A cidade de Rochester registrou a primeira nevasca neste período do ano e a pista do aeroporto ficou coberta de neve.
Rochester foi palco da primeira nevasca desta altura do ano, que deixou as ruas da cidade no estado de Nova York e o seu aeroporto cobertos de neve. Segundo o Rochester First, um meio de informação local, caíram quase oito centímetros de neve na madrugada desta quarta-feira.
Durante o dia, a cidade ficou coberta por um manto branco. Um cenário idêntico no aeroporto e que proporcionou uma imagem que tanto pode ser considerada bela como aterrorizante.
Um avião de transporte de carga da FedEx aterrizou na pista do aeroporto internacional e foi gradualmente desaparecendo numa nuvem de neve.
O momento foi captado em vídeo e como se pode ver no final do mesmo já não é possível sequer distinguir a silhueta do aparelho em meio a nuvem de neve.
Foto: Reprodução/ Redes sociais
Fonte: NOTÍCIAS AO MINUTO BRASIL
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Menino fica suspenso no ar por pipa e cai de altura de mais de 9 metros
Garoto de 12 anos despencou do alto depois que o objeto partiu ao meio.
Um garoto de 12 anos foi levantado do chão por uma pipa e acabou despencando do alto após o objeto partir ao meio, em cima de um campo na cidade de Pringsewu. As imagens do menino “voando” viralizaram nas redes sociais nesta quarta (9). O caso aconteceu na Indonésia.
De acordo com relatos de pessoas que acompanhavam a cena, o garoto ficou suspenso por alguns segundos em uma altura de cerca de nove metros.
De acordo com nota divulgada pela Agência de Proteção à Criança de Pringsewu (LPA), o menino, identificado pelas iniciais I.R., sofreu fraturas em seis lugares em ambos os braços e está se recuperando no hospital depois de passar por duas cirurgias. O acidente foi capturado em vídeo em um campo próximo a uma escola local.
O irmão mais velho do garoto, Acil, de 28 anos, disse, em entrevista a jornais locais, que o caçula estava empinando uma pipa em forma de dragão que era, pelo menos, três vezes maior do que ele. “Ele frequentemente se pendurava na pipa através do pedaço de madeira que usamos como carretel, flutuava alguns metros, e depois pousava novamente, mas, dessa vez, aconteceu o acidente porque a pipa não aguentou o peso”, disse Acil.
Os moradores que observavam a cena, correram para ajudar o menino e o levaram imediatamente para receber atendimento. A Agência de Proteção à Criança de Pringsewu divulgou uma nova advertindo que crianças devem empinar pipas apropriadas a seu tamanho e que não é a primeira vez que um pequeno se fere dessa forma no país.
Foto: Reprodução/ Redes sociais
Fonte: O Liberal com informações da Crescer
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Governo federal zera alíquota de importação de revólveres e pistolas
(Foto:Reprodução) – Medida entra em vigor em 1º de janeiro de 2021. Gestão do presidente Jair Bolsonaro tem flexibilizado o acesso a armas desde o início do mandato. Governo zera alíquota de importação de revólveres e pistolas
O governo federal decidiu zerar a alíquota de importação de revólveres e pistolas, que atualmente é de 20% do valor do produto. A mudança passa a valer a partir de janeiro de 2021.
A resolução da Câmara de Comércio Exterior que contém a medida foi publicada no “Diário Oficial da União” (DOU) desta quarta-feira (9), um dia após deliberação na 11ª reunião extraordinária do colegiado.
A isenção da alíquota não se aplica a alguns tipos de armas, como as que são carregadas exclusivamente pela boca, pistolas lança-foguetes, revólveres para tiros de festim e armas de ar comprimido ou de gás.
Ao zerar a taxa de importação, o Brasil incluiu revólveres e pistolas numa lista de exceção para produtos com tarifas diferentes daquelas praticadas pelos outros países do Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai). O Mercosul adota uma Tarifa Externa Comum (TEC) para uma série de bens, mas existe a possibilidade de um país membro ter uma lista de exceção, com valores diferentes.
Desde o início de seu mandato, em 2019, o presidente Jair Bolsonaro tomou medidas para flexibilizar a posse e o porte de armas pela população, conforme havia prometido em sua campanha à presidência da República, em 2018.
Em agosto, a Polícia Federal formalizou a autorização para que o cidadão possa comprar até quatro armas.
