Homem doa testículo a seu irmão gêmeo para que ele possa ter filhos

(Foto:Divulgação) – Cirurgia traz esperança para homens transexuais, mas ainda gera polêmica sobre ato ético

Uma equipe médica realizou o terceiro transplante de testículos da história na Sérvia. O procedimento foi feito entre irmãos gêmeos de 36 anos: o doador, que nasceu com o escroto completo, doou uma das gônadas ao irmão, que nasceu sem nenhuma.

Segundo o The New York Times, as outras duas vezes que um procedimento do tipo foi realizado foi na década de 1970 — e também entre gêmeos idênticos. Além da produção de hormônios, o testículo doado permite que o receptor tenha filhos.

Casos como o dos irmão sérvios trazem esperanças para homens transexuais, ainda há uma série de questões éticas a serem debatidas antes de procedimentos do tipo se tornarem populares.

Ainda assim, casos do tipo trazem esperanças para pessoas que estejam na mesma situação que os irmão idênticos. De acordo com os especialistas, a cirurgia é delicada, pois os médicos têm pouco tempo para realizar o procedimento sem prejudicar a gônoda que está sendo transplantada.

Felizmente, o caso na Sérvia foi bem-sucedido. Os cirugiões foram capazes de religar as veias necessárias para manter a saúde do órgão. O duto que leva o esperma ao pênis, entretanto, não pôde ser conectado, e os especialistas esperam resolver essa questão em um procedimento futuro.

Com informações do The New York Times

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Greta coloca ‘pirralha’ na descrição biográfica em resposta a Bolsonaro

(Foto:Reprodução) – Presidente havia criticado imprensa por dar muito espaço para a ativista

A ativista sueca Greta Thunberg resolveu ironizar o presidente Jair Bolsonaro, na manhã desta terça-feira (10), mudando a sua descrição biográfica no Twitter para “Pirralha”. Foi assim que o presidente a chamou ao criticar a imprensa por dar muito espaço para a menina.

O presidente a chamou de “pirralha” ao ser questionado por jornalistas sobre as mortes de dois índios guajajaras, ocorridos no sábado (7) no Maranhão.

Por:Redação Integrada

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PF faz operação contra comércio ilegal de 1,2 tonelada de ouro com envolvimento de venezuelanos

Investigações, que começaram em 2017, apontam que o grupo criminoso, residindo em Roraima (Foto:REUTERS/Nacho Doce)

Esquema conta com a ajuda de servidores públicos que integrariam a organização criminosa

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (6) uma operação que tem o objetivo de desarticular organização criminosa composta por brasileiros e venezuelanos que seria responsável pelo comércio ilegal de ao menos 1,2 tonelada de ouro.

Em nota, a PF informou que mais de 150 policiais cumprem 17 mandados de prisão preventiva, 5 de prisão temporária, 48 de busca e apreensões e 15 bloqueios de bens no valor de até 102 milhões de reais, nos Estados do Amazonas, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e São Paulo.

As investigações, que começaram em 2017, apontam que o grupo criminoso, residindo em Roraima, compraria ilegalmente ouro extraído de garimpos clandestinos do Estado e também de garimpos da Venezuela, segundo a PF.

O esquema, disse a PF, contaria com a ajuda de alguns servidores públicos que integrariam a organização criminosa e receberiam propinas para tentar dar um aspecto de legalidade ao metal por meio da emissão de documentos falsos por empresas de fachada.

O ouro, então, seria comercializado para uma empresa especializada na recuperação de minérios, localizada no interior de São Paulo.

“Mesmo com os latentes indícios de irregularidades acerca da origem do minério, a empresa o receberia e venderia para o exterior”, disse a PF no comunicado.

Apenas no ano de 2018, segundo as investigações, a empresa que recebia o ouro em São Paulo teria exportado mais de 1 bilhão de reais em ouro e mais que triplicado seu faturamento nos últimos três anos.

