Imprensa internacional critica pronunciamento de Bolsonaro

Jornais europeus dizem que falas de Bolsonaro são “difíceis de acreditar” (Adriano Machado / Reuters)

Jornais classificam como ‘inaceitáveis’ e ‘incendiárias’ declarações do presidente brasileiro

As críticas do presidente Jair Bolsonaro às medidas de isolamento que visam mitigar o contágio do coronavírus estão repercutindo no exterior. Em discurso transmitido em rede nacional na noite de terça-feira, Bolsonaro pediu a reabertura de lojas e escolas, ainda que especialistas de saúde pública recomendem o confinamento para “achatar a curva” de contaminação pelo covid-19.

O New York Times destacou que Bolsonaro vê a questão do coronavírus como “exagerada” e citou os panelaços que ocorreram na terça durante o discurso do presidente. “Enquanto ele falava, alguns brasileiros que estão em casa, em isolamento, protestaram contra o que consideraram como atitude blasé em relação à pandemia”, informa o jornal americano.

Colunista do The Washington Post, outro jornal dos Estados Unidos, Ishann Tharoor diz que Bolsonaro, “ao contrário de Trump”, encara a ameaça do coronavírus com “ceticismo”. “Ele declarou o coronavírus como uma ‘gripezinha’ e criticou governadores do País por instituírem bloqueios em alguns dos principais Estados. E ele divulgou suas próprias supostas proezas atléticas como evidência de que ele poderia suportar o vírus”, escreveu o analista.

O inglês The Guardian, que chama Bolsonaro de “presidente de extrema-direta”, destaca que o mandatário brasileiro “disse que não sentiria nada se infectado com o covid-19”. “As observações incendiárias de Bolsonaro ocorreram quando o Rio de Janeiro e São Paulo foram colocados sob bloqueio parcial pelas autoridades municipais e estaduais, que temem uma explosão de casos nos próximos dias”, diz matéria publicada no portal estrangeiro. “O presidente resistiu a medidas drásticas para impedir a propagação do que ele chama de ‘gripezinha'”, informa outra nota do mesmo site.

Ainda na Europa, o francês Le Monde afirma que Bolsonaro minimizou os riscos do covid-19, “que já matou mais de 18 mil pessoas em todo o mundo e forçou um terço da humanidade a aderir medidas de confinamento”. O portal alemão Deutsche Welle, por sua vez, traz que Bolsonaro é cada vez mais criticado em sua forma de lidar com o coronavírus. “Ele chama de ‘histeria’ e ‘gripezinha'”, diz o jornal.

Sobre o pronunciamento de Bolsonaro, o Japan Times publicou análise do jornalista Dave Graham. “O esquerdista mexicano Andres Manuel López Obrador e o presidente brasileiro de direita Jair Bolsonaro nadaram contra a maré da opinião científica – diminuindo os riscos, delegando responsabilidades e ignorando os conselhos dados ao público”, defende o texto. López Obrador também tem resistido às orientações de isolamento, de olho nos impactos econômicos.

Na América Latina, o argentino Clarín traz análise do editor Ricardo Roa, que cita Bolsonaro e seu posicionamento em coluna intitulada “O vírus da gripe e o delírio”. Já o jornal chileno Emol ressalta que a fala de Bolsonaro foi feita no mesmo dia em que o número de casos de coronavírus no Brasil chegou a 2.201, com 46 mortes.

Por:Agência Estado

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EUA: FDA aprovou uso de cloroquina para coronavírus

(Foto:Reprodução) – Medicamento já foi utilizado contra a malária

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, afirmou nesta terça-feira, 24, que a Administração de Alimentos e Medicamentos aprovou o uso do medicamento cloroquina, utilizado contra a malária, para o tratamento do coronavírus, embora a agência não tenha informado a aprovação. “Estamos trabalhando com a FDA para aprovar uso de remédios existentes contra covid-19”, afirmou, durante entrevista à Fox News.

Segundo Pence, já há vários estudos para o desenvolvimento de uma vacina contra a doença, que, de acordo com ele, deve ficar pronta em cerca de um ano e meio.

