4 morrem durante invasão ao Congresso dos EUA, diz polícia

Forças de segurança retiram apoiadores de Trump do Capitólio — Foto: Reprodução/GloboNews
Um dos mortos é uma mulher atingida no ombro e atendida por ambulância. Partidários de Trump que não aceitam o resultado das eleições interromperam sessão que certificaria Joe Biden como presidente eleito.

A polícia da capital americana Washington informou que quatro pessoas morreram durante a invasão de extremistas apoiadores de Donald Trump ao Capitólio, edifício sede do Congresso dos Estados Unidos, nesta quarta-feira (6). Quatorze policiais ficaram feridos.

Entre os mortos, está uma mulher apoiadora de Trump baleada pela guarnição que faz a segurança do Capitólio. Ela foi atendida no hospital, mas não resistiu aos ferimentos. As autoridades não deram detalhes sobre as demais vítimas. Segundo a polícia, elas sofreram “emergências médicas” do lado de fora do edifício.

A emissora de TV KUSI, de San Diego, na Califórina, falou com o marido da mulher morta e a identificou como a veterana de guerra Ashli Babbit, que serviu por 14 anos na Força Aérea. Ele disse que ela era “muito patriota e grande apoiadora de Trump”.

Mulher ferida é retirada do Capitólio dos EUA pela equipe de emergência em 6 de janeiro de 2021 — Foto: Reprodução/MSNBC
Mulher ferida é retirada do Capitólio dos EUA pela equipe de emergência em 6 de janeiro de 2021 — Foto: Reprodução/MSNBC

Mais cedo, o jornal “Washington Post” afirmou que Babbit foi atingida no ombro. A polícia investiga o que aconteceu. “Mulher branca, baleada no ombro”, disse um dos atendentes que a levou a uma ambulância com paramédicos que chegou ao local para prestar socorro, de acordo com o jornal. Policiais do Capitólio abriram caminho para que o veículo se aproximasse.

Diversos relatos na imprensa já falavam de uma mulher gravemente ferida, retirada ensanguentada de dentro do salão onde ocorria a sessão que iria certificar a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais de 2020.

Apoiadores de Trump, que não aceitam o resultado, interromperam a sessão ao invadir o local. Deputados e senadores foram retirados do prédio pouco antes da invasão.

Em mensagem nas redes sociais, o presidente Donald Trump pediu que os seus partidários protestassem “pacificamente” e que confiassem nas forças de segurança americanas. Entretanto, momentos antes, houve vandalismo e confrontos durante a tentativa de invasão, quando extremistas conseguiram ultrapassar as barreiras de segurança e entrar no Capitólio.

Por causa dos confrontos, a prefeita de Washington, Muriel Bowser, declarou toque de recolher na cidade a partir das 18h (locais, 20h de Brasília). A medida ficará em vigor por 12 horas. A prefeitura também fechou os centros de testagem para a Covid-19.

O governador de Virginia, Ralph Northam, declarou estado de emergência e também estabeleceu um toque de recolher a partir das 18 horas nas regiões de Arlington e Alexandria, que ficam nas proximidades de Washington DC.

Prisões

O chefe de polícia de Washington DC, Robert Contee, informou que 52 pessoas foram presas, das quais 47 por desrespeitarem o toque de recolher.

Estado crítico

Segundo a CNN, um homem de 24 anos que estava escalando um andaime na fachada oeste do prédio do Capitólio caiu de uma altura de mais de 9 metros e foi transportado a um hospital em estado crítico.

Por G1
06/01/2021 17h42
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Índia vai barrar exportação de vacina da AstraZeneca, diz CEO de instituto

A Anvisa aprovou a importação de 2 milhões de doses dessa vacina, que é a principal aposta do governo federal para a imunização contra o coronavírusDado  – (Foto:Ruvic / Reuters)

A Índia não permitirá a exportação das doses que produzirá da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford pelos próximos meses, de acordo com declaração do CEO do Instituto Serum da Índia, Adar Poonawalla, no domingo, 3. A instituição foi contratada para produzir 1 bilhão de doses do imunizante para países em desenvolvimento.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a importação de 2 milhões de doses dessa vacina, que é a principal aposta do governo federal para a imunização contra o coronavírus. Não há, ainda, informações se – ou como – a decisão do governo indiano impactará o Brasil.A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tenta reverter o eventual veto do governo indiano para a exportação de vacinas.

