Descoberto o primeiro remédio contra a covid-19 que pode salvar vidas

A dexametasona reduz a mortalidade nos doentes mais graves, segundo os resultados de um ensaio com milhares de pacientes

Farmacêutico mostra um frasco de dexametasona.YVES HERMAN / REUTERS

Seis meses depois do início da pior pandemia do século XXI, que já matou quase meio milhão de pessoas no mundo todo, pesquisadores no Reino Unido afirmam ter encontrado o que por enquanto é o primeiro tratamento capaz de evitar mortes por covid-19: a dexametasona.

Os responsáveis pelo ensaio clínico Recovery, realizado no Reino Unido com mais de 11.000 pacientes, informaram nesta terça-feira que essa droga reduz a mortalidade entre os doentes muito graves, que precisam de respiração assistida, e também entre aqueles que necessitam de oxigênio. O medicamento não demonstrou benefícios entre pacientes com casos mais leves de covid-19.

Segundo os responsáveis pelo estudo, a dexametasona pode evitar uma de cada oito mortes entre os pacientes mais graves e salvar uma vida de cada 25 entre aqueles que recebem oxigênio. Esses resultados ainda são preliminares, mas os responsáveis pelo trabalho disseram que em breve os publicarão em uma revistas científicas devidamente revisada por especialistas independentes.

Em todo ensaio clínico há um comitê de especialistas independente, que revisa os dados provisórios e se encarrega de interrompê-lo caso se detecte que um medicamento possui benefícios, para que este comece a ser administrado imediatamente a todos os pacientes. Foi o que aconteceu no dia 8 durante o estudo Recovery, que está analisando vários tratamentos contra a covid-19 entre mais de 11.000 pacientes em 175 hospitais no Reino Unido.

A dexametasona é uma droga bastante conhecida ― foi descoberta em 1957 ― e barata. É um corticosteroide com efeitos anti-inflamatórios e um supressor da resposta imunológica que é usado contra fortes reações alérgicas e doenças autoimunes, como a artrite reumatoide. A Organização Mundial da Saúde (OMS) o considera um medicamento essencial para qualquer sistema de saúde.

Este braço do ensaio britânico analisou 2.104 infectados que foram selecionados aleatoriamente para receber essa droga. Sua progressão foi comparada à de 4.321 pacientes que receberam os cuidados habituais contra a covid-19. A mortalidade entre os que precisavam de respiração assistida foi de 41%, enquanto os que necessitavam de oxigênio tiveram uma taxa de mortalidade de 25%. Entre os pacientes que não precisaram dessas duas intervenções, a mortalidade foi de 13%. No primeiro tipo de infectados, a dexametasona reduziu a mortalidade em um terço. No segundo tipo, em um quinto. Nos pacientes menos graves, não foi observado nenhum benefício.

“A dexametasona é a primeira droga que melhora a sobrevivência na covid-19”, ressaltou Peter Horby, pesquisador da Universidade de Oxford e um dos coordenadores do estudo. “A sobrevivência é maior entre os pacientes que necessitam de respiração assistida, por isso esse medicamento deve ser administrado a todos os pacientes neste estado. A dexametasona é barata, está disponível e pode ser usada desde já para salvar vidas em todo o mundo”, acrescentou o pesquisador em um comunicado à imprensa divulgado por sua instituição.

“Embora sejam preliminares, estes resultados são muito claros, a dexametasona reduz o risco de morte em pacientes com complicações respiratórias graves”, acrescentou o médico de Oxford Martin Landray, outro dos responsáveis pelo ensaio. “É fantástico que o primeiro tratamento que demonstra evitar mortes esteja disponível e seja acessível em todo o mundo”, ressaltou.

Os resultados são especialmente positivos porque chegam pouco depois que os responsáveis pelo estudo anunciaram que um dos possíveis tratamentos mais promissores ― a hidroxicloroquina ― não tem efeitos positivos em pacientes hospitalizados. O ensaio britânico também está testando a eficácia de outros tratamentos, incluído o plasma de pacientes recuperados.

