Cruzeiro vence o Coritiba e fica mais longe da zona de rebaixamento

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Mesmo com um jogador expulso, Cruzeiro dominou o jogo e venceu com gols de Ceará e Willian.
Ceará fez um dos gols da vitória do time mineiro. Foto: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

Belo Horizonte – Em partida entre equipes que lutavam para não entrar na zona de rebaixamento, o Cruzeiro venceu o Coritiba por 2 a 0, neste domingo, no Mineirão, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Ceará e Willian marcaram os dois gols da partida. O time mandante jogou com dez durante todo o segundo tempo, depois da expulsão de Paulo André aos 43 minutos da etapa inicial.

Com o resultado, o Cruzeiro respira um pouco mais na competição. Está agora com 36 pontos, em 13º lugar, cinco a mais que o Chapecoense, o primeiro time na zona de rebaixamento, com 31. O Coritiba jogou sem cinco titulares, entre os quais, Kleber Gladiador, contundido, e segue com 33 pontos, na 14ª posição.

A zaga do Coritiba, uma das menos vazadas do Campeonato Brasileiro, com 27 gols, segurou o ataque cruzeirense durante boa parte do primeiro tempo, dificultando avanços pelas laterais e cortando bolas levantadas na área. E o seu goleiro também teve boa atuação. Em uma das melhores chances da partida, aos 20 minutos, pouco antes do gol do Cruzeiro, Willian tabelou com Alisson, que chutou para boa defesa de Wilson. Dois minutos depois, Ceará, em belo chute de fora da área, acertou ângulo esquerdo, sem defesa para o goleiro do Coritiba.

Depois do gol, o Cruzeiro se acomodou na partida e a consequência foi o crescimento do adversário no jogo. Aos 33 minutos, Fábio livrou a equipe mineira do empate defendendo chute de Raphael Lucas. Aos 37 minutos, o goleiro cruzeirense antecipa cruzamento que seria para Guilherme Parede. Aos 43, ao tentar parar avanço do Coritiba, Paulo André foi expulso por falta em Guilherme Paredes. No último lance do primeiro tempo, Wilson defendeu chute de fora da área de Willian.

O Cruzeiro começou a etapa final acuado. O Coritiba avançava, apesar de não conseguir boas finalizações. Aos 11 minutos, a equipe de Curitiba teve chance de empatar com falta marcada perto da grande área. Marcos Aurélio cobrou por cima da barreira mas a bola saiu, acertando a rede pelo lado de fora. Com time sob ameaça de levar um gol, a torcida do Cruzeiro tentava incentivar o time. E deu resultado. Aos 20 minutos, em contra-ataque, saiu o segundo gol. Manoel avançou e tocou para Willian, que finalizou e marcou seu sétimo gol no Campeonato Brasileiro.

O Coritiba buscava manter a pressão. Aos 29 minutos, Raphael Lucas recebe na área e chuta cruzado, mas para fora. Aos 33 minutos, Juan cobrou falta na área e Fábio cortou. Aos 39 minutos, o Coritiba também ficou com dez em campo. Juninho deixou o braço em Fabiano e recebeu o cartão vermelho.

Na sequência, Mano Menezes colocou Julio Baptista em campo, que não jogava há sete meses por causa de uma grave lesão. Apesar da batalha, sobretudo no segundo tempo, o Coritiba não conseguiu mexer no placar.

Em seu próximo jogo, o Coritiba encara o Atlético-MG, no Couto Pereira, no sábado às 18h30. O Cruzeiro joga contra o Grêmio no próximo domingo, às 16 horas, no Mineirão.

FICHA TÉCNICA:

CRUZEIRO 2 x 0 CORITIBA

CRUZEIRO – Fábio; Ceará (Fabiano), Manoel, Paulo André e Fabrício; Henrique, Charles e Ariel Cabral; Alisson, Willian (Julio Batista) e Allano (Dougas Grolli). Técnico: Mano Menezes.

CORITIBA – Wilson; Leandro Silva (Evandro), Walisson Maia, Juninho e Carlinhos; João Paulo, Juan, Cáceres (Thiago Galhardo) Esquerdinha (Marcos Aurélio); Guilherme Paredes, Raphael Lucas. Técnico: Ney Franco.

GOLS – Ceará 22 minutos do 1o tempo Willian 20 minutos do 2o tempo.

ÁRBITRO – Flávio Rodrigues de Souza (SP).

CARTÃO AMARELO – João Paulo (Coritiba).

CARTÕES VERMELHOS – Paulo André (Cruzeiro) e Juninho (Coritiba).

RENDA – R$ 593.675.

PÚBLICO – 22.897 pagantes.

LOCAL – Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG).
Estadão Conteúdo

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Vasco vence o Flamengo de virada e segue na luta contra o rebaixamento

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Com o resultado, o Flamengo permanece com 41 pontos e caiu para a sétima posição, enquanto o Vasco chegou aos 26 pontos e fica na 19ª colocação.

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Nenê decidiu o clássico para o Vasco no Maracanã. Fotos: Paulo Fernandes/Vasco.com.br

Rio de Janeiro – O Vasco venceu o Flamengo de virada por 2 a 1 no Maracanã neste domingo. Em jogo disputado, a equipe de São Januário, mesmo saindo atrás no placar, soube aproveitar os espaços para marcar seus gols. Com o resultado, o Flamengo permanece com 41 pontos e caiu para a sétima posição. O Vasco chegou aos 26 pontos e fica na 19ª colocação.

As equipes voltam a campo na próxima semana. O Vasco enfrenta o São Paulo no Maracanã na quarta-feira pela segunda partida das quartas de final da Copa do Brasil – depois, no domingo, encara o Avaí em Florianópolis pela 29ª rodada do Brasileirão. Também no domingo, o Flamengo recebe o Joinville, no Maracanã.

O clássico começou disputado, com ambos os times buscando criar jogadas de perigo. E foi o Flamengo quem conseguiu a melhor jogada. Aos 11 minutos, Jorge recuperou uma saída de bola do Vasco, tabelou, recebeu e cruzou na área. Guerrero ajeitou de cabeça para Emerson, que completou para o gol: 1 a 0.

