Jader Barbalho pede prorrogação do auxílio emergêncial

(Foto: Reprodução)

Em documento encaminhado ao presidente Jair Bolsonaro, o senador pediu para que seja dada continuidade ao pagamento do auxílio emergencial em 2021

O risco de uma segunda onda da Covid-19 no Brasil, como acontece hoje em países da Europa e nos EUA, está provocando um novo movimento favorável à prorrogação das medidas de combate aos efeitos da pandemia, principalmente do auxílio emergencial, que tem data marcada para terminar, em final de dezembro. No Congresso Nacional, já há uma pressão para que o governo federal encontre um caminho no orçamento para assegurar auxílio para a população mais vulnerável.

Com quase 1 milhão de famílias carentes dependentes do pagamento do Bolsa Família, o Pará é um dos estados onde há maior risco de colapso social, caso a segunda onda da Covid aconteça e sejam tomadas medidas que provoquem mais recuo da economia e desemprego. Preocupado com o futuro desse universo de brasileiros, que somam 14,7 milhões de famílias beneficiadas pelo programa Bolsa Família, o senador Jader Barbalho (MDB) fez um apelo direto ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

Uma das iniciativas tomadas pelo parlamentar paraense foi a de encaminhar um ofício contendo dados relacionados a dois estudos feitos pela Fundação Getúlio Vargas que demonstram que o fim do pagamento do auxílio emergencial vai resultar em aumento da pobreza em todo o país no ano que vem.

“Os estudos mostram claramente que o impacto do pagamento do auxílio emergencial foi tão forte para as pessoas em situação de pobreza que, mesmo com quadros agravados de 2014 a 2019, que demonstravam que a desigualdade e a extrema pobreza estavam em ascensão, neste ano atípico conseguimos superar este quadro e registramos o menor nível de desigualdade da série”.

Os trabalhos aos quais o senador paraense se refere são: “Efeitos da pandemia sobre mercado de trabalho brasileiro: Desigualdade, ingredientes trabalhistas e papel da jornada” e “Covid, classes econômicas e o caminho do meio”, publicados em setembro e outubro deste ano, respectivamente pela FGV.

ESTUDOS

Os estudos mostram que, com o auxílio emergencial, 15 milhões de brasileiros deixaram a condição de pobreza, o que representa queda de 23,7%, em comparação ao ano anterior. “A pobreza nunca foi tão baixa, mesmo com o aumento no período anterior”.

No recorte regional fica mais evidente a importância do apoio dado para as famílias carentes. Na região Nordeste a redução da pobreza chegou a 30,4% no período em que foram pagas as parcelas do auxílio emergencial; a 27,5% no Norte; redução de 13,9% na região Sul; de 14,2% no Sudeste; e no Centro-Oeste a queda no índice de pobreza foi de 21,7%. A Fundação Getúlio Vargas mostrou que, mesmo com a última prorrogação do auxílio emergencial, que reduziu o valor de repasse de R$ 600,00 para 300,00, não houve registro de aumento no número de população em estado de pobreza.

Jader parabenizou o presidente pela iniciativa de editar as medidas provisórias 937, 956, 970, 988 e 999, que juntas disponibilizam mais de R$ 321,8 bilhões para o pagamento do auxílio emergencial. “Foram pagas as parcelas às camadas mais vulneráveis da sociedade, permitindo que enfrentassem os efeitos da pandemia causada pelo coronavírus com mais dignidade e comida na mesa”.

Mas Jader mostra que os dados preveem um cenário preocupante, ao serem analisados números que revelam queda na renda da população brasileira. “Se realmente houver o encerramento do pagamento do auxílio emergencial, em dezembro deste ano, não só mais de 15 milhões de brasileiros poderão voltar à condição de extrema pobreza anterior como também aumentará ainda mais a desigualdade da renda”.

Riscos de perdas para trabalhadores

A conclusão dos estudos, do ponto de vista da renda dos mais vulneráveis, aponta que o futuro não é animador. “Os indicadores trabalhistas, infelizmente, não são muito animadores e estão recuperando em ritmo lento, pois já temos mais de 14 milhões de desempregados”, lembra Jader.

