‘Não sei onde Portugal vai colocar tanto brasileiro’, diz conselheiro

Ângelo Horto traçou um cenário de crise à recepção dos brasileiros no país

O conselheiro das comunidades portuguesas eleito pelo Brasil, Ângelo Horto, afirmou nesta segunda-feira (14) que “uma quantidade enorme” de brasileiros, assim como portugueses que moram no Brasil, estão decidindo se mudar para o país europeu.

“É uma quantidade enorme. Eu não sei onde Portugal vai colocar tanto brasileiro, é impressionante. Todos querem vir para cá”, disse Horto, membro do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CC-CCP), que iniciou hoje uma reunião de três dias, na Assembleia da República, em Lisboa.

Horto, nascido no Norte de Portugal e imigrante no Rio de Janeiro há 55 anos, afirma que os portugueses “que podem estão voltando para Portugal”.

Já entre a população brasileira, se mudam aqueles que têm uma aposentadoria com a qual consigam viver em Portugal ou que têm condições para obter o chamado ‘visto gold’ – modalidade que exige compra de imóvel no valor mínimo de 500 mil euros.

No Brasil “não há futuro”, afirma o conselheiro. “Todos aqueles que se imaginava que eram presidenciáveis, estão presos. É uma coisa muito triste. Hoje, para ser candidato tem de ser ‘ficha limpa’ e eu não consigo ver ninguém. Vamos ter eleições para Presidente da República, senador, governador, prefeito. Em quem votar”, pergunta.

Horto também comentou sobre as condições de serviço nos consulados portugueses no Brasil. No Rio de Janeiro, por exemplo, “o serviço consular está muito mau, não se consegue agendar, não se consegue fazer a nacionalidade portuguesa, o próprio ‘site’ do consulado recomenda que as pessoas façam [os documentos] em qualquer conservatória” de Portugal, contou.

No entanto, alertou, em Portugal as conservatórias “não dão andamento aos processos que vêm de lá”. A mesma situação ocorre em consulados portugueses de todo o Brasil e de países da América Latina como Argentina e Venezuela. “A rede consular, a meu ver, teria de ser redimensionada”, avaliou.

O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas realiza a sua reunião anual até quarta-feira (16( no parlamento português, tendo encontros marcados com o secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, e com os deputados da comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.

Fonte: Notícias ao Minuto.
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Os acampamentos para ex-detentos condenados por abuso sexual que não têm onde morar nos EUA.

Legislação do país impõe uma série de restrições a esses ex-presos, que não podem residir a menos de 600 m de uma escola, área de recreação, jardim de infância ou parada de ônibus escolar. Acampamento em Miami, um dos maiores do país, reúne 270 deles, a maioria condenada por abuso de menor.

Luis Concepción olha para os lados, traga o cigarro algumas vezes e o move entre os dedos com certo nervosismo.

Diz que está preocupado. O dispositivo de localização por satélite da tornozeleira eletrônica que usa há mais de três anos está quase sem bateria.

Se desligasse, acionaria um alerta à polícia que poderia levá-la à conclusão de que ele estaria violando a lei.

Cada barra a menos de carga é uma possibilidade de voltar à prisão, onde esteve por oito anos, condenado por uma acusação de abuso contra sua afilhada de 7 anos, sobrinha da mulher que, à época, era sua esposa.

Mas ali, na esquina de uma rua ao norte de Miami, onde vive em uma barraca, rodeado por latas de conserva, embalagens vazias e lixo, ele não tem como carregar o aparelho naquele momento.

“Nós compramos juntos um gerador, que é ligado à noite, mas agora de manhã um rapaz que também estava aqui o levou porque precisava dele”, afirma, enquanto fuma e espanta as moscas que pousam insistentemente sobre seu rosto.

O “nós” ao qual Concepción se refere são os mais de 270 abusadores sexuais que vivem “oficialmente” no local, em um acampamento improvisado com lonas, pedaços de madeira, móveis velhos e outros objetos doados ou encontrados no lixo.

Muitos vivem em barracas de camping, onde acumulam poucos pertences. Alguns poucos têm carros ou trailers, com os quais se locomovem pela cidade durante o dia, ainda que à noite tenham que voltar.

Outros dormem ao relento, sobre tábuas ou colchonetes, e guardam suas coisas em malas velhas ou carrinhos de supermercado.