Apesar da vantagem do Flamengo, o jogo seguiu muito corrido. O Vasco, que buscou o empate, tinha muita dificuldade de articular a bola e não criou lances perigosos para o goleiro Paulo Victor. Os flamenguistas aproveitavam a folga no placar, administravam o placar e esperavam espaços para contra-atacar.

Na segunda etapa, o Flamengo começou melhor, aproveitando os espaços que o rival deixava. Foram três ataques, nenhum deles com grande perigo, nos primeiro quatro minutos. O Vasco respondeu com um chute de Andrezinho para fora, aos cinco.

A partir desse ataque, a pressão passou a ser vascaína. Aos sete Jorge Henrique cruzou rasteiro para Leandrão, que, dentro da pequena área, perdeu uma oportunidade muito clara de gol. O árbitro marcou impedimento no lance. Aos dez, Nenê bateu de fora e a bola passou à esquerda da meta de Paulo Victor. Aos 11, Rodrigo fez bela cobrança de falta e empatou o jogo no Maracanã.

Cinco minutos mais tarde, após cobrança de escanteio, o lateral Jorge cabeceou a bola na própria mão. O árbitro Leandro Vuaden marcou pênalti. Nenê bateu e marcou o gol da virada do Vasco.

Depois disso, o Flamengo tentou pressionar o Vasco, mas a equipe não conseguiu criar bons lances e esbarrou na defesa vascaína. Aos 48, Lucas, dentro da área, chutou e a bola desviou em Ayrton antes de sair pela linha de fundo, quase marcando o terceiro gol vascaíno.

O jogo seguiu até os 52 minutos, por causa da parada para hidratação, e o Vasco conseguiu manter a vantagem até o fim, chegando à excelente marca de 13 pontos conquistados nos últimos 15 disputados e aumentando a esperança de evitar o rebaixamento.

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO 1 x 2 VASCO

FLAMENGO – Paulo Victor; Pará (Ayrton), Samir, César Martins, Jorge; Márcio Araújo, Canteros (Marcelo Cirino), Alan Patrick; Emerson, Paulinho (Éderson) e Guerrero. Técnico: Oswaldo Oliveira.

VASCO – Martín Silva; Madson, Rodrigo, Luan, Julio Cesar; Bruno Gallo, Julio dos Santos (Guiñazu), Andrezinho, Nenê (Lucas); Jorge Henrique (Rafael Vaz) e Leandrão. Técnico: Jorginho.

GOLS – Emerson, aos 11 minutos do primeiro tempo, Rodrigo, aos 11 minutos do segundo tempo, e Nenê, aos 16 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS)

CARTÕES AMARELOS – Paulo Victor, Emerson Sheik, Márcio Araújo, Jorge e Guerrero (Flamengo); Luan, Lucas, Julio dos Santos, Julio Cesar, Madson e Nenê (Vasco).

PÚBLICO – 44.361 presentes (40.240 pagantes)

RENDA – R$ 1.986.400,00

LOCAL – Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).
Estadão Conteúdo

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Erro de Rogério Ceni custa vitória do São Paulo contra o Palmeiras

Goleiro são-paulino saiu jogando errado no último minuto de jogo e viu Robinho encobri-lo.
Falha de Rogério Ceni custou caro ao São Paulo. Foto: Rubens Chiri/São Paulo – Divulgação

São Paulo – O pesadelo de Rogério Ceni se chama Robinho. O ídolo do São Paulo voltou a fraquejar diante do meia do Palmeiras e entregou nos pés do adversário o empate que tirou nos acréscimos a vitória certa da equipe no Morumbi. O 1 a 1 foi mais uma vitória moral do Palmeiras sobre o rival em 2015.

O lance mais importante do jogo pareceu um replay do golaço de Robinho sobre Rogério Ceni, pelo Campeonato Paulista. Eram 47 minutos do segundo tempo quando o goleiro errou uma reposição e deixou a bola nos pés do meia, que encobriu o veterano. Dessa vez, o chute saiu de mais perto.

O resultado mantém o Palmeiras no G4, em quarto lugar, com 45 pontos, enquanto o São Paulo fecha a rodada apenas na sexta posição, com 43, e com sabor de derrota. A equipe não ganhou do rival em 2015.

O confronto por vaga na próxima Libertadores promovia o encontro de dois clubes em ambientes bem diferentes. O Palmeiras vinha em fase ascendente diante de um São Paulo conturbado pelas críticas do Juan Carlos Osorio à diretoria, aliada à possibilidade do técnico deixar o cargo. Sem contar a já conhecida história de divisão política.

Dentro de campo foi o instável e irregular São Paulo quem estava mais organizado. O ruim para torcida foi rever um roteiro cansativo. A equipe cria e encurrala o adversário. Mas nada de gol, assim como foi contra o Corinthians, pelo Brasileirão.

O domínio não fez do estádio um caldeirão e a torcida permaneceu quieta enquanto Michel Bastos sempre chegava livre pela direita, Paulo Henrique Ganso jogava sem marcação, Alexandre Pato se deslocava pelo gramado sem ser acompanhado por marcadores e Carlinhos, substituto de última de Breno, apoiava com frequência.

O Palmeiras estava atordoado e os volantes não marcavam. Na única chegada do time no primeiro tempo, Robinho acertou uma cabeçada no travessão. Ainda assim, foi pouco para responder às várias chances do São Paulo. Gabriel Jesus era o único caminho ao gol adversário.

O empate sem gols no intervalo foi lucro para o Palmeiras. Fernando Prass chegou a se atrapalhar sozinho e colocar a mão na bola fora da área. A lambança foi amenizada por boas defesas na sequência. Sem Luis Fabiano, faltou ao time do Morumbi alguém com mais presença na área.

