Homem armado é preso ao tentar invadir castelo da rainha da Inglaterra

Rainha Elizabeth (Foto: Leon Neal / AFP) –  Elizabeth II e sua família, que se encontravam no local, forama alertados do incidente

LONDRES – Um homem armado foi preso na manhã deste sábado após tentar invadir com uma arma o Castelo de Windsor, onde a rainha Elizabeth II celebra o natal acompanhada de sua família. Segundo a polícia inglesa, o homem  não chegou a conseguir entrar em nenhum prédio da propriedade.

Morador de Southampton, há cerca de uma hora de distância de Windsor, o homem, que teria segundo as autoridades 19 anos, foi preso sob a suspeita de invasão e posse de arma.

— Uma investigação está em andamento após este incidente e estamos trabalhando com colegas da Polícia Metropolitana — disse a subtenente Rebecca Mears ao jornal britânico ‘The Guardian’.

Ainda de acordo com a polícia, os membros da família real presentes no Castelo foram informados do episódio.

O caso trouxe à memória uma invasão, desta vez bem sucedida, do Palácio de Buckingham: em 1982, Michael Fagan, um pintor e decorador de ambientes, conseguiu burlar o esquema de segurança do local em duas ocasiões. Na primeira, teve acesso a uma sala do palácio e chegou a beber meia garrafa de vinho antes de sair sem ser notado. Na segunda, ele entrou no quarto da rainha Elizabeth II, quando a monarca estava dormindo.

Apesar de ter chegado tão perto da rainha, ele passou apenas três meses em um hospital psiquiátrico antes de ser liberado: à época, invadir o palácio era considerado uma contravenção, e não um crime, algo que foi alterado em 2007, assim como todos os protocolos de segurança na mais conhecida residência da família real britânica.

O Globo e agências internacionais
25/12/2021 –

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Um dia depois de vitória de Boric, Bolsonaro volta a se isolar e não cumprimenta novo presidente do Chile

O presidente Jair Bolsonaro Foto: Alan Santos / Agência O Globo

Durante o seu mandato, presidente tem se negado a cumprir protocolo quando adversários vencem eleições no exterior.

BRASÍLIA — Um dia depois de Gabriel Boric, de esquerda, vencer a eleição presidencial no Chile, o presidente Jair Bolsonaro ainda não o cumprimentou pela vitória. Na América do Sul, a maioria dos líderes já felicitou o presidente eleito, que superou seu rival José Antonio Kast, de extrema direita, com 55,9% dos votos.

Durante todo o seu mandato, o presidente Bolsonaro tem demonstrado dificuldades em aceitar derrotas de aliados, como foi o caso de Kast. Nas eleições dos Estados Unidos, Bolsonaro demorou 38 dias para cumprimentar o atual presidente, Joe Biden, pela vitória sobre Donald Trump. Em outubro de 2019, Bolsonaro lamentou a vitória de Alberto Fernández na Argentina e disse que não iria cumprimentar o novo líder do país vizinho

Nas eleições chilenas, o candidato José Antonio Kast, de extrema direita, admitiu sua proximidade com o ideário de Bolsonaro no Brasil. Por outro lado, apoiadores de Boric usaram imagens do presidente brasileiro para criticar Kast. Em uma publicação, dizem que Bolsonaro, assim como Kast, também prometia salvar o Brasil do comunismo e sinalizava para um futuro melhor, mas governou um país onde 617 mil pessoas morreram de Covid-19 e que enfrenta problemas na economia.

Povo chileno festeja a vitória da esquerda na eleição para presidente (Foto:Reprodução)
Povo chileno festeja a vitória da esquerda na eleição para presidente (Foto:Reprodução)

Ao contrário de Bolsonaro, presidentes de nações vizinhas felicitaram Gabriel Boric pela vitória. Presidente da Argentina, Alberto Fernández afirmou que os países devem assumir o compromisso de fortalecer os laços de irmandade que os unem. De direita, o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, também cumrpimentou o vencedor das eleições chilenas.

Outros presidentes da região, como Nicolás Maduro, da Venezuela, Luis Arce, da Bolívia, e Mario Abdo Benítez, do Paraguai também felicitaram Boric pela vitória. O ex-presidente Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2022, enviou uma mensagem de felicitação para o candidato de esquerda.