A maioria esteve presa por abuso sexual de menores.

Os crimes que cometeram vão desde consumir pornografia infantil ou manter relações sexuais com uma parceira menor de idade até despir-se diante de crianças, tocá-las de forma obscena ou estuprá-las.

Todos já cumpriram suas penas em regime fechado.

Mas as leis de Miami, as mais rigorosas nesse sentido nos Estados Unidos, estabelecem que os condenados por abuso de menores, ainda que tenham cumprido suas sentenças, têm de residir, até o fim da vida, em um local que esteja a pelo menos de 600 m distante de uma escola, área de recreação, jardim de infância ou parada de ônibus escolar.

“Depois que saem da cadeia, que terminam sua etapa probatória, que cumprem com tudo o que se supõe que devem cumprir, se deparam com estas excessivas restrições que os deixa praticamente sem lugar para viver. E o mais lamentável é que este crime os segue para o resto de suas vidas”, afirma Nancy Abudu, diretora jurídica da Associação para as Liberdade Civis (ACLU, na sigla em inglês) na Flórida.

A medida, tomada na sequência do caso dramático de uma menor que foi estuprada e queimada viva em 2005, transformou a cidade em um lugar praticamente inabitável para os ex-condenados.

Poucos lugares cumprem os requisitos, e as opções se reduzem ao Aeroporto Internacional de Miami, ao Everglades, uma região de pântano cheia de crocodilos que recobre grande parte do Estado, e outras regiões distantes de tudo, como a rua em que Concepción vive, em uma zona industrial na cidade de Hialeah, no norte do condado de Miami Dade.

Sua permanência ali, contudo, também está em risco.

O departamento sanitário declarou no mês passado que as condições de salubridade nas barracas contituem um risco à saúde pública e que o acampamento, considerado um dos maiores desse tipo no país, deve ser desalojado.

O caso chegou inclusive à Justiça na semana passada, mas a decisão foi mantida.

As leis do Estado ainda proibem que os ex-condenados pernoitem na rua, mesmo que, diante dos altos preços de aluguel em Miami, um dos lugares mais caros dos EUA, o centro da cidade se transforme à noite em dormitório para centenas de pessoas que não têm para onde ir.

A incerteza paira como uma nuvem pesada sobre o acampamento de Hialeah. Ninguém ali parece ter ideia dos lugares a que essas pessoas possam ser levadas e as autoridades não têm alternativa para lhes oferecer.

Sem oportunidades
Não é a primeira vez que uma situação desse tipo acontece. Em 2010, ex-condenados foram desalojados de uma ponte na famosa praia de Miami Beach, sob a qual viviam desde 2005, quando a nova lei foi aprovada.

Desta vez, os moradores do acampamento saíram para protestar nos lugares afastados que lhes foram propostos como alternativas para um novo assentamento, nos limites da cidade com os pântanos de Everglades.

“Ninguém nos quer em lugar algum. Um criminoso que matou, um traficante, eles cumprem suas penas e seguem com suas vidas. Mas nós não temos essa oportunidade. É uma morte em vida”, lamenta Concepción.

Ronald Book, diretor do Homeless Trust – órgão ligado ao governo do condado de Miami Dade que lida com a questão de moradia para os sem-teto -, considera que a situação se deve ao tipo de infração que esses ex-presos cometeram.

“Nos Estados Unidos, diferentemente de outros países, tratamos as pessoas que cometem crimes sexuais de uma forma distinta da de qualquer outro delito. Quando alguém rouba a infância de um menor por meio do estupro, ele destrói a vida da vítima, e vai ser tratado de forma diferente”, ele diz.

“Os que vendem drogas para menores também lhes destroem a vida, mas isso se pode corrigir. Uma pessoa que matou alguém pode se reabilitar, é possível fazer com que se redimam desse comportamento, mas não há como fazer o mesmo com os predadores sexuais. Não há como mudar suas condutas. Não tem cura”, opina.

Abudu, por outro lado, considera o argumento de que essas pessoas não podem se reabilitar “insustentável” e acredita que a situação a que estão expostas é “inconstitucional”.

“As leis também dizem que não se pode apagar as pessoas, não se pode ter uma sociedade onde algumas pessoas simplesmente não tenham um lugar para onde ir. Reconhecemos que eles cometeram crimes e foram condenados por isso. Mas agora precisam de auxílio social para refazerem suas vidas”, considera.