Os são-paulinos pareciam não estarem famintos por devolverem as derrotas anteriores por 3 a 0 e 4 a 0 para o Palmeiras no Allianz Parque, quando a torcida alviverde fez um barulho imenso. Nem mesmo a diferente entrada em campo do time pareceu mexer com o ambiente. Cada jogador subiu ao gramado conduzindo um cachorro, em ação de marketing pela adoção de animais.

O intervalo da partida coincidiu com um refresco da temperatura, a aparição da sombra e mudanças no jogo. Marcelo Oliveira mexeu no setor que mais dava problemas e a saída do volante Andrei Girotto para a entrada do lateral João Pedro fez o time começar a agredir o São Paulo com frequência.

O jogo ficou mais parelho e quando o Palmeiras assustava mais, foi ele o punido pela ineficiência. Aos 14 minutos, o time entrou com a bola na área e por puro preciosismo, perdeu a chance de finalizar. No contra-ataque fulminante, Thiago Mendes iniciou a jogada e Carlinhos chutou de fora da área coma perna ruim, a direita, para abrir o placar. Foi o primeiro gol dele pelo São Paulo.

A desvantagem fez o Palmeiras se jogar ao ataque para empatar, enquanto o time da casa se fechou. Marcelo Oliveira abriu o time com Kelvin e Alecsandro, mas não conseguiu organizar a criação. A equipe fazia mais pressão numérica no campo de ataque do que assustava, até o erro de Rogério Ceni decidir a partida.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 1 x 1 PALMEIRAS

SÃO PAULO – Rogério Ceni; Bruno, Rodrigo Caio, Lucão e Matheus Reis (Wesley); Thiago Mendes, Carlinhos e Ganso; Michel Bastos (Wilder), Alexandre Pato (Lyanco) e Rogério. Técnico: Juan Carlos Osorio.

PALMEIRAS – Fernando Prass; Lucas (Kelvin), Jackson, Vitor Hugo e Egídio; Thiago Santos, Andrei Girotto (João Pedro) e Robinho; Rafael Marques, Gabriel Jesus e Lucas Barrios (Alecsandro). Técnico: Marcelo Oliveira.

GOLS – Carlinhos, aos 15 minutos, e Robinho, aos 47 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Anderson Daronco (Fifa/RS).

CARTÕES AMARELOS – Robinho, Matheus Reis, Thiago Santos.

RENDA – R$ 760.420.

PÚBLICO – 25.141.

LOCAL – Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP).
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Corinthians vence o Figueirense e abre vantagem de 7 pontos no Brasileirão

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Gols de Elias, Gil e Renato Augusto deram a vitória para o Corinthians se aproximar do título brasileiro.

Elias celebra com Tite gol em vitória corintiana. Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

São Paulo – O Corinthians agora está ainda mais folgado na liderança do Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o time conseguiu um importante triunfo na busca pelo seu sexto título nacional ao superar o Figueirense por 3 a 1, no Orlando Scarpelli, em duelo válido pela 28ª rodada.

Com a vitória e a combinação com outro resultado, o empate do Atlético-MG com o lanterna Joinville, o time comandado por Tite aumentou sua vantagem na ponta da tabela do Brasileirão. Agora são sete pontos e não mais cinco de diferença. Foi a sexta vitória do Corinthians na condição de visitante. Um visitante para lá de indigesto. E isso tem muita a ver com as boas atuações de Jadson.

Jadson pediu para trocar os pares de chuteiras nos primeiros minutos da partida, sentindo que o gramado molhado e escorregadio do Orlando Scarpelli poderia lhe atrapalhar. Estava enganado, apesar de ter mudado de calçado quase no fim do primeiro tempo. Antes disso, contudo, Jadson foi decisivo para colocar o líder do Campeonato Brasileiro na frente do Figueirense. Foi dele, com as “chuteiras ruins”, o passe para que Elias, aos 14 minutos, entrasse feito um foguete na área, pelo lado direito, e acertasse um tirambaço entre a trave e o goleiro Alex Muralha, que falhou ao tentar adivinhar o que o corintiano faria. Ficou entre fechar o canto, que era o certo a fazer, e tentar a defesa na bola cruzada. Todos foram abraçar Elias pelo gol, mas a boa jogada saiu dos pés do 10 do Corinthians, Jadson. Era o primeiro ataque do Corinthians na partida.

Quatro minutos depois do gol de Elias, Vagner Love poderia ter feito o segundo e liquidado a partida naquele instante, aos 18. Jadson viu sua movimentação entre os zagueiros e fez o lançamento. Nem o campo pesado impediu que a bola fosse onde ele queria: longe o suficiente dos zagueiros e nos pés do atacante corintiano. As chuteiras ainda eram as “ruins”. Love fez tudo certo, do pique ao preparo para o arremate. Mas na conclusão, tirou demais de Alex Muralha e mandou a bola para fora.

O Corinthians fez um primeiro tempo tranquilo, sem acelerar o jogo, contrariando sua característica nesta temporada. Jogou com o freio de mão puxado, com Renato Augusto caindo pela esquerda e o zagueiro Yago improvisado na lateral preso à marcação. O Figueirense teve a bola a maior parte do tempo, mas esbarrou na marcação do time paulista, segura e com duas linhas na frente de Cássio impenetrável. Quando tentou pela ponta esquerda, foi mais efetivo. Pelo meio, foi presa fácil para Gil, Felipe e Ralf. O senso de organização do Corinthians é de se tirar o chapéu. E olha que a equipe nem precisou suar a camisa. Nem mesmo a ausência de Fagner, que machucou sozinho a parte posterior da coxa direita após dar passe de calcanhar, aos dois minutos de jogo, foi sentida.

A melhor jogada do Figueirense aconteceu aos 24 minutos, quando Clayton tentou duas vezes e não conseguiu furar o bloqueio de Cássio. Nem mesmo nos escanteios (5 a 0), o time da casa conseguiu alguma coisa na defesa do Corinthians.