O vice-presidente revelou ainda que o pacote discutido no Congresso inclui US$ 100 bilhões para hospitais, que deverão cancelar cirurgias eletivas. Pence disse ainda que o governo está expandindo o uso de testes para exame da enfermidade e que 250 mil americanos já foram testados.

Por:Agência Estado

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Brasil envia aviões da FAB para trazer brasileiros retidos no Peru

Ernesto Araújo, afirmou que no início da crise, havia quase 10 mil brasileiros no exterior (Foto:REUTERS/Adriano Machado)

De acordo com o Itamaraty, 1,3 mil brasileiros aguardavam para retornar ao Brasil, mas 639 já foram repatriados

O governo brasileiro enviou dois aviões Hércules C-130 a Cusco, no Peru, para trazer de volta ao país um grupo de brasileiros que ficou preso no país depois que o presidente Martín Vizcarra decretou o fechamento das fronteiras para tentar controlar a epidemia de coronavírus.

De acordo com o Itamaraty, 1,3 mil brasileiros aguardavam para retornar ao Brasil, mas 639 já foram repatriados. Em nota, os ministérios da Defesa e das Relações Exteriores informaram que os dois aviões devem pousar em Cusco na quarta-feira (25) e tem previsão de chegada de volta ao Brasil na noite de quinta.

Em entrevista à CNN no último domingo, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou que no início da crise, havia quase 10 mil brasileiros no exterior, retidos pelo cancelamento de voos e fechamento de fronteiras.

“Já viabilizamos o retorno de cerca de 3 mil pessoas, em sua maioria de Portugal, Marrocos e Peru. Ainda há cerca de 6 mil para trazermos de volta ao Brasil”, disse.

O Itamaraty montou um grupo de atendimento aos brasileiros no exterior e divulgou números específicos de telefone para atendimento.

Por:Reuters

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Anvisa alerta que uso de hidroxicloroquina contra o coronavírus não é recomendado

Presidente dos EUA pediu rapidez na liberação de remédios contra o novo coronavírus; agência reguladora defende continuidade dos testes clínicos.(Foto:Reprodução)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou nesta quinta-feira (19) que não tem recomendação para uso de medicamentos que contém hidroxicloroquina e cloroquina no tratamento da Covid-19.

A agência afirma que esses medicamentos são registrados para o tratamento da artrite, lupus eritematoso, doenças fotossensíveis e malária.

“Apesar de promissores, não existem estudos conclusivos que comprovam o uso desses medicamentos para o tratamento da COVID-19. Assim, não há recomendação da Anvisa, no momento, para o uso em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação. Ressaltamos que a automedicação pode representar um grave risco à sua saúde.” – Anvisa

Ao menos quatro medicamentos apresentaram resultados positivos – mas ainda preliminares – em pesquisas científicas no tratamento da Covid-19. A cloroquina foi testada em um grupo muito pequeno em Marselha, na França, em 20 pacientes. O vírus desapareceu depois de seis dias.

O teste com o kevzara vai começar com pacientes em Nova York e vai ser expandido para 16 lugares. A intenção é estudar a reação em 400 pacientes em estado grave para entender o impacto na febre e falta de ar.

A China prometeu publicar em breve um estudo detalhado do uso do favipiravir, desenvolvido no Japão que, segundo médicos chineses, mostrou resultados promissores em 340 pacientes.

O Remdesivir salvou a vida de um paciente com a Covid-19 nos Estados Unidos, segundo o New England Journal of Medicine. Na Universidade de Nebraska, o médico brasileiro André Kalil lidera os testes com essa droga e espera ter um resultado preliminar nos próximos meses.

Apesar dos testes trazerem esperança, ainda é muito cedo para saber se esses remédios realmente serão eficazes no tratamento da Covid-19. Os especialistas são unânimes no alerta de que a automedicação pode causar um problema ainda maior do que o próprio coronavírus.

“Se simplesmente as pessoas começarem a receber qualquer tipo de medicação, não só vai haver o risco de pessoas morrerem em função das drogas em vez de morrerem em função do vírus, mas também, no final do surto, nós não vamos saber o que funciona e o que não funciona”, explicou Kalil.