Antoni Trilla, médico do Hospital Clínico de Barcelona e assessor científico do Governo espanhol, recomenda cautela. “Depois de todos os problemas que houve com outras drogas, é necessário aplicar uma dose extra de cautela”, afirma. “São dados preliminares, devemos esperar até ver todos os dados devidamente publicados para julgar”, acrescenta.

O tratamento com dexametasona é aplicado há meses em casos graves de covid-19 na Espanha. “Até agora, é o único que podemos dizer com segurança clínica que melhora o estado dos pacientes”, assinala Pilar Ruiz-Seco, diretora-adjunta de medicina interna do hospital Infanta Sofía de Madri. “No entanto, antes de endeusar os corticoides [a classe de medicamentos que inclui a dexametasona], é preciso levar em conta que eles têm riscos”, alerta. Até agora, esse tipo de droga era contraindicado para combater os vírus porque ficou demonstrado com outras infecções, como a MERS, que ele aumenta a replicação viral, por isso a OMS o desprezou em seu ensaio Solidarity”, explica. Além disso, esse medicamento debilita o sistema imunológico, o que aumenta o risco de infecções por bactérias. “Usar corticoides contra um vírus representa uma mudança de paradigma, mas faz sentido porque reforça a teoria de que o que realmente mata na covid-19 é a parte inflamatória [a resposta imunológica exagerada, como a tempestade de citocinas]”, afirma Ruiz-Seco.

Os resultados preliminares do Recovery apoiam outros trabalhos anteriores que haviam visto benefícios na dexametasona, incluído um estudo retrospectivo de cerca de 400 pacientes realizado no Hospital Puerta de Hierro de Madri. Este trabalho, ainda não revisado por especialistas independentes, mostra que os corticoides reduzem a mortalidade em 41%. Outro estudo, realizado na Espanha antes da pandemia e publicado na The Lancet Respiratory Medicine, aponta que a dexametasona alivia a inflamação pulmonar grave causada por infecções graves. “Apesar desses resultados, ainda há caminho a percorrer, por exemplo: identificar quais pacientes devem receber o medicamento, quando e em que dose”, afirma Cristina Avendaño, presidenta da Sociedade Espanhola de Farmacologia Clínica e coautora do primeiro estudo.

Por:Nuño Domínguez
16 jun 2020 – 17:52 UTC
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Em abstinência, macaco alcoólatra mata uma pessoa e fere ao menos 250

Segundo a imprensa local, o macaco era cuidado por um ocultista (Foto:Reprodução)

Caso acontece após a morte do tutor que dava bebida alcoólica diariamente ao animal

Um ataque de fúria de um macaco de Mirzapur, na Índia, resultou na morte de uma pessoa e em ao menos mais 250 feridas. O animal foi viciado pelo tutor a tomar bebida alcoólica, mas o homem morreu e o mamífero entrou em abstinência.

Segundo a imprensa local, o macaco chamado Kalua era cuidado por um ocultista, que dava a ele todos os dias algum tipo de bebida alcoólica.

Com a morte do tutor e os efeitos da abstinência, o macaco fugiu para as ruas, atacou pessoas, especialmente mulheres e crianças. O jornal “Gulf News” aponta que pelo menos 250 pessoas foram mordidas. Uma delas não resistiu e morreu. Após o ataque de fúria, autoridades conseguiram capturar o primata.

Esse caso aconteceu há três anos. O macaco foi levado a um zoológico, segundo o “Gulf News”. E o macaco continua agressivo. “Mantivemos ele em isolamento por alguns meses e depois o mudamos para uma gaiola separada. Não houve mudança no comportamento dele e ele permanece tão agressivo quanto era. Faz três anos desde que ele foi trazido para cá. Foi decidido que ele permanecerá em cativeiro a vida toda “, disse o médico do zoológico Mohd Nasir.

