Caso de menina desaparecida nos EUA pode ter solução após 40 anos

CFoto:Brittany Greeson/Getty Images )- Polícia descobriu que principal suspeito do desaparecimento de Kimberly King está cumprindo pena de prisão perpétua pela morte de outra adolescente.
A Polícia do Estado de Michigan e o FBI afirmam estar prestes a solucionar um caso que intriga os EUA há 40 anos: o desaparecimento da então adolescente Kimberly King. Para isso, estão fazendo uma escavação em uma área de florestas próximas a Detroit para tentar encontrar o corpo não apenas de Kimberly, mas de pelo menos sete garotas que desapareceram nas últimas décadas.

As buscas começaram na última terça-feira (8), depois que Arthur Ream, 68 anos, que já havia sido condenado à prisão perpétua pela morte da adolescente Cindy Zarzycki, em 1986, desenhou um mapa onde corpos de outras garotas desaparecidas podem ter sido enterradas.

O corpo de Zarzycki foi encontrado na mesma região em 2008.

O delegado Bill Dwyner que está coordenando as investigações disse nesta quarta-feira (9) que “não há dúvidas” de que os corpos das jovens tenham sido deixados ali.

Além de Kimberly King, que desapareceu em 1979 quando tinha 12 anos de idade, a polícia confirmou que também busca os corpos de Kellie Brownlee, que tinha 17 anos quando foi vista pela última vez, em 1982; Kim Larrow, que tinha 15 anos quando desapareceu, em 1981; Nadine O’Dell, desaparecida aos 16 anos, em 1974, e Cynthia Coon, que desapareceu aos 13, em 1970.

O caso Kimberly King

A jovem Kimberly King desapareceu quando tinha 12 anos, em 1979. A última pessoa que falou com ela foi sua irmã Konnie Beyma, na noite em que ela sumiu.

Kimberly teria ligado para ela de um telefone público na rua onde morava com a avó e a irmã disse para a adolescente ir para casa ou para a casa de uma amiga na mesma rua.
Desde então, o paradeiro de Kimberly King segue sendo um mistério.

Em 1983, a polícia recebeu uma carta onde dois homens afirmavam ter estuprado, matado e enterrado Kimberly à beira de uma estrada, na mesma região, mas mesmo realizando buscas com ferramentas de infravermelho e escavações, os policiais nunca encontraram nada.

Suspeito se gabou de crimes

Agora, a polícia trata Ream como principal suspeito no caso de Kimberly King. Ele já cumpria pena na época em que a garota desapareceu, nos anos 70, por assédio sexual contra um jovem de 15 anos.

Preso em 2008 pelo assassinato de Cindy Zarzycki, a ligação de Ream com o caso de Kimberly foi descoberta após ele falhar em um teste do polígrafo (detector de mentiras) e se gabar de ter cometido outros assassinatos para os presidiários.

As autoridades garantem que Ream não conhecia nenhuma das vítimas, além de Cindy Zarzycki que era namorada de seu filho na época em que foi morta. Ele a enganou dizendo que faria uma festa surpresa para o filho.

Quando o corpo de Cindy foi encontrado, ele desenhou um mapa para a polícia e até acompanhou as buscas. Desta vez, ele não colaborou.
Fonte:Beatriz Sanz, do R7, com agências internacionais
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Entenda a disputa entre Israel e o Irã em meio ao conflito na Síria.

Israel anunciou ter alvejado várias posições ligadas ao Irã na Síria em resposta a ataque com foguetes contra forças israelenses nas Colinas de Golã, marcando escalada de tensão militar entre países da região.

Israel afirma ter atacado com mísseis nesta quinta-feira quase todas as instalações militares do Irã na Síria em resposta a um suposto ataque de mísseis iranianos que atingiram suas bases militares nas colinas de Golã.

