Novo terremoto atinge o Haiti

Tremor de magnitude 5,9 ocorre horas depois de outro de 7,2 deixar mais de 300 mortos no país.
Moradores observam casas que desabaram com o terremoto em Les Cayes, no Haiti — Foto: Ralph Tedy Erol/Reuters

Horas depois do grande terremoto que deixou mais de 300 mortos, um novo tremor de magnitude 5,9 atingiu o Haiti na noite deste sábado (14), informou o Centro Sismológico Europeu do Mediterrâneo (EMSC, na sigla em inglês).

O novo terremoto ocorreu a uma profundidade de 8 km (4,97 milhas), disse a EMSC. Ainda não há informações de vítimas.

Mais cedo, mais de 300 pessoas morreram e centenas ficaram desaparecidas após um terremoto de magnitude 7,2. As cidades de Cayes e Jérémie, no sudoeste da ilha, foram as mais afetadas pelo tremor.

O primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, decretou estado de emergência por 30 dias. Henry lamentou as mortes e disse, em nota, que já mobilizou recursos do governo para dar apoio às vítimas.

“Meus sentimentos aos parentes das vítimas deste sismo que gerou tantas perdas de vidas humanas e materiais em vários departamentos [equivalente a estados] do país”, escreveu Henry. “Faço um apelo ao espírito de solidariedade e compromisso de todos os haitianos, a fim de nos unirmos para enfrentar esta situação dramática que vivemos”, seguiu o mandatário. “A união faz a força.”
Terremoto de magnitude 7,2 afeta Haiti. — Foto: Fernanda Garrafiel / Arte G1

Terremoto de magnitude 7,2 afeta Haiti. — Foto: Fernanda Garrafiel / Arte G1

O forte tremor pôde ser sentido também na República Dominicana, Cuba e Jamaica, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).

O presidente norte-americano, Joe Biden, autorizou ajuda imediata ao Haiti e designou para a função Samantha Power, diretora da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês).

O epicentro do terremoto foi identificado a 8 km da cidade de Petit Trou de Nippes (no oeste da ilha), a cerca de 150 km da capital Porto Príncipe, e a uma profundidade de 10 km.
Um terremoto levemente maior que o ocorrido em 2010, de magnitude 7,0 — diferença de 0,2 na Escala Richter —, que deixou cerca de 300 mil mortos e 1,5 milhão de pessoas desabrigadas. A expectativa é que o tremor atual não tenha o mesmo impacto do de 2010, que teve seu epicentro muito mais próximo de Porto Príncipe, a parte mais povoada do Haiti, a uma distância de apenas 25 km.

Ainda assim, imagens que circulam em redes sociais mostram prédios, fachadas e marquises caídas em partes do país. Há relatos de destruição em ao menos duas cidades.

Terremoto de magnitude 7,2 afeta Haiti. — Foto: Fernanda Garrafiel / Arte G1
Terremoto de magnitude 7,2 afeta Haiti. — Foto: Fernanda Garrafiel / Arte G1

Crise política e humanitária

O terremoto atinge o Haiti em um momento de forte crise política, que é anterior até mesmo ao assassinato do presidente Jovenel Moïse, em julho deste ano.

Moïse dissolveu o Parlamento e governava por decreto havia mais de um ano, após o país não conseguir realizar eleições legislativas, e queria promover uma polêmica reforma constitucional.

Após o assassinato do presidente por um grupo de mercenários, um governo interino assumiu o controle do país até a realização de novas eleições.

A nação mais pobre das Américas tem um longo histórico de ditaduras e golpes de Estado.

Nos últimos meses, o Haiti enfrentava também uma crescente crise humanitária, com escassez de alimentos e aumento nas taxas de violência.

O PIB per capita do país é de US$ 1,6 mil por ano (cerca de R$ 8,5 mil), e cerca de 60% da população vive com menos de US$ 2 por dia (pouco mais de R$ 10).

