Deslizamento de terra após temporais mata 14 na Colômbia
Temporada de fortes chuvas pode ter motivado a tragédia (Foto:Andres Otalvaro / AP/ Estadão Conteúdo)
Desastre ocorreu a 200 quilômetros de Medellín, nas primeiras horas da manhã, em uma localidade de Dosquebradas
Pelo menos 14 pessoas foram mortas e outras 29 ficaram feridas após um deslizamento de terra ocorrido nesta terça-feira (8) em Pereira, localidade de Dosquebradas, no oeste da Colômbia após fortes chuvas registradas na região.
O desastre ocorreu a 200 quilômetros de Medellín, nas primeiras horas da manhã. Parte de uma montanha da região cedeu e o deslizamento de terra soterrou várias casas. Ainda não se tem o número exato de casas atingidas.
Na última contagem, a Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres da Colômbia confirmou que pelo menos 12 adultos e dois menores de idade morreram no deslizamento. Socorristas, policiais e moradores ainda trabalham nas buscas por vítimas.
Socorristas e moradores seguem em buscas por vítimas Socorristas e moradores seguem em buscas por vítimas (As informações são do Andres Otalvaro / AP/ Estadão Conteúdo)
Jornal Folha do Progresso em 09/02/2022/ 10:21:53
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Facebook e Instagram podem deixar de funcionar na Europa, diz Meta
Facebook pode deixar de funcionar na europa (Johanna Geron / Reuters)
A Meta considera fechar as operações das redes se não puder continuar transferindo dados de usuários de volta para os EUA
O Facebook e o Instagram podem deixar de funcionar na Europa. É o que aponta o relatório anual da Meta (FBOK34), que considera fechar as operações das redes se não puder continuar transferindo dados de usuários de volta para os EUA. As informações são do portal Valor Investe.
Em julho do ano passado, o Tribunal de Justiça Europeu decidiu que o padrão de transferência de dados entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos não poderá cruzar o Atlântico, por entender que os cidadãos do bloco não tinham uma maneira eficaz de desafiar a vigilância do governo americano. Agências americanas podem, por exemplo, pedir a empresas de internet como Facebook e Google que entreguem dados sobre um cidadão da UE sem que ele saiba.
A decisão do Tribunal de Justiça veio depois que o ativista de privacidade austríaco Max Schrems entrou com uma ação à luz das revelações de Edward Snowden argumentando que a lei dos EUA não oferecia proteção suficiente contra a vigilância das autoridades públicas.
Porém, o grupo de Mark Zuckerberg diz que a decisão da mais alta autoridade da União Europeia afetaria os negócios da empresa e a oferta de serviços ficará inviável. “Se uma nova estrutura de transferência transatlântica de dados não for adotada e não pudermos continuar a contar com SCCs (cláusulas contratuais padrão) ou confiar em outros meios alternativos de transferência de dados da Europa para os Estados Unidos, provavelmente não poderemos para oferecer vários dos nossos produtos e serviços mais significativos, incluindo Facebook e Instagram, na Europa.”
O Facebook pode ser multado em até 4% de sua receita anual, ou US$ 2,8 bilhões, se não cumprir a decisão.
Pelo Twitter, o parlamentar europeu Axel Voss, que já escreveu algumas das legislações de proteção de dados, criticou o aviso dado via relatório. “A Meta não pode simplesmente chantagear a UE para que desista de seus padrões de proteção de dados”, disse, acrescentando que “deixar a UE seria uma perda para eles.”
A Comissão de Proteção da Irlanda já havia enviado ao Facebook, em agosto de 2020, uma ordem preliminar para interromper a transferência de dados de usuários da UE para os EUA, de acordo com um relatório do The Wall Street Journal.
A expectativa é de que a Comissão de Proteção de Dados da Irlanda emita uma decisão final no primeiro semestre de 2022.
Jornal Folha do Progresso em 08/02/2022/17:10:40
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Madeira de Novo Progresso fez parte do esquema de contrabando de madeira amazônica para os Estados Unidos
Um caso exemplar de contrabando de madeira amazônica para os Estados Unidos – e o papel de Ricardo Salles Madeira de Novo Progresso fez parte do esquema de contrabando de madeira amazônica para os Estados Unidos
Colado na porta de um dos escritórios da loja localizada no bairro do Bronx, no norte da ilha de Manhattan, em Nova York, o adesivo anuncia: “I love wood”. Ali, todos parecem gostar de madeira. A loja vende o material a preço de ouro e tem preferência pela Tabebuia serratifolia, nome científico do ipê amarelo, estrela do mercado por sua dureza, sua resistência e pelo traço suave de seus veios. Na tarde de 12 de novembro passado, nos fundos da loja, empilhados em prateleiras, havia enormes deckings de ipê, como é chamado o corte que resulta em pranchas alongadas e grossas. Da loja, depois de trabalhado nas marcenarias ao gosto do freguês, o ipê, ou “iron wood”, reaparecerá nos terraços do Upper East Side, nas coberturas do Soho, nas varandas do Brooklyn. “É uma madeira de luxo, exótica, muito cobiçada no mercado norte-americano”, diz o porta-voz para o tema de florestas do Greenpeace, Daniel Brinds.
Entre os funcionários da loja do Bronx, nenhum sabia informar com precisão sobre a origem daquele ipê, cujo metro cúbico é vendido ali por 6 mil dólares. “Sei que a madeira é importada do Brasil, mas não sei dizer diretamente de onde vem”, disse uma funcionária, mal disfarçando a impaciência. Ninguém sabia, ou dizia não saber, que os deckings de “ipe wood” ou “tropical hardwood” nos fundos da loja escondem uma história exemplar de crime ambiental, saga descoberta pela piauí que começou no sul do Pará em fevereiro de 2019 e que o Ibama chegou a apurar em sigilo até a investigação ser enterrada, sem qualquer punição aos criminosos, por uma decisão do então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ele próprio sob investigação por suspeita de colaborar com um esquema de contrabando internacional de madeira da Amazônia.
Em parceria com o consórcio internacional de jornalismo investigativo Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP) e o Center for Climate Crime Analysis (CCCA), a piauí identificou um lote de ipê extraído ilegalmente no Pará e conseguiu reconstituir todo o trajeto da madeira clandestina até a loja em Nova York. O lote é constituído por 53 metros cúbicos de ipê amarelo, o equivalente à derrubada de 14 árvores, suficiente para carregar dois caminhões. Da floresta no Pará, essa quantidade de madeira saiu custando em torno de 21 mil reais. Quando chegou às lojas de Nova York, depois de percorrer 5,6 mil quilômetros por terra e mar durante três meses, seu preço já estava em 1,8 milhão de reais. No percurso, entre fevereiro e abril de 2019, valorizou 89 vezes, cinco vezes mais do que a cocaína – não à toa, atraiu o interesse da maior facção criminosa do país, o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Arte A conexão
Os detalhes da reconstituição da trilha do ipê amarelo, espécie campeã de exportação pelo Brasil, comprovam a participação de um importante traficante de cocaína ligado à facção e a colaboração com o crime por parte de setores do poder público, cuja missão é justamente combater o contrabando de madeira, além de evidenciar que a saga do ipê não é um fenômeno aleatório, motivado pela pobreza, mas resultado de um projeto criminoso organizado. Encorajados pelo governo Bolsonaro, madeireiros e grileiros avançam com força na destruição da floresta. Entre agosto de 2020 e julho de 2021, 13,2 mil quilômetros quadrados de mata foram devastadas no bioma, o maior índice em 15 anos, segundo levantamento do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) divulgado em novembro. Um terço desse desmatamento ocorreu em terras públicas. No Pará, estado líder na destruição da Amazônia, 3,3 milhões de metros cúbicos de madeira (suficiente para encher 37 mil caminhões) foram extraídos ilegalmente dessas áreas entre 2008 e 2020, de acordo com estimativa da CCCA baseada em dados do Inpe.