O macaco tem seis anos e o médico do zoológico disse que se ele fosse libertado, ele machucaria as pessoas onde quer que fosse. Kalua nem mesmo fez amizade com seu guardião da jaula até agora.

Por:Redação Integrada com informações do Gulf News

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Coreia do Norte explode e destrói escritório de relações com a Coreia do Sul

Fumaça do Complexo Industrial Kaesong, em imagem feita do lado sul em Paju, na Coreia do Sul — Foto: Reuters

Prédio foi erguido na cidade fronteiriça de Kaesong em 2018 como parte de uma série de projetos que visavam reduzir as tensões entre as duas Coreias.

A Coreia do Norte explodiu nesta terça-feira (16) o escritório conjunto de coordenação de relações com a Coreia do Sul, na cidade fronteiriça de Kaesong, informou o ministério da Unificação. Ação de Pyongyang, que é muito simbólica, eleva a tensão na península em um momento em que as negociações sobre o programa nuclear estão paralisadas.

O ministério da Unificação, que trata das relações entre as duas Coreias, informou que a explosão do escritório de Kaesong ocorreu às 14h49 no horário local (2h49 em Brasília). Pouco antes, a agência de imprensa sul-coreana Yonhap tinha relatado uma explosão no complexo industrial onde o escritório está localizado.
Coreia do Sul diz que Coreia do Norte explodiu escritório de ligação entre as duas nações

Coreia do Sul diz que Coreia do Norte explodiu escritório de ligação entre as duas nações

O escritório de ligação inter-coreano foi inaugurado em 2018 como parte de uma série de projetos que visam reduzir as tensões entre as duas Coreias. O imóvel dispunha de escritórios separados para o Norte e o Sul, assim como uma sala de conferências comum.

O complexo, onde trabalhariam ao menos 20 representantes de cada país, permanecia aberto as 24 horas do dia, durante todo o ano. Porém, estava fechado desde janeiro por causa da pandemia de Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

O escritório, que teria sido construído com dinheiro sul-coreano, foi a primeira estrutura desse tipo desde a divisão das duas Coreias em 1945. A iniciativa é considerada um símbolo da política de envolvimento do presidente sul-coreano, Moon Jae-in.

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Oficiais das Coreias inauguram escritório conjunto em Kaesong em setembro de 2018 — Foto: Korea Pool / AFP Photo

Aumento na tensão

A agência oficial de notícias da Coreia do Norte afirmou que o país destruiu o escritório em uma “explosão terrível”, porque seu “povo enfurecido” estava determinado a forçar aqueles que abrigaram a “escória humana” a pagar caro por seus crimes. Aparentemente, a mensagem faz referência a desertores norte-coreanos que, durante anos, lançaram panfletos fazendo críticas contra Pyongyang.

Os panfletos, lançados com balões na direção do território norte-coreano ou dentro de garrafas enviadas pelo rio que estabelece a fronteira, contêm críticas a Kim Jong-un na área dos direitos humanos ou por seu programa nuclear.

Desde o início do mês, Pyongyang intensifica os ataques verbais contra Seul, sobretudo contra os desertores norte-coreanos, ameaçando tomar medidas de retaliação sobre os folhetos. Na semana passada, o regime norte-coreano anunciou o fechamento dos canais de comunicação polícia e militar com o “inimigo” sul-coreano.