O Haiti tem 11,3 milhões de habitantes, faz fronteira com a República Dominicana na ilha Hispaniola, no Caribe, e tem um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo: 0,51.

Colonizado em 1492, após a chegada de Cristóvão Colombo à América, o Haiti foi o primeiro país do continente a conquistar a sua independência e a primeira república a ser liderada por negros, quando derrubou o domínio francês no começo do século XIX.

Por G1
15/08/2021 00h55

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Menino de 8 anos pode ser morto após urinar em biblioteca

Apesar de não haver sentença de morte por blasfêmia desde a década de 80, os acusados costumam morrer linchados pela população | Foto:Reprodução

Menino de 8 anos urinou em uma biblioteca de uma madraça, local onde ficam guardados livros religiosos

Você já imaginou uma criança enfrentar uma pena de morte por causa de uma ‘travessura’, ou algo do tipo? Foi o que aconteceu no Paquistão, local onde a religião também influencia na vida política e legislativa.

Um menino hindu de apenas 8 anos se tornou a pessoa mais jovem a ser acusado de blasfêmia em solo paquistanês. A sentença pode chegar até à pena de morte. Tudo isso porque o garoto urinou intencionalmente dentro da biblioteca de uma madraça, onde livros religiosos são guardados.

Houve reação por parte dos mulçumanos, após a libertação do menino acusado sob fiança, na semana passada. Eles queimaram um templo hindu de Punjab e membros da comunidade hindu também fugiram com medo de represálias.

Militares enviados ao local tentam ajudar a manter a paz.

No sábado, 20 pessoas foram presas em conexão com o ataque ao templo.

Um membro da família do garoto falou ao jornal The Guardian: “Ele [o menino] está ciente de tais questões de blasfêmia e tem sido indulgente com esses assuntos. Ele ainda não entende qual foi seu crime e por que foi preso por uma semana”.

“Deixamos nossas oficinas e trabalho, toda a comunidade está assustada e temos medo de reações. Não queremos voltar a esta área”, diz o familiar do menino.

A acusação de blasfêmia contra a criança chocou peritos jurídicos do mundo todo. A sentença pode levar à pena de morte, apesar de ninguém ter sido executado por esse crime desde 1986. Porém, frequentemente, os acusados são atacados e às vezes mortos por linchamento.

Ramesh Kumar, legislador e chefe do Conselho Hindu do Paquistão, disse: “O ataque ao templo e as acusações de blasfêmia contra o menor de oito anos realmente me chocaram. Mais de cem casas da comunidade hindu foram esvaziadas devido ao medo de ataques”.

Kapil Dev, ativista de direitos humanos, disse: “Exijo que as acusações contra o menino sejam retiradas imediatamente e exorto o governo a fornecer segurança para a família e aqueles que foram forçados a fugir”.

“Os ataques a templos hindus aumentaram nos últimos anos, mostrando um nível crescente de extremismo e fanatismo. Os recentes ataques parecem ser uma nova onda de perseguição aos hindus”, diz o ativista.

Com informações de The Guardian

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Carta com três balas dirigida ao papa Francisco é interceptada em Milão

(Foto:Reprodução) – A polícia italiana interceptou nesta segunda-feira, num escritório postal de Milão, uma carta endereçada ao papa Francisco que continha três balas. Os agentes confiscaram o envelope no centro de Peschiera Borromeo, onde é feita a triagem das correspondências, e abriram uma investigação sob a autorização da promotora-adjunta de Milão, Alessandra Cerreti. Até o momento, eles não descartam nenhuma hipótese.

Segundo a imprensa local, a missiva continha três balas de calibre 9 milímetros e uma mensagem relacionada aos escândalos financeiros do Vaticano e ao julgamento, iniciado dias atrás, de diversas pessoas imputadas por diferentes delitos econômicos, entre elas o cardeal Angelo Becciu, defenestrado por Francisco.

