação de uma comissão para investigar o acidente, segundo a agência Tass.
O primeiro-ministro russo Dmitry Medvedev ofereceu condolências às famílias das vítimas e ordenou a criação de uma comissão para prestar assistência aos afetados pelo acidente.
Aeronave
O Antonov An-148 é uma aeronave de origem ucraniana com capacidade para até 85 passageiros. O modelo é usado na aviação regional, em distâncias médias. Sua autonomia é de até 4,4 mil km.
O modelo é menor do que as aeronaves mais usadas na aviação brasileira. Boeing 737 e Airbus A320, por exemplo, populares na ponte aérea Rio-São Paulo, têm capacidade para cerca de 150 passageiros. Um equivalente ao An-148 é o jato regional brasileiro Embraer E175, que leva até 78 pessoas.
A Saratov Airlines tem sede em Saratov, a 840 km ao sudeste de Moscou. Em 2015, a companhia foi proibida de operar voos internacionais quando, durante uma inspeção surpresa, agentes de segurança encontraram uma pessoa que não era membro da tripulação na cabine de comando.
Histórico
O último grande acidente aéreo registrado na Rússia ocorreu em 25 de dezembro de 2016, quando um Tu-154 operado pelo Ministério da Defesa que voava para a Síria caiu no Mar Negro após decolar de Sochi, no sul da Rússia. Todas as 92 pessoas a bordo morreram.
Em março de 2016, um Boeing 737-800 operado pela FlyDubai caiu ao pousar em Rostov-on-Don, matando todas as 62 pessoas a bordo.
Em outubro de 2015 uma bomba a bordo destriuiu um avião da companhia russa Metrojet após a decolagem de Sharm al-Sheikh, no Egito. Todos os 244 passageiros e tripulantes a bordo morreram.
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Vazam fotos íntimas de presidente junto com jogador de clube de futebol
O presidente de um clube de futebol do Paraguai está passando por uma situação constrangedora. Repercutiu na internet fotos íntimas dele com um jogador do clube, sediado na cidade de Luque, o Rubio Ñu.
Após as imagens serem divulgadas, o mandatário, Antônio Gonzalez, admitiu o relacionamento com um dos principais jogadores da equipe, Bernardo Caballero. Segundo ele, a repercussão das fotos foi uma chantagem para que ele deixasse o jogador sair do clube.
Segundo a imprensa paraguaia, Caballero havia acertado com um outro empresário, conhecido como Valentín. A chegada do executivo criou um triângulo amoroso e começou a confusão.
“Vamos ser honestos, Caballero estava comigo no Rubio Ñu, era muito especial pra mim. E tinha todos os privilégios: carros que nunca pensou em ter, por exemplo. De repente apareceu uma velha louca [Valentín]”, afirmou o presidente ao jornal “Hoy”.
“Um homem é mil vezes mais ciumento que uma mulher. Não gosto que me ameace”, finalizou.
(Com informações de Ig)
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Brasileiro é preso por participar de roubo de avião na Colômbia
Aeronave transportava o equivalente a R$ 2,3 milhões Brasileiro é preso por participar de roubo de avião na Colômbia (Foto Reprodução) – Um brasileiro foi preso em Aguachica, na Colômbia, após participar do roubo de um avião que transportava o equivalente a R$ 2,3 milhões. Identificado como Eduardo Reys, ele era o piloto do grupo de quatro pessoas com possível ligação ao ELN (Exército de Libertação Nacional) que praticou o assalto.
Segundo a imprensa local, a aeronave se preparava para decolar no aeroporto de Hacaritama, a 600 quilômetros de Bogotá, quando foi interceptada ainda em pista pelos criminosos. O piloto, o co-piloto e o funcionário de uma empresa de valores foram rendidos e obrigados a descer. Os bandidos subiram e levantaram voo.
Poucos minutos depois, no entanto, caças das Forças Armadas colombianas foram acionados e a aeronave acabou pousando em um sítio. Eduardo foi preso durante busca nas redondezas carregando duas das cinco malas de dinheiro. Os outros envolvidos no crime seguem foragidos.
