No Mineirão, Palmeiras vence Cruzeiro e avança na Copa do Brasil

Palmeiras venceu o Cruzeiro por 3 a 2 e avançou para as quartas de final da Copa do Brasil, no dia em que celebrou 101 anos de sua fundação.

Palmeiras fez um primeiro tempo impecável contra o Cruzeiro. Foto: Pedro Vilela/Estadão Conteúdo

São Paulo – Com direito a golaços dos dois maiores xodós da torcida, Lucas Barrios e Gabriel Jesus, e uma grande atuação nesta quarta-feira principalmente no primeiro tempo, o Palmeiras venceu o Cruzeiro por 3 a 2 no Mineirão e avançou para as quartas de final da Copa do Brasil, no dia em que celebrou 101 anos de sua fundação.

Mais do que a classificação, o jogo desta quarta pode marcar uma nova era na equipe comandada por Marcelo Oliveira. A atuação de Gabriel Jesus encantou não só pela beleza de seus gols como também pela personalidade e segurança que o garoto de apenas 18 anos mostrou sendo titular apenas pela quarta vez.

E, finalmente, ele conseguiu mostrar aquele futebol que fez com que os torcedores já o tratassem como candidato a ídolo sem nem mesmo jogar pelo time profissional. Em 2014, Jesus marcou 37 gols em 22 jogos no Campeonato Paulista sub-17, recorde disparado da competição, mas ainda faltava uma grande atuação entre os profissionais e esse dia chegou.

O garoto foi uma das surpresas da escalação. Ele entrou no lugar de Rafael Marques. Na lateral-direita, João Pedro entrou no lugar de Lucas e, no meio, Amaral, Robinho e Zé Roberto formaram o trio de volantes para evitar as investidas do time mineiro.

E a mudança deu certo. Logo aos oito minutos, Dudu tocou para Gabriel Jesus, que ajeitou de calcanhar para Barrios entrar em velocidade e bater na saída de Fábio para marcar seu primeiro gol pelo Palmeiras, algo que passou praticamente despercebido.

O gol fez o time relaxar demais e dar espaço ao Cruzeiro, como tem acontecido nos últimos jogos, mas os mineiros não aguentaram muito tempo. Aos 24, Gabriel Jesus saiu em disparada em direção ao gol e foi derrubado por Bruno Rodrigo, que acabou levando cartão vermelho direto. Com um a mais, Egídio aproveitou o espaço e três minutos depois cruzou para o menino da base alviverde ampliar a vantagem.

O melhor ainda estava por vir. Aos 32, Dudu passou para Gabriel Jesus (de novo), que, com dois dribles desconcertantes, deixou Fábio no chão e bateu com uma frieza de veterano: um gol de placa no Mineirão. “A gente trabalha esperando pela oportunidade. Entrei calmo e consegui finalizar friamente”, disse o jovem atacante.

Com o placar dilatado, o Palmeiras mais uma vez recuou demais e acabou sendo castigado aos 38, com Vinícius Araujo, que descontou. Na etapa final, vendo que o adversário não conseguia agrupar forças para tentar reverter a situação, o time alviverde diminuiu o ritmo e fez com que a etapa final se tornasse um jogo bem menos intenso.

Para não facilitar as coisas para o rival, Marcelo Oliveira recuou um pouco mais Zé Roberto para auxiliar Andrei – que entrou no lugar de Amaral – e ter um final de jogo sem riscos.

E foi aí que os problemas de outros jogos do Palmeiras voltaram. O time deu muito espaço para o adversário. Deixou o rival ficar com a bola e trabalhar as jogadas sem pressão até que, aos 28, João Pedro fez pênalti em Arrascaeta e Alisson converteu a cobrança.

Mas a boa vantagem conquistada no primeiro tempo fez com que as falhas e o gol sofrido não fizessem tanta diferença, tampouco apagasse a grande atuação de Gabriel Jesus.

O sorteio das quartas de final acontece na próxima segunda-feira. No domingo, o Palmeiras recebe o Joinville, no Allianz Parque, pelo Brasileiro, e a expectativa é que a boa vitória e o aniversário sirvam como inspiração para a equipe alviverde.

FICHA TÉCNICA:

CRUZEIRO 2 x 3 PALMEIRAS

CRUZEIRO – Fábio; Ceará (Manoel), Bruno Rodrigo, Paulo André e Mena; Charles, Henrique e Fabrício; Alisson, Vinícius Araújo (De Arrascaeta) e Leandro Damião (Allano). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

PALMEIRAS – Fernando Prass; João Pedro, Jackson, Vitor Hugo e Egídio; Amaral (Andrei Girotto), Robinho e Zé Roberto (Pablo Mouche); Dudu, Gabriel Jesus e Lucas Barrios (Leandro Pereira). Técnico: Marcelo Oliveira.

GOLS – Lucas Barrios, aos 8, Gabriel Jesus, aos 27 e aos 32, Vinícius Araújo, aos 38 minutos do primeiro tempo. Alisson (pênalti), aos 30 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Amaral, Zé Roberto, João Pedro, Robinho.

CARTÃO VERMELHO – Bruno Rodrigo.

ÁRBITRO – Rodolpho Toski Marques (PR).

RENDA – R$ 533.825,00.

PÚBLICO – 16.972 pagantes.

LOCAL – Estádio Mineirão, Belo Horizonte (M

Estadão Conteúdo
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No Itaquerão, Santos elimina o Corinthians da Copa do Brasil com outra vitória

Sob os olhares de Dunga, o Santos se impôs na casa do adversário e foi melhor do começo ao fim.