A autorização para aquisição de até quatro armas estava prevista em decreto do governo publicado em 2019, mas faltava a formalização por meio de instrução normativa que definisse as regras. Cabe à PF expedir o registro de arma de fogo.
Portarias do Exército
Em abril, o presidente Jair Bolsonaro revogou três portarias sobre rastreamento, identificação e marcação de armas e munição.
Uma das portarias criava o Sistema Nacional de Rastreamento de Produtos Controlados pelo Exército, que, além de armas e munição, também faria um controle maior de explosivos, como os comumente usados em explosões de caixas eletrônicos.
O presidente usou as redes sociais para justificar a anulação de regras que tornavam a fiscalização mais rígida. Ele alegou que as portarias “não se adequavam a diretrizes definidas por ele em decretos.”
O Ministério Público Federal entrou com uma ação na Justiça contra a anulação das portarias. No fim de abril, o comandante logístico do Exército, general Laerte de Souza, ex-chefe do general Pacelli, respondeu ao Ministério Público. Disse que o recuo na publicação foi motivado por questionamentos de dentro e fora do governo — inclusive em redes sociais.
Por Felipe Néri, G1
09/12/2020 08h14 Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835- (93) 98117 7649.
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Ex-chefe da segurança espacial de Israel diz que alienígenas existem, mas não dá provas
Ex-chefe da segurança espacial de Israel, Haim Eshed afirmou ao jornal “Yediot Aharonot” que alienígenas não só existem como também já fizeram acordos com os Estados Unidos, dos quais o presidente Donald Trump teria ciência e vontade de revelar à população. No entanto, nenhuma prova para suas alegações foi apresentada, nem mesmo sobre a suposta “Federação Galáctica”, que seria a responsavel por manter contato com os seres extraterrestres.
Em entrevista publicada nesta terça-feira, dia 8, o general aposentado de 87 anos disse que essa organização — supostamente conhecida por seu país e os Estados Unidos já há algum tempo — teria optado em continuar com os tais segredos porque “a humanidade ainda não está pronta”.
O professor falou sobre supostos acordos das criaturas e os EUA, numa empreitada para conhecer a “estrutura do universo”. A história vai além: haveria uma base subterrânea em Marte, com humanos e outros seres.
Diante de tal abordagem, Eshed mostrou-se firme em sua convicção que o presidente norte-americano estaria ciente sobre a cooperação intergaláctica. O israelense contou inclusive que era da intenção de Trump revelar as atividades da organização, mas teria sido impedito para nao causar “histeria em massa”, pois a humanidade precisaria “evoluir”.
“Se eu tivesse pensado no que estou dizendo hoje, cinco anos atrás, teria sido hospitalizado”, afirmou, segundo o “The Jerusalem Post”, explicando que decidiu contar a historia dos alienígenas pelo cenário acadêmico atual e por ser respeitado na academia, sem mais “nada a perder”
“Recebi meus diplomas e prêmios; sou respeitado em universidades no exterior, onde a tendência também está mudando”, acrescentou.
Seu livro mais recente, “O universo além do horizonte — conversas com o professor Haim Eshed”, publicado em novembro, fala de como como os alienígenas teriam prevenido apocalipses nucleares.
Foto: Jan Thijs / Divulgação Paramout Pictures
Fonte: Extra Online
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Homem caminha 450 quilômetros após discutir com a esposa
O andarilho disse aos policiais que ‘estava bem, apenas um pouco cansado’ – (Foto:Reprodução)
Um homem, de 48 anos, que não teve a identidade revelada, decidiu caminhar para pôr as ideias no lugar após uma discussão com a mulher na última semana. No entanto, ele acabou caminhando 450 quilômetros de Como, perto da fronteira da Itália com a Suíça, a Fano, nas proximidades de San Marino.
Ele ficou uma semana caminhando e só parou após ser abordado pela polícia em uma madrugada. Isso porque o homem estava infringindo o toque de recolher de 22h às 5h determinado pelas autoridades por conta da pandemia do coronavírus.
O homem estava sem suprimentos e disse que não tinha se dado conta do quanto havia caminhado. Ele fez uma média de cerca de 65 quilômetros por dia.
Pelo caminho, ele encontrou estranhos que lhe ofereceram comida.O andarilho disse aos policiais que o abordaram que ele “estava bem, apenas um pouco cansado”. Os agentes fizeram uma verificação e descobriram que o homem constava como desaparecido havia uma semana.