Israel acusa a Guarda Revolucionária (força de elite do Irã) na Síria de ter lançado 20 foguetes contra suas bases militares na quarta-feira e diz ter reagido, menos de 24 horas depois, atacando depósitos de armas, bases logísticas e centro de inteligências do Irã em território sírio.

O Irã, que enviou soldados para apoiar o presidente sírio Bashar al-Assad e é considerado um dos principais aliados das forças governamentais, ainda não se posicionou oficialmente.

A mídia estatal síria informou que a força aérea do país impediu uma “agressão israelense” em território sírio derrubando dezenas de mísseis. Mas uma fonte militar disse à Sana, a agência estatal de notícias da Síria, que alguns mísseis israelenses atingiram vários batalhões de defesa aérea, radares e um depósito de munição.

O governo de Israel já vinha ameaçando parar o “entrincheiramento militar” do Irã, considerado seu arqui-inimigo, na Síria. Acredita-se que nos últimos meses os israelenses tenham realizado várias ações militares contra instalações iranianas, entre eles o ataque de mísseis contra uma base aérea iraniana na Síria em abril que matou sete membros da Guarda Revolucionária.

Desde então, era esperada uma retaliação do Irã ou de seus aliados na Síria contra tropas israelenses.

O que aconteceu nas Colinas de Golã?
Israel ocupou a maior parte das Colinas de Golã durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e depois as anexou a seu território, em uma ação tida como ilegal pela comunidade internacional.

As Forças de Defesa de Israel (IDF na sigla inglesa) disseram que 20 foguetes foram lançados pelo braço da Guarda Revolucionária que opera na Síria, a Força Quds, contra suas posições de vanguarda em Golã na manhã desta quinta-feira.

Um porta-voz do IDF, coronel Jonathan Conricus, disse que quatro foguetes foram interceptados pelo sistema de defesa aérea israelense. Não houve feridos ou danos. Conricus disse que o ataque teria sido ordenado pelo general Qassem Soleimani, comandante da Força Quds.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, organização não governamental de monitoramento sediado no Reino Unido, registrou que “vários foguetes” foram disparados da província de Quneitra e de uma região a sudoeste de Damasco em direção a Golã, mas não apontou o responsável pelo ataque.

Um membro do alto escalão da aliança militar liderada pelo Irã que apoia o governo da Síria disse à agência AFP que as forças israelenses atacaram primeiro.

Como foi a resposta de Israel
Um comunicado da Forças de Defesa de Israel (IDF) disse que jatos militares atingiram “dezenas de alvos militares” do Irã na Síria.

Entre estes, estariam:

O IDF disse ter alvejado vários sistemas militares de defesa antiaérea sírios após estes terem disparado contra jatos israelenses apesar de serem alertados.
Mais tarde, na manhã desta quinta-feira, o ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, fez um alerta ao Irã durante uma coletiva. “Se chover em Israel, vai despejar no Irã”, disse ele.
Mas Lieberman também disse esperar que este não seja o começo de um grande confronto. “Espero que tenhamos terminado este capítulo e todos tenham recebido a mensagem”, disse o ministro.
Lieberman enfatizou ainda que, embora Israel não tenha “interesse em escalar” a disputa com o Irã na Síria, é preciso “estar preparado para qualquer cenário”. “Estamos diante de uma nova realidade em que o Irã está atacando Israel diretamente e tentando prejudicar a soberania e os territórios de Israel”, acrescentou.
Os confrontos de quinta vieram um dia após um ataque israelense na cidade de Kiswah, que, segundo a agência Sana, teria como alvo um depósito de armas iraniano e matado 15 combatentes pró-governo, entre eles oito Guardas Revolucionários.

Disputa geopolítica
Por trás do confronto entre Irã e Israel na Síria, há disputas religiosas e geopolíticas.

O Irã, repetidamente, tem pedido o fim da existência do Estado judeu.

O Irã tem intensificado sua presença militar na Síria, algo que Israel considera uma ameaça direta. O país é um dos maiores aliados da Síria e enviou centenas de soldados para apoiar o governo. Acredita-se que o Irã atue como consultor militar para os sírios.