Ricardo Oliveira voltou a mostrar que está em grande fase pelo Santos. Foto: J.F Diorio/Estadão Conteúdo

São Paulo – A autoridade com que o Santos eliminou o Corinthians nas oitavas de final da Copa do Brasil transforma o time em forte candidato ao título do torneio. Depois da vitória por 2 a 0 da semana passada na Vila Belmiro, nesta quarta-feira a equipe do técnico Dorival Junior voltou a jogar muito bem e venceu sem sustos por 2 a 1, no estádio Itaquerão, em São Paulo.

Sob os olhares de Dunga, técnico da seleção brasileira, e Gilmar Rinaldi, coordenador de seleções da CBF, o Santos se impôs na casa do adversário e foi melhor do começo ao fim. Detalhe: o Corinthians havia vencido os seus últimos oito jogos na sua arena. Com a derrota desta quarta-feira, a equipe de Tite acumula três eliminações seguidas em casa. Antes, já havia caído diante do seu torcedor no Campeonato Paulista e na Copa Libertadores.

Ao Corinthians resta agora o Campeonato Brasileiro para não passar mais uma temporada sem títulos. O time lidera a competição, mas vem sofrendo em clássicos. Com a derrota, a equipe chegou a oito jogos sem vitória contra os seus rivais no Estado.

Para evitar que o desgaste físico provocado pela maratona de jogos dos últimos dias causasse lesões, Tite deixou Elias e Fagner no banco de reservas. Na véspera, Jadson já havia sido vetado por causa de um edema na coxa direita. O treinador surpreendeu ao escalar o garoto Matheus Pereira pela primeira entre os titulares.

Como era de se esperar, o Corinthians começou o jogo bem, no embalo da sua torcida, tentando pressionar o Santos. A postura mais ofensiva, no entanto, fez o time correr riscos no contra-ataque. O Santos não vacilou quando teve a chance de marcar. Aos 14 minutos, Lucas Lima enfiou ótima bola para Geuvânio entre Edílson e Felipe. O atacante cruzou na medida para Gabriel, que entrou na área e bateu cruzado no contrapé de Cássio.

O gol caiu como um balde de água fria nos corintianos. Para se classificar, o time precisaria marcar quatro gols. Os jogadores passaram a atacar no desespero, sem nenhuma organização. Sobrava para Renato Augusto fazer quase tudo sozinho no meio de campo. Aos 26 minutos, ele fez grande jogada e por pouco não empatou o jogo. Passou a bola entre as pernas de Thiago Maia e bateu colocado no canto de Vanderlei, rente à trave esquerda.

As melhores chances de gol, no entanto, eram do Santos. Se não fossem as boas defesas de Cássio nos arremates de Ricardo Oliveira e Geuvânio, a vantagem da equipe santista no primeiro tempo seria maior.

No intervalo, Tite trocou Bruno Henrique por Cristian. A mudança não surtiu muito efeito e o Santos continuou melhor. Os visitantes não tiraram o pé do acelerador e continuaram jogando no ataque e trocando passes com tranquilidade, sem dar muito espaço ao Corinthians. Na intenção de aumentar o poder de fogo da equipe, aos 10 minutos Tite trocou Matheus Pereira pelo atacante Romero.

Mas quem chegou ao gol foi o Santos. Aos 19 minutos, em um lance muito parecido com a jogada do primeiro gol, Marquinhos Gabriel avançou pela direita e cruzou rasteiro para Ricardo Oliveira bater de primeira.

Com esse gol, o Corinthians teria de fazer cinco em 25 minutos para ficar com a vaga nas quartas de final. Sem acreditar (com razão) na chance de um milagre, muitos torcedores começaram a deixar a arena e não viram o gol marcado por Romero aos 27. Edílson ganhou a jogada de Lucas Lima no meio de campo e tocou para Vagner Love, que lançou Romero. O paraguaio bateu na saída de Vanderlei, mas nem vibrou. A vaga, com toda a justiça, já era do Santos.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 1 x 2 SANTOS

CORINTHIANS – Cássio; Edílson, Felipe (Edu Dracena), Gil e Uendel; Ralf, Bruno Henrique (Cristian), Renato Augusto e Mateus Pereira (Romero); Malcom e Vagner Love. Técnico: Tite.

SANTOS – Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Leandrinho), Renato, Lucas Lima e Geuvânio (Chiquinho); Ricardo Oliveira e Gabriel (Marquinhos Gabriel). Técnico: Dorival Júnior.

GOLS – Gabriel, aos 14 minutos do primeiro tempo; Ricardo Oliveira, aos 19, e Romero, aos 27 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Gil, Felipe, Vagner Love e Bruno Henrique (Corinthians); Ricardo Oliveira e Lucas Lima (Santos).

ÁRBITRO – Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG).

RENDA – R$ 2.353.824,50.

PÚBLICO – 37.338 pagantes.

LOCAL – Estádio Itaquerão, em São Paulo (SP).

Estadão Conteúdo
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Vasco empata contra o Flamengo e avança para as quartas da Copa do Brasil

Rafael Silva fez o gol da classificação do Vasco contra o Flamengo, no Maracanã.

Na lanterna do Brasileiro, Vasco encontra alívio na Copa do Brasil. Foto: Reprodução

Rio de Janeiro – A estrela de Rafael Silva brilhou mais uma vez no Vasco em um momento decisivo. Autor dos gols das vitórias contra o Botafogo nas duas partidas da final do Campeonato Carioca, o atacante apareceu na hora certa nesta quarta-feira e classificou o time vascaíno às quartas de final da Copa do Brasil ao marcar de cabeça o gol do empate com o Flamengo por 1 a 1, no estádio do Maracanã, no Rio.

O jogador praticamente havia acabado de entrar na partida no lugar de Jorge Henrique, aos 34 minutos do segundo tempo, e fez o gol aos 37 ao entrar livre na área, na primeira trave, após falta cobrada por Nenê da esquerda e cabecear no ângulo direito de Paulo Victor. Com o empate, o Vasco se classificou por ter vencido na ida, na semana passada, por 1 a 0.

