Alemanha denuncia ‘crime de guerra’ na Ucrânia, onde 300 corpos foram enterrados em valas comuns

(Foto: Sergei SUPINSKY / AFP) – O vice-chanceler e ministro da Economia da Alemanha, Robert Habeck, denunciou, neste domingo 3, um “terrível crime de guerra” em Boutcha, na Ucrânia, e pediu novas sanções econômicas por parte dos países da União Europeia (UE) contra a Rússia.

O Reino Unido também alertou que não permitirá que “a Rússia esconda o seu envolvimento nessas atrocidades por meio de desinformação cínica”. (As informações são do cartacapital);

“Este terrível crime de guerra não pode ficar sem resposta”, disse o ecologista Robert Habeck ao jornal alemão Bild, um dia após a descoberta de numerosos cadáveres nesta cidade a noroeste de Kiev, a capital ucraniana que foi resgatada dos russos. “Acho que um fortalecimento das sanções é indicado. É isso que estamos preparando com nossos parceiros da União Europeia”, acrescentou o vice-chanceler alemão.

Para a ministra das Relações Exteriores, Annalena Baerbock, as imagens que chegam de Boutcha são “insuportáveis”. “A violência desenfreada de Putin está acabando com famílias inocentes e não tem limites”, escreveu no Twitter a chefe da diplomacia alemã, acrescentando que “os responsáveis por esses crimes de guerra” devem “ser responsabilizados”. “Vamos fortalecer as sanções contra a Rússia e apoiar ainda mais a Ucrânia em sua defesa”, disse, sem dar mais detalhes.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, reforçou o pedido de mais sanções contra Moscou. “Chocado com as imagens assombrosas das atrocidades cometidas pelo exército russo na região libertada de Kiev”, escreveu Michel, em sua conta no Twitter, mencionando a hashtag “#BuchaMassacre”, (em inglês). “A UE está ajudando a Ucrânia e ONGs a reunirem as provas necessárias para ações nos tribunais internacionais”, acrescentou. “Mais sanções e ajuda da UE estão a caminho”, completou.
“Massacre deliberado”

A Ucrânia denunciou neste domingo um “massacre deliberado” atribuído aos russos, acusou o ministro ucraniano das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba. “Os russos querem eliminar tantos ucranianos quanto for possível. Nós devemos pará-los e expulsá-los. Eu exijo novas sanções devastadoras do G7 agora”, escreveu Kuleba no Twitter.

“Região de Kiev. Inferno do século 21. Corpos de homens e mulheres, que foram mortos com as mãos amarradas. Os piores crimes do nazismo retornaram à UE”, tuitou o conselheiro da presidência ucraniana Mykhaylo Podolyak. Comparando Boutcha ao massacre de Srebrenica, na Bósnia, em 1995, Pololyak acusou o Ocidente de tentar “não provocar os russos” para evitar uma Terceira Guerra Mundial. “Como resultado, o mundo viu um horror indescritível de desumanidade em Boutcha, Irpin, Gostomel. Centenas, milhares de pessoas mortas, dilaceradas, estupradas, amarradas”, disse. “Vocês ainda vão tentar virar as costas? Organizar outra cúpula para se preocupar e balançar a cabeça?”, afirmou, dirigindo-se aos líderes europeus.

As forças ucranianas só conseguiram penetrar em Boutcha há alguns dias. Ocupada pelos russos, a cidade permaneceu inacessível por quase um mês. No sábado 2, correspondentes da agência AFP registraram imagens de pelo menos 20 cadáveres com roupas civis em uma rua de Boucha. Um homem tinha as mãos amarradas e o passaporte ao lado. Os corpos estavam espalhados em centenas de metros. “Todas essas pessoas foram baleadas”, “eles (os russos) as mataram com uma bala na nuca”, assegurou o prefeito de Boutcha, Anatoly Fedorouk.

A oficial de direitos humanos do Parlamento ucraniano, Lioudmila Denissova, por sua vez, denunciou um “genocídio” e um “crime contra a humanidade”, pedindo julgamento e sentenças severas à “horda bárbara da Rússia”.