Os jornais também informam que a carta, sem remetente, foi enviada da França, segundo foi possível saber pelo carimbo. O destinatário estava escrito com caneta. Embora quase não fosse legível, podia-se ler: “Papa – Cidade do Vaticano, praça de São Pedro, Roma”.

Os funcionários do escritório postal encontraram o envelope com as balas durante as operações de triagem das correspondências na noite de domingo para segunda, e avisaram imediatamente os carabinieri (policiais). Neste momento, a unidade de inspeção do corpo militar está examinando todo o material. Até agora não se conhecem mais detalhes sobre o incidente, e o Vaticano não fez nenhum comentário.

Em 29 de julho passado, foi realizada no Vaticano a primeira audiência do julgamento contra uma dezena de acusados, entre eles o outrora influente cardeal Becciu, por suposto desvio de fundos e corrupção. É a primeira vez que um cardeal se senta no banco dos réus perante um juiz no Vaticano. O papa Francisco incluiu recentemente essa modificação no ordenamento jurídico, já que até agora os cardeais eram julgados a portas fechadas por outros cardeais. O pontífice poderia ter colocado o caso nas mãos da Justiça italiana, mas decidiu que a Santa Sé assumisse o processo como sinal de sua disposição de deter e condenar publicamente a corrupção na Cúria romana, lançando luz sobre um escândalo no qual está diretamente envolvido um de seus até recentemente mais estreitos colaboradores.

O tribunal, presidido pelo ex-juiz italiano antimáfia Giuseppe Pignatone, deverá determinar as dinâmicas criminais e o papel dos acusados naquele que o promotor responsável pela instrução classificou como “um sistema podre e predatório”, que consistia em realizar investimentos de finalidade e procedimento duvidosos com dinheiro procedente do chamado Óbolo de São Pedro —o instrumento que canaliza as doações de todas as igrejas do mundo ao Vaticano, que teoricamente são destinadas à caridade.

Segundo as investigações, esse princípio não foi respeitado e, pelo menos durante uma década, vigorou um sistema financeiro paralelo com práticas como fraude e lavagem de dinheiro. Para o Vaticano foi um grande escândalo, já que sua política financeira está há anos sob o escrutínio da imprensa, após outros escândalos econômicos, e também na mira de organismos e instituições internacionais, que lhe exigem transparência.

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Fonte:EL PAÍS por Lorena Pacho

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Após falas de Queiroga, Rússia suspende envio de vacinas ao Brasil

A decisão partiu do Fundo de Investimento Russo após o Ministro da Saúde dizer que o país não necessitava dos imunizantes (Foto:Tatyana Makeyeva/ Reuters)

O lote com 1,1 milhão de doses da vacina Sputnik V, contra a Covid-19, esperado pelos estados do Consórcio Nordeste, não chegará ao Brasil nesta quarta-feira (28). A decisão de suspensão foi tomada pelo Fundo Russo de Investimento (RDIF) após a declaração pública do Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de que o Brasil “não tinha necessidade” dos imunizantes Sputnik V e Covaxin.

Uma reunião com o Ministério da Saúde da Rússia e com os governadores dos estados do consórcio, formado por Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, foi marcada para esta quarta (28) para resolver o impasse.

A importação das vacinas russas foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pelo mecanismo chamado importação excepcional e temporária. Entretanto, a agência determinou que apenas 1% da população dos estados solicitantes fossem vacinadas com o imunizante e que o uso enfrentaria algumas restrições quanto à faixa etária e quadro de saúde dos vacinados.

Por:O Liberal

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Anitta leva caravana e faz participação especial em show de Xanddy nos EUA; assista

Anitta leva caravana e faz participação especial em show de Xanddy nos EUA; assista (Foto: Reprodução / Instagram)
A melhor segunda-feira do mundo foi antecipada e se tornou o melhor domingo do mundo com direito a mudança de endereço para os Estados Unidos no último final de semana, e participação especial de Anitta.

