Cuba decide deixar programa Mais Médicos no Brasil e cita declarações ‘ameaçadoras’ de Bolsonaro

O governo de Cuba informou nesta quarta-feira (14) que decidiu sair do programa social Mais Médicos, citando “referências diretas, depreciativas e ameaçadoras” feitas pelo presidente eleito Bolsonaro à presença dos médicos cubanos no Brasil. O país enviou profissionais para atuar no Brasil desde 2013, quando o governo da então presidente Dilma Rousseff criou o programa para atender regiões carentes sem cobertura médica.

“O Ministério da Saúde Pública de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do Programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Pan-Americana de Saúde [OPAS] e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam a iniciativa”, diz a nota do governo.

O comunicado não diz a data em que os médicos cubanos deixarão de trabalhar no programa. A OPAS disse que foi comunicada da decisão, sem dar mais detalhes: “Cuba comunicou à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e a OPAS comunicou a decisão ao Ministério da Saúde do Brasil”, disse em nota enviada ao G1.

Em agosto, ainda em campanha, Bolsonaro declarou que ele “expulsaria” os médicos cubanos do Brasil com base no exame de revalidação de diploma de médicos formados no exterior, o Revalida. A promessa também estava em seu plano de governo.

Fora do Mais Médicos, os formados no exterior não podem atuar na medicina brasileira sem a aprovação no Revalida. Mas no caso do programa federal, todos os estrangeiros participantes têm autorização de atuar no Brasil mesmo sem ter se submetido ao exame.

“Nós juntos temos como fazer o Brasil melhor para todos e não para grupelhos que se apoderaram do poder e [há] mais de 20 anos nos assaltam e cada vez mais tendo levado para um caminho que nós não queremos. Vamos botar um ponto final do Foro de São Paulo. Vamos expulsar com o Revalida os cubanos do Brasil”, declarou Bolsonaro em pronunciamento realizado em Presidente Prudente (SP).

“Qualquer estrangeiro vindo trabalhar aqui na área de medicina tem que aplicar o Revalida. Se você for pra qualquer país do mundo, também. Nós não podemos botar gente de Cuba aqui sem o mínimo de comprovação de que eles realmente saibam o exercício da profissão. Você não pode, só porque o pobre que é atendido por eles, botar pessoas que talvez não tenham qualificação para tal”, justificou.

Após a decisão do governo cubano, se manifestou pelo Twitter dizendo: “Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou.”

Em novembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) validou o Mais Médicos e autorizou a dispensa da validação de diploma de estrangeiros ao julgar ações que questionavam pontos do programa federal, como acordo que paga salários mais baixos para médicos cubanos.

A atuação dos médicos cubanos no Brasil gera polêmica desde a criação do Mais Médicos. No entanto, o programa contrata profissionais de várias nacionalidades, e não apenas cubanos.

No Mais Médicos, pouco mais da metade – 8.556 dos 16.707 participantes – vêm da ilha caribenha, de acordo com dados obtidos pelo G1. Todos os profissionais, independentemente do país de origem, precisam ter diploma de medicina expedido por instituição de ensino superior estrangeira, habilitação para o exercício da profissão no país de origem e ter conhecimento de língua portuguesa, regras de organização do SUS e de protocolos e diretrizes clínicas de atenção básica.

•Foi criado em julho de 2013 para ampliar o atendimento médico principalmente em regiões mais carentes

•Em agosto de 2013, fechado acordo com a Opas para participação de médicos cubanos

•Participação de brasileiros formados no Brasil aumentou 38% entre 2016 e 2017, de acordo com o Ministério da Saúde

•Programa tem 18.240 vagas em mais de 4 mil municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI)

•Atende cerca de 63 milhões de brasileiros, de acordo com o ministério da saúde

•Participação de cubanos no programa tinha sido renovada no início deste ano por mais cinco anos

•Levantamento do governo divulgado em 2016 apontou que o programa é responsável por 48% das equipes de Atenção Básica em municípios com até 10 mil habitantes.

•Em 1.100 municípios atendido pelo programa, o Mais Médicos representava 100% da cobertura de Atenção Básica, de acordo com dados divulgados em 2016.