O Flamengo, na segunda partida sob o comando do técnico Oswaldo de Oliveira – Cristóvão Borges foi demitido após a derrota na quarta-feira passada -, foi ataque desde o início e conseguiu abrir o placar logo aos cinco minutos de jogo. Após escanteio da direita, o goleiro Martín Silva espalmou para fora da área. O lateral-esquerdo Jorge pegou o rebote de primeira e a bola voltou rasteira para dentro da área. Três jogadores rubro-negros saíam do impedimento e viram o lateral-direito Madson tocar contra o próprio gol.

O detalhe do lance é que o auxiliar levantou a sua bandeira, marcando impedimento, mas voltou atrás ao ver o árbitro goiano Wilton Pereira Sampaio confirmar o gol. Houve muita reclamação vascaína, mas sem sucesso na tentativa de anular o gol flamenguista.

Pouco tempo depois do gol, o Flamengo sofreu duas baixas importantes por causa de lesões. O meia Ederson e o centroavante peruano Guerrero tiveram de sair do clássico e o time rubro-negro perdeu o ímpeto ofensivo. Com o 1 a 0 no placar, a decisão da vaga iria para os pênaltis. Mesmo assim, o Vasco pressionou bastante e só não marcou antes do gol de Rafael Silva porque o goleiro Paulo Victor, de volta após se recuperar de grave lesão, foi o destaque flamenguista. Mas aí apareceu Rafael Silva e o tento salvador saiu.

FICHA TÉCNICA

VASCO 1 x 1 FLAMENGO

VASCO – Martin Silva; Madson (Jean Patrick), Rodrigo, Anderson Sales e Christhiano; Guiñazu, Serginho, Julio dos Santos, Nenê e Jorge Henrique (Rafael Silva); Riascos (Thalles). Técnico: Jorginho.

FLAMENGO – Paulo Victor; Pará, César Martins, Samir e Jorge; Márcio Araújo, Canteros, Ederson (Marcelo Cirino) e Everton (Jonas); Emerson e Guerrero (Paulinho). Técnico: Oswaldo de Oliveira.

GOLS – Madson (contra), aos 5 minutos do primeiro tempo; Rafael Silva, aos 36 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Rafael Silva e Anderson Salles (Vasco); Emerson, Jorge e Márcio Araújo (Flamengo).

CARTÃO VERMELHO – Pará (Flamengo).

ÁRBITRO – Wilton Pereira Sampaio (Fifa/GO).

RENDA – R$ 2.749.380,00.

PÚBLICO – 45.408 pagantes (49.367 no total).

LOCAL – Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

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Papão perde por 2 a 1 para o Flu e está fora da Copa BR

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A torcida correspondeu, mas o time do Paysandu Sport Club não repetiu a atuação de quinta-feira passada, no Maracanã, e acabou derrotado pelo Fluminense por 2 a 1 no Mangueirão, dando adeus à Copa do Brasil.

O Tricolor carioca venceu o segundo confronto das oitavas de final e agora aguarda o sorteio para saber quem será o seu adversário na próxima fase. Já o Papão precisa mudar de foco imediatamente, pois no sábado (29) recebe o Bragantino (SP) pela 21ª rodada da Série B do Brasileiro. Cícero e Marcos Júnior marcaram para o time de Xerém. Yago Pikachu, de pênalti, descontou para os donos da casa.

O JOGO

1º tempo: Paysandu muito nervoso toma gol, mas consegue o empate no final – A partida começou com o Papão bem nervoso e errando muitos passes. O Fluminense, precisando apenas do empate para chegar às quartas de final da Copa do Brasil, aproveitou o nervosismo dos donos da casa e passou a controlar o jogo, agindo principalmente pelo lado esquerdo de ataque com as caídas do lateral Victor Oliveira e do atacante Marcos Júnior.

O primeiro grande lance de perigo do primeiro tempo foi para o time de Xerém, quando Magno Alves fez jogada individual e cruzou. A bola percorreu a extensão completa da pequena área até a chegada do zagueiro bicolor Thiago Martins.

A resposta do Papão foi através de Leandro Cearense. O atacante do Papão experimentou o tiro de fora da área e a bola saiu rente à trave direita do goleiro Júlio César.

Melhor em campo, o Flu conseguiu chegar ao primeiro gol da partida. Após cruzamento do paraense Victor Oliveira, Cícero ganhou na subida de Thiago Martins e cabeceou a bola para o fundo do barbante.

O gol foi uma ducha de água fria para os bicolores, que voltaram a errar muitos passes, para desespero do torcedor. Precisando marcar pelo menos dois gols para levar a partida para as penalidades, Dado Cavalcanti sacou o volante Ricardo Capanema, machucado, e colocou o atacante Misael. Com esta mexida, a defesa do Tricolor carioca ficou mais recuada, permitindo ao Paysandu um espaço maior no meio de campo.

Mesmo assim o time bicolor chegava de forma desordenada ao ataque, arriscando cruzamentos da intermediária. E foi com um lançamento de longo alcance que a história no primeiro tempo mudou. Misael lançou Aylon na área. O atacante bicolor dominou e recebeu carga por trás. O árbitro assinalou pênalti. Yago Pikachu cobrou com perfeição, garantindo o empate do Papão no primeiro tempo.

2º tempo – Fluminense marca logo no início, Betinho é expulso e sonho bicolor vai buraco abaixo – A segunda etapa não começou bem para o Paysandu. Logo com oito minutos, o Fluminense chegou ao seu segundo gol. Cícero fez lançamento longo para Gustavo Scarpa, que tocou para Magno Alves. O Magnata viu Marcos Júnior livre dentro da área e rolou a bola. O camisa 35 só teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo do barbante.