Os russos, ao se retirarem, deixaram para trás “um desastre total e muitos perigos”, declarou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Reino Unido lamenta “atos revoltantes”

A ministra das Relações Exteriores britânica, Liz Truss, denunciou neste domingo os “atos revoltantes” cometidos pelo exército russo contra civis na Ucrânia, particularmente em Boutcha, na região de Kiev, e pediu uma “investigação de crimes de guerra”.

“À medida que as tropas russas são forçadas a recuar, vemos evidências crescentes dos atos terríveis cometidos pelas forças invasoras em cidades como Irpin e Boutcha”, disse Liz Truss, em comunicado. “Seus ataques indiscriminados a civis inocentes durante a invasão ilegal e injustificada da Ucrânia devem ser investigados por crimes de guerra”, acrescentou. “Não permitiremos que a Rússia esconda o seu envolvimento nessas atrocidades por meio de desinformação cínica”, completou a chefe da diplomacia britânica.

Liz Truss ainda assegurou que o Reino Unido “apoiará totalmente qualquer investigação do Tribunal Penal Internacional” e pediu, mais uma vez, para “aumentar as sanções” contra a Rússia.

Jornal Folha do Progresso em 04/04/2022/10:15:57

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Avião bimotor cai dentro de supermercado e mata três pessoas

De acordo com dados do voo, a aeronave caiu cerca de 10 km antes do local de pouso. (Reprodução/Redes Sociais)

Pelo menos quatro pessoas que estavam dentro da loja também ficaram feridas

Um avião bimotor caiu dentro de um supermercado, no México, na tarde desta terça-feira (28). A aeronave transportava quatro tripulantes. Três deles morreram e um quarto ficou ferido. (As informações são do portal Metrópoles).

De acordo com o jornal mexicano Excélsior, pelo menos quatro pessoas que estavam dentro do supermercado durante o impacto também ficaram feridas.
Testemunhas próximas ao local do acidente disseram às autoridades que quando olharam para o avião no céu, perceberam que algo de errado estava acontecendo com a aeronave, pois ela demonstrava certa instabilidade e dificuldades para permanecer no ar. Algumas pessoas também afirmaram terem visto fumaça saindo de um dos motores. As investigações estão apurando se a intenção do piloto era fazer um pouso de emergência.

O avião bimotor era um BE9L (Beechcraft King Air 90) e estava operando em um voo doméstico entre Acapulco e Cuernavaca, no Estado de Puebla, no centro-sul do país. De acordo com dados do voo, a aeronave caiu cerca de 10 km antes do local de pouso.

Jornal Folha do Progresso em 29/03/2022/17:02:45

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Fazendeiro dá R$ 1,3 milhão para quem casar com sua filha

(Foto:Reprodução) – Um fazendeiro rico da Tailândia fez uma proposta bizarra nas redes sociais, deixando os internautas espantados. A oferta do negócio onde o objeto a ser negociado simplesmente seria a sua filha. O homem oferta sua empresa e sua filha a um homem de boa índole e trabalhador que saiba chefiar seus pertences e se casar com sua filha de 26 anos.

“Ele está vendendo sua filha como um objeto”?, diz internauta quando soube que Arnon Rodthong ofereceu mais de (US$ 300 mil dólares ou seja mais de R$ 1 milhão de reais) e o endereço da sua firma para quem se case com Karnsita Rodthonga, sua filha. Ele ainda faz propaganda sobre a filha dizendo que a moça era virgem e falava inglês e chinês com facilidade, diz a Daily Mail.

Segundo o jornal local, o fazendeiro de 58 anos dizia preocupado com a filha que já estava com 26 anos e continuava solteira e gostaria de assegurar a gerência dos seus negócios a um genro ajuizado.

TRABALHADOR

Arnon Rodthong deixa claro que não interessa qual a nacionalidade do candidato e nem se fosse formado em uma profissão universitária , mas tem que ser focado no trabalho e fazer sua filha, Karnsita Rodthong muito feliz:

“Eu quero um homem diligente. Eu só quero alguém com uma atitude de trabalho. Isso é tudo“, disse o milionário Rodthong.

Enfim, a filha do milionário diz que apesar da proposta maluca do pai, ela também, além de achar divertido, vê boas intenções do seu pai:

“Se eu tiver que casar com alguém, só quero que ele seja uma pessoa diligente e boa que ama sua família“, disse Karnsita Rodthong.