Tite levou seus jogadores para o vestiário no intervalo para pedir um pouquinho mais. Queria que o time avançasse e não deixasse o Figueirense tomar conta da bola. Também lembrou o grupo para usar os contra-ataques, outra arma corintiana nessa temporada. O recado foi assimilado e dessa maneira o líder do Brasileiro passou a ser mais perigoso com Love, Malcom e Renato Augusto – os três perderam chances claras de marcar, a 1, 5 e 13 minutos. Estava fácil aumentar a contagem. Mas o segundo gol não saía, até que Jadson, agora de chuteiras boas, mandou bola na área e achou Gil sozinho, aos 21. Ele saiu nas costas da marcação e tocou firme: 2 a 0, confirmando a boa fase que o levou para a seleção.

O Figueirense “morreu”. Já não havia mais o que fazer, mesmo com a boa entrada de Marcelinho. O time da casa não tinha mais forças, era presa fácil, como foi nas tentativas de Renato Augusto. O meia fez o terceiro do Corinthians aos 37. Nem precisava. Leandro Silva ainda diminuiu para 3 a 1, aos 45. Era tarde. O líder era mais líder do que nunca: 60 pontos contra 53 do Atlético-MG, o segundo colocado.

FICHA TÉCNICA

FIGUEIRENSE 1 x 3 CORINTHIANS

FIGUEIRENSE – Alex Muralha; Leandro Silva, Saimon, Thiago Heleno e Marquinhos Pedroso; Fabinho, João Vitor (Suelen), Rafael Bastos (Thiago Santana) e Yago; Clayton e Marcão (Marcelinho). Técnico: Hudson Coutinho

CORINTHIANS – Cássio; Fagner (Edilson), Felipe, Gil e Yago; Ralf Elias, Renato Augusto e Jadson (Danilo); Malcom e Vagner Love (Lucca). Técnico: Tite

GOLS – Elias, aos 14 minutos do primeiro tempo; Gil, aos 21, Renato Augusto, aos 37, e Leandro Silva, aos 45 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Marcelo de Lima Henrique (PE).

CARTÕES AMARELOS – Felipe, Vagner Love e Rafael Bastos, Saimon, Lucca e Leandro Silva.

RENDA E PÚBLICO – Não disponíveis.

LOCAL – Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC).
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Suíça abre inquérito contra Blatter e envolve Platini

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Presidente da Uefa seria beneficiário de desvio de R$ 8,6 milhões dos cofres da Fifa

Blatter e Platini se abraçam em congresso da Fifa no Rio, dois dias antes da Copa do Mundo de 2014 – Nelson Almeida / AFP
A Procuradoria-geral de Justiça da Suíça anunciou ter aberto, na quinta-feira, um procedimento criminal contra Joseph Blatter, atual presidente da Fifa. Blatter é acusado de má gestão e má administração dos recursos financeiros da Fifa. As autoridades suíças envolveram na investigação Michel Platini, mandatário da Uefa, que teria sido o beneficiário de um desvio de 2 milhões de francos suíços (R$ 8,6 milhões) feito por Blatter dos cofres da Fifa.

A procuradoria-geral da Suíça suspeita que Blatter tenha agido contra os interesses da Fifa em um contrato firmado em 12 de setembro de 2005 com a União de Futebol do Caribe. A entidade era presidida à época por Jack Warner, ex-presidente da Concacaf e um dos dirigentes esportivos que teve sua extradição solicitada pelos EUA.

O contrato em questão mostra que Warner pagou U$ 250 mil (R$1,04 milhão, em valores atuais) pelos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Warner pagou ainda U$ 350 mil (R$ 1,46 milhão) pelos direitos da Copa de 2014. Em 2007, Warner, em nome da União de Futebol do Caribe, negociaria os mesmos direitos de transmissão com a TV Sportmax, depois de tê-los repassado à JDI, empresa de sua propriedade. A revenda teria acontecido por um valor entre U$ 18 milhões e U$ 20 milhões.

Além disso, Blatter é suspeito de desviar 2 milhões de francos suíços (R$ 8,6 milhões) da Fifa a Michel Platini, presidente da Uefa, o que foi atribuído a trabalhos desempenhados por Platini entre janeiro de 1999 e junho de 2002. Esse pagamento foi executado em fevereiro de 2011, segundo a procuradoria suíça.

As autoridades interrogaram Blatter nesta sexta, logo após uma reunião do Comitê Executivo da Fifa. Enquanto isso, Platini era convidado a depor como provedor de informação, de acordo com o Código Suíço de Processo Criminal. Também foi conduzido um processo de busca e apreensão na sede da Fifa com o apoio da Polícia Federal Suíça. O escritório do presidente da Fifa também foi vasculhado e dados foram apreendidos.

por O Globo

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Justiça bloqueia R$ 188,8 milhões de Neymar

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Atacante é acusado de sonegar impostos entre 2011 e 2013

BRASÍLIA – A Justiça brasileira bloqueou R$ 188,8 milhões do jogador Neymar, da família e das empresas ligadas a ele. O atacante é acusado de sonegar impostos entre 2011 e 2013, sobretudo nas transações que selaram a transferência do jogador do Santos para o Barcelona.

O bloqueio foi proposto por uma medida cautelar da auditoria-fiscal da Receita Federal e encaminhada à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que entrou com o pedido na Justiça. Inicialmente, Neymar é acusado de sonegar o equivalente a R$ 63,6 milhões. O valor alcança os R$ 188,8 milhões por conta de uma multa de 150%.

— O valor ficou bastante elevado porque a multa aplicada foi de 150%. Isso acontece nos casos em que a fiscalização identifica simulação e fraude – afirmou um técnico da Receita Federal.

Segundo a medida cautelar, o jogador declarou apenas 8,05% do patrimônio do grupo Neymar, o equivalente a R$ 19,6 milhões. Além disso, na declaração referente a bens e direitos do jogador em 31 de dezembro de 2013, “não há um único bem móvel ou imóvel declarado”. “A maioria dos bens e direitos declarados refere-se a aplicações financeiras e saldos em contas bancárias”, diz a medida.

