Madrasta levava corpo de garoto desaparecido no porta-malas

Um garoto de 8 anos que estava desaparecido há 10 dias foi encontrado morto no porta-malas do carro da madrasta, neste domingo (11). Segundo as investigações, ela teria primeiramente escondido o corpo em um poço, mas decidiu mudá-lo de lugar. O caso ocorreu em Almería, na Espanha. (Foto Reprodução)

Segundo informações do portal espanhol “El país”, a madrasta, Ana Júlia Quezada, de 35 anos, foi parada em uma abordagem policial. Os agentes ordenaram que ela saísse para inspecionar o veículo e encontraram o cadáver embaixo de cobertores, no porta-malas. A comoção foi tamanha que os policiais se abraçaram ao ver o garoto.

Ao ser presa, Ana Julia começou a gritar. “Não fui eu, não fui eu! Só peguei o carro esta manhã”.

A madrasta já era considerada a principal suspeita do desaparecimento de Gabriel Cruz. Ele sumiu no dia 27 de fevereiro, quando só estavam Ana Júlia e a avó da criança na casa. Além disso, os investigadores encontraram uma camisola no quarto da vítima.

Ana Júlia estava sendo monitorada por uma equipe policial, por isso foi parada na blitz.

Gabriel Cruz saiu da casa da avó no dia 27 de fevereiro para ir visitar os tios, mas nunca chegou ao seu destino.

(Com informações dos portais El País e El Mundo)

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ORGANIZAÇÃO CIVIL MEXICANA DIVULGA RELATÓRIO COM NOME DAS 50 CIDADES MAIS VIOLENTAS DO MUNDO EM 2017.

DOS LOCAIS QUE CONSTAM NO RANKING, 17 ESTÃO NO BRASIL E A CAPITAL DO PARÁ ESTÁ ENTRE AS 10 MAIS VIOLENTAS.

As informações são da organização civil Conselho Cidadão para a Segurança Pública, Justiça e Paz, entidade mexicana que produz esse levantamento todos os anos desde 2007 com base na taxa de homicídios das cidades com mais de 300 mil habitantes.
A edição 2017 do estudo, que foi divulgada no início deste mês, trouxe algumas novidades na comparação com anos anteriores. Das 50 cidades que constam no ranking, 17 estão no Brasil, 12 no México e 5 na Venezuela, numa clara evidência do quão violento é o cenário na América Latina. Há, no entanto, quatro cidades dos Estados Unidos na lista. Apesar do cenário sombrio, há uma relativa boa notícia vinda de Honduras, especialmente San Pedro Sula, que foi a cidade mais violenta do planeta entre 2011 e 2014. Segundo o levantamento, na cidade se observou uma redução de 54,34% na taxa de homicídio ano passado. Segundo os pesquisadores, essa expressiva redução, aconteceu em razão dos esforços do governo em combater o crime organizado e reduzir a impunidade. Com 111,3 homicídios para cada 100 mil habitantes, a cidade mexicana de Los Cabos se tornou no ano passado a mais violenta do mundo, desbancando a capital da Venezuela, Caracas, que ocupava o topo do ranking desde 2016.
De acordo com o delegado de polícia, a má distribuição de renda é o principal motivo da desigualdade social que segundo ele contribui para o aumento da violência.11 Sem título

Fonte: http://www.plantao24horasnews.com.br/ com informações do repórter Marinaldo Silva.
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Avião cai em aeroporto do Nepal e deixa mortos

Aeronave, que transportava 67 passageiros e quatro tripulantes, pertence a uma companhia aérea bengalesa.
Equipes de resgate trabalham após avião cair no aeroporto de Katmandu, no Nepal, na manhã desta segunda-feira (12) (Foto: Niranjan Shreshta/ AP)

Um avião de passageiros caiu enquanto aterrissava no aeroporto de Katmandu, capital do Nepal, na manhã desta segunda-feira (12), deixando 50 mortos, de acordo com a Reuters e Associated Press. A aeronave da companhia aérea bengalesa US-Bangla transportava 67 passageiros e quatro tripulantes.

Avião cai em aeroporto do Nepal com mais de 70 pessoas a bordo
Mais cedo, autoridades do aeroporto informaram que 17 pessoas foram resgatadas com vida da aeronave, que tinha saído de Dacca (capital de Bangladesh), de acordo com a porta-voz do aeroporto, ouvida pela agência Reuters.