Por:Redação Integrada com informações de Extra
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Aeronáutica explora mina de brita clandestina em terra indígena há uma década
A reforma da pista de 2 quilômetros do aeroporto militar de Iauaretê, na fronteira do Brasil com a Colômbia, se arrasta desde 2005. A brita para a obra? Vem de uma mina em terra indígena que nem deveria existir. (Foto: Força Aérea Brasileira)
Na terra indígena Alto Rio Negro, na fronteira da Amazônia com a Colômbia, a reforma da pista de 2 quilômetros do aeroporto de Iauaretê se arrasta desde 2005. Para substituir asfalto por concreto, material mais durável, os militares da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica, a Comara, que administra o local, extraem granito de uma mina a pouco mais de 1 quilômetro da pista. Não é incomum as Forças Armadas explorarem minas para obras, principalmente em regiões afastadas. Porém, não há qualquer registro dessa extração na Agência Nacional de Mineração, a ANM, órgão que regula a atividade, e a Constituição proíbe a mineração em terras indígenas. Ou seja, a mina que alimenta as obras do aeroporto na cidade de São Gabriel da Cachoeira é clandestina e ilegal.
A região da terra indígena Alto Rio Negro é conhecida como “Cabeça do Cachorro” por causa do formato da linha da fronteira. O território tem cerca de 80 mil km² — cinco vezes a cidade de São Paulo — e abriga mais de 26 mil indígenas de 22 etnias. Chegamos até a mina clandestina da Aeronáutica a partir de dados levantados pelo projeto Amazônia Minada, do InfoAmazonia, que monitora requerimentos de mineração dentro de terras indígenas da Amazônia.
Entramos em contato com a assessoria de imprensa da Aeronáutica, que confirmou a existência da mina – sem explicar, no entanto, como explora um local que tem a mineração proibida. Em nota, enviada em 12 de novembro, o órgão informou que o granito extraído da mina é utilizado exclusivamente na produção de brita da reforma da pista, que já gastou R$ 63 milhões em 15 anos.
Três semanas depois, em 3 de dezembro, a Aeronáutica reformulou a sua versão e nos respondeu, via Lei de Acesso à Informação, que “embora conste no site da ANM o município de Japurá/AM, a atividade é em Iauaretê”. Uma referência ao único pedido de mineração protocolado pelo órgão na região, a 108 quilômetros do aeroporto em reforma. Só esqueceram de dizer que o pedido nunca foi aceito e tem coordenadas geográficas específicas – também dentro da terra indígena Alto Rio Negro. Uma decisão liminar da Justiça Federal do Amazonas de agosto de 2019, inclusive, proíbe a mineração e mesmo a pesquisa para mineração em todas as terras indígenas da Amazônia.
Ainda segundo a assessoria de imprensa, o material extraído da mina é utilizado no “aeródromo militar de Iauaretê”, que é “estratégico e necessário ao suporte à saúde das comunidades indígenas”. Ajudar os povos indígenas da região, no entanto, não parece ser o principal objetivo dos militares. Por falta de plano e entraves burocráticos, o aeródromo ficou quase um ano e meio sem voos. Em fevereiro de 2019, o Ministério Público Federal do Amazonas apresentou uma ação civil pública contra a Aeronáutica e outros órgãos federais para garantir voos para os Distritos Sanitários Especiais Indígenas, os DSEIs, na região do Rio Negro.
Uma denúncia feita por servidores dos DSEIs apontava que voos estavam proibidos em nove aeródromos da região, incluindo o de Iauaretê, de 6 de dezembro de 2018 até 31 de dezembro de 2020. Os aeródromos estavam fechados na Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac, por falta de Plano Básico de Zona de Proteção — documento que estabelece, por exemplo, qual área próxima do aeroporto é exclusiva para voos e não permite construções. Ou seja, Aeronáutica, Ibama, Funai e Anac fecharam pistas usadas para atendimento de saúde indígena, em regiões onde o acesso por estrada é inexistente e por rio pode demorar dias, por uma simples pendência burocrática.
A denúncia ressaltava a necessidade de atendimento aéreo a povos indígenas, principalmente em casos de emergências médicas como “picadas de cobra, paradas cardíacas, partos prematuros ou com complicações, risco de vida infantil”.