“É fato que uma grande quantidade de madeira de origem ilegal entra nos mercados europeu e norte-americano atualmente. Prova disso é a inconsistência substancial entre a quantidade de áreas na Amazônia autorizadas para extração madeireira e a quantidade de madeira produzida. Isto indica que uma grande quantidade de madeira é originária de áreas não autorizadas”, diz Rhavena Madeira, diretora do CCCA no Brasil.
Quando a noite começa a cair no sul do Pará, dezenas de caminhões deixam o fundo da mata rumo ao asfalto da BR-163, a rodovia de quase 4,5 mil quilômetros que liga Cuiabá, no Mato Grosso, a Santarém, no Pará. Velhos e barulhentos, os veículos movem-se devagar, abarrotados de pesadas toras de ipê, jatobá e cumaru, todas madeiras de alto valor comercial e extraídas criminosamente, horas antes, da Floresta Nacional do Jamanxim, uma das mais desmatadas do país. Os motoristas confiam no breu noturno para driblar a fiscalização. É um cuidado exagerado, herdado de outros tempos, pois atualmente a presença de fiscais dos órgãos ambientes é praticamente nula na região.
Boa parte dos caminhões tem o mesmo destino: o distrito de Isol, no município de Novo Progresso, um lugarejo poeirento às margens da BR-163, com uma dúzia de ruas sem asfalto e casas simples. No distrito, onde estão instaladas cinco grandes serrarias, respira-se madeira, literalmente. O cheiro das toras cortadas impregna o ar, em meio ao ronco incessante das serras. Em fevereiro de 2019, no período de apenas doze dias, Isol recebeu um carregamento de 970 metros cúbicos de ipê amarelo nas formas de toras, pranchas e deckings. A madeira encheu 25 caminhões.
Examinando as guias florestais, documentos oficiais que registram todo o percurso da madeira no estado do Pará, descobriu-se que aquela madeira fora apreendida e doada pelo Ibama à prefeitura de Itaituba, cidade às margens do rio Tapajós, distante 400 quilômetros de Novo Progresso. A prefeitura, por sua vez, vendeu o material em leilão, por 335 mil reais, para a JMS Alexandre Serraria. Dentro desse imenso lote de madeira, estavam os 53 metros cúbicos de ipê cujo percurso a piauí rastreou. Encerrado o leilão em Itaituba, a madeira, ainda segundo as guias florestais, foi transportada por quase 500 quilômetros em direção ao sul, até chegar ao distrito de Isol, onde fica a sede da JMS Alexandre Serraria. Em seguida, a JMS vendeu o lote de 53 metros cúbicos de ipê para a Canaã do Norte Madeiras, cuja sede também fica em Isol. A Canaã do Norte, por sua vez, revendeu para uma terceira empresa, que levou a madeira até o porto de Barcarena, na região metropolitana de Belém, de onde o carregamento partiu com destino aos Estados Unidos.
Essa é a história oficial.
A história real começa com uma fraude. A prefeitura de Itaituba jamais fez um leilão de 970 metros cúbicos de ipê amarelo. “Nunca vendemos ipê algum e nem venderíamos”, diz o procurador-geral de Itaituba, Diego Cajado Neves. “Precisamos muito de madeira para construir pontes e palafitas.” Suely Mara Vaz Guimarães de Araújo, ex-presidente do Ibama, o instituto que cuida do meio ambiente no país, confirma: “Essa venda por parte da prefeitura não faz sentido. Se a prefeitura tivesse recebido doação de madeira por parte do Ibama, não poderia ter vendido.” Era a primeira fraude.
A segunda fraude está no transporte da madeira por 500 quilômetros até o distrito de Isol. As guias florestais informam que o transporte foi feito por 68 veículos – constam os números das placas nos documentos. Ao checar as informações, a piauí descobriu que seis dessas placas não são de caminhões com carrocerias capazes de levar a madeira. Correspondem a dois carros de passeio – um Fiat Palio e um Gol – e quatro motocicletas, que jamais conseguiriam levar toda aquela carga por 500 quilômetros. Tudo indica que a história do leilão de madeira pela prefeitura de Itaituba foi apenas um subterfúgio criado por contrabandistas de madeira para “esquentar” ipês extraídos ilegalmente da floresta do Jamanxim.
Segundo a Junta Comercial do Pará, o proprietário da JMS é João Marcos da Silva Alexandre, um rapaz de 28 anos que, ao menos no papel, ingressou cedo na atividade madeireira: em 2015, com apenas 22 anos, abriu sua primeira empresa do ramo, em Novo Progresso, e construiu um currículo de infrator. Segundo dados do Ibama, a JMS acumula 300 mil reais de multas por infrações ambientais. Hoje, Alexandre trabalha como pedreiro em Sinop, no Mato Grosso, com salário aproximado de 1,5 mil reais – pouco para quem, no papel, é um grande atacadista do setor madeireiro. Em depoimento a um fiscal do órgão ambiental, o “gerente geral” da empresa, Douglas Gaspar Barbosa, disse que Alexandre “emprestou o nome” para a abertura da firma em troca do pagamento das mensalidades de um curso superior de engenharia civil em Cuiabá, mas não informou quem seria o real dono da empresa. (Barbosa, que não foi localizado pela reportagem, é filho de um antigo servidor do Ibama demitido em 2006 por corrupção e grilagem de terras).
Já a sede da Canaã nem fica no distrito de Isol. Em outubro passado, a piauí visitou a região e constatou que seu endereço formal não existe. Embora todos se conheçam no distrito, nenhum dos dez moradores abordados pela reportagem disse conhecer a serraria nem seu proprietário. Um deles, que pediu para não ser identificado por medo de retaliação, deu uma pista: existe no distrito a figura do “vendedor de nota”, dono de empresas que só existem no papel e que servem para “esquentar” madeira extraída ilegalmente da Floresta Nacional do Jamanxim.