No sábado (13), a mídia estatal norte-coreana informou que Kim Yo Jong, irmã de Kim, que é a principal autoridade do Partido dos Trabalhadores no poder, havia ordenado que o departamento encarregado dos assuntos inter-coreanos “realizasse de maneira decisiva a próxima ação”, e que “em pouco tempo, seria vista uma cena trágica do inútil escritório de ligação conjunta norte-sul”.

coreia3O presidente sul-coreano Moon Jae-in e o líder da Coreia do Norte Kim Jong-un dão um aperto de mão durante encontro em Panmunjom, dentro zona desmilitarizada que separa os dois países — Foto: Korea Summit Press Pool/via Reuters

O Norte ameaçou abandonar um acordo bilateral de redução de tensão de 2018, que, segundo observadores, poderia permitir que o Norte desencadeasse confrontos nas fronteiras terrestres e marítimas, segundo a Associated Press.

Na segunda-feira, Moon fez um apelo à Coreia do Norte para que parasse com as animosidades e retornasse às negociações, dizendo que as duas Coreias não devem reverter os acordos de paz que Kim Jong-un e ele chegaram durante as cúpulas de 2018.

Negociações de paz

Em 12 de junho de 2018, Kim Jong-un encontrou-se com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Singapura, e se comprometeu em desmontar o seu programa nuclear. O documento final em que a Kim se engajava com o fim da produção de armas nucleares e a desnuclearização completa da península coreana, porém, não contava com metas ou cronograma para que isso acontecesse.

O compromisso com o desmonte do programa nuclear já consta na Declaração de Panmunjon, assinada após o encontro de líderes das duas Coreias, em abril de 2018.

As negociações sobre o programa nuclear estagnaram com o fracasso de uma segunda reunião Trump-Kim, realizada em Hanói, no Vietnã, em fevereiro de 2019.

Pyongyang tenta condicionar o desmantelamento do seu programa nuclear em troca do relaxamento das sanções econômicas impostas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que atingem duramente a economia local. Já Estados Unidos exigem o desmantelamento completo do Complexo de Yongbyon – parque nuclear considerado chave para a Coreia do Norte — para suspender as sanções.

Por G1

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Mais de 434 mil mortos e 7,9 milhões de infecções no mundo

(Foto:© DR)- Os países com mais óbitos nas últimas 24 horas são o Brasil, com 612 novas mortes, a Índia (325) e os Estados Unidos (310).
Mais de 434 mil mortos e 7,9 milhões de infecções no mundo

A pandemia de covid-19 já matou 434.214 pessoas e infectou mais de 7,9 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP de hoje, baseado em dados oficiais. De acordo com os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa, 7.970.180 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, no final de dezembro passado, na cidade chinesa de Wuhan, dos quais pelo menos 3.603.600 agora são considerados curados.

Contudo, a AFP alerta que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infecções, já que alguns países estão testando apenas casos graves, com internamento hospitalar, outros usam o teste como uma prioridade para o rastreamento e muitos estados pobres têm capacidade limitada de rastreamento.

Desde a contagem de domingo, 2.864 novas mortes e 116.982 novos casos ocorreram em todo o mundo.

Os países com mais óbitos nas últimas 24 horas são o Brasil, com 612 novas mortes, a Índia (325) e os Estados Unidos (310).

Os Estados Unidos, que tiveram a sua primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e de casos, com 115.896 óbitos e 2.103.750 casos.

Pelo menos 561.816 pessoas foram declaradas curadas até hoje pelas autoridades americanas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 43.332 óbitos e 867.624 casos, o Reino Unido, com 41.736 mortes (296.857 casos), a Itália, com 34.371 mortes (237.290 casos) e a França, com 29.436 mortes (194.175 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica continua a ser o que apresenta maior número de mortos face à sua população, com 83 mortes por cada 100.000 habitantes, seguido pelo Reino Unido (61), Espanha (58), Itália (57) e Suécia (48).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 83.181 casos (49 novos entre domingo e hoje), incluindo 4.634 mortes (zero novas) e 78.370 curas.

A Europa totalizava hoje 188.085 mortes e 2.417.902 casos, os Estados Unidos e o Canadá 124.114 mortes (2.202.820 casos), a América Latina e Caribe 79.877 mortes (1.660.695 casos), a Ásia 23.503 mortes (865.000 casos), o Oriente Médio 11.950 mortes (569.347 casos), a África 6.554 mortes (245.692 casos) e a Oceânia 131 mortes (8.731 casos).

