Sacerdote é acusado de decapitar homem como ‘sacrifício pelo fim da pandemia’

Segundo a polícia, suspeito estava sob efeito de álcool e maconha quando cometeu o crime (Foto:Reprodução)

Um sacerdote hindu foi preso acusado de decapitar um homem e oferecê-lo como “sacrifício pelo fim da pandemia do coronavírus”. O crime ocorreu na semana passada no templo de Brahmani Devi, em Cuttack (estado de Odisha, Índia).

Segundo a polícia, Sansari Ojha, 72, estava sob efeito de álcool e maconha quando decapitou Saroj Kumar Pradhan, 52, para agradar a uma deusa hindu. Pouco antes do crime, os dois tiveram uma acalorada discussão sobre comida, o que pode ter contribuído para o desfecho violento.

O detetive Ashish Kumar Singh comentou que, pela versão do sacerdote, a deusa lhe apareceu num sonho solicitando que ele sacrificasse uma vida humana para que o mundo pudesse se livrar do coronavírus. A polícia não acredita que a motivação tenha sido religiosa.

A Índia já registrou 167,4 mil casos de Covid-19, com quase 5 mil mortes.

Com informações do site Gulf News

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Trump anuncia rompimento dos EUA com a OMS por atuação durante pandemia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje que o país rompeu com a OMS (Organização Mundial da Saúde). O mandatário norte-americano fez várias críticas à forma como o órgão vem lidando com a pandemia de covid-19 e também atacou a maneira como a entidade lidou com o papel da China na questão do vírus.

“Nós detalhamos as mudanças que deveriam ser realizadas, e com as quais nos comprometemos diretamente a cumprir junto a eles, mas eles (OMS) se recusaram a fazer. E porque eles não cumpriram com as ótimas e necessárias reformas pedidas, nós hoje vamos encerrar nossa relação com a Organização Mundial de Saúde e redirecionar nossos investimentos para outras ações globais que sejam urgentes e necessárias na área da saúde. O mundo precisa de respostas a respeito da China sobre o vírus. Precisamos de transparência”, declarou Trump.

Para o presidente americano, a OMS teria sofrido pressão dos chineses para dar direcionamentos equivocados a respeito do novo coronavírus. O país foi o primeiro epicentro da doença de que se teve registro. “O mundo sofre agora com o resultado dos malefícios do governo chinês”, declarou ele.

A decisão ocorre em meio a embates entre Trump e a OMS a respeito do vírus. O mandatário acusa frequentemente a entidade de não ter dado alertas certeiros sobre os perigos do vírus. Mês passado, os EUA já haviam suspendido o envio de verbas direcionadas à OMS. Os valores, segundo o presidente, passavam de 58 milhões de dólares e correspondiam à maioria do montante recebido pela organização.

Na última semana, Trump ameaçou retirar o país da OMS se não houvesse uma “reforma profunda” dentro da entidade. Em carta enviada ao diretor-geral da entidade, Thedros Adhanom Ghebreyesus, ele acusou novamente a OMS de ter ignorado “de forma consistente” alertas sobre a existência do vírus na província de Wuhan, na China, durante o mês de dezembro.

https://youtu.be/su1a-BzwP90

Do UOL, em São Paulo 29/05/2020 16h09
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Brasil já passa os Estados Unidos em número de mortes diárias

(Foto:© Reuters)  -Já de acordo com o levantamento da Universidade Johns Hopkins, o registro diário de óbitos nos EUA foi de 532 nesta segunda-feira
Brasil já passa os Estados Unidos em número de mortes diárias

O Brasil superou os Estados Unidos no registro diário de mortes decorrentes do novo coronavírus. O Ministério da Saúde brasileiro confirmou 807 novos óbitos nessa segunda-feira, 25, dia em que o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) americano incluiu 620 mortes no balanço oficial. Foi a primeira vez, segundos os dados oficiais, que a pandemia fez com que o Brasil tivesse mais notificações de mortes do que os Estados Unidos.