“No mercado de trabalho, os grandes perdedores sempre serão os mais pobres, pois além de estarem no setor informal, não têm internet em casa e muito menos chance de trabalhar em home-office. Eles serão duplamente prejudicados quando findar o auxílio emergencial, pois perderam em termos trabalhistas e ficarão sem renda”, diz.

“Portanto, conto com o elevado espírito público de Vossa Excelência para que não deixe o auxílio emergencial, que é repassado para milhões de brasileiros vulneráveis economicamente, acabar em dezembro deste ano. É preciso dar continuidade ao seu pagamento em 2021, até que surja uma vacina eficaz para pôr fim a pandemia do coronavírus e permitir que economia volte a crescer”, conclui o senador no documento encaminhado na semana passada ao presidente Jair Bolsonaro.

DOCUMENTOS

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Autor: Luiza Mello/ Diário do Pará

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O que acontece se Trump se recusar a sair da Casa Branca?

Trump se nega a aceitar derrota para Joe Biden —( Foto:Divulgação Getty Images/BBC)

Anúncio do presidente Donald Trump de se negar a aceitar derrota para Joe Biden cria situação tão nova quanto intrigante na história dos Estados Unidos; analistas ponderam sobre como reagiriam as forças de segurança do país se Trump se recusar a sair ou se declarar vencedor.
TOPO

Nos 244 anos de história dos Estados Unidos, nunca houve um presidente que se recusasse a deixar a Casa Branca depois de perder uma eleição.

A transferência de poder ordenada, legal e pacífica é uma das marcas da democracia americana.

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Por isso, o anúncio do presidente Donald Trump de se recusar a aceitar sua derrota contra Joe Biden, gera uma situação tão nova quanto desconcertante na vida do país.

E apresenta a analistas o desafio de considerar cenários anteriormente impensáveis.

‘Longe de ter acabado’

trump longe de acabaTrump estava jogando golfe fora de Washington quando a vitória eleitoral de Biden foi confirmada em 7 de novembro.

Pouco depois, a campanha do candidato derrotado divulgou um comunicado garantindo que a “eleição está longe do fim”.

“Todos nós sabemos por que Joe Biden está se apressando em se apresentar falsamente como o vencedor e por que seus aliados da mídia estão fazendo o possível para tentar ajudá-lo: eles não querem que a verdade seja conhecida”, disse o comunicado, indicando que Trump continuaria se opondo ao resultado anunciado por meio de ações judiciais, alegando a existência de suposta fraude.

A Constituição dos Estados Unidos é clara, sem sombra de dúvida, ao estabelecer que o atual mandato presidencial termina “ao meio-dia de 20 de janeiro”.

Joe Biden conseguiu vencer em vários Estados que lhe garantiram mais de 270 votos no Colégio Eleitoral. Portanto, ele tem o direito de ocupar a presidência pelos próximos quatro anos.

Donald Trump tem recursos legais e legítimos que ainda pode usar para contestar o resultado da votação.

Mas a menos que haja uma reviravolta dramática nos tribunais daqui em diante e ele possa provar na Justiça a existência de irregularidades na eleição que alega, embora não apresente provas, 20 de janeiro é a data em que o novo presidente é empossado — e em que Trump deve renunciar.

trump reunião de decretoE se Trump se recusar a deixar a Casa Branca? — Foto: Getty Images/BBC

Posição anunciada

Trump foi claro ao longo da campanha atual ao advertir que não aceitaria a derrota.

Ele disse repetidamente que estava determinado a permanecer no comando, independentemente do que dissessem as autoridades eleitorais, indicando que a única hipótese de perder seria se as eleições fossem roubadas.

Portanto, o país começou a discutir o que aconteceria se Trump cumprisse sua ameaça e tentasse se agarrar ao poder pela força.

Uma hipótese até comentada pelo próprio Joe Biden quando era candidato.

Em uma entrevista televisionada em 11 de junho, o comediante Trevor Noah perguntou a Biden se ele havia pensado na possibilidade de um Trump perdedor se recusar a desocupar a residência presidencial.

“Sim, já pensei sobre isso”, respondeu Biden, acrescentando que estava convencido de que, em tal situação, os militares estariam encarregados de impedi-lo de permanecer no cargo e simplesmente o expulsariam da Casa Branca.

