Professor é demitido após levar queda tentando dar aula bêbado; veja vídeo
(Foto:Reprodução) – Um professor de uma escola na Rússia foi demitido do cargo após um vídeo dele tentando lecionar bêbado e caindo viralizar nas redes sociais. O homem, que não teve identidade revelada, teria problemas com alcoolismo e dava aulas em uma escola de Aznakayevo.
Nas imagens, registradas por um dos alunos, é possível ver o docente com um papel na mão enquanto alunos gritam e riem. Em seguida, ele perde o equilíbrio e cai.
Segundo o jornal norte-americano Daily Star, os pais e responsáveis das crianças foram chamados para reunião após o ocorrido. Na ocasião, o professor teve a demissão anunciada.
https://youtu.be/IgdcShJ3cpU
Com informações de Daily Star
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Menina de 6 anos é presa com as mãos amarradas em escola nos EUA; veja
caso ocorreu em setembro, mas só agora as imagens foram compartilhadas pela família de Kaia Rolle (Foto:Reprodução/Facebook)
Policial diz a administradores de escola que o centro de detenção juvenil para o qual estavam levando menina ‘não é como eles pensam’
Um vídeo divulgado nesta segunda de carnaval, 24, mostra o momento em que uma menina de seis anos chora ao ter os punhos amarrados e ser presa em Orlando, na Flórida, nos Estados Unidos O caso ocorreu em setembro, mas só agora as imagens foram compartilhadas pela família de Kaia Rolle com veículos de comunicação.
https://twitter.com/i/status/1232412627428691973
O vídeo foi capturado por uma câmera presa ao corpo do policial Dennis Turner. Ele e um companheiro foram chamados após a menina se desentender com funcionários da escola. Turner foi demitido pouco tempo depois de prender a pequena.
As imagens mostram o momento em que o colega dele se aproxima com um laço e prende os pulsos de Kaia. “Para que serve isso?”, pergunta a menina. A resposta do policial: “São para você”. Ela começa a chorar.
“Me ajudem, me ajudem, por favor!”, implora Kaia, em lágrimas. Enquanto é levada para uma viatura, pede: “Eu não quero entrar em um carro de polícia.”
“Você não quer entrar?”, questiona um dos policiais. “Você tem que entrar.”
“Por favor, me dê uma segunda chance”, pede Kaia.
Em seguida, no vídeo é possível ver o policial levantando a garota aos prantos e a posicionando no banco traseiro da viatura Ele coloca o cinto de segurança nela.
Pouco tempo depois, Turner volta para o escritório dentro da escola para conversar com seus administradores. Eles parecem chocados com a cena.
O policial diz a eles que o centro de detenção juvenil para o qual estavam levando Kaia “não é como eles pensam”. Ele disse, ainda, que já havia efetuado mais de seis mil prisões, incluindo uma criança de sete anos de idade.
Quando um dos funcionários da escola informa que Kaia tem seis anos, ele responde: “Ela quebrou o recorde.”
POLÍCIA DE ORLANDO
O chefe da Polícia de Orlando, Orlando Rolon, disse à época que Turner, um oficial da reserva, não seguiu o regulamento de solicitar a aprovação de um supervisor para prender uma criança menor de 12.
Turner trabalhou na unidade da reserva da Polícia. Esta é constituída principalmente por policiais aposentados que recebem por trabalho extra.
A ronda escolar da Flórida ficou sob o escrutínio da opinião pública após um atentado a tiros em uma escola em 2018.
Jeff Kaye, presidente da companhia de segurança escolar da School Safety Operations Inc. na Califórnia afirmou à agência de notícias que os funcionários da escola poderiam ter agido melhor se tivessem entrado em contato com os pais da menina ou com um conselheiro tutelar em vez de ligar para a Polícia.
“Se todos estão em segurança, respire fundo, faça as coisas com calma e tome decisões sensatas”, disse Kaye. “Não consigo achar motivo algum para prender uma criança de seis anos. Mas digo isso com base em meu treinamento, não no treinamento dos outros ”
A Polícia de Orlando informou que Turner também prendeu um menino de seis anos em outra escola no mesmo dia da prisão de Kaia. No entanto, o processo foi interrompido por superiores de Turner antes que a prisão se concretizasse.