De volta aos palcos após mais de um ano parado devido à pandemia do coronavírus, Xanddy transformou Fort Lauderdale, na Flórida, em um Wet’n Wild com a apresentação do projeto ‘Samba & Summer’ na cidade norte-americana.
A apresentação deu ao público um gostinho de Brasil, e fez a cantora Anitta subir ao palco para dar uma palhinha e se acabar no pagode. A funkeira precisou desmarcar um compromisso profissional para estar na Flórida, e fez questão de levar uma caravana para a apresentação.

https://twitter.com/i/status/1419628671757922306

 

“Agora eu vou direto para Los Angeles trabalhar. Vou chegar trabalhando, isso porque eles queriam colocar a campanha para gravar pra hoje. Eu disse ‘Não, não, não não. Harmonia, Xanddy, sambinha’. Aí eu vou ter que chegar já trabalhando. Mas é isso aí, feliz. Cansada? Cansada. Destruída? Destruída, mas feliz”.
No novo formato de show, Xanddy se apresenta de forma reduzida em uma espécie de carreira solo, já que todos os músicos da banda não puderam estar lá por conta das restrições do novo coronavírus.

“Por questões burocráticas de acesso ao EUA e também por conta de logística, meus companheiros do Harmonia não estarão comigo fazendo esse som”, explicou o cantor na época do lançamento do evento.

https://twitter.com/i/status/1419628705295605760

 

Fonte:Holofote por Bianca Andrade
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Mulheres relatam aumento dos seios após receberem vacina da Pfizer

O aumento no tamanho dos seios pode tratar-se de uma resposta do sistema imunológico à vacina, disse Agência de Saúde  – (Foto:Divulgação)

Várias mulheres disseram que houve um aumento do tamanho dos seios depois de serem vacinadas com a vacina da Pfizer, contra a Covid-19. “Tive que comprar um soutien maior”, revelou uma das mulheres, que não foi identificada. Uma outra pessoa reportou o crescimento dos seios em dois tamanhos após a inoculação. Com informações da Confira Mídia.

Os depoimentos vindos da Noruega se juntam a outros alertas para efeitos colaterais da vacina contra a Covid-19. Segundo a Agência Norueguesa de Medicamentos, o aumento no tamanho dos seios ‘pode tratar-se de uma resposta do sistema imunológico à vacina da Pfizer’.

Por:O Liberal

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Estudo aponta que 740 mil casos de câncer no mundo estão associados ao consumo de álcool

Consumo de álcool tem relação com 4% dos casos de câncer no mundo, diz estudo Foto: Marcos Santos/USP Imagens / Marcos Santos/USPI

Desses, 14% são de pessoas que bebem apenas moderamente, afirma pesquisa global publicada pela The Lancet Oncology; no Brasil, são 20,5 mil casos

RIO — Um estudo global publicado na revista científica The Lancet Oncology aponta que 4% dos novos casos de câncer diagnosticados em 2020, o que representa 740 mil pacientes, podem estar associados ao consumo de álcool. Apenas no Brasil foram 20,5 mil casos.

Ainda de acordo com a pesquisa, o grupo mais atingido são os homens (77% dos casos) e os tipos mais comuns da doença associado com álcool são de câncer no esôfago (189.700 casos), fígado (154.700) e mama (98.300), seguidos por colorretal, boca e garganta.

— Precisamos urgentemente aumentar a conscientização sobre a ligação entre o consumo de álcool e o risco de câncer entre os formuladores de políticas públicas e os consumidores. Estratégias de saúde pública, como redução da disponibilidade de álcool, rotulagem de produtos alcoólicos com advertências de saúde e proibições de marketing podem reduzir as taxas de consumo — afirma Harriet Rumgay, uma das autoras do estudo, da Agência Internacional para Pesquisa do Câncer (Iarc), da França.

Rumgay recomenda ainda que os países adotem políticas fiscais e aumento de preços que levaram à diminuição do consumo de álcool na Europa.

