Brasil só empata com Equador na estreia na Copa América

Um time que nunca termina de se formar, que vive mudanças sucessivas, dificilmente escapará de oscilações. E, naturalmente, apresentará virtudes, por vezes progressos, e defeitos também. O pior deles, na madrugada de hoje, no 0 a 0 com o Equador, foi a falta de contundência, as escassas finalizações. Em compensação, o time trocou mais passes e foi capaz de controlar o jogo diante de um rival que vai muito bem nas eliminatórias. Não é o bastante, mas já é alguma coisa. Mas a dificuldade de agredir o gol rival quase cobra um preço alto. Não fosse um erro da arbitragem, que viu saída de bola inexistente, o Equador teria feito seu gol, em frango de Alisson.

Um lance, aos 26 minutos, foi a síntese do que a seleção brasileira fez de certo no primeiro tempo. E, também, do que faltou fazer numa atuação com vários aspectos que, até ali, eram satisfatórios. Na jogada em questão, diante de um time fechado, o Brasil se valeu do passe, este instrumento que, ultimamente, uma escola que passou a preferir correr com a bola andou negligenciando. O jogo passou pelo lado direito, foi ao esquerdo e voltou à defesa, até que os espaços foram criados. Philippe Coutinho resolveu a jogada para Elias hesitar e perder ótima chance.

TABELA: Veja jogos e classificação da Copa América

O pecado foi que o meia corintiano não chutou. Justamente o que faltou à seleção. Se evoluiu no trabalho com a bola, ao ter uma equipe com características mais leves, era preciso mais contundência, mais presença de área. Talvez por ter poucas atuações na seleção atual, com sua formação modificada, Jonas demorava a achar seu lugar .

Diante de um Equador que arriscou marcar a saída de bola, o Brasil, com Casemiro na vaga de Luiz Gustavo, conseguiu sair da armadilha rival. E com bons toques. Foi assim que Willian serviu Coutinho logo aos cinco minutos, obrigando Dreer a ótima defesa. A melhor chance equatoriana veio em rebote de um corte de Gil. O saldo do primeiro tempo só não era melhor porque faltara não só o gol, mas transmitir mais vezes a sensação de que o gol estava próximo. Faltava o acerto da jogada decisiva nos metros finais do campo, faltava presença de área. E para um time que era cobrado para ser mis ofensivo, por vezes o risco foi a exposição excessiva ao contragolpe. O segundo tempo mostraria isso mais claramente.

No segundo tempo, veio a oscilação. O Brasil continuou trocando passes, mas quase nunca estes eram verticais, progredindo em direção ao gol rival. Era um jogo burocrático e com ainda menos contundência. Ainda que o jogo estivesse controlado, havia o risco permanente. Tanto que, a bem da verdade, o Brasil sofreu o gol. A arbitragem é que não validou. Eram 20 minutos quando Miler Bolaños foi à linha de fundo e chutou para o meio. Alisson jogou a bola para dentro do gol, no que seria seu primeiro grande frango em sua ainda recente história na seleção. A rigor, foi o primeiro frango. Sorte do goleiro que o bandeira viu saída de bola, que não aconteceu.

Dunga tentou lançar Gabriel no lugar de Jonas, depois Lucas na vaga de Willian. E foi de Lucas a melhor chance da etapa final, em belo passe de Renato Augusto. Mas foi a única oportunidade.

No outro jogo do grupo do Brasil, o Peru venceu o Haiti por 1 a 0. O gol foi marcado por Guerrero.

BRASIL 0 X 0 EQUADOR

Brasil: Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Gil e Filipe Luís; Casemiro, Elias (Lucas Lima), Renato Augusto, Willian (Lucas) e Philippe Coutinho; Jonas (Gabriel).

Equador: Dreer, Paredes, Achillier, Mina e Ayoví; Gruezo, Noboa, Antonio Valencia e Montero (Martinez); Miller Bolaños (Gaibor) e Enner Valencia (Jaime Ayoví).

Juiz: Julio Bascuñán (Chile).

Cartões amarelos: Casemiro, Elias, Gil, Paredes, Enner Valencia e Jaime Ayoví.

Público: 53.158 presentes.

Local: Estádio Rose Bowl (Pasadena, EUA).

Próxima Brasil só empata com Equador na estreia na Copa América

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Por O Globo

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Palmeiras fura melhor defesa, faz 4 a 3 e derruba Grêmio do topo

O Palmeiras acabou com o status de defesa impenetrável do Grêmio. Nesta quinta-feira (2), o alviverde venceu por 4 a 3 no Pacaembu em jogo intenso e com polêmicas da arbitragem. O placar derruba o time gaúcho do topo da tabela e favorece o Internacional, que se isola na liderança do Brasileirão

Com a derrota, o Grêmio para nos 10 pontos, fica em segundo e assiste o rival Inter se isolar com 13 pontos. O Palmeiras, por sua vez, pulou para os nove e chegou ao quinto lugar.

