Vídeo: Líder do Comando Vermelho em MT é preso ‘curtindo’ praia no Rio de Janeiro

Foto: Reprodução | Ederson Xavier de Lima, o Boré, 43, foi preso pela Polícia Civil do Rio de Janeiro em uma praia de Piratininga, em Niterói, no domingo (28). Boré é apontado como um dos chefes do Comando Vermelho em Mato Grosso e tem passagens por tráfico, receptação, extorsão e organização criminosa.

Conforme divulgado pelas autoridades, a prisão foi possível após uma troca de informações entre as polícias de Mato Grosso e do Rio de Janeiro. Boré estava na praia com amigos quando foram abordados por policiais descaracterizados.

Ele estava bebendo whisky e chegou a apresentar um documento falso com o objetivo de enganar os policiais, porém, ele acabou confessando a verdadeira identidade. Contra ele, foi cumprido um mandado de prisão por tráfico de drogas, além do flagrante por uso de documentos falsos.

O delegado titular da GCCO, Gustavo Belão, destacou que a prisão faz parte de um trabalho conjunto para recaptura de foragidos que usam o estado do Rio de Janeiro como esconderijo.

“A atuação integrada de inteligência reafirma que a Polícia Civil segue com os trabalhos de monitoramento com foco na prisão de faccionados foragidos para outros estados”, disse o delegado.

O facionado estava na companhia de dois comparsas, que também foram presos em flagrante pelos crimes de uso de documento falso e receptação.

Veja vídeo:

Fonte: G1   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 29/09/2025/08:39:23

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Homem arremessa filho, dá chutes na mulher e quebra clavícula da sogra, no MT

Foto: Ilustrativa | A confusão começou quando a mulher percebeu que o filho tinha machucados pelo corpo e foi questionar o marido.

Policiais militares prenderam um jovem de 20 anos, suspeito de lesão corporal motivada por violência doméstica, na noite deste sábado (27), em Arenápolis (234 km de Cuiabá). O suspeito jogou o filho de um ano duas vezes no chão e desferiu socos e chutes na esposa e na sogra, que teve a clavícula quebrada.

A equipe policial foi acionada por populares, que relataram que um homem estava danificando uma quitinete no bairro Vila Nova. De imediato, os militares se deslocaram até o endereço.

Ao chegar ao local, a equipe encontrou o suspeito detido por populares e deu voz de prisão. De acordo com informações de testemunhas, o homem agrediu fisicamente o filho, a esposa e a sogra, que se queixava de fortes dores no ombro. Uma ambulância foi solicitada e encaminhou as vítimas ao hospital.

Questionada sobre as agressões, a vítima, de 25 anos, relatou à PM que, ao chegar em casa, notou que seu filho, de um ano, apresentava escoriações no rosto e indagou o suspeito sobre o motivo dos machucados. Em seguida, o homem começou as agressões.

A vítima informou que o agressor desferiu socos contra o bebê e o arremessou por duas vezes no chão, além de desferir socos e chutes nela e em sua mãe, que, após passar por exames, teve a confirmação de fratura na clavícula.

Diante dos fatos, o suspeito foi encaminhado à delegacia para as providências cabíveis.

Fonte: Hiper Notícias  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 29/09/2025/08:35:06

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STF julgará vínculo trabalhista de motoristas e entregadores

Foto:Reprodução | Rappi e Uber contestam decisões da justiça trabalhista

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a próxima quarta-feira (1°) o início do julgamento sobre o reconhecimento de vínculo empregatício entre entregadores e motoristas de aplicativos e as plataformas digitais. A controvérsia é conhecida como uberização das relações de trabalho.

A decisão a ser tomada pela Corte terá impacto em 10 mil processos que estão parados em todo o país à espera do posicionamento do plenário. Serão julgadas duas ações que são relatadas pelos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes e chegaram ao Supremo a partir de recursos protocolados pelas plataformas Rappi e Uber.
Contestação

As empresas contestam decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram o vínculo empregatício com os motoristas e entregadores.