Em medida de desespero, Dado Cavalcanti tirou o seu volante e capitão Fahel e colocou o atacante Betinho no jogo. Porém, a substituição não teve o efeito esperado. Aos 31 minutos, Betinho disputou bola no ar com Edson e acabou acertando o rosto do jogador do Fluminense e foi expulso.

Betinho foi expulso com 11 minutos em campo (Foto: ORM News)
Betinho foi expulso com 11 minutos em campo (Foto: ORM News)

Com um jogador a menos, o Papão perdeu a força ofensiva e viu o time de Xerém controlando a partida até o final.
Ficha Técnica de Paysandu 1×2 Fluminense

Paysandu: Emerson; Yago Pikachu, Thiago Martins, Gualberto e João Lucas; Ricardo Capanema (Misael), Fahel (Betinho), Jhonnatan e Carlinhos (Augusto Recife); Aylon e Leandro Cearense. Técnico Dado Cavalcanti

Fluminense: Júlio César; Renato, Gum, Marlon e Victor Oliveira; Edson (Pierre), Gustavo Scarpa, Jean e Cícero; Marcos Júnior (Vinícius) e Magno Alves (Higor Leite). Técnico Enderson Moreira.

Local: Estádio Mangueirão, em Belém (PA)

Renda: R$ 1.495.726,00

Pagantes: 31.418

Credenciados: 2.493

Total: 33.911

Gols: Yago Pikachu 40′ 1ºT (Paysandu); Cícero 16′ 1ºT e Marcos Júnior 8′ 2ºT (Fluminense)

Cartões amarelos: João Lucas, Augusto Recife, Fahel e Aylon (Paysandu); Júlio César, Victor Oliveira, Edson e Pierre (Fluminense)

Cartão vermelho: Betinho (Paysandu)

Árbitro: Luis Teixeira Rocha-RS (CBF-1)

Auxiliares: Fabio Pereira-TO (FIFA),Carlos Henrique Selbach-RS(CBF-2)
Por: Redação ORM News
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Blatter garante não ter envolvimento em casos de corrupção na Fifa

Há três meses, a Fifa está imersa no maior escândalo de corrupção da história da Federação

“Eu sei o que fiz e o que não fiz. Tenho consciência e sei que sou um homem honesto”, disse. Foto: Fabrice Coffrini/ AFP

Londres – “Estou limpo e a Fifa não é corrupta”, declarou nesta segunda-feira em entrevista à emissora britânica BBC Jospeh Blatter, presidente da entidade que rege o futebol mundial, referindo-se aos escândalos de corrupção que abalaram a instituição nos últimos meses.

“Eu sei o que fiz e o que não fiz. Tenho consciência e sei que sou um homem honesto. Estou limpo, não tenho com o que me preocupar”, declarou Blatter, de 79 anos e presidente da Fifa desde 1998.

Há três meses, a Fifa está imersa no maior escândalo de corrupção de sua história, com a prisão em maio de sete alto dirigentes da entidade, acusados de ter movimentado mas de 137 milhões de euros em subornos por contratos de publicidade e direitos de transmissão televisiva.

Em junho, dias depois de ser reeleito para um quinto mandato à frente da Fifa, Blatter anunciou que deixaria o cargo, em meio aos escândalos de corrupção. A entidade elegerá um novo presidente em 26 de fevereiro do ano que vem.

“Eu fiz isso (renunciar ao cargo) porque queria proteger a Fifa, não para me proteger. Sou suficientemente forte”, declarou.

“A Fifa não é corrupta, não há corrupção no futebol, isso está nas pessoas, as pessoas são corruptas. Não se trata da instituição. Não consigo entender quando os meios de comunicação do mundo dizem que a Fifa é corrupta”, completou.

Blatter também falou das reformas exigidas pelos principais patrocinadores da Fifa.

“Começamos as reformas em 2011, por isso não entendo quando a imprensa do mundo diz agora que a Fifa é corrupta. No campo, é fácil controlar os jogadores, porque há limites, tempo e um árbitro. Fora de campo não temos isso”, explicou.

“Quem pode controlar 300 milhões diretamente, 1.6 bilhões (de pessoas) indiretamente? É impossível”, concluiu o suíço, referindo-se ao número estimado de pessoas ligadas direta ou indiretamente ao futebol no mundo.

O comitê de reformas da Fifa, cuja criação foi anunciada em julho por Blatter, se reunirá pela primeira vez nos dias 2 e 3 de setembro, em Berna, na Suíça.

Nas eleições presidenciais de 26 de fevereiro, quatro nomes apresentaram candidaturas: o coreano Chung Mong-joon, o presidente da Uefa, o francês Michel Platini, o jordaniano Ali bin Al Hussein e o ex-craque brasileiro Zico.

AFP
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Atlético-MG derrota o Palmeiras de virada e segue na cola do líder Corinthians

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Lucas Pratto volta a brilhar com a camisa do Galo na vitória contra o Palmeiras. Foto: Atlético-MG/Divulgação

Belo Horizonte – No estádio Independência, em Belo Horizonte, o Atlético Mineiro se transforma. Precisava de uma vitória sobre o Palmeiras para não deixar o líder do Campeonato Brasileiro, o Corinthians, se distanciar na tabela de classificação. E assim foi, neste domingo, pela 20.ª rodada. A vitória por 2 a 1 foi construída no primeiro tempo, com Lucas Prato recuperando seu faro de gol após quatro rodadas em branco e com o pequeno Luan infernizando a defesa palmeirense, principalmente nas costas de Egídio, o ponto fraco do time paulista em Minas Gerais.

Mas ninguém pode dizer que não foi uma partida franca, de muita correria, poucas faltas e erros de passes e bem disputada até o fim. A bola não ficou com o Palmeiras, como queria o técnico Marcelo Oliveira. Um erro, mas que se pode entender quando se enfrenta um Atlético “com a faca nos dentes”, babando pelo três pontos em casa.