O dono formal da Canaã do Norte apresenta os mesmos indícios de ser um testa de ferro no esquema. Com 31 anos, Antonio Carlos Rodrigues de Oliveira, conhecido por Tonhão, tornou-se um dos maiores grileiros de áreas públicas no Pará. A exemplo de Alexandre, ele também abriu sua primeira madeireira muito jovem, aos 20 anos de idade, em 2010. Dois anos depois, fiscais do Ibama constataram que a empresa era fantasma, o que lhe rendeu uma ação penal na Justiça por ter inserido dados falsos no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais, o Sisflora, programa que o Pará usa para controlar a circulação de madeira no estado. A intenção de Tonhão, de acordo com a acusação do Ministério Público, era “esquentar” 2,1 mil metros cúbicos de madeira ilegal. Ele também é réu em quatro ações civis na Justiça Federal, acusado de desmatar ilegalmente 2,8 mil hectares em áreas protegidas no sul do Pará.
No início da década de 2010, quando já era dono de sua primeira madeireira, Tonhão trabalhava como tratorista para o pecuarista e ex-vereador de Novo Progresso Armando Anversa Faccin, que já foi condenado judicialmente a reparar uma área desmatada por “atividade madeireira ilegal”. Tonhão também foi funcionário do ex-vice-prefeito de Novo Progresso, Ricardo Faccin, sobrinho do ex-vereador. Os Faccin negam ter relações comerciais com Tonhão. “Ninguém da nossa família nunca trabalhou no setor madeireiro”, garante o ex-vice-prefeito. Hoje, Tonhão, o grande grileiro, tem uma modesta barraca de lanches no Centro de Novo Progresso. Ele não quis dar entrevista. “Desculpe, amigo, não tenho informação sobre esses assuntos”, escreveu no WhatsApp, antes de bloquear a piauí no aplicativo.
Criada em 2006 pelo então presidente Lula, a Floresta Nacional do Jamanxim ocupa 1,3 milhão de hectares a poucos quilômetros da margem oeste da BR-163. Deveria ser uma floresta intocada, mas a proximidade da estrada, principal via de escoamento da soja de Mato Grosso para os portos do Pará, vem arrasando com a mata. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Jamanxim é a terceira floresta nacional mais desmatada da Amazônia. Quase 15% de sua área foi substituída por pastos. Imagens de satélite mostram a floresta sendo rasgada por centenas de quilômetros de estradas de terra, que os locais chamam de “ramais”. Em 2017, o governo de Michel Temer enviou um projeto ao Congresso reduzindo em 27% o tamanho da unidade de conservação, mas recuou após intensas críticas por parte de ambientalistas e de organizações não-governamentais.
Espremido de um lado por Jamanxim e de outro pelas terras indígenas Baú e Mekragnotire, do povo caiapó, o perímetro urbano de Novo Progresso, com seus 25 mil habitantes, fica às margens da BR-163. Os primeiros moradores, vindos de Mato Grosso e da Região Sul, chegaram durante a construção da rodovia, em 1973, durante a ditadura militar. Desde então, a destruição da floresta é a grande atividade econômica do município, seja para extrair madeira, abrir novos pastos ou desbravar áreas de garimpo. Na cidade, há dezenas de pontos de venda de máquinas para o garimpo e lojas de compra e venda de ouro. A estátua de um garimpeiro, com mais de dois metros de altura, enfeita o cruzamento das duas principais avenidas. A devastação catapulta a violência: de acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Novo Progresso registrou um índice de 100 mortes violentas por 100 mil habitantes em 2020, mais que o dobro do verificado no Pará e no Brasil, no mesmo período. O crime organizado anda lado a lado com a destruição da floresta.
Até o prefeito Gelson Luiz Dill, do MDB, tem seu quinhão de terra em área pública. Sua fazenda Carapuça, às margens do rio de mesmo nome, ocupa 784 hectares no meio do parque nacional do Jamanxim (a leste da BR-163), parte ocupado por pasto e boi. Em novembro de 2015, Dill registrou a área em seu nome no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Criado pelo governo federal em 2012, o CAR é um sistema autodeclaratório cujo objetivo é regularizar as áreas de proteção ambiental dentro de cada propriedade rural – cabe ao dono registrar o polígono do imóvel e delimitar a reserva de mata nativa a ser preservada. Apesar da finalidade ambiental, o CAR tem sido utilizado para viabilizar a posse ilegal de terras públicas, sobretudo na Amazônia.
Na cartilha do grileiro, o primeiro passo é registrar no CAR determinada área dentro de unidades de conservação ou terras indígenas, todas públicas, como se fosse particular. Em seguida ele invade a área e retira a madeira com valor de mercado. Depois vem o fogo e o plantio de capim, formando o pasto para o boi, que atesta a ocupação da área, à espera de uma nova lei que atualize a data limite para a regularização fundiária do local – a norma atualmente em vigor valida a posse de áreas em terras públicas até 2008.
Fonte: Arte A Conexão
Apesar de o registro de propriedade ter sido feito em 2015, Dill garante que a terra já estava em suas mãos antes da criação do parque de Jamanxim em 2006. “Quem invadiu não foram os produtores rurais, mas o governo federal, na época do PT. Se tem alguém injustiçado nessa história é o produtor”, diz. Dill é bolsonarista, assim como a maioria esmagadora dos habitantes de Novo Progresso, onde 72,7% da população votaram em Jair Bolsonaro no primeiro turno de 2018. Na entrada da cidade, um outdoor parcialmente rasgado traz a foto do presidente ao lado da frase “Por Deus, por nossas famílias e por quem produz”.
A volúpia do desmatamento que há décadas alimenta Novo Progresso encontra pouca resistência nos órgãos públicos de repressão. Exceto por equipes do Ibama que vez ou outra ocupam o escritório local do órgão para operações pontuais, a fiscalização é quase nula na região. Durante o dia, percorrendo a floresta pelos “ramais”, a sensação é a de que o percentual de floresta derrubada é muito maior do que apontam os satélites do Inpe, com áreas imensas reduzidas a tocos de árvores calcinados em meio ao capim alto que será o alimento do boi. Não é raro ouvir o barulho das motosserras, operadas por homens contratados informalmente pelos “gatos”, os intermediadores de mão de obra na região, sob condições degradantes. “Já vi um homem morrer na minha frente quando o tronco que a gente serrava caiu pro lado dele”, diz um desses trabalhadores, de 36 anos, que só se identificou com seu primeiro nome, Redenilson.
Tonhão, o ex-funcionário da família Faccin e dono da Canaã do Norte, por onde passou o carregamento de ipê amarelo, tratou de reservar o seu quinhão na grande farra da grilagem e do desmatamento dentro da Jamanxim. Em abril de 2016, registrou para si, por meio do CAR, uma área de 5,7 mil hectares (equivalente ao bairro Barra da Tijuca, no Rio) dentro da floresta. Batizou sua área como Fazenda Toca da Onça. O passo seguinte, como convém à cartilha do grileiro, foi desmatar o local. Atualmente, metade da propriedade é ocupada por pastos, de acordo com dados do Inpe. Não há acesso à Toca da Onça por terra. Dez quilômetros antes da fazenda, uma barreira com corrente e cadeado impede a passagem na única estrada de chão batido, muito mal conservada, que leva à propriedade. Nas imediações, é possível detectar um ou outro ipê amarelo, que muito provavelmente só segue intacto na natureza porque não atingiu o ponto de corte. De 2016 a 2020, o CCCA, parceira da piauí nesta reportagem, estima que foram extraídos 80 mil metros cúbicos de madeira da Toca da Onça, dos quais 76,5 mil (95%) em 2019, exatamente o ano em que a madeireira de Tonhão comprou o lote ilegal de ipê amarelo que foi parar em Nova York.