Por:Agência Estado
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Itália registra 323 casos de coronavírus, com 11 mortes
Contágio se concentra no norte do país (Foto:REUTERS / direitos reservados)
A Itália já registrou 323 casos de infecção por coronavírus, com 11 mortes, segundo os últimos dados oficiais.
O contágio se concentra no norte do país, onde várias cidades estão sob quarentena. Fonte: Associated Press
Por:Estadão Conteúdo
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Lava jato chega à Itália e empresários viram réus por propina à Petrobrás
Os alvos da Justiça italiana são os irmãos Gianfelice e Paolo Rocca, além de Roberto Bonatti, sócios da San Faustin, holding do grupo Techint – (Foto:REUTERS/Paulo Whitaker)
A Lava Jato chegou à Itália, país da Operação Mãos Limpas, que serviu de inspiração para sua versão brasileira. Os alvos da Justiça italiana são os irmãos Gianfelice e Paolo Rocca, além de Roberto Bonatti, sócios da San Faustin, holding do grupo Techint. Eles serão processados pelo Tribunal Penal de Milão por corrupção internacional ligada à Petrobras. A primeira audiência foi marcada para 14 de maio.
No dia 13 de fevereiro, o juiz Valerio Natale aceitou a denúncia feita pelo time de procuradores Donata Costa, Fabio de Pasquale e Isidoro Palma contra os italianos e a holding, que tem sede em Luxemburgo.
Segundo os procuradores, “entre 2009 e 2014, eles pagaram subornos a Renato Duque, diretor de serviços de Petrobras, em troca de 22 contratos de fornecimento de tubos industriais no valor de 1,4 bilhão de euros (cerca de R$ 6,7 bilhões), em favor da Confab”, empresa brasileira fabricante de tubos que era controlada pela San Faustin, por meio da companhia Tenaris, metalúrgica que pertence ao grupo Techint.
Segundo a denúncia do MP italiano, à qual o Estado teve acesso, a Confab foi favorecida porque Duque não abriu editais internacionais e tratou diretamente com a empresa. “O acordo previa o pagamento a Duque, em contas no exterior, de somas iguais a 0,5% do valor dos contratos firmados”, diz o documento. Duque teria recebido um total de 7,8 milhões de francos suíços (R$ 35 milhões) e US$ 500 mil (R$ 2,1 milhões).
Os procuradores contaram com a colaboração de países como Brasil, Panamá, Suíça, Argentina, EUA e Luxemburgo e, por intermédio das várias cartas rogatórias recebidas, conseguiram reconstruir o caminho do montante que teria sido usado para pagar as propinas.
Segundo a denúncia, “o dinheiro provinha de contas correntes gerenciadas pelos suspeitos por meio da San Faustin Lugano. Os recursos eram movimentados por empresas associadas, como a uruguaia Sociedade de Empreendimentos Siderúrgicos, e as panamenhas Gabiao Investiments Inc., Fundiciones del Pacifico S A. e Sociedade Moonstone.”
Em 8 de julho de 2019, quando os procuradores italianos concluíram as investigações, entre os envolvidos também estavam o argentino Hector Alberto Zabalet, ex-diretor da Techint, e o brasileiro Benjamin Sodré Neto, representante da Confab. No entanto, para os dois, um possível processo se dará separadamente.
De acordo com uma fonte ligada ao caso, os procuradores argentinos foram pouco colaborativos e não responderam aos pedidos de cartas rogatórias. Por isso, será feita uma nova denúncia em breve.
A empresa, contatada pelo Estado, disse que “a decisão do Tribunal Penal de Milão refere-se à corrupção, entre os anos de 2009 a 2013, de alguns funcionários da Petrobras”. “Temos certeza de que a sentença perante a Corte esclarecerá a absoluta exatidão do comportamento da empresa San Faustin e a estranheza dos fatos controvertidos dos conselheiros”, comunicou a empresa
A Techint é um grupo ítalo-argentino, produtor de aço e fabricante de gasodutos e oleodutos. Tem um faturamento anual de 90 bilhões de euros e conta com 75 mil funcionários, 450 empresas, em 45 países.
Delação
Quem colocou a empresa sob os refletores da Justiça foi João Antônio Bernardi Filho, ex-gerente da Saipem no Brasil, empresa italiana do setor de petróleo e gás.