Já de acordo com o levantamento da Universidade Johns Hopkins, o registro diário de óbitos nos EUA foi de 532 nesta segunda-feira. O que diferencia as fontes é a multiplicidade de bancos de informações usada pela Johns Hopkins, enquanto o CDC, órgão do governo federal americano, depende de dados dos departamentos de saúde estaduais e municipais.

Balanços diários de mortes, porém, muitas vezes são influenciados por problemas de notificação. Os registros no Brasil despencam em fins de semana e feriados, por exemplo, por causa dos regimes de plantão nos centros de saúde e em laboratórios, o que atrasa o repasse das informações. A escassez de testes faz também que óbitos sejam incluídos no balanço apenas semanas depois da morte, pela falta de confirmação do diagnóstico.

OS EUA registraram até esta segunda 1,6 milhão de casos, com 97,6 mil mortes, de acordo com o CDC. Os dados brasileiros mostram 374,8 mil casos, com 23,4 mil mortes. Mas, enquanto os números começam a cair por lá, por aqui a expectativa é de alta.

A ultrapassagem nos dados diários de óbitos ocorre em um contexto no qual a América do Sul é considerada um novo epicentro da pandemia. A constatação foi feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na semana passada, que alertou para a situação de Estados como o Amazonas, onde a taxa de infectados é de 652,4 infectados a cada 100 mil habitantes.

A Casa Branca antecipou nesta segunda-feira, em dois dias, as restrições de viagens do Brasil aos Estados Unidos, anunciadas depois que o País tornou-se um dos maiores focos da crise do coronavírus no mundo. A medida entrará em vigor às 23h59 de terça-feira, 26, segundo comunicado oficial americano. A pressão vinha crescendo sobre o presidente Donald Trump diante do agravamento da situação no Brasil, onde o patamar diário de mortes ultrapassou as mil vítimas na semana passada.

por Estadao Conteudo/26/05/20 10:54

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Austrália oferece 31 cursos de graça e online para brasileiros

As inscrições podem ser feitas pelo site até o dia 30 de junho. | Foto:Reprodução

O governo da Austrália, junto com a plataforma FutureLearn, está oferecendo 31 cursos de graça e online para brasileiros.

De acordo com o anúncio, o curso terá duração de duas a oito horas semanais, as aulas são em áreas como saúde, negócios, tecnologia, sustentabilidade e educação. Os alunos terão direito a certificado digital após a conclusão.

Os interessados devem realizar suas inscrições pelo site até o dia 30 de junho.

Os professores são de diversas instituições de ensino australianas, incluindo profissionais da University of Melbourne e da University of Queensland, que ficaram entre as 50 melhores do mundo no ranking da QS World University.

“Pela impossibilidade de viajar, muitos estudantes têm aproveitado o momento em casa para se aperfeiçoar e aprender algo novo. Neste sentido, estamos fornecendo acesso a recursos de aprendizagem on-line de alta qualidade das principais instituições de ensino australianas”, afirma Greg Wallis, Cônsul Geral da Austrália no Brasil.

Entre os conteúdos, a plataforma possui temas em alta, como análise de Big Data, introdução à psicologia, resiliência profissional e o poder do podcasting para storytelling.

Com informações Exame

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Coronavírus: EUA suspendem entrada de estrangeiros que estiveram no Brasil nos últimos 14 dias

(Foto:Direito de imagem Getty Images)-  Trump decide barrar entrada de estrangeiros que estiveram no Brasil nos últimos 14 dias

O governo dos Estados Unidos anunciou neste domingo (24) a suspensão da entrada de estrangeiros que estiveram no Brasil nos 14 dias que antecederam a chegada deles aos EUA como medida para conter o avanço da pandemia de coronavírus.