Além das tropas oficiais, milhares de milicianos armados, treinados e financiados pelo Irã – principalmente do movimento libanês Hezbollah, mas também do Iraque, Afeganistão e Iêmen – também estão lutando ao lado do Exército sírio.

Israel, por sua vez, prometeu impedir que o Irã se fortaleça na região e supostamente tem atacado ativos e bases iranianos. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, alertou que seu país poderia entrar em guerra com o Irã “o quanto antes” para impedir que este ataque Israel.

Netanyahu também pressionou o presidente dos EUA, Donald Trump, para abandonar o acordo nuclear com o Irã, costurado durante a gestão de Barack Obama – o que Trump fez nesta semana.

Na semana passada, Netanyahu disse ter provas de que o Irã quebrou o acordo e mentiu sobre programa nuclear.

Ele também esteve em Moscou esta semana para conversas com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre Síria e Irã.

Por:BBC (Foto: Reuters)
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Represa se rompe e deixa mais de 30 mortos no Quênia.

Pelo menos 32 pessoas morreram e centenas de famílias estão desabrigadas após uma represa se romper na cidade de Solai, no sudoeste do Quênia, na quarta-feira (9).

A polícia local confirmou que 32 corpos foram recuperados e que seguem em andamento as operações de resgate. O número de mortos pode aumentar, pois muitas pessoas desapareceram.

“É uma catástrofe, porque a maioria dos habitantes estava dormindo no momento da tragédia”, relatou o comandante da polícia local, Gideon Kibunjah.

A represa, localizada no condado de Nakuru, se rompeu por volta das 21h (locais), e a água inundou campos de agricultura, assim um shopping, várias escolas e outros edifícios da cidade de Solai.

Até o fim das operações de resgate, por volta de 1h (local), cerca de 40 pessoas foram resgatadas presas na lama e levadas para hospitais da região. Trinta e seis pessoas foram internadas em hospitais da região.

Segundo testemunhas citadas pelo jornal “Daily Nation”, foi ouvida uma explosão antes que a água começasse a brotar, destruindo centenas de casas.

Trata-se de uma grande barragem localizada na parte superior de um total de três reservatórios de propriedade privada, que servem para abastecer as fazendas e terras de cultivos da região.

As outras duas represas estão em bom estado, mas também contêm uma grande quantidade de água, e mais de 20 famílias foram retiradas do local para evitar novos desastres.

O ministro do Interior, Fred Matiang’i, afirmou que enviará na manhã desta quinta um contingente de ajuda para o local, onde trabalham equipes de resgate do condado de Nakuru, a Cruz Vermelha queniana e o Serviço Nacional de Juventude.

Mais de 160 pessoas morreram no Quênia pelas inundações desde o início da temporada de chuvas em março. Antes da ruptura da represa de Solai, o governo havia anunciado um balanço de 132 vítimas fatais.

O Quênia tem duas temporadas de chuvas por ano: de outubro a dezembro e de março a junho. As três últimas foram relativamente calmas, mas a atual provocou tempestades intensas sobre boa parte do país e o leste da África.

Recentemente, a Cruz Vermelha queniana fez um apelo para arrecadar cinco milhões de dólares e ajudar os desabrigados de 32 dos 47 condados do país. (Com agências internacionais

Por:UOL
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Conheça as mulheres mais poderosas do mundo, segundo a Forbes

O tradicional ranking da revista americana elegeu cinco figuras femininas em 2018 entre as pessoas mais poderosas do mundo. Veja quem são elas
São Paulo – Cinco mulheres compõem o tradicional ranking da revista Forbes das pessoas mais poderosas do mundo em 2018, divulgado nesta semana. Dentre os 75 nomes, elas foram reconhecidas por seus trabalhos como líderes de países, organizações internacionais e de empresas.