Também foi dito que o Serviço Secreto poderia cumprir a tarefa de escoltar Trump para fora da residência presidencial.

Esse órgão civil, encarregado da segurança do presidente, também tem a obrigação legal de proteger todos os ex-presidentes e continuará a acompanhá-lo a partir de 20 de janeiro.

trump defezaServiço Secreto é aquele que poderia cumprir a eventual tarefa de escoltar Trump para fora da residência presidencial — Foto: Getty Images/BBC

Como a vantagem eleitoral de Biden se tornou evidente e o anúncio de sua vitória parecia iminente, o Serviço Secreto aumentou as medidas de proteção ao presidente eleito, efetivamente começando a dar-lhe um nível de segurança “presidencial”, apesar de Trump não reconhecer a derrota.

Cenário impensável?

Mas, nesse ponto, seria necessário avaliar a lealdade a esse presidente das forças de segurança, assim como fazem os analistas que buscam entender a situação de qualquer país em um momento de instabilidade institucional.

A BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC, perguntou a especialistas se era viável para Trump tentar usar as forças de segurança do Estado para permanecer ilegalmente no poder.

“Para um presidente abusar dos poderes da presidência para permanecer no cargo depois de aparentemente perder a eleição, seria difícil e destruiria as normas vitais. Mas não é inconcebível”, diz o professor Dakota Rudesill, especialista em política e legislação de segurança nacional da Ohio State University, nos Estados Unidos.

“Isso prejudicaria muito o país, os princípios importantes das relações civis-militares e as perspectivas globais da democracia”, alerta.

No entanto, ele esclarece que, em sua opinião, o cenário em que Trump poderia se agarrar à presidência com o apoio das forças de segurança é difícil de imaginar.

“Os militares juram fidelidade à Constituição, não ao político atualmente no cargo. E quem é o militar de mais alto escalão no país no momento, o general Mark Milley, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, disse repetidamente que os militares não terão nenhum papel nesta eleição.”

Rudesill não está sozinho ao fazer esses questionamentos. Keisha Blaine é professora da Universidade de Pittsburgh e especialista em movimentos de protesto social.

“O simples fato de termos que nos perguntar se as Forças Armadas vão intervir nas eleições revela muito sobre o triste estado de coisas em nosso país”, lamenta ela à BBC News Mundo.

Blaine acrescenta que “há quatro anos, a maioria dos americanos não estava se perguntando isso. Mas ter visto Trump enviar agentes federais (durante os recentes distúrbios) a Portland e Washington nos últimos meses, é uma preocupação séria. Não acho este é um cenário provável, mas não podemos descartá-lo como uma possibilidade séria, considerando tudo o que aconteceu este ano.”

De fato, durante os protestos sociais que surgiram com o movimento antirracismo em meados do ano, Trump considerou mobilizar os militares para dispersar as manifestações.

Em 5 de junho, o jornal americano New York Times afirmou que o General Milley “convenceu Trump a não invocar o Insurrection Act de 1807 para mobilizar tropas regulares em todo o país para suprimir os protestos, uma linha que vários oficiais do Exército dos EUA disseram que não vão cruzar, nem mesmo se o presidente ordenar que o façam.”

No final, diante da recusa do Exército regular em se envolver, Trump enviou efetivos da Guarda Nacional, que dependem dos governadores de cada Estado, para conter os protestos.
Em 1º de junho, general Mark Milley (à dir), chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, acompanhou Trump para tirar uma foto com uma bíblia a poucos metros da Casa Branca e em meio a protestos contra a morte de

 

trump exercitoEm 1º de junho, general Mark Milley (à dir), chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, acompanhou Trump para tirar uma foto com uma bíblia a poucos metros da Casa Branca e em meio a protestos contra a morte de George Floyd. Depois de alguns dias, Milley se arrependeu. — Foto: Getty Images/BBC

Membros das forças de segurança não militares que se reportam ao Ministério da Segurança Interna também estiveram envolvidos na contenção dos protestos em Washington, Portland e outras cidades.