Por:Dimitrius Dantas/Agência O Globo
20/12/2021 – 20:24
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Modelo desconvidada de festa de casamento por ficar ‘muito bonita’ desabafa: ‘Elegância é rejeitada’

A modelo alemã Alena Yildiz, de 21 anos, que acabou desconvidada após ficar “muito bonita” na prova do vestido que a própria noiva escolhera para ela desabafou no Instagram: “Elegância é rejeitada”.

A moradora de Heidelberg (Alemanha), cujo sobrenome é de origem turca, viralizou após postar fotos em que aparece com o vestido da discórdia:

Além de bombar nas redes sociais, Alena ainda foi comparada por muitos à estrela da música e do cinema americana Ariana Grande, o que deve impulsionar a sua carreira de modelo. No Instagram, após o episódio viral, ela já passa de 69 mil seguidores (no início da tarde deste sábado, mas crescendo), com muitos comentários em português: “Muito linda”, “Arrasou”…

No Instagram, muitos comentam que a noiva nunca quis Alena no casamento e que o vestido foi apenas um pretexto.


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China retira o embargo de carne bovina do Brasil, diz Ministério da Agricultura

Vendas para o país asiático, o maior comprador, haviam sido suspensas em setembro após surgirem casos suspeitos de vaca louca em Minas Gerais e Mato Grosso. (Foto:Reprodução)

A China retirou o embargo à carne brasileira que vigorava desde o início de setembro, informou o Ministério da Agricultura nesta quarta-feira (15).

A pasta não detalhou quais cortes poderão voltar a ser vendidos. Segundo a agência de notícias Reuters, o governo chinês autorizou a importação de cortes sem osso de animais de até 30 meses de idade.

A China é o maior comprador da carne brasileira. Em setembro, as vendas para o país asiático foram suspensas após dois casos atípicos de vaca louca terem sido notificados em Minas Gerais e Mato Grosso.

A medida atendeu a um protocolo sanitário firmado com a China, que prevê interrupção do comércio em caso de identificação da doença, ainda que os casos identificados no Brasil não apresentem risco de contaminação.

A decisão de retomada, por outro lado, dependia da China, que manteve o veto por meses mesmo após a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) ter informado que as ocorrências não representam risco para a cadeia de produção bovina brasileira.

Principal mercado

A China é o principal mercado da carne bovina brasileira e compra quase metade das cerca de 2 milhões toneladas que o país exporta.

Com o embargo, as exportações totais de carne do Brasil caíram 43% em outubro, para 108,6 mil toneladas, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo Abrafrigo.

Em receita, as vendas da carne bovina também diminuíram. No total, o faturamento da exportação chegou a US$ 541,6 milhões no mês passado, uma queda de 31%.

Com o embargo, o valor do boi caiu no país – mas o preço da carne não diminuiu nas prateleiras dos mercados.

Com embargo da China, exportação de carne bovina cai 43% em outubro

Por Hamanda Viana, g1
15/12/2021 08h00

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Corrida ao ouro: russos compram maior quantidade de metal desde 2014

Barras de ouro (imagem referencial) – (Foto:© REUTERS / Ajay Verma)
Nos últimos nove meses, os russos compraram mais 8% deste metal valioso em relação ao período homólogo do ano anterior, sendo o maior valor dos últimos sete anos.
Os russos compraram mais ouro nos últimos nove meses que no mesmo período do ano de 2020. As aquisições representam um recorde desde 2014, escreve na sexta-feira (10) o jornal Izvestia.
Nos últimos nove meses foram adquiridas quatro toneladas em barras e moedas de ouro, o que é 8% mais que no ano anterior, indica o jornal.

Os investimentos em ouro também têm sido populares nos outros países, com americanos comprando 91,3 toneladas nos últimos nove meses, um aumento de 79%, enquanto a aquisição do metal precioso na China e na Índia subiu em 54% e 24%, respetivamente.

A grande diferença na quantidade de ouro comprada pode ser explicada pela taxa do IVA de 20% aplicada às barras de ouro na Rússia, que é a maior no mundo. As autoridades russas estão estudando um projeto de lei para cancelar a taxa, como parte de um programa maior para apoiar a demanda doméstica de ouro. Segundo os últimos relatos, esse plano deverá começar em 2022.
No entanto, alguns especialistas têm mostrado apreensão perante potenciais perdas orçamentárias se a lei for passada, e sobre os riscos de o país ficar sem ouro.