Por:Jornal Folha do Progresso em 28/03/2022/11:15:06

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Ataque a teatro de Mariupol matou 300 pessoas, diz Ucrânia; moradores estão morrendo de fome

Autoridades ucranianas afirmam que áreas com civis estão sendo atacadas (Foto:EFREM LUKATSKY / ASSOCIATED PRESS / ESTADÃO CONTEÚDO)
Autoridades ucranianas pediram ajuda urgente e afirmam que civis estão sendo levados à força para a Rússia

Autoridades de Mariupol, cidade da Ucrânia cercada pelos russos, pediram ajuda urgente, afirmando que há moradores locais morrendo de fome. Ainda de acordo com os ucranianos, centenas de milhares de civis estão sendo levados à força para a Rússia. (As informações são da Sic Notícias).

O presidente ucraniano disse que precisa de apoio para que o país passe de resistência para o ataque às tropas russas
Presidente da Ucrânia pede à Otan ‘ajuda sem restrições’ para atacar tropas russas

No dia 16 de março, as forças russas bombardearam um teatro que estaria abrigando vários civis, entre eles mulheres, crianças e idosos, em Mariupol. De acordo com a Câmara Municipal, o ataque provocou cerca de 300 mortos.

Há vários dias autoridades ucranianas têm denunciado o ataque a regiões onde estão civis.

Com 30 dias de conflito, a Rússia afirma que destruiu a maior reserva de combustível do exército ucraniano. Uma unidade militar nos arredores de Dnipro também foi atacada, provocando a destruição de dois prédios, dizem os serviços de emergência regionais.

Jornal Folha do Progresso em 25/03/2022/

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Temor de guerra com a Rússia faz Otan limitar ajuda militar à Ucrânia

(Foto:Reprodução) –  “Temos responsabilidade de assegurar que o conflito não escale”, disse o secretário-geral da aliança militar, Jens Stoltenberg, sem usar o termo Terceira Guerra Mundial.

Após dias falando grosso, a Otan moderou o tom e manteve um receituário convencional na sua reunião realizada nesta quinta-feira (24) para discutir o primeiro mês da guerra de Vladimir Putin na Ucrânia. (As informações são do  Folhapress).

“Temos responsabilidade de assegurar que o conflito não escale”, disse o secretário-geral da aliança militar, Jens Stoltenberg, sem usar o termo Terceira Guerra Mundial. Assim, foram repetidos anúncios feitos ao longo das duas últimas semanas. Haverá um incremento no envio de armas mais leves, como mísseis antitanque, à Ucrânia, além de mais ajuda financeira a Kiev para tocar seu esforço de guerra.

O esperado protocolo de ação em caso de Putin usar armas de destruição em massa (nucleares, químicas ou biológicas) contra os ucranianos não foi divulgado. O norueguês apenas repetiu que tal uso causaria risco de contaminação a países da Otan vizinhos à Ucrânia, o que “teria grandes consequências”.

Foi o mais próximo de uma ameaça a Moscou em sua fala, apesar de declarações anteriores mais duras. O presidente americano, Joe Biden, foi na mesma linha: afirmou que “responderemos” em caso de algo do gênero, mas dizer como.

No mais, a Otan irá enviar a Kiev equipamentos de detecção e descontaminação contra o eventual uso dessas armas, seguindo a ativação de regimentos especializados que os usam em todo o Leste Europeu.

O motivo da cautela é o temor dos membros mais ocidentais da Otan de que a crise escale para um conflito mundial. A Ucrânia não pertence à aliança, mas um ataque a um país do clube ou o envolvimento direto dele nos combates poderia levar, como disse anteriormente Biden, à Terceira Guerra.

“Seria mais devastador do que agora”, disse Stoltenberg, algo óbvio, sem nem incluir o fato de que Rússia e EUA detêm 90% das armas nucleares do mundo -na Otan, França e Reino Unido também têm as suas.

Ainda assim, ele citou algo que será ouvido em Moscou: a promessa de colaborar com o planejamento de defesa de países como Geórgia, onde Putin lutou uma guerra com sucesso para evitar a entrada da nação na aliança em 2008, e na Bósnia, que se vê ameaçada pelos aliados do russo na Sérvia.

