Polícia Federal prende três suspeitos de ocultar corpos de Dom e Bruno

Dom e Bruno foram assassinados no dia 5 de junho. O caso causou comoção no Brasil e no exterior. – (Foto crédito: LUCIOLA VILLELA)

Na operação, a PF descobriu a identidade de ‘Colômbia’, um dos presos pelo assassinato, detido com documentos falsos no começo de julho

A Polícia Federal cumpriu uma operação, neste sábado (6/8), na região do Vale do Javari, decorrente da investigação dos assassinatos do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira. Sete mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão foram cumpridos.

Leia mais:MPF denuncia três pessoas pelos assassinatos de Bruno e Dom

Três pessoas suspeitas de atuarem na ocultação dos corpos das vítimas foram presas. Eles são familiares de Amarildo Costa de Oliveira, conhecido como “Pelado”, um dos presos investigados pelo assassinato.

Entre os mandados de prisão preventiva, dois foram em suspeitos que já se encontram detidos, o ‘Pelado’, e o ‘Colômbia’. De acordo com a PF, o andamento da investigação aponta que ‘Colômbia’ seja o líder e financiador de uma associação criminosa armada. Esse grupo se dedica à prática de pesca ilegal na região do Vale do Javari e exportava grande quantidade de pescado para os países vizinhos.
A investigação também descobriu a identidade de Colômbia, que se chama Ruben Dario da Silva Villar, um cidadão colombiano que utilizava documentos falsos. Ele foi preso no início de julho, portando carteira de identidade brasileira e documento de identidade peruano.
O Ministério Público Federal (MPF) informou que solicitou os mandados de prisão preventiva à Justiça, com o objetivo de apurar a ação da quadrilha especializada na pesca ilegal, realizada em terras indígenas e em período de defeso. Ainda de acordo com o MPF, é investigada a prática dos crimes de associação criminosa armada, pesca ilegal, contrabando, além das conexões do esquema com o caso Bruno e Dom.

Por:Jornal Folha do Progresso em 07/08/2022/08:24:58 com informações de Agência Brasil

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MPF pede suspensão de licenciamento ambiental de ferrovia que pode impactar indígenas em MT

Primeira ferrovia de Mato Grosso foi licenciada em Rondonópolis (MT) — Foto: Sema-MT

De acordo com o MPF, não foram realizados estudos específicos sobre os impactos da obra ao povo Boe Bororo

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública pedindo a suspensão do licenciamento ambiental da ferrovia que vai ligar Rondonópolis a Lucas do Rio Verde (sudeste ao norte de Mato Grosso), e de qualquer outra licença que seja emitida pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) até que o processo de consulta ao povo Boe Bororo seja feito.

De acordo com o MPF, não foram realizados estudos específicos sobre os impactos da obra sobre a população indígena, bem como a devida consulta prévia e informada junto ao povo impactado.

O traçado da ferrovia está previsto para passar entre as Terras Indígenas Tereza Cristina e Tadarimana, ambas povoadas pelos indígenas da etnia Boe Bororo.

O MPF pede ainda que, caso a licença já tenha sido emitida, seja declarada nula.

Por meio de nota, a Sema informou que não delibera sobre assuntos relacionados à Terra Indígena, e por isso, a Funai se manifestou no processo de licenciamento afirmando que não há necessidade de estudos de componente indígena. O órgão afirmou também que vai esclarecer o processo aos órgãos de controle.

O g1 entrou em contato com a Funai e aguarda um posicionamento.

A ação baseia-se em informações levadas ao MPF pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) de que no entorno do empreendimento existem diversos sítios arqueológicos registrados e não registrados, com grande probabilidade de existência de sítios arqueológicos indígenas, especialmente nas proximidades do município de Rondonópolis, na região da Rodovia do Peixe, a 218 km de Cuiabá.
Projeto prevê a implantação de trilhos e terminais que vão interligar os municípios de Rondonópolis a Cuiabá, além de Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde — Foto: Secom-MTmapa frer

A partir disso, o MPF entende que a participação dos indígenas é essencial no processo de licenciamento do empreendimento pelo conhecimento que possuem sobre o patrimônio material e imaterial que precisa ser protegido e que está ameaçado com a execução do traçado previsto para a ferrovia.

