Filipinas conquista coroa do Miss Universo pela quarta vez
Durante o concurso, ela disse que trabalhar em uma favela de Manila a ensinou a encontrar beleza em situações difíceis
Miss Filipinas Catriona Gray é coroada miss Universo em Bangcoc, na Tailândia (REUTERS/Athit Perawongmetha)
Catriona Gray, das Filipinas, foi coroada Miss Universo nesta segunda-feira, na quarta vez em que o país do sudeste asiático vence o concurso de beleza internacional.
Catriona, modelo filipino-australiana de 24 anos, conquistou o título em Bangcoc, capital da Tailândia, onde o concurso contou pela primeira vez com a participação de uma candidata transgênero. “Meu coração está cheio de gratidão. Houve momentos de dúvida durante os quais me senti sobrecarregada e pressionada”, disse Catriona, que usou um vestido vermelho e laranja inspirado no Monte Mayon, um vulcão que entrou em erupção neste ano.
Durante a competição, Catriona foi questionada sobre a legalização da maconha e respondeu que a apoia para fins medicinais.
Depois de ser coroada, Catriona disse aos repórteres que a pergunta “certamente foi relevante” e um “tópico atual”, em uma aparente referência à guerra às drogas nas Filipinas que já deixou milhares de mortos e provocou alarme internacional.
Durante o concurso, ela disse que trabalhar em uma favela de Manila a ensinou a encontrar beleza em situações difíceis.
“Se eu pudesse ensinar as pessoas a serem gratas poderíamos ter um mundo incrível, no qual a negatividade não poderia crescer e se nutrir e as crianças teriam um sorriso no rosto”, disse.
A miss África do Sul, Tamaryn Green, de 24 anos, ficou em segundo lugar, seguida pela miss Venezuela, Sthefany Gutiérrez, de 19 anos.
Agência Reuters Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP – JORNAL FOLHA DO PROGRESSO no (93) 98404 6835- (93) 98117 7649.
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Maduro acusa Bolsonaro de integrar ‘complô’ dos EUA para assassiná-lo
O presidente venezuelano Nicolás Maduro à imprensa: Brasil fará ‘provocações militares na fronteira’ e Colômbia fornecerá mercenários treinados – 12/12/2018 (Federico Parra/AFP) Ditador venezuelano atribui ao vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, papel destacado e o chama de ‘presidente paralelo’ e de ‘louco’ O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou nesta quarta-feira, 12, o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, de tomar parte do plano dos Estados Unidos para assassiná-lo e instaurar uma ditadura em seu país. O conselheiro de segurança Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, seria o arquiteto desse suposto golpe, que receberia também a ajuda do governo da Colômbia. Bolsonaro já teria incumbências a cumprir, insistiu o venezuelano
“Hoje venho outra vez denunciar o complô preparado na Casa Branca para violentar a democracia venezuelana, para me assassinar e para impor um governo ditatorial na Venezuela”, acusou Maduro em entrevista à imprensa em Caracas.
Maduro disse que os “conspiradores” escolheram Bolton, um dos principais assessores do presidente americano, Donald Trump, como “chefe do complô”. Em sua versão, o plano teria como objetivo promover um intervenção militar estrangeira na Venezuela, um golpe de Estado, assassiná-lo e impor um conselho de governo transitório no país.
Bolton teria atribuído ao presidente eleito Jair Bolsonaro algumas missões que fariam parte deste plano durante a visita ao Rio de Janeiro, em 29 novembro, oficialmente para um primeiro contato de alto nível entre a Casa Branca e o futuro governo brasileiro. A Bolsonaro caberia, conforme Maduro, iniciar “provocações militares” na fronteira entre o Brasil e a Venezuela.
“As forças militares do Brasil querem paz. Ninguém no Brasil quer que o futuro governo de Jair Bolsonaro se meta em uma aventura militar contra o povo da Venezuela”, declarou Maduro durante coletiva de imprensa com correspondentes estrangeiros em Caracas.
O ditador venezuelano fustigou especialmente o general Hamilton Mourão, vice-presidente eleito do Brasil, a quem considera o executor do plano. Para ele, o militar “fala todos os dias como um presidente paralelo no Brasil”.