“Declaração do Ministério da Saúde Pública

O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, com referências diretas, depreciativas e ameaçadoras à presença dos médicos, declarou e reiterou que modificará os termos e condições do Programa Mais Médicos, desrespeitando a Organização Panamericana de Saúde.

O Ministério da Saúde Pública da República de Cuba, comprometido com os princípios solidários e humanistas que durante os 55 anos guiaram a cooperação médica cubana, participa desde o inicio de agosto de 2013 no Programa Mais Médicos para o Brasil. A iniciativa Dilma Rousseff, na época presidente da República Federativa do Brasil, teve o nobre propósito de garantir assistência médica para o maior número da população brasileira, em consonância com o princípio da cobertura universal de saúde promovida pela Organização Mundial da Saúde.

Esse programa previa a presença de médicos brasileiros e estrangeiros para atuar em áreas pobres e remotas daquele país.

A participação cubana no mesmo é feita através da Organização Pan-Americana da Saúde e se distinguiu pela ocupação de lugares não cobertos por médicos brasileiros ou de outras nacionalidades.

Nestes cinco anos de trabalho, cerca de 20 mil colaboradores cubanos atenderam 113.359.000 pacientes em mais de 3.600 municípios, atingindo cobertos por eles um universo de 60 milhões de brasileiros na época em que constituíram 80% de todos os médicos participantes do programa. Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história.

O trabalho dos médicos cubanos em locais de extrema pobreza nas favelas do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador de Bahia, nos 34 Distritos Especiais Indígenas, especialmente na Amazônia, foi amplamente reconhecido pelos governos federal e municipal, estadual daquele país e de sua população, que concedeu 95% de aceitação, segundo estudo encomendado pelo Ministério da Saúde do Brasil à Universidade Federal de Minas Gerais.

Em 27 de setembro de 2016 o Ministério da Saúde Pública, em uma declaração oficial, informou perto da data de expiração do contrato e no meio dos eventos que relacionados ao golpe de Estado legislativo-judicial contra a presidenta Dilma Rousseff, que Cuba “continuará a participar no acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde para a aplicação do Programa Mais Médicos, desde que mantidas as garantias oferecidas pelas autoridades locais “, o que foi respeitado até agora.

O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, com refetrências diretas, depreciativas e ameaçadoras à presença de nossos médicos, disse e reiterou que modificará os termos e condições do Programa Mais Médicos, desrespeitando a Organização Pan-Americana da Saúde e o que esta acordou com Cuba, ao questionar a preparação de nossos médicos e condicionar sua permanência no programa à revalidação do título e como única forma de se contratá-los a individual.

As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificadas em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde eo Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa.

Portanto, diante desta triste realidade, o Ministério da Saúde Pública de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e o comunicou à diretora da Organização Pan-Americana da Saúde e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam essa iniciativa.

Não é aceitável questionar a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, prestam atualmente serviços em 67 países. Em 55 anos, 600 mil missões internacionalistas foram realizadas em 164 países, envolvendo mais de 400 mil trabalhadores de saúde, que em muitos casos cumpriram essa honrosa tarefa em mais de uma ocasião. Destacam-se as façanhas da luta contra o ebola na África, a cegueira na América Latina e no Caribe, a cólera no Haiti e a participação de 26 brigadas do Contingente Internacional de Médicos Especializados em Desastres e Grandes Epidemias “Henry Reeve” no Paquistão , Indonésia, México, Equador, Peru, Chile e Venezuela, entre outros países.

Na esmagadora maioria das missões concluídas, as despesas foram assumidas pelo governo cubano. Da mesma forma, em Cuba, 35.613 profissionais de saúde de 138 países foram treinados gratuitamente, como expressão da nossa solidariedade e vocação internacionalista.

Os funcionários foram mantidos em todos os momentos do trabalho e 100% de seu salário em Cuba, com todas as garantias trabalhistas e sociais, como o resto dos trabalhadores do Sistema Único de Saúde.

A experiência do Programa Médicos do Brasil e a participação cubana demonstram que um programa de cooperação Sul-Sul pode ser estruturado sob os auspícios da Organização Pan-Americana da Saúde para promover seus objetivos em nossa região. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e a Organização Mundial da Saúde qualificam-no como o principal exemplo de boas práticas na cooperação triangular e na implementação da Agenda 2030 com os seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Os povos da nossa América e do resto do mundo sabem que sempre poderão contar com a vocação humanista e solidária de nossos profissionais.