Não havia brasileiros entre os passageiros. Um porta-voz da aeronave da companhia aérea US-Bangla afirmou à Associated Press que 32 dos passageiros eram de Bangladesh, 33 do Nepal, um da China e um das Maldivas. A nacionalidade da tripulação não foi divulgada.

Avião caiu no aeroporto de Katmandu, no Nepal, na manhã desta segunda-feira (12) (Foto: Niranjan Shreshta/ AP)
Avião caiu no aeroporto de Katmandu, no Nepal, na manhã desta segunda-feira (12) (Foto: Niranjan Shreshta/ AP)

Causas do acidente
A BBC afirma que o avião caiu do lado leste da pista do aeroporto Tribhuvan e que a aeronave pousaria às 14h20 no horário local (5h30, em Brasília), citando informações do site de monitoramento aéreo FlightRadar24.

As causas do acidente ainda são investigadas. A CNN diz, citando a administração do aeroporto, que a aeronave chegou até a pista onde ia aterrissar na direção errada.

Fotos divulgadas em redes sociais mostram que muita fumaça podia ser vista à distância. Uma pessoa, que pediu para Associated Press para não ser identificada, afirmou que a aeronave teria pegado fogo pouco antes de tocar o solo.

Avião cai em aeroporto do Nepal
A mídia local identificou a aeronave como uma S2-AGU, um Bombardier Dash 8 Q400, mas a informação não foi confirmada oficialmente. A imprensa local informou que o aeroporto foi fechado após o acidente.

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Por G1
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Homem espanca mulher até a morte e envia fotos para os amigos no Whatsapp

Um crime bárbaro atordoou os moradores da cidade russa de Lebedyan. Um homem espancou sua mulher até deixá-la em coma e, logo depois, resolver tirar fotos dela enviar para os amigos. Maxim Gribanov, 34 anos, não aceitou o fim do relacionamento com Anastasia Ovsiannikova, 28, e a atacou.

Além de tirar fotos, ele gravou as várias horas em que Anastasia foi espancada. Ao enviar as imagens para grupos de amigos no Whatsapp, ele ironizou dizendo que a esposa estava “sob controle”.

Depois de ser duramente espancada, Maxim a deixou em casa. A jovem, então, usou suas últimas forças e conseguiu ligar para o serviço de emergência. Seis dias depois, ela entrou em coma e morreu.

LEI CONTRA AS MULHERES

Em fevereiro do ano passado o presidente russo Wladimir Putin assinou uma lei controvérsia, que tornou ainda mais difícil agir contra a violência doméstica no país, que é um dos líderes no número de casos de violência doméstica. A lei descriminaliza alguns atos de violência doméstica no país.

(Fonte: The Sun)
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justiça da Espanha pede prisão perpétua de brasileiro que matou família

(Foto: Reprodução Facebook) – O paraibano François Patrick Campos Gouveia, de 20 anos, confessou ter esquartejado o próprio tio, além da tia e os dois primos, duas crianças de 1 e 4 anos. O crime foi cometido em setembro de 2016, na cidade de Pioz. Os corpos só foram encontrados um mês após crime, em outubro. Nesta segunda-feira (6), o Ministério Público de Guadalajara, na Espanha, pediu a condenação perpétua de François. A pena pode ser revista depois de 25 anos.

(Foto: Reprodução Facebook)
(Foto: Reprodução Facebook)

A Promotoria espanhola defende, junto com Alberto Martín, representante da família das vítimas, que Frannçois Patrick Gouveia seja enquadrado no artigo 140 do Código Penal da Espanha e siga preso até o julgamento, que deve ser marcado pela juíza Rosa Maria Acero Viena em até três meses.
Justiça da Espanha pede prisão perpétua de brasileiro que matou família: François Patrick Campos Gouveia, de 20 anos, confessou ter esquartejado o próprio tio, além da tia e os dois primos© Arquivo Pessoal François Patrick Campos Gouveia, de 20 anos, confessou ter esquartejado o próprio tio, além da tia e os dois primos
O brasileiro está preso preventivamente desde outubro, quando se entregou às autoridades. A fase de instrução, quando são apresentadas provas, foi encerrada há um mês, no último dia 7.
Walfran Campos, tio de François Patrick e irmão de Marcos Campos Nogueira – que foi assassinado junto com a esposa, Janaína Américo, e os filhos – revelou ao G1 que não acredita na recuperação do sobrinho e defende que ele seja condenado à prisão perpétua. “Meu irmão, sua esposa, meus sobrinhos mortos não vão ter uma segunda chance, por isso não acho que Patrick mereça isso. Aliás, acredito que se ele sair depois de 25 anos, vai voltar a cometer crimes”, desabafou.
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Por Noticia ao minuto

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Avião militar russo cai perto de base russa na Síria e deixa 32 mortos

(Foto Ilustrativa)- Um avião militar russo caiu nesta terça-feira (6) pouco antes de aterrissar na base militar russa de Hmeimin, no noroeste da Síria, matando seus 32 ocupantes – anunciou o Exército russo, citado por agências de notícias.

