Professora pega 20 anos de cadeia por abusar de aluno de 13 anos

(Foto:Reprodução) – A professora Brittany Zamora, de 28 anos, que foi presa em março do ano passado por manter relações sexuais com um aluno de 13 anos, foi sentenciada nesta sexta-feira (12). A jovem pegou 20 anos de prisão, que era a pena mínima, por abuso sexual. A procuradoria e a família da vítima pediram a pena máxima, que seria de 30 anos.
Durante seu testemunho, a professora até pediu desculpa para a vítima e para a família, mas disse que a atitude foi “fora de seu caráter” e que era uma “pessoa boa e genuína”. Ela ainda culpou a mídia e disse que foi a imprensa que a desenhou como um “monstro”. A advogada de Zamora foi ainda mais longe e chegou a culpar o menino de 13 anos, ao dizer que ele “não era uma criança, mas um adolescente que sabia o que estava fazendo”.

Brittany Zamora foi presa em março do ano passado, após os pais da vítima, que não teve seu nome revelado no processo, encontrar conversas íntimas, com direito a fotos da educadora nua, nas redes sociais do menino.
A investigação descobriu que os dois mantiveram relações sexuais por meses, inclusive dentro da Las Brisas Academy, onde ela dava aulas para o menor. A educadora chegou a colocar um outro aluno, de apenas 11 anos, de “guarda” na porta de uma sala de aula enquanto tinha um encontro íntimo com a vítima.

Na época, a atitude do diretor da escola, Timothy Dickey, também foi questionada, uma vez que três estudantes o avisaram sobre um suposto relacionamento entre Zamora e o aluno, mas o diretor optou por não investigar a história e ainda fez uma palestra aos estudantes sobre “os perigos dos rumores e das fofocas.”

Para a procuradoria , que considerou a sentença uma derrota, e a família da vítima não há dúvida do comportamento doloso da educadora. “Zamora atraiu esse garoto, ganhou sua confiança e depois tirou vantagem dele para suprir seus desejos sexuais”, disse a mãe da vítima.

“Ela é uma pedófila como qualquer outro e não seria diferente se ela fosse um homem”, completou a mãe da vítima.

Para a acusação e parte da imprensa local, a professora pegou uma pena mais branda por ser mulher. “Zamora se fez de vítima e colocou a juíza em uma posição difícil”, escreveu Laurie Roberts, colunista do Arizona Central.

O Dia
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Temporal violento mata 6 estrangeiros em praias do norte da Grécia

(Foto:Alkis Konstantinidis / REUTERS)-Duas crianças estão entre as vítimas. Tempestade também deixou mais de 100 feridos

Uma tempestade violenta de curta duração matou seis estrangeiros, incluindo duas crianças, além de deixar mais de 100 pessoas feridas, após atingir o norte da Grécia durante a madrugada, derrubando árvores e arrancando telhados.

Testemunhas relataram que a tempestade chegou e passou em questão de minutos. Ventos de mais de 100 km/h foram relatados na península de Halkidiki, popular entre turistas no verão europeu.

Dois turistas tchecos idosos morreram quando os ventos e a chuva viraram seu trailer, informou a polícia.

Uma mulher e um menino de 8 anos da Romênia morreram quando um teto desabou em um restaurante do resort litorâneo de Nea Plagia. Um homem e um menino, ambos russos, morreram quando uma árvore caiu perto de seu hotel na cidade costeira de Potidea, disseram autoridades.

Ruas da área ficaram repletas de pinheiros derrubados e motos tombadas, e tetos de madeira foram arrancados e lançados nas praias. Um correspondente da Reuters viu cadeiras de sol jogadas aos montes junto a outros destroços perto das praias de Nea Plagia.

O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, cujo governo tomou posse nesta semana depois de vencer as eleições de 7 de julho, cancelou sua agenda matutina e está sendo atualizado continuamente, disse um funcionário do governo.

Presente no local do desastre, o ministro da Defesa Civil, Mihalis Chrisochoidis, disse que a Grécia está chorando a perda de vidas, acrescentando: “Nos próximos dias todos os danos serão reparados”.