O presidente venezuelano Nicolás Maduro à imprensa: Brasil fará ‘provocações militares na fronteira’ e Colômbia fornecerá mercenários treinados – 12/12/2018 (Federico Parra/AFP)
“Todos os dias, ele fixa a pauta do que vai ser a política desse governo. Todos os dias, diz que vai invadir a Venezuela, que o Brasil vai utilizar suas forças militares”, afirmou Maduro, referindo-se ao vice-presidente eleito. “É louco”, disse o líder chavista sobre Mourão.
Maduro ainda afirmou que o plano de Bolton para assassiná-lo já está em desenvolvimento e, por isso, várias forças mercenárias e paramilitares estão sendo treinadas na Colômbia.
“O governo de Iván Duque não quer relações diplomáticas, políticas ou de comunicação com o governo legítimo da Venezuela. Ele é cúmplice do plano de Bolton para trazer a violência ao nosso país. Nossas Forças Armadas têm de estar preparadas”, denunciou.
Segundo o líder chavista, o suposto grupo paramilitar G8 estaria em treinamento na província colombiana de Norte de Santander com essa finalidade.
“Estão treinando 734 mercenários, entre colombianos e venezuelanos para, em qualquer momento, realizarem ataques a unidades militares na fronteira e iniciar uma escalada de violência para confundir a opinião pública e justificar qualquer outra ação militar contra a Venezuela”.
Maduro também disse que o governo venezuelano obteve informações sobre forças especiais dos Estados Unidos em treinamento na Base Aérea de Eglin para uma “missão cirúrgica” contra a Venezuela. O objetivo desse grupo, em sua argumentação, seria tomar duas aéreas e uma naval da Venezuela.
Em 10 de janeiro, o ditador iniciará seu segundo mandato de seis anos, resultado de eleições nas quais a oposição não teve participação efetiva e sobre a qual países da região e organismos internacionais não reconheceram.
Fonte:Veja (Com EFE e AFP)
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Cientistas desenvolvem exame capaz de detectar câncer em 10 minutos
O teste foi aplicado em 103 amostras humanas de DNA (Reprodução)
Pesquisa serviu para analisar as diferenças entre as células cancerosas e as que não estão danificadas
Uma equipe de cientistas da Universidade de Queensland, em Brisbane, na Austrália, desenvolveu um exame que, em 10 minutos, permite detectar as células cancerosas e realizar um diagnóstico inicial mais rápido. A pesquisa, publicada na revista Nature Communications, serviu para analisar as diferenças no DNA entre as células cancerosas e as que não estão danificadas.
Em todas as células humanas maduras, o DNA sofre modificações em um processo chamado metilação, que está programado geneticamente, de modo que a informação genômica nas células cancerosas é significativamente diferente das células sadias.
A equipe liderada pelo cientista Matt Trau concluiu que a diferença no processo de metilação das células cancerosas influi nas propriedades físicas e químicas do DNA.
Os cientistas utilizaram esse comportamento distinto para desenvolver um exame que permite detectar o câncer a partir da análise de uma pequena quantidade de DNA do paciente e cujo resultado sai em 10 minutos.
O teste foi aplicado em 103 amostras humanas de DNA, das quais 72 pertenciam a pessoas com câncer e 31 eram de indivíduos sadios.
Os pesquisadores destacaram que, por enquanto, nesta etapa de desenvolvimento, só é possível detectar a presença de células cancerosas, não seu tipo ou o estágio da doença e que seria necessário analisar mais mostras para poder conseguir uma análise mais detalhada.
Fonte:Agência Brasil Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP – JORNAL FOLHA DO PROGRESSO no (93) 98404 6835- (93) 98117 7649.
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Cúpula do G20 termina com apoio a reformas na OMC
Comunicado conjunto divulgado ao fim da cúpula na Argentina tem EUA divergente quanto ao clima
Chefes de Estado reunidos na Argentina na cúpula do G20 (Cesar Itiberê/PR)
Os líderes das maiores potências econômicas do mundo apoiaram neste sábado (1) uma revisão da entidade global que regulamenta as disputas do comércio internacional, antes de uma reunião importante entre o presidente norte-americano Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping, com o objetivo de desarmar a guerra comercial.
