Com curativo na orelha, Trump é nomeado candidato republicano

Clima de celebração na convenção contrastou com a tensão vigente no país desde que Trump sofreu um atentado | Foto: REUTERS/Andrew Kelly

Ex-presidente dos Estados Unidos fez primeira aparição pública após ser alvo de uma tentativa de assassinato, no último sábado.

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump foi nomeado nesta segunda-feira (15.07), pelos delegados do Partido Republicano para liderar a chapa que concorrerá nas eleições presidenciais de novembro. Trump surgiu na Convenção Nacional Republicana, que está sendo realizada em Milwaukee (Wisconsin), com um curativo na orelha direita, mas não discursou. Ainda nesta segunda, o senador por Ohio JD Vance foi escolhido como vice na chapa republicana.

O presidente do Partido Republicano, Michael Whatley, escolhido a dedo por Trump, pregou união entre os correligionários e atacou o presidente Joe Biden e os democratas. O senador por Wisconsin Ron Johnson também fez críticas pesadas a Biden. “Suas políticas são um claro e presente perigo para a América, para nossas instituições, nossos valores e nosso povo”, afirmou o parlamentar.

O clima de celebração na convenção contrastou com a tensão vigente no país desde sábado, 13, quando Trump sofreu uma tentativa de assassinato durante um comício em Butler (Pensilvânia). Alvejado por tiros, o ex-presidente sofreu apenas um ferimento na orelha. O atirador, um homem de 20 anos, foi morto na sequência.

Alguns delegados repetiram a palavra “luta” repetidamente, da mesma forma que o ex-presidente gritou para a multidão enquanto o Serviço Secreto o escoltava para fora do palco do comício de sábado, com o punho erguido e o rosto ensanguentado.

A nomeação de Trump aconteceu no mesmo dia em que Biden concedeu outra entrevista a um canal de televisão. O democrata de 81 anos procurou demonstrar que tem capacidade de servir ao país por mais quatro anos, apesar da fragilidade que tem demonstrado. Fonte: Associated Press.

Fonte: O Liberal   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 16/07/2024/11:40:11

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Elon Musk se compromete com US$ 45 milhões por mês para apoiar Trump

Elon Musk vai apoiar a campanha de Trump | Foto: Odd Andersen/AFP

Bilionário anunciou oficialmente o apoio a Trump no sábado, depois que o ex-presidente sobreviveu a um atentado a tiros.

O empresário Elon Musk anunciou que planeja destinar quase 45 milhões de dólares (245 milhões de reais na cotação atual) por mês para apoiar a campanha de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, informou o Wall Street Journal.As doações de Musk serão direcionadas a um grupo político chamado America PAC, concentrado em promover o registro de eleitores, o voto antecipado e por correio entre os moradores dos estados ‘pêndulo’ antes das eleições de novembro, segundo o jornal.Musk é um dos maiores financiadores do novo fundo, grupo que também inclui o cofundador da Palantir, Joe Lonsdale; a ex-embaixadora dos Estados Unidos no Canadá Kelly Craft e os investidores em criptomoedas Tyler e Cameron Winklevoss.

O fundador da Tesla anunciou oficialmente o apoio a Trump no sábado, depois que o ex-presidente sobreviveu a uma tentativa de assassinato em um comício em Butler, Pensilvânia.Com uma fortuna líquida avaliada em 250 bilhões de dólares (1,46 trilhão de reais), Musk se aproximou de Trump durante a campanha eleitoral de 2024.Eles se reuniram em março durante um evento para doadores na residência do bilionário Nelson Peltz, na Flórida.

Embora as doações individuais de campanha nos Estados Unidos sejam limitadas a 3.300 dólares por pessoa, o sistema de financiamento de campanhas permite que megadoadores políticos contribuam para fundos conhecidos como comitês de ação política, ou “PAC”, que apoiam os candidatos.

Fonte: O Liberal   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 16/07/2024/11:33:49

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Atirador do atentado contra Trump foi em campo de tiro antes do ataque

Identificado atirador suspeito de ferir Trump em comício-  (Foto:REUTERS)

Investigadores já conduziram quase 100 entrevistas com agentes da lei, participantes do evento e outras testemunhas sobre o suspeito

O atirador do atentado contra Donald Trump, Thomas Matthew Crooks, de 20 anos, foi a um campo de tiro na Pensilvânia na sexta-feira (12), de acordo com um funcionário da lei.

Na manhã de sábado (13), o atirador foi a um estabelecimento de produtos para casa e construção civil e comprou uma escada de um metro e meio antes de ir a uma loja de armas e comprar 50 cartuchos de munição, afirmou a fonte.