Sem estoques

Nos EUA, farmácias independentes e a Sociedade Americana de Farmacêuticos do Sistema de Saúde (ASHP) dizem que os estoques da hidroxicloroquina – droga para tratar malária – estão agora com oferta pequena com o aumento da demanda no meio da propagação do novo coronavírus.

Trump pede rapidez na liberação de remédios contra coronavírus; agência reguladora defende testes clínicos
Remédios têm resultados positivos em pesquisas para o tratamento do coronavírus; veja 4 possibilidades

O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu nesta quinta-feira aos reguladores de saúde do país para acelerar a aprovação de terapias potenciais com o objetivo de tratar a Covid-19, para a qual ainda não há tratamentos ou vacinas aprovadas.

Trump disse que o governo avalia a hidroxicloroquina e o medicamento antiviral exprimental da Gilead Sciences, o Remdesivir, que passa por testes clínicos para a doença respiratória.

“Atualmente trabalhamos com quatro distribuidores diferentes e desde hoje temos impossibilidades de encomendar tanto a cloroquina quanto a hidroxicloroquina”, que estão em atraso, disse David Light, chefe executivo da farmácia online Valisure, em um comunicado por e-mail.

“Kaletra e losartan estão sendo racionados, o que significa que podemos pedir apenas quantidades limitadas”, acrescentou.

Kaletra, medicamento que faz parte do coquetel de tratamento para o HIV e é vendido pela AbbVie, e o genérico para tratamento de pressão arterial losartan também foram considerados com potencial para tratar o vírus, embora investigadores chineses tenham reportado que o Kaletra fracassou em melhorar os resultados para os pacientes da Covid-19 em estado grave.

Jeff Bartone, dono da Hock’s Pharmacy em Ohio, disse que conseguiu comprar cinco frascos de hidroxicloquina nesta quinta, mas que em um intervalo de uma hora seu distribuidor já estava sem estoque do medicamento. Ele disse ter quatro fornecedores reserva mas que todos também estavam sem o medicamento.
CORONAVÍRUS

Por G1

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Drogas se mostram eficazes no combate à covid-19

A cloroquina, também chamada de hidroxicloroquina, é a mais promissora (Foto:Divulgação)

Um estudo publicado por cientistas chineses em 18 de março na revista científica Nature, as drogas cloroquina e remdesivir se mostraram capazes de inibir a infecção do SARS-CoV-2 (nome do novo coronavírus) em simulação in vitro.

Outro estudo feito na França, realizado pelo Instituto Mediterrâneo de Infecção de Marselha, publicado no periódico científico International Journal of Antimicrobial Agents, mostra que a cloroquina teve desempenho positivo. Em alguns casos, foi usado também um antibiótico chamado azitromicina, que combate infecções pulmonares causadas por bactérias.

Gregory Rigano, orientador de pesquisa na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e coautor de um estudo sobre o uso de cloroquina em humanos para combater o coronavírus. Em um experimento feito com dois grupos, um que recebeu o medicamento e outro que não o recebeu, o resultado da droga no combate ao novo coronavírus foi eficaz. O antibiótico azitromicina foi usado em conjunto com a cloroquina, como no estudo feito na França.

O estudo ainda está para ser publicado, mas Rigano já concedeu uma entrevista a uma rádio americana falando sobre o tema. “Esse será o estudo mais importante a ser lançado sobre o tema. Ponto”, disse Rigano. O bilionário Elon Musk também publicou uma mensagem no seu perfil no Twitter nesta semana afirmando que a droga poderia ser eficaz contra o novo coronavírus.

Apesar de promissora, a droga ainda precisa de mais testes clínicos antes de ser distribuída amplamente para a população de forma segura. Por isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pediu que a Federal Drug Administration, análoga à Anvisa brasileira, seja ágil com o processo de testes e aprovação do medicamento.

Medicamento – A cloroquina, também chamada de hidroxicloroquina, é a mais promissora. O remédio é usado para o tratamento da malária desde os anos 1930, mas também já foi usado para combater doenças como artrite reumatoide e lúpus.

O remédio chegou a ser substituído por outros recentemente porque o protozoário parasita plasmodium falciparum, causador da malária, tornou-se resistente à sua ação. A cloroquina podia ser usada para prevenir ou combater a malária.