Ocorre que poderia ter sido melhor para o visitante, que mirava o G-4. Rafael Marques, que não era nem para sair jogando (ele foi escalado porque Cleiton Xavier se machucou na coxa antes da viagem e foi cortado), estava lento, segurando demais a bola, dançando na frente da marcação e quase sempre perdendo a bola. Como o Palmeiras se propôs a sair em velocidade nas brechas encontradas, o atacante atrapalhou bem.

Mas nem de longe foi o pior jogador do Palmeiras. Esse foi Egídio. Irreconhecível em Minas Gerais. A maioria das jogadas ofensivas do Atlético era nas suas costas. Perdeu-se entre marcar Marcos Rocha e o endiabrado Luan. Poderia ter tido uma ajuda mais consistente de Zé Roberto. Não teve. Egídio também abusou dos erros de passes e bolas perdidas. Marcelo Oliveira viu tudo isso e sacou o lateral-esquerdo no intervalo. Robinho entrou no meio e Zé Roberto, na esquerda.

A pressão do Atlético foi grande. E não seria demais dizer que foi por culpa do gol do Palmeiras, de Andrei Girotto, logo aos 4 minutos, na melhor e mais lúcida jogada do time na primeira etapa. Lucas cruzou e o volante meteu a cabeça, com estilo e força.

A partir daí, do gol, a vida do Palmeiras no Independência virou um inferno, com muita correria, movimentação e penetração dos jogadores do time de Minas Gerais. Na área do goleiro Fernando Prass, que também errou em bolas aéreas, Lucas Pratto estava a fim de recuperar a fama de goleador.

O centroavante argentino atacou com dois gols, aos 17 e aos 36, este de pênalti (Lucas forçou por trás em Giovanni Augusto). Com a virada para 2 a 1, o Atlético se postou na etapa final com a qualidade de quem já liderou o Nacional. O Palmeiras foi para cima e teve chances. O transformado clube mineiro correu menos, mas também teve chances. E colou no líder.

Tem agora 39 pontos, quatro atrás do Corinthians e dois na frente do Grêmio, que o havia alcançado na rodada anterior. Já o Palmeiras, com 31 pontos, segue em quinto lugar e perdeu a chance de entrar no G4 com a derrota do Fluminense, que tem 33.

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO-MG 2 x 1 PALMEIRAS

ATLÉTICO-MG – Victor; Marcos Rocha, Edcarlos, Jemerson e Douglas Santos; Leandro Donizete, Rafael Carioca, Luan (Dátolo) e Giovanni Augusto (Guilherme); Thiago Ribeiro (Patric) e Lucas Pratto. Técnico: Levir Culpi.

PALMEIRAS – Fernando Prass; Lucas, Jackson, Vitor Hugo e Egídio (Robinho); Amaral, Andrei (Gabriel Jesus), Zé Roberto e Dudu; Rafael Marques e Alecsandro (Barrios). Técnico: Marcelo Oliveira.

GOLS – Andrei, aos 4, e Lucas Pratto, aos 17 e aos 36 (pênalti) minutos do primeiro tempo.

CARTÕES AMARELOS – Jemerson (Atlético-MG); Lucas e Dudu (Palmeiras).

ÁRBITRO – Sandro Meira Ricci (Fifa/SC).

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PÚBLICO – 17.464 pagantes.

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De virada, Flamengo ganha em casa por 2 a 1 e aumenta a crise no São Paulo

Ederson e Guerrero fizeram os gols da vitória Rubro-Negra em um Maracanã lotado.

online canadian pharmacy store! monthly cost of zoloft . approved pharmacy, generic zoloft and birth defects. Guerrero chorou após marcar o segundo gol do Flamengo. Foto: Divulgação/Flamengo aug 15, 2008 – where to buy generic baclofen online without a prescription cheap order advair diskus price walgreens advair diskus buy online buy fluticasone order baclofen without prescription from us pharmacy buy baclofen

Rio de Janeiro – Dominado pelo Flamengo no estádio do Maracanã, no Rio, o São Paulo perdeu por 2 a 1 e amargou a sua terceira derrota seguida (duas pelo Campeonato Brasileiro e uma pela Copa do Brasil), neste domingo. O clube permanece em sexto lugar, com 31 pontos – 12 a menos que o líder e rival Corinthians. Antes festejado, o técnico colombiano Juan Carlos Osorio balança no cargo.

O time paulista conseguiu abrir o marcador em um lance isolado – um escanteio em que o goleiro flamenguista falhou -, mas jogou mal e poderia ter sofrido uma goleada, tantas foram as chances de gol desperdiçadas pelo adversário. Já no Flamengo, o técnico Oswaldo de Oliveira, que substituiu Cristóvão Borges após a derrota para o Vasco pela Copa do Brasil, na última quarta-feira estreou bem. Subiu para 26 pontos, em 12.º lugar, mais distante da zona de rebaixamento.

O domínio flamenguista foi nítido desde o início: nos primeiros 15 minutos, o time rubro-negro carioca encurralou o tricolor paulista em seu campo de defesa. Mas não teve nenhuma chance clara de gol e desperdiçou todos os ataques. Depois o jogo se equilibrou, embora o Flamengo continuasse melhor.

Aos 35 minutos, a velha máxima futebolística de “quem não faz, toma” se fez presente: o São Paulo abriu o marcador aproveitando uma falha crônica da defesa flamenguista, há muitos jogos ineficaz em bolas aéreas. A primeira finalização do clube paulista rendeu um escanteio, que Carlinhos cobrou fechado. O goleiro flamenguista César não soube sair do gol, a bola passou pela defesa e o zagueiro tricolor Luis Eduardo marcou de cabeça.