Tempestades tão severas são incomuns na Grécia, onde os verões costumam ser quentes e secos. Mas a tragédia trouxe lembranças de um incêndio florestal ocorrido quase um ano atrás que atravessou o resort de Mati quase sem aviso, atiçado por ventos quentes, aprisionando muitos habitantes antes que eles pudessem fugir e matando 100 pessoas.

“É a primeira vez em minha carreira de 25 anos que vivi algo assim”, disse Athansios Kaltsas, diretor do Centro Médico de Nea Moudania, onde muitos dos feridos foram tratados devido a fraturas, à televisão grega. “Foi muito abrupto, e muito repentino”.

Kaltsas contou que os pacientes levados à clínica tinham entre 8 meses e mais de 70 anos de idade. Alguns tinham ferimentos na cabeça causados por árvores.

Por:Reuters

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Bolsonaro celebra independência dos EUA em embaixada no Brasil

O presidente Jair Bolsonaro participou, na noite de quarta-feira (3), de uma celebração pelo aniversário de 243 anos da independência dos Estados Unidos, comemorada no dia 4 de julho. O evento ocorreu na embaixada do país, em Brasília, e contou com a presença da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, de ministros, parlamentares e diplomatas. Em um breve discurso no final do evento, o presidente citou a longa parceria entre as duas nações na luta por liberdade.

“Nos momentos mais difíceis da história do mundo, sempre estiveram juntos, como, podemos citar, a Segunda Guerra Mundial, onde combatemos o nazi-fascismo e, graças à vitória dos aliados, conseguimos respirar democracia e garantir algo tão importante quando a própria vida, que é a liberdade”, disse.

O presidente também celebrou sua aproximação com o presidente norte-americano Donald Trump e a conquista de apoio para ingresso do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), além da designação do país como aliado priotirário extra-Organização do Tratado do Atântico Norte (Otan), uma aliança militar que envolve países da América do Norte e da Europa Ocidental.

Bolsonaro disse ainda que, no recente encontro que teve com Trump, no Japão, durante a reunião do G20, convidou o líder norte-americano para visitar a América do Sul e debater, com governos da região, a situação da Venezuela.

“Fiz uma solicitação para ele, talvez ele compareça à América do sul, onde reuniríamos a presença de países que abandonaram a esquerda e que foram para o centro e centro-direita. Não queremos que outros países enveredem nessa direção”.

O encarregado de negócios da embaixada do Brasil nos Estados Unidos, Willian Popp, lembrou que os dois países já mantêm uma relação diplomática de 197 anos e também ressaltou a recente aproximação. “No último ano, a nossa longa parceria, está se tornando mais forte”. Ele citou o lançamento de novas parcerias, com destaque para a assinatura do acordo de salvaguardas tecnológicas para o uso comercial da base de lançamentos aeroespaciais de Alcântara, no Maranhão. Segundo Popp, o acordo, que ainda precisa ser ratificado pelo Congresso Nacional, vai abrir um mercado “bilionário” no setor de tecnologia aerospacial.

Fonte: Autor: Agência Brasil
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Homem estupra a mãe após sair da cadeia

Ele havia acabado de cumprir cinco anos de prisão(Foto:Reprodução)-
Redação Integrada, com informações do Meia Hora
Um homem de 42 anos é acusado de estuprar a própria mãe. Os abusos teriam acontecido algumas horas após ela dar uma festa em casa para recebê-lo da prisão. O suspeito, identificado como Vitaliy, fugiu da residência mas foi encontrado em um campo próximo e preso pelos policiais.

O caso de estupro teria acontecido em uma aldeia que abriga cerca de 240 pessoas, na cidade de Poltava, na Ucrânia. Ele havia acabado de ser libertado depois de cumprir cinco anos de prisão por espancar um homem até a morte.

Feliz com a notícia, sua mãe, Nadiya, de 62 anos, organizou uma festa para celebrar. Mas ao fim da festa, o suspeito teria entrado no quarto da mãe, que estava dormindo, e abusado enquanto ela gritava por socorro. “Alguns de seus amigos vieram à festa. Bebemos um pouco. Tudo parecia estar bem, mas à noite, depois que os convidados foram embora, ele me atacou”, explicou Nadiya à imprensa local.
A vítima ainda contou que tentou resistir, mas o filho bateu nela e ninguém a ouviu gritar. Após o crime, a mulher decidiu denunciar o suspeito à polícia. “Eu estava com medo pela minha vida e decidi não ficar em silêncio. Eu não quero ser estuprada regularmente em minha própria casa.”