— O contexto local é essencial para uma política bem-sucedida em torno do consumo de álcool e será fundamental para reduzir os casos de câncer relacionados ao consumo de álcool — defende.

As regiões da Ásia Oriental e da Europa tiveram 6% dos casos de câncer relacionados ao consumo de álcool. Esses foram os locais com as maiores proporções, enquanto no Norte da África e na Ásia Ocidental esse índice ficou abaixo de 1%.

Em nível nacional, as proporções de casos de câncer associados ao álcool foram estimadas como mais altas na Mongólia (10%, 560 casos) e mais baixas no Kuwait (estimado em 0%, menos de 5 casos).

O Brasil teve aproximadamente 20.500 casos de câncer ligados ao álcool, o equivalente a 4% das ocorrências identificadas no levantamento. É uma taxa semelhante a vista em Reino Unido (16.800 episódios), França (21.500) e França (20 mil). O ranking é  liderado por China (282.300 casos) e Índia (62.100).

Segundo a pesquisadora, o estudo destaca a contribuição mesmo de níveis relativamente baixos de consumo de álcool para as taxas de câncer, o que segundo ela é preocupante, mas também sugere que pequenas mudanças no comportamento público podem impactar positivamente as taxas futuras da doença.

— As tendências sugerem que, embora haja uma diminuição no consumo por pessoa em muitos países europeus, o uso de álcool está aumentando em países asiáticos, como China e Índia, e na África Subsaariana — afirma Rumgay. — Além disso, há evidências de que a pandemia de Covid-19 aumentou as taxas de consumo de álcool em algumas nações.

Além da Iarc, também participaram do estudo o Centro de Vício e Saúde Mental (Canadá), a Universidade de Toronto (Canadá), o Centro de Pesquisa e Informação sobre Abuso de Substâncias (Nigéria), a Sociedade Americana de Câncer, a Organização Comprehensive Cancer da Holanda, o Centro Médico da Universidade Erasmus (Holanda), a Primeira Universidade Médica Estatal de Moscou (Rússia) e a Universidade Técnica de Dresden (Alemanha).

Pesquisas anteriores demonstraram que o consumo de álcool causa danos ao DNA por meio do aumento da produção de substâncias químicas nocivas no corpo e afeta a produção de hormônios, o que pode contribuir para o desenvolvimento do câncer. O álcool também pode piorar os efeitos cancerígenos de outras substâncias, como o tabaco.

De acordo com o novo estudo, entre os 740 mil casos de câncer associado ao consumo de álcool, 39% (291 mil) são em pessoas que bebem de 20g a 60g por dia (entre duas e seis doses); e 47% (346) de quem consome mais de 60g (seis doses).

No entanto, o consumo moderado de álcool também foi considerado problemático, com estimativas de que esse nível de consumo representou 14% (103.100 casos) do total de casos causados pelo álcool.

Metodologia

No estudo, os pesquisadores usaram os níveis de ingestão de álcool por pessoa por país de 2010. Ou seja, dez anos antes dos dados de casos de câncer, por conta do tempo que leva para a ingestão de álcool afetar o possível desenvolvimento da doença.

Em seguida, relacionou essas informações com a estimativa de casos de câncer em 2020 para chegar ao número de episódios associados ao álcool em cada país.

No entanto, a pesquisa conta com algumas limitações, incluindo o efeito potencial da pandemia de Covid-19, que afetou comportamentos, como o consumo de álcool e serviços de câncer em muitos países. Portanto, isso pode ter afetado os riscos de câncer e as taxas de diagnóstico.

Além disso, a análise do estudo não levou em consideração o consumo anterior de álcool ou quaisquer relações entre tabaco ou obesidade com álcool. Assim, o estudo pode ter atribuído erroneamente ao álcool casos que foram motivados por outros fatores, como o fumo.

Outro problema é que os registros de casos de câncer podem ser de qualidade limitada, especialmente para países de baixa e média renda.

