Gato salva criança de acidente com escada de 12 degraus

(Foto:Reprodução) – Bebê sai engatinhando e animal se mete na frente para impedir queda

Um gato impediu que um bebê de um ano caísse de uma escada com 12 degraus no último sábado (2), em Bogotá, na Colômbia.

Em uma filmagem, é possível ver o menino, chamado Samuel, engatinhando até a escada.

Quando o gato, batizado como Gatubela, se dá conta do caminho perigoso que o menino está fazendo, ele pula na frente o menino e se coloca no meio do caminho.

A gravação das câmeras de segurança que capturaram o momento heróico do bichano foi publicada na conta do Fundación Gatos Bogotanos en Adopción, organização que defende o resgate e adoção de gatos na capital colombiana, no Facebook.

Com informações do R7

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Sônia Guajajara pressiona UE a bloquear acordo com Brasil por mortes de indígenas

Líder indígena Sônia Guajajara (Foto:Nacho Doce / Reuters)

A Europa precisa pressionar o Brasil a acabar com os assassinatos de povos indígenas, recusando-se a assinar um grande acordo comercial, disse uma líder comunitária nesta segunda-feira, depois que um jovem integrante da tribo Guajajara foi morto a tiros por madeireiros ilegais.

Sônia Guajajara, chefe da Apib, que representa muitos dos 900.000 índios brasileiros, fez um apelo aos parlamentares para recusarem o acordo após o guardião indígena Paulo Paulino ter sido morto e outro ferido em uma emboscada por madeireiros ilegais na sexta-feira.

“(Assinar) o acordo seria fechar os olhos para o que está acontecendo no Brasil. Seria a institucionalização do genocídio”, disse ela à Thomson Reuters Foundation.

Sônia afirmou que o acordo com a UE concederia aos países do Mercosul maior acesso aos mercados da União Europeia, o que poderia resultar em fazendeiros e madeireiros invadindo terras indígenas para impulsionar a produção.

“Ele facilita negócios… para empresas que vão querer explorar cada vez mais estas terras indígenas”, disse Sônia Guajajara, que foi candidata a vice-presidente da República na chapa do PSOL encabeçada por Guilherme Boulos.

“Estamos falando muito aqui com os governos para não assinarem o acordo do jeito que está”, afirmou. “Estamos plantando uma sementinha… mostrando o quanto estes territórios são importantes para o bem geral mundial.”

Líderes indígenas estão viajando por 12 países europeus para denunciar ataques às comunidades nativas do Brasil.

O grupo se reuniria com membros do Parlamento da Bélgica na segunda-feira e também espera se encontrar com o Parlamento Europeu. Eles já conversaram com parlamentares e representantes de empresas de sete outros países.

O acordo alcançado em junho, após 20 anos de negociações, foi saudado pelo Brasil como uma grande vitória diplomática. Mas foi criticado por ambientalistas e pelo presidente francês, Emmanuel Macron, depois que grandes áreas da floresta amazônica foram queimadas por madeireiros e fazendeiros ilegais.

A França e outros países podem formar uma minoria de bloqueio para impedir que o acordo entre em vigor.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse no fim de semana que não serão poupados esforços para capturar os responsáveis pelo assassinato do indígena.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, criou uma força-tarefa policial especial para proteger os povos indígenas em seu Estado, onde ocorreu o assassinato.

Sônia elogiou a medida, mas disse que isso é pouco depois das repetidas promessas do presidente Jair Bolsonaro de abrir terras indígenas ao desenvolvimento econômico.

As comunidades indígenas têm relatado crescentes ataques desde a eleição de Bolsonaro em 2018.

“Os invasores estão se sentindo amparados pela retórica dele (Bolsonaro)”, disse Sônia, acrescentando que “um crime como esse não pode ficar impune”.

Morto na sexta-feira, Paulo Paulino, conhecido como Lobo, era, como Sônia, parte da tribo Guajajara, entre os maiores grupos indígenas do Brasil, com cerca de 20.000.