O povo brasileiro, que fez do Programa Mais Médicos uma conquista social, que contou desde o início com os médicos cubanos, aprecia suas virtudes e aprecia o respeito, sensibilidade e profissionalismo com que o atenderam, poderá entender sobre quem recai a responsabilidade que nossos médicos não podem continuar fornecendo sua contribuição solidária nesse país.

Havana, 14 de novembro de 2018″.

Fonte:G1
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Garçonete que dançou sobre ambulância durante Copa é indiciada

Larissa Bell se exibe em cima de ambulância em Londres Foto: Reprodução- A garçonete Larissa Bell, de 21 anos, vista dançando em cima de uma ambulância presa no meio de multidão que celebrava em Londres (Inglaterra) a vitória da Inglaterra sobre a Suécia, pela Copa da Rússia, em 7 de julho, foi indiciada por vandalismo.

Larissa, moradora de East Kilbride, estava passando o fim de semana em Londres com amigas quando foi fotografada danificando a ambulância, que pertence ao Sistema de Saúde Público. Outras três pessoas foram indiciadas pelo mesmo crime, mas Larissa acabou se tornando a “imagem” do episódio. Sua foto foi publicada em jornais de vários países.

 Ambulância danificada pela ação de torcedores ingleses em Londres Ambulância danificada pela ação de torcedores ingleses em Londres Foto: Reuters

Ambulância danificada pela ação de torcedores ingleses em Londres
Ambulância danificada pela ação de torcedores ingleses em Londres Foto: Reuters

De acordo com o “Metro”, a primeira audiência do caso ocorrerá no fim deste mês.

Larissa Bell Foto: Reprodução/Facebook
Larissa Bell Foto: Reprodução/Facebook

 

Larissa Bell Foto: Reprodução/Facebook
Larissa Bell Foto: Reprodução/Facebook

ambula
Fonte:EXTRA
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Casal morre em acidente de helicóptero 1 hora e meia após festa de casamento

UVALDE, TEXAS (EUA) — O sonho do casamento durou menos de duas horas para Will Bayler e Bailee Ackerman, de 23 anos. O casal morreu na queda do helicóptero em que embarcaram após deixarem a festa na madrugada de domingo. A celebração, que começou no sábado, aconteceu no rancho da família do noivo, na cidade de Uvalde, no Texas. O piloto da aeronave, o capitão do exército Gerald Green Lawrence, também morreu na tragédia.

As investigações das causas do acidente estão sendo conduzidas pela National Transportation Safety Board. De acordo com oficiais, a queda aconteceu a 24 quilometros de distância do ponto de partida por volta das 1:47 de domingo, no horário local.

Nas redes sociais, convidados compartilharam vídeos dos recém-casados decolando e da noiva dançando com o marido. Jessica Stiley, a dama de honra de Bailee, prestou homenagem à amiga nas redes sociais:

“Minha doce Bailee Raye, meu coração está quebrado em milhões de pedaços enquanto eu sento aqui e penso no resto da minha vida sem minha melhor amiga. Estou tão triste por estar postando estas fotos com isso, mas eu gostaria de compartilhar com todos o quão linda você estava no dia do seu casamento, como eu faria normalmente.”

Jessica também lembrou de estar chorando de felicidade horas antes do acidente enquanto ajudava Bailee na preparação para o casamento, dizendo que “estava feliz pela amiga ter casado com o homem dos sonhos” e “por estar com ele no melhor para sempre que Bailee poderia ter imaginado”.

Fonte:EXTRA

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Um avião da Lion Air cai no mar de Java com 188 pessoas a bordo

 Imagem de arquivo de uma aeronave da companhia. (Foto:Trisnadi AP) – Um vôo da companhia aérea ‘low cost’ da Indonésia, a Lion Air, caiu na manhã desta segunda-feira, 29, hora local, pouco depois de decolar da capital, Jacarta. O avião, um recém-lançado Boeing 737 MAX 8 – seu primeiro voo tinha sido em julho, de acordo com a página airfleets.com, especializada em aviação – estava indo para Pangkal Pinang (Bangka Island) – uma cidade localizada a uma hora ao norte de a megalópole indonésia – e caiu no mar de Java em um ponto não muito distante da costa. O voo JT 610 deixou o aeródromo com 188 pessoas a bordo às 6h20 e, 13 minutos depois, a torre de controle perdeu toda a comunicação com os pilotos.