Mais tarde, Crooks dirigiu até o local do comício em Butler, onde a CNN relatou anteriormente que ele foi localizado pelas autoridades locais agindo de forma suspeita pelos magnetômetros fora do evento. Depois, ele não foi localizado novamente até que estivesse em cima do telhado.

As autoridades ainda estão trabalhando para reconstituir todas as atividades dele nos dias que antecederam o tiroteio e pediram ajuda ao público para traçar um quadro completo de seus movimentos.

O FBI também obteve acesso ao telefone de Crooks, informou a organização em comunicado nesta segunda-feira (15).

Os dispositivos eletrônicos do atirador estão sendo analisados e sua casa e seu carro revistos, segundo o órgão.

Os investigadores também conduziram “quase 100 entrevistas com agentes da lei, participantes do evento e outras testemunhas. Esse trabalho continua”, eles afirmaram.

As etapas de apuração fazem parte da investigação inicial do FBI sobre o tiroteio no sábado (13) em um comício de Trump, que está sendo investigado como uma tentativa de assassinato contra o ex-presidente Donald Trump e potencial terrorismo doméstico.

As autoridades disseram anteriormente que acreditam que Crooks agiu sozinho e que ainda não foram capazes de identificar o motivo do tiroteio.

Quem é Thomas Matthew Crooks?

Thomas Matthew Crooks morava no subúrbio de Bethel Park, em Pittsburgh, a cerca de uma hora de carro ao sul do comício de Trump, onde autoridades policiais dizem que ele atirou no ex-presidente.

A CNN entrevistou mais de meia dúzia de ex-colegas de classe e vizinhos do jovem, que o retrataram como quieto e indiferente. Colegas de classe se lembraram dele como um “desajustado” no ensino médio.

Além disso, uma revisão de registros públicos sugere que ele pode ter tido inclinações políticas divergentes, se registrando para votar como republicano, mas fazendo uma pequena doação para um grupo de inclinação democrata.

Fonte:CNN  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 16/07/2024/07:40:53

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Saiba quem era Thomas Crooks, atirador que tentou assassinar Trump

(Foto: Reprodução)- Jovem de 20 anos era republicano registrado.

Thomas Matthew Crooks, de 20 anos, identificado como o atirador que tentou assassinar o ex-presidente Donald Trump , era um republicano registrado e morador de Bethel Park, Pittsburgh. Ele havia feito uma pequena doação para um grupo alinhado aos democratas, conforme registros públicos.

Crooks residia no subúrbio de Bethel Park, cerca de 56 km ao sul do comício de Trump. Ele se formou na Bethel Park High School em 2022, segundo reportagens locais e um vídeo de formatura da escola.

Registros do banco de dados de eleitores da Pensilvânia mostram que Crooks era registrado como republicano. A eleição presidencial deste ano seria a primeira em que ele teria idade suficiente para votar. Além disso, registros da Comissão Eleitoral Federal indicam que um doador com o mesmo nome e endereço fez uma doação de US$ 15 ao comitê de ação política Progressive Turnout Project, alinhado aos democratas, em janeiro de 2021.

Contactado pela CNN, o pai de Crooks, Matthew Crooks, disse que estava tentando entender “o que diabos está acontecendo”, mas que preferia esperar para falar com a polícia antes de comentar sobre o filho.

Durante o comício na Pensilvânia, Trump sofreu uma tentativa de assassinato e foi retirado do palco com um ferimento no rosto após tiros serem ouvidos no local. Seu porta-voz, Steven Cheung, afirmou que Trump está bem. O atirador, Thomas Crooks, foi morto pelo Serviço Secreto.

Kevin Rojek, agente especial encarregado do FBI em Pittsburgh, informou que Crooks não tinha nenhuma identificação no corpo, sendo necessário analisar seu DNA para confirmação biométrica. As autoridades também relataram que pelo menos um membro da plateia morreu e outros dois ficaram gravemente feridos durante o tiroteio.

O ex-presidente e candidato Donald Trump se pronunciou sobre o atentado que sofreu durante um comício na cidade de Butler, Pensilvânia, na tarde deste sábado (13). Trump que foi atingido na orelha direita, agradeceu ao Serviço Secreto Americano e lamentou as mortes ocorridas no evento.

Trump explicou que sentiu um zumbido após ser atingido e percebeu que estava sangrando muito. Em seu pronunciamento, ele agradeceu ao Serviço Secreto Americano e à polícia pelo rápido atendimento. O candidato republicano também enviou suas condolências às famílias das vítimas do atentado, uma pessoa morta e outra gravemente ferida.