O sucesso de Angela Merkel em superar a maior crise política já vista na Alemanha desde a 2ª Guerra Mundial e garantir um governo de coalizão nas últimas eleições colocaram a chanceler como a mulher mais poderosa do mundo, no 4º lugar geral. Ela é considerada pela publicação como a maior responsável por manter a União Europeia (UE) em ascensão durante a “tempestade do Brexit e do sentimento anti-imigrante crescente na Europa”.

Além da líder alemã, a primeira-ministra britânica, Theresa May, conquistou a 14ª posição. Ela é reconhecida por seus esforços para conduzir a saída do Reino Unido da UE, mas a revista lembra que seu poder de liderança será verdadeiramente testado em 2019, o prazo final para concluir a separação do bloco.

A terceira figura feminina mais poderosa do planeta é Chistine Lagarde, chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) e a primeira mulher a ocupar o posto. Na 22ª posição, foi escolhida por seu trabalho em levar disciplina econômica a 189 países.

Mary Barra, a CEO mais poderosa do mundo, vem em 4º entre as mulheres e 53º na lista geral por seu papel à frente da General Motors. Ainda no mundo corporativo, Abigail Johnson, presidente da Fidelity Investiments, também faz parte do ranking.

Abaixo as cinco mulheres que compõem o ranking das pessoas mais poderosas do mundo. Vale notar que a lista geral consagrou para as três primeiras posições o presidente da China, Xi Jinping, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente dos EUA, Donald Trump.

Por: Reuters/ Exame
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[Video] Lava derrete carro no Havaí

Imagens incríveis mostram momento em que vulcão Kilauea alcança e destrói um Ford Mustang.
O vulcão Kilauea está em atividade no Havaí desde o dia 4, forçando residentes a abandonarem suas casas. 26 construções já foram destruídas pela lava em uma região da Big Island que vivia sob alerta. O vulcão entrou em atividade após diversos tremores de terra, um dele tendo alcançado o nível 5.0 na escala de perigo. Felizmente, não há notícias de feridos. E infelizmente, alguns carros não foram salvos, incluindo este Ford Mustang que foi consumido pela lava.

As imagens são da CBS Miami. No domingo à noite (6), uma nova fissura se abriu na região havaiana, a 19 quilômetros do vulcão. Um alerta de celular avisou aos moradores para que se retirassem da área, segundo reportou a agência Reuters. No total, 1.700 pessoas tiveram que deixar suas casas.

Enquanto isso, um pobre Ford Mustang foi deixado para trás. Um bolo de lava que passava por um declive foi de encontro ao automóvel e o consumiu em uma velocidade inesperada. As imagens impressionantes mostram em detalhes como a lava se move sobre a via até alcançar o Mustang. Antes disso, a magma já havia rompido um portão de metal.

O Mustang em questão parece ser da geração passada, vendida entre 1990 e 2004.

No domingo, alguns residentes locais puderam retornar às suas casas para buscar animais de estimação, remédios e checar as condições de suas propriedades, segundo a Reuters. Jeremy Wilson foi um deles, e encontrou seu domicílio rodeado por fissuras. “Minha casa está bem no meio”, contou ele à agência de notícias. Ele teria desistido de alcançar o local e retornado quando viu vapor saindo de rachaduras na estrada.
Às 3:30 da segunda-feira, no horário local do Havaí, cerca de 161 novos moradores tiveram que deixar suas casas. Elas foram abrigadas em centros de evacuação. Ainda segundo a Reuters, os moradores da região atingida pelo vulcão Kilauea conheciam os riscos.

A moradia na área era mais barata devido às chances de que ocorressem erupções. O Kilauea é um de cinco vulcões em atividade no Havaí.

Na sexta-feira, um terremoto com magnitude de 6.9 voltou a abalar a região, o maior desde 1975. Em um período de 24 horas, terminando ontem (8), foram registrados 142 tremores de terra. Geólogos acreditam que pode ocorrer o mesmo que em 1955, quando erupções contínuas ocorreram por 88 dias e cobriram 4 mil acres de lava.