Antes do duelo válido pela quinta rodada do Brasileirão, o Grêmio não tinha sofrido um gol sequer. Em São Paulo, vazou com menos de dois minutos e errou durante toda a noite. Ao Palmeiras coube ser efetivo e intenso para buscar o escore após ter cedido a virada, no começo do segundo tempo.

Os gols foram marcados por Gabriel Jesus, Róger Guedes, Victor Hugo e Thiago Santos no lado verde. Bressan, Giuliano e Edilson descontaram.

Os dois primeiros lances que terminaram na rede geraram polêmica. O Grêmio reclamou de falta na origem da jogada finalizada por Gabriel Jesus. E o Palmeiras se irritou com o impedimento de Bressan após bola na trave de Geromel, no empate.

Na próxima rodada, o Palmeiras visita o Flamengo e o Grêmio receb a Ponte Preta. Os dois jogos serão no domingo (5), às 16h (Brasília).
Quem decidiu: Gabriel Jesus

Camisa 33 abriu o placar com um minuto, em ótima leitura diante do primeiro erro da defesa do Grêmio no jogo. Na etapa final, como referência, chamou marcação, abriu espaços e também criou problemas a primeira linha do time visitante.
Quem decepcionou: Bressan

Zagueiro errou no poscionamento em dois dos quatro gols sofridos pelo Grêmio. Substituto de Fred e titular enquanto Wallace, ex-Flamengo, não tem condições de jogar, ele foi o maior vilão de uma noite infeliz de toda a defesa.
Pedro Geromel também não se salva

Alicerce da defesa do Grêmio há tempos, o camisa três errou no lance onde Róger Guedes marcou. Com a chance de afastar, o zagueiro titubeou e viu o atacante se antecipar para concluir e encobrir o goleiro. No primeiro tempo, ele já havia vacilado em disputas pelo ar e na antecipação.
Bola aérea ajuda Palmeiras a acabar com o jogo

Com intensidade, marcação forte ao portador da bola e gol cedo o Palmeiras tinha tudo para vencer. Mas sucumbiu a um jogo inteligente do Grêmio. Luan flutuando entre as linhas ajudou o time gaúcho a virar no começo do segundo tempo. Só que a bola parada salvou a equipe paulista. Roger Guedes fez após cobrança lateral e os dois zagueiros da noite converteram após escanteio e falta.
Grêmio mostra novidade na frente e resgata problema

Em desvantagem, o Grêmio acelerou o jogo para escapar da marcação apertada. Conseguiu ter volume e profundidade, empatou em bola parada e virou com uma novidade: Edilson apoiando. Egresso do Corinthians, o camisa 33 fez bonita jogada com direito a meia lua e cruzamento para Giuliano. O repertório ofensivo não foi maior que a velha dor de cabeça com a defesa. Desatento, o time gaúcho pagou preço alto.
Cuca improvisa na zaga e usa meio-campo inédito

O Palmeiras teve novidades na defesa e no meio-campo. Na zaga, Thiago Martins foi barrado após falhar contra o São Paulo e viu o volante Thiago Santos ser improvisado no seu lugar. Mais adiante, Moisés foi a outra surpresa. Pela primeira vez no ano ele começou como titular e devolveu Dudu ao lado direito. No segundo tempo, Alecsandro saiu e Róger Guedes entrou. A mexida empurrou Gabriel Jesus para a referência.
Roger mantém Luan solto e arrisca mais

Bobô estava em São Paulo, mas o Grêmio jogou com a mesma formação da última rodada. Luan à frente, com liberdade. Com ele, o time manteve troca constante entre os jogadores ofensivos. Dentro disso, o time gaúcho seguiu na lista de arriscar  mais. Até por ter começado em desvantagem, aumentou o ritmo para escapar da marcação e gerar superioridade no último terço da área.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 4 X 3 GRÊMIO

Data: 02/06/2016 (quinta-feira)
Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Público: 19.196 pagantes
Renda: R$ 525.845,00
Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)
Auxiliares: Rodrigo Henrique Correa (RJ/Fifa) e Ivan Carlos Bohn (PR)
Cartões amarelos: Dudu, Vitor Hugo, Matheus Sales e Fernando Prass (Palmeiras); Maicon, Marcelo Hermes, Bruno Grassi e Geromel (Grêmio)

Gols: Gabriel Jesus, a um minuto, e Giuliano, aos 49 minutos do primeiro tempo; Giuliano, aos nove, Róger Guedes, aos 11, Vitor Hugo, aos 27, Thiago Santos, aos 38, e Edilson, aos 45 minutos do segundo tempo.