O laboratório brasileiro articula a importação dos 2 milhões de doses prontas, o que permitiria antecipar para janeiro o calendário de imunização no Brasil.A vacina desenvolvida pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford recebeu autorização emergencial do órgão regulador indiano no domingo, mas com a condição de que o Instituto Serum não exporte as doses para que, assim, o País consiga garantir a vacinação das populações mais vulneráveis.

Segundo Poonawalla, a determinação também impede a comercialização do imunizante no mercado privado. “Só podemos dar (as vacinas) ao governo da Índia no momento”, disse Poonawalla, acrescentando que a decisão também foi tomada para evitar o encarecimento do imunizante.Como resultado, de acordo com ele, a exportação de vacinas para a Covax (iniciativa da Organização Mundial de Saúde para garantir acesso equitativo aos imunizantes contra a covid-19) deve começar apenas em março ou abril.

Com as nações ricas reservando a maior parte do que será fabricado neste ano, o instituto (o maior produtor de vacinas do mundo) provavelmente será o principal produtor do imunizante para as nações em desenvolvimento.O CEO afirmou, ainda, que o instituto está em processo para assinar um contrato com a Covax para a produção de 300 milhões a 400 milhões de doses, o que deve ocorrer nas próximas semanas.

Isso vai além dos dois pedidos já existentes de 100 milhões de doses cada para a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxforod/Astrazeneca e para a Novovax.De acordo com ele, as primeiras 100 milhões de doses foram vendidas ao governo indiano por US$ 2,74, a dose, mas que os preços devem ser elevados nos próximos contratos. A vacina será vendida no mercado privado por US$ 13,68 a dose.A entrega do primeiro lote deve ocorrer entre 7 e 10 dias, após a conclusão do contrato com o governo indiano.

Ainda segundo o CEO, a companhia planeja fornecer de 200 milhões a 300 milhões de doses à Covax até dezembro de 2021. “Nós não conseguimos vacinar a todos agora. Nós temos que priorizar”, afirmou.O instituto também está negociando um acordo bilateral com outros países, como Bangladesh, Arábia Saudita e Marrocos.

“Para que pelos menos os Estados mais vulneráveis de nosso país ou em outras partes de outros países sejam atendidos”, disse Poonawalla, que acredita que haverá uma escassez de vacinas contra o coronavírus no próximo ano.Reino UnidoUm britânico de 82 anos se tornou a primeira pessoa do mundo a ser vacinada com o imunizante produzido pela parceria Oxford/AstraZeneca fora da fase de testes.

A vacina começou a ser aplicada pelo governo do Reino Unido nesta segunda-feira, 4. O aposentado Brian Pinker foi o primeiro a receber a dose da vacina, no Hospital Churchill, em Oxford.O imunizante da Oxford/AstraZeneca foi aprovado no Reino Unido em 30 de dezembro, após análise de todos os dados fornecidos pelos pesquisadores.

O governo do primeiro-ministro Boris Johnson garantiu 100 milhões de doses da vacina, que podem ser armazenadas em temperaturas de geladeira entre dois e oito graus, tornando-a mais fácil de distribuir do que a injeção da Pfizer/BioNTech.

Por:Agência Estado

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Nova cepa do coronavírus pode ser mais contagiosa entre crianças, dizem cientistas

LONDRES – Uma nova variante do coronavírus que está se espalhando rapidamente pelo Reino Unido tem mutações que podem significar que as crianças estão tão suscetíveis a serem infectadas com ela quanto os adultos, diferentemente de cepas anteriores, afirmaram cientistas nesta segunda-feira, 21.

Cientistas do Grupo de Aconselhamento sobre Novas Ameaças de Vírus Respiratórios (Nervtag, na sigla em inglês), que estão rastreando a variação, disseram que a nova cepa se tornou rapidamente dominante no sul do Reino Unido, e que poderia em breve fazer o mesmo no resto do país.

Leia mais:Casos de covid-19 voltam a subir em Novo Progresso

“Agora temos um grau alto de confiança no fato de que essa variedade tem uma vantagem de transmissão em relação a outras variedades que estão atualmente no Reino Unido”, disse Peter Horby, um professor de doenças infecciosas na Universidade de Oxford e diretor do grupo.

Neil Ferguson, professor e epidemiologista de doenças infecciosas do Imperial College de Londres e também membro do grupo de aconselhamento, afirmou que “há uma indicação de que há uma maior propensão para a infecção de crianças.”