Por:Reuters

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Polícia da Índia mata 4 suspeitos de estupro e assassinato e recebe aplausos

Legistas examinam corpos no local onde polícia matou 4 suspeitos de estuprar e assinar uma veterninária de 27 anos em Chatanpally, na Índia (Foto:REUTERS / Swarat Ghosh)

Mulher tinha 27 anos. Crime ocorreu perto da cidade de Hyderabad

A polícia da Índia matou a tiros nesta sexta-feira quatro homens suspeitos de estuprar e assassinar uma veterinária de 27 anos perto da cidade de Hyderabad, e foi aplaudida por familiares da vítima e centenas de cidadãos revoltados com a violência sexual contra as mulheres.

Os homens haviam sido postos sob custódia policial e foram baleados perto do cenário do crime da semana passada, onde tentaram tomar as armas de policiais que os acompanhavam em uma reconstituição do crime, disse N. Prakash Reddy, vice-comissário da polícia de Shamshabad, nas proximidades de Hyderabad.

Durante a semana passada, milhares de indianos protestaram em várias cidades em reação ao estupro e assassinato da veterinária – o mais recente de uma série de casos hediondos de ataques sexuais no país.

A vítima havia saído de casa de lambreta para uma consulta e mais tarde ligou para a irmã dizendo que um pneu havia furado. Ela disse que um motorista de caminhão lhe ofereceu ajuda e que estava esperando perto de um pedágio.

A polícia disse que ela foi sequestrada, estuprada e asfixiada e que depois seu corpo foi incinerado nos arredores de Hyderabad. Quatro homens foram presos.

Reddy disse que os homens –dois motoristas de caminhão e dois limpadores de caminhão de idades entre 20 e 26 anos– haviam sido levados ao local para reconstituir o crime perto das 6h desta sexta-feira.

“Houve um fogo cruzado. Nele, todos os quatro acusados morreram”, disse Reddy. “Dois policiais foram feridos”.

A polícia indiana já foi acusada muitas vezes de execuções extrajudiciais, chamadas de “encontros”, especialmente em meio a guerras de territórios de gangues de Mumbai e em insurreições no Estado do Punjab e na Caxemira em disputa.

Por:Reuters

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Ricardo Salles: “Se não resolvermos a pobreza, não haverá preocupação com o meio ambiente”

Ricardo Salles, nesta terça-feira na redação do EL PAÍS em Madri.(Foto:Luis Sevillano) – Em viagem para a Cúpula do Clima, na Espanha, ministro do Meio Ambiente espera conseguir mais financiamento para a conservação da Amazônia

O aumento da superfície queimada na Amazônia neste ano, um total de 9.700 quilômetros quadrados —30% a mais que em 2018, um recorde em 11 anos— motivou críticas em todo o mundo sobre a política ambiental do Governo Jair Bolsonaro. Seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que está em Madri para participar da COP25, a Cúpula do Clima, diz considerar que o desmatamento não terminará se não houver um desenvolvimento sustentável na região, em que vivem 20 milhões de brasileiros, que precisam de alternativas de sobrevivência. Para tanto pede investimentos e que a Europa libere a compra dos direitos de emissão de carbono.

Salles afirma também que vai respeitar as decisões dos povos indígenas —o centro da luta pela floresta—, mas não de grupos que decidam em nome deles, como ele diz que tem ocorrido.

Pergunta. O senhor acredita na mudança climática?

Resposta. Sim. Não há dúvida de que existe.

P. O desmatamento da Amazônia cresceu 30% no último ano. Como aconteceu algo assim?

R. O Brasil é um país que possui mais de 80% da floresta amazônica protegida e a consideramos um tesouro. O aumento do desmatamento começou em 2012. Temos que encontrar a origem, que está entre outras razões, na falta de desenvolvimento econômico sustentável para os mais de 20 milhões de brasileiros que vivem lá. Que tenham uma alternativa e que avaliem então a conservação da Amazônia. Quando o desmatamento diminuir, os pontos de incêndio se reduzirão.