“É verdade que perdemos o contato com o voo Lion Air JT 610. Transmitimos a informação às equipes de resgate”, declarou um porta-voz de AirNav Indonésia em um comunicado. “Confirmou-se o acidente”, acrescentou, por sua vez, o diretor da agência nacional de emergência, Muhammad Syaugi. Os serviços de resgate montaram um operativo para atender as possíveis vítimas da aeronave.

Fonte:brasil.elpais.com
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Ameba rara que come ‘cérebro’ pode ser encontrada em piscinas; veja!

Ameba rara que come ‘cérebro’ pode ser encontrada em piscinas; veja!

Após muitos casos de infecção registrada em um hospital nos EUA, onde os médicos se depararam com uma infecção não muito comum na região cerebral de ocorrência rara e alta letalidade de nome meningoencefalite amebiana primária.

No mês passado, um surfista morreu no hospital após contrair a infecção, tendo como principal causadora da infecção uma ameba (um tipo de organismo unicelular). Esse tipo de doença é muito comum em piscina e lagos. Em torno de 143 pessoas contraíram essa infecção nos Estados Unidos entre os anos de 1962 e 2017. No entanto, somente quatro sobreviveram.

Na Argentina, um menino de oito anos contraiu a doença (ameba) e acabou morrendo, segundo informações, o garoto havia nadado em uma lagoa. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a ameba Naegleria fowleri é um microrganismo que vive em ambientes úmidos, como solos mais encharcados e fontes de água fresca, como rios e lagoas, esses microrganismos podem ser encontrados em piscinas ou na água de torneira.
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Os principais sintomas se assemelham com os de uma meningite bacteriana comum, como dor de cabeça, febre e náusea; com a piora, podem surgir torcicolo, perda de equilíbrio e convulsões. Ainda de acordo com o CDC, a presença dessa ameba em ambientes de água doce é comum, mas as infecções são raras e não há métodos satisfatórias para quantificar a incidência da meningoencefalite amebiana em relação a contaminação em humanos, a infecção se dá pela entrada da água contaminada no corpo pelo nariz. É desta  maneira que o parasita alcança o cérebro. Daí o nome “a ameba que come cérebros”.

Um pesquisador brasileiro coletou amostras em piscinas e lagos artificiais em locais como Porto Alegre e Rio de Janeiro já detectaram a presença de diferentes tipos de amebas que podem causar outras doenças ao homem. É o caso das acantamebas, que podem gerar ceratite (inflamação da córnea), encefalite (levando à inflamação e inchaço do cérebro) e infecções na pele.

ASSISTA AO VÍDEO DA AÇÃO DA DOENÇA NO CÉREBRO!

 

https://youtu.be/waXipUzE5so

 

 

(Com informações Portal MSN Notícias)

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quem foi Óscar Romero, assassinado durante a missa, canonizado pelo Papa

O “Getsêmani” de Dom Óscar Romero antes de ser assassinado em plena missa: “Tenho medo, vão me matar”, temia o bispo salvadorenho.

O artigo é de José María Castillo, teólogo, publicado por Religión Digital, 10-10-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.
Romero baleado durante a celebração de uma missa. Foto: Terre D’America

Ninguém põe em dúvida que Dom Óscar Arnulfo Romero foi um bispo exemplar. Tão exemplar que quanto mais se conhece a sua vida, mais se aprecia e mais se admira. Isso é o mais claro e o mais seguro que posso afirmar, depois dos 17 anos que fui professor de Teologia na UCA, a Universidade dos jesuítas em El Salvador.

Eu não conheci Romero. Isso porque quando comecei a ir à América Central, fazia já nove anos que o haviam matado. Porém sua lembrança estava então, e segue agora, tão viva no povo, na gente, que todo mundo fala dele. Sem dúvida alguma, Monsenhor Romero é o salvadorenho mais universal, que presenteou com aquele país cativante a Igreja e o mundo.

Agora quando o papa Francisco o propõe como exemplo de crente e de bispo, se recordam seus melhores exemplos de vida e de fidelidade ao Evangelho. Mas na vida de um homem como Romero, sempre há dados e detalhes que ninguém imagina. Romero foi um santo. Mas antes que um santo, foi um ser humano, profundamente humano. E isso é o que quero recordar aqui.

