Dólar sobe 1,2% e vai a R$3,45, maior patamar desde final de 2016, com cena externa

(Foto: Mark Wilson/ Getty Images) – O dólar fechou a segunda-feira em alta de mais de 1 por cento e foi ao patamar de 3,45 reais, maior nível em quase um ano e meio, seguindo o movimento dos mercados externos em meio a temores de que a pressão inflacionária leve o banco central dos Estados Unidos a ser mais firme no aperto monetário.

O dólar avançou 1,20 por cento, a 3,4528 reais na venda, depois de tocar a máxima de 3,4538 reais no dia e no maior patamar de fechamento desde 2 de dezembro de 2016 (3,4726 reais). O dólar futuro tinha alta de cerca de 1,1 por cento no final da tarde.

“O Treasury de 10 anos testou novamente os picos deste ciclo econômico… geralmente, as rodadas de abertura (alta das taxas) dos Treasuries afetam o humor global a risco, o que está dando suporte ao dólar no mundo”, disse o gestor e sócio da gestora Flag Dan Kawa.

Os rendimentos dos Treasuries de 10 anos dos EUA foram a quase 3 por cento nesta sessão, em meio a preocupações com a crescente oferta de dívida pública do país e a aceleração da inflação. Com isso, o dólar chegou a atingir a máxima em sete semanas ante umaa cesta de moedas.

Esse cenário aumentava o temor de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, possa elevar os juros mais do que o esperado. Taxas elevadas na maior economia do mundo tendem a atrair recursos aplicados hoje em outras praças financeiras, como a brasileira.

“E isso levaria a menos liquidez no mercado, o que puxa o dólar”, afirmou o gestor de derivativos de uma corretora local.

O dólar também subia ante divisas de países emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano.

Como pano de fundo, os investidores seguiram acompanhando o noticiário político interno, a poucos meses das eleições presidenciais de outubro.

O Banco Central vendeu todo o lote de 3,4 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 1,87 bilhão de dólares do total de 2,565 bilhões de dólares que vence em maio.

Se mantiver esse volume diário e vendê-lo integralmente, o BC rolará o valor total dos swaps que vencem no próximo mês.

Fonte: Reuters/Por Claudia Violante

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Conservador Mario Abdo Benítez vence eleição no Paraguai

O conservador Mario Abdo Benítez acena após votar na eleição presidencial deste domingo (22) no Paraguai. (Foto: Reuters/Mario Valdez)
    
Liberal Efrain Alegre ficou em segundo lugar; 65% dos 4,2 milhões de eleitores foram às urnas neste domingo (22).

O candidato direitista Mario Abdo Benítez venceu a eleição presidencial no Paraguai neste domingo (22). Com 96% das urnas apuradas, ele recebeu 46,49% dos votos, informou o presidente do Tribunal Eleitoral do país, Jaime Bestard.

Seu principal oponente, o liberal Efrain Alegre, de uma coalizão de centro esquerda, recebeu 42,72% da preferência dos eleitores.

Benítez sucederá em agosto o presidente Horacio Cartes, um empresário da indústria do tabaco que, nestas eleições, candidatou-se ao Senado.

 Mario Abdo Benitez durante campanha eleitoral em Itagua. (Foto: AFP/Eitan Abramovich)

Mario Abdo Benitez durante campanha eleitoral em Itagua. (Foto: AFP/Eitan Abramovich)

Os centros de votação fecharam às 16h local (17h de Brasília), sem incidentes, informou a autoridade eleitoral. Participaram da eleição cerca de 65% dos 4,2 milhões de eleitores.

Outros oito candidatos competiram pela presidência, mas sem chances reais de vencer.

Nas eleições, de um só turno, também esteve em jogo a composição do Congresso (Senadores e Deputados) e os governos dos 17 departamentos, além das cadeiras no Parlasur (Parlamento do Mercosul).

Em conjunto, foram apresentadas mais de 15 mil candidaturas desde as fileiras de 23 partidos, 17 alianças, outros tantos movimentos e quatro combinações.

 Mario Abdo Benitez e seu opositor Efraín Alegre (Foto: Andres Stapff e Jorge Adorno/Reuters)

Mario Abdo Benitez e seu opositor Efraín Alegre (Foto: Andres Stapff e Jorge Adorno/Reuters)

Foram desdobrados cerca de 300 observadores internacionais em todo o país de organismos como a União Europeia (UE), a Organização de Estados Americanos (OEA) e a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore).