“Em 6 de março, por volta das 15h (9h de Brasília), um avião de transporte An-26 caiu no aeródromo de Hmeimin. Segundo informações preliminares, transportava 26 passageiros e seis tripulantes”, informou o Ministério da Defesa.

“A catástrofe, segundo as primeiras informações, deveu-se aparentemente a um problema técnico”, acrescentou a mesma fonte, indicando que a aeronave caiu a 500 metros da pista de pouso da base russa e que não foi alvo de tiros.

Uma comissão do Ministério da Defesa vai analisar “todas as versões possíveis do que aconteceu”, aponta o comunicado.

Esta não é a primeira tragédia envolvendo um avião de transporte militar russo, dirigindo-se para Hmeimim. Em dezembro de 2016, um Tupolev Tu-154 que transportava membros do Coro do Exército Vermelho caiu no Mar Negro pouco depois de decolar de Adler (sul). Nesse episódio, 92 pessoas morreram.

Em outubro de 2017, um bombardeiro Su-24 caiu em Hmeimim, matando ambos os pilotos.

Desde o início de sua intervenção militar na Síria, em setembro de 2015, o Exército russo implantou dezenas de caças e bombardeiros que operam a partir da base aérea de Hmeimim, localizada na fortaleza alauíta do presidente sírio, Bashar al-Assad, perto de Latákia.

Fora este acidente, 45 soldados russos morreram oficialmente durante a intervenção militar na Síria. O Exército russo não indicou se os passageiros do Antonov eram militares.

O Antonov 26, bimotor de hélice de curto e médio alcance, pode transportar até 40 pessoas a seis mil metros de altitude e foi lançado em 1969. Os últimos modelos foram construídos em 1986.

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Estado de Minas
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É assim que a China quer dominar o mundo

(Foto © Fornecido por El Pais)  Brasil Ilustração de Artur Galocha com foto de Getty.  EL PAÍS Macarena Vidal Liy – “Esconder a força e aguardar o momento.” Deng Xiaoping, o grande protagonista da abertura econômica chinesa, recomendava manter a China em segundo plano no cenário global, enquanto o país lutava para sair da pobreza e deixar para trás o marasmo de 10 anos de Revolução Cultural. Mas essa etapa ficou no passado. Na “nova era” proclamada pelo presidente Xi Jinping, o gigante asiático está decidido a ocupar o papel de protagonista da arena global, que, aos seus olhos, a história lhe deve. Através de Xi, o líder mais poderoso do país em décadas e que continuará no poder além dos 10 anos inicialmente previstos, a nação quer moldar a ordem mundial para se consolidar como referente e criar oportunidades estratégicas para si e suas empresas, além de legitimar seu sistema de governo. E já não hesita em divulgar esses planos.

“Nunca o mundo teve tanto interesse na China, nem precisou tanto dela”, declarava solenemente no mês passado o Jornal do Povo, o mais oficial das publicações oficiais de Pequim. E o atual momento – em que os Estados Unidos presididos por Donald Trump abrem mão de seu papel de líder global, a Europa está presa em suas próprias divisões e o mundo ainda arrasta as consequências da crise financeira de 2008 – apresenta uma “oportunidade histórica” que, segundo o comentário, “abre-nos um enorme espaço estratégico para manter a paz e o desenvolvimento e ganhar vantagem”. A assinatura como “Manifesto” indicava que o texto representava a opinião dos mais altos dirigentes do Partido.

Essa ambição não é nova: a catástrofe que significou o Grande Salto Adiante (1958-1962) foi provocada, no fim das contas, pela vontade de Mão Tsé-Tung de transformar a China numa potência industrial em tempo recorde. A novidade, de fato, é que isso seja agora proclamado – e cada vez mais alto. Em seu discurso no XIX Congresso Nacional do Partido Comunista, em outubro, quando renovou seu mandato por outros cinco anos, Xi anunciou a meta de transformar o país “num líder global em termos de fortaleza nacional e a influência internacional” até 2050. A data não é casual: até lá, a China já terá esgotado seu dividendo demográfico (hoje a estrutura etária de sua mão de obra, ainda relativamente jovem, é benéfica para o crescimento econômico do país).