POR NOTÍCIAS AO MINUTO
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Mais de 1000 mineiros ficam presos em mina na África do Sul
( Divulgação/Arquivo) -Após uma forte chuva, mais de 1000 mineiros que trabalham na extração de ouro ficaram presos na mina Beatrix, na África do Sul. A empresa responsável pela mina, Sibanye-Stillwater, afirmou à Reuters que os seus funcionários não estão em perigo.
O porta-voz, James Wellsted, declarou que os mineiros estão recebendo água e comida. O fornecimento de energia está sendo restabelecido, mas ainda é insuficiente para trazê-los à superfície. A Associação de Mineiros e União da Construção (AMCU, na sigla em inglês) manifestou sua “extrema preocupação” com os trabalhadores presos, segundo a agência EFE.
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Após 11 ataques a tiros em escolas, EUA debatem se professores devem portar arma na sala de aula
Professores em treinamento para reagir contra atiradores em escolas (Foto: Faster/Divulgação)
Dois estudantes morreram na terça-feira passada e 14 ficaram feridos quando um colega de classe abriu fogo do lado de fora de uma escola em Benton, no Estado do Kentucky. Foi o terceiro tiroteio em uma escola dos Estados Unidos em 48 horas e o 11º desde o início do ano.
As vítimas foram Bailey Holt e Preston Cope, ambos de 15 anos. Um adolescente da mesma idade foi preso e acusado pelo ataque.
“Os americanos têm aceitado essas atrocidades como algo comum, parte da vida aqui”, comentou um leitor no site do New York Times.
O caso colocou o assunto na pauta do dia dos jornais e reacendeu o debate sobre possíveis soluções para o problema, como capacitar professores para reagir em situações desse tipo – o que já tem sido adotado em alguns Estados nos EUA.
Há um número crescente de políticos americanos que têm proposto novas leis que visam aumentar o número de armas de fogo nas escolas e em outros prédios públicos, além de armar professores e funcionários das escolas como meios de defesa.
Projetos de lei
Horas após o tiroteio, por exemplo, o senador republicano Steve West apresentou um projeto de lei que permitiria às escolas do Kentucky contar com patrulhas de segurança armadas.
O projeto, que recebeu o apoio interpartidário do senador democrata Ray Jones, se junta a outro no Estado que busca flexibilizar restrições a armas no entorno de universidades.
“Precisamos de agentes armados em todas as escolas do Kentucky”, disse Jones. “Esse é um preço pequeno a pagar se salvar a vida de uma criança”.
A proposta se soma a uma série de leis estaduais formuladas nos últimos anos para colocar mais armas nas escolas.
Mais recentemente, em novembro, membros do Senado de Michigan (os Estados americanos são bicamerais, têm Senado e Câmara) aprovaram projeto que permitiria a professores nas escolas primárias, secundárias e de ensino médio manterem armas em um local sigiloso dentro da sala de aula.
Legislação semelhante foi aprovada neste ano na Flórida, em Indiana, na Pensilvânia, em Mississippi, na Carolina do Sul e em West Virginia.
Se bem-sucedidos, esses Estados se juntariam a pelo menos nove que já permitem algum tipo de porte de armas em instituições de ensino. Cada novo tiroteio em escolas reacende um longo debate sobre se a solução seria aumentar o controle sobre as armas ou relaxar as regras para porte delas.
“Se queremos falar sobre prevenção de tiroteios em escolas, deveríamos estar falando, em primeiro lugar, sobre impedir os jovens de terem armas nas mãos”, disse Adam Skaggs, diretor do Giffords Law Center to Prevent Gun Violence, organização que defende a aprovação de leis, políticas e programas que ajudem a evitar a violência armada . “Essas são as leis para as quais deveríamos estar discutindo”.
Pressão
A multiplicação de iniciativas para armar professores e funcionários de escolas remonta a 2012, na esteira de um tiroteio ocorrido na escola primária de Sandy Hook, em Connecticut, em que vinte crianças e 6 professores morreram.
Em meio à comoção pública gerada pelo massacre e à consequente pressão pública pelo controle de armas, a Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês) atuou fortemente na direção oposta.