Veja abaixo o perfil do novo presidente paraguaio:

Marcado por ser de uma família muito próxima do ex-ditador Alfredo Stroessner, o candidato do partido governista à presidência do Paraguai, Mario Abdo Benitez, do partido Colorado, se esforça para provar suas credenciais democráticas e republicanas.

Com 46 anos, graduado em marketing nos Estados Unidos, “Marito” era favorito segundo as pesquisas, com até 20 pontos de vantagem sobre o candidato liberal Efraín Alegre, da coalizão de centro-esquerda Alianza Ganar.

Seu pai foi secretário particular de Stroessner. Entre eles havia um parentesco por parte das avós.

“Lamento a parte negra da nossa história, mas, como muitos paraguaios, acho que não deve ser uma desculpa para manter uma divisão entre compatriotas. Eu tinha 16 anos quando Stroessner caiu”, afirma.

Mas esse passado foi deixado de fora de sua carreira política e da campanha eleitoral.

“Quem tem menos de 40 anos não se lembra da ditadura. E é por isso que não está na discussão desta campanha”, afirma o analista político Francisco Capli à AFP.

Divorciado de Fátima María Díaz Benza, com quem teve dois filhos, Abdo se casou novamente com Silvana López Moreira Bo, filha de uma família da alta sociedade de Assunção.

Tem apenas uma irmã e sete meio-irmãos.

Afirma ter construído uma identidade própria, apesar de sua origem, tendo sido criado como um pequeno príncipe. Seu pai foi processado por enriquecimento ilícito. Foi um dos primeiros prisioneiros da democracia que se instalou após a queda de Stroessner, mas finalmente foi absolvido.

Juntou-se à militância política dentro do movimento Paz e Progresso, o lema do governo da ditadura.

Em 2013, foi eleito senador e depois presidente do Congresso em 2015, ano que marcou o ponto de virada e o ponto de ruptura de suas relações com o presidente Cartes.

Na crise de março de 2017, os opositores reagiram com violência e incendiaram uma parte do Congresso em protesto contra a pretensão do presidente Cartes de aprovar uma emenda que o qualificaria para a reeleição.

“Estava na praça, defendi nosso sistema republicano”, diz ele, com convicção.

Por G1
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UE proíbe importação de 20 frigoríficos brasileiros

(Foto:Rodolfo Buhrer/Reuters) – Porta-voz afirma que a medida proposta pela Comissão refere-se a “deficiências detectadas no sistema de controle oficial brasileiro”
Exportações: membros da Comissão Europeia votaram a favor nesta quinta-feira, 19, pela deslistagem de 20 unidades brasileiras exportadoras de carne de aves para o bloco europeu .

Os Estados-membros da União Europeia decidiram, por unanimidade, nesta quinta-feira proibir as importações de produtos de carne, principalmente aves, de 20 estabelecimentos brasileiros autorizados a exportar para o bloco europeu, disse a Comissão Europeia em comunicado.

A medida foi adotada em razão de “deficiências detectadas no sistema de controle brasileiro oficial”, disse a Comissão. A decisão entra em vigor 15 dias após sua publicação no diário oficial da União Europeia.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal, a ação europeia atinge 12 fábricas da BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão.

Procurada, a BRF não se manifestou sobre o assunto. A empresa encerrou 2017 com prejuízo líquido de cerca de 1 bilhão de reais e enfrenta na próxima semana assembleia de acionistas que deve ser marcada pela troca do conselho de administração, hoje presidido pelo empresário Abilio Diniz. Na véspera, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que aceitou o convite de Diniz para ser indicado à presidência do conselho da BRF.

O vice-presidente de Mercados da ABPA, Ricardo Santin, disse à Reuters nesta quinta-feira que um total de nove empresas foram afetadas pelo descredenciamento da UE.

De acordo com fonte com conhecimento do assunto, a decisão não afeta unidades da JBS, nem da Seara, marca controlada pela processadora de carne.

As ações da BRF subiam 2,9 por cento às 13:39, perdendo fôlego ante o pico de 10 por cento alcançado mais cedo, antes do anúncio da UE. Já os papéis da JBS tinham oscilação positiva de 0,1 por cento. Marfrig exibia queda de 1,7 por cento e a Minerva avançava 0,5 por cento. No mesmo horário, o Ibovespa tinha queda de 0,1 por cento.