Quando no domingo, 23 de março de 1980, o arcebispo Romero disse em sua homilia da catedral de San Salvador: “Em nome de Deus, e em nome desse sofrido povo, cujos lamentos sobem até o céu cada dia mais tumultuosos, lhes suplico, lhes rogo, lhes ordeno em nome de Deus: cessem a repressão!”. Com essas palavras, Romero firmou sua sentença de morte.
Romero depois de ser baleado. Foto: Religión Digital

Naquele mesmo domingo, à tarde, um sacerdote – que passados os anos me contou – foi ver Romero. O arcebispo estava sozinho, em uma pequena casinha que lhe haviam deixado em “El Hospitalito”. O padre, que me contou essa cena, encontrou Romero sozinho e emocionalmente “afundado”.

Suas palavras foram poucas e tremendas: “Tenho medo, muito medo, vão me matar. E eu não quero morrer, porque amo a vida. O pior de tudo é que me custa muito rezar… Não sinto Deus”.

O sacerdote que escutou essas palavras tentou dizer algo que pudesse dar alento ao arcebispo em “seu Getsêmani”. Pediu-lhe que insistisse na sua oração. E que tentasse descansar. Na manhã seguinte, o mesmo sacerdote voltou a ver Romero. Pôde dormir um pouco. E estava mais animado. O final foi naquela mesma tarde. Já conhecemos.

A Bíblia nos diz que Jesus teve medo antes de morrer. E “ofereceu orações e súplicas, com gritos e lágrimas, ao que poderia salvá-lo da morte; e Deus o escutou, mas depois daquela angústia”. (Heb 5,7). Identificar-se com o destino dos piores tratados pela vida é duro, muito duro. E ninguém escapa de semelhante destino.

Se for levado a sério, e com todas as suas consequências, o desejo de justiça é o que pode fazer mais suportável este mundo. Nisso consiste o centro do cristianismo, que não é uma religião. É um projeto de vida, que consiste na luta e na dor para aliviar o sofrimento que a vida leva consigo.

E que ninguém me diga que é ficar na terra negando o céu. Nada mais – e nada menos – que Immanuel Kant deixou dito em uma frase lapidária: “A práxis há de ser tal, que não se possa pensar que não exista um além”.

Se isso se aceita de verdade e se integra nas nossas vidas, terminaremos gritando e com lágrimas. Mas isso será o preço de um mundo mais humano, que nos abre a esperança ao além.

 

https://youtu.be/tV9uH1OlSXM

Fonte:
Diario do Centro do Mundo

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Menino põe envelope com mais de US$ 1.000 em triturador de papel

(Foto: Reprodução/Twitter)

Pais ficaram tão surpreendidos com as notas rasgadas que compartilharam o caso nas redes sociais
Menino põe envelope com mais de US$ 1.000 em triturador de papel
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ma família do estado norte-americano de Utah revelou nas redes sociais que seu filho de 2 anos destruiu um envelope com mais de US$ 1 mil (mais de R$ 3.800) em dinheiro numa máquina de triturar papel.

Segundo o G1, Ben e Jackee Belnap, de Salt Lake City, estavam economizando há cerca de um ano para pagar os ingressos para a temporada de futebol do time da Universidade de Utah.

O envelope com o dinheiro sumiu até que o casal descobriu que seu filho de 2 anos, Leo, havia destruído com um triturador. Veja abaixo:

https://twitter.com/Benbelnap/status/1047224791818616832/photo/1

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Vereador acusado de atentado contra Maduro se matou na prisão, diz Procuradoria

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro (C), sua esposa Cilia Flores (E) e autoridades militares reagem a um forte barulho, atribuído depois à explosão de um drone, em Caracas, em 4 de agosto de 2018 (Foto: © Fornecido por AFP) 

O vereador opositor Fernando Albán, que estava detido por um suposto atentado contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, se suicidou nesta segunda-feira (8) na sede do serviço de Inteligência, assegurou o procurador-geral Tarek William Saab.

“O cidadão pediu para ir ao banheiro e, estando lá, se jogou do 10º andar”, disse Saab por telefone à emissora de televisão do governo VTV.