Fonte: ultimosegundo.ig e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/07/2024/16:27:46

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Lula repudia atentado contra Donald Trump: “inaceitável”

Donald Trump, é auxiliado por pessoal de segurança após o tir, por crédito- REUTERS/ TV

O presidente Lula repudiou neste sábado (13) o que classificou de atentado contra o ex-presidente Donald Trump. Ele considerou o ato como “inaceitável”.
ouvir:

“O atentado contra o ex-presidente Donald Trump deve ser repudiado veementemente por todos os defensores da democracia e do diálogo na política. O que vimos hoje é inaceitável”, declarou o presidente nas redes sociais.
Pensilvânia. 13/07/2024 O candidato presidencial republicano e ex-presidente dos EUA, Donald Trump, é auxiliado por pessoal de segurança após o tiroteio durante um comício de campanha no Butler Farm Show em Butler, Pensilvânia, EUA. crédito- REUTERS/ TV

Neste sábado, Trump foi retirado por seguranças do palanque onde fazia um comício na Pensilvânia. Após sons de tiros, o candidato republicano se abaixou e levantou com sangue na orelha e no rosto.

O local do comício foi abandonado com cadeiras derrubadas e fita policial amarela ao redor do palco. O caso está sob investigação.

Fonte:   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 14/07/2024/07:40:53

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Donald Trump sofre atentado em comício, na Pensilvânia; vídeo

Donald Trump levanta o punho após supostos sons de tiros serem ouvidos em comício, na Pensilvânia — Foto: AP Photo/Evan Vucci

Donald Trump sofreu um atentado durante um comício, na cidade de Butler, estado da Pensilvânia, neste sábado (13).

O ex-presidente ficou ferido e foi levado para o hospital. Um homem que assistia o comício morreu e outros dois foram socorridos em estado grave. O atirador foi morto.

O candidato presidencial republicano discursava para seus eleitores quando os disparos foram feitos. Trump foi atingido de raspão na orelha direita. Na sequência, ele foi escoltado por seguranças e retirado do palco. O ex-presidente já recebeu alta e deixou o centro médico que o atendeu.

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O que se sabe até agora:

  • O atentado aconteceu às 19h13, pelo horário de Brasília, na Pensilvânia.
  • Trump fazia um comício ao ar livre, quando sons de tiros foram ouvidos.
  • O ex-presidente se abaixou e foi protegido por agentes federais.
  • Trump foi retirado às pressas do comício e estava sangrando.
  • Uma pessoa que estava no comício morreu, e outras duas foram socorridas em estado grave.
  • O atirador foi morto. Ele foi identificado como Thomas Matthew Crooks, de 20 anos.
  • Trump foi levado para o hospital e recebeu alta horas depois.
  • Joe Biden conversou com o ex-presidente por telefone.
  • Em entrevista coletiva, o FBI disse que investigará uma tentativa de assassinato contra Donald Trump.
  • A motivação do atentado ainda é desconhecida.

Tiros foram disparados enquanto o republicano discursava para eleitores. Ex-presidente foi atingido de raspão na orelha, mas está bem e seguro. Duas pessoas morreram, sendo uma delas o autor dos disparos.

Atirador morto

O Serviço Secreto dos Estados Unidos confirmou que autor dos disparos foi morto. De acordo com uma reportagem da CNN, fontes do FBI afirmaram que o atirador é um homem de 20 anos. O nome dele ainda não foi revelado.

Em uma entrevista coletiva, o FBI disse que investiga uma tentativa de assassinato contra Trump. As autoridades também disseram não haver novas ameaças após o atentado.

A polícia também recuperou um fuzil AR-15 semiautomático no local, segundo a Associated Press. A investigação será conduzida pelo FBI. As autoridades acreditam que o atirador agiu sozinho.

O Serviço Secreto dos EUA informou que Trump está seguro e que medidas de proteção foram implementadas ao seu redor.

Após receber alta do hospital, o ex-presidente deixou a cidade onde o atentado aconteceu. O avião dele pousou no aeroporto de Newark, em Nova Jersey, na madrugada de domingo (14). Veja ele saindo do avião no vídeo abaixo.

Trump fala

Horas depois do atentado, Donald Trump se pronunciou em uma rede social.

“Eu levei um tiro que atingiu o pedaço superior da minha orelha direita. Eu soube imediatamente que algo estava errado quando ouvi um zumbido, tiros e imediatamente senti a bala rasgando a pele. Sangrou muito, e aí me dei conta do que estava acontecendo”, escreveu Trump.

Assessores de campanha do republicano disseram que ele está bem.

“O presidente Trump agradece às autoridades e aos socorristas pela sua ação rápida durante este ato hediondo. Ele está bem e está sendo examinado em um centro médico local”, informou o porta-voz da campanha do Partido Republicano.

Até a última atualização desta reportagem, um boletim médico não havia sido divulgado. Ainda não se sabem detalhes sobre os ferimentos sofridos por Trump.

Os republicanos informaram que Trump estará presente na convenção do partido, que vai acontecer entre segunda (16) e quinta-feira (19). No evento, o ex-presidente será oficializado como candidato na eleição presidencial de novembro. Ele também deve anunciar quem será o vice na chapa.