Aos olhos de Pequim, a China nunca teve esse objetivo tão ao seu alcance. A diferença não é pautada apenas pelas circunstâncias geopolíticas ou por seu auge econômico, mas também por sua situação interna. Nunca, desde os tempos de Mao, um líder chinês havia contado com tanto poder, nem tinha se sentido tão seguro no cargo.

Xi não deixa de acumular postos e títulos, oficiais e extraoficiais. Secretário-geral do Partido, presidente da Comissão Militar Central, chefe de Estado, “núcleo” do Partido e agora lingxiu, o líder, um tratamento que só havia sido concedido a Mão e ao seu sucessor imediato, Hua Guofeng. Universidades do país inteiro abrem centros de estudo dedicados ao seu pensamento; as ruas de qualquer cidade estão cheias de cartazes pedindo que a população aplique suas ideias. De uma forma marcante, não vista em décadas, a lealdade ao Partido, e em consequência a Xi, é a condição essencial para se ter sucesso em qualquer atividade que tenha a ver com o onipotente Estado.

Xi se apresentou como o grande defensor da luta contra as mudanças climáticas, a globalização e os tratados de livre comércio

A consolidação do poder de Xi vai ser coroada na sessão anual da Assembleia Nacional Popular, o Legislativo chinês, que será inaugurada na próxima semana no Grande Palácio do Povo de Pequim. Os deputados aprovarão, entre outras coisas, a eliminação do limite temporário de dois mandatos que a Constituição impõe ao presidente, abrindo caminho para que o mandatário continue à frente do país por tempo indefinido.

A China multiplicou sua expansão internacional já durante o primeiro mandato de Xi. Seu Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura completará três anos concedendo empréstimos equivalentes a mais de 13,4 bilhões de reais. Sua nova Rota da Seda – um plano para construir uma rede de infraestrutura ao redor do mundo – acaba de incorporar oficialmente a América Latina, mira o Ártico e se dispõe e realizar sua segunda reunião internacional em 2019. Seus investimentos em diplomacia têm sido vastos. Em 2017, o país destinou a essa área o equivalente a 25,5 bilhões de reais, um aumento de 60% em relação a 2013. Já os EUA propuseram cortar 30% das despesas com o serviço exterior.

Enquanto Washington abandona seus compromissos internacionais, a China está disposta a preencher esse vazio. Xi Jinping se apresentou como o grande defensor da globalização, da luta contra a mudança climática, dos tratados de comércio internacionais. Pequim já mantém acordos de livre comércio com 21 países – um a mais que Washington – e, segundo suas autoridades, negocia ou planeja incluir outros 10.

Os investimentos do Governo e das empresas da China e no exterior são um dos principais pilares dessa estratégia. Na América Latina, o país já concedeu mais créditos que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Ano passado, investiu o equivalente a 390 bilhões de reais em 6.236 empresas de 174 países, segundo seu Ministério do Comércio. Como parte do plano de se tornar um país líder em tecnologia e fazer com que esse setor seja uma das principais fontes de seu PIB, a China comprou empresas fundamentais em áreas estratégicas, como a líder alemã em robótica Kuka e a fabricante de chips britânica Imagination. Já é um referente em inteligência artificial.

Mas sua presença no exterior não se limita ao terreno diplomático e comercial. Ser uma potência global requer não apenas ter acesso aos recursos e conexões com o resto do mundo, mas também defendê-los e se defender. E a China, com o equivalente a 490 bilhões de reais, é o segundo país com maior gasto militar, atrás dos EUA, e moderniza rapidamente seu Exército. Já conta com sua primeira base militar no exterior, em Djibuti, e, segundo o Afeganistão, estuda construir uma segunda base num canto remoto desse país.