Albán, vereador do município Libertador de Caracas pelo partido “Primeiro Justiça”, foi detido na sexta-feira passada por acusações de participar na explosão de dois drones quando Maduro fazia um discurso em 4 de agosto durante uma parada militar em Caracas.

O presidente denuncia essa ação como um “magnicídio em grau de frustração” e responsabiliza como autor intelectual o deputado Julio Borges, fundador do Primeiro Justiça, exilado na Colômbia.

A “crueldade da ditadura acabou com a vida de Fernando Albán”, reagiu Borges no Twitter, lembrando que o vereador o acompanhou na semana passada em questões ante as Nações Unidas.

“Sua morte não ficará impune”, acrescentou Borges, a quem Maduro acusa de fazer parte de uma trama para derrubá-lo com a ajuda de Estados Unidos e Colômbia.

O procurador anunciou uma “investigação exaustiva”. “As causas pelas quais o fez serão esclarecidas, vamos investigar em todas as esferas”, sustentou.

O ministro de Interior e Justiça, o general Néstor Reverol, lamentou a morte do político que, segundo disse, também estava “envolvido em atos desestabilizadores dirigidos do exterior, dos quais existem provas suficientes”.

Segundo o ministro, Albán se suicidou “no momento em que ia ser levado ao tribunal” que conhecia a sua causa.

Na Venezuela há 236 presos políticos, segundo a ONG Foro Penal.
Por:AFP
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Homem corta a própria mão fora depois de ficar preso em máquina de moer carne nos EUA

Myron Schlafman diz que não hesitou, caso contrário sangraria até morrer. Depois de acionar acidentalmente aparelho, ele usou faca de açougueiro para cortar braço acima do pulso.

Myron Schlafman mostra como sua mão ficou presa em máquina de moer carne na garagem de sua casa em Jamestown, na Dakota do Norte, na terça-feira (25) — Foto: KFGO Radio via AP

Um veterano do Vietnã de 69 anos perdeu a mão depois que ela ficou presa em uma máquina de moer carnes enquanto ele fazia linguiça em sua casa na Dakota do Norte. Ele precisou cortar seu próprio braço esquerdo com uma faca de açougueiro, pouco acima do pulso, para evitar sangrar até morrer.

Em sua primeira entrevista desde o acidente, que aconteceu em 17 de agosto, Myron Schlafman diz que agradece a dois policiais por salvarem sua vida, por terem aplicado um torniquete antes de uma ambulância chegar e leva-lo a um hospital.

“Eu sempre gostei da vida, mas não tanto quanto gosto agora”, disse ele à emissora de rádio KFGO.

Schlafman disse que estava retirando um pedaço de carne da máquina, na garagem de sua casa, na cidade de Jamestown, quando acidentalmente pisou em um pedal que ligou o aparelho.

“Eu simplesmente olhei e sabia que estava com grandes problemas”, disse ele, que é destro.

O osso foi cortado, mas seu braço ainda estava preso por músculos, nervos e pela pele. Ele pegou a faca, que felizmente estava a seu alcance, e se cortou para poder se libertar.

“Se eu tivesse hesitado, teria ficado ali e sangrado até morrer”, afirmou.

Schlafman passou nove dias no hospital e foi submetido a três cirurgias. Ele irá colocar uma prótese dentro de alguns meses, quando o processo de cicatrização de sua amputação estiver finalizado.

“Seria muito fácil me sentar, sentir pena de mim mesmo e ficar deprimido”, disse. “Eu passei pelo Vietnã. Eu posso suportar isso”.
Por:O Globo e G1
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 Myron Schlafman posa para foto na garagem de sua casa em Jamestown, na Dakota do Norte, na terça-feira (25) — Foto: KFGO Radio via AP

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Em um ano, álcool matou mais de 3 milhões de pessoas no mundo

Levantamento foi feito com base no ano de 2016 e divulgado hoje (21) pela Organização Mundial de Saúde

O consumo de álcool foi o responsável pela morte de mais de 3 milhões de pessoas no mundo em 2016, representando uma em cada 20 mortes. O alerta foi divulgado hoje (21) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).  O relatório global sobre o consumo global de álcool e suas consequências adversas para a saúde aponta que os homens representam mais de três quartos das mortes. No geral, o uso nocivo do álcool causa mais de 5% das doenças no mundo.