Fonte:O GLOBO
13/07/2021 – 19:30

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Governo argentino denuncia ex-presidente Macri por enviar armas à Bolívia

Mauricio Macri (Foto:Ueslei Marcelino / Arquivo Reuters)

A atual administração acusa Macri e funcionários dele de enviar ilegalmente armamento e munições

O governo do presidente da Argentina, Alberto Fernández, denunciou judicialmente nesta segunda-feira, 12, o ex-presidente Mauricio Macri (2015-2019) e quase uma dezena de funcionários da gestão Cambiemos pelo envio de “material repressivo” à Bolívia em novembro de 2019, informa a agência estatal Télam. O episódio ocorreu, segundo a agência, quando o presidente Evo Morales, que estava no poder desde 2019, acabou forçado a renunciar em meio a violentos protestos, no que a agência argentina qualifica como um “golpe de Estado”.

A atual administração acusa Macri e funcionários dele de enviar ilegalmente armamento e munições para a Bolívia, colocando o material “à disposição da ditadura que recém havia tomado o poder no país vizinho, encabeçada por Jeanine Áñez”. A denúncia judicial diz que houve a adulteração de quantidades e destinações declaradas em distintas instâncias de controle, inclusive o serviço aduaneiro, para colaborar com o novo regime no país vizinho.

Fernández considerou a suspeita “muito grave” e disse ser necessária a denúncia, segundo a imprensa local.

Por:Agência Estado

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Polícia do Haiti prende homem que vive nos EUA e contratou colombianos para matar o presidente

O chefe da Polícia Nacional do Haiti, Leon Charles, fala durante uma entrevista coletiva sobre o assassinato do presidente do país, Jovenel Moise, em em 11 de julho de 2021 — Foto: Ricardo Arduengo/Reuters

Nas redes sociais, haitiano Charles Emmanuel Sanon se apresenta como médico. Ele já publicou vídeos e mensagens em que fala sobre a política no Haiti.

A polícia do Haiti anunciou no domingo (11) a prisão de um cidadão haitiano que vive nos Estados Unidos e contratou parte dos colombianos suspeitos de assassinar o presidente do país, Jovenel Moise.

O diretor-geral da Polícia Nacional, Léon Charles, afirmou que Charles Emmanuel Sanon, de 63 anos, “entrou no Haiti a bordo de um avião particular com objetivos políticos” (veja no vídeo abaixo).

Nas redes sociais, Sanon se diz médico e já publicou vídeos e mensagens em que fala sobre a política no Haiti há cerca de dez anos.

Charles diz que Sanon chegou ao Haiti em junho, acompanhado de colombianos contratados para fazer a sua segurança, mas “depois a missão foi alterada”. “A missão era deter o presidente da República, e daí se montou a operação”.

Os colombianos foram contratados por meio de uma empresa de segurança venezuelana chamada CTU, que tem sede na Flórida, e a polícia chegou a Sanon após interrogar os detidos. Segundo Léon Charles, os suspeitos de matar o presidente ligaram para Sanon quando foram cercados.

“Quando nós, a polícia, bloqueamos o avanço desses bandidos depois de terem cometido seu crime, a primeira pessoa para quem um dos agressores ligou foi Charles Emmanuel Sanon”.

O chefe da polícia disse que, na sequência, Sanon “entrou em contato com outras duas pessoas que consideramos autores intelectuais do assassinato do presidente Jovenel Moise”. A identidade destes dois suspeitos não foi revelada.

Charles disse ainda que os policiais encontraram na casa de Sanon no Haiti um chapéu com o logotipo da agência antidrogas dos Estados Unidos, 20 caixas de balas, peças de armas, quatro placas de automóveis da República Dominicana, dois carros e correspondências com pessoas não identificadas.

Militares colombianos envolvidos

A polícia haitiana divulgou na quinta-feira (8), antes de chegar a Sanon, que ao menos 28 pessoas participaram do crime: 26 colombianos e dois americanos de origem haitiana (veja no vídeo abaixo).