Primeiro dia no acampamento
Daniel Fundora chegou um dia antes da confirmação do desalojamento pela Justiça.

Apesar da polêmica sobre o destino do acampamento, ele afirma que foi a própria polícia que o aconselhou a ir para lá.

“Não há muitos lugares para nós e, quando você sai (da prisão), eles mesmos te dão esse direcionamento. Me deram ontem a condicional, mas na verdade eu preferia ter ficado preso. Era melhor do que estar aqui”, diz.

O que mais o incomoda, afirma, é a tornozeleira eletrônica.

Como quase todos ali, ele tem um dispositivo no tornozelo que permite às autoridades saberem sua localização em tempo real – ainda que alguns, como Luis Concepción, não possam se mover sem uma cadeira de rodas.

Ao sair da prisão, onde esteve por uma condenação no caso de estupro de um adolescente de 14 anos, Fundora, assim como a maioria, não teve muitas opções além de viver na rua.

Por sua condição, não são admitidos nos albergues para sem-teto administrados pelo condado, e a maioria dos donos de imóveis para alugar se recusam a aceitar ex-condenados por abuso sexual de menor.

O mesmo acontece com as oportunidades para encontrar trabalho e voltar a ter uma fonte de renda. O auxílio social recebido pela maioria se reduz a um vale-refeição, com o qual não podem comprar produtos de higiene ou comida pronta, e no acampamento não têm como cozinhar.

Durante o dia eles podem circular livremente. Muitos podem, inclusive, se aproximar de locais onde há crianças.

Os que têm casa ou família têm permissão de visitá-las e os poucos que conseguem encontrar emprego depois de sair da prisão podem ter uma rotina de trabalho.

De sete da noite às sete da manhã (para alguns, de 10 da noite às seis da manhã), porém, devem pernoitar somente nos poucos locais que lhes são permitidos pela lei.

Fundora, que tem 45 anos, diz que não quer ficar no acampamento, mas não sabe o que pode fazer para sair da situação em que está.

Como todos os seus novos “vizinhos”, seu nome aparece em uma base de dados de “agressores sexuais” que mostra, inclusive, sua localização.

Seus documentos oficiais de identificação os definem como “predadores sexuais” – algo que, afirma, pode ser um obstáculo para que ele consiga refazer sua vida, encontrar trabalho ou moradia.

Chega a noite
À noite, o acampamento até então vazio fica repleto de sombras que se movem entre as barracas de camping.

A maioria das tendas está às escuras. Em algumas, se vê um pouco de luz.

Alguns de seus residentes falam, bebem e fumam nas esquinas. O cheiro é de urina e de maconha.

A maioria do que estavam de manhã estão agora em seus veículos. Alguns estão acompanhados de mulheres.

Carregando seu telefone na barraca de Luis Concepción, ali próximo, há um jovem. Está com fones de ouvido e vê vídeos de mulheres nuas. Está alheio a tudo, inclusive a quem está a seu redor.

Havia chegado um dia antes ao acampamento. Não fala muito.

O mais velho o olha e diz que ele passa o dia assim, vendo “essas coisas” no telefone. Conta que foi preso por consumir pornografia infantil. Reincidiu há pouco tempo e voltou à prisão.

Concepción muda de assunto e conta que finalmente conseguiu carregar seu “GPS” com o pequeno gerador que agora os demais usam para caregar os celulares.

Ele conta que, naquela tarde, eles foram notificados de que o acampamento será de fato desalojado.

Não sabe para onde lhes dirão para ir, mas afirma que, de qualquer forma, se movimenta com dificuldade e que não se importa para onde o mandem, já que não tem motivos para viver.

Por: BBC

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Estado Islâmico reivindica autoria de atentados a igrejas na Indonésia.

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou neste domingo (13) responsabilidade pelos três atentados cometidos contra a comunidade cristã na Indonésia, no qual pelo menos 11 pessoas morreram e outras 40 ficaram feridas.

Em comunicado do EI divulgado através de canais jihadistas do serviço de mensagens Telegram, cuja autenticidade não pôde ser comprovada, o grupo garantiu que os ataques foram cometidos por “soldados do califado” e tiveram como alvo os “cruzados”, como o grupo se refere aos cristãos.