Joe Biden conversa com Trump

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ligou para Donald Trump após o atentado. O conteúdo do telefonema não foi divulgado pela Casa Branca.

Biden também fez um pronunciamento pedindo a união dos Estados Unidos, que enfrenta forte polarização política entre democratas e republicanos.

Em um comunicado, o presidente disse que estava orando por Trump e condenou o atentado.

“Jill e eu estamos gratos ao Serviço Secreto por tê-lo colocado em segurança. Não há lugar para esse tipo de violência na América. Devemos nos unir como uma nação para condená-la”, disse Biden.

Biden se reunirá com autoridades de segurança na manhã de domingo (14).

Fonte: g1   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 14/07/2024/02:46:39

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A França tomba nas mãos da extrema esquerda e do Islã

(Foto: Reprodução/X) – As redações ao redor do mundo respiram aliviadas, a aterrorizante “extrema direita” não venceu na França. A esdrúxula e incongruente união de última hora entre o campo macronista (Ensemble) e a Nova Frente Popular (França insubmissa, ecologistas, socialistas e comunistas) conseguiu – em uma reviravolta política que o Le Figaro descreveu como “surpresa monumental e um verdadeiro salto no desconhecido” – bloquear a temida ascensão do partido de Marine Le Pen. A barreira contra o Rassemblement Nationale deu certo, mas lançou a França no colo da extrema-esquerda.

Como assim extrema esquerda? Existe isso? Existe e acabou de obter uma grande vitória na França. Mas ela só existe no mundo real, não consta no vocabulário de boa parte dos jornalistas, que fizeram reserva de mercado das expressões “extrema”, “ultra” e “radical” para o outro lado do espectro político.

O cronista Eduardo Affonso se referiu a esse estranho fenômeno como um processo de “mexicanização da política e da linguagem”. Onde deveríamos encontrar reportagens ou análises políticas, encontramos comentário de novela mexicana:

“Mexicanizaram a política e a linguagem. Sim, apertem os cintos: a direita sumiu. A polarização agora é entre esquerda e extrema direita. De um lado do ringue — de calção vermelho, pés descalços e mãos nuas — temos a esquerda (progressista, democrática, de profundos valores humanistas, zelosa defensora dos pobres e oprimidos) e do outro — de armadura azul, portando o raio da morte — a extrema direita (fascista, desumana, de tapa-olho)”, escreveu Affonso.

Niilismo

Eu não tenho esse talento para escrever crônica, não possuo essa irreverência inteligente capaz de apontar o nó cego de uma questão séria, de modo leve, e fazer rir. Há certo peso na minha escrita. Ela é um pouco sombria. O mundo que vejo é sombrio. É um mundo que não percebeu que por trás da perda de sentido da linguagem está uma perda real de sentido, um niilismo que está gradualmente sendo substituído por novas ideologias, por novas religiões políticas.

E aqui não pretendo afirmar que aquilo que estão chamando hoje de “extrema-direita” seja a resposta adequada a essa crise. A própria direita política, inclusive a brasileira, parece não ter consciência de si nem do peso da sua história. Entendem-se como cidadãos de bem, belos e morais, esquecendo-se da quantidade de mal que a tentativa de introjetar na estrutura política e administrativa do Estado uma concepção moral absoluta já causou.

O que me parece é que, à esquerda e à direita, há muitos que já não identificam suas próprias raízes nem trazem consigo a consciência histórica dos males que a radicalização desses posicionamentos trouxe à humanidade.

Filosofia, política e linguagem

Um dos problemas básicos da filosofia tem sido o estudo da relação entre o ser e a linguagem ou a coisa e seu significado. Se atentarmos para isso, veremos que muitos problemas filosóficos poderão ser resolvidos com uma análise da linguagem, o que não reduz o escopo da filosofia, uma vez que o que resta como problematizável após a depuração dos falsos problemas é justamente aquilo que cumpre analisar com o rigor filosófico de quem se debruça sobre o real e não sobre o discurso.

O discurso político é o mais problemático do ponto de vista de uma abordagem filosófica porque faz parte do político o manuseio conceitual inadequado para fins de poder. Conjugado a isso, tem-se ainda a ambiguidade própria dos conceitos aí formulados, que não possuem a rigidez epistemológica de uma definição própria das ciências “não humanas”, nem a objetividade pretendida por aqueles que querem impor sua ideologia.

Faz parte do jogo político essa pretensão e essa ambiguidade, mas também faz parte do esforço de compreensão tentar limpar o terreno discursivo antes de tratar os problemas, deixando claro que os conceitos da ciência política não são estáticos nem unívocos.