Em 2012, eles criaram os Guardiões da Floresta para patrulhar uma reserva indígena ameaçada por extração ilegal de madeira. Desde então, pelo menos três guardiões guajajara foram mortos em conflitos com madeireiros ilegais.

Apesar das mortes, Sônia acredita que seu povo está vencendo a guerra contra o desmatamento, observando que “casos como esse têm uma repercussão muito grande, e as pessoas estão vendo”.

Fonte:Reuters

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Lideranças dão prazo para Evo Morales renunciar e fronteira segue fechada pelo 13º dia

Na ponte que separa os dois países, apenas é permitida a passagem a pé (Foto>Reprodução Diário Corumbaense))
A fronteira de Corumbá com a Bolívia completou nesta segunda-feira (04), treze dias fechada. Montes de terra e entulho, carros e caminhões atravessados, seguem impedindo o tráfego de veículos na ponte que delimita o território entre os dois países. Somente em casos de emergência, como ambulância e transporte de produtos perecíveis, e pedestres, é permitida a passagem pela faixa fronteiriça.

A mobilização, liderada pelos Comitês Cívicos da Província de German Busch, acontece desde os resultados da Eleição Geral na Bolívia, ocorrida no dia 20 de outubro, e que deu a vitória ao presidente Evo Morales, reeleito para seu quarto mandato.

Lideranças politicas contrárias a Evo afirmam que houve fraude durante a apuração dos votos. Primeiro, eles exigiam a realização do segundo turno entre o atual presidente e Carlos Mesa, que já governou o país. Mas agora, exigem a renúncia de Morales e a convocação de novas eleições.

A presidente do Comitê Cívico Feminino de Puerto Quijarro, Rosário Hurtado de Gallardo, diz que as manifestações em todo território boliviano, acontecem em defesa da democracia. Aqui na região fronteiriça, os manifestantes aguardam resultado de um encontro de liderança políticas que deve acontecer no final da tarde de hoje (04) em Santa Cruz de La Sierra.

“Hoje, às 18h, teremos esse encontro em Santa Cruz, e, de lá, sairá determinação sobre o que deveremos fazer. Por enquanto permanecemos com a fronteira fechada, assim, como em todo território nacional que também está engajado nessa luta”, explicou Rosário Hurtado ao Diário Corumbaense.

 Terra e entulho, carros e caminhões, impedem o tráfego de veículos na faixa fronteiriça(Foto:Diário orumbaense)

Terra e entulho, carros e caminhões, impedem o tráfego de veículos na faixa fronteiriça(Foto:Diário Corumbaense)

Questionada sobre a situação na fronteira, ela explicou: “As pessoas seguem cruzando os dois países a pé. Não as impedimos. Dois caminhões com verduras chegaram de Santa Cruz, para abastecer o comércio e, assim, a nossa população. Não há desabastecimento aqui na região”, afirmou. Repartições públicas em toda a Bolívia, mercados municipais, supermercados e agências bancárias abrem as portas até ao meio-dia. Depois, tudo fecha, nada funciona no país vizinho.

48h para renunciar

Está se esgotando o prazo de 48h dado pelo presidente do Comitê Cívico de Santa Cruz, Luis Fernando Camacho, para a renúncia do presidente Evo Morales. “Seguimos firme com o pedido e se ele não sair, vamos nos concentrar aos pés do Cristo (estátua que fica na cidade boliviana) até que ele renuncie. O prazo de 48 horas termina às 19h desta segunda-feira (04)”, afirmou ao discursar para milhares de bolivianos.

Luis Fernando Camacho disse que no domingo (03) recebeu ligações de membros da OEA (Organização dos Estados Americanos), que estão realizando a auditoria do processo eleitoral, que acontece por suspeita de manipulação. “Eles me perguntaram por que eu havia mudado de posição, agora pedindo a renúncia de Evo. Eu disse à eles que o pedido de renúncia não era apenas pela fraude ocorrida, mas tem a ver com as vidas que foram levadas nos últimos dias”, afirmou alegando que os mortos estavam lutando pela democracia.