Esperamos que outros carros tenham sido salvos da lava junto com seus donos.

Fonte: AutoPapo/ Foto:Reprodução do YouTube
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Desigualdade é a face da globalização, diz secretário-geral da ONU

O líder da ONU lembrou que “por mais de uma geração, a renda do 1% mais rico do mundo cresceu em um ritmo duas vezes maior que a dos 50% mais pobres”

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, lamentou nesta terça-feira (8), em Cuba, que a globalização, apesar de ter tirado muitos da pobreza, também aumenta a desigualdade no mundo e gera instabilidade social.

“O aumento da desigualdade se tornou a face da globalização e gerou descontentamento, intolerância e instabilidade social, sobretudo entre nossos jovens”, disse Gueterres durante a inauguração do 37º período de sessões da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), em Havana.

“É verdade que a globalização trouxe diversos benefícios. Mais pessoas deixaram a pobreza extrema que nunca (…), mas há demasiadas pessoas que ficaram para trás”, acrescentou.

O líder da ONU lembrou que “por mais de uma geração, a renda do 1% mais rico do mundo cresceu em um ritmo duas vezes maior que a dos 50% mais pobres”.

Guterres destacou que “o desemprego entre os jovens alcança níveis alarmantes, com trágica repercussão” em seu bem-estar, “nas possibilidades de desenvolvimento dos países e até mesmo em algumas regiões do mundo, com impacto negativo em matéria de segurança”.

Ele afirmou que as mulheres continuam a ter menos possibilidades de participar do mercado de trabalho “e a desigualdade salarial por gênero continua a ser uma preocupação mundial”.

Ainda neste tema, a secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena, garantiu que “a pobreza tem o rosto de mulher”, já que “um terço das mulheres da região não consegue ter renda própria”.

Guterres defendeu a busca por uma “globalização equitativa” e pelo potencial da “quarta revolução industrial” que o planeta vive seja aproveitado.

“Este é, provavelmente, o desafio mais difícil que teremos nas próximas duas décadas: fazer da quarta revolução industrial uma fonte de bem-estar e progresso, e não um risco que pode ter consequências muito negativas”, apontou.

Por:AFP – Agence France-Presse

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Últimos esforços europeus para manter EUA em acordo nuclear iraniano

Trump informou nesta segunda-feira, em sua conta no Twitter, que anunciará na terça-feira o destino do acordo nuclear

Grã-Bretanha, Alemanha e França defenderam nesta segunda-feira (7) os méritos do acordo nuclear com o Irã, em uma última tentativa de convencer o presidente americano, Donald Trump, de não abandonar o texto.

Em declarações ao canal Fox News antes de seu encontro com funcionários de alto escalão do governo americano, o ministro britânico das Relações Exteriores, Boris Johnson, disse que Trump tem “razão em ver defeitos” no acordo, mas acrescentou: “O plano B não me parece particularmente bem desenvolvido neste cenário”.

Em paralelo, em Berlim, os ministros das Relações Exteriores francês e alemão, Jean-Yves Le Drian e Heiko Maas, respectivamente, defenderam o acordo, que consideram como a melhor maneira de “evitar que o Irã obtenha a arma nuclear”, e afirmaram que vão continuar aplicando suas condições mesmo que os Estados Unidos se retirem.

Trump informou nesta segunda-feira, em sua conta no Twitter, que anunciará na terça-feira o destino do acordo nuclear: “vou anunciar minha decisão sobre o Acordo com o Irã amanhã às 2h da tarde (18h GMT, 15h em Brasília)”, escreveu.

O presidente americano havia fixado um prazo até 12 de maio para certificar que o Irã cumpriu o acordo, contendo seu programa nuclear ou, caso contrário, deixando o caminho livre para a retomada de sanções econômicas contra Teerã se considerar insuficientes as soluções negociadas com os europeus para tornar o acordo mais rígido.