O grupo de 20 nações industrializadas pediu reformas na Organização Mundial do Comércio (OMC) em meio a tensões comerciais globais cada vez maiores, conforme comunicado conjunto divulgado ao fim da cúpula de dois dias na Argentina.
O comunicado, que foi finalizado depois de as delegações terem trabalhado no texto ao longo da noite de sexta-feira, reconhece o comércio como uma engrenagem importante para o crescimento global, mas fez apenas uma menção de passagem aos “atuais problemas comerciais”, sem entrar em mais detalhes.
“Nós reconhecemos a contribuição que o sistema de comércio multilateral fez”, disse o comunicado. “O sistema, neste momento, não está conseguindo atingir seus objetivos e há espaço para melhoria. Nós, portanto, apoiamos as reformas necessárias à OMC para melhorar o seu funcionamento. Vamos revisar o progresso na nossa próxima cúpula”.
A OMC está prestes a ficar disfuncional, exatamente quando é mais necessária para cumprir seu papel de árbitra em disputas comerciais e supervisora do comércio global.
Os Estados Unidos estão infelizes com o que afirmam ser o fracasso da OMC de cobrar Pequim por não abrir sua economia, como previsto quando a China juntou-se ao órgão, em 2001.
Ao forçar reformas à OMC, os Estados Unidos bloqueiam novas nomeações à principal corte de comércio do mundo. A União Europeia também pressiona por reformas na OMC.
Delegados do G20 afirmaram que as negociações sobre o comunicado final da cúpula foram realizadas com mais tranquilidade do que em uma reunião entre líderes asiáticos, duas semanas atrás, que terminou sem um consenso, graças à decisão de evitar referências ao protecionismo e práticas comerciais injustas.
Sobre as mudanças climáticas, os Estados Unidos mais uma vez marcaram suas divergências com o resto do G20, reiterando no comunicado a decisão de saída do Acordo de Paris e o compromisso com o uso de todas as fontes de energia.
Os outros membros do grupo reafirmaram o compromisso com a implementação do Acordo de Paris, levando em conta as circunstâncias nacionais e capacidades relativas.
“Vamos continuar a atacar as mudanças climáticas, promovendo o desenvolvimento sustentável e o crescimento econômico”, disse o comunicado.
Com os Estados Unidos e a China presos em disputas cada vez maiores sobre o comércio e segurança, o que aumenta as dúvidas sobre o futuro da relação entre os dois países, os mercados financeiros globais irão na semana que vem tirar pistas do resultado das conversas entre Trump e Xi, no jantar deste sábado.
Pequim espera convencer Trump a abandonar os planos de elevar as tarifas sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses para 25 por cento em janeiro, ante 10 por cento atualmente. Trump ameaçou ir adiante com o plano e, possivelmente, adicionar tarifas sobre 267 bilhões de dólares em importações se não houver progresso nas negociações.
Trump vem há muito tempo criticando o superávit comercial da China com os Estados Unidos e Washington acusa Pequim de não jogar de forma justa no comércio. Já a China vê protecionismo na postura dos Estados Unidos e tem resistido ao que considera tentativas de intimidação.
Os dois países também discordam sobre as extensas reivindicações da China no Mar do Sul da China e sobre os movimentos de navios de guerra dos EUA no Estreito de Taiwan.
Fonte:Reuters
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Ex-presidente dos EUA George H.W. Bush morre aos 94 anos
Republicano comandou o país entre 1989 e 1993 e é pai do ex-presidente homônimo. Intervenção dos EUA no Iraque durante guerra do Golfo marcou gestão.
George H.W. Bush em 2017 — Foto: REUTERS/Adrees Latif/File Photo
O ex-presidente dos Estados Unidos George H. W. Bush morreu aos 94 anos nesta sexta-feira (30). O republicano foi o 41º presidente a ocupar a Casa Branca, entre 1989 e 1993.
O anúncio da morte foi feito pelo filho e também ex-presidente americano, George W. Bush, em um comunicado. “Jeb, Neil, Marvin, Doro e eu anunciamos com tristeza que, depois de 94 anos extraordinários, nosso querido pai morreu”, afirmou. Não há ainda informações sobre o funeral do ex-presidente.