“O potencial de transmissão não detectada do vírus por indivíduos infectados que tentam entrar nos Estados Unidos oriundos do Brasil ameaçam a segurança do nosso sistema de transporte e infraestrutura e a segurança nacional”, afirma o texto assinado pelo presidente Donald Trump.

O veto, que passa a valer a partir do dia 29 deste mês, deixa de fora cidadãos americanos e estrangeiros com visto de residência permanente, entre outras exceções.

O documento da Casa Branca cita dados da pandemia no Brasil para justificar a medida e uma avaliação do Centro para Prevenção e Controle de Doenças (CDC) de que o país está vivenciando uma ampla transmissão da covid-19.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany, disse que as novas restrições ajudarão a garantir que estrangeiros não tragam infecções adicionais para os EUA, mas não se aplicariam ao fluxo de comércio entre os países. “Eu continuo comprometido em facilitar o comércio entre nossas nações”, afirmou Trump.

Mais cedo, o conselheiro de segurança nacional, Robert O’Brien, disse ao programa Face the Nation, da rede CBS, que esperava que a medida fosse temporária, “mas, devido à situação no Brasil, tomaremos todas as medidas necessárias para proteger o povo americano”.

Na semana passada, Trump afirmou a jornalistas que não queria “pessoas vindo para cá e infectando nosso povo”. Medidas do tipo já foram adotadas para viagens de outros locais, como China e União Europeia.

Segundo boletim divulgado neste sábado (23), o Brasil registrou, em 24 horas, 965 mortes e 16.508 novos casos de covid-19. O total de casos desde a chegada do coronavírus ao país é de 347.398 e de mortos, 22.013. São considerados casos recuperados ao menos 142.587.

O Brasil já é o segundo país do mundo com mais infectados, atrás dos EUA, com 1,6 milhão de infectados e mais de 100 mil mortos.

Em nota, o Itamaraty afirmou que “a decisão do governo dos EUA baseou-se em critérios técnicos, que levam em conta uma combinação de fatores tais como os casos totais, tendências de crescimento, volume de viagens, entre outros” e que “a restrição americana tem o mesmo propósito de medida análoga já adotada pelo Brasil em relação a cidadãos de todas as origens, inclusive norte-americanos, e de medidas semelhantes tomadas por ampla gama de países”.

Mas para o secretário de Relações Internacionais de São Paulo, Júlio Serson, “infelizmente, o Brasil caminha para se tornar um dos epicentros da pandemia no mundo, e os EUA estão buscando a proteção de seus cidadãos”.

“Em São Paulo, estamos agindo com a responsabilidade que a situação requer, com respaldo na ciência e na medicina. Salvo em situações excepcionais, nossa recomendação segue sendo, a todos que puderem, fiquem em casa para conter a transmissão do vírus. Toda viagem não essencial deve ser evitada. Estou em contato com as autoridades consulares no Brasil para reduzir os impactos dessa medida sobre os brasileiros que, por motivos profissionais ou familiares, precisam se deslocar para os Estados Unidos, e garantir que os fluxo de comércio seja mantido, conforme garante o comunicado da Casa Branca. Vamos manter contato também com importadores e exportadores de São Paulo, principal porta de entrada e saída de mercadorias do país para os EUA”, disse ele, em nota.
Veto esperado

Poucas horas antes do anúncio pela Casa Branca, o chanceler Ernesto Araújo comemorou, via Twitter, a doação de mil respiradores pelos EUA ao Brasil. Ele afirmou ter tido conversas com representantes americanos neste domingo, mas não mencionou a expectativa do banimento.

https://twitter.com/ernestofaraujo/status/1264634217289392135

Autoridades brasileiras esperavam que essa medida restritiva tivesse sido tomada antes pelo governo americano, dado o agravamento da pandemia no país. O próprio Brasil, diziam, havia adotado restrições ao ingresso de estrangeiros, inclusive americanos.

Trump já fez diversos comentários sobre a pandemia no Brasil, inclusive sobre a possibilidade de barrar brasileiros ou estrangeiros que estiveram no Brasil.