Após alegações de órgãos federais sobre quem seria o responsável por solicitar a documentação, a magistrada Jaiza Maria Pinto Fraxe, da Justiça Federal no Amazonas, acatou o pedido liminar do MPF em 6 de março, menos de um mês após a apresentação da ação, e ainda criticou duramente a União: “É inadmissível que, em pleno século XXI, duas estruturas de poder público não se comuniquem entre si para solucionar uma simplória burocracia capaz de efetivar a saúde dos povos que formam a identidade da população brasileira”, escreveu a magistrada.
Uma cratera para a Aeronáutica chamar de sua
Imagens do Google Earth comprovam que até 2004 a região da mina explorada pelos militares estava intocada. O próximo registro da área no aplicativo é de 2016, mostrando o local já completamente alterado, com uma cratera de pouco mais de 100 metros de diâmetro e 4 metros de profundidade. Foi desse local que saiu a brita para os 800 metros de pista que já estão concretados, restando ainda 1,2 km.
Ibama e Funai são mencionados em notas divulgadas pela Aeronáutica como facilitadores de acordos com os índios. Mas lideranças locais nos contam que a história não é bem assim. Eles reclamam de atropelos e que não são ouvidos pelos militares e nem mesmo pela direção da Funai.
Iauarete-2020
Iauaretê em três tempos no Google Earth: 2020, 2016 e 2004.Mapas: Reprodução/Google Earth
Assim como não há registro da mina, tampouco há qualquer plano de manejo do dano ambiental causado. Pesquisador dos povos indígenas do Rio Negro, Geraldo Andrello, professor de antropologia da Universidade Federal de São Carlos, visita o distrito de Iauaretê quase todos os anos e questiona a inação do governo.
“Lembro que já fui algumas vezes na região e há uma mina sendo explorada. Se a utilizaram por tantos anos, o mínimo que se espera é que a Aeronáutica tenha um plano de recuperação ambiental da área”, diz o pesquisador, que também é membro do Conselho de Gestão Estratégica do Programa Rio Negro e sócio-fundador do Instituto Socioabiental.
Há 15 anos, a intenção inicial da Aeronáutica era explorar uma formação rochosa na Serra do Bem-Te-Vi. As 22 etnias indígenas que vivem na região se surpreenderam ao saber da intenção dos militares: no local está localizada a Cachoeira do Iauaretê, declarada Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan por ser considerada sagrada pelos indígenas. “Não soube se houve qualquer tipo de consulta, mas essas obras do governo nunca funcionam no tempo devido para o debate. Precisamos entender que na concepção dos índios todos esses lugares são habitados por entidades. É como se alguém chegasse na sua casa e mexesse em tudo”, diz Andrello.
Depois de protestos e da atuação de ONGs e do Iphan, a Aeronáutica mudou o alvo de lugar. Mesmo assim, a área escolhida, a 1 km da pista, continuou dentro da terra índigena.
No dia 4 de novembro, enviamos questionamentos à ANM sobre a mina sem registro explorada pelos militares no distrito de Iauaretê e sobre o requerimento protocolado pela Aeronáutica em Japurá, em 2014, para extração de granito a 108 quilômetros do aeroporto. Não obtivemos retorno da agência até a publicação desta reportagem.
À espera do príncipe
De mais de 3 mil requerimentos de mineração sobrepostos a terras indígenas da Amazônia identificados pelo Amazônia Minada, 83 têm a terra indígena Alto Rio Negro como alvo principal – quase a metade em busca de ouro. O único pedido formal da Aeronáutica para extrair granito na região, no distrito de Japurá, foi feito em 19 de março de 2014. A última movimentação processual ocorreu cinco dias depois, com indicação de que o pedido está “situado em área indígena”.
No sistema da ANM não há qualquer sinalização de aprovação ou rejeição do pedido que tem como alvo uma área do tamanho de quase cinco campos de futebol: 4,9 hectares. Sob condição de anonimato, um oficial militar que já trabalhou na região garantiu que, pela distância, a retirada de pedra do local indicado no processo na ANM seria inviável economicamente. Pelo jeito, a solução encontrada foi explorar uma área indígena sem consultar o órgão regulador do setor de mineração e atropelar a Constituição.
Em resposta a um pedido de Lei de Acesso à Informação, a agência informou que processos negados são retirados do sistema. Então, apesar de estar parado, o requerimento ainda está vivo e pode um dia se tornar uma grande mina em meio a terra indígena. É o que o MPF já chamou de “requerimentos Bela Adormecida”, que aguardam apenas uma lei que libere a mineração nessas áreas.