Camacho reiterou que Evo é um candidato inconstitucional. “Evo sai ou sai! Evo Morales tem até às 19h para sair com dignidade e não sair como outro presidente, pela janela. Não pensamos ir de mãos vazias, não queremos sucessão constitucional com García Linera, nem com o presidente do Senado, nem com o presidente dos deputados. Queremos que assuma o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, e então, possa estabelecer determinações sobre as novas eleições. É o povo boliviano que está pedindo para que ele se vá”, completou.

Evo Morales disse a uma rádio no domingo (03), que tem “muita confiança no povo boliviano”, ao comentar o prazo para renúncia.

Com informações do jornal El Deber.
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Homem morre após comer quase 50 ovos em aposta

(Foto:Divulgação) – No entanto, não foi constatado nenhum problema com os ovos que causasse o óbito

Uma aposta entre amigos, para ver quem consegue comer 50 ovos de uma vez terminou em morte na Índia. Subhad Yadav, de 42 anos, comia o 42º ovo quando passou mal e desmaiou. O homem foi atendido rapidamente por uma ambulância, mas não resistiu e morreu no local.

Na competição, quem conseguisse ingerir os 50 ovos de uma vez levaria 2 mil rúpias, o equivalente a cerca de R$ 112.

A polícia foi acionada para investigar o caso e concluiu que o motivo da morte foi excesso de comida no estômago. Após vistoria feita nos ovos, foi constatado que nenhum estava podre ou com qualquer problema que causasse o óbito.

Por:Redação Integrada com informações de O Dia

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“Trump critica manejo florestal na Califórnia e ameaça cortar verba de combate a incêndios”

“Trump critica manejo florestal na Califórnia e ameaça cortar verba de combate a incêndiosCasa em chamas na Califórnia: destruição causada pelos incêndios florestais. (Foto: Josh Edelson/AFPO)

Presidente dos EUA, Donald Trump, disse que vai cortar o financiamento federal à Califórnia para ajudar a combater os incêndios florestais registrados em todo o estado durante o período de ventos secos de outono. Trump escreveu no Twitter neste domingo (3) que o governador democrata da Califórnia, Gavin Newsom, fez um “terrível trabalho de manejo florestal”.Trump escreveu que, todos os anos, quando os incêndios ganham força, o governador californiano vai ao governo federal para obter ajuda. “Não mais”, disse o presidente norte-americano, acrescentando que outros estados não registram o mesmo nível de incêndios.  “Eu disse a ele no primeiro dia que nos encontramos que ele precisa ‘limpar’ o solo da floresta, apesar do que seus chefes, os ambientalistas, solicitassem dele.” Newsom respondeu também pelas redes sociais: “Você não acredita em mudanças climáticas. Está desculpado desta conversa”. A Califórnia vem sofrendo com incêndios florestais imensos.Tudo sobre:”

Fonte:Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

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Principal investimento da Arábia Saudita no Brasil será na agricultura

(Foto:José Dias / PR / Fotos Públicas)- O governo federal anunciou que a Arábia Saudita vai investir US$ 10 bilhões
A prioridade da Arábia Saudita é investir os US$ 10 bilhões para o Brasil anunciados na terça-feira (29) em projetos ligados à agricultura, informou hoje o ministro do Comércio e Investimento do país, Majid bin Abdullah Al Qasabi.

“O Brasil está longe fisicamente da Arábia Saudita, mas com a tecnologia de hoje, todos os padrões de troca comercial mudaram. Identificamos com o presidente brasileiro algumas áreas [que podem receber investimentos]. A número um é agricultura, área em que achamos que podemos fazer mais com o Brasil”, declarou.