Mas o Flamengo não se abalou e continuou pressionando: logo no primeiro lance após o gol, Guerrero arriscou de fora da área, exigindo boa defesa de Renan. E aos 42, o clube carioca empatou, aproveitando uma falha tricolor. Após uma dividida em que o clube paulista reclamou de falta de Guerrero, Thiago Mendes ficou com a bola e tentou recuar de cabeça para Renan. Mas o passe do volante tricolor foi fraco e a bola sobrou para Ederson que chutou sem chance para o goleiro tricolor: 1 a 1.

O segundo tempo começou com mais pressão flamenguista: nos três primeiros minutos, Guerrero teve três chances claras de gol. Perdeu as duas primeiras – o goleiro defendeu uma e na outra a bola saiu rente à trave esquerda. Aos 3, em seu primeiro lance no jogo, o lateral-direito Auro, que havia substituído Bruno, recuou mal para Renan. A bola sobrou de novo para Guerrero, que desta vez não desperdiçou: 2 a 1.

Em desvantagem e tentando evitar a terceira derrota seguida, o São Paulo se atirou ao ataque, deixando espaço para o contra-ataque flamenguista. O time tricolor criou algumas chances, mas as melhores oportunidades foram do Flamengo. Aos 34 minutos, Emerson chutou no ângulo e obrigou Renan a fazer uma grande defesa. Cinco minutos depois foi a vez de Everton tentar e exigir nova intervenção do goleiro tricolor.

O São Paulo teve a sua última boa chance aos 44 minutos, quando Carlinhos seguia com a bola dominada rumo à área e foi derrubado por Everton. O próprio meia tricolor cobrou a falta para fora.

Guerrero chorou após marcar o segundo gol do Flamengo. Foto: Divulgação/Flamengo
Guerrero chorou após marcar o segundo gol do Flamengo. Foto: Divulgação/Flamengo

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO 2 x 1 SÃO PAULO

FLAMENGO – César; Pará, Wallace, Samir e Everton; Márcio Araújo, Canteros, Alan Patrick (Luiz Antonio) e Ederson (Paulinho); Emerson e Guerrero. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

SÃO PAULO – Renan Ribeiro; Bruno (Auro), Lucão (Wesley), Luiz Eduardo e Michel Bastos; Rodrigo Caio, Hudson, Thiago Mendes e Carlinhos; Centurión (Wilder) e Alexandre Pato. Técnico: Juan Carlos Osório.

GOLS – Luiz Eduardo, aos 35, e Ederson, aos 42 minutos do primeiro tempo; Guerrero, aos 3 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Wallace, Everton, Alan Patrick e Canteros (Flamengo); Bruno e Thiago Mendes (São Paulo).

ÁRBITRO – Anderson Daronco (RS).

RENDA – R$ 1.163.960,00.

PÚBLICO – 36.991 pagantes (42.954 no total).

LOCAL – Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

Estadão Conteúdo
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Vagner Love desencanta e Corinthians vence Cruzeiro por 3 a 0

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Sem marcar gols há dez partidas, atacante balançou a rede duas vezes na vitória que isola Corinthians na liderança.

Vagner Love comemora gol contra o Cruzeiro na Arena Corinthians. Foto: Daniel Augusto/Ag. Corinthians

São Paulo – O Corinthians não decepcionou o seu torcedor que lotou o estádio Itaquerão, em São Paulo, neste domingo, e estabeleceu um novo recorde de público na arena. Diante de 41.014 pagantes, a equipe teve grande atuação contra o Cruzeiro, venceu por 3 a 0, pela 20.ª rodada, e continua na liderança isolada do Campeonato Brasileiro, agora com 43 pontos.

O destaque do jogo foi Vagner Love. O jogador, que não balançava as redes havia 10 partidas, marcou duas vezes. Por causa do jejum de gols, o atacante chegou a perdeu a vaga de titular para Luciano e só voltou ao time neste domingo porque o companheiro sofreu grave lesão no joelho direito na última quarta-feira.

A boa vitória diante do Cruzeiro renova o ânimo da equipe para o jogo de quarta-feira contra o Santos, pela Copa do Brasil. Após derrota por 2 a 0, na Vila Belmiro, na partida de ida, o Corinthians precisará vencer por 3 a 0 para avançar às quartas de final. Se sofrer um gol, terá de marcar quatro.

O Corinthians foi superior do começo ao fim do jogo. Com marcação alta no campo do adversário, a equipe dificultava a saída de bola do time mineiro e com cinco minutos teve a primeira chance de marcar após cobrança de falta ensaiada – a defesa cruzeirense evitou o gol duas vezes.

O Cruzeiro respondeu com Leandro Damião, aos 10 minutos. O atacante sobrou sozinho cara a cara com Cássio, mas viu o goleiro corintiano se esticar todo para fazer ótima defesa.

O gol do Corinthians saiu aos 14 minutos. Vagner Love aproveitou rebote de Fábio, após chute de Elias, e bateu firme para o fundo da rede. Ao contrário dos últimos jogos, o time não recuou e pressionava em busca do segundo gol, enquanto que o Cruzeiro era perigoso apenas nos contra-ataques.

Neste panorama, o Corinthians ampliou a vantagem aos 44 minutos. Mayke tentou evitar o lateral pela direita e entregou a bola nos pés de Renato Augusto. O meia fez o cruzamento rasteiro e encontrou Jadson, sozinho, para fazer o segundo gol.

Na etapa final, o Corinthians continuou melhor e não demorou para marcar o terceiro. Malcom disparou pela esquerda e mandou a bola para a área. O goleiro Fábio não cortou o cruzamento e Vagner Love empurrou para a rede.