Mas se a China hoje inspira mais simpatia que os EUA em diversos países – incluindo aliados tradicionais de Washington, como México e Holanda, segundo informou o Pew Research Center em 2017 –, seu auge também gera desconfiança. O Eurasia Group descreveu a influência chinesa em meio a um vazio de liderança global como o primeiro risco geopolítico para este ano. “[A China] está fixando padrões internacionais com a menor resistência já vista”, afirma a consultoria. “O único valor político que a China exporta é o princípio de não ingerência nos assuntos internos de outros países. Isso é atrativo para os Governos, acostumados às exigências ocidentais de reformas políticas e econômicas em troca de ajuda financeira.” Menção especial, entre outras coisas, merece o investimento chinês em inteligência artificial. “[Esse investimento] procede do Estado, que se alinha com as instituições e companhias mais poderosas do país e trabalha para garantir que a população se comporte como o Estado deseja. É uma força estabilizadora para o Governo autoritário e capitalista do Estado chinês. Outros Governos acharão esse modelo sedutor.”

Xi Jinping, em 24 de outubro, no XIX Congresso do Partido Comunista. © Fornecido por El Pais Brasil
Xi Jinping, em 24 de outubro, no XIX Congresso do Partido Comunista. © Fornecido por El Pais Brasil

Outras vozes também demonstram alarme. O primeiro-ministro australiano, Malcom Turnbull, denunciou em dezembro a influência da China nos assuntos políticos de seu país, mediante lobbies e doações, e apresentou um projeto de lei que busca frear isso. O diretor do FBI, a polícia federal dos EUA, Christopher Wray, também advertiu que Pequim pode ter infiltrado agentes até mesmo nas universidades. Um relatório do think tank alemão MERICS e do Global Public Policy Institute alerta para a crescente penetração da influência política da China na Europa, especialmente nos países do Leste. E um grupo de acadêmicos conseguiu, graças aos protestos do ano passado, que a editora Cambridge University Press restabelecesse artigos censurados por não coincidirem com a visão do governo chinês em assuntos como Tiananmen e Tibete.

A crescente assertividade de Pequim pode beirar a arrogância ou o desdém pelas normas internacionais. No mar do Sul da China, onde suas reivindicações de soberania enfrentam as de outras cinco nações, o país tem construído ilhas artificiais em áreas em disputa, apesar dos protestos dos Estados vizinhos e dos EUA. Recentemente, a imprensa recriminou a Suécia por suas pressões pela libertação de Gui Minhai, o livreiro sueco detido no mês passado quando viajava a Pequim escoltado por dois diplomatas.

Além dos alarmes, começam a soar também – de modo ainda muito incipiente – propostas para contra-atacar essa pujança ou os aspectos menos benevolentes dela. O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu a unidade dos 27 parceiros da União Europeia para não perderem terreno para a China. A Casa Branca começou a impor tarifas a alguns produtos para frear o que considera concorrência desleal da China no intercâmbio comercial. Japão, Índia, Austrália e EUA estudam apresentar um plano internacional alternativo ao da Rota da Seda.

Claro que nem sequer o todo-poderoso Xi pode considerar tudo como garantido, e a China da nova era padece de fraquezas importantes. No momento, o apoio popular ao presidente e sua gestão parece sólido. Mas mantê-lo, em uma sociedade de fortes desigualdades sociais, pode ser uma tarefa complicada. As jovens classes médias, nascidas e criadas depois da Revolução Cultural e de Mao, não conheceram o sofrimento de seus progenitores e demandam um bem-estar econômico que dão como certo, assim como padrões de vida semelhantes aos do Ocidente.

Isto inclui a poluição, um dos grandes males da China. Depois de medidas como um plano de urgência para o inverno, padrões de emissões para veículos e fechamento de fábricas com elevados níveis de poluição, este ano a qualidade do ar em Pequim melhorou notavelmente. Mas organizações como o Greenpeace enfatizam que essa melhora se deu, em parte, ao custo de transferir a poluição para regiões mais pobres e menos visíveis.

Garantir padrões de vida cada vez melhores – a China se comprometeu a acabar até 2020 com a pobreza rural, que em 2015 afetava 55 milhões de pessoas – obriga também a uma reforma econômica. Ao chegar ao poder, há cinco anos, Xi prometeu deixar que o mercado seguisse seu ritmo. É uma aspiração que se mostrou complicada. Em 2015, a revista Caixin indicava que, entre as 113 áreas suscetíveis de reforma, somente 23 avançavam a bom ritmo, os progressos eram lentos em 84 e nada se conseguira em 16.

O que está por fazer é o mais difícil: as empresas de propriedade estatal, gigantescas e ineficientes, mas básicas no sistema socioeconômico chinês atual; o excesso de crédito e de capacidade de produção; a completa liberalização do yuan. Reformas necessárias, mas que vão requerer enorme habilidade para que não prejudiquem o índice de desemprego ou a estabilidade social, a grande prioridade do Governo.