Segundo o relato do grupo, o primeiro atentado foi cometido com um carro-bomba, o segundo por um suicida que vestia um colete de explosivos e o terceiro por uma motocicleta também equipada com explosivos.

Nas três operações de “martírio”, segundo o EI, morreram 11 cristãos e seguranças das igrejas e outras 40 pessoas ficaram feridas.

O diretor da Agência de Inteligência da Indonésia, Wawan Hadi Purwanto, atribuiu o ataque ao grupo Jemaah Ansharut Daulah (JAD), que é vinculado ao EI.

Os ataques aconteceram de forma sucessiva durante a missa de domingo em três igrejas – uma protestante, uma católica e outra pentecostal – em Surabaia, asegunda maior cidade do país, no nordeste da ilha de Java, cuja maioria da população é muçulmana.

Este é o pior ataque deste tipo no arquipélago asiático desde que uma série de atentados com explosivos em várias cidades mataram 18 pessoas e feriram por volta de 100 no dia 24 de dezembro do ano 2000.

Itamaraty

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que o governo brasileiro tomou conhecimento, “com grande consternação”, dos ataques a bomba às três igrejas cristãs.

“Ao apresentar suas condolências às famílias das vítimas, seus votos de pronta recuperação aos feridos e sua solidariedade ao povo e ao governo da Indonésia, o Brasil reitera seu repúdio a todo e qualquer ato de terrorismo”, diz a nota.

Por: Agência Brasil
*Com informações da Agência EFE

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Homem é atingido por tiro disparado por seu cachorro nos EUA

Richard Remme, 51, foi levado ao hospital após ter sido atingido por um tiro disparado por seu cachorro, em Iowa, nos EUA nesta sexta-feira (11).

De acordo com o jornal The Messenger, o Departamento de Polícia da cidade de Fort Dodge afirmou que uma ambulância foi chamada à casa de Richard as 10h30 da manhã do horário local.

O homem afirmou que estava brincando com o cachorro quando o acidente aconteceu.

“Eu estava deitado no sofá brincando com o meu cachorro. Eu estava tirando-o do meu colo e ele estava pulando de volta. Aparentemente ele, bateu na trava de segurança uma vez e, em uma das vezes que ele pulou de volta, sua pata foi direto para o gatilho”, relatou.

Segundo Richard, o cachorro chamado Balew ficou triste com a situação. “Ele deitou do meu lado e chorou porque achava que estava em apuros por ter feito algo errado.”

O chefe da polícia local, Roger Porter, confirmou que Richard tem licença de porte de arma.

Em anos de trabalho, o policial nunca tinha ouvido um caso parecido com este.

“Eu ouvi falar de armas caindo, gente correndo e armas sendo disparadas. Eu não posso dizer que eu já ouvi uma história de cachorro antes”, afirmou.

Richard foi liberado do hospital e deve encontrar um cirurgião para retirar a bala de sua perna.
fonte: R7 sob supervisão de Cristina Charão

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Pais deixam bebê cair da escada rolante enquanto tentavam tirar selfie

Uma bebê menina de apenas 10 meses faleceu em um shopping em Ganganagar na Índia. A pequena perdeu a vida após escorregar dos braços de sua mãe quando ela estava na escada rolante.

De acordo com testemunhas, o pai e a mãe estavam na escada rolante e o pai tentou tirar uma selfie, no momento da foto a mãe se desequilibrou e acabou deixando a bebê cair.

A bebê ainda chegou a encostar na grade lateral, mas acabou caindo no andar de baixo. Após a queda, a pequena foi levada para o hospital, mas não resistiu. Ela morreu pouco após chegar no hospital.

O caso está sendo investigado pela polícia, mas um representante da polícia local afirmou que trata-se claramente de um acidente. “Isto claramente foi um acidente. Os pais estão muito mal com a perda”, disse o representante em entrevista ao jornal britânico Daily Mail.

Os pais haviam levado a filha para uma consulta médica de rotina e decidiram ir visitar o shopping.

Cuidados ao usar escada rolante quando se tem um bebê

Quando se está com um bebê no colo ou no carrinho, a recomendação da Fundação Norte Americana de Segurança na Escada Rolante e Elevador é evitar a escada rolante e utilizar um elevador.

Ainda segundo a fundação, a escada rolante pode ser usada apenas quando se está com o bebê no sling ou canguru. Quando a criança tiver mais do dois anos e estiver andando, ela pode começar a usar a escada rolante. Mas é importante que ela fique sempre no meio da escada rolante e de mãos dadas com um adulto responsável.