Em 2015, após ter feito uma acordo de delação premiada, Bernardi contou que Renato Duque – condenado em sete ações que somam 124 anos e sete meses de prisão e na cadeia desde 2015 – havia pedido ajuda para lavar dinheiro proveniente de corrupção e confirmou a ele que a propina vinha da Confab, filial brasileira da Techint.
Os procuradores brasileiros repassaram a informação aos colegas de Milão, que decidiram abrir um levantamento próprio. O MP italiano passaram a investigar a empresa e, em outubro de 2019, executivos da Techint foram alvo da fase 67 da Lava Jato por uma suposta participação no cartel das empreiteiras brasileiras.
De acordo com o MP da Itália, a Techint pagou subornos de US$ 14 milhões a executivos da Petrobras. Segundo os procuradores, as duas companhias faziam parte de um cartel de empreiteiros, estabelecido para garantir pedidos de aproximadamente US$ 800 milhões, entre 2007 e 2010.
Por:Agência Estado
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OMS: China tem 74.280 casos de infecção por coronavírus e 2.006 mortes
(Foto:China Daily via REUTERS) – A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou para 74.280 o número de casos confirmados em laboratórios ou clinicamente diagnosticados de infecção por coronavírus na China.
Nas últimas 24 horas, o número de mortes decorrentes do vírus registradas no país subiu em 136, de 1.870 para 2.006.
Globalmente, a quantidade de casos subiu para 75.204 nas últimas 24 horas, devido à contabilização de 1.872 novas infecções. Fora da China, são 924 casos confirmados (120 novos) em 25 países, com três mortes no total. A classificação de risco da OMS permanece como “muito alta” para o país asiático e “alta” para o restante do mundo. O relatório considera informações prestadas até as 6 horas da manhã, no horário de Brasília.
“A OMS está trabalhando com uma rede internacional de modeladores estatísticos e matemáticos para estimar parâmetros chave do COVID-19 o coronavírus, tais quais o período de incubação, a taxa de mortalidade e o intervalo serial”, diz a instituição, em nota.
De acordo com os últimos estudos e modelos estatísticos, as estimativas preliminares de tempo mediano de incubação do vírus estão entre cinco e seis dias, com intervalo entre zero e 14 dias. A taxa de mortalidade na China está em 2,3%, de acordo com os números do Centro de Controle de Doenças do país asiático até 11 de fevereiro.
A OMS lembra, no entanto, que a taxa de mortalidade chinesa pode ser diferente, já que os dados não consideram infecções menos graves que podem não ter sido identificadas pela vigilância do país, focada em pacientes hospitalizados por pneumonia.
A instituição considera que a taxa de fatalidade no restante do mundo deve ser inferior, mas diz que ainda é cedo para tirar conclusões porque os dados finais, de recuperações menos mortes, ainda não são conhecidos em outros países.
Por:Cícero Cotrim – AE
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Especialista recomenda medicamentos antimalária contra coronavírus
Governo chinês considera esse tratamento promissor (Foto:Josué Damacena / Fiocruz)
Testes revelam que fosfato de cloroquina é eficaz e sem muito efeito colateral
O líder de uma equipe de especialistas da autoridade sanitária chinesa recomendou o uso de medicamentos antimalária para tratar pessoas infectadas pelo novo coronavírus.
Zhong Nanshan disse a repórteres, nessa terça-feira (18), que testes clínicos revelam que o fosfato de cloroquina é eficaz. Ele afirma que apesar de não ser um medicamento milagroso, pacientes que o tomaram tiveram teste negativo para o vírus em um período de 15 dias, sem efeitos colaterais graves.
Zhong também disse que o tratamento utilizando plasma sanguíneo de pacientes já curados é relativamente seguro e eficaz para aqueles em estado grave.
O governo chinês considera esse tratamento promissor e pede que as pessoas que receberem alta doem seu plasma.
Por:Agência Brasil
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Em meio à guerra na Síria, pai cria jogo para filha rir durante bombardeios
(Foto:Reprodução) – O pai está falando com a filha quando eles percebem que uma bomba irá atingir um local próximo de onde estão.
Um pai criou uma brincadeira para evitar que a filha de quatro anos ficasse com medo enquanto bombas atingem a região onde a família vive, na Síria. No “jogo” criado por Abdullah Al-Mohammad toda a família deve rir assim que ouvirem o barulho de uma explosão ou da passagem de um jato.