Assim, alguns contemplam que, em uma crise decorrente das eleições, Trump poderia ordenar a mobilização de um número de pessoal armado não militar.

No entanto, supondo que as Forças Armadas não se colocariam à disposição do presidente, é difícil imaginar uma ação bem-sucedida de Trump para permanecer no poder nessas condições.

analiseAnalistas dizem que indefinição pode levar à desordem civil — Foto: Getty Images/BBC

Violência em meio à espera?

Rudesill diz estar preocupado com cenários relacionados.

“Escrevi sobre a possibilidade de que o presidente Trump tente usar uma ordem executiva , ou que o Departamento de Justiça controlado por seus aliados políticos tente emitir uma ‘diretriz’ , indicando que o Poder Executivo deve considerar Trump como o vencedor de uma eleição disputada”, diz o especialista à BBC News Mundo, mas alerta que seria “totalmente inapropriado e inadmissível”.

“Ordenar ao Exército que continue saudando o presidente além do final de seu mandato ao meio-dia de 20 de janeiro colocaria os militares em uma situação impossível”, diz ele.

‘Desordem civil’

Analistas dizem que uma situação em que o candidato derrotado na eleição presidencial se recuse a aceitar o resultado pode levar à “possibilidade de grave desordem civil”.

“Metade do país e muitas pessoas ao redor do mundo pensariam que os militares dos EUA assumiram uma posição partidária. Os militares nunca, nunca deveriam receber essa ordem”, diz Rudesill.

E sem chegar ao caso extremo de uma situação em que a autonomia das Forças Armadas seja posta em jogo diante das disputas partidárias, outros alertam que uma extensão da atual situação política pode gerar violência em outros campos.

Uma situação em que o candidato derrotado nas eleições presidenciais se recusa a aceitar o resultado certamente leva à “possibilidade de grave desordem civil”, diz Keisha Blaine à BBC News Mundo.

A retórica presidencial “aumentou a possibilidade de protestos e até violência”, argumenta.

A situação testemunhada em diferentes cidades americanas nos últimos meses, de manifestantes armados até os dentes expressando seu apoio ao presidente, bem como o aparecimento nas ruas dessas mesmas cidades de grupos de oposição radical, são um lembrete do potencial de violência que traz consigo a atual tensão política nos Estados Unidos.

Por BBC

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Bolsonaro aparece pela 1ª vez no programa eleitoral da TV com Russomanno

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) apareceu pela primeira vez, nesta sexta-feira (6), ao lado do candidato à Prefeitura de São Paulo Celso Russomanno (Republicanos) no programa eleitoral da televisão. – (Foto:© DR)

Em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, mas em queda (perda de quatro pontos percentuais no último Datafolha), Russomanno tem buscado conquistar votos da base bolsonarista para estancar o derretimento e ir ao segundo turno.

Na gravação exibida nesta sexta, o candidato afirmou que tem as mesmas bandeiras políticas de Bolsonaro. “Liberdade, liberdade econômica, defesa da família Não é isso, presidente?”, disse.

“O conservadorismo”, respondeu Bolsonaro. Em seguida, o presidente afirmou que a “questão da criançada em sala de aula” tem de ser respeitada. “Não podemos admitir um currículo ou doutrinação em sala de aula”.

“A cidade de São Paulo tem tudo realmente para através da sua administração fazer uma cidade muito melhor para todos”, afirmou Bolsonaro. “O Celso é dez”, finalizou rindo e apontado para o candidato do Republicanos, que fez um sinal de arminha.

Também nesta sexta, Russomanno disse em sabatina Folha de S.Paulo/UOL que está “fechado” com o Bolsonaro. “Ele é importantíssimo para São Paulo”, disse o candidato, que atribuiu sua queda à falta de tempo de TV e ao fato de que gastou menos recursos do fundo eleitoral do que seus adversários.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta (5) mostra Russomanno com 16% das intenções de voto. Ele está tecnicamente empatado na segunda colocação com Guilherme Boulos (PSOL) e com o ex-governador paulista Márcio França (PSB).