Em fevereiro deste ano, o governo Bolsonaro se propôs a ser esse príncipe encantado. O projeto de lei 191/2020, de autoria do Executivo, prevê a possibilidade de exploração de mineração em terras indígenas. Esse interesse de órgãos públicos em explorar o subsolo de regiões protegidas pela Constituição não é novidade. Há dezenas de pedidos ativos ligados ao setor público, alguns protocolados na década de 1970. Porém, o apoio escancarado do presidente transforma cada requerimento em uma ameaça ainda maior para os povos indígenas.
Em setembro, o Ministério de Minas e Energia ainda apresentou o Programa Mineração e Desenvolvimento, que tem como uma de suas metas “promover a regulamentação da mineração em terra indígena” até 2023. A deputada Joênia Wapichana, da Rede de Roraima, apresentou um projeto de decreto legislativo para sustar os efeitos desse trecho do programa do MME, que segue parado no Congresso.
De olho no subsolo das aldeias
Há uma fila de empresas – e outros órgãos públicos – interessados na liberação da mineração em terras indígenas. Os pedidos se mantém ativos por anos, às vezes décadas, esperando a canetada que afinal liberará a exploração. E o troca-troca de executivos entre setor público e privado escancara os interesses em lucrar com os minérios na região.
A Petrobras, por exemplo, é uma das instituições com dinheiro público interessadas em minerar solo indígena. A empresa de economia mista protocolou em 2005 na ANM três requerimentos de silvinita, minério de onde é extraído o potássio para fertilizantes, na terra indígena Paraná do Arauató, no Amazonas, estado que abriga a maior reserva do minério de potássio no mundo.
A empresa pública Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, a CPRM, órgão responsável pelo planejamento geológico do Ministério de Minas e Energia, é outro órgão federal com requerimentos em terras indígenas.Entre 1975 e 1985, a empresa fez 12 pedidos em áreas de povos indígenas do Amazonas, Pará e Roraima para pesquisar diversos tipos de minério, de ouro a nióbio. Mesmo depois de tanto tempo, todos esses pedidos continuam tramitando na ANM.
O Ministério de Minas e Energia também tinha como secretário Nacional de Energia, até outubro de 2019, Ricardo de Abreu Sampaio Cyrino. Ao deixar o ministério, ele foi trabalhar na iniciativa privada e, atualmente, é presidente da Atiaia Energia S.A.. Focada na produção de energia solar e eólica e na instauração de pequenas centrais hidrelétricas, a empresa tem dois requerimentos de pesquisa de argila na terra indígena Tirecatinga, de Mato Grosso. Ou seja, depois de deixar a pasta que luta pela regularização da mineração no subsolo de aldeias, ele foi para uma empresa interessada em minerar o subsolo de… aldeias.
Gestões estaduais não ficam de fora desse interesse pelas riquezas em subsolo de áreas indígenas. A Companhia de Desenvolvimento de Roraima, empresa pública responsável pela concessão de licenças de mineração no estado, protocolou 29 requerimentos na ANM entre 1980 e 1984. Um processo é na terra Raposa Serra do Sol, que em 2009 ganhou as manchetes de jornais nacionais após os ministros do STF decidirem pela sua demarcação contínua e retirada de ocupantes não indígenas. Os outros 28 pedidos minerários estão em área Yanomami, terra que concentra 502 casos, entre todos os 3.211 processos minerários em terras indígenas da Amazônia.
Militares e minérios
Já a relação da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica com a mineração é antiga. Desde a década de 1980, os militares exploram granito na pedreira de Moura, no município de Barcelos, no Amazonas. Segundo a Aeronáutica, o material é usado “para a construção das obras de infraestrutura aeroportuária em boa parte da região amazônica”. Diferentemente da mina em São Gabriel, ela não fica em terra indígena, mas também acumula irregularidades.
Além da Comara, pelo menos outras três mineradoras exploravam a pedreira de Moura: Britamazon Indústria Comércio e Mineração Ltda, Ita Mineração Ltda e Geonorte Geologia do Norte Ltda. Em 2016, o Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública contra o órgão da Aeronáutica e as três empresas. Segundo o MPF, todos descumpriram licenças ambientais e causaram danos ao meio ambiente “em decorrência da extração mineral irregular de brita”.