“O único jeito de parar um cara mau com uma arma é ter um cara bom com uma arma”, disse o vice-presidente executivo da entidade, Wayne LaPierre, uma semana após o tiroteio. A frase virou bordão e passou a servir como base para a atuação da NRA do Congresso americano, onde busca influenciar a formulação de leis.
O grupo pró-armamento chegou a publicar documento exigindo a presença de agentes ou funcionários armados em todas as escolas dos Estados Unidos. Em 2013, um ano após o episódio em Sandy Hook, sete Estados promulgaram leis autorizando que professores e funcionários portassem armas.
Em treinamentos como o ‘Faster’, professores recebem orientação prática e psicológica | Foto: Faster/Divulgação
“Nos últimos dois ou três anos vimos uma explosão de projetos de lei para obrigar escolas a permitirem a presença de armas ou a armarem seus professores”, disse Skaggs.
“E não se trata apenas de promover a ideia de que as pessoas precisam de armas nas escolas para estarem seguras. É a ideia de que as pessoas precisam de armas em todos os lugares – nas ruas, nos parques públicos e até em edifícios governamentais”.
Defensores das medidas afirmam que elas são a única maneira efetiva de proteger os alunos. Imagem mostra protesto contra a NRA Direito de imagem Getty Images
Mulher segura cartaz em que lê-se ‘Mães dizem: que vergonha, NRA’, em protesto contra a organização
Eles usam como argumento, por exemplo, as escolas em zonas rurais, mais afastadas, onde uma resposta da polícia para uma situação de emergência, como um tiroteiro, pode levar muito tempo. As zonas sem armas, por sua vez, estariam criando “alvos vulneráveis”, segundo esses grupos.
No Kentucky, palco do tiroteio de terça-feira, o republicano Tim Moore apresentou projetos de lei em 2017 e 2018 em um esforço para diminuir restrições a armas nas escolas e universidades.
“Sempre que pessoas mal-intencionadas quiserem fazer mal aos outros em nosso país – incluindo a crianças inocentes – irão buscar locais onde sabem que haverá chances mínimas de resistência”, disse ele, em entrevista por telefone.
“Mas permitir que cidadãos que cumprem a lei sejam devidamente treinados, devidamente avaliados, com uma verificação profunda de seu histórico, de antecedentes criminais… a isso são colocados obstáculos”.
Estatísticas
Tiroteios em escolas passaram a chamar a atenção da opinião pública em abril de 1999, quando Eric Harris e Dylan Klebold assassinaram 12 estudantes e um professor na Columbine High School, uma escola de ensino médio em Littleton, Colorado. O “saldo” desse massacre já foi, no entanto, suplantado pelos tiroteios em Virginia Tech, na Universidade Estadual da Virgínia, com 33 mortos, na escola primária Sandy Hook (25 mortos) e em outras 203 ocorrências com tiros em escolas ou no entorno delas.
De acordo com um estudo do FBI que contemplou 160 casos envolvendo atiradores, entre os anos 2000 e 2013, aproximadamente um quarto dos casos ocorreu em ambientes educacionais e mais da metade foi registrado em escolas primárias ou secundárias.
E as estatísticas não pararam por aí.
Quatorze anos após Columbine, a aproximadamento 12 km de lá, Littleton foi palco de outro tiroteio. Portando duas armas, Karl Pierson, de 18 anos, foi até a Arapahoe High School, em dezembro de 2013, e atirou na cabeça de Clare Davis, de 17, antes de se matar na biblioteca da escola.
Treinamento
Um dos primeiros policiais a chegarem ao local naquele dia foi Quinn Cunningham, membro da SWAT, unidade de polícia especializada dos EUA. Ainda em serviço, o policial agora treina professores para portar armas de fogo e reagir em situações em que haja ameça de atiradores.
Mãe abraça filho após tiroteio nos EUA Direito de imagem Getty Images Estudo do FBI mostra que escolas primárias e secundárias têm sido os principais alvos de tiroteios
Ministrado em três dias, o treinamento “Faster” (mais rápido, em português) é financiado pela organização Coloradans for Civil Liberties, do Estado do Colorado. A programação inclui um dia de “desenvolvimento de capacidade de raciocínio”, que consiste em preparar os professores para a possibilidade de terem de atirar para matar um de seus próprios alunos.