A informação é do   Sputnik Brasil, 1920, 11.12.2021

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Harnazz Sandhu, da Índia, é eleita Miss Universo 2021, marcado por polêmicas

Harnaaz Sandhu com a coroa de Miss Universo (Foto:Reuters) – Fechamento de fronteiras de Israel devido à Ômicron e boicotes políticos movimentaram semanas antes do concurso

Harnaaz Sandhu, da Índia, foi coroada Miss Universo 2021 neste domingo (12), marcando o fim de um polêmico concurso organizado este ano no sul de Israel.

Em um discurso no palco durante o concurso, Sandhu pediu aos jovens que “saibam que você é único e é isso que o torna bonito, pare de se comparar aos outros”.
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“Eu acreditei em mim mesma, e é por isso que estou aqui hoje”, acrescentou ela, sob aplausos do público.

O concurso foi realizado na cidade turística de Eilat, com 80 mulheres de todo o mundo competindo pela coroa. A noite de domingo foi o último dia da competição, com as eliminações reduzindo o número de finalistas até que restassem as dois últimas.

Nadia Ferreira do Paraguai e Lalela Mswane da África do Sul fficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente.

A competição foi apresentada pelo comediante Steve Harvey, que a certa altura da noite perguntou a Sandhu: “Ouvi dizer que você faz algumas imitações de animais muito boas, vamos ouvir a sua melhor.”

Harvey foi posteriormente criticado online por destacá-la com o que muitos sugeriram ser uma pergunta inadequada.

“Meu Deus, Steve, eu não esperava fazer isso no cenário mundial. Eu tenho que fazer isso, não tenho outra opção. Preparem-se, todos”, disse ela parecendo surpresa, antes de demonstrar alguns miados.

Em uma sessão de perguntas e respostas posterior, quando Sandhu alcançou o top 5, ela aproveitou a oportunidade para espalhar uma mensagem sobre as mudanças climáticas. “Este é o momento de agir e falar menos”, disse ela. “Prevenir e proteger é melhor do que se arrepender e reparar.”

Depois que sua vitória foi anunciada, ela comemorou com outros competidores no palco, gritando para uma câmera, “Chak de Phatte Índia”, uma exclamação em Punjabi semelhante a “Vamos fazer isso, Índia!”

A competição deste ano marca o segundo concurso de Miss Universo da era da Covid. As fronteiras de Israel foram abertas a turistas vacinados antes do evento principal deste ano, o que teria permitido a presença de milhares de fãs.

Mas com o surgimento da nova variante Ômicron, o governo israelense fechou suas fronteiras para estrangeiros duas semanas antes da competição, jogando os planos de viagem e os preparativos para o caos. Uma competidora, a Miss França, testou positivo para o vírus ao pousar em Israel e passou por quarentena – saindo bem a tempo para a competição preliminar na última sexta-feira (10).

O concurso também foi envolvido em outra camada de controvérsia política, com alguns críticos e países pedindo boicotes – como aconteceu com eventos internacionais anteriores sediados em Israel.

O governo sul-africano retirou seu apoio e pediu a Mswane que desistisse, citando o tratamento israelense aos palestinos, chamando-o de “apartheid”, uma acusação que Israel negou veementemente. Mas Mswane – com o apoio da organização Miss South Africa – optou por viajar para Israel e competir.

Outras figuras, incluindo a Miss Israel, Noa Cochva, responderam com um refrão comum ouvido dos organizadores do concurso e concorrentes: Miss Universo não deve ser sobre política.

Jessie Yeungda CNN/13/12/2021 às 04:35
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DF investiga caso suspeito da Ômicron em homem que veio da África do Sul

Viajante aguarda os resultados de um teste para saber se está contaminado pela nova cepa da COVID-19, a ômicron (foto: Robson Valverde / SES-SC)

Um viajante recém-chegado da África do Sul, que desembarcou em Guarulhos no dia 27 de novembro, com posterior voo para Brasília, aguarda os resultados de um teste para saber se está contaminado pela nova cepa da COVID-19, a Ômicron, identificada na África do Sul na última semana. O prazo para a conclusão do exame é de quatro dias.

Trata-se de um homem, da faixa etária entre 40 e 49 anos, que recebeu três doses de vacina. Ele realizou o teste da COVID-19 no dia 29 de novembro, no Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), e teve resultado positivo. Apesar de assintomático, o viajante está em isolamento domiciliar desde a chegada à capital.