A Rappi alegou que as decisões trabalhistas que reconheceram o vínculo de emprego com a empresa desrespeitaram posição da própria Corte que entende não haver relação de emprego formal com os entregadores.

A Uber sustentou que é uma empresa de tecnologia, e não do ramo de transportes, e que o reconhecimento de vínculo trabalhista altera a finalidade do negócio da plataforma, violando o princípio constitucional da livre iniciativa de atividade econômica.

Além das defesas das plataformas, os ministros vão ouvir durante o julgamento as sustentações orais de entidades que defendem o reconhecimento do vínculo trabalhista de motoristas e entregadores.

O julgamento sobre a uberização será a primeira pauta do plenário sob o comando do ministro Edson Fachin, que será empossado no cargo de presidente do STF na próxima segunda-feira (29). Ele sucederá o ministro Luís Roberto Barroso, que encerrará mandato de dois anos à frente do tribunal.

 

Fonte: Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 29/09/2025/07:00:00

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Aposta simples de Porto Alegre leva R$ 80 milhões na Mega-sena

Foto:Reprodução | Uma aposta simples feita em Porto Alegre acertou as seis dezenas do concurso 2.920 da mega-sena. O felizardo ou felizarda vai receber mais de R$ 80 milhões (R$ 80.688.743).

Os números sorteados foram 08, 12, 16, 19, 31 e 58.

Além da aposta ganhadora, 117 apostas acertaram a quina e vão receber R$ 28.705; outras 6.677 apostas fizeram a quadra e têm direito a R$ 829.

O próximo concurso da mega-sena ocorre na terça-feira (30). A estimativa do prêmio é de R$ 3,5 milhões.

As apostas, do número 01 a 60, devem ser feitas até às 19h nas casas lotéricas credenciadas no site Loterias Caixa ou por meio de aplicativo (versão Android ou IOS). A aposta mínima (jogo simples) é de seis números e custa R$ 6.

Para a aposta mínima, a probabilidade de acerto dos seis números é de uma em mais de 50 milhões. Para a aposta máxima (até 20 dezenas), a chance de acerto é de uma em 1.292.

O prêmio bruto pago às apostas vencedoras (sena, quina e quadra) corresponde a 43,35% do total arrecadado.

A outra parte é redistribuída para financiamento de políticas públicas, fundos e entidades, conforme previsto em lei.

 

Fonte: Agência Brasil  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 29/09/2025/07:00:00

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Igreja Católica pressiona STF para barrar Ferrogrão às vésperas de julgamento

A ferrovia Ferrogrão, que ligará Mato Grosso ao Pará — (Foto: Ilustrativa / Reprodução)

A Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), organização ligada à Igreja Católica, está pressionando o STF para barrar a Ferrogrão, a polêmica ferrovia que visa interligar o Porto de Mirituba (PA) ao município de Sinop (MT).

A entidade entregou aos ministros da Corte uma carta na qual pede a rejeição definitiva do projeto, suspenso desde 2021 por liminar do próprio tribunal.

O movimento ocorre às vésperas do julgamento da ação direta de inconstitucionalidade considerada decisiva para o futuro do projeto e para a definição de limites constitucionais contra retrocessos em unidades de conservação.

A ação discute uma lei de 2017 que alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim para permitir a construção da ferrovia e foi criticada por ambientalistas.

No documento, a Repam sustenta que qualquer decisão que valide a legislação representará uma redução inconstitucional do sistema de proteção dos ecossistemas. A rede católica afirma ainda que a Ferrogrão é “expressão de um modelo de desenvolvimento que sacrifica povos e florestas em nome da exportação de grãos”.

Segundo a Repam, validar a Ferrogrão significa atingir o núcleo essencial do direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, previsto na Constituição. A entidade pede que o STF reforce sua jurisprudência de proteção ambiental e de direitos constitucionais dos povos da Amazônia.

