Atentado suicida deixa mortos e feridos em Bagdá

Ataque ocorre no 7º dia do mês sagrado do Ramadã, período em que os muçulmanos iraquianos costumam sair para cafés e restaurantes durante a noite para quebrar o jejum diário.
Cinco pessoas morreram e 16 ficaram feridas na quarta-feira (23) em um ataque suicida contra uma zona de cafés ao ar livre muito concorrida durante as noites do Ramadã no norte de Bagdá.

O ataque ocorre no 7º dia do mês sagrado do Ramadã, período em que os muçulmanos iraquianos costumam sair para cafés e restaurantes durante a noite para quebrar o jejum diário.

A polícia informou que um suicida detonou seu cinturão de explosivos quando a polícia o cercou próximo a um jardim público do bairro de Al Shoala, de maioria xiita. Policial que conversou com a AFP pediu para não ser identificado.

Entre os mortos estão uma mulher, uma menina e três membros das forças de segurança.

Imagens publicadas nas redes sociais e nos meios de comunicação mostravam veículos da polícia destruídos.

Desde a invasão liderada pelos Estados Unidos que derrubou o ditador Saddam Hussein, em 2003, os períodos de Ramadã no Iraque têm sido marcados pela violência cometida por extremistas.

Fonte: FRANCE PRESSE
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Israel anuncia plano para construir 2,5 mil casas na Cisjordânia

Maioria dos países considera ilegal a construção de assentamentos no território que Israel capturou em uma guerra em 1967. Governo israelense rebate o argumento.

O ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, anunciou nesta quinta-feira (24) que solicitará a aprovação de um plano para construir 2,5 mil casas em 30 colônias da Cisjordânia ocupada, segundo a France Presse.

“As 2,5 mil novas residências que vamos autorizar durante o comitê de planejamento na próxima semana próxima serão construídas imediatamente em 2018”, afirmou em um comunicado.

Lieberman indicou que também solicitará a aprovação do comitê para a construção de outras 1,4 mil casas mais à frente.

“Nos comprometemos a aumentar as construções na Judeia Samaria e cumprimos nossas promessas”, destacou o ministro da Defesa, que usa o nome bíblico para fazer referência à Cisjordânia ocupada.

“Nos próximos meses, vamos pedir autorização para construir milhares de residências adicionais”, completou.

A maioria dos países considera ilegal a construção de assentamentos israelenses no território que Israel capturou em uma guerra em 1967. Israel rebate o argumento de que os assentamentos são ilegais e afirma que o futuro deles deve ser determinado em negociações de paz com os palestinos, segundo a Reuters.

Na terça-feira, o ministro palestino das Relações Exteriores, Riyad Al Maliki, afirmou no Tribunal Penal Internacional que as colônias israelenses constituem a “ameaça mais perigosa para a vida dos palestinos e seus meios de subsistência”.

Fonte: G1
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Número de feridos em acidente de trem na Itália chega a 23

Acidente foi registrado na noite de quarta-feira em cidade próxima a Turim.
O número de feridos em um grave acidente de trem ocorrido na noite desta quarta-feira (23) em Caluso, a 35 quilômetros de Turim, no noroeste da Itália, no qual duas pessoas morreram, subiu para 23, de acordo com balanço atualizado hoje (24) pelas autoridades locais.

Entre as vítimas fatais há o maquinista do trem, Roberto Madau, de 61 anos, morador de Ivrea, e o motorista do caminhão, Stefan Aurelian, 64 anos, que chegou a ser hospitalizado, mas não resistiu aos ferimentos.

A polícia investiga o lituano Dairus Zujis, 39, como principal suspeito pelo acidente.

Fonte: ANSA
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Coreia do Norte destrói centro de testes nucleares

Medida foi anunciada por Kim após cúpula intercoreana.
A Coreia do Norte destruiu nesta quinta-feira (24) seu centro de testes nucleares de Punggye-ri, informou a agência de notícias Yonhap.

De acordo com os jornalistas estrangeiros que acompanham a cerimônia, os túneis foram destruídos com explosivos.

A destruição havia sido confirmada por Pyongyang após a cúpula intercoreana realizada no último dia 27 de abril com a Coreia do Sul, na qual ambos prometeram assinar um acordo de paz, trabalhando para uma total “desnuclearização”.

No entanto, diversos especialistas informaram que a desativação parcial já havia ocorrido depois do último teste nuclear feito pelo ditador Kim Jong-un, em setembro de 2017. Ao contrário do que foi revelado inicialmente, o governo norte-coreano não convidou cientistas.