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região negou o pedido em primeira instância, mas o desembargador Carlos Muta optou por acatar os argumentos do Fisco e bloquear o montante para que haja garantia do pagamento dos impostos sonegados. A Receita Federal determina que pode haver bloqueio de bens quando a dívida ultrapassa 30% do patrimônio conhecido do contribuinte. Os bens ficam bloqueados até que todo o processo, que atualmente corre no âmbito administrativo, seja finalizado.

Apesar de garantir que processos de grande monta como esse não são costumeiros na rotina da Receita Federal, o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita (Unafisco), Kleber Cabral, afirmou que os auditores – em greve há uma mês por reajuste salarial – vão intensificar esse tipo de investigação. A despeito da operação padrão nesse grandes auditorias, os servidores paralisaram diversas atividades e têm gerado problemas para a arrecadação federal.
por Bárbara Nascimento
Neymar em foto de arquivo – JEFFERSON BERNARDES / AFP

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Barrios perde pênalti, mas Palmeiras arranca empate com Inter no Beira-Rio

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Barrios perde pênalti, mas Palmeiras arranca empate com Inter no Beira-Rio

Palmeiras pode empatar por 0 a 0 ou conquistar uma vitória simples para se classificar à semifinal da Copa do Brasil.

Valdivia fez partida discreta no jogo de ida da Copa do Brasil. Foto: Divulgação/Internacional

São Paulo – O Palmeiras conseguiu atingir o grande objetivo que havia traçado para o jogo contra o Internacional: fazer um gol no Beira-Rio. Com o empate por 1 a 1, a equipe paulista ficou em uma situação confortável para o jogo da próxima semana, no Allianz Parque. Pode empatar por 0 a 0 ou conquistar uma vitória simples para se classificar à semifinal da Copa do Brasil. A situação poderia ser ainda melhor se Lucas Barrios não tivesse desperdiçado um pênalti.

Sem o meia D’Alessandro, o Inter teve poucas opções para colocar a bola no chão e fazer um jogo arquitetado. Alex, o pensador isolado no meio de três volantes, sofreu para cavoucar o melhor espaço. Mesmo assim, foi o responsável pelo gol dos anfitriões, em belo chute de fora da área.

Com dificuldades, o time da casa preferiu a bola aérea e engatou uma sequência de cinco cruzamentos logo no começo. Não foram chances efetivas, a defesa do Palmeiras levou vantagem em todas, mas foram amostras do que viria pela frente. Fato curioso é que não havia um atacante de área para cabecear (Lisandro Lopez e Rafael Moura estavam machucados).

Mesmo com mais jogadores criativos à disposição, o Palmeiras mostrou a mesma falha: a falta de criatividade. Em vários momentos, os lançamentos saíram direto dos zagueiros para os atacantes. Muito chutão.

Bastou um pouco de paciência e capricho para trocar quatro ou cinco passes para o Palmeiras mostrar a força do seu ataque, o melhor do Campeonato Brasileiro e também da Copa do Brasil.

Foram dois lances seguidos, ambos desperdiçados pelo paraguaio Barrios, que havia marcado quatro gols nos últimos dois jogos. Aos 26, na cara do gol, ele chutou fraco e deu chance para Alisson salvar. Dois minutos depois, o zagueiro Ernando derrubou Dudu na área depois de uma roubada de bola do Palmeiras. Pênalti bem marcado pelo árbitro Sandro Meira Ricci. De novo, o goleiro levou a melhor sobre o atacante. Ele adivinhou o canto e fez bela defesa.

As chances de ouro do rival tiveram o efeito de um choque e tiraram o Inter da sonolência e da ineficiência dos cruzamentos da intermediária. O volante Nilton fez grande jogada, mostrando talento de meia, driblou Vitor Hugo, mas finalizou mal.

VANTAGEM

Antes da partida, o técnico Argel Fucks disse que a atitude dos jogadores era tão importante quanto o esquema tático ou a estratégia do jogo. O meia Alex não sentiu o peso da responsabilidade de ser um dos poucos criativos da equipe e decidiu fazer sua parte. Aos 8 minutos, acertou um belo chute, de longe, e colocou o time da casa à frente no placar.

Foi a senha para o Inter armar a arapuca que gosta de preparar na maioria dos jogos: o contra-ataque. Cadenciou o jogo e atraiu o rival. Novamente com a bola de pé em pé, o Palmeiras passou a segurar o leme da partida. Aos 11, Gabriel Jesus dominou e chutou cruzado, sem deixar a bola cair. Alisson foi novamente mais eficiente e desviou o tantinho para a bola morrer no travessão.

O técnico Marcelo Oliveira foi ousado nas alterações, principalmente ao trocar Arouca por Rafael Marques. Nos primeiros lances, o meia deu novo dinamismo ao ataque e, aos 28, mostrou sua especialidade: o cabeceio. Após boa jogada de Lucas, em um dos poucos avanços no jogo, cruzou bem e Rafael fez seu 15º na temporada. É o artilheiro do time. Dono do jogo a partir daí, o Palmeiras ainda reclamou muito de pênalti de Alisson em Gabriel Jesus.

O jogo da volta está marcado para a próxima quarta-feira, no Allianz Parque. Antes, porém, o time fará o clássico com o São Paulo, domingo, no Morumbi, em rodada do Brasileirão.

FICHA TÉCNICA:

INTERNACIONAL 1 x 1 PALMEIRAS

INTERNACIONAL – Alisson; William, Paulão, Réver e Ernando (Artur); Rodrigo Dourado (Silva), Nilton, Wellington (Bruno Baio) e Alex; Valdívia e Vitinho. Técnico: Argel Fucks

PALMEIRAS – Fernando Prass; Lucas, Jackson, Vitor Hugo e Egídio; Amaral, Arouca (Rafael Marques), Dudu, Robinho e Gabriel Jesus (Allione); Lucas Barrios (Cristaldo). Técnico: Marcelo Oliveira.

GOLS – Alex, aos 8, e Rafael Marques, aos 28 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Wellington, Vitinho, Silva (Internacional).

ÁRBITRO – Sandro Meira Ricci (SC).