Segundo a OMS, 28% das mortes relacionadas ao álcool são resultado de lesões, como as causadas por acidentes de trânsito, autolesão e violência interpessoal; 21% se devem a distúrbios digestivos; 19% a doenças cardiovasculares e o restante por doenças infecciosas, câncer, transtornos mentais e outras condições de saúde.

Mundialmente, o álcool foi responsável por 7,2% das mortes prematuras (de pessoas com menos de 69 anos) em 2016. Além disso, 13,5% mortes entre pessoas entre 20 e 29 anos de idade são atribuídas ao álcool.

A estimativa da organização é que 237 milhões de homens e 46 milhões de mulheres sofram com transtornos relacionados ao consumo de álcool, com maior prevalência entre homens e mulheres na região Europeia (14,8% e 3,5%, respectivamente) e na região das Américas (11,5% e 5,1%, respectivamente). O relatório indica que os transtornos por uso de álcool são mais comuns em países de alta renda.

“O álcool frequentemente fortalece as desigualdades entre e dentro dos países, dificultando a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que exige que as desigualdades sejam reduzidas. Danos provocados por uma determinada quantidade de bebida é maior para os consumidores mais pobres e suas famílias do que para consumidores mais ricos. Este padrão de maior “dano por litro” é encontrado para muitos prejuízos causados pelo álcool”, aponta o relatório.

Consumo

A estimativa da OMS é que 2,3 bilhões de pessoas consumam álcool atualmente. O consumo representa mais da metade da população das Américas, Europa e Pacífico Ocidental.

O consumo médio diário de pessoas que bebem álcool é de 33 gramas de álcool por dia, o equivalente a dois copos (cada um de 150 ml) de vinho, uma garrafa grande de cerveja (750 ml) ou duas doses (cada uma de 40 ml) de bebidas destiladas. A Europa registra o maior consumo per capita do mundo, embora esse tenha diminuído em mais de 10% desde 2010.

O estudo aponta que, nas regiões da África, Américas, Mediterrâneo Oriental e Europa, a porcentagem de consumidores diminuiu desde 2000. No entanto, aumentou na região do Pacífico Ocidental de 51,5% em 2000 para 53,8% hoje e permaneceu estável no sudeste da Ásia.

Perfil

Em todo o mundo, 27% dos jovens com idade entre 15 e 19 anos consomem álcool atualmente. As taxas de consumo são mais altas entre os jovens de 15 a 19 anos na Europa (44%), seguidas das Américas (38%) e do Pacífico Ocidental (38%). Globalmente, 45% do total de álcool é consumido na forma de bebidas alcoólicas. A cerveja é a segunda bebida em termos de consumo puro de álcool (34%), seguida do vinho (12%).

Por outro lado, o estudo indica que mais da metade (57% ou 3,1 bilhões de pessoas) da população global com 15 anos ou mais se absteve de consumir álcool nos últimos 12 meses.

A perspectiva da OMS é que até 2025, o consumo total de álcool per capita em pessoas com 15 anos ou mais de idade aumente nas Américas, no Sudeste Asiático e no Pacífico Ocidental.

“É improvável que isso seja compensado por quedas substanciais no consumo nas outras regiões. Como resultado, o consumo total de álcool per capita no mundo pode chegar a 6,6 litros em 2020 e 7,0 litros em 2025, a menos que as tendências crescentes de consumo de álcool na Região das Américas e no Sudeste Asiático e no Pacífico Ocidental sejam interrompidas e revertidas”, afirma o relatório.

O consumo de álcool entre as mulheres diminuiu na maioria das regiões do mundo, exceto nas regiões do sudeste asiático e do Pacífico Ocidental, mas o número absoluto de mulheres que bebem atualmente aumentou no mundo.

Ao todo, 95% dos países têm impostos sobre o consumo de álcool, mas menos da metade deles usa outras estratégias, como a proibição de vendas abaixo do custo ou descontos por volume. A maioria deles tem algum tipo de restrição à publicidade de cerveja, com proibições totais mais comuns para televisão e rádio, mas menos comuns para a internet e mídias sociais.

Por: Agência Brasil 21 de Setembro de 2018 às 23:08 Atualizado em 21 de Setembro de 2018 às 23:09
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