Na prática, a maior parte dos voos entre Brasil e Estados Unidos foi cancelada e o fluxo aéreo entre os dois países caiu em mais de 80% desde março.

A preocupação do presidente americano é que a epidemia no Brasil possa levar ao retorno de um surto nos Estados Unidos, pelo trânsito de pessoas entre os dois países. Uma segunda onda da doença, além de drenar ainda mais os recursos humanos e financeiros dos EUA, que já contam com mais de um milhão de casos e mais de 60 mil mortes, poderia significar o fim da candidatura de Trump à Casa Branca.

A seis meses de concorrer à reeleição, Trump tem tentado justificar os drásticos resultados da recessão (a economia americana encolheu, 4,8% no primeiro trimestre de 2020) pela opção de priorizar a saúde e a vida dos americanos, ao mesmo tempo em que tem pressionado governadores pela reabertura dos comércios nos Estados. Ele teme que a crise, que já resultou em 30 milhões de desempregados, possa custar votos em novembro, quando ocorrerá o pleito.

Fonte/:BBC news /    24 maio 2020
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Covid-19: governo proíbe entrada de estrangeiros no país por 30 dias

(Foto:© Reuters) – A entrada de estrangeiros, de qualquer nacionalidade, fica proibida por rodovias ou outros meios terrestres, por via aérea ou por transporte aquaviário.

O governo federal publicou em edição extra do Diário Oficial da União uma portaria que restringe a entrada de estrangeiros no Brasil por 30 dias em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

A entrada de estrangeiros, de qualquer nacionalidade, fica proibida por rodovias ou outros meios terrestres, por via aérea ou por transporte aquaviário. O prazo de 30 dias poderá ser prorrogado por recomendação técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que foi a entidade que recomendou a restrição.

Pelo ato, a restrição não se aplica a brasileiros natos ou naturalizados; imigrantes que tenham residência permanente no Brasil; profissionais estrangeiros em missão que estejam a serviço de organismo internacional; passageiros em trânsito internacional, desde que não saiam da área internacional do aeroporto e que o país de destino admita o seu ingresso; funcionários estrangeiros acreditado junto ao Governo brasileiro; além de estrangeiros que sejam cônjunges, companheiros, filhos, pais ou curadores de brasileiros; que tenham o ingresso autorizado pelo governo brasileiro ou sejam portadores do Registro Nacional Migratório.

A proibição, entretanto, não atinge atividades como ações humanitárias transfronteiriças e o transporte e  desembarque de cargas, entre outras atividades.

A portaria é assinada pelos ministros da Casa Civil, Braga Netto, da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, da Infraestrura, Tarcisio Freitas, e da Saúde, Eduardo Pazuelo.

Com informação: Agência Brasil
2l/22/05/20 22:45
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Uso de hidroxicloroquina no tratamento da covid-19 eleva risco de morte, aponta estudo

O estudo foi publicado na revista médica The Lancet (Foto:Diego Vara / Reuters)

A hidroxicloroquina, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diz estar tomando e que também é defendida pelo presidente Jair Bolsonaro no tratamento da Covid-19, está ligada ao aumento do risco de morte em pacientes com a doença respiratória provocada pelo novo coronavírus, de acordo com um estudo publicado na revista médica The Lancet.

O estudo, que monitorou mais de 96 mil pacientes hospitalizados com Covid-19, mostrou que as pessoas tratadas com o medicamento, ou com cloroquina, apresentavam maior risco de morte quando comparadas àquelas que não receberam o medicamento.

A demanda por hidroxicloroquina, um medicamento contra a malária aprovado décadas atrás, aumentou depois que Trump divulgou seu uso como tratamento de coronavírus no início de abril. No início desta semana, ele surpreendeu o mundo ao admitir que estava tomando o comprimido como medicamento preventivo.