Leia mais> STF pauta Ferrogrão para outubro

O julgamento está agendado para 1º de outubro.
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Fonte: ESTADÃO e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/09/2025/06:02:16

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Cerca de 400 kg de drogas são apreendidas em pista clandestina no interior do Amazonas

Cerca de 400 kg de drogas são apreendidos em pista clandestina no interior do Amazonas — Foto: Divulgação/PF

Criminosos fugiram ao perceber a chegada das equipes e abandonaram uma aeronave e 13 fardos de entorpecentes, entre cocaína e skunk.

Cerca de 400 quilos de drogas foram apreendidas em uma pista de pouso clandestina usada pelo tráfico em uma área rural próxima ao município de Urucará, no interior do Amazonas. A ação ocorreu nos dias 24 e 25 de setembro.

De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), os criminosos fugiram ao perceber a chegada das equipes e abandonaram uma aeronave e 13 fardos de entorpecentes, entre cocaína e skunk.

Sem possibilidade de remoção, a aeronave encontrada foi inutilizada no próprio local. As investigações devem apontar quem são os responsáveis pela carga e pela aeronave encontrada no local.

A operação contou com a participação da FAB, Polícia Federal (PF), Grupo Especial de Fronteira de Mato Grosso (Gefron/MT) e Polícia Militar do Amazonas (PM-AM). Um helicóptero da FAB foi usado para transportar a droga apreendida.

Fonte: G1 AM e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/09/2025/09:58:40

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Indígenas reagem à presença de madeireiros e queimam maquinários usados em terra demarcada em MT

Indígenas destroem maquinários e veículos encontrados em terra demarcada em MT — Foto: Arquivo pessoal

Invasões são registradas há mais de 20 anos no território, e se aproximam cada vez mais da comunidade. FepoiMT pede desintrusão completa na região.

Indígenas do povo Apyãwa Tapirapé reagiram à presença de madeireiros no território Urubu Branco, em Confresa, a 1.060 km de Cuiabá, e queimaram maquinários usados na extração de madeira ilegal e até suspeita de garimpo dentro da Terra Indígena. Eles também apreenderam os suspeitos e os levaram até a delegacia. A área já está demarcada desde 1998.

A denúncia foi formalizada pela Unificação dos Povos Indígenas do Médio Araguaia e Xingu (Unimax) na segunda-feira (22).

O g1 procurou o Ministério dos Povos Indígenas, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Ibama, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Segundo o documento ao qual o g1 teve acesso, quatro suspeitos foram apreendidos pelos indígenas ao serem flagrados na região, na quinta-feira (18). Com eles foram encontrados armas de fogo, veículos, toras de madeira e outros materiais ligados à exploração ilegal.

Os indígenas afirmam que levaram os suspeitos até a delegacia, na sexta-feira (19), e eles seriam ouvidos, assim como os indígenas, e uma perícia seria feita no local. Porém, o compromisso não foi cumprido, conforme o documento.

A Polícia Civil, contudo, remeteu o caso ao Ministério Público Federal, à Funai e à Polícia Federal.

Nesse meio tempo, os suspeitos retornaram à Terra Indígena e recuperaram os bens e veículos apreendidos, o que prejudicou na preservação das provas para uma responsabilização criminal. De acordo com a denúncia, foi deixado para trás apenas um caminhão e um trator de esteira, que foi destruído pelos indígenas.

Questionado pelo g1, a Polícia Civil explicou que não pôde fazer a devida perícia porque os indígenas não levaram os equipamentos para comprovar o crime.

No local foi encontrada uma bateia de ouro, que costuma ser usado para separar a terra do ouro no garimpo, segundo a denúncia. Os indígenas apontaram ainda um possível risco com o uso de mercúrio nesta atividade e possível contaminação na água, podendo afetar os peixes e a saúde de toda a comunidade.

A associação pediu a completa desintrusão na área. Isso porque o povo convive com invasões no território há mais de 20 anos. No local, vivem 941 indígenas, segundo Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Desintrusão é um termo usado para explicar o processo de retirada de invasores de uma terra indígena demarcada e homologada. A operação é coordenada pelo governo federal junto com outras autoridades, como PF, Ibama e Funai.