“Ainda não estabelecemos qualquer tipo de causalidade sobre isso, mas podemos enxergar isso nos dados”, disse Ferguson. “Vamos precisar reunir mais dados para ver como essa nova cepa se comporta daqui em diante”.

O surgimento da nova variante mutada de Sars-CoV-2, que segundo os cientistas é até 70% mais transmissível do que cepas anteriores detectadas no Reino Unido, levou alguns países a fecharem suas fronteiras com o Reino Unido e colocou grandes áreas do território britânico sob restrições severas durante o período natalino. / REUTERS

Redação, O Estado de S.Paulo;
21 de dezembro de 2020 | 21h49
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Dólar chega a bater R$ 5,22 com temor sobre variante do coronavírus

Notas de dólar — Foto: Gary Cameron/Reuters

Na máxima até o momento, moeda dos EUA bateu R$ 5,2250.

O dólar opera em forte alta nesta segunda-feira (21), em meio à cautela dos investidores diante de uma nova variante do coronavírus identificada no Reino Unido, o que está forçando restrições mais severas na Inglaterra e elevando as preocupações sobre a recuperação do crescimento econômico.

Às 10h28, a moeda norte-americana subia 1,89%, vendida a R$ 5,1780. Na máxima até o momento chegou a R$ 5,2250. Veja mais cotações.

Já o Ibovespa opera em queda de mais de 2%.

Na sexta-feira (18), a moeda norte-americana fechou em alta de 0,08%, a R$ 5,0818, acumulando avanço de 0,74% na semana. Na parcial do mês, no entanto, acumula queda de 4,95%. No ano, registra alta de 26,73%.

Por G1
21/12/2020 09h04 ]

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Governo vai exigir exame negativo de Covid-19 para brasileiro ou estrangeiro entrar no país

Medida começa a valer no dia 30 de dezembro. Teste deverá ser do tipo PCR e precisará ter sido feito até 72 h antes do embarque. –  (Foto:Reprodução)

Uma portaria publicada pelo governo federal na noite de quinta-feira (17) exige que brasileiros ou estrangeiros que quiserem entrar no país de avião apresentem um teste PCR com resultado negativo para Covid-19 ao embarcar. A medida começa a valer no dia 30 de dezembro.

O teste, a ser apresentado à companhia aérea, deverá ter sido feito até 72 h antes.

A portaria também determina que o viajante assine uma declaração de saúde para concordar com as medidas de prevenção da Covid-19 que deverá seguir enquanto estiver no país. O texto não especifica quais são as medidas.

O viajante que não cumprir as exigências da portaria estará sujeito a deportação, multas e inabilitação de eventual pedido de refúgio.

A portaria mantém regras que vêm sendo editadas desde o início da pandemia para restringir a entrada de estrangeiros por terra, água e ar. O ingresso é permitido em alguns casos específicos, como o de estrangeiros que tenham residência fixa no Brasil, tenham cônjuge brasileiro, viajem ao país para missão de organismo internacional e outros.

Na segunda-feira (15), o blog do Camarotti informou que o governo do presidente Jair Bolsonaro havia ignorado determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de adotar medidas de controle para quem chega ao país via aeroportos.

Uma nota técnica da agência já recomendava a apresentação de um teste negativo para Covid-19 antes da entrada no Brasil. Mas, até então, o governo vinha ignorando a orientação da Anvisa. Uma portaria publicada no dia 11, com regra para entrada de estrangeiros, não determinava a obrigatoriedade do exame.

Por G1 — Brasília

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China, EUA e Europa esperam autorização para comprar terras no Brasil

Segundo imobiliária especializada em propriedades rurais, estrangeiros aguardam apenas mudança na lei para comprar áreas maiores que 5.000 hectares no Centro-Oeste, Norte e Matopiba.

A Nilo Imóveis, especializada na venda de propriedades rurais, tem sido procurada por estrangeiros interessados em comprar terras no Brasil. De acordo com o CEO da empresa, Nilo Ourique, os negócios não se concretizaram ainda por conta dos entraves estabelecidos pela lei 5.709 de 1971, principalmente devido à limitação de área que pode ser adquirida.