Bush se destacou por ter decidido pela intervenção das forças norte-americanas no Iraque na guerra do Golfo, depois que as forças de Saddam Hussein invadiram o Kuwait.
Antes de ocupar a presidência, ele foi vice-presidente durante os oito anos da administração Reagan, diretor da CIA e congressista.
Infância e juventude
George Herbert Walker Bush nasceu em Milton, Massachusetts, em 12 de junho de 1924. Pouco depois sua família, que era muito rica, se mudou para o subúrbio de Nova York, onde ele foi criado.
Bush estudou em escolas privadas, foi líder estudantil e, após se formar no ensino médio, alistou-se no exército para servir na II Guerra Mundial.
Aos 18 anos, tornou-se um dos mais jovens pilotos da história do país e serviu em 58 missões. Em uma delas, o avião em que estava foi derrubado por japoneses e teve que ser resgatado das águas do Pacífico por um submarino americano. Bush chegou ao cargo de tenente antes de ser liberado com o fim da guerra.
Casamento e vida pessoal
O ex-presidente dos EUA George H.W. Bush e sua mulher, Barbara, em foto de 12 de dezembro de 2008 — Foto: Reuters/Larry Downing/File Photo
Em 1945, casou-se com Barbara Pierce. O casal teve seis filhos: George, Robin (que morreu ainda criança), John (conhecido como Jeb), Neil, Marvin e Dorothy. Ficaram casados por 73 anos até a morte da ex-primeira-dama, em 17 de abril de 2018.
Ele cursou economia na Universidade de Yale, se formando com louvor em 1948. No mesmo ano, se mudou para o Texas e começou a trabalhar na indústria do petróleo do estado, criando uma carreira lucrativa: fundou uma empresa exploradora em 1951 e, na década de 1960, já presidente de outra companhia, tornou-se milionário.
Carreira política
Filho do senador Prescott Bush (eleito por Connecticut em 1952), Bush se filiou ao Partido Republicano, de perfil mais conservador e economicamente liberal.
Em 1967, tornou-se deputado pelo Texas e ficou no cargo durante duas gestões, até 1970. Entre 1971 e 1974, serviu como embaixador na ONU e passou 14 meses como representante na China. Entre 1976 e 1977, foi diretor da CIA, o serviço de inteligência norte-americano.
Em 1980, Bush tentou se candidatar à presidência, mas perdeu e foi escolhido como vice na chapa do republicano Ronald Reagan. Em seu mandato como vice, de 1981 a 1989, Bush era responsável por programas antidrogas e fez visitas diplomáticas a dezenas de países.
Presidência
George H. Bush recebe Margaret Thatcher em Washington em novembro de 1988. — Foto: Paul Hosefros/The New York Times
Em 1988, foi nomeado candidato à presidência pelo Partido Republicano. Em uma campanha pesada, com ataques pessoais dos dois lados, Bush derrotou o democrata Michael Dukakis. O republicano teve 54% dos votos populares e 426 dos 537 dos votos do colégio eleitoral.
Presidente dos EUA durante o fim da Guerra Fria, seu mandato foi marcado por profundas mudanças na geopolítica, como o desmantelamento da União Soviética.
A política externa teve papel central em seu mandato. Em dezembro de 1989, Bush autorizou o envio de tropas ao Panamá para depor o general Manuel Noriega.
Entre 1990 e 1991 o país enviou tropas com apoio da ONU para remover soldados de Saddam Hussein que invadiram o Kuwait, durante a chamada primeira guerra do Golfo. Quando os soldados foram retirados, ele optou pelo fim da operação militar e não perseguiu Hussein.
Em sua política doméstica, Bush ostentava a promessa de não aumentar impostos, mas chegou a aprovar esta medida em uma tentativa de reduzir o déficit do país.
Bush foi alvo de muita atenção da mídia quando, em 1992, vomitou e em seguida desmaiou durante um jantar diplomático no Japão, com a presença de mais de 100 diplomatas. A cena foi filmada e repercutiu internacionalmente.