PALMEIRAS: Fernando Prass; Jean, Thiago Santos, Victor Hugo e Zé Roberto; Tchê Tchê, Matheus Sales e Moisés; Gabriel Jesus, Dudu e Alecsandro (Roger Guedes). Técnico: Cuca

GRÊMIO: Bruno Grassi; Edilson, Geromel, Bressan e Marcelo Hermes; Walace, Maicon, Everton, Douglas e Giuliano; Luan. Técnico: Roger Machado
Por UOL
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Corinthians faz gol “chorado” no fim e vence clássico contra o Santos

O Corinthians martelou, falhou nas finalizações e pressionou praticamente os 90 minutos para conseguir um gol na noite desta quarta-feira, no estádio de Itaquera, assegurando a vitória sobre o Santos no primeiro clássico da equipe neste Campeonato Brasileiro. O gol “chorado” do time saiu aos 37 minutos da etapa final, com o meia Giovanni Augusto, melhor em campo pelo lado dos paulistanos.

O embate, que praticamente foi de ataque do Timão contra defesa do Peixe, leva o time do Parque São Jorge aos 10 pontos conquistados na tabela do Nacional. O clube da Vila Belmiro, por sua vez, jogou para segurar o ímpeto do rival e teve sucesso por muito tempo. Desfalcado de suas principais estrelas, porém, não foi capaz de segurar ao menos um ponto na capital paulista, permanecendo com quatro na competição.

Na próxima rodada, os comandados do técnico Tite continuam contando com a força da sua casa, dessa vez para superar o Coritiba, no sábado, às 20h30 (de Brasília). O Peixe, por sua vez, também atuará em São Paulo, mas como mandante. A equipe vai utilizar o estádio do Pacaembu para receber o duelo contra o Botafogo, no domingo, às 11h, também de Brasília.

Domínio corintiano, sem efetividade

O primeiro tempo foi dominado completamente pelo Corinthians, que só viu o seu gol ser ameaçado justamente no primeiro lance da partida. Logo aos quatro minutos, Renato pegou sobra de bola dentro da área, após escanteio batido por Elano, e chutou prensado por Giovanni Augusto. A bola, que bateu no braço do meia, iria para fora, mas Walter se esticou e colocou novamente para escanteio. Os santistas chegaram a reclamar de pênalti, mas Vuaden nem deu ouvidos.

O ataque fortuito dos visitantes acabou ofuscado pela boa performance corintiana na sequência. No ataque seguinte, Cristian recebeu a bola na intermediária ofensiva, ajeitou para o pé direito e chutou forte. A bola foi no meio do gol, mas Vanderlei soltou na primeira oportunidade e teve de correr para fazer a defesa antes da chegada de Luciano.

Depois, aos 12 minutos, Uendel bateu falta da intermediária na segunda trave. Luciano correu por fora da marcação de Thiago Maia e cabeceou no canto, mas Vanderlei fez grande defesa, pulando para o lado esquerdo, e mandou pela linha de fundo. O lateral esquerdo, por sinal, foi responsável pelas melhores jogadas ofensivas da equipe, sempre chegando com liberdade devido à marcação pouco eficiente de Vitor Bueno. Até o intervalo, foram mais três chances de bola na rede, todas desperdiçadas pelos donos da casa.

Aos 25, Uendel cruzou bola na segunda trave e Giovanni Augusto, livre, na pequena área, tentou tocar para o meio da área, mas mandou para fora. Dois minutos depois, Giovanni recebeu bola na latera da área, girou sobre a marcação de Renato, pedalou para cima de Zeca e conseguiu fazer bom cruzamento para o meio da área. Luciano, um pouco desequilibrado , cabeceou por cima. Guilherme, atrás, reclamou bastante do companheiro. O mesmo Guilherme que, continuando a pressão, fez bom cruzamento para a linha da pequena área, onde Vilson subiu mais alto que Gustavo Henrique para cabecear. Vanderlei, firme, agarrou a bola e não deu rebote.

Jogo igual, mas gol na marra dá vitória ao Timão

No segundo tempo, o panorama se mostrou parecido com dos primeiros 45 minutos. Satisfeito com o desempenho do Corinthians, o técnico Tite manteve os seus titulares apostando em uma melhora na precisão das finalizações. Do outro lado, Dorival Júnior buscou dar um pouco mais de profundidade ao seu ataque, até então inexistente, e optou pela entra de Paulinho no lugar de Léo Cittadini.

O desenho tático do jogo, no entanto, continuou o mesmo. Com a bola a todo momento, o Timão movimentava a bola de lado a lado, mas só conseguia realmente levar perigo nas bolas alçadas na área, principalmente as paradas. Em um escanteio, aos 15 minutos, o gol quase saiu. A zaga santista não conseguiu afastar após toque de Felipe e a bola ficou para Vilson. Sem marcação, o zagueiro teve tempo de girar, mas, na hora do chute, deu um toque fraco, com o pé esquerdo, e parou em defesa tranquila de Vanderlei.