Esta avaliação foi realizada usando dados reunidos pelas delegações da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A AFP alerta que devido a correções pelas autoridades ou publicação tardia de dados, os números de aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.

por Notícias ao Minuto Brasil- 15/06/20 18:00 ‧
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Vacina para covid-19 induziu a produção de anticorpos em mais de 90% dos pacientes

De acordo com a Sinovac, os anticorpos neutralizantes da covid-19 apareceram depois de 14 dias (Foto:Divulgação)

Uma vacina em teste tem trazido esperança para a luta contra a covid-19. De acordo com a empresa chinesa de biotecnologia Sinovac, a vacina em teste no laboratório induziu a produção de anticorpos em mais de 90% dos pacientes que receberam a dose.

A substância é a mesma que deve ser oferecida a voluntários brasileiros no Instituto Butantan, em São Paulo. O órgão fechou uma parceria com a empresa na semana passada.

De acordo com a nota divulgada pela empresa, 600 pessoas participaram da segunda fase dos testes, mas nem todas foram vacinadas. Isto porque houve o chamado grupo placebo, que serve de controle e não recebe nenhuma substância. No entanto, não foi publicado um estudo científico com os resultados dos testes.

A empresa também não informou quantas pessoas receberam a vacina, chamada de “CoronaVac”, nem quantas receberam os anticorpos. De acordo com a nota, não houve efeitos colaterais severos.

De acordo com a Sinovac, os anticorpos neutralizantes da covid-19 apareceram depois de 14 dias. A empresa informou que pretende continuar a próxima fase dos ensaios fora da China, inclusive no Butantan.

Fase 1

A empresa conduziu experimentos na primeira fase com 143 voluntários. Ambas as etapas foram feitas com pessoas aleatórias colocadas no grupo e com duplo-cego,

Por:Redação Integrada com informações de Bem Estar

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Brasil se aproxima da Inglaterra no total de mortes por covid-19

(fOTO:© Reuters)- O Brasil novamente foi o país que mais confirmou casos da covid-19 em 24 horas, assim como nas mortes confirmadas neste período.
Brasil se aproxima da Inglaterra no total de mortes por covid-19
Enquanto a Europa vive um relaxamento progressivo nas medidas de isolamento social e divulga números decrescentes de novos casos e de novas mortes provocadas pela covid-19, o Brasil continua a renovar seus números diários da doença causada pelo novo coronavírus nos patamares mais altos já alcançados pelo país até o momento. Este movimento fez o Brasil chegar perto do Reino Unido no total de mortes: são 39.680 óbitos aqui e 41.128 na nação europeia, segundo país com mais mortes pela doença. Os Estados Unidos estão em primeiro, com mais de 112 mil mortes.

Apesar do número parecido de vítimas fatais da covid-19, os dados diários diferem muito entre os dois países, com o Brasil registrando muito mais mortes e casos a cada dia. Nesta quarta-feira, 10, foram confirmadas mais 1.274 mortes no Brasil, enquanto o dado do Reino Unido foi de 245. Em novos casos, a diferença é ainda maior: foram 32.913 contaminações confirmadas no Brasil nas últimas 24 horas e 1.003 no Reino Unido.

O Brasil novamente foi o país que mais confirmou casos da covid-19 em 24 horas, assim como nas mortes confirmadas neste período. Os Estados Unidos, segundo o Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês), confirmaram hoje mais 17.376 infecções por coronavírus e também mais 950 mortes. Foi o segundo país do mundo com mais casos e mais mortes diárias.