Também nesta semana, o Ministério da Saúde atendeu a um desejo pessoal de Bolsonaro e divulgou documento em que trata do uso da cloroquina nos estágios iniciais da Covid-19, embora a própria orientação da pasta reconheça que não existe comprovação científica de sua eficácia no tratamento da doença.

Os autores do estudo sugeriram que esses esquemas de tratamento não devem ser usados para tratar a Covid-19 fora dos ensaios clínicos até que os resultados deles estejam disponíveis para confirmar a segurança e a eficácia para pacientes com a infecção.

Os pesquisadores disseram que não puderam confirmar se tomar o medicamento resultou em algum benefício para pacientes infectados pelo coronavírus.

Semanas atrás, Trump havia promovido o medicamento como um tratamento potencial com base em um relatório positivo sobre seu uso contra o vírus, mas estudos subsequentes descobriram ser ineficaz. A Food and Drug Administration, agência federal vinculada ao Departamento de Saúde e Serviços dos EUA, emitiu em abril um alerta sobre o uso da pílula.

O estudo publicado na The Lancet analisou dados de 671 hospitais, nos quais 14.888 pacientes receberam hidroxicloroquina ou cloroquina, com ou sem o antibiótico macrolídeo, e 81.144 pacientes não passaram por nenhum dos tratamentos.

Para acessar o estudo, clique aqui.

Por:Reuters

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Casos de covid-19 no mundo ultrapassam 5 milhões

Assim como nos dias anteriores, o número de pessoas que procura atendimento nos hospitais designados para tratar casos de covid-19 é enorme (Foto:Cristino Martins/O Liberal)

América Latina ultrapassou EUA e Europa na última semana

Os casos de coronavírus no mundo superaram a marca de 5 milhões nessa quarta-feira (20), com a América Latina ultrapassando os Estados Unidos e a Europa na última semana, ao registrar a maior parcela de novos casos diários globalmente.

Isso representa nova fase na disseminação do vírus, que atingiu o auge primeiramente na China em fevereiro, antes de surtos em grande escala na Europa e nos Estados Unidos.

A América Latina representou cerca de um terço dos 91 mil casos relatados no início desta semana. A Europa e os Estados Unidos foram responsáveis por pouco mais de 20% cada.

Grande parte dos novos casos ocorreu no Brasil, que recentemente superou a Alemanha, França e o Reino Unido, tornando-se o terceiro país com maior número de casos no mundo, atrás dos Estados Unidos e da Rússia.

Os casos no Brasil estão aumentando a um ritmo diário que o coloca em segundo lugar em termos de velocidade da pandemia, perdendo apenas para os Estados Unidos.

Os primeiros 41 casos de coronavírus no mundo foram confirmados em Wuhan, na China, em 10 de janeiro, que demorou até 1º de abril para atingir o primeiro milhão de casos. Desde então, cerca de 1 milhão de novos casos são relatados a cada duas semanas, de acordo com contagem da Reuters.

Com mais de 5 milhões de casos, o vírus infectou mais pessoas em menos de seis meses do que o total anual de casos graves de gripe, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima em torno de 3 milhões a 5 milhões em todo o mundo.

A pandemia já matou mais de 326 mil pessoas, embora o número real possa ser maior, já que os testes ainda são limitados e muitos países não incluem mortes fora dos hospitais nas contas oficiais. Mais da metade do total de mortes foram registradas na Europa.

Apesar do aumento contínuo de casos, muitos países estão abrindo escolas e locais de trabalho após semanas de isolamento para conter a disseminação. Os mercados financeiros também foram levemente impulsionados por resultados iniciais promissores do primeiro teste de vacina em seres humanos nos EUA.

Por:Agência Brasil

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Supermercados britânicos ameaçam boicotar Brasil por projeto de regularização fundiária

Plantações de soja cercadas por floresta, no Mato Grosso (Foto:Paulo Whitaker / Reuters)

Mais de 40 empresas assinaram uma carta aberta pedindo que os parlamentares brasileiros rejeitem a proposta

Supermercados britânicos alertaram o governo brasileiro que podem boicotar produtos do país caso seja aprovado no Congresso um polêmico projeto de lei de regularização fundiária que ambientalistas temem que pode permitir a aceleração da destruição da floresta amazônica.