Mas isso pode mudar em breve. Na terça-feira, 15, o Senado aprovou o projeto de lei que altera as regras para venda de terras a estrangeiros, sejam pessoas físicas ou jurídicas. Ourique acredita que o mercado tende a se aquecer bastante caso o PL seja aprovado na Câmara dos Deputados e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro.

“Há muitos grupos de investimento só esperando. Havia um lobby muito grande para que isso acontecesse, a gente estava observando. Agora entrou na pauta e foi para frente”, diz.

Segundo o CEO da Nilo Imóveis, os locais mais visados são Mato Grosso Grosso, Goiás, Rondônia, Roraima e a região do Matopiba, formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. As áreas de interesse têm mais do que 5.000 hectares.

Investidores da China e Estados Unidos se destacam entre os interessados, além de fundos de investimento da Europa, segundo a Nilo Imóveis. Ourique afirma que investir em terras no Brasil acaba sendo um negócio interessante e seguro, especialmente para economias com moedas mais fortes.

Desaprovação dos brasileiros
A Nilo Imóveis promoveu algumas enquetes nas redes sociais perguntando quem era a favor ou contra a venda de terras a estrangeiros. Cerca de 80% dos votos foram contra.

Em reunião com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a Associação Brasileira de Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) se manifestou contra o projeto de lei. O presidente da entidade, Bartolomeu Braz, diz que o texto foi malfeito e ameaça pequenos e médios produtores e arrendatários.

“Também representa uma insegurança à soberania do país. O Brasil é um país que ainda continuará tendo grande importância na produção e exportação de alimentos. Isso tem que ser exclusivo dos brasileiros”, afirma Braz.

Ourique acredita que antes de facilitar a compra por pessoas de fora do país, o governo deveria criar mecanismos para facilitar a aquisição por brasileiros. “Isso pode inflacionar o preço das áreas e nos deixar nas mãos de poucos”, diz.

O que o muda com o PL sobre venda de terras a estrangeiros?
O projeto de lei aprovado pelo Senado revoga a lei de 1971, que prevê uma série de restrições, como a limitação de dimensões das áreas que podem ser compradas e a exigência de autorização prévia do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para implantação de projetos agrícolas.

O PL estabelece que o total de terras vendidas a estrangeiros não poderão representar mais do que 25% do território do município. Além disso, as áreas rurais terão que ser usadas para produção, que é a sua função social.

 

 

Foto: Wenderson Araujo/CNA
Por: Canal Rural

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Três crianças sobrevivem a acidente de helicóptero que matou seus pais

Eles foram retirados dos destroços por moradores que viram o helicóptero cair em espiral  – (Foto:Reprodução)

As duas pessoas foram mortas em um acidente de helicóptero nesta terça-feira (15). Eles eram marido e mulher, que faziam um cruzeiro na hora do almoço com três filhos.

Andrew Hamish Davidson pilotava o helicóptero com sua esposa Lin quando ele caiu em uma praia rochosa perto do rio Kekerengu, na Nova Zelândia.

Os dois filhos pequenos do casal e um terceiro filho sobreviveram ao acidente. Eles foram retirados dos destroços por moradores que viram o helicóptero cair em espiral.

Um trator foi usado para resgatar os sobreviventes gravemente feridos, que foram transportados de avião para o hospital em Wellington.Um parente do pai das crianças disse que o acidente foi “um choque tão grande”, pois ele era dono do helicóptero há apenas dois meses.

“As crianças ficaram sem os pais”, disse. O helicóptero teve problemas enquanto tentava pousar.Os moradores arrancaram a janela da frente para libertar as crianças, temendo que ela pegasse fogo. Eles descreveram seu choque e horror ao testemunhar a queda do helicóptero na praia rochosa.

Uma testemunha, Lyn Mehrtens, disse que estava em sua cozinha quando viu o helicóptero caindo no chão. “Acabei de ver o helicóptero dando voltas e mais voltas e afundou … Acho que deve ter entrado na água”, disse ela. O marido de Lyn, Ian Mehrtens, disse que os moradores se juntaram a ele para tirar as pessoas dos destroços. Ele afirmou que o helicóptero espiralou, repentinamente, a cerca de 30 a 40 metros acima do solo.“Fui ver se podia ajudar e estava um pouco confuso.

Pedaços e pedaços por toda parte e pessoas gritando dentro do helicóptero”, disse Ian. “Uma menininha estava chorando e chamando por sua mãe e as outras não estavam nada bem”, completou.Um porta-voz do serviço de atendimento médico disse que três helicópteros de emergência de cidades diferentes foram enviados ao local do acidente. Duas ambulâncias também compareceram ao local.A Autoridade de Aviação Civil e a Comissão de Investigação de Acidentes de Transporte estão investigando o acidente.