O republicano tentou a reeleição e foi derrotado pelo democrata Bill Clinton na eleição de 1992.
Aposentadoria
Após deixar a presidência, ele se aposentou da vida política, mas participou de campanhas para arrecadar dinheiro para vítimas de calamidade pública, como o Furacão Katrina em 2005, e o Furacão Harvey, em 2017. Neste último caso, participou da iniciativa One America Appeal, ao lado de outro quatro ex-presidentes dos EUA: Jimmy Carter, Bill Clinton, seu filho George W. Bush e Barack Obama.
Em 2011, recebeu de Barack Obama a Medalha da Liberdade, maior honraria que pode ser concedida a um civil no país.
Saúde
Dependendo há alguns anos de uma cadeira de rodas para se locomover, o ex-presidente continuou fazendo diversas aparições públicas, mas sua saúde foi se tornando mais frágil.
Em novembro de 2012, ele foi internado e passou quase dois meses hospitalizado por causa de uma bronquite, chegando a passar o Natal no hospital. Em dezembro de 2014, voltou a ter problemas respiratórios e retornou ao Houston Methodist Hospital.
Em julho de 2015, foi tratado em um hospital do Maine após quebrar um osso no pescoço como consequência de uma queda e, em 2017, teve duas internações por pneumonia, uma em janeiro e outra em abril.
Em 2018, foi internado no dia 22 de abril, com um quadro de infecção, um dia após o funeral de sua esposa, Barbara.
O ex-presidente George H.W. Bush, ao lado da mulher, Barbara, durante sua internação, em foto de 23 de janeiro — Foto: Reprodução/Twitter/Jim McGrath O ex-presidente George H.W. Bush, ao lado da mulher, Barbara, durante sua internação, em foto de 23 de janeiro — Foto: Reprodução/Twitter/Jim McGrath
Por G1
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O ex-presidente George H.W. Bush, ao lado da mulher, Barbara, durante sua internação, em foto de 23 de janeiro — Foto: Reprodução/Twitter/Jim McGrath
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Sonda da Nasa pousa em Marte para missão sísmica inédita
Já está em solo a primeira espaçonave desenvolvida para explorar as profundezas de outro planeta
Engenheiros da Nasa comemoram pouso da sonda InSight em Marte (Al Seib/Pool via REUTERS)
A sonda InSight, da Nasa, pousou com segurança na superfície de Marte nesta segunda-feira para iniciar sua missão de dois anos como a primeira espaçonave desenvolvida para explorar as profundezas de outro planeta.
Engenheiros do Jet Propulsion Laboratory (JPL) perto de Los Angeles comemoraram e aplaudiram no momento em que receberam sinais confirmando a chegada da InSight ao solo marciano –um vasto descampado perto do equador do planeta– pouco antes das 18h (horário de Brasília).
Minutos depois, controladores do JPL receberam uma nebulosa “selfie” dos novos arredores da sonda no planeta vermelho, mostrando parte de uma perna de pouso ao lado de uma pedra.
Os dados de pouso e a primeira imagem foram enviados à Terra através de um dos dois satélites em miniatura que foram lançados junto com a InSight.
Carregando instrumentos que detectam calor planetário e movimentações sísmicas nunca medidas em outro lugar que não a Terra, a sonda adentrou a fina atmosfera de Marte a 19.795 quilômetros por hora.
Assim que pousou, a sonda estacionária teve uma pausa programada de 16 minutos para a poeira assentar, literalmente, no local de pouso, antes de painéis solares em forma de disco serem abertos como asas para captar energia.
Pesando 360 quilos, a InSight –abreviação de Exploração Interior Usando Investigações Sísmicas, Geodesia e Transporte de Calor– é a 21ª missão marciana dos EUA, que começou com os sobrevoos Mariner nos anos 1960. Quase duas dezenas de outras missões marcianas foram enviadas por outras nações.