Em prol dessa estabilidade social, a China de Xi Jinping pôs em prática ambiciosos programas de controle e vigilância dos cidadãos, ajudada pela inteligência artificial. O fluxo das informações e as redes sociais são ferreamente supervisionados. Todas as empresas, incluindo as multinacionais estrangeiras, precisam contar com uma unidade do Partido Comunista em sua estrutura. Os meios de comunicação estatais – os principais  – receberam instruções da boca do próprio presidente: “Vocês devem se nomear Partido”.

A tendência é a de redução da tolerância a qualquer manifestação cultural que não reforce o papel dominante do Partido Comunista nem se ponha a serviço de seus objetivos. E isso inclui o tratamento às minorias e a prática da religião, sobre a qual recentemente foram impostos novos regulamentos. As pessoas incômodas – sejam dissidentes políticos, advogados de direitos humanos ou ativistas de causas sociais– são presas e, às vezes, condenadas a longas penas de prisão. No ano passado, o Prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo morreu de câncer de fígado enquanto cumpria uma pena de 11 anos.

Mas o tempo corre, para Xi, para Pequim e para implementar as reformas. Um dos grandes obstáculos que o país enfrenta é precisamente seu rápido envelhecimento. A desastrosa política do filho único faz com que o dividendo demográfico esteja se esgotando. Apesar do fim da proibição em 2015, a natalidade não dá mostras de aumentar. Em 2020, 42 milhões de idosos não poderão cuidar de si mesmos e 29 milhões superarão os 80 anos. Um grande desafio para sistemas de previdência social e de saúde ainda muito frágeis.

Para 2050, quando o país espera ter se tornado uma grande potência, contará com 400 milhões de aposentados. Por essa época, terá completado seus ambiciosos planos de reforma militar e econômica; a prioridade será atender a esse grande segmento de população envelhecida. O prazo de “oportunidade estratégica” terá expirado.

A nova era de Xi tem, portanto, pressa. Hoje pode mobilizar a população em busca do sonho chinês; amanhã poderá ser tarde. Dentro de alguns anos, esta nova era pode ter ficado velha demais.

Ilustração de Artur Galocha com foto de Getty. © Fornecido por El Pais Brasil Ilustração de Artur Galocha com foto de Getty.
Ilustração de Artur Galocha com foto de Getty. © Fornecido por El Pais Brasil Ilustração de Artur Galocha com foto de Getty.

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Taxa de gravidez adolescente no Brasil está acima da média latino-americana e caribenha

Novo relatório publicado por agências da ONU mostrou que taxa brasileira de gravidez na adolescência está acima da média latino-americana e caribenha. Foto: EBC- A América Latina e o Caribe continua sendo a sub-região com a segunda maior taxa de gravidez adolescente do mundo, afirmou relatório publicado nesta quarta-feira (28) por Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

A taxa mundial de gravidez adolescente é estimada em 46 nascimentos para cada 1 mil meninas entre 15 e 19 anos, enquanto a taxa na América Latina e no Caribe é de 65,5 nascimentos, superada apenas pela África Subsaariana. No Brasil, a taxa é de 68,4 nascimentos para cada 1 mil adolescentes.

A América Latina e o Caribe continua sendo a sub-região com a segunda maior taxa de gravidez adolescente do mundo, afirmou relatório publicado nesta quarta-feira (28) por Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

O relatório dá uma série de recomendações para reduzir a gravidez na adolescência, entre elas, apoiar programas multissetoriais de prevenção dirigidos a grupos em situação de maior vulnerabilidade e impulsionar o acesso a métodos anticoncepcionais e de educação sexual.

A taxa mundial de gravidez adolescente é estimada em 46 nascimentos para cada 1 mil meninas de 15 a 19 anos, enquanto a taxa na América Latina e no Caribe é estimada em 65,5 nascimentos, superada apenas pela África Subsaariana, segundo o relatório “Aceleração do progresso para a redução da gravidez na adolescência na América Latina e no Caribe“. No Brasil, a taxa é de 68,4.

Apesar de, nos últimos 30 anos, a fecundidade total na América Latina e no Caribe — ou seja, o número de filhos por mulher — ter diminuído, as taxas de fecundidade das adolescentes caíram ligeiramente, disse o documento.