Por:Redação Integrada com informações de Daily Mail

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Navio que fará conexão de fibra entre Brasil e Europa inicia operação

Estrutura inédita traz conexão de alta velocidade entre continentes  – (Foto:Carolina Antunes / PR)

O navio que leva o cabo submarino de fibra ótica que fará a conexão de alta velocidade entre Brasil e a Europa zarpou hoje (14), segundo informou o Ministério das Comunicações. A embarcação partiu do Porto de Fortaleza em direção a Sines, em Portugal.

Em nota, a pasta informa que havia planos para começar o lançamento do cabo subaquático no período da manhã desta segunda-feira, mas eventos meteorológicos adversos atrasaram a operação.

A distância estimada do cabo é de 6,2 mil quilômetros e ele fará a transmissão de dados entre os dois continentes de 72 terabits por segundo – velocidade considerada altíssima.

A operação para conectar os dois continentes deve demorar cerca de 3 meses e faz parte dos avanços tecnológicos que preparam terreno para a próxima geração de conectividade, a internet 5G. “O cabo, em alguns lugares, chega a 5 quilômetros de profundidade.

É algo impensável, inimaginável, mas agora nós vamos ter uma conexão direta com a Europa. É uma grande entrega que vai ajudar o nosso país no escoamento de dados”, disse o ministro das Comunicações, Fábio Faria.Rota complicada

Atualmente, todo o tráfego de internet entre Brasil e Europa se dá através de uma rota indireta, que necessita de servidores norte-americanos como ponte de comunicação – estrutura que gera um atraso no envio e recebimento de dados para os dois lados.

Segundo informa o Ministério das Comunicações, a nova rota de dados cortará pela metade o tempo necessário para usuários brasileiros acessarem informações em servidores europeus e vice-versa.

O Ministério das Comunicações informa que o investimento para a nova rota foi de cerca de R$ 1 bilhão e foi financiado por uma empresa privada do setor de tecnologia e telecomunicações. A iniciativa, segundo informa a pasta, deve aumentar negócios digitais e atrair investimentos para o Brasil.

Por:Agência Brasil

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Governo anuncia lançamento de cabo submarino de fibra ótica entre Brasil e Europa

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, anunciou hoje (10) o lançamento de um cabo submarino de fibra ótica que ligará Fortaleza (CE) a Sines, em Portugal, com previsão de expansão para pontos no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de conexões na África e em outros países europeus, ilhas do Atlântico e Guiana Francesa.

A estimativa é de que o projeto esteja concluído até meados de 2021.

“Na segunda-feira (14), faremos o lançamento de um cabo submarino de fibra ótica que vai sair de Fortaleza até Sines, em Portugal. Serão mais de 6 mil quilômetros. Estimamos que até o segundo trimestre do ano que vem estará pronto”, disse o ministro.

Hoje, toda a informação que o nosso país envia para o Velho Continente vai primeiro para os Estados Unidos, e de lá segue para data centers na Europa. Esse percurso leva o dobro de tempo do que é necessário para fazer a conexão direta entre as duas regiões.

A obra será feita pela empresa EllaLink, proprietária e operadora dos serviços que serão oferecidos pela fibra, tão logo esteja com a infraestrutura concluída. A estrutura proporciona o tráfego de dados a 72 Terabits por segundo (Tbps) e latência de 60 milissegundos. Ao todo, serão lançados e ancorados 6 mil quilômetros de cabos de alta capacidade que devem conectar a capital cearense a Portugal.

“O cabo, em alguns lugares, chega a 5 quilômetros de profundidade. É algo impensável, inimaginável, mas agora nós vamos ter uma conexão direta com a Europa. É uma grande entrega do Ministério das Comunicações que vai ajudar o nosso país no escoamento de dados”. afirmou Faria.

Por:RG 15 / O Impacto com Agência Pará

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Médico de Monte Alegre (PA) entra na lista dos cientistas mais influentes do mundo

Pedro Fernando da Costa Vasconcelos entrou na eleição do Journal Pios Biology no mês de outubro.