Na última terça, o governo federal anunciou que a Arábia Saudita vai investir US$ 10 bilhões, equivalente a cerca de R$ 40 bilhões, no Brasil por meio do Fundo de Investimento Público do país. Ainda não se sabe o prazo para que este investimento seja feito. Segundo o ministro saudita, o governo brasileiro apresentou 48 projetos. A Arábia Saudita agora estudará a viabilidade de cada uma das sugestões. Al Qasabi afirmou que uma delegação comandada por ele vai ao Brasil até os primeiros quatro meses de 2020 para aprofundar as análises.

Ele afirmou que Arábia Saudita importa cerca de 85% da comida consumida no país, sendo altamente dependente. Por isso, o país precisa de segurança alimentar e busca o Brasil como parceiro estratégico devido à experiência no setor. Al Qasabi elogiou a visita do presidente Jair Bolsonaro (PSL) à Arábia Saudita entre segunda (28) e quarta (30) e afirmou que a aproximação do brasileiro com o príncipe herdeiro, Mohammed Bin Salman, foi fundamental para a criação de um “relacionamento especial”.

O ministro da pasta, Onyx Lorenzoni, disse na terça que os sauditas já demonstraram interesse em construir a ferrovia “Ferrogrão”, de mil quilômetros de extensão que ligaria Mato Grosso ao Pará, para o escoamento de produtos agrícolas. O custo estimado deste projeto é de aproximadamente US$ 3 bilhões.

Por:Jornal Folha do Progresso com Redação integrada e informações do UOL
31.10.19 23h44
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O que aconteceria se toda a Amazônia virasse pasto?

© Getty Images/AFP/C. de Souza Foto aérea mostra trecho desmatado da Floresta Amazônica em território brasileiro, em setembro de 2017

Na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, um centro de pesquisas se especializou em criar modelos matemáticos do clima no planeta Terra, a partir de inúmeras variáveis, como o Sol, as correntes marítimas, a superfície dos terrenos, a dinâmica de florestas tropicais e a emissão de gases por meio da atividade humana. O laboratório, conhecido pela sigla GFDL, desenvolveu as primeiras simulações numéricas da atmosfera e dos oceanos do mundo, e hoje ajuda a ONU a estimar o aquecimento global nas próximas décadas, além de prever trajetórias de furacões e outros fenômenos.

Stephen Pacala, professor de mudanças climáticas e sistemas ecológicos de Princeton, e Elena Shevliakova, especialista em modelagem climática, decidiram aplicar esse sistema sofisticado, que roda em supercomputadores com milhares de processadores simultâneos, para estimar como o desmatamento da floresta afetaria o clima da região amazônica e adjacências. Eles então programaram seu modelo para calcular o que ocorreria se toda a área da Amazônia virasse pasto – uma previsão drástica, mas que ajuda a esclarecer os efeitos do desmatamento.

Segundo o resultado, apresentado em um seminário em outubro, em Princeton, a temperatura da região ficaria de 2 a 3 graus centígrados mais alta do que o esperado em relação à era pré-industrial.

Além disso, o volume anual de chuvas seria reduzido em até 800 milímetros – 65% do que costuma chover em Porto Alegre num ano. Parte dos efeitos seria sentido também no bioma vizinho à Amazônia, o Cerrado, onde hoje se planta boa parte dos grãos exportados pelo Brasil, como a soja.

A conclusão do laboratório de Princeton confirmou estimativas feitas anos antes por outros cientistas, como a indiana Jayashri Shukla e o brasileiro Carlos Nobre, que usaram técnicas mais simples – um sinal de que o resultado é “muito robusto”, disse Pacala em entrevista à DW Brasil, na qual ele detalha o sistema utilizado e os efeitos do desmatamento.
DW Brasil: Como funciona o modelo em se baseou sua projeção?
Stephen Pacala:
É a mesma matemática que prevê as condições meteorológicas e de clima. Temos um modelo do planeta inteiro, que inclui a atmosfera, os oceanos, os terrenos, a geoquímica que controla os gases causadores do efeito estufa e diversos outros fatores. Basicamente, você inicia o modelo ligando o Sol, e então o clima, as correntes oceânicas, os fenômenos El Niño e La Niña e os ecossistemas do mundo emergem espontaneamente, a partir da lógica da matemática.