Treze dias depois de pagar 50 mil reais pela madeira da JMS, a Canaã do Norte, de Tonhão, revendeu o carregamento para outra empresa, a Coexpa Comércio e Exportação de Produtos da Amazônia, com sede em Belém. Embolsou 437 mil reais, nove vezes mais do que pagara duas semanas antes, e isso sem fazer qualquer beneficiamento na madeira que justificasse um lucro tão grande. O procurador Ubiratan Cazetta, do Ministério Público Federal no Pará, explica os números da operação. “É comum os contrabandistas de madeira simularem altos lucros na compra e venda de madeira para justificar a entrada do dinheiro obtido com a venda final do próprio produto ou de outros crimes, como corrupção e tráfico de drogas. É um caso típico de lavagem.”
Assim como a JMS e a Canaã do Norte, a Coexpa também tem um histórico de infrações ambientais: a empresa já foi autuada em 225 mil reais pelo Ibama, e seu proprietário, Bruno Leão Atayde, é réu em duas ações penais na Justiça estadual paraense, acusado de delitos contra o meio ambiente. Consultada sobre o lote ilegal de ipê amarelo, a Coexpa emitiu uma nota em que afirma ter prestado todas as informações para “o pleno esclarecimento dos fatos perante os órgãos ambientais competentes”. Na nota, a Coexpa acrescenta que faz “rigoroso procedimento de análise interna” de seus produtos e fornecedores, avaliando “requisitos como licenciamento ambiental, existência de lastro comprobatório de origem de produtos, antecedentes de autuação ambiental, bem como regularidade nos sistemas oficiais de controle, tanto em âmbito estadual como federal.” Não disse nada sobre a falsificação das guias florestais do ipê, que estão na origem da fraude.
As guias florestais apontam um caminho estranho para o ipê. Depois de viajar 500 quilômetros em direção ao sul entre os dias 7 e 18 de fevereiro de 2019, os 53,3 metros cúbicos pegaram o caminho inverso, viajando 800 quilômetros em direção ao norte, no dia 11 de março de 2019, rumo ao porto de Santarém. Tudo indica que, na verdade, a viagem foi outra: a madeira foi retirada criminosamente de algum ponto da região de Novo Progresso (possivelmente da Fazenda Toca da Onça, de Tonhão, no meio do Jamanxim) e levada em caminhão para o porto de Santarém, de onde a Coexpa tratou de escoá-la em balsas pelo rio Amazonas, até o porto de Barcarena, na área metropolitana de Belém, já com destino certo: a empresa J. Gibson McIlvain, grande atacadista de madeiras do estado norte-americano de Maryland e importadora frequente de ipês brasileiros.
Enquanto o ipê viajava pelo Amazonas, a Aimex (Associação da Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará), da qual a Coexpa faz parte, pressionava o Ibama para recuar na decisão de inserir o ipê amarelo na lista de espécies sob risco de extinção, organizada pela Cites (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Flora e da Fauna Silvestres, ligada à ONU). A proposta surgira no fim de 2018, ainda na gestão de Michel Temer, e, caso fosse implantada, tornaria mais rígida a fiscalização da exportação do ipê, com a exigência de certificado de origem da madeira pelo exportador (o que inviabilizaria a remessa, para o exterior, do lote dessa espécie vendido pela Canaã do Norte à Coexpa). “Não se justifica estabelecer procedimentos que estão indo na contramão das medidas adotadas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, de desregulamentar procedimentos de controle desnecessários”, escreveu a presidência da Aimex em ofício ao Ibama.
A pressão sobre o governo brasileiro também vinha dos importadores, sobretudo os norte-americanos (segundo o Ibama, 90% do ipê extraído no Brasil é exportado). Naquele mês de março de 2019, Salles viajou para os Estados Unidos na comitiva do presidente Bolsonaro. Não consta na agenda oficial dele reuniões com representantes das importadoras de madeira norte-americanas, mas, coincidência ou não, exatamente naqueles dias o governo recuou da intenção de inserir o ipê na lista da Cites. Em comunicado à Câmara dos Deputados, o ministro Ricardo Salles disse haver “falta de estudos científicos específicos” e “necessidade de consultas mais detalhadas” ao Ibama. Desde então, a proposta segue engavetada.
Naquele fim de março, logo após o ministro voltar ao Brasil, lobistas da IWPA (International Wood Products Association), entidade que reúne as maiores importadora de madeira dos Estados Unidos, inclusive a J. Gibson MacIlvain, comentaram o recuo do governo brasileiro em relação ao ipê. “Isso confirma o que ouvimos do pessoal da embaixada do Brasil na sexta-feira”, escreveu Joseph O’Donnell, diretor da IWPA, para uma lobista da entidade, em e-mail de 26 de março daquele ano obtido pela piauí. Finalmente, o caminho estava livre para a exportação do ipê. Ao chegar ao porto de Barcarena, o lote de deckings foi dividido em três contêineres embarcados no navio cargueiro Balsa em 10 de abril de 2019. No dia seguinte, a embarcação zarpou do Pará com destino ao porto de Cristóbal, Panamá. Oito dias depois, o carregamento foi inserido em outro navio, que rumou para Baltimore, um dos principais dos Estados Unidos, no estado de Maryland, onde chegou em 14 de maio. Do porto de Baltimore, a madeira viajou mais 27 km até a sede da J. Gibson McIlvain, localizada no município de Perry Hall. A J. Gibson McIlvain não vende diretamente para o consumidor final, apenas para pátios em todos os Estados Unidos – entre eles, a loja no Bronx, em Nova York.
A J.Gibson McIlvain não possui nenhuma ação por crime ambiental nos Estados Unidos e, durante as investigações tanto da piauí quanto do Ibama, não apareceu nenhuma suspeita de que a empresa tivesse conhecimento prévio da origem ilegal do ipê amarelo que recebeu. Procurada, a empresa não se manifestou. Em seu site, a McIlvain se diz orgulhosa do processo rigoroso que utiliza para garantir qualidade e legalidades da madeira da Amazônia. “O processo começa com a concessão de terras no Brasil. O governo local tem um excelente programa florestal e é fácil rastrear o histórico de negócios e as fontes de cada fábrica”, diz.