Mehmet Algan, amigo de Adbullah, publicou um vídeo no Twitter em que é possível ver como o jogo funciona. Nele, Adbullah está falando com a filha, Salwa quando eles percebem que uma bomba irá atingir um local próximo de onde estão.
https://twitter.com/i/status/1229150231704543236
“É um jato ou uma bomba?”, pergunta o pai para Salwa. “Uma bomba. Quando ela chegar nós vamos rir”, responde ela. Logo depois é possível ouvir o som do impacto, e Salwa imediatamente começa a rir junto com o pai.
“Sim, é engraçado”, diz a criança quando o pai pergunta se foi a explosão que gerou as risadas.
Em entrevista para a Sky News, Adbullah comentou que ele e a mulher criaram a brincadeira para “evitar que o estado psicológico de Salwa ruísse. Para que ela não fosse afetada por doenças ligadas ao medo”.
Ele também declarou, em entrevista para o canal Al Jazeera, que a ideia por trás da brincadeira veio quando Salwa se assustou com bombinhas usadas por crianças em jogos, mas ela se acalmou quando o pai explicou que elas não faziam nenhum mal e eram usadas para diversão. Adbullah repetiu o discurso, mas dessa vez para falar das bombas reais que atingem a região onde a família vive.
A família morava na cidade de Saraqeb, na província de Idlib, uma das mais afetadas por conflitos na Síria. Eles deixaram a cidade e estão vivendo com um amigo na cidade de Sarmada, mas ela também vem sendo atingida por bombas. Estima-se que 800 mil pessoas já deixaram os seus lares devido a um aumento recente das tensões em Idlib.
Por:Agência Estado
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Novo Progresso volta ser destaque na mídia internacional -“Sob a sombra da violência na Amazônia”
A líder Sindical Maria Marcia Presidente da Associção “Nova Vitoria” do Assentamento Terra Nossa põe em Alerta NOVO PROGRESSO em atenção mundial após matéria conflitos por terra, ser publicada nesta semana pela Deutsche Welle ,emissora internacional da Alemanha que produz jornalismo independente em 30 idiomas.
Por:Autor: Peter Yeung (rc) – Em meio ao desmatamento e conflitos por terra, uma pequena agricultora sofre as consequências de denunciar os crimes na região de Novo Progresso, no Pará. Seu filho teve de fugir para escapar das ameaças de morte.Maria Márcia Elpidia de Melo, líder de um assentamento de agricultores no estado do Pará, denunciou publicamente a apropriação ilegal de terras. Ela não vê seu filho único, Elmiro, há mais de seis meses: em 2019, o jovem de 20 anos foi espancado e recebeu ameaças de morte de agressores desconhecidos. Por isso, ela insistiu para que ele deixasse a região.
“Eu sei que vou morrer. Só não quero que matem meu filho”, diz liderança do Terra Nossa Maria Márcia Elpídia de Melo (Foto:José Cícero da Silva/Agência Pública)
A mãe solteira de 42 anos vive no assentamento Terra Nossa desde 2006, numa casa térrea de tijolos. Uma luz sarapintada entra pela janela, enquanto ela se debruça sobre a mesa da cozinha, ao reconhecer que seu trabalho colocou sua vida em perigo. A agricultora e presidente da Associação de Produtores Rurais Nova Vitória acabou se envolvendo cada vez mais em disputas por terras.
“O que não posso aceitar é que matem meu filho”, diz, com os olhos marejados. “Por enquanto ele está seguro, mas eu não vou visitá-lo porque tenho medo que alguém vá me seguir.” Antes de deixar a região, Elmiro ajudava a mãe.
Segundo a Comissão Pastoral da Terra, que monitora a violência no campo, três moradores do vilarejo foram assassinados em 2018. Desde então, 16 habitantes na região receberam ameaças de morte em razão de conflitos de terra.
Grilagem e ameaças
Em 2019, Maria Márcia relatou diversos incêndios criminosos e atividades ilegais de extração à polícia de Novo Progresso. Ela conta que, em três ocasiões, homens envolvidos com a exploração ilegal de madeira lhe disseram para parar de reclamar, ou enfrentar a morte. A polícia se negou a comentar as ameaças.