Duas reuniões subsequentes do G7 (grupo de países ricos) e da União Europeia discutiram mais sanções à autoridades do governo russo, o outro instrumento usado pelo Ocidente e aliados até aqui para pressionar Putin. Questionado se isso deteria o Kremlin, Biden disse: “Sanções não são para deter, são para aumentar a dor:”

O americano desembarcou com uma promessa de receber 100 mil refugiados nos EUA e de doar US$ 1 bilhão em ajuda humanitária a Kiev, que já viu mais de 3,5 milhões de cidadãos fugirem do país.

Antes do começo da reunião, a aliança ouviu por vídeo o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, em seu enésimo pronunciamento para pedir mais ajuda ocidental e alertar para os riscos que a Otan corre.

Ele havia trazido como cartão de visitas um ataque inédito a navios russos em um porto ocupado no sul de seu país, enquanto um aliado de Putin, o norte-coreano Kim Jong-un, causou surpresa ao fazer seu maior teste de míssil nuclear capaz de atingir dos EUA até aqui.

“Tenho certeza de que vocês sabem que a Rússia não pretende parar na Ucrânia. Membros orientais da Otan [serão os próximos]. Estados Bálticos e a Polônia, com certeza”, afirmou, atiçando nações do clube militar que mais temem Moscou. Com efeito, ele não citou o pedido pela implantação de uma zona de exclusão aérea sobre seu país, que equivaleria a uma declaração de guerra à Rússia -e o temor, explicitado por Biden mas não muito compartilhado por exemplo pelos poloneses, de um conflito mundial.

Zelenski lembrou, contudo, a rejeição dos Estados Unidos à oferta de Varsóvia de entregar jatos de combate MiG-29 para Kiev. “Vocês podem nos dar 1% dos seus aviões, Um por cento de seus tanques. Um por cento!”, disse, lembrando a necessidade de sistemas antiaéreos mais potentes.

A aliança tem 3.890 caças e aviões de ataque e 9.460 tanques de guerra principais. Antes da guerra, a Ucrânia tinha 116 jatos de combate e 858 tanques, e a Rússia, 1.021 e 3.300, respectivamente, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos. Por óbvio, os números dos dois beligerantes já mudaram.

O ucraniano não falou sobre a questão da entrada de seu país na Otan, possibilidade que é motivo central declarado por Putin para sua guerra. Ele já admitiu que isso não deve ocorrer, ainda que Stoltenberg tenha citado que a política de “portas abertas” da aliança segue valendo.

Até aqui, a Otan manteve um fluxo de armas para a guerrilha empreendida por Kiev: mísseis antitanque e antiaéreos portáteis, de fácil manuseio e boa eficácia. Stoltenberg seguiu o que Biden fizera na semana passada e advertiu a China a não apoiar, nem militarmente, nem economicamente, a aliada Rússia na guerra.

Não elaborou, contudo, quais sanções Pequim enfrentaria neste caso. Em sua entrevista, Biden repetiu o raciocínio.

Ambos reafirmaram que a Otan deverá dobrar a capacidade militar no seu flanco leste, que hoje tem cerca de 40 mil soldados sob comando da aliança, e falou em aumentar o número de unidades multinacionais com novas bases na Bulgária, na Eslováquia e na Romênia.

Stoltenberg também citou a presença de dois grupos de porta-aviões, um britânico e outro norte-americano, nas águas em torno do continente e prometeu mobilizar mais caças e sistemas antiaéreos.

Ele, que deixaria o cargo que ocupa desde 2014 neste ano e teve o mandato prorrogado até setembro do ano que vem, não deu números ou prazos exatos para esses movimentos, que alimentarão o discurso de Putin de que o Ocidente está tentando cercar a Rússia desde que se expandiu sobre o antigo espaço da União Soviética após o fim da Guerra Fria, há 30 anos.

O Kremlin ainda não fez comentários. Na quarta (23), uma reunião do seu Conselho de Segurança foi coalhada de falas duras, com o ex-presidente Dmitri Medvedev ameaçando o Ocidente com uma escalada, talvez nuclear. O tema está na praça por cortesia de Putin.