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Por Reuters

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Surfistas sofrem ataques de tubarão durante mundial na Austrália

(Foto   Reprodução) – Dois ataques de tubarão em menos de 24h assustaram os surfistas que disputam a terceira etapa do mundial de surfe em Margaret River, no oeste australiano.

Após o término da terceira bateria da repescagem feminina, a World Surf League (WSL) paralisou a competição no oeste australiano. Horas depois, quando as autoridades locais asseguraram que não havia risco para os atletas, a competição foi reiniciada com a presença de drones monitorando as atividades.
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O primeiro ataque ocorreu no pico conhecido como Cobblestones. A vítima foi o italiano Alejandro Travaglini, 37 anos, que mora em Margaret River. Ele sofreu ferimentos nas pernas e foi levado de helicóptero a um hospital em Perth, a 270km de distância. O fotógrafo Peter Jovic presenciou o ataque.índice

“Um tubarão apareceu e praticamente derrubou um surfista de sua prancha. Houve muita agitação. Depois disso, foi difícil ver o que estava acontecendo. Eu vi o cara que foi atacado ser separado da prancha de surfe e depois começar a remar para uma onda no inside, surfando de peito durante todo o percurso. Ele foi levado para a praia e começaram a trabalhar para conter o sangramento”, contou o fotógrafo.

Após o primeiro ataque, as praias na área de Gracetown foram fechadas, incluindo North Point (onde foi disputada a primeira e segunda fases do evento), Big Rock e Lefthanders.

Horas depois, um freesurfer dinamarquês Justin Longrass, de 41 anos, teve a perna mordida em Lefthanders, pico conhecido e bastante procurado pelos atletas. O tubarão ainda deixou uma marca impressionante na prancha de Longrass.

“Ele veio direto em minha direção e deu uma cravada na prancha”, disse o dinamarquês ao site da ABC.

Os brasileiros Gabriel Medina e Ítalo Ferreira usaram as redes sociais para cobrar medidas de segurança para os atletas.

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Por Globo Espórte
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Nova teoria aponta fim do mundo no dia 23 de abril

 O autor da teoria diz que um “planeta” estaria em rota de colisão com o nosso mundo
(Foto Reprodução ) -De tempos em tempos surge uma previsão maluca de fim do mundo, afinal, teorias da conspiração sempre fazem sucesso e geram assunto. Eis que vem aí mais uma: o escritor e “profeta” norte-americano David Meade, autor do livro “Planet X — The 2017 Arrival”, previu várias vezes a colisão da Terra com um tal Planeta X e agora o apocalipse — já reagendado do dia 23 de setembro para 15 de outubro do ano passado — está marcado para 23 de abril.

A história é parecida com os casos anteriores. Desta vez, ao invés de códigos numéricos secretos, Meade evoca uma obscura passagem bíblica sobre uma mulher chorando ou um alinhamento de astros ligado ao livro de Revelações da Bíblia, algo que poderia iniciar uma série de desastres na Terra. Na verdade ninguém dá muita bola para os detalhes da trama, já que ela também vai ganhando mais drama conforme vai sendo repassada.

O causador da destruição é, novamente, o Planeta X, às vezes mencionado como Nibiru, coisa que a NASA e ninguém nunca viu na vida. Ele simplesmente estaria em rota de colisão com o nosso mundo, com possibilidade de choque ou passagem muito próxima, o que causaria nossa aniquilação. O mais curioso é que o autor fala sobre isso enquanto promove vendas de seu livro. Afinal, já que vai tudo para a cucuia, por que não deixar de existir com o bolso cheio de dinheiro, não?

A Fox News, que gosta de alimentar notícias sensacionalistas, deu até destaque para Meade e sua incrível descoberta. Aguardemos então por mais essa devastação global — claro que não torcemos que aconteça, mas por enquanto ninguém notou nada de estranho no céu.
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Por: Tecmundo
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Líderes de Bolívia, Venezuela, Cuba e Argentina se solidarizam a Lula

(Foto Jamil Bittar/Reuters) –  Presidentes e ex-presidentes enviaram apoio ao petista em razão de seu pedido de prisão
Líderes de Bolívia, Venezuela, Cuba e Argentina se solidarizam a Lula
Integrantes do Foro de São Paulo, organização criada a partir de seminário realizado pelo PT em 1990, alguns dos principais líderes sul-americanos se manifestaram em favor do ex-presidente Lula, que teve pedido de prisão decretado na quinta-feira (6).