Confira a seguir as imagens do acidente terrível que foram feitas pela câmera de segurança, mas já avisamos que elas são fortes:

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Video:

Fonte: R7, Por Bruna Romanini
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O balneário violento onde os cadáveres já não cabem no necrotério

A violência espantou os turistas estrangeiros. O governo dos EUA alerta que Acapulco é hoje tão perigosa quanto a Síria ou o Afeganistão.
Em Acapulco, no México, a praia e o sol convivem com epidemia de assassinatos cometidos por grupos criminais que lutam pelo controle do tráfico de drogas.

O balneário de Acapulco, no México, enfrenta duas realidades distintas. É, ao mesmo tempo, um paraíso de sol, areia e mar, e uma violenta cidade, onde assassinatos são comuns e, a qualquer momento, é possível se deparar com uma cena de crime.

A BBC foi ao paraíso tropical atormentado pelo inferno da violenta disputa pelo tráfico de drogas. Em três dias, a reportagem encontrou três cabeças separadas dos corpos. Uma delas estava num pacote num carro, abandonado pelo motorista numa movimentada avenida.

No ano passado, cerca de 30 mil pessoas morreram por causa da violência no México. O número é 27% maior que o registrado no ano anterior.

Nos últimos 12 anos, a guerra do governo mexicano contra os traficantes resultou na prisão de líderes e na fragmentação de grandes cartéis. Mas não acabou com o problema. Agora, grupos menores lutam entre si e a violência continua não apenas em Acapulco mas em todo o país.

No chão
Luiz Flores trabalha recolhendo corpos pelas ruas de Acapulco. A maioria deles é vítima de facções que disputam território e o controle do comércio de drogas.

Uma semana antes de a BBC acompanhar o trabalho de Flores, foram tantos os assassinatos que faltou saco plástico para ele recolher os corpos. No necrotério da cidade, toda as gavetas estavam ocupadas e os corpos ficam empilhados no chão e se deterioram rapidamente.

A violência espantou os turistas estrangeiros que costumavam lotar Acapulco. O governo dos Estados Unidos, por exemplo, alerta que Acapulco é hoje tão perigosa quanto a Síria ou o Afeganistão.

E patrulhas militares protegem os turistas, a maioria deles, mexicanos que ainda se atrevem a visitar o balneário.

A reportagem também se encontrou com integrantes de um dos carteis mais poderosos do país. Localizado a mais de 1 mil km, ao norte de Acapulco, o grupo fica no Estado de Sinaloa.

Questionado pela BBC sobre a destruição causada pelo tráfico, sobre como ele afeta as comunidades e destrói vidas, o traficante defendeu o negócio dizendo que ninguém obriga alguém a se viciar.

Ele afirmou ainda que muitos políticos entendem que poderia haver benefícios se lidassem com um só cartel forte. Mas ele mesmo diz que nenhum dos candidatos na próxima eleição presidencial do México admitiria isso. Todos dizem que querem destruir os cartéis.

Carteis defendem a violência na região BBC
Carteis defendem a violência na região
BBC

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Fonte/ Fotos: BBC BRASIL

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Sete pessoas da mesma família são encontradas mortas na Austrália.

De acordo com a imprensa australiana, a família se mudou em 2015 para a região de Osmington, uma aldeia habitada por menos de 700 pessoas, para cultivar frutas.
Uma família de sete pessoas foi encontrada morta com ferimentos de bala nesta sexta-feira (11), em uma propriedade rural no sudeste da Austrália. Quatro dos mortos eram crianças e estavam com a mãe e os avós. Este pode ser o pior ataque a tiros do país nos últimos 22 anos, segundo as autoridades locais.

De acordo com a imprensa australiana, a família se mudou em 2015 para a região de Osmington, uma aldeia habitada por menos de 700 pessoas, para cultivar frutas. A polícia não fez comentários sobre as possibilidades de assassinato ou suicídio, mas informou que não está procurando por um suspeito.

Os policiais foram alertados por telefone durante a madrugada e encontraram os corpos das sete pessoas e duas armas na propriedade. A identidade de quem fez a ligação não foi divulgada. Dois dos três adultos foram encontrados do lado de fora de uma casa e, os outros, do lado de dentro. Todos moravam no local. De acordo com as autoridades, não há preocupação sobre a segurança pública, já que o responsável pelo crime não estaria foragido.