Em decisão liminar de setembro de 2016, o juiz federal Emmanuel Mascena de Medeiros determinou a paralisação das atividades no local. O magistrado citou relatório de fiscalização do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonasque identificou, entre outras irregularidades, a dispensa de rejeitos do processo de britagem em curso d’água.
No ano passado, o vice-presidente da Comara, coronel aviador Steven Meier, visitou a Britamazon, em Barcelos. Apesar de a empresa de mineração desrespeitar regras de órgãos ambientais, o coronel assina um texto publicado no site da Comara definindo a visita como importante para “avaliar os processos, sua produção em larga escala e absorção das técnicas na área de mineração”. Ele também afirma que a empresa “sobressaiu-se no mercado” e que visitá-la foi de “grande valia”.
Esta reportagem faz parte do Amazônia Minada, projeto especial do InfoAmazonia com o apoio do Amazon Rainforest Journalism Fund e do Pulitzer Center.
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Índia tem mais de 300 pessoas hospitalizadas com doença desconhecida
Nenhum dos pacientes estava infectado pelo novo coronavírus.
Uma doença ainda não identificada levou centenas de pessoas a serem hospitalizadas na cidade indiana de Eluru, durante o fim de semana, com uma morte registrada. Nenhum dos pacientes internados desde sábado (5) estava infectado pelo novo coronavírus.
Mais de 300 pessoas foram hospitalizadas no fim de semana por causas desconhecidas, mas com sintomas comuns, segundo anunciaram as autoridades indianas nesta segunda-feira (7). Os pacientes apresentavam sintomas como convulsões, perda de consciência e náuseas.
Pelo menos um dos doentes hospitalizados morreu, após uma parada cardiorrespiratória, e as autoridades investigam a doença desconhecida que afetou a população de Eluru, no estado de Andhra Pradesh.
“As pessoas que adoeceram, especialmente as crianças, começaram a vomitar de repente, depois de se queixarem de ardor nos olhos. Algumas delas desmaiaram ou tiveram convulsões”, disse um médico do Hospital do Governo de Eluru ao jornal The Indian Express, citado pela BBC.
O surgimento da enfermidade ocorre ao mesmo tempo em que a Índia continua a combater a pandemia de covid-19, sendo o segundo país com maior número de infeções em todo o mundo, e o estado de Andhra Pradesh um dos mais afetados. No entanto, a covid-19 não foi a causa das hospitalizações em massa dos últimos dias.
O número de pacientes começou com 55 à meia-noite de sábado e subiu para 170 na manhã de domingo. No fim do dia de domingo, as hospitalizações já tinham subido para 270 e à meia-noite para 315. Segundo as autoridades, pelo menos mais 50 pessoas estão internadas em hospitais privados, devido à mesma doença.
Cerca de 180 pacientes já tiveram alta hospitalar, mantendo-se o restante internado, com situação considerada estável.
“Todos os pacientes tiveram resultados negativos à covid-19”, afirmou à imprensa Dolla Joshi Roy, autoridade responsável do distrito West Godavari de Eluru. “A taxa de recuperação é boa e não há necessidade de pânico”, acrescentou.
De acordo com nota divulgada pelas autoridades de saúde do estado de Andhra Pradesh, as análises no sangue não apresentaram qualquer infecção viral, como dengue ou chikungunya, ambas causadas por picada de mosquito. Foram ainda recolhidas amostras de água de mais de 57 mil casas, uma vez que foi detectada uma origem comum de abastecimento de todos os pacientes.
“A causa é desconhecida, mas ainda estamos realizando todos os tipos de testes, incluindo a alimentos e ao leite”, disse Roy.
Especialistas do Instituto de Ciências Médicas da Índia e um neurologista de outro estado também se deslocaram a Eluru para fazer mais testes neurotóxicos e aguardam os resultados.
O chefe de governo de Andhra Pradesh, YS Jaganmohan Reddy, pediu um inquérito para investigar o aparecimento do surto e visitou os pacientes.
Foto: EPA
Fonte: Agencia Brasil
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Partido de Maduro vence eleições legislativas na Venezuela com alta abstenção e boicote da oposição
Aproximadamente 5,2 milhões de pessoas votaram, o que representa cerca de 31% dos eleitores. A aliança que apoia o presidente Nicolás Maduro obteve 67,7% dos votos. A oposição faz uma consulta popular na qual pergunta aos venezuelanos se eles aceitam ou rejeitam a votação.