RENDA – R$ 763.776,00.

PÚBLICO – 30.740 pagantes.

LOCAL – Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS).
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981171217 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro)  (093) 35281839  E-mail:folhadoprogresso@folhadoprogresso.com.br

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Alexandre Pato brilha e São Paulo vence Vasco por 3 a 0 na Copa do Brasil

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Time do treinador Juan Carlos Osorio se aproxima da classificação para as semifinais, enquanto Vasco volta a perder após série de vitórias.

Pato fez os dois primeiros gols do São Paulo na vitória contra o Vasco. Foto: Rubens Chiri/São Paulo – Divulgação

São Paulo – Agora não restam dúvidas de que a Copa do Brasil vai virar a prioridade no São Paulo. Ao bater o Vasco por 3 a 0, no Morumbi, na noite desta quarta-feira, o time construiu uma ótima vantagem para a partida de volta, encaminhou a classificação à semifinal e amenizou as críticas da torcida após resultados fracos dentro de casa.

A disputa pelo título inédito em sua história ganhou forças graças à superioridade técnica do time. O frágil Vasco não aproveitou as chances que teve quando o São Paulo diminuiu o ritmo e vai precisar fazer quatro gols em São Januário, na semana que vem, para reverter.

Pela expectativa que o São Paulo criou, o placar e a atuação ficaram um pouco abaixo. Ficou a impressão de que a goleada poderia ter vindo caso o time não tivesse no segundo tempo optado por se poupar e deixar o Vasco dar trabalho.

Mais gols poderiam ter saído porque Osorio tinha a força máxima à disposição, deu descanso às principais peças e viu em campo um começo avassalador. Pelo menos as vaias da torcida por tropeços recentes devem demorar a voltar depois da equipe apresentar em casa no menos no primeiro tempo a atuação mais convincente deste segundo semestre.

O time começou na pressão, só que seria preciso martelar um bocado até a muralha vascaína ceder. Foi a defesa adversária começar a ruir para o time do Morumbi construir a vantagem com facilidade.

O Vasco abdicou de atacar e não tinha saída de bola, dois pecados mortais para quem joga fora de casa em mata-mata. A postura atraiu o adversário para ficar à espreita perto do seu gol e por 26 minutos a equipe suportou os cruzamentos vindos da meia direita do São Paulo, até a equipe mandante resolver mudar de estratégia e abrir o placar.

Pato fez jogada individual, conduziu até o meio e chutou forte. A bola entrou no ângulo em um belo lance, que valeu ao São Paulo o 3000º gol na história do Morumbi.

A desvantagem deixou o Vasco ainda mais perdido em campo. O São Paulo manteve o ritmo, chegava ao ataque com fluidez e Ganso deu belo passe para Luis Fabiano. Após dividida com Martín Silva, a bola sobrou para Pato e ele fez 2 a 0 ainda no primeiro tempo.

Até o intervalo a torcida por pouco não comemorou o terceiro gol com Michel Bastos, e ainda se divertiu com uma furada bisonha do volante Serginho, que errou sozinho uma tentativa de virada de jogo.

Em circunstâncias como essas, um intervalo poderia esfriar o ânimo do São Paulo e de fato isso ocorreu. O time até perdeu uma chance clara com Luis Fabiano no começo do segundo tempo, mas tamanha era a fragilidade do Vasco que houve um relaxamento.

Ao parar de agredir e se acomodar, a equipe deu espaços e deixou o adversário começar a rondar a área e começar a acreditar que poderia diminuir. As substituições dos técnicos tiveram impactos distintos. O Vasco pode melhorar a armação e chegar mais ao ataque, enquanto o São Paulo ficou mais conservador e burocrático.

Só que a qualidade técnica voltou a pesar e mesmo em um segundo modorrento, o time da casa voltou a marcar. Wilder cruzou para Luis Fabiano marcar de cabeça, aos 30 minutos.

SUSTO

Pouco depois o atacante saiu de campo direto para o hospital. Segundo o médico do São Paulo, José Sanches, o jogador caiu de peito no gramado e como sentiu um desconforto e fora de ar, precisava ser avaliado em um hospital.

FICHA TÉCNICA:

SÃO PAULO 3 x 0 VASCO

SÃO PAULO – Rogério Ceni; Bruno (Wesley), Rodrigo Caio, Lucão e Carlinhos (Reinaldo); Breno, Thiago Mendes, Paulo Henrique Ganso e Michel Bastos; Alexandre Pato (Wilder) e Luis Fabiano. Técnico: Juan Carlos Osorio.

VASCO – Martín Silva; Madson, Rodrigo, Luan e Julio Cesar; Serginho, Bruno Gallo (Thalles), Rafael Vaz (Julio dos Santos), Andrezinho e Nenê; Herrera (Riascos). Técnico: Jorginho.

GOLS – Alexandre Pato, aos 26 e aos 36 minutos do primeiro tempo; Luis Fabiano, aos 30 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Martín Silva e Rodrigo (Vasco).

ÁRBITRO – Wilton Pereira Sampaio (Fifa/GO).

RENDA – R$ 733.059,00.

PÚBLICO – 23.326 pagantes.

LOCAL – Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP).
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Em jogo fraco, Grêmio e Fluminense empatam sem gols pela Copa do Brasil

Jogando no Maracanã, as equipes empataram sem gols numa partida sonolenta, que não dá vantagem para nenhum dos dois rivais.

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Fred não conseguiu encerrar a fase ruim do Fluminense e time ficou no empate contra o Grêmio. Foto: Divulgação/Fluminense

Rio de Janeiro – Fluminense e Grêmio fizeram o duelo mais fraco das quartas de final da Copa do Brasil, na noite desta quarta-feira. Jogando no Maracanã, as equipes empataram sem gols numa partida sonolenta, que não dá vantagem para nenhum dos dois rivais na briga por uma vaga na semifinal da competição.