Além disso, foi verificado que a obra afetará negativamente as comunidades indígenas das TIs Tadarimana e Tereza Cristina.
A pedido das lideranças dos Boe-Bororo, a Defensoria Pública da União (DPU) entrou com a ação que torna os indígenas polo ativo no processo contra a empresa Rumo Malha Norte S.A, a Funai e o governo estadual.

O povo Bororo hoje detém seis terras demarcadas em Mato Grosso num território descontínuo e descaracterizado, que corresponde a uma área 300 vezes menor que o território tradicional de origem.

Reivindicações

Em novembro de 2021, os indígenas reivindicaram o direito de serem ouvidos a respeito do empreendimento, sob a alegação de que parte das terras indígenas que foram demarcadas por Marechal Cândido Rondon teriam sido vendidas ilegalmente e que, pela demarcação originária, a ferrovia cortaria a TI Tereza Cristina e também passaria pelo Pontal do Jorigi, parte da TI Tadarimana, tornando o projeto do traçado da obra mais próximo da área indígena, a menos que 10 quilômetros.

Segundo a DPU, a demarcação atual das terras indígenas Tadarimana e Tereza Cristina é apenas uma parte do território que aquele povo ocupou por mais de 7 mil anos.

“O Povo Boe Bororo não foi consultado para a construção da ferrovia passando por suas terras ancestrais, o que fere não apenas os direitos ao consentimento livre, sério e informado, como causa grave dano espiritual, tendo em vista que diversos ancestrais estão enterrados no local, que sempre foi seu território desde o primeiro contato com os não-indígenas”, argumenta o defensor regional de Direitos Humanos Renan Sotto-Mayor.

De acordo com o procurador, tanto a empresa quanto a Funai e o Estado de Mato Grosso estariam impedindo a participação popular, ou seja, dos indígenas, fazendo com que os povos tradicionais acabem por arcar com o ônus do empreendimento, que são os impactos negativos que a obra trará para o seu entorno.

Além disso, o MPF ressalta a pressa ‘desmedida e o afobamento’ para a aprovação do processo de Licenciamento da Ferrovia Rondonópolis – Lucas do Rio Verde, tanto da Sema quanto da empresa, uma vez que, mesmo estando pendente a análise do componente arqueológico do Iphan para a concessão da licença prévia, a empresa já havia pedido, em agosto de 2021, a licença para o órgão estadual.

A ação

Na ação, o MPF pede que, devido ao empreendimento ter um potencial de causar significativo impacto negativo sobre os povos indígenas, a Funai espessa o Termo de Referência Específico e realize a consulta livre, prévia e informada aos indígenas impactados pelo empreendimento.

Já a empresa Rumo deverá realizar o estudo do componente indígena, concluir o estudo arqueológico e garantir a consulta livre, prévia e informada aos indígenas.

Ainda conforme os pedidos da ação, o estado não deve emitir qualquer licença sem realização de processo de consulta livre prévia e informada e deve analisar o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório correspondente fornecidos pela Rumo somente após a Funai e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) atestarem a viabilidade do empreendimento quanto aos componentes indígena e arqueológico.

Entenda o caso

Após o recebimento dos relatórios do Iphan e realização de perícias, o MPF fez uma recomendação com o mesmo teor da ação à empresa Rumo, à Funai e à Sema, mas todos se recusarem a atender, alegando que a consulta prévia às comunidades não preenche requisito legal e que estão seguindo a Portaria Interministerial 60/2015, que estipula uma distância mínima de 10 km das terras indígenas para viabilidade do empreendimento.

Mas, para o MPF, a portaria interministerial 60/2015 é inconstitucional e a expedição de licença sem consulta prévia aos indígenas impactados contraria normas internacionais como a Convenção 169 da OIT e normas da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Além disso, a distância mínima do empreendimento precisa ser definida de forma individual e as características peculiares desse caso precisam ser observadas para evitar um dano irreparável aos povos da região.