Reuters
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China quase duplica importações de soja do Brasil
Funcionários trabalham em navio de carga chinês carregado com soja no Porto de Santos, Brasil (REUTERS/Paulo Whitaker)
Devido à disputa com EUA, exportações brasileiras estão atipicamente fortes para esta época
As importações chinesas de soja do Brasil quase dobraram em outubro em relação ao ano anterior, mostraram dados da alfândega nesta segunda-feira (26), enquanto os compradores buscaram o produto por preocupações com escassez em meio a tensões comerciais com os Estados Unidos, um importante fornecedor.
A China normalmente compra a maior parte de sua soja dos Estados Unidos no quarto trimestre, quando os embarques norte-americanos dominam o mercado após a colheita dos EUA e as safras brasileiras ainda estão se desenvolvendo.
Os importadores chineses agora estão evitando a soja norte-americana, no entanto, devido a preocupações após a tarifa de 25 por cento que Pequim impôs aos grãos norte-americanos em 6 de julho, em resposta às taxas norte-americanas sobre produtos chineses.
A China importou 6,53 milhões de toneladas de soja brasileira em outubro, ante 3,38 milhões de toneladas no mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Administração Geral das Alfândegas.
O volume, 94 por cento das importações totais da China de 6,92 milhões de toneladas para outubro, caiu em relação aos 7,59 milhões de toneladas de setembro, com as compras diminuindo devido aos grandes estoques.
De outro lado, as exportações brasileiras estão atipicamente fortes para esta época, e os embarques totais do Brasil deverão superar 80 milhões de toneladas em um ano pela primeira vez na história.
As importações chinesas de soja dos Estados Unidos caíram para apenas 66,9 mil toneladas, ante 1,33 milhão de toneladas um ano antes.
As grandes compras pela China do produto brasileiro nos últimos meses levaram a enormes estoques de farelo de soja e soja, que aliviaram as preocupações com a escassez para a indústria de rações no país, dono do maior rebanho de suínos do mundo.
Os estoques nacionais de soja alcançaram um recorde no início de outubro em 9 milhões de toneladas, enquanto os estoques de farelo de soja também foram maiores do que em anos anteriores.
Fonte:Reuters
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Relatório prevê que mudanças climáticas afetarão economia
Dados contrariam Trump e indicam perda de bilhões de dólares até o final do século
Donald Trump tem reduzido proteções ambientais e climáticas (REUTERS/Eric Thayer) – As mudanças climáticas custarão à economia dos Estados Unidos centenas de bilhões de dólares até o final do século, prejudicando tudo desde a saúde humana até infraestrutura e produção agrícola, segundo um relatório do governo norte-americano publicado nesta sexta-feira.
O relatório encomendado pelo Congresso, redigido com a ajuda de mais de uma dúzia de agências governamentais e Departamentos dos Estados Unidos, listou estimativas dos impactos do aquecimento global em todos os setores da sociedade norte-americana, num aviso alarmante sobre a agenda pró-combustíveis fósseis do governo Trump.
Leia Também:Desmatamento na Amazônia aumenta 13,7% em um ano
“Com o crescimento contínuo das emissões a taxas histórias, as perdas anuais em alguns setores econômicos podem chegar às centenas de bilhões de dólares até o final do século – mais que o atual produto interno bruto (PIB) de alguns estados norte-americanos”, diz o relatório.
Segundo o documento, o aquecimento global afetaria desproporcionalmente os pobres, atingiria amplamente a saúde humana, danificaria a infraestrutura existente, limitaria a disponibilidade de água, alteraria limites costeiros e aumentaria os custos industriais tanto no campo quanto na produção de energia.
Embora o relatório diga que muitos dos impactos das mudanças climáticas – incluindo tempestades mais frequentes e mais poderosas, secas e inundações – já estão acontecendo, as projeções de danos ainda maiores poderiam mudar se as emissões de gases do efeito estufa fossem drasticamente contidas: “Os riscos futuros das mudanças climáticas dependem principalmente das decisões que são tomadas hoje”, diz.
A Quarta Avaliação Nacional Climática Volume II, complementa um estudo publicado no ano passado que concluía que os seres humanos são os principais causadores do aquecimento global, e que alertava sobre seus efeitos potencialmente catastróficos ao planeta.