O voo é o mesmo em que estava o outro caso confirmado de COVID-19 identificado em São Paulo.O caso está sendo monitorado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Distrito Federal (Cievs-DF). Se confirmado, seria o primeiro caso da variante Ômicron no DF.

O Lacen-DF já iniciou as análises para sequenciamento genético da amostra, com o objetivo de verificar se trata-se da variante Ômicron.
Ano Novo

Nesta terça-feira (30/11), o GDF decidiu suspender as flexibilizações das medidas contra a COVID-19 previstas para o final do ano, e cancelou a festa de Réveillon na capital federal. O cancelamento foi confirmado ao Correio pelo chefe do Executivo local, Ibaneis Rocha (MDB).

De acordo com o governador, a definição foi feita em reunião nesta manhã, para tratar do assunto. O cancelamento ocorreu diante do risco da nova variante do novo coronavírus, a Ômicron. Por enquanto, a nova cepa não foi confirmada no Brasil e nem no DF mas, segundo Ibaneis, é preciso cuidado. “Queremos evitar a possível circulação da nova variante”, disse.

Há cerca de uma semana, o chefe do Executivo local anunciou que a Secretaria de Cultura preparava uma festa com, pelo menos, cinco palcos e shows no DF. À época, Ibaneis reiterou que o avanço da vacinação e a queda dos índices da pandemia eram favoráveis para as comemorações.

Em relação ao carnaval de 2022, Ibaneis Rocha afirmou ao Correio que não tem nenhuma definição de como será.

Por:Ana Maria Pol – Correio Braziliense

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Acordo do Mercosul com União Europeia alavancaria exportações no Pará

Acordo alavancaria exportações — Foto: Divulgação/Fiep

Entenda o que é, como está, os efeitos e as barreiras para a sua aplicação. Governo brasileiro e entidades ligadas às exportações esperam há dois anos ratificação de acordo assinado em 2019.

Ibama sofre com falta de pessoal e recursos, enquanto setores da economia paraense já enfrentam prejuízos.

O governo brasileiro e entidades ligadas às exportações no país esperam, há dois anos, a ratificação de acordo para criar área de livre comércio entre países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e da União Europeia. O acordo foi discutido por cerca de vinte anos, teve assinatura em 2019, o que havia sido considerado grande feito na gestão de Bolsonaro e, segundo especialistas, poderia alavancar ainda mais a economia do Pará, um dos principais exportadores de produtos agrícolas do país, principalmente junto à Europa.

O consultor jurídico de contratos e negociações internacionais, com mestrado pela Universidade da Califórnia em Direito Internacional Comercial-EUA, Antonio Bernardes, esclarece que o “acordo comercial União europeia – Mercosul teve o objetivo de criar uma área de livre comércio de cerca de 780.000.000 de pessoas, envolvendo os países membros da União Europeia e os países membros do Mercosul, que traz benefícios de redução tarifária e econômico-comerciais para os países dos dois blocos e, ainda uma maior integração político-institucional de médio e longo prazo para os membros”.

Segundo o especialista, esse acordo objetiva, segundo as previsões do governo brasileiro, ampliar as exportações brasileiras em até U$ 100 bilhões nos 15 anos seguintes à sua implantação e atrair investimentos da ordem de U$ 87,5 bilhões para o PIB brasileiro.

O acordo comercial prevê a progressiva eliminação de barreiras alfandegárias e não alfandegárias, a previsibilidade de tarifas favorecidas no comercial bi-regional e a simplificação de procedimentos aduaneiros em todos os membros do Mercosul e UE, o que resultaria na diminuição de custos e tarifas de importação sobre produtos brasileiros e europeus, até a sua eliminação, com consequentemente, no preço final repassado ao consumidor, além de uma maior facilidade nas transações comerciais e aumento de investimentos estrangeiros.

Entretanto, segundo Antonio Bernardes, para o acordo entrar em vigor ele depende da aprovação de todos os países-membros da União Europeia e dos membros do Mercosul, “ou seja, basta um país-membro da União europeia, no Parlamento, votar contra a ratificação do acordo, quando a votação ocorrer, que o acordo comercial não será implementado”.

Agenda ambiental é fator negativo para o Brasil

Antônio Bernardes, consultor jurídico, detalha os benefícios do acordo — Foto: G1 Pará

O consultor jurídico diz que a agenda ambiental já vinha sendo um empecilho, levantado pela França, desde o momento da negociação do acordo, vez que sempre se mostrou mais refratária ao acordo comercial, por conta do setor agropecuário francês.