Nesta imagem: Antônio, conhecido como “Bigode”, está desaparecido desde o dia 15 de maio de 2018.
Terra Nossa, um assentamento de 350 famílias cercado pela floresta e acessível apenas por uma estrada de terra, está no centro do desmatamento na Amazônia. O município de Novo Progresso, nas proximidades, ganhou as manchetes internacionais em agosto de 2019, quando enormes incêndios florestais atingiram a região. A prática anual das queimadas vem sendo levada ao extremo pelos grileiros.
Em apenas um dia, 203 incêndios foram registrados em Novo Progresso pelas autoridades. Na maioria dos casos, as queimadas foram coordenadas por um grande grupo, composto majoritariamente de fazendeiros, que busca eliminar áreas de floresta para então requerê-las para si.
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre 1º de agosto e 30 de novembro de 2019 o desmatamento atingiu 4.217 quilômetros quadrados, mais do que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.
Especialistas afirmam que as leis atuais encorajam um processo sem fim de incêndios, desmatamento e grilagem. “Há um claro incentivo na lei”, afirma Brenda Brio, pesquisadora do instituto Imazon. “Ela permite que pessoas ocupem terras públicas, finjam que as estão usando [para fins legítimos] para então requerer o título dessas terras.”
Em dezembro, o presidente Jair Bolsonaro afrouxou ainda mais as regulamentações, triplicando a quantidade de terras consideradas próprias para a requisição de posse e permitindo que aqueles que ocupassem terrenos desde 2014 recebessem os títulos. Anteriormente, 2008 era o limite mínimo.
Nas estradas empoeiradas que cortam Terra Nossa, usadas para o transporte ilegal de madeira, surge um cenário de pilhas de troncos de árvores de idades contadas em décadas. “Era bonito aqui, antes de todo esse negócio começar”, diz Maria Márcia.
A Amazônia é uma das regiões mais pobres do Brasil, com 45% de seus 23 milhões de habitantes vivendo abaixo da linha da pobreza. Alguns produtores locais se enervam com a sugestão de que a floresta deve ser priorizada em vez das condições de vida dos trabalhadores. Bolsonaro, eleito com a promessa de abrir a região aos negócios, vem angariando apoio.
Agamenon Menezes
“O que esperam de nós? Que alimentemos nossas famílias com poeira?”, questiona Agamenon da Silva Menezes, líder do sindicato dos fazendeiros de Novo Progresso. “Mesmo que as mudanças climáticas sejam reais – e não estou seguro se acredito nisso – por que vocês [os países industrializados] podem enriquecer enquanto esperam que o resto de nós seja feliz e fique pobre?”
Desconfiança nas autoridades
Apesar da ampla condenação internacional, Bolsonaro encoraja e defende essas práticas: “O desmatamento e as queimadas nunca vão acabar”, disse ele em 2019. “É cultural.” Na busca pelo lucro, porém, a grilagem em larga escala – tanto dos fazendeiros ricos como de outros fora do Brasil – entra cada vez mais em conflito com as comunidades locais.
“Onde há desmatamento, há muitas vezes expropriação e violência”, afirma o cientista social Mauricio Torres, especialista em apropriação de terras na Amazônia. “Para desmatar, é necessário remover as comunidades que ocupam a floresta.”
Terra Nossa é habitada por pequenos fazendeiros que utilizam a terra e a floresta para cultivar palmeiras de açaí e castanha-do-Pará de modo sustentável. Porém a onda de grilagem transformou o estilo de vida local.
Raione Lima Campos, advogada da Comissão Pastoral da Terra, afirma que Maria Márcia e outros líderes locais se tornam com frequência alvo de madeireiros e fazendeiros, ao denunciar essas práticas.
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) fez pouco para resolver as questões de disputas de terra e violência, diz. “O Incra não tem interesse nisso. Sempre foi ruim, mas agora a situação piorou.” O Incra rejeitou pedidos da DW para se pronunciar sobre o agronegócio na Amazônia.
Para Maria Márcia, o resultado é uma perturbadora mistura de desconfiança em relação às instituições públicas que deveriam protegê-la.