No Brasil, comercializar madeira de origem ilegal é crime com pena de até quatro anos de reclusão, sem multa. Nos Estados Unidos, a punição, prevista no Lacey Act, é mais dura: vai até cinco anos de prisão, com multa de 500 mil dólares, o que equivale a quase 3 milhões de reais ao câmbio atual. O combate ao contrabando de madeira nos EUA melhorou com o fim da gestão de Donald Trump, na avaliação de Daniel Brindis, do Greenpeace. Mas poderia ser mais efetivo. Uma das falhas da fiscalização, diz ele, é o excessivo apego à formalidade documental. “O governo se apega muito ao que está no papel, mas já está provado que, em alguns casos, os documentos podem ser fraudados na origem”, diz ele. “Infelizmente, o governo norte-americano ainda é suscetível ao lobby do setor madeireiro.” Para Rhavena Madeira, do CCCA, falta efetividade na aplicação da Lacey Act. “Esses regulamentos têm deficiências de implementação e limitações de investigação ligados à dificuldade da rastreabilidade”, afirma. “O mesmo ocorre na Europa. As autoridades competentes dificilmente conseguem identificar todos os operadores atuantes na cadeia e em muitos países não há operações de controle e fiscalização sistemáticas. Faltam procedimentos e interpretações uniformes.”
Em agosto de 2020, cinco meses após engavetar a proposta de tornar mais rígida a fiscalização da exportação do ipê, o então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi além: nomeou André Heleno Silveira, um agente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) sem qualquer experiência na área ambiental, para cuidar da Coordenação de Inteligência de Fiscalização do Ibama, um setor vital no combate ao crime organizado por trás da destruição da Amazônia. Semanas depois, Salles designou o policial militar aposentado Walter Mendes Magalhães Júnior como superintendente do órgão no Pará. Silveira e Magalhães Júnior cuidaram de desmontar os núcleos de inteligência, tanto na matriz em Brasília quanto na filial em Belém, respectivamente (o Ibama possui pequenos núcleos de inteligência distribuídos pelos 26 estados), trocando servidores experientes por pessoas sem qualificação. “Claramente o objetivo era inviabilizar qualquer investigação mais aprofundada contra os grileiros, madeireiros e garimpeiros”, diz um funcionário de alto escalão do órgão federal, sob anonimato, para evitar retaliações.
Meses mais tarde, em maio de 2020, tanto Salles quanto Magalhães Júnior foram alvos da Operação Akuanduba, da Polícia Federal, que investiga a participação de ambos em um esquema de facilitação do contrabando de madeira amazônica de origem ilegal – também são apurados os crimes de prevaricação, advocacia administrativa e corrupção. Segundo a PF, após Salles encontrar-se em Brasília com representantes da Aimex, do Pará, em fevereiro de 2020, Magalhães Júnior, supostamente por ordem do então ministro, assinou licenças de exportação retroativas para legalizar 153 mil metros cúbicos de ipê e jatobá extraídos ilicitamente no Pará e apreendidos no mês anterior nos Estados Unidos. Pouco depois de a investigação da PF vir à tona, Salles deixou o cargo de ministro.
Examinada em retrospectiva, a extinção do setor de inteligência em 2019 favoreceu as quadrilhas que atuam no contrabando de madeira ilegal para exterior. Não há notícia de que o sucateamento do setor de inteligência tenha tido o objetivo específico de impedir a descoberta da conexão do ipê amarelo exportado para Nova York, mas o fato é que a decisão do ministro favoreceu os contrabandistas.
Ainda no primeiro semestre de 2019, os fiscais do Ibama suspeitaram do tal leilão de madeira que teria sido promovido pela prefeitura de Itaituba. No início de 2019, a prefeitura teria pedido à Secretaria de Meio Ambiente do Pará que registrasse os créditos de uma imensa quantidade de madeira em favor da serraria JMS: ao todo, eram 8,6 mil metros cúbicos, dos quais 2,3 mil de ipê, suspostamente arrematados no leilão. A inserção dos créditos no Sisflora, o sistema do governo paraense que controla o transporte de madeira, é uma forma de legalizar o produto. A secretaria aceitou o suposto pedido da prefeitura sem contestar.
Os falsos créditos de madeira para a JMS foram incluídos no Sisflora pelo então gerente do sistema, Victor André Holanda Pessoa, que ocupava o cargo de chefe de Cadastro, Transporte e Comercialização de Produtos Florestais da Secretaria do Meio Ambiente do Pará. Holanda Pessoa chegara ao cargo em janeiro de 2019, pouco antes de fazer a inserção dos dados. E chegara por cima. Fora indicado por Persifal de Jesus Pontes, então chefe da Casa Civil do governador do Pará, Hélder Barbalho. A indicação, no entanto, era mais do que uma temeridade.
Na época, Holanda Pessoa já era um dos principais alvos de uma operação da Polícia Federal que investigava um grande esquema de tráfico de cocaína dos portos brasileiros para a Europa protagonizado pelo PCC. Filho de piloto e ligado à facção paulista, Pessoa tinha uma logística própria para o transporte aéreo de cocaína: levava grandes cargas da droga por helicóptero do Paraguai para um hangar em Americana, no interior paulista, e de lá, em pequenos aviões, para outro galpão no aeroporto de Tomé-Açu, no interior do Pará. Dali, transportava a cocaína em carros e caminhões até os portos de Belém e Barcarena, de onde a droga zarpava, oculta em contêineres, rumo a Europa. Em abril de 2018, nove meses antes de ser nomeado pelo governo Barbalho, Holanda Pessoa teve um carregamento de 513 quilos de pasta base de cocaína apreendido pela PF no interior paulista. O motorista do caminhão que leva a droga foi preso em flagrante – e Pessoa, meses depois, ganhou a promoção para gerenciar o Sisflora no governo do Pará.
O narcotraficante do PCC ficou apenas quatro meses no cargo – ele seria um dos 50 presos no ano seguinte pela Polícia Federal, acusados de tráfico internacional de drogas, na Operação Além-Mar. Seu padrinho, Persifal de Jesus Pontes, também caiu, mas por outro motivo: é acusado de fraudar a compra de respiradores para pacientes infectados com o coronavírus. Foi no ambiente comandado por esse tipo de figuras que os contrabandistas legalizaram fraudulentamente a grande carga de madeira amazônica (incluindo o ipê amarelo que foi parar em Nova York). Com isso, conseguiram vendê-la para 18 estados brasileiros e para o exterior, auferindo um lucro total estimado pelos fiscais do Ibama em 26,98 milhões de reais. “A madeira tem pelo menos duas grandes utilidades para o narcotráfico: serve para lavar o dinheiro da atividade e também para ocultar a própria droga nos navios rumo à Europa e Estados Unidos”, diz Aiala Colares de Oliveira Couto, professor da UFPA (Universidade Federal do Pará) que investiga o crime organizado na Região Norte.