Palavras como democracia, esquerda, direita, fascismo, liberalismo, conservadorismo, etc. não têm como referente algo fixo, com propriedades imutáveis, mas a própria experiência humana. Há uma experiência originária fundante do próprio conceito, que precisa servir de referência, mas há também as oscilações posteriores de significado, que se relacionam com as novas experiências históricas e com a história do uso que se faz do próprio conceito em questão.

“O antissemitismo (não apenas o ódio aos judeus), o imperialismo (não apenas a conquista) e o totalitarismo (não apenas a ditadura) — um após o outro, um mais brutalmente que o outro — demonstraram que a dignidade humana precisa de nova garantia”, escreveu Hannah Arendt no prefácio à sua obra Origens do totalitarismo.

Não se trata de direita e esquerda. Ambas descambaram nos regimes totalitários.Trata-se do ser humano e de sua dignidade. Pouco importa se um ou outro lado do espectro político arvora-se retoricamente defensor dessa dignidade. Nesse momento decisivo, pouco importa o discurso, mas a ação concreta, a oposição firme e não ambígua a tudo aquilo que é indefensável porque fere a humanidade na sua dignidade.

A extrema esquerda intolerante e antissemita

O mais proeminente e o mais radical dos líderes da aliança da esquerda francesa, Jean-Luc Mélenchon, foi o grande vitorioso dessa eleição.

Mélenchon, que em certa ocasião chegou a bradar “La République, c’est moi!”, discursou logo após os primeiros resultados, exigindo que o presidente Emmanuel Macron chame a Nova Frente Popular para formar o governo. Segundo ele, após a vitória do NFP, Macron deve “sair, ou nomear um primeiro-ministro das nossas fileiras”. A aliança, disse ele, “está pronta para governar”.

Jordan Bardella (RN), por sua vez, lamentou que o resultado da votação tenha jogado “a França nos braços da extrema esquerda.

O Rassemblement National não chegou ao poder dessa vez, mas ainda reúne um terço dos eleitores e suas pautas principais continuarão a se impor. A direita populista continuará forte na França e no mundo porque as pessoas se saturaram da hipocrisia de uma esquerda que segue à risca intelectuais amorais como Herbert Marcuse que, no texto “Repressive Tolerance”, negou o valor universal da tolerância para pregar literalmente “intolerância contra os movimentos da direita e tolerância aos movimentos da esquerda.”

Desde 7 de outubro de 2023 essa hipocrisia deixou de ser apenas estúpida para se tornar repulsiva. A esquerda, que retoricamente afirma estar do lado dos mais fracos, tolerou, justificou ou comemorou o pogrom bestial perpetrado pelos terroristas do Hamas em solo israelense.

A França, outrora palco da revolução em meio a qual os conceitos de direita e esquerda adquiriram seu significado político, sucumbiu, mais uma vez, ao radicalismo quando achou que seria uma boa ideia unir esquerda e extrema-esquerda antissemita numa “Nova Frente Popular”.

Essa aliança de extrema-esquerda, que saiu vitoriosa nessas eleições devido à renúncia de muitos candidatos macronistas em favor de candidatos NFP que pudessem vencer o RN, foi firmemente rechaçada pelo que restou de inteligência, bom senso e idoneidade moral na França.

Em um manifesto no qual tentaram contrapor o universalismo humanista ao sectarismo de uma esquerda identitária e tribalista, os signatários do “arco republicano contra o antissemitismo” apelaram aos franceses para não votarem na “nova praga vermelho-marrom, não votar nesta mentira, falaciosa e pseudo “Nova Frente Popular”, uma verdadeira impostura em circunstâncias tão trágicas.”

Percebam que o ponto de atenção do referido manifesto não é Marine Le Pen, o seu jovem pupilo Bardella, ou o seu partido Rassemblement National. A ameaça não é a tal “extrema-direita” que deixou as redações em polvorosa. Os signatários do manifesto sabiam que a hora era grave e a situação perigosa porque uma nebulosa político-ideológica antissemita estava avançando, distorcendo concepções, tornando-se cúmplice do terrorismo islâmico e aliando-se àqueles que querem “impor a sharia obscurantista”.

Enxergar isso e lutar contra isso seria o dever de uma consciência realmente humanista e autenticamente democrática ou republicana. Diante da urgência dessa luta, como afirma o manifesto, esquerda e direita perdem sua relevância conceitual, são posições secundárias. Só existe esquerda e direita dentro da política democrática, que é uma invenção ocidental; em uma República Islâmica só existirá a vontade do aiatolá, que é a vontade de Alá.

Islamo-esquerdismo é um fascismo

O próprio filósofo francês Michel Onfray, um dos signatários desse manifesto, autor de mais de cem livros, já explode em si mesmo a falsa ideia de que esquerda e direita são conceitos estáticos e suficientes para dar conta de fenômenos políticos e de pessoas em constante transformação.