As redes Sainsbury’s, Tesco, Morrisons e Marks & Spencer estão entre as mais de 40 empresas que assinaram uma carta aberta pedindo que os parlamentares brasileiros rejeitem a proposta apoiada pelo presidente Jair Bolsonaro.

A carta diz que a lei “incentivará a apropriação de terras e o desmatamento generalizado que colocará em risco a sobrevivência da Amazônia e o cumprimento das metas do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas, além de prejudicar os direitos das comunidades indígenas e tradicionais”.

“Acreditamos que isso também colocaria em risco a capacidade de organizações como as nossas de continuar a comprar do Brasil no futuro”, diz a carta.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que irá apresentar o projeto para votação no plenário da Casa na quarta-feira.

Grileiros há décadas reivindicam terras públicas sem sanções governamentais na região amazônica, muitas vezes abrindo áreas de proteção para cultivar soja ou gado para exportação.

A proposta que tramita no Congresso facilitará a alguns assentados historicamente na região a obtenção de escrituras para suas propriedades, sob algumas circunstâncias.

Apoiadores do projeto dizem que titular legalmente a terra é um passo essencial para que proprietários sejam forçados a cumprir leis ambientais para limitar o desmatamento na Amazônia.

Ambientalistas dizem que o projeto efetivamente recompensaria os especuladores fundiários pelo desmatamento conduzido no passado, ao mesmo tempo abrindo precedentes para novas ondas de desmatamento e assentamento em terras públicas florestais.

O Instituto Imazon estima que o projeto aumentaria o desmatamento em 11 mil a 16 mil quilômetros quadrados.

Após intenso debate no Brasil, a proposta foi diluída substancialmente em relação à original, incluindo a remoção de uma provisão para permitir que propriedades ocupadas mais recentemente possam obter escrituras.

Ainda assim, as signatárias da carta, que incluem empresas do agronegócio e investidores como o fundo de pensão sueco AP7 e a seguradora norueguesa Storebrand, disseram que estão “profundamente preocupadas” com o projeto de lei.

“Pedimos que o governo brasileiro reconsidere sua posição, e esperamos continuar a trabalhar com parceiros no Brasil para demonstrar que o desenvolvimento econômico e a proteção ambiental não são mutuamente exclusivos”, disse a carta.

Por:Reuters

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Irmãs são mortas após video em que beijavam um homem viralizar

(Foto:© DR)- A polícia do Pasquistão está a procura do suspeito pelas mortes
Irmãs são mortas após video em que beijavam um homem viralizar
Duas irmãs, que protagonizaram um vídeo em que beijavam um homem, foram encontradas mortas, no Paquistão. O vídeo, de pouco mais de 40 segundos, tornou-se viral depois de ter sido publicado nas redes sociais.

A polícia acredita ser um “homicídio de honra”. O crime aconteceu na região profundamente conservadora do Waziristão.

O vídeo, que a polícia crê estar no origem do crime, teria sido filmado no ano passado mas só recentemente foi compartilhado na internet.

O homem que foi filmado a beijá-las foi detido na segunda-feira (18), juntamente com um amigo que será o autor do vídeo. A polícia está convicta, contudo, que o autor do homicídio fugiu para Karachi, a maior cidade do Paquistão.

O pai e o tio das irmãs Jasima Bibi e Saeeda Bibi também foram detidos uma vez que se suspeita que tenham consentido o crime.

Segundo o The Mirror, este homicídio é o primeiro processo penal de grande visibilidade que está sendo realizado nesta antiga região tribal, onde os costumes ultra-conservadores representam um grande desafio para a polícia.

por Notícias Ao Minuto
20/05/20 06:58

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