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Exportações de petróleo da Venezuela voltam a ultrapassar 1 milhão de barris por dia em junho

Venzuela tem conseguido retomar os níveis de exportação que mantinha no início deste ano (Fonte:REUTERS/Carlos Garcia)

Crescimento é auxiliado pelo aumento nos embarques à China, principal destino dos produtos da petroleira estatal PDVSA

As exportações de petróleo da Venezuela se recuperaram em junho de uma queda acentuada no mês anterior, auxiliadas pelo aumento nos embarques à China, que agora é o principal destino dos produtos da petroleira estatal PDVSA, de acordo com dados da empresa e da Refinitiv Eikon.

A PDVSA e suas joint ventures exportaram 1,1 milhão de barris por dia (bpd) de petróleo bruto e produtos refinados no último mês, uma elevação de 26% ante maio. Os compradores chineses receberam 59% dos carregamentos, seguidos pela Índia (18%) e por Cingapura (10%), apontaram os documentos.

Os dados de junho mostram que o país, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), tem conseguido retomar os níveis de exportação que mantinha no início deste ano, depois de sanções impostas pelos Estados Unidos à PDVSA em janeiro, que visavam derrubar a receita da nação com petróleo.

Desde então, a PDVSA reorganizou seus negócios para manter as exportações petrolíferas, principal fonte de receita do país.

A PDVSA não respondeu a um pedido por comentários.

As exportações venezuelanas para a China têm crescido consistentemente desde as sanções, segundo os dados. Em fevereiro, o volume embarcado era de 233 mil bpd, tendo quase triplicado em junho, para 656 mil bpd. No entanto, as vendas da PDVSA para a Índia, outra grande recebedora, decaíram para 200 mil bpd, enquanto os embarques para a Europa permaneceram em cerca de 85 mil bpd nos últimos meses.

Por:Reuters

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Bolsonaro e Trump conversam sobre OCDE, Venezuela e comércio bilateral

(Foto:Reprodução/Alan Santos / PR)-Os dois presidentes participam da reunião do G20, em Osaka

No Japão, onde participam da reunião do G20, os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, dos Estados Unidos, tiveram, nesta sexta-feira (28), uma reunião bilateral onde trataram de temas como a relação comercial entre os dois países, a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a situação da Venezuela.

“A OCDE foi tema nesse encontro, e falou-se também da Venezuela, dos aspectos que podem ser elevados por ambos os países para uma solução democrática e duradoura na Venezuela. Falou-se das possibilidades de apoio e interlocução entre os países sob o ponto de vista comercial e sob outros pontos de vista”, disse o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros.

No final de maio, os Estados Unidos decidiram apoiar formalmente a entrada do Brasil na OCDE. O anúncio oficial do apoio foi dado durante a reunião do órgão, em Paris. Na ocasião, o presidente Bolsonaro postou no Twitter mensagem afirmando que o suporte norte-americano é “fruto da confiança no novo Brasil”.

Macron

Bolsonaro também se reuniu com o presidente da França, Emmanuel Macron. Os dois conversaram durante cerca de 30 minutos sobre temas como o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, o Acordo de Paris, meio ambiente e temas referentes à fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa.

O presidente Bolsonaro convidou Macron para visitar o Brasil, em especial a Região Amazônica. “A fim de que essa visita possa colaborar para uma narrativa verdadeira a respeito do esforço que o presidente Bolsonaro vem realizando junto com o governo para que o meio ambiente seja preservado no nosso país, como sempre foi, mas também termos a possibilidade de agregarmos a esse processo de preservação o desenvolvimento socioeconômico”, disse Otávio Rêgo Barros.

OCDE

O presidente Jair Bolsonaro ainda esteve com o secretário-geral da OCDE, José Angel Gurría Treviño, e, segundo o porta-voz, há uma expectativa “extremamente positiva” em relação a entrada do Brasil na instituição.

“Existe uma seleção de países e há uma cronologia dessa seleção, mas o Brasil está muito bem posicionado, porque atende a maioria dos pré-requisitos que são apresentados por aquela organização”, explicou.