Quando você inclui no modelo fatores dos últimos 200 anos, como vulcões, mudança do uso da terra pelo homem, emissões de gases do efeito estufa pelo uso de combustíveis fósseis e localização das florestas, entre outros, ao chegarmos no dia de hoje, obtemos uma previsão com variação de apenas 1% em relação ao clima atual no mundo. E esse mesmo instrumento pode ser adaptado para prever a trajetória de furacões e outros fenômenos.
Para a simulação da Amazônia, quais variáveis vocês consideraram?

Todas as variáveis que controlam a troca de matéria e energia entre a superfície da terra e a atmosfera. Na Amazônia, por exemplo, incluímos o mecanismo pelo qual uma gota de chuva que cai é aquecida pelo sol ou se move por meio de uma árvore até chegar à atmosfera, e depois cai novamente durante a chuva da tarde. Há também os ventos chegando do oceano, carregando umidade, e também o vento que leva umidade da Amazônia para fora, além da circulação interna. Todas essa forças são incluídas.

Estamos em contato com cientistas brasileiros que monitoram o desmatamento e nosso modelo está equipado para considerar detalhes do uso da terra, incluindo toda a história de desmatamento da Amazônia até o presente. Como queríamos oferecer uma metáfora científica para o tema do seminário, fizemos a projeção mais simples: removemos metade e toda a floresta, e perguntamos o que aconteceria.
O que aconteceu com o volume de chuvas na região no cenário de toda a floresta ser substituída por pasto?

Houve uma redução da precipitação de 700 a 800 milímetros por ano. Esse número já estava no estudo de [Jayashri] Shukla, de Carlos Nobre e em diversos outros posteriores, e estava certo. Nossos resultados confirmaram o que já era conhecido.

Acrescentemos mais detalhes e processos, e deixamos o modelo mais próximo da realidade, mas o resultado não se alterou, se trata de uma conclusão bastante robusta. E é algo bastante significativo para a agricultura, especialmente se você combinar com a alta nas temperaturas, que faz a água deixar o solo mais rapidamente.
Como isso afetaria a temperatura na região?

Além do aumento de dois graus centígrados [comparado com a era pré-industrial], do qual o mundo está tentando ficar abaixo por meio do Acordo de Paris, a região teria um acréscimo extra de dois a três graus.
Por que substituir a Amazônia por pasto aumenta as temperaturas e reduz as chuvas?

Isso está ligado a como as árvores funcionam. As folhas são cobertas por pequenos poros, dentro dos quais está o interior úmido das folhas. Somadas, todas as folhas da floresta representam uma enorme superfície de evaporação. E as raízes têm contato com a água do solo. As árvores são muito eficientes para mover água do solo para a atmosfera, e essa evaporação tem um efeito de resfriamento, como num ar-condicionado. Depois que é injetada na atmosfera, a água sobe, e boa parte dela cai novamente como chuva na Amazônia.

Se você tira as árvores e as substitui por plantas menos eficientes em fazer isso, você tem uma redução das chuvas e um aumento da temperatura. Há menos resfriamento por meio da evaporação e menos reciclagem da chuva. Além disso, há efeitos mais complicados, a circulação global nos trópicos muda.
Como essa mudança na Amazônia afetaria as áreas cultivadas no Cerrado?

Estamos falando de uma área de interesse bem grande, e que repercute no Cerrado. Faremos uma análise geográfica ainda, e esse trabalho será continuado, vamos rodar novas simulações para termos uma amostra maior. Mas isso deve ser motivo de preocupação.

Existe um desejo de transformar a Amazônia em uma área agriculturável para aumentar a produção, mas o efeito vai na direção contrária se você fizer isso tirando a floresta, pois reduz as chuvas e o solo úmido que sustenta a agricultura. Você reduz a produtividade agrícola, e os efeitos serão extremos. É algo que os brasileiros e os outros países da região devem analisar seriamente, pelo seu próprio interesse.