A ferrovia e os povos indígenas

Uma dessas características é o fato de o licenciamento da ferrovia ter sido fracionado por trechos, o que prejudica uma visão global do empreendimento e dos impactos do seu conjunto composto por aproximadamente 1.500 km que interligam áreas produtivas de Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso a uma extensa rede ferroviária que atravessa o estado de São Paulo por aproximadamente 900 km até o Porto de Santos, no litoral Paulista.

Outro detalhe é a existência de efeitos que podem se acumular e se associar aos impactos da instalação do Terminal Intermodal Rodoferroviário de Rondonópolis, inaugurado em setembro de 2013.

O procurador sustenta também que é imprescindível seguir o princípio da precaução e, neste caso, avaliar mais que uma distância mínima do empreendimento.

Para ele, o intenso intercâmbio cultural, social, religioso, político, ancestral e econômico dos Boe Bororo das terras Tadarimana e Tereza Cristina, que serão separadas pela ferrovia, deve ser protegido, assim como preveem as normas, e os impactos negativos do empreendimento, quando aceitos, devem ser compensados.
Por:Jornal Folha do Progresso em 01/08/2022/08:05:53

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Xiaomi 12: descubra por que esse celular está se tornando o queridinho dos brasileiros

(Foto: Unsplash) – O uso de celulares pelos brasileiros aumenta a cada dia, ao mesmo tempo em que a visualização de canais de TV vai diminuindo. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), para cada televisão são vendidos três celulares, o que significa que hoje existem mais celulares do que habitantes no Brasil — são cerca de 242 milhões de smartphones e 214 milhões de habitantes.

Além disso, o estudo realizado pela empresa App Annie mostra que em 2021 os brasileiros passaram, em média, 5,4 horas por dia no celular, liderando o placar com a Indonésia. O aplicativo mais utilizado foi o WhatsApp, com o TikTok posicionado em segundo lugar. Vale destacar que este estudo considerou apenas celulares Android, o que mostra o interesse dos usuários brasileiros pela compra de aparelhos mais recentes.
Um dos smartphones mais recentes do mercado é o Xiaomi 12, lançado no Brasil no dia 10 de maio, o qual tem como grande destaque a sua tripla câmera e a sua funcionalidade “ProFocus”, com capacidade de aprimorar o foco das imagens.

Características do Xiaomi 12
Processador
Uma das principais características do novo Xiaomi 12 é o seu processador, considerado um dos mais rápidos da atualidade. O Snapdragon 8 Gen 1, da Qualcomm, é um processador criado com a promessa de ter 20% mais rapidez, ao mesmo tempo em que consegue reduzir em 30% o consumo energético.
Com melhorias na sua placa gráfica, possui um aumento de performance de cerca de 30%, sendo ideal para quem utiliza o celular para jogos mais pesados e aplicativos relacionados com o trabalho.
O aprimoramento da performance das placas gráficas também pode beneficiar os utilizadores de plataformas de trading – que trouxeram o mundo dos investimentos para o universo online –, já que essas ferramentas apresentam diversos gráficos avançados e análise técnica, além de integrar uma grande variedade de instrumentos nos seus aplicativos para celular.

Conexão 5G
O Xiaomi 12 já tem integração com a internet 5G, que apresenta algumas vantagens em comparação com o sistema 4G. Enquanto o 4G permite um alcance de 1 Gbps por segundo, o 5G já tem capacidade para alcançar até 20 Gbps. Os celulares com conexão 5G têm uma duração mais prolongada da bateria e maior cobertura, ou seja, em grandes aglomerações de pessoas não vão existir as falhas e os problemas de conexão à internet, como é habitual.