Com a vitória garantida, o time passou praticamente todo o segundo tempo só administrando a vantagem, sem ser incomodado pelo Cruzeiro. O clube alvinegro é o time com melhor desempenho em casa no Brasileirão. São nove vitórias e apenas uma derrota.

No final, já com o freio de mão puxado, o Corinthians jogou em ritmo de treino. A torcida ainda fez festa e gritou “olé” a cada passe do time.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 3 x 0 CRUZEIRO

CORINTHIANS – Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Uendel; Bruno Henrique (Ralf), Elias, Renato Augusto e Jadson (Matheus Pereira); Malcom e Vagner Love (Danilo). Técnico: Tite.

CRUZEIRO – Fábio; Mayke (Fabiano), Manoel, Paulo André e Mena; Henrique, Charles (Willian), Fabrício e Alisson; Leandro Damião e Marquinhos (Arrascaeta). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

GOLS – Vagner Love, aos 14, e Jadson, aos 44 minutos do primeiro tempo; Vagner Love, aos 2 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Bruno Henrique e Gil (Corinthians); Fabrício (Cruzeiro).

ÁRBITRO – Péricles Bassols Pegado Cortez (Fifa/RJ).

RENDA – R$ 2.671.941,50.

PÚBLICO – 41.014 pagantes.

LOCAL – Estádio Itaquerão, em São Paulo (SP).
Estadão Conteúdo

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Hamilton leva GP da Bélgica com facilidade e dispara; Massa é o sexto

Sexta vitória dá 28 pontos de folga na liderança ao piloto inglês

Depois de um susto na Hungria, a Mercedes voltou a dar as cartas na Fórmula 1 neste domingo, no GP da Bélgica, ao conseguir mais uma dobradinha na temporada. A vitória ficou com Lewis Hamilton, que sobrou no circuito de Spa-Francorchamps e liderou de ponta a ponta, seguido por seu companheiro de equipe, Nico Rosberg. Romain Grosjean foi o terceiro.

A vitória deu ainda mais tranquilidade a Hamilton, líder disparado do Mundial de Pilotos e cada vez mais perto do tricampeonato. Ele chegou aos 227 pontos neste domingo, seguido por Rosberg, que tem 199, e Vettel, único a ameaçar a hegemonia da Ferrari com 160 pontos.

Após cravar sua décima pole em 11 provas na atual temporada, Hamilton teve extrema tranquilidade na prova deste domingo, liderou durante todo o percurso e já na metade da corrida sua vitória parecia certa. Rosberg, por sua vez, sofreu, chegou a cair para quinto, mas se recuperou. Já Vettel fez ótima prova de recuperação e se aproveitava da estratégia da Ferrari de uma parada a menos para subir ao pódio até a penúltima volta, quando seu pneu estourou.
O novo sistema de largadas da Fórmula 1, que dá muito mais responsabilidade aos pilotos, causou algumas mudanças logo na saída, mas nada que assustasse Hamilton. Quem se deu melhor foi o mexicano Sergio Pérez, que saltou para a segunda colocação, fez boa prova e terminou em quinto.

O maior destaque do dia, no entanto, foi Grosjean. Depois de largar em nono, atrapalhado por uma punição, o piloto da Lotus não se abateu e, em dia inspirado, conseguiu as ultrapassagens necessárias, além de contar com a sorte no abandono de Vettel, para voltar ao pódio.

Já os brasileiros não estiveram em seus melhores dias. Ambos sofreram com o novo sistema de largadas. Felipe Massa chegou a cair para nono, mas se recuperou bem e terminou na sexta posição, subindo para 82 pontos. Já Felipe Nasr chegou a ficar em 16º após a saída, mas terminou em 11º, estacionando nos 16 pontos.

A CORRIDA

Antes mesmo da prova começar, Kimi Raikkonen deu sinais de que não teria dia fácil, ao ser atrapalhado por uma punição e ter que largar em 17º. A largada, aliás, foi um capítulo à parte, com muitas mudanças de posição. O próprio Raikkonen foi um dos beneficiados, subindo para 11º, assim como Daniel Ricciardo, que chegou a ser terceiro. Rosberg, no entanto, saiu muito mal e caiu para quinto.

Na ponta, Sergio Pérez chegou a ameaçar Hamilton, mas o inglês manteve a primeira colocação. Daí para frente, a prova seria um verdadeiro passeio para o piloto da Mercedes, que abriu vantagem logo nas primeiras voltas e praticamente confirmou a vitória ali.

Rosberg, por sua vez, precisou contar com o bom trabalho da Mercedes nos boxes para recuperar a segunda colocação. Também por conta da equipe, Vettel ganhou posições e passou a maior parte da prova em terceiro, até a penúltima volta, quando seu pneu acusou o desgaste, estourou e deixou o alemão na mão.

O pódio caiu no colo do Grosjean, que chegou a ser ameaçado por Ricciardo no início da corrida, mas, novamente, contou com a sorte. O australiano da Red Bull vinha bem na prova quando precisou abandonar por conta de um problema no carro, que parou na entrada dos boxes, ocasionando o Safety Car virtual.

Valteri Bottas teve de cumprir punição após Williams cometer erro e colocar três pneus macios (faixa amarela) e um duro (faixa branca)

Valteri Bottas teve de cumprir punição após Williams cometer erro e colocar três pneus macios (faixa amarela) e um duro (faixa branca)

Foi neste momento que os pilotos aproveitaram para irem aos boxes e a prova praticamente se definiu. Na reta final, Massa ainda ameaçou uma pressão sobre Pérez e chegou a incomodar o mexicano, que, por sua vez, segurou bem a quinta colocação.

O destaque negativo ficou por conta da equipe do brasileiro, a Williams, que cometeu erro bizarro com seu outro piloto. Em uma das paradas, colocou três pneus macios e um médio no carro de Valtteri Bottas. Além do prejuízo natural causado pela instabilidade, o finlandês foi punido pela direção de prova e precisou passar pelos boxes. Assim, saiu da briga pelas primeiras posições e terminou em nono.