O ingresso de um país ao grupo de nações que compõem a OCDE traz benefícios em vários setores, especialmente na atração de investimentos.

Na agenda de Bolsonaro no Japão ainda teve um encontro com o presidente do Banco Mundial, David Malpass, e uma reunião informal do Brics, grupo de países que reúne Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul.

Fonte:Agência Brasil

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Agência trabalhista da ONU adota pacto #Metoo contra assédio sexual no local de trabalho

Movimento #MeToo jogou uma luz forte sobre padrões generalizados de assédio e abuso sexual (Foto:REUTERS/Issei Kato)

Convenção foi aceita por ampla margem no último dia da conferência anual da Organização Internacional do Trabalho

A agência da Organização das Nações Unidas (ONU) responsável por padrões trabalhistas internacionais adotou nesta sexta-feira (21) um novo tratado contra violência e assédio no local de trabalho, encorajada pelo movimento de mulheres #MeToo.

A convenção, que será vinculante para governos que a ratificarem, foi acordada por uma ampla margem no último dia da conferência anual da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que reúne governos, grupos empregadores e trabalhadores.

“Pela primeira vez… a comunidade internacional se equipou de um instrumento global para combater violência e assédio no trabalho”, disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, após sua adoção, aplaudido.

O movimento #MeToo, desencadeado por alegações em Hollywood em 2017, jogou uma luz forte sobre padrões generalizados de assédio e abuso sexual em diversas esferas da sociedade norte-americana.

Levou dezenas de homens poderosos na indústria de entretenimento, política e outros campos a serem acusados de má conduta sexual.

A OIT, uma instituição centenária, começou as primeiras discussões acerca do tema em 2015, disse Ryder, acrescentando: “O ímpeto e significado desse processo foi acentuado pelo movimento #MeToo.”

O tratado visa proteger trabalhadoras, independente do status contratual, de assédio em locais onde são pagas, seja descansando, comendo ou usando instalações sanitárias. Ele também engloba viagens à trabalho, treinamentos, atividades sociais, comunicações e deslocamento ao trabalho.

Ryder disse que o próximo passo seria as ratificações nacionais.

Todos com exceção de seis governos votaram a favor do pacto, com a Rússia, Cingapura, El Salvador, Malásia, Paraguai e Quirguistão se abstendo, segundo registros da OIT. Representantes de empregadores da Malásia e diversos países latino-americanos votaram contra.

Fonte:Reuters

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PF prende suíço em Cumbica com vídeos de pornografia infantil

(Polícia Federal /Foto: Divulgação)-Homem estava prestes a embarcar com menor tailandês que aparecia nas imagens

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira, 20, no Aeroporto Internacional de São Paulo (Guarulhos/Cumbica), um suíço que estava prestes a embarcar com um menor tailandês para Santiago (Chile). O homem foi detido em flagrante por possuir vídeos pornográficos do menino.

Policiais abordaram o suíço durante cumprimento de um mandado de busca e apreensão, expedido pelo Plantão Judiciário Federal em São Paulo.

Após a prisão do homem, o adolescente foi levado ao Hospital Pérola Byington, no centro de São Paulo, referência em atendimento a casos de violência sexual na capital paulista, onde passou por perícia médica apara avaliar indícios de violência física e abuso sexual. Depois dos trâmites médicos e administrativos, o menor foi entregue ao Conselho Tutelar.

Segundo a PF, o suíço e o menino tailandês ficaram hospedados por quatro dias em um hotel. Durante esse período, o menor teria ficado incomunicável no quarto, para que não tivesse contato com funcionários ou outros hóspedes.

O homem já havia sido investigado anteriormente por abuso sexual de crianças na Suíça e na Tailândia, indicaram diligências realizadas pela Polícia Federal em parceria com a Interpol, a Adidância Suíça e a Divisão de Repressão à Crimes Cibernéticos.

Adquirir, possuir ou armazenar, fotografias, vídeos ou outros registros pornográficos envolvendo crianças ou adolescentes é um crime tipificado no artigo 241-B do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), com a previsão de penas que variam de 1 a 4 anos de prisão.

Com a conclusão do laudo pericial médico, o suíço também poderá responder por estupro, crime que prevê reclusão de 6 a 10 anos de detenção.