Design
O novo celular tem uma tela de 6,28 polegadas, resolução Full HD+ (1080 x 2400 pixels) e um painel OLED, que permite maior nitidez no que diz respeito à cor preta e maior contraste entre as diferentes cores.
A tela com 120 Hz garante melhor experiência na visualização de vídeos e filmes graças à sua maior fluidez. Assim como os demais produtos da marca, há um ótimo aproveitamento do display, devido às bordas mínimas da tela. Contudo, apesar da proteção de vidro do dispositivo contra riscos e arranhões, o Xiaomi 12 não é à prova de água e poeira, sendo um dos seus pontos fracos.

Câmeras
O conjunto de três câmeras traseiras permite tirar fotografias de alta resolução e com claridade, mesmo em ambientes escuros. Além disso, é possível gravar vídeos em 8K. O seu conjunto de câmeras apresenta as seguintes características:
• Principal de 50 MP (f/1.88)
• Wide de 13 MP (f/2.4)
• Macro de 5 MP (f/2.4)
• Câmera frontal de 32 MP (f/2.45)

Com armazenamento de 256 Gbs e memória RAM de 8 Gbs, o smartphone Xiaomi 12 entrou no mercado com um valor inicial de R$ 9.499 e recebeu sobretudo críticas positivas.
Considerado topo de linha com um pequeno formato é, com certeza, uma ótima opção, visto ter bateria com vida útil prolongada, ideal para quem passa muitas horas no celular. Além disso, se deseja ter um dispositivo com boa câmera, veloz e com integração de rede 5G, o Xiaomi 12 pode ser a ferramenta que você procurava.

Por:Cene Produtora

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PF destrói 23 balsas e dragas do garimpo ilegal no Amazonas

 PF destrói 23 balsas e dragas do garimpo ilegal na calha do Rio Madeira – (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal no Amazonas e o Ibama realizaram nesta quinta-feira, 04/08, uma operação conjunta com o objetivo a identificação, abordagem e inutilização de balsas e dragas que operam no  garimpo ilegal de ouro na calha do Rio Madeira, próximo ao município de Autazes (AM).

Ao todo, 23 balsas e dragas foram destruídas. A ação contou com a participação de Policiais Federais do Grupo de Pronta Intervenção e fiscais do Ibama.

A Superintendência Regional da Polícia Federal no Amazonas esclareceu, por meio de nota, que  atualmente toda a atividade de lavra de ouro no Rio Madeira é ilegal e que, portanto, as ações objetivando a desintrusão dessa importante hidrovia federal continuarão a ser realizadas, assim como serão estendidas em 2022 a outras regiões de garimpo ilegal detectadas no Estado do Amazonas.

Por:Jornal Folha do Progresso em 05/08/2022/17:13:31 com informações do Blog Mario Adolfo

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Selo brasileiro é reconhecido em premiação internacional

(Imagem Correios)  – Na semana das comemorações ao Dia Nacional do Selo, a filatelia brasileira é mais uma vez destaque internacional. Os Correios receberam o prêmio Academia Olímpica de Cultura pela Emissão Postal Especial “2021 – Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil”, no 52° Prêmio Internacional Asiago d’arte Filatelica, considerada uma das mais importantes distinções que um selo postal pode receber. Promovida pelo Circolo Filatélico dei Sette Comuni, a cerimônia de premiação foi realizada na Câmara Municipal de Asiago, na Itália, no dia 17 de julho, com a presença de representantes de vários países, como San Marino e Polônia. Representou o Brasil a cônsul honorária no Vêneto, Helen Gnocchi.

Sobre o selo – A emissão postal premiada simboliza os Correios como apoiadores da luta contra o trabalho infantil juntamente com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT). No primeiro semestre deste ano, inclusive, a estatal realizou ações em suas mídias sociais com propósito de conscientizar a sociedade para a erradicação do trabalho infantil.

Com a arte de Lidia Marina Hurovich Neiva, analista dos Correios, o selo é composto por um desenho de várias crianças reunidas, representando a diversidade do povo brasileiro. Na parte inferior, traz a hashtag da campanha #ChegadeTrabalhoInfantil e, à esquerda, a peça contempla o desenho de um catavento colorido de 5 pontas, símbolo mundial da luta contra o trabalho infantil.

O selo premiado está à venda nas principais agências dos Correios e na loja online.