Da Bolívia, o presidente Evo Morales disse que a luta de Lula pelos pobres, trabalhadores, intelectuais e profissionais comprometidos com a dignidade e soberania dos povos é também dele. “Nenhuma decisão, nenhum golpe judicial nunca poderá impedi-lo ou separá-lo das pessoas”, disse.

Já o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou a direita brasileira de incapacidade de ganhar democraticamente e de “eleger o caminho judicial para amedrontar as forças populares”.

Em nota, o ministério de Relações Exteriores de Cuba expressou solidariedade e apoio ao ex-presidente brasileiro que, segundo o texto, “continua gozando de amplo apoio popular”.

Ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner disse que “às elites no poder, nunca interessou justiça ou democracia”.

Por Noticia ao Minuto
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Ex-presidente da Coreia do Sul é condenada a 24 anos de prisão por corrupção

The President of South Korea, Park Geun-hye (Foto Mauricio Duenas Castaneda/EPA/Agência Lusa – Todos Direitos Reservados)

A ex-presidente da Coreia do Sul Park Geun-hye foi condenada nesta sexta-feira (6), por um tribunal de Seul, a 24 anos de prisão, pelo envolvimento no caso de corrupção da “Rasputina”, que culminou com sua cassação em janeiro de 2017.

A sentença, que foi transmitida ao vivo pela TV por quase duas horas, considera comprovada que a ex-presidente conservadora e sua amiga, Choi Soon-sil, conhecida como “Rasputina”, criaram uma vasta rede de favores pela qual extorquiram grandes empresas como Samsung, Hyundai e Lotte.

Park, de 66 anos, estava presa preventivamente desde março de 2017 e foi a primeira chefe de Estado sul-coreana cassada na democracia. A saída dela levou a uma antecipação nas eleições, vencidas em maio do ano passado pelo liberal Moon-Jae-in.

Além disso, o tribunal presidido pelo juiz Kim Se-yoon condenou a ex-governante ao pagamento de uma multa de 18 bilhões de wons (US$ 16,8 milhões).

A promotoria tinha pedido para ela 30 anos de prisão e multa de 118,5 bilhões de wons (US$ 95 milhões).

Park, que chegou ao poder em fevereiro de 2013, foi declarada culpada de 16 das 18 acusações no caso de corrupção da “Rasputina”, como abuso de poder, suborno e coação.

Na entrada do tribunal, uma multidão de simpatizantes da ex-presidente se reuniu, agitando bandeiras do país e mostrando cartazes em inglês onde estava escrito: “Parem os processos mortais contra Park Geun-hye” ou “O Estado de Direito morreu”.

A ex-governante, que não comparece ao tribunal desde outubro do ano passado alegando problemas de saúde, também não participou da audiência de hoje e denunciou que foi julgada de maneira imparcial e mantida presa preventivamente sem motivos.

É a primeira vez que a Coreia do Sul transmite pela televisão o veredito de uma causa penal, depois que a Suprema Corte aprovou, no ano passado, uma emenda para permitir essa cobertura, se o próprio tribunal considerar um caso de interesse público.

A sentença de hoje é dada depois de a “Rasputina” sul-coreana ter sido condenada, em fevereiro, a 20 anos de prisão e a pagar uma multa milionária por ser o cérebro da trama de corrupção que escandalizou o país asiático.

Choi, amiga íntima de Park, era a principal responsável pela ampla rede de tráfico de influência tramada ao lado da ex-presidente.

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Da Agência EFE*
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A enorme fenda que pode separar o Chifre da África do resto do continente

A estrada que liga as cidades quenianas de Narok e Nairobi foi atravessada pela fenda que se abriu no mês passado no sudoeste do país (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)  – Uma fissura que começou a se abrir em março no sudoeste do Quênia evidencia que, em dezenas de milhões de anos, haverá uma ilha no Oceano Índico composta por partes da Etiópia e da Somália.

Em Mai Mahiu, um pequeno vilarejo rural no sudoeste do Quênia, a 50 km da capital, Nairobi, ocorrem há algumas semanas chuvas intensas, inundações e tremores. Mas, em 18 de março, algo estranho aconteceu: a terra começou a se abrir.