No centro, que é composto por túneis cavados debaixo do monte Mantap, no nordeste do país, a Coreia do Norte realizou seis testes nucleares.

A medida acontece antes de uma possível reunião histórica entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Kim, marcada para 12 de junho, em Singapura.

Fonte: ANSA
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Acidente de trem deixa um morto e 16 feridos na Itália

Comboio regional se choca contra caminhão parado em passagem de nível e descarrila.
Pelo menos uma pessoa morreu e 16 ficaram feridas em um grave acidente de trem ocorrido na noite desta quarta-feira (23), em Caluso, a 35 quilômetros de Turim, no noroeste da Itália.

A tragédia aconteceu no trecho Turim-Ivrea, quando um comboio regional da Trenitalia se chocou contra um caminhão parado em uma passagem de nível e descarrilou – os três primeiros vagões saíram dos trilhos.

Segundo nota da Rede Ferroviária Italiana (RFI), o único morto na tragédia é o maquinista do trem. “Por volta de 23h20, o trem regional 10027 bateu em um caminhão que, após ter furado as barreiras de uma passagem de nível que funcionavam normalmente, estava parado na linha ferroviária”, diz o comunicado.

Dos 16 feridos, um está em estado grave. “Me senti empurrada por trás, caí, tive medo de morrer. Foi terrível”, afirmou uma jovem que teve uma perna quebrada no acidente. Ainda não há notícias sobre o motorista do caminhão.

No início deste ano, um desastre de trem já havia deixado três mortos perto de Milão, no norte da Itália. A composição descarrilou e bateu contra um poste em uma estação.

Fonte: ANSA
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Mais de 40 noivas jihadistas são condenadas à morte no Iraque

Muitas mulheres alegaram terem sido enganadas e envolvidas num esquema de terrorismo, mas não convenceram o juiz.
Dezenas de esposas estrangeiras de terroristas estão sendo condenadas à morte no Iraque, em um momento em que o país está tentando se vingar de três anos de ocupação jihadista.

Segundo o The Telegraph, as mulheres foram acusadas de apoiarem os atos dos seus maridos entre 2014 e 2017. Elas tiveram dez minutos para se defenderem perante um juiz, antes de conhecerem as suas sentenças.

As mulheres alegaram terem sido enganadas e envolvidas num esquema de terrorismo. Uma cidadã francesa, por exemplo, afirmou que achava que tinha casado com um rapper e que só quando chegou à Turquia que percebeu que tudo não passava de uma mentira.

As condenadas fazem parte de um grupo com cerca de 40 mil estrangeiros que saíram dos seus países para se juntar ao Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

Fonte: NOTÍCIAS AO MINUTO
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A trágica história de jovem condenada à morte por matar marido que tentou estuprá-la

Noura Hussein queria estudar para ser professora, mas foi forçada pela família a se casar aos 16 anos; marido a estuprou com ajuda de terceiros.
Um tribunal do Sudão condenou à morte uma jovem por ter matado o marido que a estuprou.

O juiz, da cidade de Omdurman, a segunda maior do país, confirmou a pena de morte para Noura Hussein depois que a família de seu marido se recusou a aceitar uma compensação financeira.

Grupos de direitos humanos pedem que sua condenação seja anulada.

Hussein, que agora tem 19 anos, queria terminar os estudos e sonhava em ser professora. Mas foi forçada ao casamento aos 16 anos e tentou fugir.

O caso ganhou repercussão internacional nas redes sociais – no Twitter foi criada uma campanha chamada #JusticeforNoura (Justiça para Noura).

Como foi o crime

Quando Hussein fugiu, logo após o casamento, ela se refugiou na casa de sua tia. Mas três anos depois, após ter sido enganada – segundo ela -, acabou sendo devolvida pela própria família ao marido.

Depois de seis dias, a jovem diz que o ele recrutou alguns de seus primos, que a teriam segurado enquanto ele a estuprava.

No dia seguinte, o marido teria tentado fazer o mesmo. Hussein diz que se defendeu com uma faca e o esfaqueou, causando sua morte.

Em seguida, ela fugiu para a casa dos pais e estes a entregaram à polícia.

No Sudão, vários crimes são julgados e punidos de acordo de acordo com a lei islâmica, a sharia. O tribunal condenou Hussein por homicídio premeditado no mês passado e a sentenciou, na quinta-feira passada, à morte por enforcamento, segundo a agência de notícias Reuters. Seus advogados têm 15 dias para recorrer.