“Acreditamos que se pode ser mais duro com o Irã” e “abordar as preocupações do presidente” Trump sem desfazer o acordo, acrescentou o chanceler britânico.

Antes de sua entrevista televisiva, Johnson havia antecipado sua posição em um artigo opinativo na segunda-feira no The New York Times, no qual estimou que “neste momento delicado seria um erro distanciar-se do acordo nuclear e suspender as restrições que sujeitam o Irã”.

As declarações de Johnson ocorreram antes de seu encontro com o secretário de Estado, Mike Pompeo, ex-diretor da CIA e falcão anti-Irã, que se espera que apoie qualquer decisão de Trump de renunciar ao acordo.

Ao chegar ao Departamento de Estado, o chanceler britânico trocou um aperto de mãos com Pompeo e não fez declarações públicas.

O acordo nuclear com o Irã foi assinado em julho de 2015 entre Teerã, por um lado, e China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia e Alemanha, por outro.

Nesse texto, a República Islâmica declara que não busca se dotar de armas atômicas e aceita restringir seu programa nuclear para dar ao mundo a garantia de que suas atividades no setor não têm ambições militares.

Em troca, Teerã obteve o fim progressivo das sanções internacionais impostas por seu programa.

O acordo prevê um maior controle das instalações nucleares iranianas, “aumentando a possibilidade de detecção de qualquer tentativa de fabricar uma arma atômica”, argumentou o ministro britânico.

– Restrições ao Irã –

“Agora que essas amarras estão colocadas, não considero necessário colocá-las de lado. Apenas o Irã se beneficiaria renunciando a essas restrições sobre seu programa nuclear”, considerou.

“Estamos determinados a salvar este acordo porque nos resguarda da proliferação nuclear e é a maneira mais correta de evitar que o Irã tenha acesso a armas nucleares”, insistiram Le Drian e Maas.

O ministro alemão estimou que o acordo “torna o mundo mais seguro e sem ele o mundo será menos seguro”.

“Tememos que um fracasso leve a uma escalada” de violência no Oriente Médio, acrescentou o ministro alemão.

A dupla assegurou que deseja, a todo custo, manter a estrutura existente negociada com Teerã.

“Este acordo é, para nós, respeitado. Por isso, pretendemos mantê-lo, seja qual for a decisão americana”, disse Le Drian.

Resta saber o que o Irã fará diante dessa eventualidade.

Os ultraconservadores do país mantêm uma linha muito dura. Na quinta-feira, o aiatolá Ali Khamenei, o guia supremo iraniano, disse que o Irã deixaria o acordo se Washington cumprisse sua ameaça.

Hoje, o presidente Hassan Rohani declarou que o Irã poderia continuar aplicando as prerrogativas do texto, apesar da saída dos Estados Unidos.

– Advertência do Irã –

No domingo, porém, o presidente iraniano advertiu que o governo dos Estados Unidos lamentará “como nunca” um eventual abandono do acordo internacional sobre o programa nuclear de Teerã.

“Se os Estados Unidos deixarem o acordo nuclear, vocês logo verão que eles vão se arrepender como nunca antes na história”, declarou Rohani, em um discurso transmitido pela televisão pública.

“Trump deve saber que nosso povo está unido. O regime sionista (Israel) deve saber que nosso povo está unido”, completou Rohani.

Com o texto, o Irã declara solenemente que não busca produzir a bomba atômica e concorda em frear seu programa nuclear para fornecer ao mundo garantias de que suas atividades não são militares.

Trump denunciou o acordo e havia estabelecido um prazo até 12 de maio aos países europeus para tornar o texto mais rígido. Se não o fizerem – ameaçou -, seu país se retiraria do tratado.

Por: AFP – Agence France-Presse

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Rapaz acorda de morte cerebral após pais autorizarem doação de órgãos

(Foto: Rui Manuel Ferreira/Global Imagens)- Um menino de 13 anos recuperou de um grave acidente que o deixou com sete fraturas cranianas. Trenton Mckinley já fora dado como morto pelos médicos e os pais tinham autorizado a doação dos órgãos, quando mostrou os primeiros sinais de recuperação.