“Minha mulher começou a gritar para os vizinhos, pedindo ajunda para tirar nossos pertences de casa”, contou Eliud Njoroge à agência de notícias Reuters.

Desde então, a fenda no piso de cimento de sua casa não parou de crescer, fazendo com que a família de Njoroge e muitas outras fossem evacuadas.

“As fendas correm quase em linha reta, então, dá para projetar para onde vão. Se você vê uma vindo em sua direção, você sai dali correndo”, disse o geólogo David Adede à Reuters.
A enorme fissura já tem quilômetros de comprimento e alguns metros de largura. Ela está ligada a uma falha tectônica conhecida como Vale do Rift, ou Vale da Grande Fenda, na África Ocidental.

Segundo os geólogos, esse é um sinal de que, daqui a dezenas de milhões de anos, a África pode ser separada em duas.

A fissura já levou a evacuações de zonas rurais no sudoeste do Quênia e seguirá se expandindo pelo continente (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)
A fissura já levou a evacuações de zonas rurais no sudoeste do Quênia e seguirá se expandindo pelo continente (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

África sem o Chifre
Assim como ocorreu com a América do Sul, separada da África há 138 milhões de anos, os geólogos estimam que chegará um momento em que o Chifre da África também se desprenderá do continente.
O Vale da Grande Fenda se estende por mais de 3 mil km, “desde o Golfo de Adén, no norte, até o Zimbábue, no sul, dividindo a placa africana em duas partes iguais”, afirma a geóloga Lucía Pérez Díaz na revista científica The Conversation.

A pesquisadora do Grupo de Investigação de Falhas Dinâmicas da universidade Royal Holloway defende que “a atividade ao longo da parte oriental do Vale da Grande Fenda, que corre ao longo da Etiópia, Quênia e Tanzânia, tornou-se evidente quado a grande fissura apareceu repentinamente no sudoeste do Quênia”.

Para Pérez Díaz, a fenda é única no planeta, porque permite observar as diferentes etapas de seu processo de fissura ao vivo.

A fratura mais interessante, escreve, começou na região de Afar, no norte da Etiópia, há cerca de 30 milhões de anos. Desde então, está se propagando rumo ao sul, na direção do Zimbábue, a uma média de 2,5 a 5 centímetros por ano.

Atualmente em Afar, a camada exterior sólida da Terra, chamada de litosfera, tem sido reduzida a ponto de a ruptura ser quase completa.

Quando a quebra estiver completa, detalha Pérez Díaz, um novo oceano começará a se formar e, “em um período de dezenas de milhões de anos, o leito marinho avançará ao longo de toda a fenda”.

“O oceano inundará e, como resultado, o continente africano ficará menor, e haverá uma grande ilha no Oceano Índico composta por partes da Etiópia, Somália, incluindo o Chifre da África”, afirma.
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Por BBC
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Estação espacial caiu no Oceano Pacífico, diz governo da China

Estação espacial caiu no Oceano Pacífico, diz governo da China ( Foto: Fraunhofer FHR)
A estação espacial chinesa Tiangong-1 caiu no sul do Oceano Pacífico às 21h16 deste domingo, 1, de acordo com comunicado do governo da China. Segundo a agência de notícias estatal Xinhua, a nave foi praticamente toda consumida pelas chamas ao entrar na atmosfera da Terra. A informação foi confirmada por um órgão do Comando Estratégico do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Utilizada como um laboratório de pesquisas no espaço, a estação de cerca de 8,5 toneladas e 12 metros de comprimento – aproximadamente o tamanho de um ônibus – estava completamente fora de controle desde 2016, quando a Agência Espacial Chinesa perdeu a comunicação com ela.

Antes de cair, a estação viajava a cerca de 26 mil quilôemtros por hora, completando uma volta em torno da Terra a cada uma hora e meia. Originalmente, sua altitude média era de 350 quilômetros, mas a órbita decaía lentamente desde a perda de comunicação. Em janeiro deste ano, ela já orbitava a 280 quilômetros e, horas antes da queda, estava a 130 quilômetros do nível do mar.

A Tiangong-1, cujo nome significa “Palácio Celestial” em mandarim, foi lançada em 2011 com o objetivo de aperfeiçoar tecnologias de acoplamento de naves espaciais e de realizar experimentos orbitais. Com seu lançamento, a China se tornou o terceiro país a ter uma estação espacial em órbita, depois dos Estados Unidos e da Rússia.