Antes que Pessoa fosse responsabilizado pelo contrabando da madeira, a investigação do Ibama foi interrompida com o desmonte do setor de inteligência do órgão ambiental patrocinado por Ricardo Salles. “Estávamos perto de puxar esse novelo quando tudo foi por água abaixo”, afirma um fiscal do órgão sob anonimato, devido ao temor de retaliação. Com isso, o trabalho dos fiscais foi remetido para a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, que, por sua vez, considerou não haver crime de âmbito federal e mandou o caso ao Ministério Público do Pará – que denunciou até agora apenas um personagem da fraude: o dono da Coexpa, Bruno Atayde Leão, por crime ambiental. Consultado pela piauí, Pessoa, que atualmente responde em liberdade ação penal em que é acusado de tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro, disse ter recebido as acusações “com perplexidade” e mandou dizer que está à “disposição das autoridades competentes para, ao modo e tempo correto, prestar quaisquer esclarecimentos que porventura se façam necessários”.
Fonte:A conexão/Allan de Abreu e Luiz Fernando Toledo | Edição 185, janeiro 2022 (colaborou Eduardo Goulart)
Vejam o grafico
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Autoridades marroquinas disseram que Rayan, de cinco anos, que estava preso num poço desde terça-feira (1º) está morto (Fotos Reprodução)
O menino Rayan Awram, de cinco anos, que estava preso em um poço por quase cinco dias, morreu, segundo informações do palácio real em comunicado divulgado pela mídia estatal do Marrocos neste sábado (5).
Leia mais:Resgate do menino em poço de 32 metros de profundidade no Marrocos está perto do fim, dizem autoridades
As equipes de resgate conseguiram recuperar o corpo, depois de remover grande parte da encosta adjacente e delicadamente cavar uma passagem horizontal no poço. (A informação da Reuters)
https://youtu.be/Jr2vnvjzO6k
O menino caiu em um poço de mais de 30 metros de profundidade e 45 centímetros de largura na última terça-feira (1º) na região de Ighara, nas colinas perto de Chefchaouen.
O acidente mobilizou um enorme esforço de resgate que envolveu o todo país.
Equipes de resgate do Marrocos chegaram a enviar comida e água para o menino Rayan durante o tempo em que ele esteve preso.
O rei Mohammed enviou condolências a seus pais, informou um comunicado divulgado pela mídia estatal.
Jornal Folha do Progresso em 05/02/2022/23:51:57 Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835- (93) 98117 7649.
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Resgate do menino em poço de 32 metros de profundidade no Marrocos está perto do fim, dizem autoridades
Imagem mostra menino preso em poço de 32 metros de profundidade, no Marrocos (Foto:Reprodução)
Rayan, de 5 anos, caiu no buraco de 32 metros de profundidade. Há 4 dias os bombeiros e socorristas enviam água e comida enquanto cavam ao redor do poço. Imagens mostram como está o menino está no buraco.
O resgate do menino Rayan, de 5 anos, que caiu em um poço de 32 metros no Marrocos,entra no quarto dia neste sábado (5). As equipes continuam cavando com pás e retirando pedras com as mãos para evitar o risco de um deslizamento de terra.(A informação é do G1)
Uma câmera monitora o estado de saúde de Rayan, que tem alguns ferimentos no rosto e parece cansado. Ele também recebe comida, água e oxigênio .
Autoridades envolvidas na operação disseram que à BBC que os resgatistas estão muito perto do menino, no que chamaram de estágio final da operação.
Os trabalhadores tiveram que cavar um túnel paralelo ao poço e agora estão trabalhando em um túnel horizontal para ter acesso ao menino.
Imagem do menino dentro do poço no Marrocos há quatro dias — Foto: Reprodução
Monitoramento e cuidados
Médicos estão de plantão no local e um helicóptero está pronto para levar o menino ao hospital assim que o resgate terminar.
Equipe da Defesa Civil de Marrocos trabalha no resgate do menino Rayan, de cinco anos, que caiu em um poço perto de Bab Berred, na quinta-feira (3) — Foto: AFP
Equipe da Defesa Civil de Marrocos trabalha no resgate do menino Rayan, de cinco anos, que caiu em um poço perto de Bab Berred, na quinta-feira (3) — Foto: AFP
Rayan caiu acidentalmente na noite de terça-feira no poço seco de 32 metros de profundidade, estreito e de difícil acesso, cavado perto de sua casa na pequena cidade de Tamorot, a 100 quilômetros de Chefchaouen, no norte do país.
As agências relatam que muitas pessoas chegam ao local e se oferecem como voluntários na operação. Nas redes sociais marroquinas, a hashtag #SaveRayan é uma das mais acessadas.
“Em um momento de desatenção, o menino caiu no poço que estava sendo cavado. Não consegui fechar os olhos a noite toda”, disse o pai de Rayan ao site de informações local Le360.
Equipe da Defesa Civil de Marrocos trabalha no resgate do menino Rayan, de cinco anos, que caiu em um poço perto de Bab Berred, na quinta-feira (3) — Foto: AFP
Esperança de resgate
Um parente de Rayan disse à Reuters que a família percebeu pela primeira vez que ele estava desaparecido quando ouviu um choro abafado e baixou um telefone com a luz e a câmera ligadas para localizá-lo.
“Ele estava chorando ‘me levante'”, disse o homem.
Desde os primeiros momentos, a mãe do menino contou à imprensa local que “ainda tem esperança de que resgatem o menino com vida”.
“Rayan estava brincando e então desapareceu às 14h. Toda família se mobilizou para procurá-lo até que nos demos conta de que tinha caído no poço”, contou.
Jornal Folha do Progresso em 05/02/2022/10:01:01 Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835- (93) 98117 7649.
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Morto durante uma operação realizada pelos Estados Unidos na madrugada desta quinta (3), Abu Ibrahim al-Hashimi al-Quraishi, líder do Estado Islâmico (EI), havia assumido a liderança do grupo fundamentalista em outubro de 2019, pouco após seu antecessor, Abu Bakr al-Baghdadi, ser assassinado, também na Síria. (As Informações são do Folhapress)
Antes de comandar o EI, porém, al-Quraishi atuou como informante para o governo americano, quando estava detido em uma prisão no Iraque. Ele foi descrito como um prisioneiro modelo e cooperativo em relatórios sigilosos e forneceu instruções minuciosas sobre o grupo, algumas das quais levaram à morte de terroristas, de acordo com informações do jornal The Washington Post.
Mais de 53 relatórios sobre o assunto revelam que a cooperação de al-Quraishi envolveu, por exemplo, ajudar com retratos falados de líderes do EI iraquiano e com a identificação de restaurantes e cafés que eles gostavam de frequentar.
Ele chegou a compartilhar informações de sua lista telefônica pessoal, um caderno preto apreendido quando foi capturado, com números de terroristas e registros sobre a remuneração de cada um. O último interrogatório teria sido realizado em 2008, e al-Quraishi teria deixado de cooperar após ter suas expectativas de recompensa frustradas.
Foram precisos alguns meses para que o histórico de sua atuação no terrorismo fosse descoberto por serviços de inteligência e tornado público quando al-Quraishi tornou-se líder do EI.
Isso porque o nome real dele, Amir Mohammed Abdul Rahman al-Mawli al-Salbi, pelo qual serviços de inteligência o conheciam, não foi divulgado pelo grupo. Ele foi um dos membros fundadores do EI e liderou a escravização da minoria yazidi do Iraque.