“Sob a lei da sharia, a família do marido pode exigir compensação monetária ou morte”, disse à agência Badr Eldin Salah, ativista do Afrika Youth Movement (Movimento Jovem Afrika), que estava no tribunal.

“Eles escolheram a morte e agora a pena de morte foi proferida.”

Yasmeen Hassan, da Equality Now (Igualdade Agora), um dos grupos que buscam reverter a condenação, disse à BBC que o veredicto não a surpreendeu.

“O Sudão é um lugar extremamente patriarcal e as normas de gênero são fortemente aplicadas. É um lugar onde as meninas podem se casar aos 10 anos de idade, há tutela legal dos homens sobre as mulheres, que são ordenadas a seguir estritas regras de comportamento”, diz ela.

“Hussein é uma garota que queria sua educação e fazer o bem ao mundo e ela foi emboscada nessa situação e agora é uma vítima desse sistema.”

A Anistia Internacional disse que a condenação de uma mulher à morte por “matar seu marido estuprador em legítima defesa” destaca o “fracasso das autoridades em combater o casamento infantil, casamento forçado e estupro marital”.

“Noura Hussein é uma vítima e a sentença contra ela é um ato intolerável de crueldade”, disse o representante da Anistia Internacional Seif Magango.

Ele apelou que as autoridades sudanesas anulassem a sentença e realizassem um novo julgamento que levasse em consideração “suas circunstâncias atenuantes”.

A Anistia Internacional condena a sentença de morte dada a Hussein, dizendo que ressalta a falha das autoridades em combater o casamento infantil no Sudão BBC BRASIL/Getty Images
A Anistia Internacional condena a sentença de morte dada a Hussein, dizendo que ressalta a falha das autoridades em combater o casamento infantil no Sudão
BBC BRASIL/Getty Images

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Fonte: BBC Brasail/ Foto: Getty Images

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Adolescente é multado em R$ 139 milhões por provocar incêndio florestal que durou 3 meses nos EUA

Rapaz de 15 anos admitiu ter iniciado incêndio, que destruiu várias casas e devastou região de grande beleza natural; advogado chamou valor de multa de ‘absolutamente ridículo’.
Um adolescente de 15 anos foi condenado a pagar multa de US$ 36,61 milhões, o equivalente a R$ 139,14 milhões, após admitir ter provocado um incêndio florestal de grandes proporções que durou meses no Estado de Oregon, nos Estados Unidos.

Na decisão, o juiz do condado de Hood River, John Olson, também determinou que o jovem escreva pedidos de desculpas a 152 pessoas que, com a proliferação das chamas, ficaram presas em trilhas existentes na região.

Ele terá de cumprir, ainda, cinco anos de prisão em regime de liberdade condicional e prestar 1.920 horas de serviço comunitário para o Serviço Florestal dos EUA.

O incêndio, que atingiu a área florestal de Eagle Creek e persistiu durante quase três meses na área da Garganta do Rio Columbia, de grande beleza natural, destruiu várias casas.

Jack Morris, advogado que representa o adolescente, chamou o valor da multa de “absurdo” e “absolutamente ridículo”. Ele pediu que fosse estabelecido um valor mais “razoável e racional”, mas a pena foi mantida, com possibilidade de flexibilização.

O juiz alegou que a quantia “é claramente proporcional ao crime porque não excede os danos financeiros causados pelo jovem”.

Reconheceu, porém, que o adolescente não terá condições de pagar o valor total e citou “válvulas de escape” previstas na lei estadual que permitem que infratores juvenis interrompam pagamentos após 10 anos, se concluírem o período de liberdade condicional e não cometerem nenhum outro crime.

O adolescente – que não é identificado nos documentos judiciais – se declarou culpado de oito acusações de provocar incêndio irresponsável em propriedades públicas e privadas, de duas acusações de depósito de materiais em chamas em área florestal, bem como de causar danos criminosos e pôr outras pessoas em perigo de forma imprudente.

Ele havia admitido que teria soltado, em setembro do ano passado, fogos de artifício em Eagle Creek, a cerca de 80 km de Portland, região de vegetação seca e altamente inflamável. Acabou, com isso, dando início ao incêndio.

As chamas destruíram várias casas, engoliram quase 20 mil hectares e custaram US$ 18 milhões (R$ 68,4 milhões) de custos com serviços de bombeiros.