Cinco dias antes da guerra, ele comandou um grande exercício de forças estratégicas, e seu pronunciamento anunciando a invasão sugeriu que quem se intrometesse no conflito poderia sofrer um ataque atômico. Três dias depois do início das hostilidades, colocou suas forças nucleares em prontidão.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, repetiu a doutrina nuclear russa à rede CNN na terça: se houver um risco existencial, e um confronto com a Otan qualifica para tal, o botão atômico pode ser acionado.

Jornal Folha do Progresso em 25/03/2022/10:45:45

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Ginasta ucraniana de 11 anos morre, vítima de bombardeio russo

(Foto:© Twitter Anna Purtova) – Katya Dyachenko ficou presa sob os escombros da sua casa, em Mariupol.

Katya Dyachenko, ginasta ucraniana de apenas 11 anos, morreu, nesta semana, vítima de um bombardeio pelas forças militares russas à cidade de Mariupol.

De acordo com Anna Purtova, elemento do parlamento da Ucrânia, a jovem atleta ficou presa sob os escombros da sua casa, e acabou por não resistir aos ferimentos.

“Esta é a nossa ginasta Katya Dyachenko. Tem 11 anos. Morreu sob os escombros da sua casa, em Mariupol, quando um míssil russo a atingiu, durante o dia”, escreveu, nas redes sociais.

“Ela podia ter tido um futuro brilhante pela frente enquanto uma jovem campeã ucraniana. Mas, num segundo, desapareceu. Fechem os céus… por favor, NATO”, completou.

Jornal Folha do Progresso em 25/03/2022/10:02:34

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Especialistas analisam queda de Boeing 737 na China; veja simulação da descida

Um avião, modelo Boeing 737-800, com 132 pessoas a bordo caiu na região montanhosa de Guangxi, no Sul da China, na segunda-feira (21). A aeronave da companhia China Eastern Airlines saiu da cidade de Kunming e tinha como destino Guangzhou.

Um vídeo obtido pela mídia estatal chinesa mostra o momento em que o voo 5735 cai com o bico virado para o chão. Ainda segundo a imprensa chinesa, todos os passageiros e tripulantes morreram.

Dados do Flightradar24, site especializado que computa as rotas de todos os voos registrados no mundo, mostram que o Boeing 737 parou de transmitir dados durante um trecho da viagem.

Minutos depois de nivelar a uma altitude de cruzeiro de 8.839 metros após uma primeira descida – já enviando sinal novamente -, o avião começou um mergulho rápido, descendo mais de 7.620 metros em menos de dois minutos. Os dados de voo foram perdidos a 975 metros do solo.
Mark Weiss, um piloto aposentado, analisou que este modelo não tem a tecnologia que pode ter causado acidentes com o Boeing 737 Max.

“Este é, provavelmente, um dos modelos mais seguros já construídos. Este era o modelo antes do Max e que não tinha o sistema MCAS nele”, afirmou o ex-piloto. “Mesmo avião, problemas diferentes”, complementa.

O 737-800 é a segunda aeronave mais utilizada no mundo, tendo mais de 4.500 unidades em todos os países. Só nos Estados Unidos, são 800 aviões do tipo.

A China Eastern Airlines disse que deixará toda sua frota do modelo no chão enquanto as investigações continuam.

Outro especialista ouvido pela CNN pontuou que as primeiras evidências são “sinistras”.

“Receio que as primeiras evidências deste acidente apontem que você vai investigar de maneira mais cuidadosa a tripulação do voo”, pontuou.

Além disso, o analista de aviação da CNN Pete Muntean destacou que os “especialistas falam que um avião não deve cair dessa maneira”.

Dezenas de investigadores foram enviados ao local da queda, que é de difícil acesso por se tratar de uma região montanhosa e com vegetação densa.

Nenhum sobrevivente foi encontrado até agora, assim como seus pertences. Porém, nesta quarta-feira (23), uma das duas caixas pretas da aeronave foi encontrada. Não foi possível identificar imediatamente se era o gravador de dados de voo ou o gravador de voz da cabine, informou um funcionário da Administração de Aviação Civil da China (CAAC).