Tite, então, resolveu modificar suas peças, mandando a campo Lucca e Rodriguinho nos lugares de Marquinhos Gabriel, dessa vez sumido, e Bruno Henrique. O resultado foi uma pressão mais ofensiva, também ajudada pela proximidade do final da partida. A dificuldade em acertar passes em sequência, no entanto, continuou, levando os anfitriões ao desespero pela falta de eficiência no domínio territorial.

Não havia outro jeito de o gol sair, no entanto, que não fosse de uma bola parada. E de um jeito muito corintiano. Aos 37, após falta pelo lado direito, Guilherme recuperou a bola pela esquerda, já dentro da área. O meia cruzou para Felipe, que desviou para trás. Cristian novamente desviou para trás e a bola acabou no peito de Giovanni Augusto, que havia batido a falta. Sem marcação, ele tocou por baixo das pernas de Vanderlei e decretou o triunfo corintiano.

Fonte: Gazeta Esportiva (foto: Gazeta Press/arquivo)

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Felipão é acusado de “entregar” jogo contra o Fluminense em 2010

Técnico teria facilitado quando era treinador do Palmeiras em 2010

O técnico do Corinthians, Tite, revelou que Luiz Felipe Scolari “entregou” o jogo contra o Fluminense, em 2010, quando comandava o Corinthians.

“O Felipe Scolari entregou o jogo contra o Fluminense no Brasileirão de 2010. É uma boa pessoa, mas é um profissional que se transforma. O Felipe é malandragem, é ganhar de qualquer jeito. É uma pessoa de família e admiro ele por isso. Mas entra em campo e se esquece da vida. Acabou ali a relação”, diz na autobiografia de Tite que foi lançada nesta segunda-feira (30) em São Paulo.

Na época, Corinthians e Fluminense disputavam o título do Brasileirão, sendo que o Flu liderava a tabela, com 65 pontos, mais um do que a formação paulista.

Neste período, Scolari era técnico do Palmeiras, emblema que não tinha qualquer ambição na luta pelo título mas, se vencesse, permitiria ao Corinthians saltar para o primeiro lugar.

Era a penúltima jornada e o Palmeiras viria mesmo a perder com o Fluminense. Tite ficou irritado com as declarações de Scolari na antevisão do jogo: “Nem sei se há jogo no domingo. Vai ter jogo no domingo? Se tiver, quando eu chegar eu respondo”.

POR Notícias ao Minuto

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Dupla Gre-Nal tem liderança inédita no Brasileiro

A dupla Gre-Nal terminou uma rodada nas duas primeiras posições no Brasileiro pela primeira vez na história dos pontos corridos após os resultados deste final de semana. É o que aponta levantamento do blog nas últimas 13 edições.

O Rio Grande do Sul era o único Estado entre os quatro mais fortes do país no futebol (Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais são os outros três) que nunca dominara as duas primeiras posições no Nacional com a fórmula de todos contra todos. Também é o único que nunca venceu na era de pontos corridos.

Ao final da 4a rodada, o Grêmio tornou-se líder com 10 pontos, mesma pontuação do segundo colocado Internacional. Ambos venceram seus jogos no final de semana: os gremistas derrotaram o Coritiba, e os colorados, o Santos.

Em 13 anos de Brasileiros de pontos corridos, os paulistas já ficaram nas duas primeiras posições do Nacional por diversas vezes, com larga vantagem sobre outros Estados. Houve algumas rodadas em que Atlético-MG e Cruzeiro estiveram juntos no topo da tabela. Isso também já ocorreu com duplas de equipes cariocas. Em relação aos títulos, os times de São Paulo ganharam sete, os cariocas, três, e os mineiros, três.

Já os gaúchos têm feito campanhas que os levam no máximo à vice-liderança ao final dos pontos corridos. Ou seja, bateram na trave com vice-campeonatos. O mais perto que chegaram do domínio conjunto foi em 2006 quando, por três rodadas, estiveram na 2a e 3a posições.

Por fim, foi em 2008 a última vez que o Grêmio se tornou líder do Brasileiro, na 32a rodada. Depois, perdeu a posição para o São Paulo que se tornou campeão. Em 2016, o tricolor gaúcho sai na frente graças à base e ao treinador mantidos do ano passado, em campanha que o manteve no G4.

Resta saber se o Grêmio e Inter terão fôlego para acabar com a escrita de não ganharem nos pontos corridos. Até porque é só um início de um campeonato ainda mais equilibrado do que em anos anteriores.

Por UOL
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Ganso marca, São Paulo vence Palmeiras e encerra jejum em clássicos

Por ESPN -Fim de um jejum e a manutenção de um tabu. Neste domingo, o São Paulo venceu o Palmeiras por 1 a 0 em bom clássico no Morumbi, válido pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Paulo Henrique Ganso, ainda na primeira etapa, foi o autor do único gol.