“A polícia atualmente está respondendo ao que eu só posso descrever como um incidente horrível”, afirmou o comissário da polícia estadual, Chris Dawson. Ele revelou que a polícia tenta entrar em contato com os parentes das vítimas, cujos nomes e idades não foram revelados.

Segundo o analista em políticas de armamentos Philip Alpers, da Universidade de Sydney, a tragédia parece ser o pior ataque a tiros em massa na Austrália desde 1996, quando um atirador matou 35 pessoas no Estado da Tasmânia. Depois disso, o país criou um controle rígido sobre armas.

Restrições
As leis sobre armamento na Austrália são aclamadas como um sucesso pelo mundo. O último tiroteio em massa no país foi em 2014, quando um agricultor matou a esposa e os três filhos, antes de se suicidar. Agricultores são autorizados a possuir armas pela lei australiana porque têm a necessidade de utilizá-las para lidar com pragas, predadores e gado doente ou ferido.

De acordo com Samantha Lee, presidente do grupo de lobby Controle de Armas na Austrália, áreas rurais são os locais onde mais acontecem mortes com armas de fogo no país, incluindo suicídios. “As áreas rurais e mais regionais são particularmente vulneráveis a esse tipo de tragédia, devido à combinação de isolamento, dificuldades mentais ou financeiras e fácil acesso a armas de fogo”, disse. “Embora os detalhes desta tragédia ainda precisem ser determinados, a Austrália tem uma história trágica com a grande taxa de mortes por armas das áreas rurais.”

Por: Agência Estado/Associated Press

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Grupo de Lima se reúne para pedir mudanças na Venezuela.

O Grupo de Lima se reunirá na próxima segunda-feira, na Cidade do México, para pressionar Caracas a restaurar a democracia, disse nesta quinta-feira o chanceler chileno em visita a Washington.

O ministro das Relações Exteriores do Chile, Roberto Ampuero, fez o anúncio após um encontro com o subsecretário de Estado americano John Sullivan, com quem debateu a situação na Venezuela.

“Estados Unidos, Chile, os países latino-americanos e também a União Europeia estão muito preocupados”, disse, assegurando que a comunidade internacional deve “buscar alternativas que contribuam para uma mudança” na Venezuela.

Em uma conferência no think tank Wilson Center, Ampuero enfatizou que a solução para a “crise” na Venezuela deve ser interna.

“Não é a comunidade internacional que deve mostrar o caminho, e sim o povo venezuelano que deve pedir apoio para um projeto de desenvolvimento da Venezuela e a busca de um governo democrático”.

Ampuero pediu ao “regime venezolano” que escute seu povo e a comunidade internacional. “O governo (de Maduro) é responsável pela tragédia que enfrentam nesses dias, uma tragédia com grave impacto hemisférico”, enfatizou.

“Por essa razão” o Grupo de Lima se reunirá para exigir que Maduro “promova eleições democráticas, livres e justas”, acrescentou.

Consultado sobre eventuais sanções a Caracas por parte dos países do bloco, algo que Washington defende como estratégia para forçar a saída de Maduro do poder, Ampuero demonstrou cautela.

“As sanções têm que ser muito precisas sem prejudicar os venezuelanos, que estão sofrendo muito”, disse.

Criado em agosto de 2017 para abordar a crise venezuelana, o Grupo de Lima é integrado por Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru.

Esses países, junto com Estados Unidos, Bahamas, Guiana e Santa Lúcia, assinaram à margem da Cúpula das Américas em Lima uma declaração para que as eleições venezuelanas ofereçam as “garantias necessárias” de um processo democrático.

Por: Jornal do Brasil

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Energia renovável emprega mais de 10 milhões de pessoas no mundo.

China, o Brasil, os Estados Unidos, a Índia, Alemanha e o Japão continuam a ser os maiores empregadores do mercado de energia renovável no mundo.
O setor de energia renovável, incluindo as grandes hidrelétricas, emprega mais de 10 milhões de pessoas no mundo, de acordo com dados da quinta edição do relatório Renewable Energy and Jobs – Annual Review, lançado na última terça-feira(8) na 15º Reunião do Conselho da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês), em Abu Dhabi. De acordo com o relatório, em 2017 foram criados mais de 500 mil empregos, um aumento de 5,3% em relação a 2016.