Cunningham, hoje com 44 anos, pede aos professores para fecharem os olhos e imaginarem o estudante entrando na sala de aula com uma arma.
Na prática, o professor teria apenas uma fração de segundo para avaliar a situação e reagir. Essa é a parte mais difícil e emocional do treinamento e leva alguns dos participantes às lágrimas.
“Mas, se pudermos fazê-los vencer a situação primeiro em suas mentes, em um cenário real eles terão êxito”, disse Cunningham.
Cinco membros da equipe da Fleming High School, situada no nordeste do Estado, se voluntariaram no ano passado para o treinamento – que ocorre nas férias de verão, para que os alunos não saibam quem está envolvido.
Uma professora que já participou, e que pediu para manter seu nome em sigilo, disse que decidiu imaginar seu aluno favorito durante os exercícios – em um esforço para se manter firme na pior eventualidade possível.
“Professores não devem ter favoritos, mas, você sabe, sempre há aqueles alunos que ficam mais próximos”, disse ela. “Só que se aquele aluno tomou a decisão errada de pôr todo mundo em perigo, eu terei de fazer algo a respeito”.
A escola agora tem cartazes em todas as entradas anunciando que alguns professores portam armas. Os estudantes passaram cerca de uma ou duas semanas tentando adivinhar quais deles seriam, antes de desistir, disse a professora.
Os voluntários da Fleming High foram submetidos a checagem de antecedentes criminais e a análises de tensões na voz, semelhante a um teste de detector de mentiras, disse Steve McCracken, superintendente da escola. Os cinco foram aprovados.
“No fim das contas, ninguém na escola ou na comunidade é a favor de ter armas, mas se uma pessoa ruim vier até a escola, agora estaremos aptos a lidar com a situação”, disse ele.
Treinamento de professores contra atiradores
Image caption Em treinamento no Colorado, funcionários têm antecedentes analisados antes de iniciarem o curso | Foto: Faster/Divulgação
“Nós não temos um departamento local de polícia na nossa cidadezinha, e a delegacia fica a pelo menos 15 ou 20 minutos em um bom dia. A principal razão disso (de armar os professores) é fechar uma lacuna.”
Alguns membros da equipe se opuseram abertamente à presença de armas e um professor chegou a deixar a escola por causa disso, mas a reação geral dos funcionários e da comunidade foi de apoio, disse ele.
Em uma sondagem feita pela Associação Nacional de Educação, em 2013, apenas 22% dos professores do país disseram aprovar a ideia de ter a equipe armada, enquanto 68% disseram se opor.
“Dar uma de Rambo”
Em Michigan, quando os senadores aprovaram uma lei em novembro que estendia a chamada “concealed carry” – a permissão de porte de armas – em escolas de ensino médio, igrejas, creches e eventos esportivos, o ex-professor e agora senador estadual democrata Jim Ananich fazia parte da minoria contrária ao projeto. Ele disse que a “grande maioria” dos seus ex-colegas também desaprovaria a mudança.
“Tentar dar uma de Rambo não se encaixa na realidade de uma situação estressante”, afirma. “Indivíduos não treinados são muito mais propensos a atirar em um transeunte, em um policial ou em uma criança”.
Os três dias de treinamento da “Faster” – e a formação mínima legalmente exigida em Michigan, de apenas oito horas – não são o suficiente, ressalta.
“Seguir a filosofia da NRA, de que você pode pôr armas nas mãos de professores e de indivíduos não treinados, e esperar que eles tomem decisões que agentes da lei ou militares devem tomar é um retrocesso e é perigoso”.
Os que lutam para manter as armas fora das escolas dizem que armar professores é uma solução ruim para o problema errado, particularmente em Estados em que faltam leis para permitir a posse de armas de fogo em casa.
De acordo com o Giffords Law Center, 27 Estados e o Distrito de Columbia têm algum tipo de lei de prevenção de acesso à criança (CAP, na sigla em inglês), determinando o quão seguras as armas devem ser guardadas dentro de casa.