Os estudos confrontam as políticas do governo do atual presidente, Donald Trump, que tem reduzido proteções ambientais e climáticas implementadas durante o governo Obama para maximizar a produção doméstica de combustíveis fósseis, incluindo petróleo cru. Os Estados Unidos são os maiores produtores mundiais da commodity, acima da Rússia e da Arábia Saudita.
Trump anunciou no ano passado suas intenções de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris de 2015, estabelecido entre 200 países para combater as mudanças climáticas, argumentando que o tratado afetaria a economia dos Estados Unidos e forneceria efeitos ambientais pouco tangíveis. Trump e vários outros membros de seu gabinete também frequentemente colocam em dúvida o aspecto científico das mudanças climáticas, argumentando que suas causas e impactos não são ainda comprovados.
A porta-voz da Casa Branca Lindsay Walters não respondeu imediatamente a um pedido para comentários.
Medidas necessárias
Grupos ambientalistas dizem que o relatório reforça os pedidos para que os Estados Unidos tomem medidas diante das mudanças climáticas.
“Esse relatório deixa claro que as mudanças climáticas não são um problema do futuro distante. Estão acontecendo agora em todas as partes do país”, disse Brenda Ekwurzel, diretora de Ciências Climáticas da União dos Cientistas Interessados e uma das autoras do relatório.
Pesquisas anteriores, inclusive de cientistas do governo dos Estados Unidos, também concluíram que as mudanças climáticas poderiam ter severas consequências econômicas, incluindo danos à infraestrutura, fornecimento de água e agricultura.
Impactos severos nas temperaturas médias também aumentam os riscos de transmissão de doenças, pioram a qualidade do ar, aumentam a ocorrência de problemas de saúde mental, entre outros efeitos.
Treze departamentos governamentais e agências, do Departamento de Agricultura à NASA, integraram o comitê que compilou o novo relatório.
Fonte:Reuters
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Marcelo Piloto é entregue às autoridades brasileiras após ser expulso do Paraguai
Marcelo Piloto foi entregue à polícia brasileira no aeroporto que fica do lado paraguaio da Usina de Itaipu, em seguida foi levado para a delegacia da PF em Foz do Iguaçu — Foto: Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai/Divulgação
(Foto:Reprodução G1)- O narcotraficante Marcelo Fernando Pinheiro da Veiga, conhecido como Marcelo Piloto, que estava preso em Assunção, no Paraguai, foi entregue às autoridades brasileiras nesta segunda-feira (19) após ser expulso do país vizinho.
A aeronave chegou ao aeroporto que fica do lado paraguaio da Usina de Itaipu antes das 7h e em seguida Marcelo Piloto foi levado para a delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu em um helicóptero da Polícia Civil do Paraná.
Ele chegou algemado, encapuzado e escoltado. Ainda na pista, agentes tiraram o colete a prova de balas de Piloto e trocaram as algemas. Já no helicóptero, teve os pés amarrados, recebeu uma embalagem plástica caso passasse mal no voo e conversou rapidamente com alguns policiais.
Segundo informações do governo paraguaio, o avião com o traficante partiu do grupo tático aéreo da Força Aérea Paraguaia, em Luque, cidade vizinha a Assunção, às 5h05 desta segunda-feira.
No sábado (17), Piloto matou uma jovem dentro de sua cela no Agrupamento Especializado em Assunção para, apontam promotores paraguaios, tentar evitar a extradição ao Brasil.
O assassinato da jovem de 18 anos foi “uma atitude extrema de Piloto para impedir sua extradição”, disse o promotor Hugo Volpe. A Justiça do Paraguai autorizou a extradição de Piloto no dia 30 de setembro, após serem frustradas duas tentativas de resgate do traficante.
A jovem morta por Marcelo Piloto entrou na prisão em que ele estava, no Paraguai, fora do protocolo, declarou o Ministério Público paraguaio. Lidia Meza Burgos ficou 40 minutos na cela e morreu após levar 16 facadas do traficante.
A vítima, ainda conforme o MP, era prostituta e o visitava pela segunda vez. “Ela ingressou no presídio sem ser dia e hora de visita”, disse Volpe ao G1.