Como é um modelo da Boeing, uma equipe dos Estados Unidos liderada por um investigador do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) dos EUA foi destacada para a investigação, assim como representantes da própria Boeing, da GE – a fabricante das turbinas – e da Administração de Aviação Federal dos EUA.

avião                       Foto:Reprodução/CNN

Pete Muntean, analista da CNN, também ponderou que o governo da China ainda classifica a operação como um resgate, mas, conforme o tempo passa e analisando as circunstâncias do acidente, ela tem se tornado uma “operação de recuperação”.

Porém, todo esse processo complexo pode levar meses, se não anos, para ser concluído, mesmo que os investigadores estejam sob muita pressão de famílias enlutadas e do público em geral.
O acidente

O voo partiu de Kunming às 13h11 locais (02h11 pelo horário de Brasília), mostraram os dados do FlightRadar, e deveria pousar em Guangzhou às 15h05 (04h11).

O avião estava voando a uma altitude de 29.100 pés às 03h20 pelo horário de Brasília. Pouco mais de dois minutos e 15 segundos depois, os dados mostraram que havia descido para 9.075 pés.

Em mais 20 segundos, sua última altitude rastreada foi de 3.225 pés, indicando uma descida vertical de 31.000 pés por minuto, segundo o Flightradar. Os dados meteorológicos disponíveis online mostraram condições parcialmente nubladas com boa visibilidade em Wuzhou no momento do acidente.

Os investigadores tentarão recuperar as duas caixas pretas do avião – o gravador de dados de voo e o gravador de voz da cabine – para ajudar a esclarecer o acidente.

De acordo com a Aviation Safety Network, o último acidente fatal com jato na China foi em 2010, quando 44 das 96 pessoas a bordo morreram quando um jato regional Embraer E-190 da Henan Airlines caiu na aproximação ao aeroporto de Yichun, que estava com baixa visibilidade.

Em 1994, um Tupolev Tu-154 da China Northwest Airlines que voava de Xian para Guangzhou caiu, matando todas as 160 pessoas a bordo e classificando-se como o pior desastre aéreo da China, de acordo com a Aviation Safety Network.
Modelo Boeing 737-800

O avião que sofreu o acidente era um Boeing 737-800. Esta é a versão mais comum dos jatos da Boeing que atualmente estão em serviço, e é o carro-chefe das frotas de muitas companhias aéreas.

Existem 4.502 dos 737-800 em serviço em todo o mundo, de acordo com a empresa de análise de aviação Cirium, tornando-o de longe o avião Boeing mais comum em serviço.

É o modelo de avião mais utilizado nos Estados Unidos, onde há 795 em serviço, assim como na China, que tem 1.177 operando. O modelo ainda é o segundo avião mais usado em todo o mundo, atrás apenas do A320 fabricado pela Airbus.

O 737-800 é um modelo mais antigo, que recentemente foi substituído pelo 737 Max.

 

avião 3Os serviços de rastreamento FlightAware e Flightradar24 informaram que este avião é o Boeing 737-800 da China Eastern Airlines que caiu na segunda-feira com 132 pessoas a bordo; esta é uma foto de arquivo tirada em uma pista chinesa em fevereiro de 2022 / Foto: Zhou Bodian/VCG via Getty Images

Jornal Folha do Progresso em 24/03/2022/10:33:08

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Um mês de guerra: como está o conflito entre Rússia e Ucrânia hoje

Rússia e Ucrânia já reuniram-se algumas vezes para discutir o fim do conflito, mas todas as tentativas de negociação foram infrutíferas. (Foto:FADEL SENNA / AFP).

Guerra entre Rússia e Ucrânia, prevista para terminar em poucos dias, completa um mês nesta quinta-feira, 24

A guerra entre Rússia e Ucrânia, prevista para terminar em poucos dias, completa um mês nesta quinta-feira, 24. Diversas estimativas de autoridades ao redor do mundo davam conta de que o conflito seria rapidamente vencido pela Rússia.(As informações são Byanka Arruda, especial para O Liberal).

No entanto, o exército de Vladimir Putin, presidente russo, tem encontrado forte resistência dos soldados ucranianos, especialmente em Kiev, capital da Ucrânia. As tropas russas estão há vários dias tentando tomar a cidade, mas se vêem diante de intenso embate em vários pontos e em muitas localidades precisaram inclusive recuar, conforme relatos das autoridades locais.