No início da campanha, em 21 e 22 de setembro, Russomanno tinha 29% das intenções de voto.
Já o candidato Boulos estreou no horário eleitoral o mascote Boulinhos. O personagem é inspirado nos cavalinhos do programa Fantástico, da TV Globo.
O candidato do PSOL conversou com o mascote e comparou sua candidatura à da eleição de sua vice, Luiza Erundina (PSOL), que foi prefeita de São Paulo de 1989 a 1992.

Por:Folhapress

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Biden ultrapassa Trump na Pensilvânia e fica mais perto de vencer eleição

 Na manhã desta sexta, Biden passou Trump em dois estados decisivos: Geórgia e Pensilvânia

O democarata Joe Biden, que disputa a presidência dos Estados Unidos com o republicano Donald Trump, assumiu a liderança na apuração de votos no estado da Pensilvânia, na manhã desta sexta-feira (6).

De acordo com o jornal americano The New York Times, Biden tem, até o momento, 49,4% dos votos apurados, enquanto Trump tem 49,3%. Com isso, Biden 5.587 votos a mais que o republicano.

Mais cedo, o democrata também havia ampliado sua vantagem sobre Trump no estado de Georgia.

(  Autor: Ronald. Sales )

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Três pessoas são presas no Pará durante operação internacional contra pornografia infantil

Até às 9h30 desta sexta-feira (06), 27 pessoas haviam sido presas (Foto:CIJ/ Divulgação)

No total, 137 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Pará e em outros nove estados

Três pessoas foram presas no Pará durante a sétima fase da Operação Luz na Infância, na manhã desta sexta-feira (06). A ação do Ministério da Justiça é realizada em 10 estados brasileiros e quatro países: Argentina, Estados Unidos, Panamá e Paraguai.

O objetivo é combater crimes de abuso e exploração sexual praticados na internet contra crianças e adolescentes. No Pará, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão.

De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil, em Belém, três homens foram presos pelo crime de armazenamento e compartilhamento de pornografia infantojuvenil na internet. As prisões ocorreram durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência dos suspeitos entre os bairros do Mangueirão, Pedreira e Guamá.

Os 15 policiais da Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos  (DECCC) e do Núcleo de Inteligência Policial (NIP) que atuaram nas diligências encontraram materiais pornográficos infantis e os peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves identificaram o armazenamento e compartilhamento de conteúdo de exploração sexual infantojuvenil.

“Os mandados de busca e apreensão e de prisão estão sendo cumpridos no Pará pela Polícia Civil com base em elementos informativos coletados em ambientes virtuais com indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva. Foram três meses de investigação”, informou o delegado-geral Walter Resende.

A delegada Lua Figueiredo destacou ainda que as investigações colheram indícios de autoria e materialidade de crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados através de meios cibernéticos. Foram apreendidos oito aparelhos celulares, dois notebooks, dois HDs, DVDs e pen drives, que serão encaminhados às perícias cabíveis.

No total, estão sendo cumpridos 137 mandados de busca e apreensão nos estados de Alagoas, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Até às 9h30, pelo menos 27 pessoas haviam sido presas, em sete estados. Já nos EUA, há medidas sendo cumpridas nas cidades de Knoxville, Nashville, Dallas, Raleigh e Pittsburgh.

No Brasil, a legislação prevê pena que varia de um a quatro anos para quem armazena esse tipo de conteúdo. O compartilhamento de materiais desse tipo pode resultar em penas de três a seis anos e, no caso de produção de conteúdo relacionado a crimes de exploração sexual, a pena varia de quatro a oito anos de prisão.

Por:Redação Integrada (com informações da PCPA)

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Tribunal aceita denúncia e segue com processo de impeachment de Witzel

O ex-juiz sofrerá o impeachment se dois terços do tribunal forem favoráveis à sua condenação. | (Foto:Reprodução)

Os integrantes do tribunal entenderam que há indícios de materialidade dos fatos narrados na denúncia.

O tribunal misto formado para definir o impeachment de Wilson Witzel (PSC) aceitou nesta quinta-feira (5) a denúncia por crime de responsabilidade e deu prosseguimento ao processo de afastamento definitivo do governador.

Os integrantes do tribunal, composto por cinco desembargadores do Tribunal de Justiça e por cinco deputados da Assembleia Legislativa do Rio, entenderam que há indícios de materialidade dos fatos narrados na denúncia, o que justificaria seu recebimento e a continuidade do processo.