“Agora, a nova condução política da Alemanha, que antes era grande entusiasta do acordo, assim como os eurodeputados e a agenda da COP26 devem endurecer as exigências para a ratificação deste acordo ou mesmo inviabilizá-lo ao menos a curto prazo e nas condições atuais”, completa Bernardes.

Ele alerta que mesmo que não haja a ratificação do acordo comercial, os membros da União Europeia irão impor mais barreiras ao comércio que promova não só queimadas e desmatamento na Amazônia, como também produza mais efeito estufa.Os princípios do acordo comercial já previam atenção dos envolvidos para o comércio e desenvolvimento sustentável, espacialmente em relação à Amazônia.

“As queimadas e o desmatamento são fatores negativos para a aprovação do acordo, porque no acordo comercial estabelecido em 2019, deveria ser observado o Acordo de Paris pelos signatários, pelo qual o Brasil deveria reduzir, até 2025, a emissão de gás com efeito estufa em 37%, comparado aos índices de 2005, reflorestar 12 milhões de hectares da floresta Amazônica até 2030, e a UE deveria reduzir as emissões domésticas em 40% até 2030”.

Para o presidente do Conselho de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), Derick Martins, esse acordo tem importância para o Pará, pois aponta benefícios diretos e imediatos para o consumidor que teria acesso a produtos que hoje compra a valores altos em supermercado.

“Uma das premissas do acordo é que ao longo de alguns anos de efetivado seja possível diminuir os custos, a taxações sobre os produtos do bloco da UE com o bloco do Mercosul”, diz Martins. Essa diminuição poderia chegar a quase 90% do que se paga hoje, e de forma gradativa, o que facilitaria as transações comerciais.

“Isso é benefício direto para o consumidor, que poderia comprar produtos direto da União Europeia, a preços mais baratos. Para a indústria, especialmente a local e regional, seria um desafio, porque teriam produtos concorrentes chegando a preços mais competitivos, mas ao mesmo tempo para quem exporta teria facilidade, conseguiria também colocar seus produtos com melhores condições lá fora”, explica Derick.

Ele ainda diz que se efetivando, primeiramente esse acordo deve abrir novos mercados para os produtos de exportação e ter uma ampliação dos produtos que têm como destino final a União Europeia e cita como exemplo a madeira, que hoje sai de manejo florestal no Pará, que já é exportada para os países da UE, como a Bélgica, Holanda, Portugal.

“Então imagino que com esse acordo facilitaria a ampliação desse mercado, de adquirir produto importado daqui, facilitaria o consumo (madeira) e seria oportunidade de outros produtos da floresta com grande potencial serem melhor explorados, e levar para o mundo os ativos florestais. Isso pode ser uma grande oportunidade de negócio, potencial grande que a gente nunca conseguiu transformar em um produto competitivo, a gente tem diferencial comparativo, mas não consegue transformar e talvez a gente tenha aí uma grande oportunidade”, declara Martins.

CNI é a favor de maior integração internacional

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também tem uma posição favorável a uma maior e melhor integração internacional do Brasil. Segundo o gerente de Políticas de Integração Internacional da CNI, Fabrizio Panzini, o país tem poucos acordos, que são importantes, mas que a União Europeia serviria de integração e ganho de competitividade.

“É importante que a gente tenha uma rede maior de acordos e sendo a UE o maior investidor internacional do Brasil, além de ter sido por muito tempo o maior parceiro comercial – foi ultrapassado nos dois últimos anos pela China -, 60% do que a gente vende para o grupo europeu são de produtos industriais, e pagamos tarifas de importação que variam de 2,5% a 17%. Com o acordo, teríamos um pouco mais de tempo para se adaptar à competição europeia, do que eles conosco”, opina Panzini.

Sobre o Pará, ele acredita que a carne bovina produzida no estado tem chances de ganhar o mercado europeu, assim como minérios, alumínio e produtos agrícolas podem ter tarifa zero e ganhar espaço.

Além disso, o representante da CNI aposta na redução da burocracia para importar e exportar, além do ganho de aumento de participação do comércio nas compras públicas dos países, comércio de serviços e estímulos aos investimentos.