Ele, que já se autointitulou um “socialista libertário não liberal” e já foi descrito como “puritano hedonista”, “revolucionário dândi” e outros paradoxos, parece fazer parte hoje daquele time de ateus que reconhece o valor incontornável da civilização judaico-cristã e que, por isso, insiste em defender o Ocidente contra seus inimigos internos e externos. “Hoje você tem o direito de ser antissemita, racista, homofóbico, misógino, desde que seja em nome do Islã”, denuncia o filósofo, que hoje se entende como um “conservador de esquerda” ou um “anarquista conservador”.

Seja como for, o prolífico autor tem sido uma das poucas vozes lúcidas na luta atual contra as loucuras do identitarismo woke e do islamo-gauchismo (islamo-esquerdismo) que assola a França. As recentes declarações e publicações de Michel Onfray têm o condão de desmontar a ideia preconcebida de que o ódio aos judeus é exclusividade da extrema-direita.

Em artigo que publicou no jornal Le Figaro logo após o ataque bestial de 07 de outubro, ele explica como o antissemitismo, que sempre esteve presente na esquerda, retornou com grande força por trás do antissionismo de fachada:

“Mélenchon, e os da LFI e do NUPES que o seguem, herdam este antissemitismo de esquerda. Depois da Shoah, não podemos mais ser antissemitas à moda antiga, somos agora antissionistas; a mudança semântica permite-nos vestir a velha podridão com um novo casaco. A incapacidade em que esta esquerda se encontra de chamar de terrorista um massacre em massa de populações civis inocentes, mulheres, idosos, crianças incluídas, por serem judeus, o que constitui um crime contra a humanidade, acrescenta um capítulo à história do antissemitismo de esquerda. Normal que, não querendo ver essa infâmia entre eles, afirmem encontrá-la entre Marine Le Pen, culpada de ser filha de seu pai!”, escreveu Onfray no referido artigo intitulado “O islamo-esquerdismo é um fascismo.”

E concluiu:

“Marx fez da vanguarda esclarecida do proletariado a elite destinada a impor a sua ditadura; Lenin queria que esta vanguarda fosse constituída militarmente como um partido. […] Mélenchon substitui o proletariado messiânico pela população composta pela delinquência periférica, pelo tráfico de drogas, pelo tráfico de armas, pelo niilismo dos black blocs, pelo jihadismo dos subúrbios que anda de mãos dadas com a misoginia, a falocracia e, claro, o antissemitismo. Ele acredita que está explorando isso; mas ele é de fato quem está sendo instrumentalizado.

Os apoiadores jihadistas não querem saber de mulheres cisgênero, casamentos entre pessoas do mesmo sexo, casais de lésbicas, transições transexuais, barrigas de aluguel, saladas de quinoa, turbinas eólicas e bicicletas elétricas da pequena burguesia Nupesiana. Este braço que Mélenchon arma para seus fins pessoais se voltará contra ele quando chegar a hora. Nestas horas terríveis, os judeus seriam os primeiros a serem sacrificados. E, portanto, a França com eles”.

Como se vê, alguns filósofos, por insistirem em lidar com o real por trás dos discursos acabam sendo capazes de conceber discursos proféticos.

Fonte: oantagonista e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 08/07/2024/07:45:18

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Galinha entra para o Guinness por identificar letras, números e cores

(Foto: Getty Images)- O Guinness World Records criou uma categoria para a galinha inteligente. Caso ocorreu na Ilha Gabriola, no Canadá.

Uma galinha canadense chamou a atenção do mundo ao entrar para o Guinness World Records, em abril deste ano, por conseguir identificar diferentes letras, números e cores.

Emily Carrington, veterinária da Ilha Gabriola, no estado da Colúmbia Britânica, no Canadá, adquiriu cinco galinhas da raça hy-line no ano passado, inicialmente com o propósito de produção de ovos.

No entanto, Carrington logo começou a treiná-las para identificar letras e números magnéticos.

“O trabalho delas era apenas bicar o número ou a letra que eu as ensinei a bicar e ignorar as outras. Mesmo se eu adicionar um monte de outras letras que não são as letras que elas deveriam bicar, elas vão bicar a letra que eu as treinei”, explicou Carrington ao jornal Nanaimo News Bulletin.

Guinness criou categoria para a galinha

Motivada pelos progressos, Carrington decidiu que as galinhas deveriam entrar para o Guinness, estabelecendo um recorde para o maior número de tentativas de identificação realizadas por uma galinha em um minuto.

Entre as saves, uma galinha chamada Lacy destacou-se, identificando corretamente seis letras, números e cores em apenas um minuto.

O Guinness World Records criou uma categoria para acomodar esse feito inusitado: o maior número de identificações feitas por uma galinha em um minuto.