Após a publicação da decisão em até 10 dias, Witzel será intimado para apresentar sua defesa em até 20 dias. Terá início a fase de instrução processual e começará a contar o prazo de 180 dias para a finalização do julgamento.

O ex-juiz sofrerá o impeachment se dois terços do tribunal forem favoráveis à sua condenação. O governador afastado é acusado de ter chefiado um esquema de desvio de recursos destinados ao combate à pandemia da Covid-19. Na esfera penal, Witzel já foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Ao fim de agosto, o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Benedito Gonçalves afastou temporariamente o governador para cessar os supostos atos ilícitos. Depois que Witzel entregar sua defesa ao tribunal misto, será designada nova sessão para aprovação e publicação do calendário de instrução e julgamento.

Durante a instrução processual, serão determinadas diligências, como a oitiva de testemunhas, visando o esclarecimento do caso.

Encerrada a instrução, será aberto o prazo de dez dias para a acusação apresentar alegações finais e, em seguida, será oferecido igual prazo para a defesa.

Após as alegações finais, será decidido o dia do julgamento definitivo. Witzel será condenado pelo crime de responsabilidade se a denúncia for julgada procedente por dois terços dos membros do tribunal (sete).

Como nas votações que ocorreram na Assembleia do Rio os deputados se posicionaram por unanimidade a favor do afastamento do governador, o entendimento é de que o futuro de Witzel está nas mãos dos desembargadores.

Os cinco magistrados que integram o tribunal acumulam anos de experiência na área cível e são vistos como desembargadores de perfil técnico. São eles: Teresa de Andrade Castro Neves, José Carlos Maldonado de Carvalho, Maria da Glória Bandeira de Mello, Fernando Foch de Lemos Arigony da Silva e Inês da Trindade Chaves de Melo.

Já os deputados Alexandre Feitas (Novo), Waldeck Carneiro (PT), Chico Machado (PSD), Dani Monteiro (PSOL) e Carlos Macedo (Republicanos) foram eleitos pela Assembleia para compor o grupo.

Por: FOLHAPRESS

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Na Amazônia, Heleno cita ‘fogueirinha’ e diz que se floresta estivesse em chamas, a fumaça chegaria a Londres

Ministro Heleno acompanha comitiva de Mourão em visita à Amazônia. — Foto: Iranilson Valente/Rede Amazônica

Ministro do Gabinete de Segurança Institucional admitiu que há áreas de queimadas, mas afirmou que assunto é divulgado fora de contexto. “Passam a impressão de que toda a Amazônia está em chamas”, disse.

Em visita ao Amazonas, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, admitiu nesta quarta-feira (4) que há áreas de queimada na região, mas minimizou o problema citando uma “fogueirinha” (veja vídeo acima). Para ele, se o bioma estivesse realmente em chamas, “a fumaça chegaria a Londres ou Paris”.

Neste ano, o estado já registrou o maior número de focos de queimadas da história. A Amazônia é o bioma mais afetado pelo problema no País e já tem o pior registro desde 2010.

Heleno participou de um sobrevoo pela floresta amazônica, nesta quarta, ao lado do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e de embaixadores de dez países. O objetivo da visita é mostrar aos representantes uma “visão real da Amazônia”.

Para Heleno, as informações sobre queimadas na Amazônia são divulgadas irresponsavelmente, e passam a impressão de que toda a Amazônia está em chamas.

    “Passamos por cima e ressaltamos que tem algumas áreas de queimada, mas isso é totalmente deturpado, porque é colocado fora de contexto, que é uma coisa majestosa, e fica virando uma fogueirinha ali. Isso é ruim pra gente”, disse à imprensa.

politicaMinistro Heleno acompanha comitiva de Mourão em visita à Amazônia. — Foto: Iranilson Valente/Rede Amazônica

O roteiro da comitiva, que chegou a Manaus nesta quarta, prevê atividades em organizações militares e no laboratório de investigação da Polícia Federal. Para o general, a viagem é importante para mostrar aos embaixadores uma “visão real da Amazônia”.