“Além disso ainda deve haver a modernização das aduanas, da atuação dos órgãos intervenientes. O acordo pode sim ajudar indiretamente, porque tem diversos capítulos e um deles é de facilitação de comércio, que também promove a cooperação aduaneira entre os países, que prevê uma movimentação mais célere das mercadorias, então vai demandar de alguma forma que o Brasil continue nessa agenda de facilitação de comércio internacional que ele tem feito para ampliar a celeridade nas exportações, importações, então no momento em que o acordo tem cláusulas de facilitação de comércio que preveem modernização aduaneira, você indiretamente trabalha para que no nosso ambiente interno produza essas reformas”, aposta.

Dificuldades para a ratificação do acordo na União Europeia

Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que a fragilidade nas políticas ambientais, além do aumento das queimadas e desmatamento, na Amazônia e Pantanal afetam diretamente a imagem do Brasil e ameaçam a não ratificação do acordo comercial pelos países da União Europeia e que existem questões que podem impactar a economia na Amazônia em cenário de implementação do acordo comercial.

E mesmo ainda longe dessa aceitação, setores ligados à exportação no Pará já enfrentam o sucateamento da fiscalização aduaneira, contabilizando prejuízos milionários, o que também pode ser agravado com uma restrição pela União Europeia à importação de produtos vindos da Amazônia, o que não inclui apenas madeira, mas também outros produtos cultivados e produzidos em área degradada, por conta de medidas de proteção ao meio ambiente.

O Pará tem países europeus como o segundo principal destino para os produtos de exportação, atrás apenas da China. Nos últimos meses, o estado tem registrado problemas nos principais portos por onde são enviados produtos importantes para a economia local. Com os órgãos ambientais cada vez com menos pessoal, recursos e investimentos, segundo os próprios servidores do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), a autorização para exportação de madeira retirada de áreas de manejo florestal, por exemplo, ficam paradas em portos paraenses, de acordo com a Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará (Aimex).

Extração de madeira — Foto: Jornal Nacional
Extração de madeira — Foto: Jornal Nacional

O diretor executivo da Aimex, Eduardo Leão, afirma que em outubro deste ano completava 100 dias que setor madeireiro esteve sem conseguir exportar madeira adequadamente. Isso acontece, segundo ele, por causa da falta de recursos no serviço ambiental, responsável pela liberação de produtos para comércio no exterior. Ele afirma ainda que à época havia dois mil contêineres para serem enviados, mas esbarrou na “inoperância do Ibama”. A situação ainda continua neste mês de novembro.

“É madeira com alto valor agregado de manejo florestal que ficou se acabando. Entre maio e junho o volume de madeira já era além do que o Ibama conseguia fiscalizar, os servidores não estavam preparados para o volume de mil contêineres por mês, muito ainda estão em home office, não recebem diária, não têm como ir no porto verificar as cargas. Nosso setor madeireiro já chegou até a dar férias coletivas e estamos no limite para começar demissões que podem afetar aproximadamente 50 mil pessoas”, revela.

Leão lembra que o estado não está sendo afetado somente no setor madeireiro, mas também na indústria, e defende que o procedimento de autorização poderia ser feito por meio de amostragens. “Essa questão foi até judicializada e houve decisão para que o Ibama resolva a situação, com prazo definido pela Justiça, porque não podemos ficar sem exportar. Posso afirmar que essa é a pior crise do setor florestal que vivemos em anos”.

Sucateamento do Ibama é de conhecimento das autoridades europeias

Uma fonte anônima, servidor do IBAMA no estado do Pará, conta das perseguições a servidores, sucateamento do órgão e do problema com as exportações.

“Na pauta da exportação, são vários problemas, começou com aquela interferência ano passado do então superintendente Walter Mendes Magalhães, e depois o presidente do Ibama, na exportação em que eles desconsideraram produtos que saíram irregularmente e depois desconsideraram a legislação, por conta disso teve a operação Akuanduba da Polícia Federal. Aliado a este problema, nós estamos com uma queda absurda no número de servidores no Ibama de modo geral e no Pará é situação se acentua”, declara o servidor.

Há dez anos o Ibama tinha cerca de 230 servidores somente em Belém, hoje não chegam a 120. “A gente tá com quase um terço do que a gente tinha e uma demanda absurda para responder. não tem como se fazer isso com essa quantidade de pessoal, a gente não vai conseguir dar vencimento na pauta de exportação, trabalhando de maneira correta, analisando tudo que tem que ser analisado”.