Por:msn.com

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Pediatra contamina 900 crianças com HIV no Paquistão

O médico Muzaffar Ghanghro foi preso acusado reutilizar seringas para aplicação de remédios nos pacientes (Foto:Reprodução / Muhammad Yousaf Shaikh)

O pai de uma das vítimas afirmou ter visto o médico tirar uma seringa da lixeira para reutilizar em um de seus filhos

Um médico da cidade paquistanesa de Ratodero foi sob acusação de contaminar 900 crianças com o vírus HIV. O pediatra Muzaffar Ghanghro trabalhava como clínico geral em um hospital público da região e também cobrava por consultas particulares. O crime foi descoberto em abril deste ano, depois que várias pessoas manifestaram, quase simultaneamente, sintomas como febre muito alta e resistente a medicações. Todas haviam sido atendidas pelo médico.

Exames feitos em 1100 pacientes revelaram a contaminação pelo vírus da Imunodeficiência Adquirida, a maioria deles eram crianças com menos de 12 anos. Imtiaz Jalbani, pai de seis filhos que faziam tratamento com o pediatra, disse ao jornal americano “The New York Times” que teria visto o médico buscando seringa em uma lixeira para aplicar uma medicação num de seus filhos. Diante da cena, ele teria questionado o profissional, que se limitou a responder que o homem era “muito pobre para pagar por uma nova”.

O pediatra foi preso e deverá responder por negligência e homicídio culposo. Muzaffar Ghanghro nega as acusações. Segundo autoridades paquistanesas, outros outros profissionais podem ter usado o mesmo expediente, ou seja, também aplicavam injeções em pacientes com agulhas ou seringas reutilizadas.

Outra possibilidade para o surto de HIV na cidade estaria na reutilização de navalhas por barbeiros, bem como de utensílios não esterelizados por pessoas que oferecem serviços dentários nas ruas de Ratodero.

Por:Redação Integrada com informações do site Extra

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Casa de terror oferece R$ 77 mil para quem não pedir para sair

Cenas da Casa do Terror (Foto:Divulgação)

Depois de assinar um termo de ciência de dezenas de páginas, participantes passam por todo tipo de provação

Começa pelo nome do local: Desolation. A casa idealizada por McKamey Manor, o mestre de cerimônias do terror, fica em uma área isolada (desolada?) em Summertown, no Tennessee, EUA.

Não é chegar e ir entrando. Primeiro é preciso ter mais de 21 anos, assistir a um vídeo de duas horas em que o “turista” é perguntado várias vezes: “Você quer mesmo fazer isso?” Se a resposta sempre for sim, tem que apresentar exame médico, seguro-saúde, passar por avaliação física e assinar um documento de 40 páginas tomando ciência – e se responsabilizando, claro – pelo que estará se submetendo.

Tudo é encenado com muito perfeccionismo e sadismo, porque os visitantes passam por todo tipo de susto, tortura e humilhação. Os atores podem tocar nos visitantes, mas o contrário é proibido. Ninguém, até hoje, cruzou a linha de chegada.

O lugar é conhecido como “a casa mais assustadora do mundo” e paga o equivalente a R$ 77 mil para quem não pedir para sair. Até agora, ninguém recebeu o prêmio.

Por:Redação Integrada com informações do Extra

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Brasil assina oito acordos bilaterais com Emirados Árabes

(FotoClauber Cleber Caetano / PR / Fotos Públicas) – Os acordos envolvem áreas como defesa, investimentos, comércio, indústria, agricultura, transporte e espaço exterior

Em visita oficial aos Emirados Árabes Unidos, o presidente Jair Bolsonaro firmou oito atos bilaterais com o país do Oriente Médio em várias áreas como paz e segurança, cooperação econômica, inteligência artificial, meio ambiente e defesa. A comitiva brasileira foi recebida, neste domingo (27), em Abu Dhabi, pelo príncipe herdeiro do país, Xeique Mohammed bin Zayed Al Nahyan.