Foi o primeiro triunfo do São Paulo em um clássico paulista desde junho de 2015. Na época, ainda com Rogério Ceni no gol, a equipe bateu o Santos por 3 a 2. Depois deste duelo, foram 10 jogos contra os principais rivais, com três empates e sete derrotas.

Fora isso, a equipe comandada por Edgardo Bauza mantém um tabu do Palmeiras no Morumbi. O time alviverde não vence o rival tricolor no Cícero Pompeu de Toledo desde o dia 20 de março de 2002, quando fez 4 a 2 em jogo pelo Torneio Rio-São Paulo. Depois disso, contudo, foram 23 visitas ao Morumbi – incluindo a deste domingo – e apenas 13% de aproveitamento: foram 14 derrotas, nove empates e nenhuma vitória.

Tabela e classificação

Com o resultado, o São Paulo aparece provisoriamente na sexta posição, com sete pontos. O Palmeiras é o nono, com seis. Os dois clubes podem ser ultrapassados por Santos e Coritiba, que jogam ainda neste domingo.

Os times voltam a campo pelo Brasileiro no meio de semana. Na quarta-feira, o São Paulo enfrenta o Figueirense no Orlando Scarpelli, às 21h45. O Palmeiras entra em campo na quinta, quando encara o Grêmio no Pacaembu às 21h.

Palmeiras começa melhor

Clássico foi disputado neste domingo, no Morumbi © Gazeta Press Clássico foi disputado neste domingo, no Morumbi
O Palmeiras começou a melhor partida no Morumbi. Na primeira boa jogada, Zé Roberto desarmou Kelvin no campo de defesa e apareceu no ataque para cruzar. Na finalização, Alecsandro cabeceou e Denis, com dificuldades, encaixou.

O time alviverde seguiu mais intenso e ainda foi envolvente em duas jogadas pelo lado direito, mas não conseguiu finalizar bem.

No contra-ataque, ganso marca

Em um das jogadas de ataque do Palmeiras, veio o gol do São Paulo. No campo de defesa, Wesley conseguiu desarmar e armou o contra-ataque acionando Thiago Mendes. O volante correu, trocou passes com Kelvin e deu a bola para Bruno. O lateral cruzou e Ganso, como centroavante, cabeceou para balançar as redes.

Chutes de fora e denis machucado

Na segunda etapa, o Palmeiras voltou com Moisés e Rafael Marques nos lugares de Thiago Santos e Roger Guedes, respectivamente. Os visitantes voltaram com mais posse de bola e começaram a sequência de finalizações de fora, com o próprio Marques – Denis espalmou bem.

A resposta do São Paulo veio Ganso. Ele recebeu de Kelvin e, na entrada da área, finalizou. Prass, mais adiantado, rebateu para frente. No ataque seguinte, Moisés arriscou de fora, Denis não conseguiu agarrar de primeira, mas salvou na segunda.

Mas não sem ‘sequelas’: na sobra, Alecsandro acabou solando a cabeça do goleiro, que sofreu dois cortes e foi atendido no gramado.

Prass! Prass! Prass! Prass!

Se Denis acabou se virando de um lado, na outra meta Fernando Prass foi fundamental para manter o Palmeiras na partida. Foram ataques consecutivos e três ótimas defesas do goleiro. Na primeira, ele espalmou cabeçada de Centurión. Na segunda, mandou para escanteio um chutaço de fora da área de Thiago Mendes. Na terceira, Maicon cabeceou, e o goleiro novamente defendeu. Mais tarde, ele ainda pegou um chute de Kelvin.

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Brasil vence Panamá no último amistoso antes da Copa América

Jonas foi o autor do primeiro gol brasileiro. © Foto: Lucas Figueiredo / MoWA Press Jonas foi o autor do primeiro gol brasileiro.
O Brasil encarou o Panamá na noite deste domingo, no Estádio Dick’s Sporting Goods Park, em Denver. Jogo serviu como último teste para a disputa da Copa América, que será disputada nos Estados Unidos. Em ritmo de treino, seleção brasileira venceu por 2 a 0, com um gol em cada tempo. Jonas marcou no primeiro e o estreante Gabigol deixou o dele na etapa final.

A seleção brasileira está no Grupo B da Copa América do Centenário, ao lado de Haiti, Equador e Peru. Primeiro confronto do Brasil será contra os equatorianos, no próximo sábado, às 23h, no Estádio Rose Bowl.

O JOGO

O Brasil começou com tudo e na primeira descida ao ataque, com menos de dois minutos de partida abriu o placar. Douglas Santos cruzou rasteiro, Elias desviou e Jonas bateu firme para estufar a rede adversária. Seleção brasileira tinha maior posse de bole e com paciência criava as oportunidades de gol. Aos oito, Philippe Coutinho fez bela jogada individual, soltou a bomba e obrigou Penedo a praticar grande defesa.