O estado é um dos que mais têm indígenas vivendo em territórios originários no país, sendo cerca de 45.065 indígenas, o que corresponde a 77% da população total. Esse é o maior percentual do Brasil, conforme dados do IBGE.

Ao g1, a presidente da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FepoiMT) Eliane Xunakalo disse que as autoridades precisam agir na desintrusão completa do território pelos invasores.

“Já estivemos com Funai, com MP e outros ministérios, e já teve até decisão judicial que não foi cumprida para a retirada desses invasores. Os indígenas querem viver em paz e precisam reagir, porque daqui a pouco os invasores podem chegar na aldeia, porque já estão no território”, afirmou.

A denúncia dos indígenas gerou os seguintes alertas:

Exploração ilegal de madeira e abertura clandestina de estradas;
Garimpo em instalação, com risco de contaminação por mercúrio;
Destruição de locais sagrados e pontos espirituais, afetando diretamente a vida cultural e religiosa da comunidade;

   Risco de conflito armado.

O ofício é assinado pelos povos Apyãwa Tapirapé, Guarani de Cocalinho, Iny Karajá, Kanela do Araguaia, A’uwê Xavante Maraiwátséde, Krenak-Maxakali, Xerente do Araguaia e Yudja Juruna.

Marco temporal

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) informou que o processo de desintrusão da Terra Indígena Urubu Branco foi suspenso, mais uma vez, por uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

A tese do marco temporal estabelece que os povos indígenas só têm direito à demarcação de terras que estivessem sob sua posse ou disputa em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição.

A decisão derrubou todo o processo judicial e levou em conta a discussão, na época, do Marco Temporal, que está em vigor após ser aprovado pelo Congresso Nacional, o que vai na contramão da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2023.

 

Fonte: Rogério Júnior, g1 MT e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/09/2025/09:42:29

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Pesquisadores internacionais realizam coleta de dados atmosféricos na Amazônia

Daniel Beeden e Caroline Bresciani falaram sobre sua participação no projeto aqui na região — Foto: Luiz Henrique Nunes/g1

Missão CarbonARA-Brazil, que conta com participação da Ufopa, analisa gases de efeito estufa e impactos das queimadas no ciclo do carbono.

Santarém, no oeste do Pará, voltou a ser palco de ciência internacional com a chegada da equipe da British Antarctic Survey e de pesquisadores brasileiros. A missão integra o projeto CarbonARA-Brazil, do qual a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) é parceira, e tem como objetivo monitorar o carbono e as queimadas na Amazônia.

Financiado pela Agência Espacial Europeia (ESA), o projeto utiliza equipamentos recém-instalados na Ufopa para investigar como a vegetação amazônica reage a eventos climáticos extremos e incêndios.. A missão vai sobrevoar a Amazônia por cerca de um mês, acumulando até 60 horas de voos dedicados à coleta de dados sobre gases de efeito estufa e o ciclo do carbono.

Daniel Beeden, gerente de operações de voos da instituição britânica, explicou que o trabalho tem caráter colaborativo e deve se repetir nos próximos anos para criar uma base de informações robusta. “Estaremos voando aqui por cerca de um mês, fazendo pesquisas no Amazonas, olhando para os gases de gás verde e o ciclo de carbono”, disse. Após a missão, a aeronave segue para a Antártica, onde ficará por quatro a cinco meses.

Equipado com sensores atmosféricos e de sensoriamento remoto, o avião registra as informações em discos rígidos para posterior análise. O processo, segundo Beeden, é demorado: “Existem grandes quantidades de dados e os cientistas revisam isso por meses, às vezes por anos”.

A pesquisadora Caroline Bresciani, do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), destacou que os dados coletados são cruzados com medições de torres em solo e imagens de satélite. “Nós pegamos todos esses dados e fazemos comparações pra fazer as validações dos dados”, explicou. Três cópias dos registros serão armazenadas: na Ufopa, no INPE e em Cambridge, no Reino Unido.