Segundo a Irena, organização intergovernamental global com 156 membros, a China, o Brasil, os Estados Unidos, a Índia, Alemanha e o Japão continuam a ser os maiores empregadores do mercado de energia renovável no mundo, representando mais de 70% de todos os empregos no setor globalmente.

“Embora um número crescente de países esteja colhendo os benefícios socioeconômicos das energias renováveis, a maior parte da produção ocorre em relativamente poucos países e os mercados domésticos variam enormemente em tamanho”, avalia a agência.
Para a Irena, a economia global poderá criar até 28 milhões de empregos no setor até 2050, com a descarbonização do sistema energético. Os dados mostram que a produção de energia solar fotovoltaica continua sendo o maior empregador de todas as tecnologias de energia renovável, respondendo por cerca de 3,4 milhões de empregos. A estimativa é que a China responda por dois terços dos empregos fotovoltaicos, equivalente a 2,2 milhões, o que representa uma expansão de 13% em relação a 2016.

Ao lado da China, Blangladesh, Indía, Japão e os Estados Unidos são os principais empregadores no mercado de energia solar fotovoltaica no mundo. Juntos, os cinco países respondem por cerca de 90% dos empregos em energia solar fotovoltaica em todo o mundo.

Brasil
No Brasil, o relatório destaca que o número de empregos no segmento de biocombustíveis aumentou 1% em 2017, totalizando 593 400 postos de trabalho. “Os empregos em etanol diminuíram devido à constante automação e ao declínio da produção de etanol”, aponta a agência.

Apesar da queda na produção de empregos no setor de etanol, a agência disse que houve compensação com os empregos gerados pelo biodiesel. A Irena estima que o Brasil empregou 202 mil pessoas no setor de biodiesel em 2017, 30 mil a mais em relação ao ano anterior.
Já no que diz respeito à indústria eólica, o levantamento estima que o setor emprega cerca de 33.700 pessoas na fabricação, construção, instalação, operação e manutenção. Em 2017, a indústria eólica fechou o ano com 12,8 GigaWatts (GW) de energia acumulados.

De acordo com a agência, novas instalações no mercado de aquecimento solar no Brasil caíram 3% em 2017. O emprego total em 2017 foi estimado em cerca de 42.000 postos de trabalho, com cerca de 27.500 na indústria transformadora e 14.500 na instalação.

Segundo Adnan Z. Amin, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Renovável, a energia renovável tornou-se um pilar do crescimento econômico de baixo carbono para governos em todo o mundo, um fato refletido pelo crescente número de empregos criados no setor. Ainda segundo o diretor da agência, os dados também ressaltam um quadro cada vez mais regionalizado, destacando que os benefícios econômicos, sociais e ambientais das energias renováveis são mais evidentes nos países onde existem políticas atraentes para o setor.

Por:Agência Brasil

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Cientista de 104 anos passa por eutanásia na Suíça

David Goodall não sofria de nenhuma doença terminal e lutava pelo direito das pessoas’ escolherem a morte e quando a morte é o momento apropriado’
De acordo com o jornal The Independent, o cientista botânico e ecologista afirmou que “de certa forma estou ansioso por isso, como um fim” e que se arrependeu de ter vivido durante tanto tempo.

David Goodall precisou ir até a Suiça para realizar o procedimento porque em seu país, Austrália, o procedimento é proibido. Ele não sofria de nenhuma doença terminal, mas confessou que sua saúde teria piorado com o passar do tempo e que ele não queria mais estar vivo.

O cientista lutava pelo direito das pessoas de decidirem a hora em que querem morrer. Em sua última confêrencia na quarta-feira (10), Godall afirmou que: “Na minha idade, e mesmo com menos da minha idade, alguém quer ser livre para escolher a morte e quando a morte é o momento apropriado.”

De acordo com a clínica Exit Internacional, David optou pela injeção letal que quanto aplicada fez com que o cientista dormisse e viesse a óbito porco tempo depois.

A música escolhida por David foi a 9ª Sinfonia de Beethoven. Segundo o Dr. Nitschke, David morreu no momento em que a canção (cantada em alemão) foi concluída.

David pediu que seu corpo fosse doado para a medicina.
Fonte: R7, sob supervisão de Ana Luísa Vieria
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