O medicamento já se mostrara anteriormente eficaz contra a Sars, uma doença respiratória aguda que surgiu na China em 2002 e pertence ao grupo coronavírus, assim como o vírus causador da atual pandemia de Covid-19.

Com informações da revista Exame

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BC dos EUA e de outros 9 países, incluindo o Brasil, farão ação conjunta no mercado

Parceria prevê troca de reservas de até US$ 450 bi. No caso brasileiro, acordo pode injetar até US$ 60 bi no país
Sede do Fed, o banco central dos Estados Unidos Foto: Bloomberg
BRASÍLIA — O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e os bancos centrais de nove países, incluindo o Brasil, anunciaram nesta quinta-feira, um acordo que prevê troca de reservas em dólar de até US$ 450 bilhões.

O acordo prevê a realização de operações de swap entre os bancos centrais. Nessa operação, o Banco Central brasileiro, por exemplo, faz uma compra de dólares com compromisso de vendê-los para o Fed posteriormente, com o pagamento de juros.

Dessa maneira, em um momento de escassez da moeda americana, os bancos centrais poderiam usar esses recursos para equilibrar a oferta e demanda nos mercados locais.

Em momentos como o atual, de crise global pelo coronavírus, os investidores tendem a procurar ativos com mais segurança, como o dólar. Neste cenário, com alta procura pela moeda americana, ela se valoriza pela escassez.

No caso brasileiro, a parceria pode resultar na injeção de até US$ 60 bilhões na economia brasileira. Os demais BCs são dos seguintes países: Austrália, Coreia do Sul, México, Cingapura e Suécia, no mesmo valor do Brasil. Noruega, Dinamarca e Nova Zelândia terão acesso a US$ 30 bilhões. Os recursos estarão disponíveis por seis meses.

Esses nove países receberam linhas de swap durante a crise de 2007 a 2009. A última vez que esse mecanismo foi usado no Brasil foi na crise de 2008. Naquela época, no entanto, o acesso às reservas não chegou a ser usado. Também não se sabe se será usado desta vez. Mas ter esses recursos à disposição é importante para assegurar a liquidez do sistema.

Em nota, o Fed explica que a operação tem por objetivo diminuir as tensões nos mercados globais de financiamento com a moeda americana. Dessa maneira, “mitigando os efeitos” para o crédito nos países afetados, tanto para famílias quando para empresas.

Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, disse que o acordo pode ajudar o Banco Central a dar liquidez ao mercado quando necessário, ou seja, equilibrar a oferta e demanda da moeda.

Apesar do Brasil ter uma reserva internacional de US$ 353 bilhões, considerada robusta, Sanchez afirmou que ela pode ser usada como um colchão de segurança e defendeu o uso dos novos recursos.

— Se a gente está passando por um momento de crise profunda de demanda, não tem porque não usar. Ainda mais quando nós temos um problema, uma maior propensão ao dólar por conta dessa elevação do risco global, é um momento propício para ser usado – afirmou.

Essa é a mais recente em uma série de medidas de emergência que o Fed vem adotando desde domingo para tentar limitar o prejuízo econômico da crise de saúde que está forçando a paralisação de grandes partes da economia global.

Economistas projetam um impacto dramático para a produção econômica mundial nas próximas semanas, e a maior parte do esforço do Fed tem sido em manter o crédito fluindo.

O Fed já tinha acordos do tipo com os bancos centrais do Canadá, Inglaterra, Japão, Suíça e da zona do Euro, o Banco Central Europeu (BCE).
Banco da Inglaterra reduz juros

O Banco da Inglaterra (BoE) anunciou nesta quinta-feira sua decisão excepcional de baixar sua principal taxa de juros bancários para 0,1% devido à crise do coronavírus, uma redução recorde tomada apenas oito dias depois de fixá-la em 0,25%.

Em uma reunião especial, o comitê de política monetária do BoE decidiu, por unanimidade, aumentar suas participações em títulos do governo e títulos corporativos em £ 200 bilhões (US$ 230 bilhões) “e reduzir a taxa de juros do banco em 15 pontos base para 0,1%”, anunciou o BC inglês em um comunicado.