Na decisão proferida segunda-feira, o tribunal determinou que os US$ 36.618.330 (139,14 milhões) da multa sejam pagos às vítimas de Eagle Creek, incluindo o Serviço Florestal dos Estados Unidos, o Departamento de Transportes do Oregon, as Tribos Confederadas de Warm Springs e a Comissão Pesqueira Intertribal do Rio Columbia.

O juiz orientou os oficiais que acompanharão a liberdade condicional do jovem a ajudá-lo a criar um cronograma de pagamentos.

Durante sua audiência em fevereiro, ele pediu perdão ao tribunal, dizendo: “Sei que terei de viver com o peso dessa decisão pelo resto da vida, mas aprendi com essa experiência e vou trabalhar duro para ajudar a reconstruir a comunidade da maneira que eu puder”.

Ele também afirmou perceber agora “como é importante pensar antes de agir, porque minhas ações podem ter sérias consequências”.

Sua mãe disse ao jornal Oregonian, em novembro, que o incêndio foi “um trauma” para ele.

Fonte: BBC
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Criança sobrevive após cair de 6º andar na China

Solidariedade dos vizinhos minimizou o impacto da queda.
Uma criança, cuja idade não foi revelada, sobreviveu a uma queda do sexto andar de um prédio na cidade de Hangzhou, na China. Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (23) pela emissora estatal CCTV e pela agência EFE, o menino teria caído primeiro do 6º para uma plataforma do 4º andar, e em seguida do 4º para o 1º andar, até cair mais uma vez em um lençol estendido por moradores do prédio.

No momento do acidente, o garoto estava brincando com uma outra criança, também menor de idade, na companhia do avô – que estava distraído e não percebeu que o neto caiu. O barulho da primeira queda teria alertado quem estava no local.

“Começamos a gritar e procuramos algo para pegá-lo, e então em seis ou sete segundos, ou menos ainda, ele caiu do quarto para o primeiro andar”, contou à agência Liu Chunfeng, uma das pessoas que participaram do resgate. “Tudo aconteceu muito rápido. Nos aproximamos, então a criança caiu diretamente sobre nós, a força nos colocou de joelhos”.

O acidente foi filmado por câmeras de segurança do prédio, que registrou a participação de cerca de oito pessoas no resgate, que seguraram de forma improvisada um lençol para amortecer o impacto da queda. A criança foi hospitalizada com apena suma fratura na perna e não corre risco de morte. Algumas pessoas que ajudaram no resgate também tiveram lesões.

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Coreia do Norte deve desmantelar base nuclear nesta quarta

Muitos analistas declararam duvidar das promessas norte-coreanas.
A Coreia do Norte deve iniciar nesta quarta-feira (23) o desmantelamento de uma base nuclear em Punggye-ri, para o qual estavam inicialmente convidados oito jornalistas sul-coreanos.A destruição dos túneis e desmantelamento dos postos de observação e das instalações de pesquisa de energia nuclear pode se estender até esta sexta-feira (25).

Na última terça-feira (22) a Coreia do Norte tinha proibido a presença de jornalistas da Coreia do Sul, disse uma fonte do Ministério da Unificação sul-coreano.

A lista de jornalistas sul-coreanos, que se encontrava já em Pequim para seguir viagem rumo a Pyongyang, foi rejeitada, disse a mesma fonte, citada pela agência noticiosa sul-coreana Yonhap.

No início do mês, a Coreia do Norte tinha garantido que os jornalistas da Coreia do Sul, dos Estados Unidos, da China e do Reino Unido iam ser convidados a assistir à destruição dos túneis, ao desmantelamento dos postos de observação e das instalações de pesquisa na central.

A Coreia do Norte realizou seis testes nucleares subterrâneos em Punggye-ri, tendo o último, em setembro do ano passado, sido o mais potente.

Muitos analistas declararam duvidar das promessas norte-coreanas, até porque há precedentes: em 2008, Pyongyang derrubou uma parte do centro de reprocessamento de urânio, mas continuou a desenvolver o programa nuclear.

O cancelamento de convites surgiu depois de Pyongyang ter cancelado, na semana passada, um encontro entre as Coreias devido à realização de manobras militares conjuntas de Seul e Washington. A decisão precedeu uma nova ameaça, desta vez à histórica cimeira entre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcada para 12 junho, em Singapura.

Horas depois de ter cancelado uma reunião com a vizinha do Sul, a Coreia do Norte afirmou não estar interessada em um encontro com os Estados Unidos, caso este seja reduzido à “exigência unilateral” do desarmamento nuclear.

Fonte: LUSA
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