As leis de CAP no Kentucky – onde o atirador teria pego a arma de dentro do guarda-roupa dos pais – estão entre as mais fracas de todos os Estados. Lá, pais e outros responsáveis legais apenas infringirão a lei se deliberadamente derem a arma a uma criança posteriormente condenada por um crime violento ou propensa a cometer um delito.
Na prática, grupos como o Campaign to Keep Guns Off Campus (Campanha para manter armas fora do campus), que se opõe a políticas que obrigariam as universidades a terem armas, estão lutando em cada Estado contra a NRA, seus afiliados em âmbito estadual e outros grupos de defesa de armas para derrotar legislações pró-armas nas escolas.
“Nós – a comunidade de prevenção à violência armada – estamos derrubando a maioria dos projetos de lei agora, mas a força do outro lado está lá”, disse Andy Pelosi, diretor da Keep Guns off Campus.
“A NRA tem suas impressões digitais sobre esta questão agora. Eles querem espalhar armas em todos os lugares”, acrescentou ele.
A NRA foi procurada pela reportagem, mas não respondeu ao pedido de entrevista para comentar o assunto. Joel Gunter BBC News “Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.” Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br
Homem morre ao ser ‘sugado’ por túnel de ressonância magnética em hospital
Vítima portava cilindro metálico quando entrou na sala da máquina, que acreditava estar desligada. Força magnética o arrastou para o aparelho e culminou na abertura do cilindro, levando à entrada excessiva de oxigênio em seu corpo.
Perfil no Facebook em memória de Rajesh Maru (Foto: Reprodução/Facebook/BBC)
Um homem de 32 anos, identificado como Rajesh Maru, morreu após ser sugado por uma máquina de ressonância magnética na cidade de Mumbai, na Índia.
Ele visitava a mãe do cunhado em um hospital quando o incidente ocorreu, no sábado (27).
Maru teria entrado na sala de ressonância portando um tubo metálico de oxigênio, supostamente após ter ouvido de um funcionário que estava desligada a máquina que realiza o exame – e que gera um campo magnético extremamente forte, criando um ímã capaz de atrair de forma violenta qualquer metal.
Foi esse campo magnético que o sugou. Ainda que funcionários do hospital tenham resgatado o homem rapidamente e o levado à emergência, ele morreu em poucos minutos.
Acredita-se que sua mão tenha aberto a válvula do cilindro e, por isso, uma quantidade excessiva de oxigênio tenha entrado em seu corpo.
A mídia indiana informou que, segundo a autópsia, a causa da morte foi um pneumotórax, que é o acúmulo anormal de ar entre o pulmão e a pleura – a membrana que reveste internamente a parede torácica. Isso teria provocado um colapso pulmonar.
Parentes da vítima apresentaram queixa contra a equipe do hospital. Harish Solanki, cunhado de Maru, afirmou que um assistente do centro de saúde disse a ele que poderia entrar na sala com o cilindro de oxigênio, já que o aparelho de ressonância estava desligado.
Um médico e dois assistentes foram presos, incluindo o que teria dado essa informação.
Autoridades hospitalares anunciaram que a família receberá uma indenização de aproximadamente US$ 7,8 mil (o equivalente a R$ 24,7 mil).
Nas redes sociais, usuários criticaram o valor a ser pago, considerado baixo diante da tragédia.
Por BBC
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Advogados de Lula vão à ONU denunciar Moro e reclamar de perseguição
Geoffrey Robertson, que representa a defesa do ex-presidente na Organização das Nações Unidas, participou de seminário em São Paulo, nessa segunda-feira (29), e questionou condenação do petista em segunda instância
Advogados de Lula vão à ONU denunciar Moro e reclamar de perseguição
(Foto Reuters) – Em ato com a presença de advogados e professores de direito, na noite dessa segunda-feira (29), a defesa de Lula disse que irá à ONU (Organização das Nações Unidas) denunciar o que chama de “Estado de exceção” no Brasil, representado pelo processo que condenou o ex-presidente no episódio do tríplex.