“Conhecer de livro, vídeo na televisão, é muito pouco para quem quer dar palpite sobre a Amazônia”, declarou.

Sobre os embaixadores, Heleno contou que eles ficaram impressionados com a imensidão da selva.

“Porque fica parecendo, para quem nunca esteve aqui, que a selva é pequenininha, que está pegando fogo, essas coisas que são divulgadas irresponsavelmente, e aqui, quando se chega, tem ideia da grandiosidade da selva, do que ela representa, como um bioma, talvez o maior do mundo”, acrescentou.

A viagem foi organizada após oito países europeus enviarem uma carta ao vice-presidente afirmando que a alta do desmatamento poderia dificultar a importação de produtos brasileiros. A tentativa do governo é dar uma resposta às críticas que o país sofre na área ambiental. Mourão preside o Conselho da Amazônia.

Antes de embarcar, Mourão afirmou que o objetivo da viagem “era mostrar que o governo brasileiro não tem o que esconder e que nós estamos abertos a todo e qualquer diálogo necessário para demonstrar à comunidade internacional os nossos compromissos”.

O Executivo brasileiro está representado na comitiva, além de Mourão, pelos ministros Tereza Cristina (Agricultura), Ricardo Salles (Meio Ambiente), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Eduardo Pazuello (Saúde), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, tenente-brigadeiro do ar Raul Botelho.

queimada(Foto: Reuters) – Aumento de queimada na Amazônia neste ano chamou a atenção da imprensa e de autoridades internacionais

Queimadas na Amazônia

A Amazônia é o bioma mais afetado pelas queimadas em 2020. No total, 45,6% dos casos registrados no país durante o ano ocorreram na região.

Dados mostram que, de janeiro a setembro deste ano, o número de focos de queimadas registrados na Amazônia é o maior desde 2010. Naquele ano, foram 102.409 pontos, enquanto em 2020, no mesmo período, 76.030.

Queimadas históricas

No mês de outubro, o número de queimadas no Amazonas em 2020 superou o recorde anterior, de 2005, e passou a ser o maior da história. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o estado já tem mais de 15 mil focos ativos de queimadas.

Número de focos de queimadas no Amazonas bate recorde

O levantamento de focos ativos de incêndio do Inpe é feito por satélite desde 1998. Agosto também registrou o maior número de queimadas para um único mês nos últimos 22 anos. Segundo a tabela de Monitoramento dos Focos Ativos por Estado do Inpe, foram 8.030 casos de queimadas em todo o Estado.

Conforme especialistas ouvidos pelo G1, as queimadas na Amazônia têm relação direta com o desmatamento. O fogo é parte da estratégia de “limpeza” do solo que foi desmatado para posteriormente ser usado na pecuária ou no plantio. É o chamado “ciclo de desmatamento da Amazônia”.

*Com colaboração de Victor Cruz e Patrick Marques, do G1 AM.

Por Carolina Diniz, G1 AM

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Homem criava bonecas humanas com cadáveres de 29 meninas: ‘Eu não pediria desculpas’

Anatoly Moskvine uma de suas bonecas feitas com o cadáver de uma criança mumificado e vestido com roupas e calçados (Foto:Reprodução)

Entre as ações do homem, estavam maquiar os cadáveres furtados, e vesti-los com diferentes roupas, meias e botas
O historiador russo Anatoly Moskvin foi condenado em 2011 por violar os túmulos de 29 meninas para roubar seus cadáveres transformá-los em “bonecas humanas”. Recentemente, ele passou por uma audiência onde se recusou a pedir desculpas aos pais das crianças.

“Não existem pais, na minha opinião. Eu não conheço nenhum deles. Além disso, eles enterraram suas filhas, e é aí que eu acredito que seus direitos sobre elas terminaram. Então, não, eu não pediria desculpas”, declarou o homem.

Em 2011, durante o julgamento que o condenou, foi determinado que o homem sofria de esquizofrenia. O diagnóstico poderia ser a razão por trás de seus atos.

Entre as ações do historiador, estavam maquiar os cadáveres furtados, e vesti-los com diferentes roupas, meias e botas. Por conta da doença mental, sua sentença foi alterada, fazendo com que fosse mandado para uma instalação psiquiátrica em vez da prisão.