Com 12 minutos, Elias arrancou bem pela direita e achou Renato Augusto livre, mas meia bateu para fora. Apostando nas jogadas individuais, o Brasil conseguiu achar boas faltas perto da área. Em uma delas, Daniel Alves bateu no ângulo, mas viu Penedo se esticar todo para evitar o segundo gol brasileiro.

Lateral-direito também levava perigo com seus cruzamentos. Aos 31, Daniel Alves mandou na cabeça de Renato Augusto que quase ampliou de cabeça. O destaque brasileiro na primeira etapa era Phillipe Coutinho. Todas as jogadas perigosas passavam pelos pés do armador. Antes do fim da primeira etapa, o meio-campo arriscou de fora da área e quase marcou um lindo gol.

Etapa final de partida começou pegada, com as duas seleções fazendo muitas faltas. Antes dos cinco minutos, o juiz já tinha dado um cartão para cada equipe. A primeira chance clara foi do Brasil, com Hulk. Após cruzamento de Coutinho, atacante que entrou no intervalo cabeceou forte, mas parou nas mãos de Penedo.

Os brasileiros diminuíram o ritmo no segundo tempo de partida e jogo ficou pegado no meio-campo, sem grandes chances para ambos os lados. Com 18, Dunga colocou Gabriel e Lucas Lima na equipe e mudanças surtiram efeito. Nove minutos depois, o atacante santista mostrou que tem estrela e ampliou o placar, em sua estreia pela seleção. Após confusão na área, bola sobrou para o camisa 11 que teve calma e só tirou de Penedo.

Com a vantagem de dois gols, o Brasil passou a trabalhar mais a bola e trocar passes. Ainda sim, Kaká quase fez o terceiro, mas Penedo fez outra grande defesa. No último lance da partida, o Panamá até tentou uma investida, mas Alisson estava ligado e saiu bem do gol. Com a vitória por 2 a 0, equipe brasileira volta aos treinos, visando estreia na Copa América contra o Equador.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 2 X 0 PANAMÁ

Local: Dick’s Sporting Goods Park, em Denver (EUA)

Data/hora: 29 de maio de 2016, às 22h30 (horário de Brasília)

Árbitro: Armando Castro (HON)

Auxiliares: Jesús Tábora (HON) e Omar Leiva (HON)

Cartões amarelos: Willian, Daniel Alves, Gil e Miranda (BRA); Amílcar Henríquez e Aníbal Godoy (PAN)

Cartão vermelho: Não houve

Gols: Jonas, 01’/1ºT (1-0); Gabriel, 27’/2ºT (2-0)

BRASIL: Alisson; Daniel Alves (Fabinho, 31’/2°T), Gil, Miranda e Douglas Santos; Luiz Gustavo (Hulk, intervalo), Elias, Willian (Lucas Lima, 18’/2°T), Renato Augusto (Rodrigo Caio, 33’/2°T) e Philippe Coutinho (Kaká, 35’/2°T); Jonas (Gabriel, 18’/2°T). Técnico: Dunga.

PANAMÁ: Penedo; Machado, Baloy, Miller e Luis Henríquez (Pimentel, intervalo); Gómez, Cooper (Alberto Quintero, intervalo), Amílcar Henríquez (Aníbal Godoy, intervalo) e Buitrago (Cummings, intervalo); Luis Tejada (Blas Pérez, intervalo) e Camargo (Arroyo, 32’/2°T). Técnico: Hernán Gomez.
Por  RADAR/LANCE!
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Fluminense derrota o Botafogo e coloca fim a jejum de vitórias em clássicos

Artilheiro Fred fez o único gol da partida deste domingo (29), no Raulino de Oliveira

Atacante Fred deixou sua marca e deu a vitória para o Fluminense Rudy Trindade/Estadão Conteúdo

Fluminense e Botafogo fizeram clássico disputado no meio-campo Rudy Trindade/Estadão Conteúdo

O Fluminense venceu o Botafogo por 1 a 0, neste domingo (29), no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ), pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time tricolor chega a sete pontos e permanece na sétima posição, junto com outras seis equipes, e fica mais perto do G4. O Botafogo segue com quatro pontos, na 13.ª posição. A vitória representa o primeiro triunfo do clube das Laranjeiras em clássicos no ano sob o comando do técnico Levir Culpi.

Classificação e jogos

Os rivais cariocas fizeram jogo agitado e aberto em Volta Redonda. O time tricolor foi superior e criou muitas jogadas de perigo, esbarrando na própria imperícia na finalização e no goleiro Helton Leite, que fez um jogo seguro. Fred se movimentou muito e obrigou os companheiros a rodarem mais em campo. Cícero, que esteve bem posicionado e pecou na finalização, e Gustavo Scarpa, que puxou os ataques tricolores, foram destaques do time. O clube alvinegro pareceu desencontrado em campo. Inferior tecnicamente, esperou brechas para atacar, mas não conseguiu furar a defesa rival.