P. Quem está por trás do desmatamento?

R. Por um lado, existe uma pressão de pequenos proprietários agropecuários, que cultivam pequenas parcelas e abrem novas áreas para produzir para eles mesmos. Em segundo lugar, existe a mineração, que continua sem ter regulamentação, e em terceiro, o mercado de madeira.

P. Qual o papel dos indígenas na proteção da Amazônia?

R. Os indígenas representam 1% da população e contam com 14% do território, quantidade de terra suficiente para eles e o Governo respeitará suas decisões. O que aconteceu até agora é que outros que não eram indígenas decidiram por eles.

P. Quem são esses outros?

R. Tem de tudo, representantes políticos, organizações civis, religiosas…, gente que se coloca à frente dos indígenas dizendo o que eles querem.

P. Todos os seus antecessores o acusam de desmantelar a política ambiental.

R. Isso não é verdade. As pessoas construíram uma narrativa que acusa o Governo de não respeitar o meio ambiente. Mas a realidade é que gastamos muitíssimo dinheiro em coisas que não deram resultado. Queremos que o resultado de cada recurso público ou privado investido seja medido e isso muda o comportamento.

P. A essas críticas se juntaram muitos Governos do mundo.

R. É importante dar as informações corretas. O aumento do desmatamento aconteceu nos últimos sete anos e isso não mudou no último ano. Além disso, é um terço dos 27.000 quilômetros quadrados que foram queimados entre 2004 e 2005. O que deve ser levado em conta é que as pessoas que vivem na Amazônia têm a maior quantidade de recursos naturais e, ao mesmo tempo, são as mais pobres de todo o país. Se não resolvermos a questão da pobreza, não haverá preocupação com a questão do meio ambiente. Esse é o maior inimigo do meio ambiente.

P. Quais medidas o seu Governo tomou para reduzir o desmatamento?

R. Em primeiro lugar, se propõe resolver a falta de segurança legal pela regularização dos certificados de propriedade. Sem isso é impossível responsabilizar as pessoas. Em segundo lugar, é importante desenvolver o plano de ocupação territorial da Amazônia para organizar a ocupação e o uso da terra. Também propomos o pagamento pelos serviços ambientais prestados pela floresta, não apenas para a população brasileira, mas para o mundo inteiro. Se se reconhece que a Amazônia tem um papel importante, é necessário um apoio financeiro considerável para apoiar a conservação. Por último, apostamos na bioeconomia, com investimentos dos mercados de cosméticos, de medicamentos ou da indústria de transformação de alimentos. Negócios que gerem oportunidades de emprego para que as pessoas que vivem aqui possam fazê-lo de maneira sustentável. Enquanto esses pontos são implementados, temos toda uma estratégia de controle, com fiscalização da polícia e das Forças Armadas. Mas só isso não é suficiente.

P. O que o senhor espera da COP?

R. É o momento de facilitar o comércio de carbono. A Europa fechou seu mercado e não permite a compra de créditos de carbono de outros países, inclusive da floresta amazônica; dessa maneira estão cortando as linhas de financiamento e os próprios europeus pagam um preço mais alto. Não é uma boa alternativa.

P. Existem dúvidas sobre a confiabilidade dos projetos que geram direitos de emissão no Brasil.

R. Eles são auditados por entidades públicas estrangeiras e têm total credibilidade.

P. O Brasil pede financiamento, mas o fundo da Amazônia (instrumento financiado pela Noruega e pela Alemanha para recompensar a redução do desmatamento) está paralisado e o Governo rejeitou o dinheiro oferecido pelo G7 no verão.

R. São assuntos diferentes. Uma coisa é o que foi prometido no Acordo de Paris, 100 bilhões de dólares para a luta contra a mudança climática, uma quantidade de dinheiro quase 100 vezes maior do que o que o fundo da Amazônia aporta em 10 anos. Também é um dinheiro é muito bem-vindo, mas é preciso respeitar a estratégia do Governo brasileiro, que é converter esses fundos em resultados concretos, que possam ser vistos.