Al-Quraishi era considerado um dos ideólogos mais influentes entre as fileiras do grupo, segundo reportagem do jornal britânico The Guardian publicada na época em que assumiu o comando da facção terrorista. De uma família turco-iraquiana e nascido na cidade de Tal Afar, no Iraque, ele era um dos poucos não árabes no alto escalão do EI.
Conhecido por oficiais de inteligência como “Salbi” -de seu nome real, não o de guerra-, ele subiu na hierarquia com base em sua formação como estudioso islâmico e contribuiu para a base de sustentação do genocídio promovido contra os yazidis.
O agora ex-líder se graduou em lei islâmica pela Universidade de Mossul, a segunda maior do Iraque, instituição que mergulhou em um período de trevas quando foi ocupada, durante mais de dois anos, pelo EI. O local foi mantido sob um regime de perseguição, com o currículo e os princípios éticos sendo reformulados para atender à ideologia do grupo terrorista.
Em 2004, al-Quraishi foi detido por tropas dos EUA na prisão iraquiana de Camp Bucca, onde conheceu se antecessor, Baghdadi. Antes da morte de Baghdadi, o Departamento de Estado americano colocou uma recompensa de US$ 5 milhões (R$ 26,5 milhões) pela cabeça de al-Quraishi e de dois outros membros da hierarquia do grupo. Ele já vinha sendo apontado como possível substituto de Baghdadi.
O nome dado a ele pelo EI quando assumiu -Abu Ibrahim al-Hashimi al-Quraishi- tem grande significado, segundo informações publicadas pela rede BBC à época da troca de comando no grupo. O sobrenome al-Quraishi está associado ao de famílias que se declaram descendentes de Maomé, algo essencial para que um homem possa ser considerado “califa”.
O grupo, na ocasião, descreveu o novo líder como um erudito, conhecido combatente e “emir da guerra”, que teria lutado contra as forças americanas e saberia como combatê-las.
Jornal Folha do Progresso em 04/02/2022/09:35:33
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Cocaína envenenada na Argentina deixa ao menos 20 mortos em Buenos Aires; entenda
Cocaína envenenada já deixou 20 mortos e 70 hospitalizados. (Foto:Divulgação / Secretaria de Saúde de Buenos Aires)
Investigadores articulam que a droga com alto nível de toxicidade foi alterada propositalmente
Ao menos 20 pessoas morreram e outras 70 foram hospitalizadas em Buenos Aires, Argentina, devido ao uso de uma cocaína adulterada com um “alto nível de toxicidade” ainda não identificada. A grande quantidade de envenenados fez as autoridades de saúde lançarem um alerta epidemiológico, enquanto a polícia faz o rastreamento da origem da droga. Até o momento, dez pessoas foram presas em um bunker no assentamento conhecido como Puerta 8, local indicado como ponto de venda da substância pelas famílias das vítimas. (As Informações são de Paula Figueiredo)
A substância é tão tóxica que levou o ministro da Segurança da província de Buenos Aires, Sergio Berni, pedir ajuda da população para que as embalagens de “náilon e cor rosa”, vendidas a 200 pesos, cerca de R$ 10, fossem encontradas, além de solicitar que quem comprou droga nas últimas 24 horas fizessem o descarte do entorpecente.
Rivalidade pode ter levado a adulteração do entorpecente
Uma hipótese levantada pelos investigadores, que consideram que a droga tenha sido alterada intencionalmente, é que o lote foi modificado por um narcotraficante para arruinar o negócio de um rival. “Não há dúvida de que a substância tóxica foi colocada de propósito”, disseram.
Quais são os principais sintomas de quem usou a droga adulterada?
Segundo as informações, os consumidores apresentaram sinais de choque, depressão sensorial, desconforto respiratório e excitação psicomotora. “A cocaína é um estimulante. E tudo indica que, neste caso, foi adulterada com opioides, que têm efeito contrário. Por isso, as vítimas apresentam quadro respiratório severo, as pessoas acabam ficando asfixiadas”, diz o toxicólogo Carlos Damín.
(Estagiária Paula Figueiredo, sob supervisão da coordenadora do OLiberal.com, Heloá Canali)
Jornal Folha do Progresso em 03/02/2022/17:01:42
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Em contatos com governo brasileiro, EUA expressam preocupação com viagem de Bolsonaro à Rússia
Para os americanos, é hora de isolar Putin; visita do presidente brasileiro a Moscou está prevista para meados de fevereiro (Foto:Reprodução Internet)
BRASÍLIA — Se dependesse da Casa Branca, o presidente Jair Bolsonaro não faria a visita a Moscou programada para meados deste mês de fevereiro. Essa preocupação foi transmitida por representantes do governo americano a autoridades brasileiras. A avaliação é que o momento não é adequado para uma aproximação entre Bolsonaro e o presidente da Rússia, Vladimir Putin. (A informação e do O Globo)
Soldados ucranianos na linha de frente dos combates com separatistas russos no Leste da Ucrânia: momento de tensão Foto: ANATOLII STEPANOV / AFP
O enfrentamento entre a Rússia e a Otan, a aliança militar liderada por Washington, por causa da mobilização de forças russas na fronteira com a Ucrânia se tornou um dos principais pontos da agenda bilateral entre EUA e Brasil. O tema ganhou essa importância porque o Brasil assumiu, em janeiro, um mandato de dois anos como membro rotativo do Conselho de Segurança da ONU, onde são discutidos temas relativos à segurança internacional. Para Washington, o melhor agora seria isolar Vladimir Putin.
Segundo fontes do governo, a preocupação dos americanos foi expressa em conversas entre integrantes dos dois governos, mas não foi tratada claramente nos dois contatos telefônicos que ocorreram em janeiro entre o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, e o chanceler Carlos França. Blinken, porém, já pediu uma “resposta forte” do Brasil se houver uma invasão russa à Ucrânia.
Uma fonte afirmou que aos EUA interessa que a viagem não seja interpretada como uma mensagem de que o Brasil esteja tomando partido de um lado na crise. A fonte afirmou que “de fato não será essa a mensagem, pois desejamos o entendimento diplomático entre Rússia e Ucrânia, dois países com os quais temos ótimas relações”.
Veteranos do batalhão Azov da Guarda Nacional Ucraniana realizam exercícios militares para civis em meio à
Civis participam de treinamento com réplicas de madeira de fuzis Foto: GLEB GARANICH / REUTERS
A ida de Bolsonaro à Rússia, e em seguida à Hungria, continua mantida. O Planalto informou que as datas não estão fechadas, mas existe a expectativa de Bolsonaro embarcar para Moscou por volta do dia 12.
Mourão defende viagem
Nesta segunda-feira, o vice-presidente Hamilton Mourão defendeu a viagem, dizendo que o Brasil faz parte do Brics, que inclui a Rússia, e que não acredita que os russos invadirão a Ucrânia. Segundo ele, Moscou exerce seu “direito de espernear” contra o avanço da Otan para países próximos a suas fronteiras. Para Mourão, a manobra militar russa é “uma forma de pressão” de Putin. Mourão disse que a viagem não significa um apoio à Rússia no conflito.