De acordo com o “FOX10 News”, Trenton Mckinley, de 13 anos, voltou à vida um dia antes de os médicos desligarem as máquinas que o mantinham vivo.

O menino norte-americano estava a brincar em casa de um amigo com um reboque, puxado por um pequeno veículo para crianças. Em entrevista, já depois de ter recuperado do acidente, Trenton disse que o amigo travou repentinamente, fazendo com que o reboque onde se encontrava virasse. “Eu bati no chão e o reboque caiu em cima da minha cabeça. Depois disso, não me lembro de mais nada”, explicou.

O menino foi levado imediatamente para o centro médico da Universidade do Sul do Alabama para uma cirurgia de emergência. Trenton tinha sete fraturas cranianas. “Tudo o que eu vi foi uma maca e os pés dele pendurados. Ele esteve morto durante 15 minutos”, disse a mãe, Jennifer Reindl. “Quando voltou, os médicos disseram que ele nunca seria normal outra vez”.

Durante os dias seguintes, Trenton esteve em morte cerebral e quase sem respirar. Foi nessa altura que os pais decidiram assinar os papéis que autorizavam a doação dos órgãos do menino de 13 anos, que beneficiariam cinco crianças.

Um dia antes de os médicos desligarem as máquinas que o mantinham vivo, Trenton começou a mostrar sinais de atividade e movimento no cérebro. Depois, voltou a respirar por conta própria e acordou a dizer frases completas.

O menino acredita que esteve no céu durante o período de morte cerebral. “Eu estava num campo aberto a andar”, explicou Trenton. “Não há outra explicação senão Deus”.

O rapaz está a recuperar de uma forma que nunca ninguém achou possível, mas ainda tem algumas dificuldades: perdeu 22 quilos e sofre de nervos e convulsões todos os dias.

Trenton Mckinley já passou por três cirurgias cerebrais, mas ainda tem um longo caminho pela frente. O adolescente tem apenas metade do crânio, sendo que a outra metade está congelada no hospital. Em breve, o norte-americano passará por uma cirurgia para ligar as duas partes.
Fonte: Jornal de Notícias

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Leopardo devora criança em parque natural de Uganda, na África

(foto: Pixabay)- A vítima, filho de uma guarda florestal que trabalhava no parque, estava com uma babá no momento da tragédia
As autoridades de Uganda procuravam nesta segunda-feira um leopardo que devorou um menino de três anos em um parque natural do país.
A vítima, filho de uma guarda florestal que trabalhava no parque, estava com uma babá no momento da tragédia, que aconteceu na sexta-feira à noite.
O porta-voz do parque, Bashir Hangi, disse que o menino estava em um pavilhão aberto, sem cercas de proteção, e saiu do local para seguir a babá.
“A mulher não viu que o menino a seguia. Ouviu os gritos de ajuda e tentou agir, mas já era muito tarde, o leopardo havia desaparecido (com a criança). Iniciamos a busca e o crânio foi encontrado no dia seguinte”, explicou.
“Há uma busca em curso para capturar e matar o leopardo porque uma vez que comeu carne humana poderia tentar comer outro ser humano. É perigoso”, completou o porta-voz.

Tragédia aconteceu no Queen Elizabeth National Park, onde são realizados safaris para turistas (foto: Reprodução/ www.queenelizabethwildlifesafaris.com)
Tragédia aconteceu no Queen Elizabeth National Park, onde são realizados safaris para turistas
(foto: Reprodução/ www.queenelizabethwildlifesafaris.com)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:EM-Portal de Minas

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Preços do petróleo atingem maior nível desde 2014

(Foto: Christian Hartmann/Reuters)- No início da sessão, barril de Brent atingiu US$ 75,89, maior nível desde novembro de 2014. Nos EUA, barril atinge US$ 70 pela 1ª vez desde novembro de 2014.