Por:Jornal Folha do Progresso em 05/08/2022/17:02:40 com Ascom Correios

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Câmara aprova regras para concurso público

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (4) projeto que estabelece regras para concursos voltados ao preenchimento de cargos e empregos na administração pública. O texto foi aprovado em votação simbólica. Agora, volta para o Senado. (Foto:Reprodução)

O projeto foi apresentado pelo então senador Jorge Bornhausen (PFL-SC) em 2000 e começou a tramitar na Câmara em 2003. Segundo o texto, o concurso público tem como objetivo a seleção isonômica de candidatos por meio da avaliação de conhecimentos e habilidades e, em casos específicos, de competências necessárias ao desempenho das atribuições do cargo ou emprego público.

A proposta traz algumas exceções às regras que estipula. Segundo o texto, as normas podem ser aplicadas de maneira subsidiária nos concursos previstos para a AGU (Advocacia-Geral da União) e as vagas de procuradores estaduais e do Distrito Federal.

O texto diz que a lei não será aplicada a concursos públicos para a magistratura, para Ministério Público, Defensoria Pública da União e Forças Armadas. Também não valerá para empresas públicas e sociedades de economia mista que não recebam recursos da União, de estados e municípios para pagar despesas de pessoal ou de custeio. Apesar disso, faculta a aplicação total ou parcial das regras a esses concursos.

A possibilidade também é aberta a casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária, a processos seletivos para admissão de agentes comunitários de saúde e de combate às endemias e à contratação de professores, técnicos e cientistas estrangeiros pelas universidades.

Conforme o texto, o concurso compreenderá, no mínimo, a avaliação por provas ou provas e títulos. Há a possibilidade de realização de curso ou programa de formação, desde que as atribuições do cargo justifiquem isso e que haja previsão em edital. Se a lei específica da carreira determinar, o curso ou programa de formação será obrigatório.

O texto proíbe, em qualquer fase ou etapa do concurso público, a discriminação ilegítima de candidatos com base em idade, sexo, estado civil, condição física, deficiência, etnia, naturalidade, proveniência ou local de origem. Um destaque do PT tentou incluir a vedação à discriminação por orientação sexual e substituir etnia por raça e local de origem por moradia. Os deputados, porém, rejeitaram a mudança.

De acordo com o projeto, a autorização para abertura de concurso público deverá ser motivada pela evolução do quadro de pessoal nos últimos cinco anos e estimativa das necessidades futuras em face das metas de desempenho institucional para os próximos cinco anos.

Leia mais:Câmara aprova fim de saídas temporárias para detentos

Outras condições são a denominação e quantidades de vagas a serem preenchidas, com descrição das atribuições, inexistência de concurso público anterior válido para os mesmos cargos, com candidato aprovado e não nomeado para os mesmos postos e estimativa do impacto orçamentário-financeiro no ano previsto para o preenchimento e nos dois seguintes, entre outros critérios.

O projeto permite a abertura excepcional de novo concurso mesmo que haja um anterior válido, com candidato aprovado e não nomeado para os mesmos postos, desde que se demonstre haver quantidade insuficiente de candidatos aprovados e não nomeados para atender às necessidades da administração pública.

O concurso poderá ser planejado e executado por comissão organizadora interna do órgão ou entidade que tem a necessidade das vagas ou por órgão ou entidade pública pertencente ao mesmo estado ou município ou diverso, mas que seja especializado na seleção, capacitação ou avaliação de servidores ou empregados públicos.

A comissão organizadora será composta por número ímpar de membros, ocupantes de cargo ou emprego público. Um deles será o presidente e o grupo decidirá por maioria absoluta. O texto propõe que a comissão tenha, no mínimo, um integrante da área de recursos humanos. Os demais membros deverão exercer atividades de complexidade igual ou superior às dos cargos a serem preenchidos.