A apropriação de terras, no entanto, é apenas uma peça no plano de Bolsonaro, juntamente com a chamada Ferrogrão (a ferrovia que deverá transportar a produção de soja na Amazônia), usinas hidrelétricas ao longo do rio Tapajós e a rodovia BR-163, que deverá cortar o estado do Pará. Essas iniciativas visam abrir a região amazônica ao agronegócio.
Ao caminhar pelo jardim de Maria Márcia, onde seu filho Elmiro costumava brincar entre as árvores de caju, pupunha e açaí, fica a sensação de que ela está completamente isolada e vulnerável, ainda que esteja no coração pulsante de um dos mais significativos projetos de infraestrutura do mundo.
“Esses grileiros e gangues organizadas estão por toda parte. Eles até mesmo influenciam os políticos. Qualquer problema que eles tenham – por exemplo, eu – vai desaparecer um dia.”
Autor: Peter Yeung (rc) -A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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China tem 1.772 mortes por coronavírus, mas número de casos está caindo, diz OMS
(Foto:Benoit Tessier / Reuters) – Número de infectados passa de 70 mil pessoas
A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou o número de pessoas infectadas pelo coronavírus na China para 70.635, incluindo 1.722 mortes. Em entrevista coletiva em Genebra, na Suíça, representantes da entidade informaram que, nas últimas 24 horas, foram registrados 2.051 novos casos da doença no país.
Segundo a organização, os dados mais recentes indicam que há, nos últimos dias, uma queda no número de casos. “Essa tendência tem que ser interpretada com cautela. Tendências podem mudar à medida em que novas populações são afetadas. Ainda é cedo para dizer se essa diminuição vai continuar”, disse o diretor-geral do órgão, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Com base nos dados mais recentes compartilhados pelo governo chinês com a entidade, Tredos afirmou que o novo coronavírus parece ser menos mortal do que outras enfermidades semelhantes, entre elas a Sars e a Mers. De acordo com ele, 80% dos casos são leves e têm cura. Outros 14% causam sintomas severos, como pneumonia e falta de ar. Já 5% dos pacientes têm sintomas mais críticos, incluindo falência múltipla dos órgãos.
“Em 2% dos casos, o vírus é fatal e o risco de morte cresce conforme a idade. Vemos poucos casos envolvendo crianças. Mais pesquisas são necessárias para entender as razões”, explicou Tedros.
Fora da China, a OMS revelou que 694 pessoas foram diagnosticadas com a doença em 25 países, com três mortes – nas Filipinas, no Japão e na França. Para a entidade, ainda não é possível classificar o surto como uma pandemia, cenário no qual a disseminação de uma patologia é global.
Por:Agência Estado
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Coronavírus: China registra 1.380 mortos e 63.581 infectados
Em Hubei, morreram 116 pessoas nas últimas 24 horas (Foto:Martin Pollard / Reuters)
A Comissão Nacional de Saúde da China anunciou hoje (14) 121 mortes, nas últimas 24 horas, pelo novo coronavírus, designado Covid-19, fixando em 1.380 o número de mortos em todo o continente chinês.
Segundo a comissão, o número de infectados cresceu 5.090, indo para 63.581, o que exclui Macau e Hong Kong.
O principal órgão de saúde do governo reviu, assim, em baixa os dados divulgados no início desta sexta-feira pelas autoridades de Hubei, apontando que houve duplicados na “recolha e registro de dados”.
Segundo a Comissão Nacional de Saúde, o número atual de infecções na China Continental é de 63.851, um aumento de 5.090, em relação ao dia de ontem (13).
Os números anteriores divulgados pelas autoridades de Hubei fixaram o número de infectados acima dos 65.000, mas a comissão apontou, entretanto, que aquele total está incorreto.
Hubei tem 1.318 mortos
Em Hubei, morreram 116 pessoas nas últimas 24 horas, elevando o total para 1.318 óbitos.
A mesma fonte informou ainda que, entre os novos casos registrados a nível nacional, 2.174 são graves, enquanto 1.081 pessoas receberam alta após superarem a doença.
Mais de 490.000 pessoas que estiveram em contacto próximo com pacientes que estão sendo acompanhadas, segundo as autoridades.
Na quinta-feira (13) , as autoridades passaram a utilizar um novo método de contagem, que inclui “casos clinicamente diagnosticados”, mas que não foram ainda sujeitos a exame laboratorial e, portanto, ausentes até agora das estatísticas.
Por:Agência Brasil
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