No mesmo dia, o governo da Colômbia anunciou que parte dos suspeitos é militar da reserva e enviou o chefe do diretório nacional de inteligência e o diretor de inteligência da Polícia Nacional do país para o Haiti, para ajudar nas investigações.

A polícia haitiana já prendeu 18 colombianos e 3 haitianos americanos (incluindo Sanon), segundo o diretor-geral. Cinco colombianos ainda estão foragidos e três foram mortos.

Já o governo de Taiwan revelou na sexta-feira (9) que 11 homens armados invadiram sua embaixada em Porto Príncipe após a morte e autorizou a polícia haitiana a entrar no local e prender os suspeitos.

“A pedido do governo haitiano — e para ajudar na detenção dos suspeitos —, a embaixada deu permissão à polícia haitiana para entrar no perímetro da embaixada”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Taiwan, Joanne Ou.

hiti2Metralhadoras, celulares e passaportes apreendidos com os suspeitos de assassinar o presidente do Haiti, Jovenel Moise, são mostrados à imprensa em Porto Príncipe em 8 de julho de 2021 — Foto: Estailove St-Val/Reuters

 

quadrilhaSeis dos detidos por suspeita de estarem por trás do assassinato do presidente do Haiti, Jovenel Moise, em foto desta quinta (8) — Foto: Joseph Odelyn/AP Photo

Membros do governo americano chegaram ao Haiti no domingo (11) para ajudar nas investigações e se reuniram com o diretor-geral da Polícia Nacional. São funcionários do FBI (a Polícia Federal dos EUA) e dos departamentos de Estado, de Justiça e de Segurança Interna.

A delegação americana também teve reuniões em separado com os principais atores políticos locais, como o primeiro-ministro interino do país, Claude Joseph, e o presidente do Senado, Joseph Lambert.

Vácuo de poder

País mais pobre das Américas, o Haiti vive uma grave crise política, econômica e social, com aumento da violência e da pobreza e piora da pandemia. E há controvérsias sobre quem deve comandar o país após a morte de Moise.

O primeiro-ministro interino, Claude Joseph, chegou a assumir, também interinamente, a presidência. No mesmo dia, ele decretou estado de sítio por 15 dias.

hiti3O então presidente do Haiti, Jovenel Moise (ao centro), ao lado da primeira-dama, Martine Moise, e o primeiro-ministro interino do país, Claude Joseph (à direita), em 18 de maio de 2021 — Foto: Joseph Odelyn/AP

Mas, pela Constituição haitiana, Joseph não poderia assumir o cargo por ocupar o cargo interinamente e o presidente da Suprema Corte do país estaria na linha sucessória. Só que René Sylvestre morreu de Covid-19 há menos de um mês e ainda não foi substituído.

O médico Ariel Henry já havia sido anunciado como sucessor de Joseph, mas ainda não tinha tomado posse formalmente. Ele também chegou a reivindicar que deveria assumir a presidência.

Henry afirmou ao jornal haitiano “Le Nouvelliste” que não considerava Joseph o primeiro-ministro legítimo. “Acho que precisamos conversar. Claude deveria permanecer no governo que eu teria”.

Na sexta (9), o presidente do Senado, Joseph Lambert, foi declarado presidente interino do Haiti pelo Senado. “Eu me reuni com a delegação americana e, juntos, valorizamos a resolução do Senado que me elegeu presidente interino da República”, afirmou Lambert.

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Presidente assassinado

Inúmeras perguntas sem respostas permanecem cinco dias após o assassinato de Moise, que foi morto a tiros em sua casa, durante a madrugada da quarta-feira (7). A primeira-dama, Martine Moise, foi baleada e hospitalizada.

Gravemente ferida, Martine foi transferida para Miami, nos Estados Unidos, onde segue internada. Os três filhos do casal, Jomarlie, Jovenel Jr. e Joverlein, estão em um “local seguro”, segundo as autoridades.