Fonte:Agência Estado

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Fotógrafos brasileiros detidos na Venezuela são liberados, afirma Itamaraty

Todos os equipamentos utilizados pelo grupo foram devolvidos, mas as imagens registradas foram apagadas pelos militares. O vice-cônsul do Brasil em Santa Elena de Uairén está intermediando o retorno dos brasileiros.
Brasileiros após serem liberados — Foto: Arquivo pessoal

Os três fotógrafos brasileiros que estavam detidos na Venezuela foram liberados no final da tarde desta terça-feira (18). A informação foi anunciada pelo Itamaraty e pela Comissão de Relações Fronteiriças da Assembleia Legislativa de Roraima (Ale-RR).

Luan José Soares Silva, Gabriel de Rezende e Diego Silva Veras estavam detidos desde as 16h de segunda-feira (17) no país vizinho. O trio trabalhava com a captura de imagens para retratar os impactos da crise econômica e social na Venezuela.

De acordo com o Itamaraty, a liberação dos brasileiros se deu “graças à atuação do vice Consulado em Santa Elena do Uairén”. Todos eles já estão na companhia do vice-cônsul do Brasil, Ewerton Oliveira, que organiza o retorno deles para Roraima.

Todos os equipamentos usados para registrar as imagens foram apreendidos pela Guarda Bolivariana, entre câmeras fotográficas, celulares e um drone. De acordo com o presidente da Comissão da Ale-RR, todas as imagens capturadas pelos profissionais foram apagadas pelos militares.

“Os equipamentos, que são a ferramenta de trabalho do Luan, do Diego e do Gabriel, foram devolvidos”, disse a deputada Ione Pedroso (SD).
Por G1 RR — Boa Vista
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Investir em educação é eficaz para redução de homicídios, diz Unicef

(Foto:Sumaia Vilela / Agência Brasil)-A entidade aposta que o acesso à escola pode reverter a tendência atual que pode levar à morte de quase 2 milhões de crianças e adolescentes no mundo

Um conjunto de estudos promovidos e apoiados pela Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), vinculada à Organização das Nações Unidas, apontam evidências de que garantir o direito à educação é uma estratégia eficaz para a proteção da vida e para a prevenção da violência. Com base em tais pesquisas, a entidade aposta no acesso à escola como um mecanismo fundamental para reverter a tendência atual que, segundo ela, pode levar à morte de quase 2 milhões de crianças e adolescentes no mundo até 2030.

Os estudos estão em debate no seminário “Educação é Proteção contra a Violência”, que começou hoje (17) e está reunindo especialistas, autoridades, sociedade civil e lideranças adolescentes no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O evento é organizado pela Unicef em parceria com a Cidade Escola Aprendiz, uma organização da sociedade civil de interesse público, que se dedica a promover perspectiva integral da educação.

As pesquisas revelam ainda que, na maior parte das vezes, o jovem vítima de homicídio está fora da escola ou em vias de abandoná-la. “Estar na escola é um fator de proteção”, avalia Florence Bauer, representante do Unicef no Brasil. No Ceará, por exemplo, um levantamento feito em Fortaleza e em outros seis municípios mostrou que 70% dos meninos e meninas assassinados haviam largado a escola há, pelo menos, seis meses.

Aos participantes do seminário, foi distribuída a publicação Educação que protege contra a violência, na qual o Unicef concentra os principais dados em torno do assunto. O documento traz, por exemplo, um levantamento de 2015 segundo o qual a América Latina responde por quase a metade de todos os homicídios ocorridos no mundo envolvendo adolescentes de 10 a 19 anos. A região é a única do planeta que apresenta aumento desses índices desde 2007.

No Brasil, os dados apontam que 32 meninos e meninas entre 10 e 19 anos são vítimas de homicídio a cada dia, o que coloca o país na primeira posição em número absoluto de assassinatos de adolescentes no mundo. Proporcionalmente, os números brasileiros são inferiores apenas aos registrados na Venezuela, Colômbia, El Salvador e Honduras.

Segundo Florence Bauer, trata-se de um problema que afeta de forma mais incisiva um perfil específico: jovens negros de família de baixa renda. “Vivem em territórios vulneráveis e violentos, sem acesso adequado a serviços de saúde, assistência social, educação, esporte e lazer”, diz. Entre 2007 e 2017, mais de 107 mil adolescentes entre 10 e 19 anos no Brasil morreram em decorrência da violência. Para cada sete vítimas, cinco são negras.