P. Isso significa que o Governo quer aumentar o controle sobre esses investimentos?

R. Não necessariamente, mas saber como são implementados. Esses recursos serão investidos em ações, em estratégias. Até agora o Governo estava muito pouco envolvido com o destino desse dinheiro e, portanto, a estratégia pública tinha pouco a ver com esses recursos.

P. Na semana passada seu presidente acusou o ator Leonardo DiCaprio de “incendiar a Amazônia” com suas doações. Ele negou. O Governo tem alguma prova disso?

R. A investigação policial no Estado do Pará apontou que havia uma relação entre pessoas que lidam com organizações internacionais e a origem desses recursos. O que o presidente fez foi repetir o que já havia sido dito. Agora estamos aguardando o fim da investigação e que se tenha uma conclusão.

P. Quatro voluntários da Brigada de Incêndio de Alter do Chão foram presos na semana passada acusados de provocar incêndios. São os únicos presos?

R. Neste caso específico, ninguém mais está preso, mas outras investigações estão em andamento.

P. Existe um confronto com ONGs?

R. O que existe é a necessidade de usar os recursos com transparência, objetividade e resultados e todos devem se submeter a isso.

Por:El País/Esther Sánchez
Madri
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PF prende 9 pessoas e apreende 4 aviões em operação contra tráfico internacional de drogas

Segundo investigações, quadrilha transportava cocaína da Bolívia para o Brasil, de onde a remetia para a Europa. Agentes cumprem 46 mandados em 6 estados.(Foto:Divulgação PF)
PF realiza operação contra tráfico internacional de drogas em seis estados

A Polícia Federal de São Paulo deflagrou na manhã desta quarta-feira (4) uma operação de combate ao tráfico internacional de drogas. Ao todo, foram expedidos 46 mandados judiciais, sendo 13 de prisão e 33 de busca e apreensão em seis estados: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia, Santa Catarina, Mato Grosso e Minas Gerais.

Até as 7h17 desta quarta, quatro aviões já haviam sido apreendidos em São José do Rio Preto e 9 pessoas, presas.

O principal alvo da operação é um empresário do interior de São Paulo que comandava o envio de cocaína da Bolívia, por avião, para o Brasil e depois fazia a distribuição da droga por meio de fazendas no Mato Grosso do Sul e São Paulo. A droga chegava ao porto de Santos, a partir de onde era remetida para a Europa.

O empresário investigado, Rubens de Almeida Salles Neto, foi preso nesta manhã em Paranaíba, no Mato Grosso do Sul. O G1 ligou para um celular que consta no cadastro da empresa à qual Neto é sócio e também envio e-mail questionando se a defesa dele quer se manifestar, mas até a última atualização desta reportagem, não recebeu retorno.

 Avião apreendido pela PF nesta quarta na operação Voo Baixo — Foto: PF/divulgação

Avião apreendido pela PF nesta quarta na operação Voo Baixo — Foto: PF/divulgação

Na operação desta quarta, batizada de Voo Baixo, a Justiça Federal também determinou o sequestro de bens – como fazendas e aviões usados pelos traficantes.

Durante a investigação, que começou em 2018, foram presas outras 11 pessoas que participavam da quadrilha. Seis grandes apreensões também foram feitas nesse período da investigação, e um avião foi interceptado pela Força Aérea na fronteira com a Bolívia em abril de 2018, contendo 480 quilos de cocaína.

 Um dos aviões apreendidos na operação desta quarta — Foto: PF/divulgação

Um dos aviões apreendidos na operação desta quarta — Foto: PF/divulgação

Por G1 SP
04/12/2019 07h07
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Mercado de medicina asiática tradicional em expansão devasta tigres, leopardos, onças e outras espécies de felinos

Os ossos, sangue e partes do corpo de grandes felinos são um grande negócio. Eles são os ingredientes ‘vitais’ em uma variedade de produtos, como bálsamos, cápsulas e vinhos – vendidos como curas para várias doenças, que vão desde insônia e malária até meningite e impotência.