Confira um resumo dos principais acontecimentos da guerra entre as tropas russas e ucranianas:

Quando começou?
A invasão russa teve início no dia 24 de fevereiro. Diversas cidades ucranianas sofreram ataques poucas horas depois. A usina nuclear de Chernobyl também foi tomada pelo exército russo no mesmo dia.

Onde se concentram os ataques?
A Rússia vem tentando dominar o território ucraniano por várias frentes. Atualmente, o exército russo concentra suas forças em Kiev (capital), Kharkiv (a segunda maior cidade); Mariupol (cidade portuária que está quase que completamente devastada).

Veja a evolução do domínio russo sobre o território ucraniano nestes 30 dias de guerra:

mapa Evolução do domínio russo sobre o território ucraniano durante um mês de guerra (SOPHIE RAMIS, OMAR KAMAL, MARIA-CECILIA REZENDE, GUILLERMO RIVAS PACHECO, SYLVIE HUSSON / AFP)

Quantas pessoas já deixaram a Ucrânia para fugir da guerra?
Segundo os últimos dados da ONU, mais de 3,5 milhões de pessoas já conseguiram deixar a Ucrânia para escapar da guerra. A maioria dos refugiados são mulheres e crianças.

Onde os refugiados estão sendo acolhidos?
A maior parte dos ucranianos que deixaram o país foram abrigados na Polônia, país vizinho, que já recebeu mais da metade dos fugitivos da guerra; Em seguida, a Hungria, que faz fronteira com a Ucrânia em cinco pontos; A Moldávia é o terceiro destino dos refugiados.

Quantas civis morreram no conflito?
Não há dados oficiais, mas as estimativas da ONU dão conta de pelo menos 900 vítimas – mas o número deve ser maior.

Quais são os principais pontos para encerrar a guerra?
Rússia e Ucrânia já reuniram-se algumas vezes para discutir o fim do conflito, mas todas as tentativas de negociação foram infrutíferas.

Os principais pontos colocados em pauta para acabar com a guerra foram:

A Ucrânia precisará desistir de fazer parte da Otan;
A Ucrânia deve ser desmilitarizada;
O fim de células nazistas na Ucrânia;
Reconhecimento da Crimeia como território russo;
Reconhecimento da independência dos territórios de Donetsk e Luhansk;

Quais países apoiam a Ucrânia?
Os principais apoiadores da Ucrânia no conflito com a Rússia são os Estados Unidos e a União Europeia, de modo geral. Assim, EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Holanda, Bélgica, Portugal, Itália, Espanha, Grécia, República Tcheca, Polônia, Romênia, Canadá, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Noruega, Croácia e Eslovênia manifestaram apoio aos ucranianos em diversas ocasiões. Países que não fazem parte da União Europeia, como Israel e Austrália, também prometeram ajuda humanitária à Ucrânia.

Quais países apoiam a Rússia?
Belarus, que fica entre a Rússia e a Ucrânia. Foi por onde os russos começaram a adentrar o território ucraniano. Síria, Venezuela, Cuba e Nicarágua também mostraram-se favoráveis ao avanço de Vladimir Putin sobre o território ucraniano, considerando a ação como legítima.

*A China tem adotado postura ‘neutra’ ou de dualidade. Apesar de não reconhecer a ação das tropas russas como invasão à Ucrânia e ser alidada estratégica da Rússia, o país lamentou as mortes ocorridas durante a guerra e prometeu ajuda humanitária à Ucrânia.

Qual a postura do Brasil diante do conflito?
O presidente Jair Bolsonaro reiterou que a posição do Brasil diante da guerra entre Rússia e Ucrânia é de ‘neutralidade’.

Jornal Folha do Progresso em 24/03/2022/09:15:17

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Caixa-preta de avião que caiu na China é encontrada; aparelho está ‘muito danificado’

Avião com mais de 130 pessoas caiu na última segunda-feira, na China (Foto:Reprodução)

Apesar do estado da Caixa Preta, autoridades chinesas acreditam que ela pode apontar as causas da queda em vertical do Boeing 737-800

Uma das caixas-pretas do Boeing 737-800, que caiu na China na última segunda-feira (21), foi encontrada por equipes de resgate, nesta quarta-feira (23). Ainda não se sabe se o aparelho encontrado é o que registrou os dados do voo ou o que gravou o diálogo entre a cabine e a torre de controle. Apesar de estar “muito danificada”, como informou o porta-voz da Administração da Aviação Civil da China, Liu Lusongm acredita-se que a caixa preta pode ajudar a apontar as causas da queda do avião. As informações são do G1 Mundo.