CONFIRA A CLASSIFICAÇÃO FINAL DO GP DA BÉLGICA

1) Lewis Hamilton (GBR/Mercedes) – 43 voltas em 1h23min40s387

2) Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – a 2s058

3) Romain Grosjean (FRA/Lotus) – a 37s988

4) Daniil Kvyat (RUS/Red Bull) – a 45s692

5) Sergio Perez (MEX/Force India) – a 53s997

6) Felipe Massa (BRA/Williams) – a 55s283

7) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) – a 55s703

8) Max Verstappen (HOL/Toro Rosso) – a 56s076

9) Valtteri Bottas (FIN/Williams) – a 1min01s040

10) Marcus Ericsson (SUE/Sauber) – a 1min31s234

11) Felipe Nasr (BRA/Sauber) – a 1min42s311

12) Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) – a 1 volta

13) Fernando Alonso (ESP/McLaren) – a 1 volta

14) Jenson Button (GBR/McLaren) – a 1 volta

15) Roberto Merhi (ESP/Marussia) – a 1 volta

16) Will Stevens (GBR/Marussia) – a 1 volta

NÃO COMPLETARAM

Carlos Sainz Jr. (ESP/Toro Rosso)

Pastor Maldonado (VEN/Lotus)

Nico Hulkenberg (ALE/Force India)

Daniel Ricciardo (AUS/Red Bull)
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Santos passa fácil pelo Avaí por 5 a 2 e já vê zona do rebaixamento distante

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O Avaí entrou na zona da degola com a vitória do Goiás por 3 a 0 sobre o Vasco.

A equipe goleou os catarinenses por 5 a 2, na Vila Belmiro. Foto: Ricardo Saibun/Santos FC

O técnico Dorival Júnior optou por não poupar os titulares do Santos, neste sábado, contra o Avaí, pela 20.ª rodada. O objetivo era abrir distância confortável da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Conseguiu. A equipe goleou os catarinenses por 5 a 2, na Vila Belmiro, chegou a 27 pontos e subiu bastante na tabela de classificação. Está, pelo menos provisoriamente, em 10.º lugar. O Avaí entrou na zona da degola com a vitória do Goiás por 3 a 0 sobre o Vasco.

O Santos começou o jogo de maneira avassaladora. Em 10 minutos, perdeu duas chances com Ricardo Oliveira e chegou ao primeiro gol, com Gabriel aproveitando na pequena área falha de Diego em uma cobrança de escanteio. Aos 13, veio o segundo, após boa tabela, concluída pelo volante Thiago Maia. Ele invadiu a área e bateu firme.

Apesar de jogar fechado, o Avaí estava assustado, encurralado. Mas o Santos cometeu o erro de diminuir o ritmo, tentando atrair o adversário para contra-atacar em velocidade. O problema foi que os catarinenses não morderam a isca. Mantiveram-se atrás e ainda melhoraram a marcação. Com isso, e como o time da casa passou a afrouxar, o Avaí tomou coragem e passou a investir em passes longos. Em um deles, a zaga santista vacilou na marcação e o estreante Léo Gamalho bateu cruzado para diminuir.

O Santos, então, tentou retomar o controle do jogo, mas, apesar de maior volume, encontrou um adversário bem posicionado. Ainda assim, Ricardo Oliveira teve outras duas boas oportunidades, mas não conseguiu concluí-las em gol. O Avaí continuou criando chances, tanto que terminou a etapa com o mesmo número de finalizações do Santos: sete.

O papo com Dorival Júnior no intervalo serviu para o Santos acordar. E ainda por cima o terceiro gol saiu rapidamente, com apenas dois minutos. Geuvânio deu ótimo passe para Ricardo Oliveira, que penetrou e bateu rasteiro, com raiva.

Foi o 11.º gol do artilheiro do campeonato, que no entanto não comemorou. Foi sua forma de protestar contra as críticas da torcida pelo fato de ele ter perdido dois pênaltis recentemente – e também pelas chances que desperdiçou na etapa inicial da partida deste sábado.

Vitória garantida, Dorival Júnior deu um descanso a Geuvânio e o trocou por Marquinhos Gabriel aos 13 minutos. Logo depois saiu Ricardo Oliveira (aplaudido). Gabriel também foi poupado. Mas ainda deu tempo para Nilson marcar o quarto, para Léo Gamalho diminuir de novo e para Lucas Lima fazer o quinto. Fez o gol num pênalti inexistente (ele tropeçou e caiu na área, mas o árbitro gaúcho Leandro Pedro Vuaden marcou). Mas, pelo que o Santos fez, mereceu chegar à goleada.

FICHA TÉCNICA

SANTOS 5 x 2 AVAÍ

SANTOS – Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Lucas Lima e Geuvânio (Marquinhos Gabriel); Gabriel (Leandro) e Ricardo Oliveira (Nílson). Técnico: Dorival Júnior.

AVAÍ – Diego; Nino Paraíba, Jéci, Antônio Carlos e Marrone (Romário); Adriano, Tinga (Roberto), Pablo e Néstor Camacho; Rômulo (Conrado) e Léo Gamalho. Técnico: Gilson Kleina.

GOLS – Gabriel, aos 10, Thiago Maia, aos 13, e Léo Gamalho, aos 28 minutos do primeiro tempo; Ricardo Oliveira, aos 2, Nilson, aos 35, Léo Gamalho, aos 37, e Lucas Lima (pênalti), aos 48 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Geuvânio (Santos); Adriano, Jéci e Romário (Avaí).

ÁRBITRO – Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS).

RENDA – R$ 289.880,00.

PÚBLICO – 12.036 pagantes.

LOCAL – Estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP).
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