Os preços internacionais do petróleo atingiram nesta segunda-feira (7) os níveis mais altos desde o final de 2014, impulsionados pelo aprofundamento da crise econômica na Venezuela e pela iminente decisão dos Estados Unidos sobre sanções ao Irã.

O petróleo Brent subia 0,77 dólar, ou 1,03%, a 75,64 dólares por barril, às 8h29 (horário de Brasília). No início da sessão, eles atingiram o maior nível desde novembro de 2014, a US$ 75,89 por barril.

Nos EUA, o barril avançava 0,79 dólar, ou 1,13%, para US$ 70,51. Esta segunda-feira foi a primeira vez desde novembro de 2014 que o petróleo dos EUA ultrapassou os US$ 70 por barril.
O avanço ocorre apesar da adição de nove plataformas de petróleo pelos EUA, elevando a contagem total para 834, segundo afirmou na sexta-feira a empresa de serviços energéticos Baker Hughes.

Analistas disseram que uma crise na Venezuela, um grande exportador de petróleo, também sustenta os preços. “O crescimento da produção nos EUA está sendo contrabalançado pelo declínio simultâneo na Venezuela”, disse o analista do Commerzbank, Carsten Fritsch.

A produção venezuelana caiu pela metade desde o início dos anos 2000, para 1,5 milhão de barris por dia, conforme o país sul-americano não conseguiu investir o suficiente em sua indústria de petróleo.

As expectativas generalizadas de que o presidente norte-americano, Donald Trump, se retire do pacto nuclear iraniano acrescentaram mais um prêmio de risco ao mercado de petróleo.

O prazo para a renovação do acordo nuclear entre o Irã e seis potências vence em 12 de maio, e se Washington decidir se retirar do acordo, pode haver uma restrição na oferta de petróleo e os preços subirem ainda mais.

O papel do Irã é fundamental na oferta mundial de petróleo porque o país é o terceiro maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opec).

Analistas alertam que uma escalada de preços do petróleo pode afetar o crescimento da economia global. Um dos efeitos mais diretos que um aumento pode ter é fazer a inflação disparar, forçando os bancos centrais a aumentar as taxas de juros mais rápido do que tinham previsto.
Efeitos para o Brasil
A alta dos preços internacionais do petróleo tem impactado os preços dos combustíveis no Brasil, que vêm registrando preços recordes nas últimas semanas.

Na sexta-feira, a Petrobras elevou o preço da gasolina em suas refinarias em 0,45%, para R$ 1,8177 por litro, uma nova máxima pelo menos desde julho de 2017, quando passou a reajustar valores de combustíveis quase que diariamente, segundo a agência Reuters.

Os reajustes seguem política da petroleira estatal para os preços dos combustíveis, estabelecida em julho do ano passado, que acompanha as cotações das commodities no mercado internacional, com correções quase que diárias de valores, em busca de rentabilidade.

Desde o início da novo formato, em julho de 2017, o preço da gasolina comercializada nas refinarias acumula alta de 38,36% e o do diesel, valorização de 41,22%, segundo o Valor Online.

Nos postos, o preço médio da gasolina no país está em R$ 4,226, segundo a última pesquisa divulgada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O combustível acumula alta de 3,09% desde o início do ano, e avança 21,99% desde que a Petrobras iniciou sua nova política de preços, em julho do ano passado.

Por outro lado, a escalada do preço do petróleo contribui para o aumento da arrecadação da União e governos estaduais e municipais com royalties e participações especiais recolhidos sobre a produção de óleo e gás no Brasil.

A arrecadação com royalties cresceu 23,3% nos 4 primeiros meses de 2018, na comparação com o mesmno período do ano passado, segundo dados do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE). União, estados e municípios receberam este ano R$ 6,4 bilhões ante R$ 5,19 bilhões nos 4 primeiros meses de 2017.

Fonte: G1
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