A América Latina e o Caribe é a única região do mundo com uma tendência ascendente de gravidez entre adolescentes com menos de 15 anos, segundo o UNFPA. A estimativa é de que, a cada ano, 15% de todas as gestações na região ocorram em adolescentes com menos de 20 anos e 2 milhões de crianças nasçam de mães com idade entre 15 e 19 anos.

A maioria dos países com as taxas mais elevadas de fecundidade adolescente na América Latina e no Caribe está na América Central, liderados por Guatemala, Nicarágua e Panamá. No Caribe, República Dominicana e Guiana têm as taxas mais altas. Na América do Sul, a liderança fica com Bolívia e Venezuela.

Como comparação, as taxas de gravidez entre adolescentes nos Estados Unidos e no Canadá estão abaixo da média mundial e caíram de forma sustentada durante a última década. Nos EUA, houve diminuição recorde da gravidez adolescente em todos os grupos étnicos, com uma queda de 8% entre 2014 e 2015, para um mínimo histórico de 22,3 nascimentos a cada 1 mil adolescentes de 15 a 19 anos.

A taxa total de fecundidade na América Latina e no Caribe caiu de 3,95 nascimentos por mulher no período de 1980-1985 para 2,15 nascimentos por mulher em 2010-2015.

No mundo, a cada ano, ficam grávidas aproximadamente 16 milhões de adolescentes de 15 a 19 anos; e 2 milhões de adolescentes menores de 15 anos.

“As taxas de fertilidade entre adolescentes continuam sendo altas. Afetam principalmente as populações que vivem em condições de vulnerabilidade e demonstram as desigualdades existentes entre e dentro dos países. A gravidez na adolescência pode ter um efeito profundo na saúde das meninas durante a vida”, disse Carissa F. Etienne, diretora da OPAS.

“Não apenas cria obstáculos para seu desenvolvimento psicossocial, como se associa a resultados deficientes na saúde e a um maior risco de morte materna. Além disso, seus filhos têm mais risco de ter uma saúde mais frágil e cair na pobreza”, declarou.

A mortalidade materna é uma das principais causas da morte entre adolescentes e jovens de 15 a 24 anos na região das Américas. A título de exemplo, em 2014, morreram cerca de 1,9 mil adolescentes e jovens como resultado de problemas de saúde durante a gravidez, parto e pós-parto.

Globalmente, o risco de morte materna se duplica entre mães com menos de 15 anos em países de baixa e média renda. As mortes perinatais são 50% mais altas entre recém-nascidos de mães com menos de 20 anos na comparação com recém-nascidos de mães entre 20 e 29 anos, disse o relatório.

“A falta de informação e o acesso restrito a uma educação sexual integral e a serviços de saúde sexual e reprodutiva adequados têm uma relação direta com a gravidez adolescente. Muitas dessas gestações não são uma escolha deliberada, mas a causa, por exemplo, de uma relação de abuso”, disse Esteban Caballero, diretor regional do UNFPA para América Latina e Caribe. “Reduzir a gravidez adolescente implica assegurar o acesso a métodos anticoncepcionais efetivos”.

O relatório afirmou ainda que em alguns países as adolescentes sem escolaridade ou apenas com educação básica têm quatro vezes mais chances de ficar grávidas na comparação com adolescentes com ensino médio ou superior.

Da mesma maneira, a probabilidade de começar a conceber filhos é entre três e quatro vezes maior entre as adolescentes de lares no quintil inferior de renda na comparação com aquelas que estão nos quintis mais altos no mesmo país. As meninas indígenas, particularmente nas áreas rurais, também têm uma maior probabilidade de gravidez precoce.

“Muitas meninas e adolescentes precisam abandonar a escola devido à gravidez, o que tem um impacto de longo prazo nas oportunidades de completar sua educação e se incorporar no mercado de trabalho, assim como participar da vida pública e política”, disse Marita Perceval, diretora regional do UNICEF. “Como resultado, as mães adolescentes estão expostas a situações de maior vulnerabilidade e a reproduzir padrões de pobreza e exclusão social”.

Prevenção
O relatório dá uma série de recomendações para reduzir a gravidez adolescente, que envolvem desde ações para criar leis e normas, até trabalhos de educação no nível individual, familiar e comunitário.

Entre as recomendações, o relatório sugere promover medidas e normas que proíbam o casamento infantil e as uniões precoces antes dos 18 anos; apoiar programas de prevenção à gravidez baseados em evidências que envolvam vários setores e que trabalhem com os grupos mais vulneráveis; aumentar o uso de contraceptivos.