Tudo faz parte de um mercado de medicina asiática tradicional em expansão, que devastam tigres, leopardos, onças e outras espécies de felinos. Infelizmente, há poucas evidências de que essas curas funcionem – embora a demanda por elas esteja deixando um legado trágico e sangrento.jaguar

ESTUDO ASSUSTADOR

Um novo estudo internacional da ONG World Animal Protection, com sede em Londres , descobriu uma história de horrível exploração animal que pode muito bem levar à extinção de alguns dos predadores mais emblemáticos do planeta.

Com foco em produtos de grandes felinos, o estudo mostra que leões e tigres estão sendo mortos na natureza e também criados em cativeiro aos milhares, geralmente em condições incrivelmente cruéis, para ajudar a alimentar a demanda insaciável por medicamentos tradicionais.

Em um esforço para entender por que os clientes asiáticos estão impulsionando esse mercado de miséria, os investigadores pesquisaram as atitudes dos consumidores. Na China e no Vietnã – de longe os maiores países consumidores de animais silvestres -, eles encontraram altos níveis de crença nas propriedades médicas não comprovadas de orgãos e partes de grandes felinos.

Além disso, a maioria dos consumidores acredita que os gatos capturados na natureza têm propriedades medicinais mais potentes do que os animais criados em cativeiro (84% dos consumidores no Vietnã e 55% na China). Tais visões estão alimentando a caça furtiva desenfreada de gatos selvagens, incluindo várias espécies ameaçadas de extinção.onça pintada
ONÇAS CAÇADAS

A história da onça é particularmente triste e instrutiva. Esse predador icônico das florestas tropicais do Novo Mundo nunca fez parte da medicina tradicional asiática. Mas, à medida que os tigres se tornam escassamente escassos, o mercado de dentes, ossos e peles de onça-pintada explodiu na América Latina .

Os comerciantes chineses são especialmente ativos, com a China sendo agora o maior investidor estrangeiro em infraestrutura e indústrias extrativas da América Latina. Tais desenvolvimentos estão abrindo as últimas florestas intactas da região como um peixe esfolado , facilitando a caça e a caça de onças pelos caçadores ilegais.

O comércio de partes de jaguar é ilegal, mas isso não impediu a pilhagem. O número de onças-pintadas despencou nas últimas duas décadas, com a insaciável demanda pela medicina tradicional asiática sendo uma parte grande e crescente do problema

SUPOSTO VALOR MEDICINAL

O estudo mostra uma imagem de um comércio cruel baseado em curas baseadas na fé e fortes crenças culturais.

Há uma solução? Os pesquisadores descobriram que a maioria (60-70%) dos entrevistados chineses e vietnamitas alegaram que não comprariam produtos para gatos grandes que são ilegais ou prejudiciais à conservação da espécie. Uma proporção semelhante de consumidores alegou que estaria disposto a tentar alternativas à base de plantas se fosse mais barato.

No entanto, dada a forte crença cultural no poder dos medicamentos tradicionais e o fato de os regulamentos não impedirem a caça furtiva, leis mais rigorosas por si só não são suficientes.

Talvez possamos aprender com outras áreas de conservação. Por exemplo, a sopa de barbatana de tubarão era anteriormente uma refeição cara, mas altamente popular na China, pois simbolizava sucesso e riqueza. Mas sua popularidade estava levando muitas espécies de tubarões à extinção, e a pesca era notavelmente cruel – como as barbatanas de tubarão são colhidas cortando as barbatanas de tubarões vivos e depois jogando os peixes ainda vivos de volta ao oceano, onde sofrem uma morte lenta .

Os altos preços não desaceleraram o comércio de barbatanas de tubarão, mas o que funcionou foi uma campanha de alto nível envolvendo líderes comunitários, estudantes e celebridades para ressaltar a crueldade das práticas de colheita. Isso foi combinado com o governo chinês que proibiu a refeição de banquetes oficiais. Como resultado, o consumo de sopa de barbatana de tubarão despencou.