O Globo/ Gabriel Shinohara
19/03/2020 – 10:42
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Governo Federal anuncia fechamento parcial da fronteira com a Venezuela

Segundo o presidente, a restrição valerá apenas para o trânsito de pessoas e não afetará a circulação de mercadorias. (Foto:Leandra Felipe/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro confirmou que o governo federal vai fechar parcialmente a fronteira do Brasil com a Venezuela, no estado de Roraima, a partir de hoje (18), por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A medida deverá ser publicada na forma de uma portaria interministerial das pastas da Justiça e Segurança Pública e das Relações Exteriores. Segundo o presidente, a restrição valerá apenas para o trânsito de pessoas e não afetará a circulação de mercadorias.

“Amanhã tem a portaria. Não é o fechamento total, o tráfego de mercadorias vai continuar acontecendo. Se você fecha o tráfego com a Venezuela, a economia de Roraima desanda e, em parte, a da Venezuela também. Não temos como tomar medidas radicais, não vai dar certo”, afirmou na portaria do Palácio do Alvorada, residência oficial.

Para Bolsonaro, que tratou a situação da Venezuela como exceção, o fechamento de fronteiras com outros países não resolve o problema da circulação do coronavírus e disse que a crise não pode ser tratada como histeria.

“Não tem como você evitar o tráfego de pessoas ali. Há uma certa histeria, como se fechar fronteira resolvesse o problema”, afirmou.

Teste do coronavírus

O presidente também comentou que já fez um novo teste para diagnóstico do Covid-19 e que divulgará o resultado assim que recebê-lo. “Não chegou o resultado, mas chegando, se for positivo ou negativo eu vou divulgar, sem problema nenhum”. Na semana passada, um primeiro teste para a infecção deu negativo para Bolsonaro.

O presidente, familiares e auxiliares que o acompanharam em viagem aos Estados Unidos, há pouco mais de uma semana, estão sendo monitorados e examinados depois da confirmação de que 14 integrantes da comitiva testaram positivo para o novo coronavírus.

Leia Também:Associação Médica pede a Bolsonaro fechamento de fronteira com Venezuela e Guiana

Por: Agência Brasil

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Em que site encontrar futebol ao vivo gratis

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Será que Lionel Messi conseguirá trazer o Barcelona de volta ao campeonato
A principal intriga, até hoje, no campeonato de Espanha é o nome do futuro triunfador. Existem dois favoritos principais, nomeadamente Barcelona e Real. E se o Real tem uma equipa jovem com muitos jogadores ambiciosos, o “blue-pomegranate”, toda a ênfase nos momentos chave está nas ações de um jogador, nomeadamente Lionel Messi.

O argentino, mesmo com a sua idade, mostra jogos fantásticos. Quando ele não consegue perceber os momentos sozinho, ele dá dois ou três assistentes para a partida.
Em geral, as chances de sucesso final das equipes são aproximadamente iguais. E dado que é improvável que eles ganhem a Liga dos Campeões, a ênfase para o resto da temporada será no La Liga.
Talvez o problema do Barsa seja que o treinador principal não tem a autoridade adequada. É por isso que temos de tentar este papel no Lionel, que há muito está acima da sua própria liderança.
Apesar de Lionel não marcar tanto como antes, ele ainda é o líder da corrida de artilheiros. O principal rival do argentino, Karim Benzema, torna-se o novo líder do Real, por isso é a partir das ações desses dois atacantes que o destino de todo o campeonato será em grande parte decidido. Pelo menos, o francês não está psicologicamente sob pressão do futuro Campeonato Europeu, já que o jogador não é chamado para o campo da sua seleção.

Por:cene Produtora com foto

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Associação Médica pede a Bolsonaro fechamento de fronteira com Venezuela e Guiana

Medida busca prevenir eventual sobrecarga no sistema público de saúde dos estados(Foto:Marcelo Camargo / Agência Brasil)

A Associação Médica Brasileira (AMB) encaminhou ofício neste domingo, 15, solicitando ao presidente Jair Bolsonaro que determine o fechamento das fronteiras do País com a Venezuela e a Guiana. Segundo a entidade, a medida serve para prevenir eventual sobrecarga no sistema público de saúde dos Estados no norte do Brasil em meio ao avanço do novo coronavírus.