Outras medidas incluem prevenir as relações sexuais sob coação; reduzir significativamente a interrupção de gestações em condições perigosas; aumentar o atendimento qualificado antes, durante e depois do parto; incluir as jovens no desenho e implementação dos programas de prevenção da gravidez adolescente; criar e manter um entorno favorável para a igualdade de gênero, a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos das adolescentes.

Clique aqui para acessar o relatório (em espanhol).

Da ONU Brasil, in EcoDebate,
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Noruega manda matar mais de 1.400 renas

Depois de detectar doença cerebral contagiosa em 17 animais, governo norueguês autoriza abate de rebanho. Este é o primeiro caso fora da América do Norte ou da Coreia do Sul.

A doença CWD ataca o sistema nervoso central, mas, segundo especialista, não há registros de transmissão a humanos (Foto: L0nd0ner/Creative Commons)

Para conter uma doença cerebral contagiosa, mais de 1.400 renas selvagens foram mortas na Noruega desde novembro. O Ministério do Meio de Ambiente da Noruega comunicou, nesta terça-feira (27), ter concluído o abate, iniciado depois que a doença foi detectada em 17 animais. Ao todo, 38 mil foram examinados.

Os testes mostraram que 17 das renas abatidas na região de Nordfjella, entre Oslo e Bergen, apresentavam a perigosa Doença da Debilidade Crônica (CWD, na sigla em inglês). Até agora, a Noruega é o único país da Europa que registrou a doença.

A CWD é uma doença contagiosa, semelhante ao Mal da Vaca Louca (Encefalopatia espongiforme bovina) e a Scrapie (Paraplexia enzoótica dos Ovinos). A CWD ataca o sistema nervoso central e é fatal. Segundo especialistas, não há registros de transmissão de CWD a humanos e animais de estimação.

“É triste que a doença tenha eclodido em nosso país e foi uma decisão difícil de abater todo o rebanho”, disse o ministro da Agricultura da Noruega, Jon Georg Dale, que acrescentou que a tarefa foi completada antes da temporada de partos. Ele garantiu a existência de planos de reintroduzir renas selvagens saudáveis na região de Nordfjella.

A CWD foi detectada pela primeira vez em abril de 2016 numa rena que vivia nas montanhas entre Hemsedal e Laerdal, no centro do país. Foi o primeiro caso da doença fora da América do Norte ou da Coreia do Sul.

Caçadores na região receberam um pedido para que enviasse as cabeças de alces e renas mortos para um instituto veterinário. Depois que a doença foi constatada em outras duas renas e dois alces, o Ministério da Agricultura da Noruega decidiu abater o rebanho.

Não está claro como as renas selvagens contraíram a doença degenerativa. Provavelmente o agente patogênico é transmitido por meio de carcaças de animais doentes e fezes. A CWD não é curável, os cervídeos infectados morrem. Por razões de segurança, a carne de cervídeos das áreas afetadas deve ser examinada antes do consumo.
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Por Deutsche Welle

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Prefeito é amarrado e humilhado em via pública por não cumprir promessas

Prefeito é amarrado e humilhado em via pública por não cumprir promessas (Foto: Reprodução)
Javier Delgado, prefeito da cidade de San Buenaventura, de 8 mil habitantes, na Bolívia, foi amarrado pela própria população e preso a uma armadilha em meio a via pública, onde passou por uma sessão de humilhação. O motivo da punição? Ele não cumpriu as promessas de campanha.

Segundo o jornal local El Deber, Javier Delgado passou cerca de uma hora preso no local, rodeado pela população e cachorros vira-latas. Ainda de acordo com a publicação, esse tipo de punição é um costume local e já é a terceira vez que o prefeito é preso na armadilha em apenas dois anos de mandato.

Ao jornal, o prefeito afirmou que não fez nada de errado e foi vítima de mentiras divulgadas por madeireiros da região, mas que só conseguiu explicar o caso à população após o castigo. “Foi tudo uma confusão provocada por pessoas que espalharam mentiras com o intuito de revogar meu mandato”, disse o prefeito ao El Deber.

Questionado se pretende tomar ações legais contra o castigo, ele disse que não. “Não é culpa da população. É culpa das pessoas que perderam o poder que sempre tiveram”.

Já pensou se essa prática vira moda?

(Com informações do Estadão)

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