O chavismo retomou o controle da Assembleia Nacional da Venezuela neste domingo (6), ao vencer a eleição legislativa boicotada por quase toda a oposição e caracterizada por uma abstenção de 69% dos eleitores, informam as agências de notícias.
A presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Indira Alfonzo, indicou que a aliança do Grande Pólo Patriótico (CPP), que apoia o presidente Nicolás Maduro, obteve 67,7% dos votos apurados em um primeiro boletim, enquanto os opositores que se dispuseram a participar ficaram com 18%.
Segundo o CNE, o comparecimento às urnas foi de 31% do eleitorado. Cerca de 5,2 milhões de eleitores votaram.
A Assembleia Nacional, hoje liderada por Juan Guaidó, é o único poder que não está sob comando de aliados de Maduro. No entanto, desde 2017 a Casa está praticamente sem poderes, já que o Supremo Tribunal a declarou em desacato e anulou todas as suas decisões (veja mais abaixo).
Além das 167 cadeiras já existentes, foram criadas mais 110 vagas pelo CNE, elevando a 277 o número de deputados que serão eleitos, com posse prevista para o dia 5 janeiro de 2021.
Os candidatos à Assembleia Nacional são eleitos por dois sistemas, voto nominal e voto por lista.
A maior parte da oposição, que é liderada por Guaidó, não participou dessas eleições, alegando que haveria fraudes.
A escolha dos membros do CNE é um dos motivos que fizeram com que a oposição abandonasse a votação: os nomes deveriam passar pelo Congresso, o que não aconteceu. Foram escolhidas pessoas ligadas ao regime chavista.
O regime de Maduro também vetou a presença de parte dos observadores internacionais independentes.
Alfonzo não especificou quantos dos 277 assentos correspondem a cada frente política.
Até o início da madrugada desta segunda-feira (7), 82,35% dos votos haviam sido apurados, segundo o CNE.
A Assembleia Nacional
A eleição anterior para a Assembleia Nacional aconteceu em 2015. Naquela ocasião, a oposição venceu com folga e passou a dominar o Legislativo do país.
Em 2017, as cortes de Justiça com pessoas favoráveis ao regime de Maduro criaram um outro poder legislativo, uma Assembleia Nacional Constituinte.
Guaidó, o líder da Assembleia Nacional, fez campanha pelo boicote às eleições do domingo. A oposição está fazendo uma consulta popular até o dia 12 de dezembro, na qual pergunta se as pessoas aceitam ou rejeitam a votação.
Reação brasileira
Em uma rede social, o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, fez comentários sobre a votação.
De acordo com o ministro, trata-se de uma tentativa do regime de Maduro de conseguir “legitimação”. Araújo escreveu: “Porém o povo venezuelano rejeitou a farsa eleitoral. Com baixíssima participação, mostrou que as eleições legislativas não representam sua vontade”.
Foto: Cristian Hernandez / AFP Photo
Por: G1
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Casal maratona série enquanto criança morre esquecida no carro
Mãe e o namorado são acusados de homicídio culposo após a morte da menina de três anos.
Laura Black, 37, e Aaron Hill, 29, segundo a polícia, deixaram Rylee Rose Black, de 3 anos, dentro de um Toyota Prado em Queensland, Austrália, durante a maior parte do dia sob a temperatura passando dos 30°.
Rylee foi levada às pressas para o Hospital da Universidade de Townsville, mas não resistiu. O casal foi preso.
Eles deveriam comparecer perante o Tribunal de Magistrados de Townsville na sexta-feira, 27, mas o advogado de Black pediu que o caso fosse adiado até 14 de dezembro, relatou o Townsville Bulletin.
Hill não é o pai biológico de Rylee e acredita-se que tenha namorado Black por apenas dois meses. Ambos foram detidos e permanecem sob custódia.
Foto: Reprodução
Os investigadores disseram que a dupla não tinha passagem pela polícia.
Em um comunicado, a polícia de Queensland disse: “A polícia foi notificada por volta das 15h30 desta tarde, quando uma mulher de Burdell de 37 anos e um homem de Burdell de 29 anos levaram a garota para o Hospital da Universidade de Townsville”, disse a polícia de Queensland em um declaração.