No acumulado, o Brasil tem agora 772.416 casos de covid-19 registrados desde o começo da pandemia, o segundo maior número do mundo, atrás dos EUA, com 1.973.797. Globalmente, de acordo com compilação feita pela Universidade Johns Hopkins, 7,3 milhões de pessoas já foram infectadas e 413 mil morreram por causa da covid-19.

por Estadao Conteudo
10/06/20 20:15 ‧

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Senadora esquece câmera ligada e aparece nua em reunião

Senadora esqueceu a câmera ligada e começou a trocar de roupa durante a reunião. (Foto| Reprodução)
Uma senadora virou alvo de ataques na web ao aparecer nua durante uma conferência pela internet após esquecer a câmera ligada. As informações são do portal Mídia Max.

De acordo com o jornal O Dia, a conferência na plataforma Zoom aconteceu no dia 29 de maio, mas somente agora foi vazada, após um dos participantes, ainda não identificado, divulgar as imagens.

Vaza suposto nude de Donald Trump e web reage ao seu tamanho

A senadora, que se esqueceu de desligar a câmera e começou a trocar de roupa na hora da reunião, pediu desculpa pelo incidente e disse que tem sido alvo de ataques e bullying nas redes sociais por causa do físico.

(Reprodução)
(Reprodução)

“Sou uma mulher com 66 anos de idade, amamentei 4 crianças, três das quais são hoje profissionais de excelência, e muito me orgulho. Lutei pela minha ideologia nos últimos 40 anos em vários cargos na defesa dos Direitos Humanos. Sou uma mulher que não tem vergonha do seu corpo: amo-o e cuido”, rebateu a senadora Martha Lucía Micher, após aparecer nua em uma reunião com membros do Banco do México e jornalistas.

CRIME

Vale lembrar que exibir as imagens íntimas de terceiros sem autorização, mesmo que o vazamento de um nude tenha sido acidental, é crime.

De acordo com a legislação brasileira, quem acessa sem autorização ou compartilha nudes alheios pode responder e ser condenado a até à cadeia.

Autor: Com informações do portal Mídia Max;domingo, 07/06/2020, 08:54

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Japão pode doar US$ 300 milhões para projeto que vai combater coronavírus

Dinheiro será usado na fabricação de vacinas (Foto:Reprodução/Reuters)

O primeiro-ministro do Japão, Abe Shinzo, prometeu US$ 300 milhões em auxílio financeiro para uma organização internacional que pretende desenvolver uma vacina contra o coronavírus.

A promessa de auxílio foi feita numa mensagem de vídeo gravada e enviada a uma conferência online realizada nesta quinta-feira (4) pela Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (Gavi). A organização ajuda a imunizar pessoas em países em desenvolvimento.

Segundo Abe, esse total inclui US$ 200 milhões adicionais, além dos US$ 100 milhões que o Japão já havia prometido no mês passado. Abe disse que  “o desenvolvimento de vacinas está em progresso, coletando a sabedoria de toda a humanidade. Precisamos estar bem preparados para enviá-las rapidamente a países em desenvolvimento assim que elas estiverem disponíveis”.

Por:Agência Brasil

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Com brasileira na equipe, Oxford inicia terceira fase de vacina contra covid-19

Vacina em teste contra o novo coronavírus (Foto:Dado Ruvic / Reuters)

Este é considerado o mais avançado e também dos mais promissores

A vacina contra a covid-19 em desenvolvimento na Universidade de Oxford, no Reino Unido, entra esta semana em sua fase três de testes clínicos, em que pelo menos 10 mil pessoas serão vacinadas em todo o país para averiguar a eficácia do produto.

Dentre os mais de 70 imunizantes em desenvolvimento atualmente em todo o mundo, este é considerado o mais avançado e também dos mais promissores. E à frente da testagem na Escola de Medicina Tropical de Liverpool está uma brasileira, a imunologista Daniela Ferreira, de 37 anos, especialista em infecções respiratórias e desenvolvimento de vacinas.