As equipes voltam a jogar pela quinta rodada do Brasileirão nesta quinta-feira, às 21h45. O Botafogo jogará contra o Cruzeiro no estádio Mané Garrincha, em Brasília, e o Fluminense irá ao estádio Independência, em Belo Horizonte, para enfrentar o Atlético Mineiro.

Logo aos 30 segundos, o Fluminense fez a primeira chegada, em cruzamento de Gustavo Scarpa e cabeçada de Cícero, que passou perto da meta de Helton Leite. O jogo começou agitado e as duas equipes buscaram atacar. O primeiro lance de grande perigo veio aos 19 minutos com chute colocado de Scarpa, que obrigou o goleiro a fazer boa defesa e espalmar. No rebote, Fred não alcançou a bola por centímetros. Na sequência do lance, Scarpa cruzou e Henrique subiu mais que todos, mas cabeceou para fora, passando perto do gol botafoguense.

Apesar do jogo equilibrado, o time tricolor criou mais lances perigosos. Aos 24 minutos, Scarpa lançou na área e Cícero apareceu livre por trás da defesa, se esticou e chutou para fora. O time das Laranjeiras seguiu pressionando e esbarrou na defesa adversária e na falta de conclusão dos lances. Aos 41, Cícero recebeu belo cruzamento de Fred na direita da área e cabeceou bem. Helton Leite estava atento e espalmou para escanteio.

O Botafogo até tentou reagir, mas, em contra-ataque promissor, Marquinho demorou demais a passar a bola e foi neutralizado pela defesa adversária. O time alvinegro teve dificuldades e alguns de seus jogadores ficaram muito sumidos do jogo. Aos 45 minutos, Richarlison lançou Cícero, livre pela esquerda na área. O meia chutou forte e a bola foi nas malhas laterais. Com o apito final, o Fluminense saiu com a sensação de que desperdiçou o domínio que exerceu na partida.

Na volta do intervalo, o técnico Ricardo Gomes sacou Marquinho e Leandrinho, que apareceram pouco no jogo, e colocou Sassá e Neilton para deixar o time alvinegro mais ofensivo. Apesar disso, foi o Fluminense que aproveitou. Aos 5 minutos, em saída de bola errada do Botafogo, Douglas roubou a bola e passou para Fred. Cara a cara com Helton Leite, o capitão tricolor não desperdiçou, bateu no canto direito e abriu o placar no estádio Raulino de Oliveira.

Em desvantagem, o time alvinegro teve que ser mais ofensivo, mas não conseguiu pressionar o adversário. Com a equipe em má exibição e desorganizada, ficou fácil para o rival dominar a partida.

No final da partida, o Botafogo se animou e passou a atacar mais. Aos 38 minutos, Sassá recebeu cruzamento rasteiro na entrada da área e bateu para o gol, mesmo com Gervásio Nunez livre. A bola resvalou na zaga e foi para fora. No lance seguinte, o time tricolor partiu em contra-ataque e, apesar da boa chance, Scarpa demorou muito a passar a bola e a defesa rival se recompôs. O clube de General Severiano seguiu tentando pressionar, muito mais com vontade do que com técnica e estratégia. Cansado, o Fluminense se fechou para manter o placar.

Por R7

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Invicto, Grêmio vence Coritiba e lidera o Brasileirão

O Grêmio fez bonito diante de sua torcida neste domingo. Venceu o Coritiba por 2 a 0, chegou a 10 pontos e lidera o Campeonato Brasileiro, à frente do Internacional, pelo saldo de gols.

Nos primeiros minutos, o Grêmio mostrava dificuldades em chegar perto da área, uma vez que o Coritiba se posicionava com as linhas bem atrasadas e buscava os contra-ataques pelas laterais, nas costas dos defensores Marcelo Hermes e Edílson. A primeira finalização foi de Leandro, para o Coritiba, logo aos 20 segundos. Aos 2 minutos, Sandro Meira Ricci interrompeu o jogo devido ao pó branco que a torcida do Grêmio usa para recepcionar os jogadores, que atrapalhava a visão do goleiro Wilson.

Aos 17 minutos, Ceará sofreu uma lesão muscular e foi substituído pelo jovem Dodô, de 17 anos. Aos 27 minutos, o Coritiba teve uma boa chance: Carlinhos cruzou para dentro da área e Marcelo Hermes impediu Alan Santos de finalizar quase embaixo das traves. Minutos depois, César González recebeu uma bola livre e encobriu Grohe, mas estava impedido.

O Grêmio reagiu rápido: Maicon fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Éverton, que finalizou de primeira, forte, para fora. Aos 31, Walace chutou de fora da área, alto, por cima do gol.