O material vai subsidiar artigos científicos e servir como ferramenta de monitoramento climático. “A ideia é a gente melhorar os nossos modelos, melhorar o nosso monitoramento”, afirmou Bresciani, acrescentando que os governos poderão utilizar os resultados para orientar medidas de combate a queimadas e ao desmatamento.

Para a pesquisadora, participar do trabalho em campo na região amazônica é a realização de um sonho. “Conhecer aqui e poder estar trabalhando e envolvido já na floresta, isso é incrível, né, um sonho realmente”, disse.

 

Fonte: G1 Santarém e região — PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/09/2025/09:36:13

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Operação contra garimpo no AM deixou 9,5 mil alunos sem aula, aponta Defensoria

Foto: Reprodução | Aulas foram suspensas em 62 escolas de Humaitá; Defensoria e Senado investigam impactos da operação.

Cerca de 9,5 mil alunos da rede municipal de Humaitá, no interior do Amazonas, ficaram sem aulas após a operação da Polícia Federal (PF) contra o garimpo ilegal no rio Madeira. O levantamento é da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), que alerta para prejuízos no aprendizado e sinais de abalo psicológico em crianças e adolescentes das comunidades ribeirinhas.

As ações, realizadas na semana passada com apoio de órgãos ambientais, resultaram na destruição de flutuantes, balsas e dragas usadas por famílias de garimpeiros. Na zona rural, 43 das 52 escolas suspenderam as aulas por uma semana. Na sede do município, todas as 19 unidades também paralisaram atividades por pelo menos dois dias.

A moradora Anne Mendonça, da Comunidade Paraisinho, disse que as filhas de 5 e 12 anos não frequentaram a escola durante três dias.

“Os pais ficam com medo. Eu sou mãe e morro de medo, porque, quando a Federal vem, eles explodem as balsas, fazem queimas. Isso fica na memória da criança”, relatou.

Segundo o defensor público Theo Costa, os efeitos ultrapassam a interrupção do calendário escolar.

“Alguns alunos deixam de frequentar a escola por vários dias depois, apresentando danos psicológicos sérios e queda no rendimento. Isso ocorreu em um momento crucial para a cidade, durante a aplicação do Avalia, preparatório para o Saeb”, explicou.

A secretária de Educação de Humaitá, Arnaldina Chagas, também demonstrou preocupação.

“O nosso aluno já apresenta prejuízo no rendimento escolar. E isso, tão próximo ao Saeb, previsto para outubro, pode comprometer os resultados”, afirmou.

Educadores reforçam que os impactos emocionais entre os alunos já são perceptíveis. A professora Martha Núbia, diretora da Escola Martha Macedo, disse que a rede tem tentado oferecer apoio, mas reconhece limitações.

“O tempo perdido não volta. Mesmo com o apoio da escola e das famílias, o impacto é profundo”, declarou.

A professora Aline Buzaglo contou que uma aluna de cinco anos desenvolveu sintomas físicos após presenciar uma operação.

“Ela começou a ter dor de cabeça, sonolência e vômitos constantes. Era uma criança muito avançada para a idade, já sabia ler no pré-2, mas depois de tudo isso está regredindo”, disse.

Diligência do Senado

As denúncias de abusos chegaram também à Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH), que iniciou uma diligência nos municípios de Humaitá e Manicoré para ouvir comunidades e autoridades locais. O pedido foi apresentado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM) e contou com o apoio da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da comissão.

Segundo Plínio, a forma como a operação foi conduzida colocou famílias inteiras em risco.

“As imagens são estarrecedoras. Bombas, explosões, uma cidade em pânico. Trabalhadores que vivem do pouco que conseguem extrair sendo tratados como criminosos. Isso não pode se repetir”, disse.

Damares afirmou ter recebido relatos preliminares de conselheiros tutelares sobre violações de direitos de crianças e adolescentes.

“Relataram fatos terríveis. Não respeitaram os direitos das crianças, dos adolescentes e de outros cidadãos. Vamos levantar todos os abusos, elaborar um relatório da comissão e encaminhá-lo inclusive a organismos internacionais”, declarou.