Precisamos de ações semelhantes para grandes felinos, que agora estão com problemas em todo o mundo . A medicina tradicional asiática é um fator-chave em seu contínuo declínio , e a demanda só cairá se as atitudes culturais mudarem. Dado que a China e o Vietnã são nações autoritárias, sinais claros de seus líderes podem ter um impacto dramático nesse comércio fatal.

tubarões mortos
tubarões mortos

Fonte: Informe da ALERT—the Alliance of Leading Environmental Researchers & Thinkers, com tradução e edição de Henrique Cortez, EcoDebate
in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 03/12/2019
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Agricultor pintou o cão com listras de tigre para afugentar invasores

Ele usou tinta de cabelo para transformar o animal e manter a sua plantação(Foto:Reprodução)

Um agricultor em um vilarejo da Índia pintou o seu cão com listras pretas para que ele ficasse parecido com um tigre de Bengala, com o objetivo de afugentar macacos de sua plantação.

De acordo com o jornal “Deccan Herald”, o agricultor transformou o cão em um “espantalho móvel”.

Srikanta Gowda também fantasiou uma boneca de tigre e a colocou no meio da plantação. A medida se mostrou ineficaz a longo prazo. Foi aí que o agricultor resolveu pintar o cão, usando tinta de cabelo. As listras felinas duram até um mês. Ele disse que o resultado foi bem satisfatório.
com informações do Extra
02.12.19 17h38
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Leonardo DiCaprio nega que tenha feito doação a ONG após acusação de Bolsonaro

Leonardo DiCaprio — Foto: Brad Barket/Invision/AP
Presidente afirmou, sem apresentar provas, que ator e a organização WWF financiam queimadas criminosas na Amazônia.
Leonardo DiCaprio reage às acusações de Jair Bolsonaro sobre incêndios na Amazônia

O ator americano Leonardo DiCaprio se manifestou neste sábado (30) após o presidente Jair Bolsonaro acusá-lo de colaborar com queimadas criminosas na Amazônia por meio de doações à WWF, organização não governamental (ONG) que atua na área ambiental.

Em nota, DiCaprio negou ter feito doações a ONGs citadas em investigações sobre incêndios florestais no Brasil.
“Embora mereçam apoio, nós não financiamos as organizações citadas”, afirmou. No comunicado, o ator disse ainda ter orgulho de grupos que protegem ecossistemas e elogiou o povo brasileiro, que “está trabalhando para salvar seu patrimônio natural e cultural”.

Leia, abaixo, a íntegra da nota de DiCaprio:

“Neste momento de crise para a Amazônia, apoio o povo do Brasil que trabalha para salvar seu patrimônio natural e cultural. Eles são um exemplo incrível, comovente e humilde do compromisso e paixão necessários para salvar o meio ambiente. O futuro desses ecossistemas insubstituíveis está em jogo e tenho orgulho de apoiar os grupos que os protegem. Embora dignas de apoio, não financiamos as organizações citadas. Continuo comprometido em apoiar as comunidades indígenas brasileiras, governos locais, cientistas, educadores e as pessoas que estão trabalhando incansavelmente para garantir a Amazônia para o futuro de todos os brasileiros”.

As acusações de Bolsonaro a DiCaprio

Bolsonaro fez as acusações a DiCaprio nesta sexta-feira (29), ao se encontrar com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, em Brasília.

“Quando eu falei que há suspeitas de ONGs, o que a imprensa fez comigo? Agora, o Leonardo DiCaprio é um cara legal, não é? Dando dinheiro para tacar fogo na Amazônia”, disse.
bolsonaro
O presidente não apresentou provas que sustentem as afirmações.
Leonardo DiCaprio fala sobre acusações feitas pelo presidente Bolsonaro
Leonardo DiCaprio fala sobre acusações feitas pelo presidente Bolsonaro

Ele já havia citado DiCaprio nesta quinta-feira (28), em transmissão ao vivo nas redes sociais.