A audiência mais recente do russo tinha como objetivo pedir pela sua alta e, consequentemente, sua volta à sociedade. Ele disse que queria sair para cuidar da mãe idosa e ver a nova namorada.

No entanto, a negação em pedir desculpas aos pais das meninas que tiveram os túmulos violados foi um dos fatores que levaram o júri a decidir por um prolongamento da internação por mais seis meses.

por Redação Integrada com informações de Aventuras na História

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Pai e filha se casam; ambos são presos

( Foto:Divulgação) -Os dois foram condenados a mais de dois anos de prisão

Travis Fieldgrove, de 40 anos, se casou com a filha biológica, Samantha Kershner, nos Estados Unidos. Ambos foram condenados a mais de dois anos de prisão.

O caso se tornou público depois de ser denunciado, em 2019, por uma ex-companheira de Travis, que soube da relação. Segundo as autoridades, o pai e a filha se conheceram apenas quando a jovem tinha 17 anos e, depois de três anos, passaram a se relacionar. Ambos sabiam da relação biológica antes do contato sexual entre eles.

O pai e a filha se casaram rapidamente após serem notificados de que estava correndo uma investigação sobre o caso entre eles.

Por Redação Integrada, com informações do IG

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Denúncia do MP-RJ contra Flávio Bolsonaro gera repercussão na mídia internacional

(Foto Reprodução © null) – Os veículos internacionais destacam os reflexos da denúncia para a imagem do presidente da República.

A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) repercute na mídia internacional nesta quarta-feira, 4. O filho do presidente da República, Jair Bolsonaro, é acusado de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa por um esquema de “rachadinha” no seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Os veículos internacionais destacam os reflexos da denúncia para a imagem do presidente da República. O Financial Times, por exemplo,classifica o incidente como um “constrangimento” para o presidente. O jornal relembra que há poucas semanas, o mandatário afirmou ter dado fim à corrupção no Brasil ao falar sobre o fim da Lava Jato.

A Bloomberg também citou a operação ao relembrar o afastamento do ex-ministro Sérgio Moro após o presidente ter sido acusado de querer interferir na Polícia Federal para blindar o filho mais velho das investigações. Para o jornal, a denúncia do MP-RJ é “mais uma dor de cabeça jurídica” para o mandatário, que segundo a publicação, se elegeu com uma “forte plataforma anti-corrupção em 2018”.

Na mesma linha, o britânico The Guardian compara o presidente com o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, ao dizer que Bolsonaro se apresentou na campanha eleitoral como um “forasteiro da política e cruzadista anticorrupção que tiraria o Brasil da lama”. Essa reputação tem se desfeito por causa de suspeitas em relação a Flávio, assim como denúncias contra os outros filhos, Carlos e Eduardo Bolsonaro, “envolvendo irregularidades financeiras e disseminação de informações falsas”, segundo o veículo.

“O caso aumentou a tensão política no Brasil, colocando a família Bolsonaro contra o Judiciário e a mídia”, diz a notícia do Wall Street Journal sobre o caso. O jornal destacou a ameaça do presidente a uma jornalista em agosto após ser perguntado sobre transferências bancárias feitas por Fabrício Queiroz à primeira dama, Michelle Bolsonaro. Queiroz é um dos 16 ex-funcionários de Flávio Bolsonaro mencionados na denúncia do MP-RJ.

Sobre o ex-assessor, o veículo argentino Clarín relembra que Queiroz foi preso em junho do ano passado na residência de um dos advogados da família Bolsonaro. O texto, originalmente publicado pela agência EFE, diz que “o caso não afeta diretamente o chefe de Estado”, mas destaca que foram as investigações desse caso que identificaram os depósitos feitos de Queiroz para a primeira dama.

Ainda sobre ele, o também argentino La Nación menciona que algumas linhas de investigação ligam o ex-assessor, que cumpre prisão domiciliar, “às temidas milícias paramilitares do Rio de Janeiro”. O veículo pontuou ainda que “essa é a primeira denúncia contra um membro da família Bolsonaro desde que o mandatário assumiu o cargo em 2019”.

por Estadao Conteudo

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