O relatório da CDH deve ser concluído nesta sexta-feira (26) e enviado a órgãos federais e internacionais, com recomendações para prevenir novas violações.

Relatório da Defensoria

Paralelamente, a Defensoria Pública reforçou os atendimentos às famílias entre os dias 22 e 24, coletando vídeos, fotos e depoimentos de cerca de 300 pessoas em Humaitá. Equipes também visitaram comunidades como Ilha do Tambaqui, Santa Rosa e Laranjeiras. No Lago do Uruapiara, foram identificadas cerca de 600 famílias afetadas em 10 localidades.

De acordo com o defensor Ricardo Paiva, o material será usado para a elaboração de um relatório técnico que poderá embasar políticas públicas e ações judiciais contra a União.

“A partir desse relatório, vamos recomendar medidas aos órgãos públicos e, se necessário, ingressar com ações judiciais pedindo reparação. Também queremos mostrar ao Judiciário que futuras operações precisam ocorrer sem explosivos e sem gerar danos ao meio ambiente e à população”, afirmou.

O documento também deve orientar programas sociais da prefeitura e políticas de sustentabilidade e geração de renda na região. Em julho, a Defensoria criou o grupo de trabalho Teko Porã – Vida Digna, voltado para discutir os impactos das operações contra o garimpo no rio Madeira.

Em julho, a Defensoria Pública do Amazonas criou o Grupo de Trabalho “Teko Porã – Vida Digna” para discutir os impactos das operações contra o garimpo no rio Madeira.

 

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Fonte: G1 AM e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/09/2025/09:32:25

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Influenciador suspeito de desviar R$ 146 milhões via PIX é preso durante fuga no Panamá

Gabriel Spalone tem 29 anos e é empresário e influenciador digital — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Gabriel Spalone estava foragido desde terça-feira (23), quando a Polícia Civil de São Paulo deflagrou a ‘Operação Dubai’. O empresário tentava fugir para Holanda. Defesa afirma que a prisão foi ‘ilegal e abusiva’.

O influenciador e empresário Gabriel Spalone, de 29 anos, foi preso na noite de sexta-feira (26) pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Panamá. Ele é suspeito de participar de um esquema que teria desviado R$ 146 milhões por meio de operações via PIX.

Dono de fintechs e com mais de 800 mil seguidores no Instagram, Spalone estava foragido desde terça-feira (23), quando a Polícia Civil de São Paulo deflagrou a “Operação Dubai”.

Procurado pelo g1, o advogado Eduardo Mauricio, que representa o empresário, afirmou que ele foi detido pelo Setor de Imigração de “forma ilegal e abusiva”. A defesa também disse que Spalone “nunca foi intimado pessoalmente para prestar esclarecimentos no inquérito policial”. (Leia na íntegra abaixo.)

De acordo com as investigações, após deixar o Brasil, o influenciador seguiu para o Paraguai, onde comprou uma passagem com destino a Nova York, nos Estados Unidos, com escala no Panamá. O objetivo final da viagem, segundo a polícia, era chegar a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

No entanto, ao chegar ao Panamá, Spalone desistiu da conexão para Nova York e adquiriu uma nova passagem com destino à Holanda. Foi nesse momento, enquanto tentava embarcar, que acabou preso.

As autoridades informaram que o empresário será extraditado primeiro ao Paraguai, país onde a fuga começou, e em seguida transferido para o Brasil.

Spalone é investigado por suspeita de participação em um esquema que desviou R$ 146 milhões via PIX de um banco e de empresas vítimas das transferências ilegais. Segundo seu perfil na rede social, Spalone mora em Dubai, embora também possua endereços em São Paulo.

Ele é proprietário das empresas Dubai Cash e Next Trading Dubai, que se apresentam como fintechs voltadas a pagamentos e investimentos, com promessas de atuação no Brasil e no exterior.

 

Fonte: TV Globo — São Paulo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/09/2025/09:21:44

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