Carrington, que compartilha o treinamento das galinhas em seu canal no YouTube, The Thinking Chicken (Galinha que Pensa, em português), expressou a satisfação com a inteligência de Lacy. “A galinha é um animal muito subestimado”, afirmou.

Fonte: Metrópoles  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/07/2024/08:56:28

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Em congresso mundial, jovens ribeirinhos reivindicam mais espaço na luta pela Amazônia

(Foto: Reprodução)- Darlisson Ramos integra o projeto “Repórteres da Floresta”, iniciativa da FAS que busca empoderar a juventude amazônida através da educomunicação

Mais liberdade e voz para lutar em prol do desenvolvimento sustentável da Amazônia foi o principal pedido de Darlisson Ramos, representante de comunidades amazônicas, durante a cerimônia de abertura do Congresso Mundial do ICLEI (Governos Locais pela Sustentabilidade) 2024, com o tema “Transformando compromissos em ação”, realizado de 18 a 21 de junho, em São Paulo (SP).

Sob o comando da prefeitura da capital paulista, o encontro reuniu mais de 1,7 mil participantes e representantes políticos de 96 países para discutir avanços do desenvolvimento urbano sustentável e a adaptação aos desafios locais e regionais.

A cerimônia de abertura, realizada na noite de terça-feira (19/06), contou com a participação de autoridades como Jader Barbalho Filho, ministro das Cidades; Gino Van Begin, secretário geral do ICLEI; e Katrin Stjernfeldt Jammeh, prefeita de Malmö, cidade da Suécia, e presidente do ICLEI.

Em sua fala, Darlisson Ramos reivindicou mais espaço de luta em defesa da região amazônica. “Nós, jovens, incluindo eu, queremos ter mais voz e liberdade para lutar. Peço aos representantes [do evento] que nos deem mais oportunidades, que olhem para a Amazônia não com um olhar de pena, mas sim de solidariedade para nos ajudar na luta contra as queimadas e outras causas climáticas, que afetam a nossa comunidade, e a nossa Amazônia”, declarou.

Natural da comunidade ribeirinha Tumbira, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro (aproximadamente 1h30min de barco partindo de Manaus), onde as principais atividades econômicas giram em torno do artesanato e o Turismo de Base Comunitária (TBC), ele também integra o projeto “Repórteres da Floresta”, iniciativa da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), apoiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Ecônomico e Social (BNDES) e Movimento Bem Maior, que visa empoderar a juventude amazônida por meio da educomunicação.

Também esteve no evento o jovem Joel Hipy, da comunidade Boa Esperança, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Rio Amapá, no município de Manicoré (AM).

Joel, que atua como apoio educacional no Dell Solar Community Hub, fomentado pela Dell Technologies, teve a oportunidade de participar de uma roda de conversa com outros jovens de diferentes cidades para falar de suas vivências na RDS Rio Amapá.

Durante a roda de conversa, o comunitário compartilhou sobre os desafios e as conquistas da comunidade Boa Esperança, destacando a importância da educação e da tecnologia na transformação social e ambiental dos jovens daquela região.

Manifesto das Juventudes

A cerimônia de abertura também foi marcada pela leitura do “Manifesto das Juventudes”, elaborado por especialistas no assunto com a colaboração especial da supervisora de educação ambiental da FAS, Iarima Lopes.

No dia 21, a educadora participou da sessão “O poder da juventude: construindo comunidades justas e iguais”, apresentando os projetos da FAS que promovem o empoderamento e a voz dos jovens da região.

Segundo ela, o texto reúne medidas imprescindíveis para que as autoridades criem projetos alinhados ao Acordo de Paris e à Agenda 2030. As medidas destacadas no documento são “Disponibilidade de dados para aprimorar a ação climática”; “Justiça Climática, Direitos Humanos e Perspectiva de gênero e raça”; “Perspectiva de gênero”; “Conhecimentos tradicionais”; “Territorialidades e Juventudes”; além de “Natureza e saúde”. O texto pode ser acessado na íntegra por meio do link https://americadosul.iclei.org/documentos/manifesto-das-juventudes/.

De acordo com Iarima, a presença dos dois comunitários permitiu um intercâmbio cultural enriquecedor. “Suas vivências e experiências contadas para o público presente poderão ser compartilhadas e servir como representação de suas comunidades”, afirma.

Sobre a FAS

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações da Amazônia e valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade. Com 16 anos de atuação, a instituição tem números de destaque, como o aumento de 202% na renda média de milhares famílias beneficiadas e a queda de 39% no desmatamento em áreas atendidas.