“O pessoal da ONG, o que eles fizeram? O que é mais fácil? Botar fogo no mato. Tira foto, filma, a ONG faz campanha contra o Brasil, entra em contato com o Leonardo DiCaprio, e o Leonardo DiCaprio doa US$ 500 mil para essa ONG”, disse o presidente.

“Uma parte foi para o pessoal que estava tocando fogo, tá certo? Leonardo DiCaprio tá colaborando aí com a queimada na Amazônia, assim não dá.”
DiCaprio responde à acusação de Jair Bolsonaro

Bolsonaro se referia aos quatro brigadistas da região de Alter do Chão, no Pará, que foram presos na terça-feira (26), depois de apontados pela Polícia Civil como suspeitos de atear fogo na floresta para obter doações. As prisões geraram críticas, e os quatro deixaram a cadeira nesta quinta.

As entidades mantenedoras das atividades desses brigadistas protestaram contra as acusações do presidente. O Ministério Público disse que não há indícios do envolvimento deles e abriu investigação sobre a ação de grileiros em Alter do Chão.

O governador do Pará, Hélder Barbalho (MDB) interferiu, afastando o chefe da investigação, delegado Fabio Amaral.

O que disse a WWF

A organização WWF declarou em nota que os recursos enviados à brigada Alter do Chão não incluíram doações de Leonardo DiCaprio, que não comprou fotos da brigada Alter do Chão nem pôs fogo na Amazônia.

A ONG afirmou que mobilizou recursos para fortalecer organizações locais que se dedicam a proteger a floresta de desmatamento e queimadas. Também lamentou que o Presidente da República insista em divulgar inverdades.

Repercussão

As declarações de Bolsonaro repercutiram fora do país.

Os jornais americanos “The Washington Post” e “The New York Times” destacaram que o presidente do Brasil criticou DiCaprio por incêndios na Amazônia e afirmaram que Bolsonaro não ofereceu nenhuma prova.

O britânico “The Guardian” disse que Bolsonaro acusou falsamente o ator de ter pago pelos incêndios.
Por G1
30/11/2019 11h38
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Tiroteio deixa 14 mortos perto da fronteira do México com os EUA

Carro com a sigla do cartel de trocas envolvido no tiroteio no México neste sábado (30) — Foto: Gerardo Sanchez/AP

Confronto ocorreu neste sábado (30) na comunidade de Nueva Unión. Quatro policiais morreram, segundo as autoridades locais.

Uma troca de tiros entre policiais e criminosos deixou 14 mortos neste sábado (30), dentre eles quatro agentes de segurança, na comunidade mexicana de Nueva Unión, que fica a 60 quilômetros da fronteira com os Estados Unidos.

Segundo as autoridades locais, o confronto ocorreu por volta de meio-dia (no horário local) quando policiais avistaram vários veículos com homens fortemente armados percorrendo a região da comunidade e fizeram a abordagem.

O governo do estado de Coahuila identificou quatro policiais e sete suspeitos entre os mortos no local do tiroteio. Outros três corpos foram localizados durante a noite em um caminho rural. As autoridades informam que os 10 mortos teriam envolvimento com o crime organizado e ainda que um adulto e uma criança estão desaparecidos.

Miguel Ángel Riquelme, governador do estado, foi até a região e mostrou em sua página em uma rede social a sede da Prefeitura de Nueva Unión com marcas de tiros e vidros quebrados. Ele atribuiu o ataque ao cartel de narcotráfico que surgiu no estado vizinho de Tamaulipas.

 Parede de uma das casas da vizinhança em área de confronto no México — Foto: Gerardo Sanchez/AP

Parede de uma das casas da vizinhança em área de confronto no México — Foto: Gerardo Sanchez/AP

 Sede da prefeitura no México com perfurações a tiros e vidros quebrados — Foto: Gerardo Sanchez/AP

Sede da prefeitura no México com perfurações a tiros e vidros quebrados — Foto: Gerardo Sanchez/AP

Por G1
01/12/2019 01h28

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