Medo

Há estudos que também revelam o medo como fator que prejudica o acesso à educação. Na Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 14,8% dos estudantes do 9º ano entrevistados em 2015 declararam ter deixado de ir à escola ao menos um dia nos 30 dias anteriores por não se sentirem seguros no caminho de ida ou de volta. Além disso, 9,5% disseram que, nesse mesmo período, se ausentaram em algum momento da aula por não se sentirem seguros no próprio ambiente escolar.

Uma investigação em 99 escolas realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) mostrou a diferença de percepção desse quadro na comparação entre instituições públicas e privadas. Na capital paulista, 41,2% dos diretores das escolas públicas consideraram alta a violência no entorno. Esse percentual cai para 22,6% entre os diretores de escolas particulares.

O seminário continua amanhã (18) quando será apresentado um panorama do enfrentamento da exclusão escolar e do desafio diante da violência extrema no Rio de Janeiro. Serão apresentados dados compilados pela plataforma Fogo Cruzado sobre os cinco primeiros meses de 2019. Eles revelam que 1,4 mil dos 3,5 mil tiroteios ocorridos no período na região metropolitana do Rio de Janeiro ocorreram em horário escolar no perímetro de 300 metros de escolas e creches.

“Ao todo, seis pessoas foram baleadas dentro ou próximo de estabelecimentos de ensino, ninguém morreu. Comparado com o mesmo período de 2018, houve uma queda de 6% no número de tiroteios no entorno de escolas este ano. Dos três baleados no mesmo período de 2018, um morreu”, registra a plataforma. Segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS), 1.303 jovens entre 10 e 19 anos foram assassinados no estado fluminense em 2017. Os números revelam a pior taxa de homicídios dos últimos 10 anos para essa faixa etária.

Manifesto

Segundo o Unicef, enfrentar a violência no interior da escola e nos domicílios é tão importante quanto combater a que ocorre nas ruas, uma vez que também provoca evasão. O documento distribuído no seminário lista uma série de situações que tem sido vivenciada por estudantes, que vão desde a disciplina violenta por pais e professores até a violência psicológica, que envolve discriminação, depreciação, constrangimento, humilhação, isolamento, violação de direitos, intimidação sistemática através do bullying, etc.

Para lidar com a questão, a entidade possui iniciativas variadas como projetos voltados para a inclusão escolar, canais para denúncia, mecanismos para avaliar a qualidade do ensino e estratégias para mapear jovens que estão fora da escola. Também acompanha a execução de políticas públicas implementadas pelos estados e também a nível federal. Um deles é o Bolsa Família, que beneficia famílias nas quais os membros entre 6 e 17 anos estão matriculados. Segundo o Unicef, em 2018, a taxa de frequência escolar dessa população foi 93,8%.

Durante a abertura do seminário, a estudante Lays dos Santos, de 19 anos, leu o Manifesto Jovem #ENDviolence, um documento aprovado durante um encontro que reuniu mais de 100 jovens de todo o mundo. Organizado pelo Unicef, esse encontro ocorreu em dezembro do ano passado na África do Sul.

“Considerando o princípio de coexistência pacífica e respeitosa, a escola – enquanto espaço de mudanças – em colaboração com os pais e mães e com a sociedade – deve dar suporte e proteção a todos os estudantes, incluindo os que sofrem violência e os que se envolvem em comportamentos violentos”, diz o manifesto.

O documento apresenta ainda diversas reivindicações, entre elas, a restrição da presença de armas nas escolas, a garantia de segurança nos caminhos de ida e volta realizados pelos estudantes, o fornecimento de instalações seguras para o ensino, a capacitação da comunidade escolar para lidar com questões de violência e o ensinamento sobre o respeito ao corpo e à sexualidade de cada pessoa.

Também presente na mesa de abertura do seminário, o jovem Rafael Barbosa afirmou que a violação dos direitos do adolescente pode ir desde o motorista de ônibus que não para no ponto para embarque de estudantes de escola pública uniformizados até a falta de ação da instituição de ensino. “A escola produz violência quando não toma partido contra a discriminação e não combate o bullying”.

Por:Agência Brasil

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