Na sequência o Grêmio conseguiu o seu gol: Maicon lançou Marcelo Hermes pela ponta esquerda, que cruzou para a área. Éverton se antecipou a Carlinhos e finalizou sem chances para Wilson: 1 a 0. O gol desnorteou o Coritiba, que não conseguiu ser perigoso nos minutos finais.

O segundo tempo começou com o Coritiba tentando manter a posse de bola, enquanto o Imortal era mais agudo nos ataques. Em um cruzamento, Giuliano quase conseguiu o segundo gol, obrigando Wilson a fazer uma boa defesa. O Coritiba, por sua vez, nos minutos iniciais, só conseguia chutes de fora da área, com Kléber e Alan Santos.

Éverton fez grande jogada pelo lado direito, deu uma meia-lua em Juninho, avançou para a área e foi derrubado pelo próprio Juninho: pênalti. Luan cobrou rasteiro, no canto esquerdo, sem chances para Wilson: 2 a 0. O Grêmio seguiu no ataque. Aos 25 minutos, Luan lançou Douglas de frente para o goleiro, mas ele não finalizou e perdeu o ângulo. Depois, tocou para Edílson, que cruzou para Luan cabecear para fora.

A melhor chance do Coritiba no segundo tempo veio quase no final de jogo: João Paulo cobrou uma falta com muita força e acertou a trave de Marcelo Grohe. O Coritiba parecia detonado fisicamente, apesar de ter um dia a mais de folga em relação ao Grêmio – não conseguia construir nada no ataque.

A próxima partida do Grêmio será contra o Palmeiras, no Pacaembu, na quinta-feira (2) às 21h. O Coritiba recebe a Chapecoense na quarta-feira (1), às 21h.

FICHA TÉCNICA

GRÊMIO 2 X 0 CORITIBA

Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)

Horário: 18h30 (de Brasília)

Público: 12.415 pessoas (10.825 pagantes)

Renda: R$ 303.644,00

Árbitro: Sandro Meira Ricci (SC)

Assistentes: Bruno Raphael Pires (GO) e Naílton Júnior de Oliveira (CE)

Gols: Éverton (Grêmio) aos 39 minutos do 1º tempo; Luan (Grêmio) aos 21 minutos do 2º tempo

Amarelos: Kléber, Rafael Marques (Coritiba)

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Edílson, Geromel, Bressan e Marcelo Hermes; Walace, Maicon (Edinho), Giuliano, Douglas (Lincoln) e Éverton (Pedro Rocha); Luan. Técnico: Roger Machado

CORITIBA: Wilson; Ceará (Dodô), Rafael Marques, Juninho e Carlinhos; Alan Santos (Thiago Lopes) João Paulo, César González (Negueba) e Juan; Leandro e Kléber. Técnico: Gílson Kleina.
Gazeta Esportiva
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Tite volta a reclamar de horário, exalta padrão de jogo e garante grupo unido

O grande assunto após a vitória do Corinthians sobre o Sport na manhã deste domingo, na Ilha do Retiro, não foi o futebol, e sim o polêmico horário das 11h, aliado ao forte calor da capital pernambucana. Grande crítico dos jogos matinais no domingo, o técnico Tite voltou a reclamar e definir como “desumano” o horário para um jogo de futebol.

“Para o torcedor que está em casa, fazendo churrasco, (o horário) é muito legal. Para quem trabalha, para o atleta, é desumano. Repito: é desumano. Não adianta meter o pau em mim, porque eu sei o que estou falando”, bradou o treinador.

Tite reconheceu a superioridade do Sport, especialmente no primeiro tempo de jogo. No entanto, voltou a elogiar o padrão de jogo e a estabilidade dos seus comandados em campo.

“Não dá para ter um ritmo forte contra o Sport fora de casa, é normal que eles pressionassem no início”, disse o técnico. “Tenho mantido o padrão. A equipe jogou dois jogos mal no ano, contra Palmeiras e Santos (pelo Paulistão). No mais, ela manteve o padrão. Você faz alguns ajustes, mas no fim ela permanece estável”, completou Tite.

Após uma semana de turbulência nos bastidores, especialmente após as supostas reclamações de Cássio por ter perdido a titularidade para Walter, Tite garantiu não haver problemas no grupo. A tese do treinador foi confirmada quando os dois goleiros comemoraram juntos os gols da equipe e quando Luciano, no banco, celebrou o gol de Lucca, que o substituiu.

“Eu não gosto de falar que o grupo é fechado, gosto de falar que é uma equipe de trabalho em que todos se respeitam e têm lealdade”, resumiu o treinador corintiano, que concedeu uma curta entrevista coletiva na Ilha do Retiro.

Agora, o Corinthians começa a voltar suas atenções para o clássico de quarta-feira, contra o Santos, em Itaquera. Com a vitória, o Timão chegou aos sete pontos e se estabilizou entre os primeiros colocados neste início de Campeonato Brasileiro.
Gazeta Esportiva

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