Atualmente existem 33 analistas trabalhando na área de exportação, porém, outras demandas ficam prejudicadas, como a biopirataria, pesca, o próprio trânsito da madeira.

“Uma parte desse atraso foi causado pelo superintendente, porque no começo de julho saiu ofício circular da presidência do Ibama dizendo que era para informar naquele momento, a partir do conhecimento do ofício, quem seriam os servidores que fariam isso e que não era mais para emitir autorização fora do sistema, autorizações antes eram emitidas fora do sistema porque não havia solução tecnológica para isso, mas a operação do Alexandre de Moraes forçava que houvesse essa adequação tecnológica e isso passou a ser feito só pelo sistema”, revela.

De acordo com o servidor, o superintendente do Ibama no Pará, Washington Rodrigues veio da Polícia Militar de São Paulo e não tem ligação anterior com a área ambiental e entendeu que não precisava cumprir essa determinação da presidência.

“Ele emitiu quase mil autorizações fora do sistema depois da determinação da presidência do Ibama e da ordem do ministro Alexandre de Moraes (inicial), e não indicou servidores que deveriam fazer essa autorização fora do sistema, isso gerou atraso e acúmulo de mais de mil processos que se tem informado, porque esses servidores só foram indicados no começo de setembro, dois meses depois da determinação, então são várias interferências administrativas que tem prejudicado o trabalho dos servidores, e aí eles estão tendo que dar conta do que está entrando agora, dos pedidos atuais, e desse passivo todo que ficou acumulado porque o superintendente entendeu que ele não precisava cumprir uma ordem do presidente do Ibama”, conta o servidor.

Ele diz ainda que o Ibama deveria ter voltado ao trabalho presencial no dia 15 de outubro e que os servidores se apresentaram, trabalharam, porém foram informados que na segunda-feira seguinte não deveriam ir porque a internet estava cortada.

“O Ibama tem orçamento que já foi muito diminuído ao longo desses anos, acentuadamente diminuído no governo Bolsonaro, além disso os recursos que vêm não tem sido empregados. O índice de emprego do recurso está em torno de 70% pela informação que a gente tem, ou seja, além de diminuir o dinheiro que vai para o órgão, o dinheiro não é gasto e é devolvido ao tesouro da União no fim do ano”.

O servidor conta que para tentar justificar a não utilização do recurso. Ele cita que o Ibama possuía contrato de locação de veículos, o que funcionava bem, uma vez que se houvesse alguma intercorrência no automóvel a locadora era obrigada a fornecer outro carro no mesmo dia para que os servidores continuassem suas atividades. Estava incluso no contrato o combustível e veículo com rádio comunicação. O contrato era pago pelo Fundo Amazônia, que disponibilizava quase 500 veículos para fiscalização.

O Instituto comprou 60 viaturas, sendo uma rastreada. Do total, a maioria está parada, e de acordo com o servidor, as viaturas podem ser utilizadas para qualquer outra função, já que não possuem rastreio, além de que não foi providenciado contrato de manutenção e combustível paralelamente à compra dos veículos.

“Não vão ser empregadas em fiscalização porque não tem garantia nenhuma na hora de dar um problema ser consertada. Então são vários desmandos que prejudicam e muito a atuação dos poucos servidores. Hoje nós temos no Brasil indo a campo cerca de 300 fiscais. Com isto não dá para gente controlar o desmatamento”, diz o servidor que ainda afirma que este ano o Brasil deve bater recorde no desmatamento.

Por Taymã Carneiro, Lissa de Alexandria e Jorge Sauma, G1 Pará — Belém, Pará

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Vacina da Pfizer é aprovada pela Agência Europeia para crianças de 5 a 11 anos

Agência brasileira tem 30 dias para analisar o pedido  – (Foto:Ascom Sesau/ Carla Cleto)

O uso da vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 foi aprovado nesta quinta-feira (25) pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) para crianças de 5 a 11 anos de idade.

Atualmente, os países europeus enfrentam o surgimento de uma nova onda de infecções pela Covid-19, por conta disso, a decisão de ampliar a indicação do imunizante.

Especialistas temem que a baixa taxa de imunização de alguns países, somado ao início do inverno no hemisfério norte e à grande circulação da variante Delta, pressionem ainda mais o sistema de saúde.