Entre os pontos que serão atacados estão a celeridade no andamento da ação, o cerceamento do direito de defesa e a gravação de ligações telefônicas do escritório que cuida do caso do petista, informou Cristiano Zanin Martins, advogado que defende Lula na ação do apartamento de Guarujá e em outras acusações.
“Temos visto sistematicamente direitos e garantias serem desprezados, não só no caso do ex-presidente Lula”, disse. Para ele, a Justiça ignorou a prova de inocência do petista que existe nos autos.
A condenação do ex-presidente em segunda instância levou em conta provas como planilhas indicando a reserva do apartamento para a família dele, mensagens de celular rastreadas pela Operação Lava Jato e uma foto de Lula visitando o prédio. Ele diz que o tríplex nunca foi seu.
Geoffrey Robertson, advogado que representa o político na Comissão de Direitos Humanos da ONU, disse no evento, no teatro Tucarena (zona oeste), que o petista tem direito a um julgamento imparcial, como qualquer cidadão.
“E não há como o juiz [Sergio] Moro ser esse juiz [que conduz um julgamento imparcial]”, afirmou ele, acrescentando que Lula não possui imunidade nem está acima da lei, mas “tem direitos humanos fundamentais e por isso deve ser tratado de maneira justa”.
O evento, promovido pelo Instituto Lawfare, criado por Cristiano e Valeska Teixeira Martins (ambos da defesa de Lula) e pelo advogado Rafael Valim, reuniu filiados ao PT e apoiadores da candidatura presidencial de Lula -que está em risco após a confirmação da condenação dele no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), na quarta-feira (24).
“O que aconteceu nesse processo, e é o que eu entendo por ‘lawfare’, é que primeiro você acha o culpado e depois você busca o crime”, disse no debate Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores no governo Lula, resumindo o conceito jurídico discutido pelos advogados do ex-presidente.
“É o mau uso da lei com o objetivo de demonização e de deslegitimação de um adversário político”, afirmou Valeska Martins, citando como outro exemplo a “guerra jurídica” sofrida por Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul.
Cristiano, que vem apostando nos últimos tempos em discurso duro contra a Justiça para desqualificar as ações contra o ex-presidente, falou que é preciso evitar generalização. “Não se pode fazer ataque, crítica, a todo o Judiciário brasileiro. O que não podemos admitir é a perseguição a uma pessoa.”
‘JUIZ PUERIL’
O seminário acabou se transformando também em um ato de desagravo aos advogados do petista. Cristiano e Valeska Martins foram classificados nos discursos como profissionais combativos que têm enfrentado escrutínio e críticas de adversários políticos do ex-presidente e de colegas de profissão.
Participaram da roda de conversa como debatedores os professores Antonio Carlos Malheiros, Pedro Serrano e Eneida Desiree Salgado e os advogados Walfrido Jorge Warde Jr., Rafael Valim e Belisário dos Santos Jr., entre outros.
“Ataque à democracia”, “ameaça à presunção de inocência”, “desrespeito à classe dos advogados”, “jogo de cartas marcadas” e “ato perverso” foram expressões que apareceram nas falas para se referir à ação do tríplex, ao trabalho de Moro e da força-tarefa da Lava Jato e à condenação por unanimidade no TRF-4.
Convidados usaram seu tempo ao microfone para reafirmar que a condenação carece de provas, que o processo contém irregularidades e que houve desrespeito ao Estado democrático de Direito na condução do caso. A defesa reforçou no evento que insistirá na tese de nulidade perante o STF (Supremo Tribunal Federal), na tentativa de suspender a condenação.
“Na Europa ou na Austrália, Lula nunca teria sido condenado pelo tríplex, porque ele nunca foi dono do tríplex”, disse Geoffrey, australiano naturalizado britânico. “Não há presunção de inocência no Brasil. Há presunção de culpa.”
Para a advogada Eleonora Nassif, outra debatedora, Moro se encaixa na classe de “juiz pueril com desejo de ser herói”. Segundo ela, há muitos magistrados do tipo no país. “Que ato heroico é condenar um inocente, condenar sem provas? Não podemos nos calar diante de tal perversidade”, afirmou. Com informações da Folhapress.
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