Segundo a polícia, Lidia Burgos foi assassinada por Marcelo Piloto dentro da cela onde estava preso, em Assunção no Paraguai — Foto: Polícia Civil do Paraguai/Divulgação
De acordo com a decisão de setembro que determinou a extradição de Marcelo Piloto, ele só poderia ser entregue às autoridades brasileiras depois da conclusão de dois processos abertos no país vizinho: um por homicídio e outro por produção de documentos falsos e violação da Lei de Armas – este julgado na sexta-feira (16).
Segundo Volpe, a apelação de Piloto para que não fosse extraditado deveria ser julgada ainda este mês e a permanência dele no Paraguai poderia ser determinada caso comprovada a culpa dele na morte da jovem.
No Brasil, Marcelo Piloto deve cumprir pena de mais de 26 anos de prisão a que foi condenado por latrocínio e roubo. Ele responde ainda por outros crimes como homicídio, tráfico e associação para o tráfico.
Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, é apontado pelas polícias dos dois países como o maior fornecedor de armas e drogas fora do Brasil desde a prisão de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.
Piloto foi preso em dezembro de 2017 em Encarnación, no Paraguai.
Foragido desde 2007, ele vivia no país vizinho desde 2012. Para não ser identificado, usava uma identidade falsa e mudava de endereço a cada seis meses. Aos vizinhos, se apresentava como “vendedor de eletrônicos”.
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EUA usam arame farpado para impedir imigrantes
Grupo de 400 pessoas já chegou a cidade de Tijuana
Centenas de imigrantes centro-americanos que planejam pedir asilo nos Estados Unidos se dirigem para a fronteira do país com o México enquanto as Forças Armadas norte-americanas reforçam as medidas de segurança, colocando arame farpado e erguendo barricadas na região da fronteira.
Cerca de 400 imigrantes que se separaram da caravana principal na Cidade do México chegaram à cidade fronteiriça de Tijuana nesta terça-feira de ônibus, de acordo com uma testemunha da Reuters. Grupos maiores são esperados nos próximos dias, dizem organizações de direitos humanos.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Jim Mattis, disse que viajaria para a região da fronteira na quarta-feira, sua primeira visita desde que o Exército anunciou que mais de 7.000 efetivos seriam deslocados para a área enquanto a caravana composta em sua maioria por cidadãos hondurenhos fazia seu percurso pelo México.
A Agência de Proteção Alfandegária e de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) disse em comunicado que fecharia pistas nas fronteiras de San Ysidro e Otay Mesa para permitir que o Departamento de Defesa instalasse arame farpado e posicionasse barricadas e cercas. Tijuana, no estado mexicano de Baja Califórnia, fica na ponta oeste da fronteira, a aproximadamente 38km de San Diego, na Califórnia.
“A CBP está se preparando e continuará se preparando para a potencial chegada de milhares de pessoas migrando em uma caravana em direção à fronteira dos Estados Unidos”, disse Pete Flores, o diretor de operações externas da agência em San Diego, em uma nota, citando um “risco potencial de segurança”.
O governo do presidente Donald Trump tomou uma postura firme contra a caravana, que começou sua jornada para o norte no dia 13 de outubro e rapidamente se chocou com forças de segurança no México no início de seu percurso.
Na sexta-feira, Trump assinou um decreto que efetivamente suspendia a concessão de asilo para aqueles que cruzassem a fronteira ilegalmente, uma medida que poderia atrasar drasticamente os pedidos na porta de entrada.
Mas os imigrantes que buscam pedir asilo nos Estados Unidos dizem que estão irredutíveis.
“Eu prefiro ficar detido nos Estados Unidos do que retornar ao meu país, onde eu sei que irão me matar por ser diferente”, disse Nelvin Mejía, uma mulher transsexual que chegou à Tijuana na segunda-feira com um grupo de cerca de 70 pessoas buscando asilo. “No mês passado, mataram meu parceiro, e eu não quero acabar assim.”
Por anos, milhares de imigrantes, a maioria deles vinda da América Central, embarcaram em longas jornadas pela América Central e pelo México para chegar aos Estados Unidos. Muitos deles morrem na tentativa de realizar a travessia ou são sequestrados por grupos do crime organizado.
Fonte:
Agência Reuters Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835- (93) 98117 7649.
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