Vivendo momento difícil no Brasileirão, o Fluminense só pode comemorar o fato de não ter levado gol em seu jogo como mandante. Já o Grêmio, melhor em campo, lamenta a chance de abrir boa vantagem para decidir a vaga em casa, na próxima quarta-feira, na Arena Grêmio.

Antes disso, os dois times voltam a campo no sábado para jogar pelo Brasileirão. O Grêmio vai receber o Avaí, em Porto Alegre, enquanto o Fluminense vai enfrentar o Goiás, novamente no Maracanã.

O JOGO

Entre um Fluminense em má fase e um Grêmio sólido e alvo de frequentes elogios, houve pouco futebol e raros lances de destaque no primeiro tempo da partida disputada no Maracanã.

Mesmo jogando fora de casa, o time gaúcho assumiu a iniciativa nos primeiros minutos. Envolveu o Fluminense, perdido em campo, e se aproximava da área com certa facilidade. Mas falhava no último passe e praticamente não dava trabalho para Diego Cavalieri.

Acuado pelo Grêmio no início, o Fluminense mal conseguia sair para jogar. Penava no meio-campo, com erros de passe constantes, e só buscou o ataque nos minutos finais da etapa. A exceção foi o cruzamento na área que resultou em belo voleio de Gerson, aos 14 minutos. Marcelo Grohe defendeu com tranquilidade no meio do gol.

Mesmo dominante, o Grêmio não levava maior perigo. Em um lance mais agudo, Douglas tabelou com Giuliano e bateu rasteiro de fora da área. A bola passou rente à trave esquerda de Cavalieri, aos 37. Seis minutos depois, os visitantes tiveram a melhor oportunidade da etapa. Giuliano fez jogada pela esquerda e cruzou na área para Luan. Ele bateu colocado e a bola desviou em Bobô no meio do caminho, quase surpreendendo Cavalieri.

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O segundo tempo teve ainda menos emoção. Dono do melhor futebol em campo, o Grêmio seguia tímido em campo. Luan era a única esperança de bons lances, mas parava com frequência na marcação. E jogava sozinho porque Bobô não o acompanhava. Ciente desta dificuldade, Roger Machado colocou Fernandinho no lugar de Bobô. Mas as chances de gol continuavam escassas.

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Pelo lado do Fluminense, Fred só causava preocupação ao próprio time do Fluminense. Apagado em campo, passou a partida se estranhando com Erazo. Só não foi expulso porque o árbitro ignorou o constante empurra-empurra dentro da área. Em um deles, o atacante do Fluminense causou um belo rasgo na camisa do zagueiro rival.

Eduardo Baptista, por sua vez, lançou mão de Ronaldinho Gaúcho e Osvaldo, sem sucesso. O maior reforço da equipe para a temporada mal tocou na bola nos 20 minutos em que esteve em campo. E as pasmaceira no jogo do Fluminense mal preocupava a defesa gaúcha.

Nos instantes finais, a torcida do Grêmio ainda teve a chance de gritar alto. Aos 43 minutos, Giuliano bateu de fora da área e, Marcelo Oliveira, completamente impedido, escorou para as redes. O árbitro anulou o lance, acabando com qualquer chance de comemoração no Maracanã nesta noite.

FICHA TÉCNICA:

FLUMINENSE 0 x 0 GRÊMIO

FLUMINENSE – Diego Cavalieri; Wellington Silva (Edson), Gum, Marlon, Léo; Pierre, Cícero, Marcos Júnior (Ronaldinho), Gerson, Gustavo Scarpa (Osvaldo); Fred. técnico: Eduardo Baptista.

GRÊMIO – Marcelo Grohe; Galhardo, Rafael Thyere, Erazo, Marcelo Oliveira; Walace, Maicon (Edinho), Giuliano, Douglas (Yuri Mamute); Bobô (Fernandinho) e Luan. Técnico: Roger Machado.

CARTÕES AMARELOS – Walace, Fred, Erazo, Pierre.

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ÁRBITRO – Luiz Flávio de Oliveira (SP).

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RENDA – R$ 342.440,00.

PÚBLICO – 8.820 pagantes (9.637 no total).

LOCAL – Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

Estadão Conteúdo

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Ofensivo, Santos derrota o Figueirense e abre boa vantagem na Copa do Brasil

A equipe volta para a Baixada Santista com uma vitória por 1 a 0 que dá ao time a vantagem de poder empatar na próxima semana, no estádio do Pacaembu.

São Paulo – O Santos cumpriu a promessa de atacar o Figueirense, nesta quarta-feira, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, e foi recompensado pela postura ofensiva fora de casa. A equipe volta para a Baixada Santista com uma vitória por 1 a 0 que dá ao time a vantagem de poder empatar na próxima semana, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, para avançar à semifinal da Copa do Brasil.

Favorito, o Santos foi superior desde o início da partida e soube se impor. Com boa presença no campo de ataque, a equipe rondava a área do Figueirense, à espera de alguma brecha do adversário. Lucas Lima comandava o meio de campo, mas tinha dificuldade para encaixar um bom passe para os atacantes. Quando conseguiu fazer a assistência, aos 19 minutos, Gabriel estava impedido ao completar a cobrança de falta pela direita.

O lance gerou muita polêmica porque o árbitro gaúcho Anderson Daronco chegou a validar o gol, mas voltou atrás depois de quase dois minutos, quando foi avisado pelo auxiliar Alessandro Rocha Matos que o santista estava em posição irregular. Para aumentar a confusão, o auxiliar chegou a correr em direção ao meio do campo para validar e acabou desistindo.

A anulação do gol deixou os jogadores do Santos revoltados. Preocupados em reclamar com a arbitragem a cada lance, permitiram que o Figueirense ganhasse campo de jogo e acertasse a marcação. O jogou ficou mais equilibrado e o time santista perdeu o domínio inicial.

Mesmo assim, a equipe ainda fez o gol. O problema é que Gabriel estava impedido de novo. Aos 41 minutos, o atacante recebeu a bola dentro da área e tocou na saída do goleiro, mas o árbitro anulou o lance.