— Nós estamos afastados desse conflito, mas há algumas pressões de alguns outros países aqui que estão mais envolvidos. Mas, vamos lembrar, o Brasil faz parte de um grupo com a Rússia, que são os Brics. Além de nós termos uma parceria com a Rússia, é um país importante para que a gente tenha negócios. Nós não podemos abrir mão disso aí — disse o vice-presidente.
Nesta segunda-feira, os representantes de Washington e Moscou tiveram um forte embate no Conselho de Segurança, em sessão convocada pelos EUA. Na reunião, o embaixador do Brasil na ONU, Ronaldo Costa Filho, defendeu o diálogo para reduzir as tensões.
— Apelamos a todas as partes para que exerçam a máxima contenção e se envolvam construtivamente em conversações destinadas a resolver as suas diferenças. Há espaço para restaurar a confiança e encontrar uma solução diplomática duradoura para esta crise. Precisamos de vontade política e compromisso genuíno de todos os lados — disse.
A Rússia tentou até o último instante manter o encontro do Conselho a portas fechadas, mas acabou derrotada em votação na qual o Brasil também apoiou um debate aberto.
— As ameaças de agressão na fronteira com a Ucrânia são um ato de provocação — acusou a embaixadora americana, Linda Thomas-Greenfield. — A provocação vem da Rússia, não dos demais membros deste Conselho.
Putin e mísseis no México
O embaixador russo, Vassily Nebenzia, disse que os EUA “não têm provas” de que Moscou planeje invadir a Ucrânia, chamando a reunião de “diplomacia de megafone”.
— Nossos colegas ocidentais vêm falando da necessidade de reduzir as tensões. Contudo, incitam as tensões e a retórica. As discussões sobre a ameaça de guerra são, por si só, provocações. Vocês estão quase pedindo isso — afirmou.
Ele repetiu a posição sobre a crise expressa por Putin. Em dezembro, em sua entrevista tradicional de fim de ano, o presidente russo voltou a fazer uma comparação entre a expansão da Otan e o hipotético posicionamento de mísseis russos no Canadá e no México.
— São vocês que vieram até nossas fronteiras e agora dizem que a Ucrânia se tornará um membro da Otan. Ou, mesmo que não se junte à Otan, que bases e sistemas de ataque serão instalados em seu território por meio de acordos bilaterais —disse Putin.
Uma ação concreta do Conselho de Segurança sobre a crise é impraticável, já que tanto a Rússia quanto os EUA têm poder de veto. Longe dos olhares do público, o chanceler russo, Sergei Lavrov, voltará a conversar nesta terça-feira por telefone com Antony Blinken. Ontem, Moscou entregou a Washington sua resposta por escrito a propostas também escritas feitas pelos EUA e a Otan na semana passada, que por sua vez respondiam a uma lista de oito “demandas de segurança” divulgadas por Putin em dezembro. (Colaboraram Daniel Gullino e Filipe Barini)
Jornal Folha do Progresso em 02/02/2022/06:12:17
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Mulher oferece R$ 2 milhões para comprar criança em mercado
Após a denúncia, a polícia conseguiu identificar a acusada. | Foto:Reprodução
A suspeita elogiou a cor dos olhos da criança e confessou que sonhava em comprar um filho
Segundo o Relatório Global Sobre o Tráfico de Pessoas, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), mulheres e meninas respondem por 72% dos casos de tráficos de pessoas no mundo. As informações são NBC News
Quando a análise é feita por motivação, o relatório aponta que 83% desses casos são ligados à exploração sexual, 13% a trabalho forçado e 4% para outras finalidades como pessoas que não conseguem ter filhos e veem o mercado negro como uma alternativa para conseguir uma criança .
Ainda segundo a ONU, essa prática afeta 2,5 milhões de pessoas todos os anos e movimenta mais de 30 bilhões de dólares no mercado negro. Na semana passada, uma mulher foi presa por oferecer 500 mil dólares (aproximadamente R$ 2 milhões) a uma mãe para comprar um de seus filhos. A oferta aconteceu dentro de um supermercado na cidade de Crockett, no estado do Texas.
De acordo com o jornal NBC News, o crime foi registrado no dia 18 de janeiro. A mãe das crianças denunciou a ação, e a acusada foi presa. Em entrevista à mídia local, a mãe da criança disse que estava na fila para usar o caixa de autoatendimento quando a mulher a abordou. Ela estava com os dois filhos. A acusada elogiou a cor dos olhos da criança e confessou que sonhava em comprar um filho.
A princípio, a mãe achou que tudo se tratava de uma brincadeira, mas em seguida a suspeita afirmou que tinha dinheiro em seu carro e que poderia dar a ela em troca da criança.
Após a denúncia, a polícia conseguiu identificar a acusada, que foi detida e acusada de tentar comprar e vender crianças. Contudo, na última quinta-feira (20) ela foi solta. Caso seja condenada, ela pode enfrentar de dois anos até 10 anos de prisão.
Jornal Folha do Progresso em 27/01/2022/16:25:30
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Desde que nasceu, a criança passou a ser idolatrada por moradores, que acreditam que ela seja uma encarnação de um Deus hindu (Foto:Reprodução)
Caso aconteceu na Índia e criança passou a ser tratada como divindade
Na última segunda-feira (17), uma mulher que vive na Índia deu à luz um bebê com quatro braços e quatro pernas, no Hospital Sadar. Para médicos, os defeitos congênitos são devidos a uma complicação na gravidez. Porém, desde que nasceu, a criança passou a ser idolatrada por moradores, que acreditam que ela seja uma encarnação de um deus hindu. As informações foram divulgadas pelo jornal Extra.
Fascinados, moradores cercavam e tiravam fotos do bebê e dos seus membros expostos. O sexo da criança, que se tornou uma celebridade local, ainda não foi revelado.
Não é a primeira vez que algo desse tipo é registrado no País. Em 2005, a também indiana Lakshmi Tatma nasceu com o dobro de braços e pernas, além de órgãos internos em excesso e foi saudada como uma deusa, sendo batizada em homenagem à deusa hindu da fortuna, que tem quatro braços.
Ela foi submetida a um cirurgia para a retirada dos membros e órgãos excedentes quando tinha dois anos e a demorada operação foi um sucesso. Os médicos tiveram que separar uma gêmea univitelina de Lakshmi que não tinha cabeça e não se desenvolveu. Em um caso extremamente raro, conhecido como “gêmeo parasita”, as gêmeas não se separaram no útero e permaneceram ligadas pela pélvis.
Um outra menina ficou famosa na Índia por nascer com “dois narizes e uma tromba”. Ela foi tratada como uma deusa hindu depois que os moradores locais acreditaram que a criança era uma encarnação de Lord Ganesha.
Jornal Folha do Progresso em 19/01/2022/17:34:55
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