De acordo com a entidade, a chegada de venezuelanos “tem se intensificado” com a chegada da doença no país vizinho. A partir desta segunda-feira, 16, o presidente venezuelano Nicolás Maduro determinou quarentena em seis estados e na capital, Caracas, após 17 casos de coronavírus serem registrados no país.

“Esse quadro aumenta o risco de circulação do vírus do estado de Roraima, além de sobrecarregar ainda mais os equipamentos de saúde estaduais e da capital, pois também há grande número de venezuelanos que migram exclusivamente para buscar tratamento de saúde no Brasil”, afirma a AMB.

De acordo com a entidade, a intensificação nos atendimentos tem levado à falta de equipamentos de proteção individual, como máscaras.

“Essa ação nem de longe resolve os problemas sanitários do Estado, mas impede que eles cresçam de forma desordenada e exponencial”, aponta.

O fechamento das fronteiras é pauta de reunião do governo nesta segunda, 16. Segundo a apuração da reportagem, o assunto divide opiniões dentro da gestão Bolsonaro e é aprovada pelos ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública. As pastas alegam que a medida ajudaria a evitar a ampliação dos problemas nos Estados do Norte brasileiro, que sofrem com superlotação em hospitais.

Os militares, por sua vez, embora reconheçam as dificuldades e preocupações do governador, advertem sobre a complexidade da medida, que poderia acabar se mostrando inócua, dado o tamanho da fronteira e a sua porosidade. Somente a fronteira Brasil-Venezuela conta com mais de 2 mil quilômetros de extensão

A opinião dos militares é que, mantendo a fronteira aberta, o Brasil teria o melhor controle sobre quem entra e sai do País.

Por:Agência Estado

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Caçadores matam duas das últimas três girafas brancas do mundo

Guardas florestais encontraram as carcaças de uma fêmea e seu filhote em um vilarejo no nordeste do Quênia. — Foto: HIROLA CONSERVANCY via BBC

Guardas florestais encontraram as carcaças de uma fêmea e seu filhote em um vilarejo no nordeste do Quênia.

Duas girafas brancas extremamente raras foram mortas por caçadores no nordeste do Quênia, segundo ambientalistas.

Uma terceira girafa branca ainda está viva. Ambientalistas acreditam que ela seja o único exemplar no mundo.

Sua aparência branca é devido a uma condição rara chamada leucismo, que faz com que as células da pele não tenham pigmentação.

A notícia da existência das girafas brancas se espalhou pelo mundo depois que foram fotografadas em 2017.

O chefe da Preservação Comunitária do Quênia, Ishaqbini Hirola, Mohammed Ahmednoor, disse que as duas girafas mortas foram vistas pela última vez há mais de três meses.

“Este é um dia muito triste para a comunidade de Ijara e do Quênia como um todo. Somos a única comunidade do mundo que é guardiã da girafa branca”, disse Ahmednoor em um comunicado.

“Seu assassinato é um golpe para os importantes passos dados pela comunidade para preservar espécies raras e únicas e um alerta para o apoio contínuo aos esforços de preservação”, acrescentou.

Os caçadores ainda não foram identificados, e seu motivo ainda não está claro.

A Kenya Wildlife Society, o principal órgão de preservação da África Oriental, disse que está investigando os assassinatos.

O que é leucismo?

    Leucismo inibe a pigmentação em algumas células da pele
    É diferente do albinismo, onde nenhuma melanina é produzida
    Animais com leucismo podem ter pigmentos mais escuros nos tecidos moles
    Girafas com leucismo retêm seus olhos escuros, enquanto animais com albinismo têm olhos rosados
    Aves, leões, peixes, pavões, pinguins, águias, hipopótamos, alces e cobras exibiram traços de leucismo

A reserva está em uma vasta área não cercada. Existem também vilarejos dentro da reserva.

As girafas brancas foram avistadas pela primeira vez no Quênia em março de 2016, cerca de dois meses depois de uma aparição na vizinha Tanzânia, segundo a revista.
Cerca de 40% da população de girafas desapareceu nos últimos 30 anos e a caça às carnes e peles continua, de acordo com a Africa Wildlife Foundation.

A população passou de cerca de 155 mil indivíduos em 1985 para 97 mil em 2015, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Por BBC

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