Pesquisar é algo que faz parte da vida do virologista e professor paraense Pedro Fernando da Costa Vasconcelos, 63 anos, há muito tempo. Tanto que a contribuição dele à saúde em escala mundial acaba de ser reconhecida mediante a inclusão do nome de Pedro na relação dos 100 mil cientistas mais influentes do mundo, de acordo com publicação do Journal Plos Biology em outubro passado. Foi, então, apresentado um banco de dados utilizados até 2019, organizado por uma equipe da Universidade de Stanford (EUA). A base de dados do estudo atualiza a posição dos cientistas nos rankings sobre o impacto do pesquisador ao longo da carreira e, também, o impacto do pesquisador em um único ano (no caso, 2019). Natural de Monte Alegre (PA), Pedro Vasconcelos está em ambas relações.

Na pesquisa, com avaliação de 7 milhões de cientistas, são consideradas métricas de produtividade em pesquisa, citações e afins. A lista inclui cientistas que não estão entre os 100 mil, mas figuram entre os 2% melhores em suas áreas de investigação. No total, sete milhões de carreiras foram avaliadas.

Médico formado em 1982 pela UFPA, virologista, com doutorado em Epidemiologia Clínica pela UFBA, em Salvador, e pós-Doutorado na University of Texas Medical Branch em Galveston Texas, EUA, em Virologia Molecular. Ele atua como médico virologista desde 1983. “Eu atuei no Instituto Evandro Chagas entre fevereiro de 1983 quando fui admitido, até abril de 2019, quando pedi minha exoneração do cargo de diretor e, em seguida, me aposentei”, conta. Pedro foi diretor do IEC entre 2014 e 2019.

Pesquisar é algo que faz parte da vida do virologista e professor paraense Pedro Fernando da Costa Vasconcelos, 63 anos, há muito tempo. Tanto que a contribuição dele à saúde em escala mundial acaba de ser reconhecida mediante a inclusão do nome de Pedro na relação dos 100 mil cientistas mais influentes do mundo, de acordo com publicação do Journal Plos Biology em outubro passado. Foi, então, apresentado um banco de dados utilizados até 2019, organizado por uma equipe da Universidade de Stanford (EUA). A base de dados do estudo atualiza a posição dos cientistas nos rankings sobre o impacto do pesquisador ao longo da carreira e, também, o impacto do pesquisador em um único ano (no caso, 2019). Natural de Monte Alegre (PA), Pedro Vasconcelos está em ambas relações.

Na pesquisa, com avaliação de 7 milhões de cientistas, são consideradas métricas de produtividade em pesquisa, citações e afins. A lista inclui cientistas que não estão entre os 100 mil, mas figuram entre os 2% melhores em suas áreas de investigação. No total, sete milhões de carreiras foram avaliadas.

Médico formado em 1982 pela UFPA, virologista, com doutorado em Epidemiologia Clínica pela UFBA, em Salvador, e pós-Doutorado na University of Texas Medical Branch em Galveston Texas, EUA, em Virologia Molecular. Ele atua como médico virologista desde 1983. “Eu atuei no Instituto Evandro Chagas entre fevereiro de 1983 quando fui admitido, até abril de 2019, quando pedi minha exoneração do cargo de diretor e, em seguida, me aposentei”, conta. Pedro foi diretor do IEC entre 2014 e 2019.

Significado
Sobre o fato de ter sido incluído entre os 100 mil cientistas mais influentes no mundo, Pedro Vasconcelos destaca: “Eu recebi com naturalidade, mas ao mesmo tempo com surpresa. Afinal, nós atuamos em um dos mais respeitáveis institutos do mundo. As nossas pesquisas sempre foram bem avaliadas no Brasil, mas também no mundo afora. Por isso, seria natural estar nessa lista, mas fiquei surpreso pois eu me aposentei do IEC há pouco mais de um ano e tenho atuado esporadicamente lá, orientando os meus alunos de mestrado, doutorado e pós-doutorado que mantenho no Programa de Pós Graduação em Virologia do IEC, do qual ainda permaneço como professor permanente”.

Pedro Vasconcelos tem atuado em pesquisas científicas estratégicas na área da saúde, como a relacionada ao zika vírus”. “O Brasil fez um grande esforço para definir a associação causal do ZIKV com os casos de microcefalia e outras malformações congênitas. E a equipe do IEC que eu coordenava foi que mostrou pela primeira vez ao mundo essa associação, foi um dos mais importantes achados científicos associados com os estudos com ZIKV que resultaram em dois artigos científicos um na SCIENCE com mais de 650 citações em outros artigos científicos e outro na SCIENTIFIC REPORTS do grupo NATURE com mais de 1000 citações. Este último artigo, inclusive, foi tão bem recebido que a NATURE fez um vídeo para disponibilizar mais detalhes desse fantástico artigo”, relata.