No Brasil, desde o dia 12 de novembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia o pedido da Pfizer para estender o uso da vacina para crianças de 5 a 11 anos. A Anvisa tem 30 dias para analisar o pedido. Nos Estados Unidos e em Israel a aplicação para essa faixa etária já é permitida.

Para as crianças, a empresa sugere que recebam doses de 10 microgramas, o equivalente a um terço da dose aplicada na população acima dos 12 anos.

Os testes clínicos feitos com mais de 2 mil crianças apontaram que a dosagem é segura e eficaz no combate ao vírus.

Com informações do portal Metrópoles.

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Diretora da OMS diz que mundo está entrando em quarta onda de Covid-19

O mundo está entrando em uma quarta onda da pandemia do novo coronavírus. A avaliação é da diretora-geral adjunta de acesso a medicamentos e produtos farmacêuticos da Organização Mundial da Saúde (OMS), a brasileira Mariângela Simão. Ela abordou a situação da pandemia em conferência na abertura no Congresso Brasileiro de Epidemiologia.

“Estamos vendo a ressurgência de casos de Covid-19 na Europa. Tivemos nas últimas 24 horas mais de 440 mil novos casos confirmados. E isso que há subnotificação em vários continentes. O mundo está entrando em uma quarta onda, mas as regiões têm tido um comportamento diferente em relação à pandemia”, declarou Mariângela Simão.

Segundo ela, o vírus continua evoluindo com variantes mais transmissíveis. Mas em razão da vacinação houve uma dissociação entre casos e mortes, pelo fato da vacinação ter reduzido os óbitos decorrentes da Covid-19. Ela lembrou que a imunização reduz as hospitalizações mas não interrompe a transmissão.

A diretora avaliou que os novos picos na Europa se devem à abertura e flexibilização das medidas de distanciamento no verão, além do uso inconsistente de medidas de prevenção em países e regiões.

“O aumento da cobertura vacinal não influencia na higiene pessoal, mas tem associação com diminuição do uso de máscaras e distanciamento social. Além disso, há desinformação, mensagens contraditórias que são responsáveis por matar pessoas”, pontuou a diretora-geral adjunta da OMS.

Um problema grave, acrescentou, é a desigualdade no acesso às vacinas no mundo. “Foram aplicadas mais de 7,5 bilhões de doses. Em países de baixa renda, há menos de 5% das pessoas com pelo menos uma dose. Um dos fatores foi o fato de os produtores terem feito acordos bilaterais com países de alta renda e não estarem privilegiando vacinas para países de baixa renda”, analisou.

Outro obstáculo é a concentração em poucos países que dominam tecnologias utilizadas para a produção de vacinas, como o emprego do RNA mensageiro, como no caso do imunizante da Pfizer-BioNTech.

Mariângela Simão considera que o futuro da pandemia depende de uma série de fatores. O primeiro é a imunidade populacional, resultante da vacinação e da imunização natural. O segundo é o acesso a medicamentos. O terceiro é como irão se comportar as variantes de preocupação e do quão transmissíveis elas serão.

O quarto é a adoção de medidas sociais de saúde pública e a aderência da população a essas políticas. “Onde medidas de saúde pública são usadas de forma inconsistente os surtos continuarão a ocorrer em populações suscetíveis”, projetou.

A diretora da OMS defendeu que além das medidas de prevenção é preciso assegurar a equidade no acesso a vacinas, terapias e testagens. “É vacinas, mas não somente vacinas”, resumiu.

Américas e Brasil

Ao avaliar a situação das Américas e do Brasil, Mariângela Simão afirmou que as Américas vêm tendo um comportamento de transmissão comunitária continuada, com ondas repetidas.

Quanto ao Brasil, ela avaliou que o programa de vacinação está andando bem. Mas, a partir da situação na Europa, se mostrou receosa com o futuro da pandemia no Brasil pelas discussões em curso sobre o carnaval.

“Me preocupa quando vejo no Brasil a discussão sobre o Carnaval. É uma condição extremamente propícia para aumento da transmissão comunitária. Precisamos planejar as ações para 2022”, alertou.

Congresso

O Congresso Brasileiro de Epidemiologia teve início nesta segunda-feira (22) e irá até a sexta-feira (26). O evento é uma promoção da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e contará com diversas palestras, debates e apresentações de trabalhos científicos. Mais informações você confere aqui.

Por:Agência Brasil
22/11/2021 – 19h17
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