Segundo a polícia, o casal brigou depois de deixar as três irmãs mais velhas de Rylee na escola, enquanto a de 3 anos adormeceu em sua cadeirinha, no banco de trás do carro. Depois de estacionar o veículo na garagem, por volta das 9h, o casal entrou para começar a assistir uma série, deixando Rylee no carro.
“Investigações preliminares indicam que a criança foi deixada dentro de um veículo trancado durante a maior parte do dia”, disse a polícia.
Conselho
O detetive da Unidade de Proteção e Investigação Infantil de Townsville, sargento Dave Miles, disse que era “uma tragédia muito evitável e infeliz”.
Ele disse: “Os carros esquentam muito rapidamente e o corpo humano é suscetível a mudanças dramáticas de temperatura. O melhor conselho é não deixar crianças ou animais de estimação em veículos motorizados parados, sem ventilação, sem ar condicionado, principalmente nos trópicos”.
Os irmãos da menina estão agora sob os cuidados de seu pai biológico.
Redes sociais
As páginas de mídia social do casal mostram que ambos têm filhos de relacionamentos anteriores.
Black tem quatro filhas e Hill tem duas filhas.
Enquanto isso, os amigos deram mensagens de apoio no Facebook.
Um descreveu Hill, que trabalha como perfurador em uma mina em Mt Isa, como um “grande pai”.
Uma pessoa postou: “Com o coração partido, aquela pobre menina ficou sozinha em seus estágios finais.
Este é o terceiro incidente desse tipo em Queensland desde o ano passado.Mais de 5.000 crianças são resgatadas a cada ano na Austrália depois de serem deixadas em carros.
Foto:Arquivo pessoal
Por: Redação Integrada com informações do The Sun/ O Liberal
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Semente que veio do exterior contém praga inexistente no Brasil
Parte dos pacotes com sementes não solicitadas contém praga inexistente no Brasil (Foto:Reprodução)
O Ministério da Agricultura analisou, até o momento, 36 amostras de pacotes de sementes não solicitadas que chegaram via Correios na casa dos brasileiros. As análises realizadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Goiás (LFDA-GO), referência em sanidade vegetal, indicam que parte das amostras apresenta mais de uma praga em seu conteúdo. Conforme comunicado do ministério, no total, 47% das amostras já analisadas apresentaram risco fitossanitário ao País.
Após avaliação de risco fitossanitário, realizada pela área técnica do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas do ministério, foi identificado que uma amostra continha a espécie Myosoton aquaticum, praga ausente no Brasil e com potencial para ser considerada quarentenária, ou seja, com risco de estabelecimento no País e de causar danos fitossanitários. Essa espécie apresenta resistência a herbicidas, o que torna seu controle difícil. A introdução dessa planta daninha no País pode ter impacto econômico negativo.
Em quatro amostras foram identificadas uma espécie quarentenária ausente – Descurainia sophia – considerada como planta daninha nos Estados Unidos e Canadá, além de planta invasora no México, Japão, Coreia, Chile e Austrália. Já a Myosoton aquaticum é considerada daninha nos campos de trigo da China.
Outras 15 amostras continham gêneros que têm espécies quarentenárias ou espécies com potencial quarentenário, como sementes de Cuscuta; de Brassica; de Chenopodium; de Amaranthus; e dos fungos Cladosporium; Alternaria; Fusarium; e Bipolaris.
O diretor do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, Carlos Goulart, disse no comunicado que “após análises laboratoriais, pode-se avaliar que a introdução de material propagação (sementes ou mudas), mesmo em pequenas quantidades, sem atender aos requisitos fitossanitários e de qualidade estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, coloca em risco a agricultura brasileira”.
O Ministério da Agricultura mantém o alerta aos cidadãos brasileiros para que tenham cuidado e não abram encomendas recebidas pelos correios de pacotes de sementes não solicitadas.
Caso o cidadão venha a receber em casa sementes provenientes do exterior, o governo orienta a entrega do material para uma das unidades do ministério em seu Estado ou órgão estadual de defesa. O pacote não deve ser aberto ou descartado no lixo, a fim de evitar o contato das sementes com solo e prejuízos para as áreas agrícolas e o meio ambiente.
A orientação também vale para o cidadão que recebeu e plantou as sementes. Neste caso, entre em contato com o Ministério da Agricultura ou o órgão estadual de defesa para agendar o recolhimento do material.
Por:ESTADÃO
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