“Outros artigos científicos de grande repercussão mundial foram nossos artigos sobre febre amarela em colaboração com a Profa. Irma Duarte (USP) e Prof. Juarez Quarema (UEPA/UFPA). Nós descrevemos as respostas “in situ” dos casos graves de febre amarela e e demonstramos de forma inéditas os mecanismos de apoptose como principal causa de morte celular na febre amarela. Nós também descrevemos um número enorme de arbovírus, e de hantavírus na Amazônia brasileira que tiveram grande repercussão científica. No tocante à vacina, quatro outros importantes artigos foram publicados, dois na NATURE COMMUNICATIONS, um na CELL e outro, o mais importante, na NATURE MEDICINE. Esses estudos financiados pelo Ministério da Saúde foram coordenados nos EUA pelo professor Pei-Yong Shi da UTMB e aqui no Brasil por mim. Foi um grande aprendizado e de “ciência de ponta” e do mais elevado nível científico!”, acrescenta.

Vida
Para Pedro Vasconcelos, pesquisar cientificamente significa “a busca de melhorar a vida em geral da população mundial”. “Lembro que a ciência não tem fronteiras, os achados científicos são universais e aplicáveis em todo o planeta, em benefício da humanidade”.
Para esse pesquisador, “o Brasil precisa melhorar os investimentos, digo, aumentar os investimentos em pesquisa científica”. “Nosso país está entre os que mais publicam na área da saúde, mas essa produção científica é heterogênea, ou seja, temos grupos (incluindo o nosso) muito produtivos e outros pouco ou nada produtivos. Isso precisa mudar, ser mais homogêneo, que os grupos produtivos sirvam de espelho para os demais, visando aumentar a produção científica de quem se acomoda e não produz de forma adequada e desejada para que nós (brasileiros) nos aproximemos dos países desenvolvidos. Portanto, o governo precisa investir mais e rápido para tentar compensar o tempo perdido por faltas de investimentos, e a mais rápida e eficiente forma de fazer isso é o governo federal descontigenciar os recursos dos fundos setoriais da saúde para que tenhamos mais recursos disponíveis para financiar as pesquisas”, ressalta.

“Isso é essencial e extremamente necessário, para que busquemos soluções para os problemas de saúde dos brasileiros. Deveria ser uma prioridade absoluta, e passa por uma ação pro-ativa do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação. O ministro do MCTI tem que sair da zona de conforto e enfrentar os problemas crônicos da falta de recursos para a ciência brasileira. Lembrar que educação e pesquisa não geram despesas, são investimentos de médio a longo prazos. Educação e Ciência sempre trazem retorno!”, acrescenta.

Covid-19
Apesar de não ser a área de sua atuação científica, dr. Pedro está envolvido com pesquisa relacionada à covid-19. Ele é presidente do Comitê de Biossegurança da Universidade do Estado do Pará (UEPA) e que tem dado suporte à reitoria nas tomadas de decisão quanto a covid-19. Pedro também participa da equipe da UEPA que está realizando o inquérito soro-epidemiológico nos municípios do Pará junto à Secretaria Estadual de Saúde (Sespa). Dr. Pedro pontua que o grande desafio com relação a covid-19 é obter drogas específicas antivirais que possam ser usadas para tratar na fase aguda da doença, antes, portanto, da fase inflamatória, que é a fase que complica e agrava os quadros de doença dos grupos mais vulneráveis ao SARS-CoV-2.

“Ainda não temos nenhuma droga disponível e não acredito que teremos no médio prazo. Outro grande desafio é obter uma vacina que seja de baixo custo, não gere eventos adversos ou efeitos colaterais, use o menor número de doses para imunizar e que gere uma robusta imunidade com formação de anticorpos neutralizantes e de células de memória imunológica. Esses são os mais importantes desafios do SARS-CoV-2 para mim. Mas não tenho dúvidas de que muito em breve teremos pelo menos a vacina!”, finaliza.
Foto: Reprodução
Fonte: Portal Santarém Com informações de O Liberal

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