No segundo tempo, o Figueirense até teve uma chance de marcar aos 11 minutos, quando Leandro Silva fez o cruzamento e a bola passou livre na pequena área sem que ninguém completasse para o gol. Mas o Santos continuou superior.

Com boas trocas de passes no ataque, a equipe pressionava o Figueirense e não dava muito espaço para o adversário. E foi em uma jogada de velocidade que a equipe chegou ao gol foi o Santos. Aos 31 minutos, Gabriel avançou pela esquerda e sofreu pênalti após ser derrubado na área por Leandro Silva. O próprio atacante fez a cobrança e selou a vitória santista.

Com a vantagem no placar, o Santos preferiu não se expor muito e passou a levar o jogo em banho-maria. Aos 39 minutos, o time ainda teve a oportunidade de ampliar, mas Ricardo Oliveira exagerou na força ao arriscar chute de fora da área e acabou mandando a bola por cima do travessão do goleiro Alex Muralha.

FICHA TÉCNICA

FIGUEIRENSE 0 x 1 SANTOS

FIGUEIRENSE – Alex Muralha; Leandro Silva, Bruno Alves, Thiago Heleno e Marquinhos Pedroso; Dener (Jefferson)(Rafael Bastos), Fabinho, João Vitor e Yago; Clayton e Marcão (Thiago Santana). Técnico: Hudson Coutinho.

SANTOS – Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima (Serginho); Gabriel (Marquinhos), Ricardo Oliveira (Nilson) e Marquinhos Gabriel. Técnico: Dorival Júnior.

GOL – Gabriel (pênalti), aos 31 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Leandro Silva (Figueirense); Gabriel e Victor Ferraz (Santos).

ÁRBITRO – Anderson Daronco (Fifa/RS).

RENDA – R$ 172.590,00.

PÚBLICO – 9.212 pagantes.

LOCAL – Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC).

Estadão Conteúdo

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Em jogo fraco, Grêmio e Fluminense empatam sem gols pela Copa do Brasil

Jogando no Maracanã, as equipes empataram sem gols numa partida sonolenta, que não dá vantagem para nenhum dos dois rivais.

Fred não conseguiu encerrar a fase ruim do Fluminense e time ficou no empate contra o Grêmio. Foto: Divulgação/Fluminense

Rio de Janeiro – Fluminense e Grêmio fizeram o duelo mais fraco das quartas de final da Copa do Brasil, na noite desta quarta-feira. Jogando no Maracanã, as equipes empataram sem gols numa partida sonolenta, que não dá vantagem para nenhum dos dois rivais na briga por uma vaga na semifinal da competição.

Vivendo momento difícil no Brasileirão, o Fluminense só pode comemorar o fato de não ter levado gol em seu jogo como mandante. Já o Grêmio, melhor em campo, lamenta a chance de abrir boa vantagem para decidir a vaga em casa, na próxima quarta-feira, na Arena Grêmio.

Antes disso, os dois times voltam a campo no sábado para jogar pelo Brasileirão. O Grêmio vai receber o Avaí, em Porto Alegre, enquanto o Fluminense vai enfrentar o Goiás, novamente no Maracanã.

O JOGO

Entre um Fluminense em má fase e um Grêmio sólido e alvo de frequentes elogios, houve pouco futebol e raros lances de destaque no primeiro tempo da partida disputada no Maracanã.

Mesmo jogando fora de casa, o time gaúcho assumiu a iniciativa nos primeiros minutos. Envolveu o Fluminense, perdido em campo, e se aproximava da área com certa facilidade. Mas falhava no último passe e praticamente não dava trabalho para Diego Cavalieri.

Acuado pelo Grêmio no início, o Fluminense mal conseguia sair para jogar. Penava no meio-campo, com erros de passe constantes, e só buscou o ataque nos minutos finais da etapa. A exceção foi o cruzamento na área que resultou em belo voleio de Gerson, aos 14 minutos. Marcelo Grohe defendeu com tranquilidade no meio do gol.

Mesmo dominante, o Grêmio não levava maior perigo. Em um lance mais agudo, Douglas tabelou com Giuliano e bateu rasteiro de fora da área. A bola passou rente à trave esquerda de Cavalieri, aos 37. Seis minutos depois, os visitantes tiveram a melhor oportunidade da etapa. Giuliano fez jogada pela esquerda e cruzou na área para Luan. Ele bateu colocado e a bola desviou em Bobô no meio do caminho, quase surpreendendo Cavalieri.

O segundo tempo teve ainda menos emoção. Dono do melhor futebol em campo, o Grêmio seguia tímido em campo. Luan era a única esperança de bons lances, mas parava com frequência na marcação. E jogava sozinho porque Bobô não o acompanhava. Ciente desta dificuldade, Roger Machado colocou Fernandinho no lugar de Bobô. Mas as chances de gol continuavam escassas.

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RENDA – R$ 342.440,00.

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LOCAL – Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

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Ofensivo, Santos derrota o Figueirense e abre boa vantagem na Copa do Brasil

A equipe volta para a Baixada Santista com uma vitória por 1 a 0 que dá ao time a vantagem de poder empatar na próxima semana, no estádio do Pacaembu.

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FICHA TÉCNICA

FIGUEIRENSE 0 x 1 SANTOS

FIGUEIRENSE – Alex Muralha; Leandro Silva, Bruno Alves, Thiago Heleno e Marquinhos Pedroso; Dener (Jefferson)(Rafael Bastos), Fabinho, João Vitor e Yago; Clayton e Marcão (Thiago Santana). Técnico: Hudson Coutinho.

SANTOS – Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima (Serginho); Gabriel (Marquinhos), Ricardo Oliveira (Nilson) e Marquinhos Gabriel. Técnico: Dorival Júnior.

GOL – Gabriel (pênalti), aos 31 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Leandro Silva (Figueirense); Gabriel e Victor Ferraz (Santos).

ÁRBITRO – Anderson Daronco (Fifa/RS).

RENDA – R$ 172.590,00.

PÚBLICO – 9.212 pagantes.

LOCAL – Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC).

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