A aposta neste imunizante é tão grande que, mesmo ainda longe de aprovação, o produto já está sendo produzido em larga escala. “Passamos da fase um para a fase três em apenas dois meses”, diz a brasileira. O objetivo é ter já o maior número possível de doses prontas para distribuição assim que o produto for aprovado, evitando um possível novo atraso na proteção da população mundial.

“A ideia não é ter uma competição entre os países”, explicou Daniela, em entrevista ao

. “O que está acontecendo agora, é um trabalho de envolvimento global, com todos os cientistas compartilhando conhecimento em tempo real. A vacina é para o mundo inteiro; tem de haver uma colaboração internacional e tem de ser solidária, não pode ser ditada por interesses comerciais e preços.”

A vacina de Oxford parte de estudos que já tinham sido feitos para a Síndrome Respiratória Aguda Grade (Sars) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), também causadas por coronavírus. Por isso, a segurança da substância já havia sido parcialmente testada, o que permitiu que o processo fosse um pouco mais acelerado.

Em um vírus (adenovírus) atenuado da gripe comum de macacos é acrescentado um material genético semelhante ao de uma proteína específica do novo coronavírus, que é a maior responsável pela infecção. Assim, os especialistas esperam que a vacina induza à produção de anticorpos, tornando o organismo capaz de reconhecer o vírus no futuro, impedindo sua entrada.

Para que essa terceira fase, da testagem maciça, não leve muito tempo, Oxford conclamou 18 centros de pesquisa em todo o Reino Unido a testar o imunizante. Os cientistas estão recrutando prioritariamente profissionais de saúde, que são as pessoas mais facilmente expostas ao novo coronavírus. Vale lembrar que, num teste como esse, ninguém será infectado propositalmente. As pessoas deverão ser expostas naturalmente. Metade dos voluntários receberá o produto que é candidato à nova vacina. A outra metade receberá uma vacina feita a partir da mesma plataforma (adenovírus) da vacina contra a covid-19.

Daniela não quis fazer uma estimativa sobre quando a vacina ficará pronta. “Esses números voltam para te morder. Mas o que posso dizer é que entre dois a seis meses já saberemos se a vacina é eficaz.” O grande problema, como explica a imunologista, é que não basta apenas a vacina ser eficiente. “É preciso saber se ela pode ser produzida rapidamente e em larga escala, se será acessível globalmente, se terá um preço razoável ou poderá ser distribuída de graça. Enfim, tudo isso entra nessa conta”, contou. “Não adianta, por exemplo, uma vacina que proteja muito bem, mas esteja disponível apenas para um milhão de pessoas.” As informações são do jornal

Por:Roberta Jansen – AE

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Antifa: nem terrorista, nem organização

Manifestante ergue o punho diante de carros queimados, na quarta-feira, em Minneapólis.(Foto:CHANDAN KHANNA / AFP)

O movimento que Trump culpa pelos distúrbios violentos é uma difusa rede de ativistas antifascistas sem uma estrutura nacional

O padrão se repete. Quando há um problema, Donald Trump procura, antes de uma solução, um culpado. Nos protestos que abalam o país há dias, ele já escolheu o alvo de seu dedo acusador: “É o Antifa e a extrema esquerda.

Não culpem os outros!”, tuitou no domingo. O presidente acusa uma rede difusa de ativistas antifascistas e no domingo garantiu que irá classifica-la como organização terrorista.

O presidente Jair Bolsonaro reproduziu o tuíte de Trump, e o protesto de torcidas organizadas de futebol que se definem como antifascistas contra seu Governo em São Paulo, no domingo, reforçou o debate sobre o fascismo nas redes sociais brasileiras ―após o tuíte de Bolsonaro, uma onda de opositoes e críticos se apresentam agora como “antifascistas” nas redes.