Ministério dos Direitos Humanos e ONU promovem ações de garantia de direitos das pessoas apátridas, migrantes e refugiadas

Mulheres refugiadas do Afeganistão abrigadas em São Paulo acessam informações digitais da Plataforma Ajuda, apresentadas pelo ACNUR para facilitar suas tomadas de decisões com base em fatos. (Foto:ACNUR/Miguel Pachioni)

Com foco no RS, Ministério dos Direitos Humanos e ONU promovem ações de garantia de direitos das pessoas apátridas, migrantes e refugiadas

Dentre as novidades, estão atualização do aplicativo Clique Cidadania com seção para orientar população do RS sobre serviços e benefícios sociais e da Plataforma Ajuda com informações oficiais em diferentes idiomas para referência às pessoas de distintas nacionalidades

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Agência da ONU para as Migrações (OIM) deram início nesta sexta-feira da semana passada (27/06) a uma mobilização de enfrentamento à discriminação que pessoas migrantes e refugiadas têm enfrentado durante a catástrofe socioambiental do Rio Grande do Sul (RS). Dentre as ações, está o lançamento de atualização no aplicativo Clique Cidadania, criado pelo MDHC com a Agência da ONU para as Migrações (OIM) em 2023, e a atualização constante de materiais informativos presentes na Plataforma Ajuda do ACNUR, trazendo informações oficiais para que as pessoas de diferentes nacionalidades possam acessar para tomar decisões baseadas em fatos reais.

Com a nova versão do aplicativo, foi criada uma seção específica para atender os afetados pela catástrofe socioambiental no Rio Grande do Sul. Na ferramenta digital – disponível para Android e iOS –, é possível obter informações essenciais sobre como acessar programas emergenciais, benefícios e serviços sociais, localizar abrigos, entre outras funcionalidades.

A Plataforma Ajuda do ACNUR segue sendo uma referência de informações confiáveis e atualizadas para que as pessoas refugiadas, migrantes e apátridas possam acessar a fim de terem conhecimento sobre seus direitos e dos serviços de apoio, passando a tomar decisões importantes sobre suas vidas baseadas na realidade em que elas estão vivenciando.

Desde o início da tragédia, os órgãos têm trabalhado para garantir segurança e dignidade às pessoas migrantes e refugiadas no Rio Grande do Sul, atuando especialmente na instituição de uma força-tarefa para garantir a documentação, promover ações de conscientização e combate à xenofobia nos abrigos e receber e encaminhar denúncias de violações de direitos. Tanto o aplicativo Clique Cidadania como a Plataforma Ajuda do ACNUR têm as pessoas refugiadas, migrantes e apátridas como um dos principais focos na prestação de serviços.

As iniciativas integram ainda ações conjuntas que serão publicados a partir desta semana, entre conteúdos digitais e reportagens que destacam a promoção e defesa dos direitos de todas as pessoas, sejam migrantes, refugiados ou brasileiros.

Na sexta-feira passada (27), ocorreu um encontro virtual de promoção e garantia dos direitos humanos deste público, com a realização de uma roda de conversa e a participação de autoridades do MDHC, da OIM, do ACNUR e de especialistas, dentre eles integrantes do Fórum Nacional de Lideranças Migrantes, Refugiadas e Apátridas (Fomigra). A gravação do evento está disponível na conta do YouTube do MDHC.

Sobre a Plataforma Ajuda do ACNUR

A Plataforma Ajuda do ACNUR foi criada a partir de uma metodologia de projeto centrada no ser humano, com base em suas necessidades mais imediatas de informações reais e atualizadas de diversos contextos, cujo intuito é de facilitar a tomada de decisões segura por parte das pessoas refugiadas, migrantes e apátridas de diferentes nacionalidades. A plataforma ajuda.acnur.org foi desenvolvida após diversas consultas com a população refugiada, atentando-se às suas especificidades de local de origem, idade e gênero.

Com uma metodologia comum e presente em 125 países, os conteúdos de cada página adotam assuntos específicos das realidades locais e são descritos nos idiomas mais representativos das populações residentes nestas localidades. Em comum, as páginas têm como base temas de interesse listados pelos próprios refugiados para acessar conteúdos sobre seus direitos e serviços.

O ACNUR Brasil compila as informações de governos, instituições, sociedade civil, academia, agências internacionais e as reúne na página brasileira, facilitando o acesso à informação para a população de forma segmentada, com base nas principiais dúvidas apresentadas.

Como exemplo dos serviços disponíveis, o usuário pode encontrar informações confiáveis e atuais sobre trâmites legais, acesso aos sistemas de saúde e educação, abertura de contas bancárias, abrigamento, ingresso universitário, contato de organizações que facilitam a empregabilidade de pessoas refugiadas e serviços de orientação e assistência social em várias cidades do país.

A plataforma Help é a principal referência para informar pessoas refugiadas sobre seus direitos, propiciando informações para sua acolhida e integração no Brasil.

Fonte:   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 01/07/2024/06:31:37

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