O lançamento da estação fazia parte de um ambicioso plano do governo da China para transormar o país em uma superpotência espacial. A Tiangong-1 era descrita pelas autoridades chinesas como “um poderoso símbolo político” do crescente poder do País.

Em seus momentos de glória, a estação serviu para testar diversas tecnologias de encaixe – ou atracação – com outras espaçonaves e foi utilizada para diversos experimentos científicos. Por duas vezes, a estação recebeu tripulantes, incluindo a primeira astronauta mulher da China, Liu Yang, em 2012. A segunda missão, em 2013, também recebeu uma astronauta, Wang Yaping.

Depois de completadas as missões, o módulo chinês deveria ter sido derrubado de forma segura em 2013, mas continuou em operação até o ano de 2016. Naquele mesmo ano, após a perda de controle da Tiangong-1, os especialistas chineses previram que a estação provavelmente queimaria na atmosfera no fim de 2017.

Ainda em 2016, porém, o governo da China admitiu ter perdido o controle e informou que não havia mais como conter sua reentrada na atmosfera. Logo depois, a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) previu que a reentrada na atmosfera deveria ocorrer entre março e abril de 2018. No dia 20 de março deste ano, a ESA confirmou que ela cairia na Terra, em local incerto, entre os dias 27 de março e 8 de abril.

Segundo a ESA, era impossível determinar com exatidão a data da reentrada da estação na atmosfera por causa de inúmeras incertezas, sendo a principal delas o efeito do atrito atmosférico na trajetória do módulo em suas últimas órbitas.

Também havia dúvidas sobre a possibilidade da Tiangong-1 sobreviver à reentrada, porque a China nunca divulgou detalhes do projeto e dos materiais utilizados para fabricar a estação. Temia-se que ela contivesse tanques de titânio muito robustos – capazes de sobreviver ao calor incrível da reentrada – cheios de hidrazina, uma substância tóxica utilizada como propelente de foguetes.

Especialistas da Aerospace Corporation, uma empresa de consultoria para missões espaciais financiada pela Força Aérea dos Estados Unidos, previam que, durante a reentrada na atmosfera, a Tiangong-1 ficaria em chamas, por causa do atrito com a atmosfera, e seus pedaços se espalhariam por extensões de até 2 mil quilômetros a partir do ponto da reentrada.

Embora seja comum a queda de detritos espaciais na superfície do planeta, a Tiangong-1 é um dos maiores objetos já submetidos a uma reentrada descontrolada na atmosfera. Normalmente, nas entradas controladas, a espaçonave ou satélite fora de operação são direcionados aos oceanos – um procedimento padrão para reduzir os riscos na Terra.

Estações em queda livre. O maior objeto feito pelo homem a cair na Terra foi a Estação Espacial MIR, da Rússia, que tinha massa de 120 toneladas. Sua reentrada ocorreu em 23 de março de 2001. Depois de 15 anos em órbita, a Rússia decidiu destruí-la por não ter recursos para manter a operação. Foi preciso investir US$ 27 milhões para a operação de reingresso. Os pedaços que restaram da estação caíram em chamas no Oceano Pacífico, a uma distância de 2 mil quilômetros da Austrália.

Antes disso, o Skylab, a primeira estação espacial americana, chegou a causar pânico em todo o mundo, no fim da década de 1970, quando foi anunciado que o módulo estava fora de controle e cairia em local imprevisível. A estação de 91 toneladas, lançada em 1973, despencou de uma altitude de mais de 400 quilômetros em 1979, mas acabou se desintegrando na reentrada, com alguns detritos caindo sobre o Oceano Índico e partes remotas da Austrália.

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Estadão Fábio de Castro
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Marinha apreende 399 quilos de cocaína na Amazônia colombiana

Embarcação estava com três pessoas, que conseguiram fugir
(Foto Divulgação) – A Marinha da Colômbia confiscou 399 quilos de cocaína que estavam em uma embarcação num rio da Amazônia, perto da fronteira com o Peru, informou o órgão. A informação é da Agência EFE. O barco tinha saído do município de Puerto Leguízamo e foi notado entre a aldeia de Bellavista e cidade de El Encanto, conforme detalhou a Marinha em comunicado. A embarcação estava com três pessoas, que conseguiram fugir nadando ao notar a presença dos militares.

Por: Agência Brasil

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