A ameaça de Trump contra o Antifa se deu depois que o procurador-geral, William Barr, que se tornou, sem disfarce algum, o braço executor da agenda mais dura do presidente, também acusou grupos de extrema esquerda pelos distúrbios que varrem o país desde a morte do afro-americano George Floyd nas mãos da polícia em Minneapolis. “Em muitos lugares”, disse Barr, “parece que a violência é planejada, organizada e dirigida por grupos extremistas anárquicos de extrema esquerda, usando táticas como as do Antifa”.

É, no mínimo, discutível a legalidade de proibir com base na ideologia atividades protegidas pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.

A lei dos EUA só permite aplicar a designação de terroristas para grupos estrangeiros, que não gozam da mesma proteção legal. Mas o problema de Trump não é só o fato de o Antifa não ser terrorista, mas que dificilmente pode ser definido como uma organização. Pelo contrário, é um movimento de ativistas sem uma estrutura formal que compartilham uma filosofia geral e táticas.

Embora a polícia afirme que alguns ativistas antifascistas estão altamente organizados em células em nível local, o Antifa não é um grupo com liderança centralizada, uma cadeia de comando e uma estrutura definida. É impossível saber o número de membro e nem mesmo definir quando alguém é membro.

Não existe sequer um manifesto aceito em comum ou uma lista de posições, mas os militantes antifascistas compartilham causas como a luta contra o racismo, a homofobia, a xenofobia e, em geral, a proteção dos setores mais marginalizados e desfavorecidos da população. Os ativistas da Antifa estão ligados a movimentos como o Occupy e o Black Lives Matter. O primeiro foi um protesto internacional de natureza progressista contra a desigualdade, materializado na ocupação do parque Zuccotti, de Nova York, próximo à Walt Street, no segundo semestre de 2011.

O segundo, traduzido como “vidas negras importam”, ganhou relevância nacional depois da morte de dois afro-americanos em 2014, o que deu origem a protestos e distúrbios em Ferguson e Nova York. Ativistas atuando como Antifas também estiveram presentes em protestos contra a marcha Unite the Right, que reuniu grupos de extrema direita de todo o país em Charlottesville, Virgínia, em 2017, e terminou com a morte de uma manifestante antifascista.

A palavra antifa, de acordo com o dicionário Merriam-Webster, foi usada pela primeira vez em 1946, em oposição ao nazismo após o final da Segunda Guerra Mundial. Mas nos Estados Unidos o termo começou a ser mais usado nos últimos anos, para agrupar a constelação de movimentos antifascistas que surgiram após a eleição de Donald Trump em 2016, como um contrapeso à ascensão da chamada direita alternativa que contribuiu para sua eleição e que o presidente e seu ambiente incentivaram durante a campanha e também depois.

“Os antifascistas realizam investigações sobre a extrema direita na Internet, pessoalmente, e algumas vezes por meio de infiltrações; eles os expõem, informam as pessoas com as quais eles convivem para que os reneguem, pressionam seus chefes para que os demitam e pedem a espaços que cancelem seus eventos, conferências e reuniões ”, explica Mark Bray, professor de História da Universidade de Dartmouth, em seu livro Antifa: o Manual Antifascista. “Mas também é verdade que alguns deles dão socos na cara dos nazistas e não se desculpam por isso”, diz.

É impossível saber o número exato de pessoas que pertencem aos grupos Antifa, segundo Bray, porque ocultam suas atividades da polícia e da própria extrema direita. O medo de infiltração, acrescenta, faz com que os grupos sejam bem pequenos.

Os grupos Antifa, portanto, existem. Alguns deles são identificados como tais, como o Rose City Antifa, do Oregon, o mais antigo do país. Mas dificilmente se pode falar de uma organização nacional, como Trump parece sugerir. Além disso, o fato de no domingo a hashtag #IamAntifa (eu sou Antifa) ter sido tendência no Twitter indica que seria difícil diferenciar entre o apoio à causa e a participação em um suposto grupo.

Por:Pablo Guimón

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