O avião que fazia a rota entre as cidades de Kunming e Guangzhou, transportava 132 pessoas, entre elas nove tripulantes, e caiu em uma região montanhosa em Guangxi, no sul da China, após uma descida misteriosa na vertical. O choque do avião com o solo provocou um incêndio na área da queda. Não há sinais de sobreviventes.

A aeronave, um Boeing 737-800, operava havia seis anos e tinha bom histórico de segurança de voo, de acordo com o FlightRadar24.

A Boeing informou que está coletando mais informações com autoridades locais para iniciar uma investigação sobre o caso.

Jornal Folha do Progresso em 23/03/2022/17:06:33

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Justiça proíbe uso de Facebook e Instagram na Rússia; entenda

Segundo a empresa especializada eMarketer, apenas 7,5 milhões de russos usaram o Facebook em 2021, 7,3% dos internautas do país, contra os 51 milhões no Instagram (Foto:Reprodução/ Internet)

Tribunal alegou que as redes sociais realizam atividades ‘extremistas’

De acordo com as agências de notícias Russas, nesta segunda-feira (21), um tribunal de Moscou proibiu o uso das redes sociais Facebook e Instagram no país, alegando que elas realizam atividades “extremistas”. O aplicativo de mensagens WhatsApp, também de propriedade da Meta, não foi afetado por essa medida. (As informações são da Agence France-Presse).

Um promotor também pediu a proibição da Meta “por sinais manifestos de atividade extremista”.
Autoridades exigiram proibição imediata

Mais cedo, no início da audiência, os Serviços de Segurança russos (FSB) exigiram a proibição “imediata” das redes sociais americanas, em um contexto de repressão reforçada desde o início da invasão russa na Ucrânia. “As atividades da Meta se dirigem contra a Rússia e suas Forças Armadas. Exigimos sua proibição e a obrigação de aplicar esta medida imediatamente”, declarou na audiência um porta-voz do FSB, Igor Kovalevski, mencionado pela agência de notícias Interfax.

Em 11 de março, a Procuradoria-Geral russa pediu que a Meta fosse classificada como organização “extremista”, abrindo a possibilidade de proibição de todas as suas atividades na Rússia.

Esse processo se deu em resposta a uma decisão da matriz do Facebook e do Instagram de relaxar as regras sobre mensagens violentas contra o Exército e os dirigentes russos em relação à operação militar de Moscou na Ucrânia.

De acordo com agência de notícias russa TASS, um representante da Meta declarou, nesta segunda-feira (21), que a companhia havia voltado atrás.

Redes sociais continuam bloqueadas na Rússia

Neste momento, a Rússia já mantém bloqueadas em seu território as redes sociais Instagram, Facebook e Twitter e inúmeros sites de veículos estrangeiros ou russos críticos ao governo. Desde o início da invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro, o governo russo reforçou, consideravelmente, seu controle sobre a informação publicada na internet, um dos últimos espaços de livre expressão no país.

Na semana passada, o regulador de telecomunicações, Roskomnadzor, acusou o gigante americano Google e seu serviço de vídeo YouTube de atividades “terroristas”, um primeiro passo para um possível bloqueio.

Segundo a Roskomnadzor, “as atividades de administração do
YouTube
são de natureza
terrorista
e ameaçam a vida e a saúde dos cidadãos
russos
“.

O aplicativo do Instagram é extremamente popular entre a juventude russa, tornando-se também uma ferramenta de vendas online importante para muitas pequenas e médias empresas, assim como para artistas e artesãos, que dependem de sua visibilidade nesta plataforma para sobreviver.

Segundo a empresa especializada e Marketer, apenas 7,5 milhões de russos usaram o Facebook em 2021, 7,3% dos internautas do país, contra os 51 milhões no Instagram.

Jornal Folha do Progresso em 21/03/2022/16:12:46

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