Moise levou 12 tiros e foi encontrado no chão, de costas, e coberto de sangue. O escritório e o quarto do presidente foram saqueados. Ainda não se sabe quem foi o mandante nem o motivação do crime.

O presidente foi eleito com 600 mil votos em um país com 11,3 milhões de habitantes. Pouco conhecido antes das eleições, ele conseguiu vencer com o apoio do ex-presidente Michel Martelly.

Desde que assumiu o cargo, em 2017, Moise enfrentava protestos contra seu governo —primeiro por alegações de corrupção e por sua gestão da economia, depois por seu crescente controle do poder.

Ele tinha dissolvido o Parlamento e governava por decreto há mais de um ano, após o país não conseguir realizar eleições legislativas, e queria promover uma polêmica reforma constitucional.

Em fevereiro, autoridades do país disseram ter frustrado uma “tentativa de golpe” de Estado contra o presidente, que também seria alvo de um atentado malsucedido.

hitiO presidente assassinado do Haiti, Jovenel Moise, durante uma entrevista em agosto de 2019 — Foto: Dieu Nalio Chery/Reuters

Pobreza extrema

O Haiti é a nação mais pobre das Américas e tem um longo histórico de ditaduras e golpes de Estado. Nos últimos meses, enfrentava uma crescente crise política e humanitária, com escassez de alimentos e violência nas ruas.

O PIB per capita do país é de US$ 1,6 mil por ano (cerca de R$ 8,5 mil), e cerca de 60% da população vive com menos de US$ 2 por dia (pouco mais de R$ 10).

O Haiti tem 11,3 milhões de habitantes, faz fronteira com a República Dominicana na ilha Hispaniola, no Caribe, e tem um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo: 0,51.

Colonizado em 1492, após a chegada de Cristóvão Colombo à América, o Haiti foi o primeiro país do continente a conquistar a sua independência e a primeira república a ser liderada por negros, quando derrubou o domínio francês no começo do século XIX.

O país já foi invadido e sofreu intervenção dos EUA no século XX e tem um longo histórico de ditadores, como François “Papa Doc” Duvalier e seu filho, Jean-Claude “Baby Doc”. A primeira eleição livre do país ocorreu em 1990, mas Jean-Bertrand Aristide foi deposto por um golpe no ano seguinte.

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Haiti — Foto: Amanda Paes/G1

Por G1

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Presidente do Haiti é morto a tiros na residência oficial

(Foto:| Reprodução) – Um grupo de indivíduos não identificados atacou a residência particular do presidente haitiano durante a noite e o matou a tiros.

O presidente do Haiti, Jovenel Moïse, foi assassinado nesta madrugada em sua casa em Porto Príncipe, em um “ato desumano e bárbaro”, disse o primeiro-ministro interino Claude Joseph em um comunicado nesta quarta-feira (7).

Um grupo de assassinos não identificados atacou a residência particular do presidente haitiano durante a noite e o matou a tiros. A primeira-dama Martine Moïse ficou ferida e está recebendo cuidados médicos, disse Joseph no comunicado.

O ataque ocorreu em meio a uma onda crescente de violência politicamente ligada ao empobrecimento do país caribenho. Com o Haiti politicamente dividido e enfrentando uma crescente crise humanitária e de escassez de alimentos, há temores de uma desordem generalizada. “Todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a continuidade do estado e proteger a nação”, disse Joseph.

Tiros foram ouvidos em toda a capital. Porto Príncipe vinha sofrendo um aumento na violência enquanto gangues lutavam entre si e a polícia pelo controle das ruas.

Moïse vinha enfrentando fortes protestos desde que assumiu a presidência em 2017, com a oposição acusando-o este ano de tentar instalar uma ditadura ao prolongar seu mandato e tornar-se mais autoritário – acusações que ele negou.

Por: CNN Brasil

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