Bolsonaro está em visita a três países da região. Depois dos Emirados Árabes, visita o Catar e a Arábia Saudita, que são grandes compradores de produtos do agronegócio brasileiro e compradores promissores de produtos de defesa. Os dois países são donos de grandes fundos soberanos em busca de oportunidades de investimento em países emergentes.

“O Brasil mudou de verdade, os números da economia comprovam o que estou falando, e o fato de estarmos reconquistando a confiança do mundo todo faz com que cada vez mais países queiram firmar negócios com o Brasil”, disse em entrevista à Agência de Notícias dos Emirados Árabes, antes de deixar o país rumo ao Catar.
Acordos

Para despertar o interesse das companhias em expandir as atividades no Brasil, foi firmado entendimento com os Emirados Árabes para a troca de informação sobre o ambiente de negócio e oportunidades de investimentos nos dois países, por meio de compartilhamento de experiências e de melhores práticas empresariais.

Na área de defesa, os dois países pretendem constituir um fundo para expansão da capacidade produtiva do setor no Brasil. O objetivo é financiar projetos considerados prioritários pelos dois países.

Os dois países também estabeleceram as diretrizes para a parceria no desenvolvimento, produção e comercialização de produtos de defesa. Também foi assinado ato para o desenvolvimento de iniciativas de alto nível nas áreas de paz e segurança; de cooperação econômica, especialmente em comércio, investimento, indústria, infraestrutura, agricultura, transporte e espaço exterior; de cooperação energética e articulação de mecanismos conjuntos nos setores do turismo, cultura e esportes.

O Brasil e os Emirados Árabes ainda se comprometeram à troca e proteção mútua de informações. O acordo assinado estabelece, entre outros assuntos, equivalência dos níveis de classificação, medidas de proteção, regras de acesso e transmissão de informações classificadas, bem como providências relacionadas ao vazamento de dados sigilosos. Um outro memorando de entendimento prevê parceria entre instituições tecnológicas na área de inteligência artificial por meio do desenvolvimento de programas de pesquisas básicas e aplicadas, realização de projetos conjuntos e participações em eventos.

Na área aduaneira, os dois países deverão prestar assistência mútua na prevenção, combate e investigação de infrações aduaneiras para garantir segurança e fluidez na cadeia logística do comércio. Além disso, haverá troca de informações sobre assuntos de sua competência, tais como valoração aduaneira, regras de origem e classificação tarifária.

Os órgãos de meio ambiente também vão cooperar nas áreas de conservação ambiental e de espécies ameaçadas e desenvolver iniciativas em ecoturismo, gestão de zonas úmidas, entre outros.
Viagem

Há mais de 10 anos um chefe de Estado brasileiro não visitava os Emirados Árabes Unidos, segundo maior parceiro do Brasil na região. Já o Brasil é o principal parceiro do país na América Latina.

Ao chegar a Abu Dhabi, no sábado (26), Bolsonaro participou da cerimônia de Oferenda Floral.

Neste domingo (27), o presidente brasileiro se reuniu com empresário no Seminário Empresarial Brasil-Emirados Árabes Unidos, e se encontrou com atletas brasileiros e dos emirados praticantes de jiu-jitsu. Cerca de 10 mil brasileiros vivem nos Emirados Árabes, muitos buscam a prática dessa arte marcial, que é obrigatória nas academias militares do país.

“O encontro com empresários e autoridades desse país, para mim, foi sensacional, e tenho certeza eu brevemente tudo que nós conversamos aqui será concretizado. O Brasil tem muito a oferecer e nós precisamos também dos Emirados Árabes para o desenvolvimento do nosso país”, disse, destacando que há mais de 5 milhões de árabes morando no Brasil.

Antes de chegar ao Oriente Médio, Bolsonaro passou por China e Japão para divulgar as reformas que o governo este empreendendo no campo econômico e divulgar as oportunidades de negócio no Brasil.

Por:Agência Brasil

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