Há regras para o edital do concurso público, como quantidade de vagas a serem preenchidas e descrição das atribuições e dos conhecimentos, habilidades e competências. Entre outras coisas, o documento deve conter procedimentos para inscrição, valor da taxa e regras para isenção ou redução, etapas do concurso, critérios de classificação, desempate e aprovação e percentuais mínimos e máximos de vagas destinadas a pessoas com deficiência ou que se enquadrem nas hipóteses legais de ações afirmativas e de reparação histórica.

Será possível realizar o concurso total ou parcialmente a distância, de forma online ou por plataforma eletrônica com acesso individual seguro e em ambiente controlado, desde que garantida a igualdade de acesso às ferramentas e dispositivos do ambiente virtual. Isso, no entanto, depende de regulamentação.

A lei entra em vigor no dia 1º de janeiro do quarto ano após a sua edição. A aplicação pode ser antecipada pelo ato que autorizar a abertura de cada concurso público.

Segundo o texto, a lei não se aplica aos concursos públicos cuja abertura tenha sido autorizada por ato editado antes de sua entrada em vigor. Há ainda previsão de que estados e municípios editem normas próprias para a realização de concursos.

Por:Jornal Folha do Progresso em 05/08/2022/11:18:53 com informações agencia e Dol

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Entra em vigor redução de até 90% nas multas ambientais no Mato Grosso

( Foto Divulgação) –  Segundo a publicação da lei, alguns detalhes podem ser levados em consideração para calcular o desconto que pode variar de 60% a 90% para todos os processos administrativos; Confira! O Decreto 1.436/2022 que possibilita a redução de até 90% nas multas ambientais publicado pelo Governo de Mato Grosso entra em vigor, porém, deve-se ter atenção ao prazo para solicitação que vai até o dia 30 de agosto de 2022.

Agora preste atenção, você precisa fazer esse pedido até o dia 30 de agosto de 2022 para ter direito a um pacote de redução do valor da multa. Segundo a publicação da lei, alguns detalhes podem ser levados em consideração para calcular o desconto que pode variar de 60% a 90% para todos os processos administrativos. Atentando ao direito líquido e certo nos casos de crime ambiental somente existirá caso ocorra comprovação clara de que a autoridade competente certificou o cumprimento integral do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), contudo não se aplica o benefício caso a reparação ambiental tenha decorrido de outros fatores.

O Decreto 1.436/2022  de 18 de Julho de 2022 dispõe sobre os procedimentos para apuração e julgamento de infrações administrativas por condutas e atividades lesivas ao meio ambiente; a imposição de sanções; a defesa administrativa em primeira instância; a conversão de multa simples em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente, o sistema recursal e a cobrança de multa, no âmbito do Estado de Mato Grosso. A conciliação deve ser estimulada pela administração pública estadual ambiental, de acordo com o rito estabelecido no Decreto, com vistas a encerrar os processos administrativos estaduais relativos à apuração de infrações administrativas por condutas e atividades lesivas ao meio ambiente que ainda não tiveram decisão terminativa.

Em vigor o Decreto prevê que os novos processos de apuração de infrações administrativas por condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, no âmbito da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, tramitarão no Sistema Integrado de Gestão Ambiental de Autuação e Responsabilização. Toda tramitação do processo será eletrônica e terá permissão de acesso ao autuado e à todos aqueles que estiverem cadastrados no Sistema Integrado de Gestão Ambiental de Autuação e Responsabilização.

Abaixo o Jornal Folha do Progresso  disponibiliza o link de acesso a publicação do decreto pelo Diário Oficial – Decreto 1.436/2022

Por :Jornal Folha do Progresso em às 04/08/2022/ às 21:58:31 com informações de Compre Rural

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Justiça do MT determina que Governo do Mato Grosso revogue decreto que criou Parque do Cristalino

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) determinou que o governo de Mato Grosso revogue o decreto qREproduçãoue criou o Parque Estadual do Cristalino II, no município de Novo Mundo, a 791 km de Cuiabá, por não atender a legislação federal. (Foto:Reprodução)

O parque possui mais de 66 mil hectares e fica entre o Rio Teles Pires e a divisa com o Pará e abrange também o município de Alta Floresta (MT). A Sema informou por meio de nota que o estado já recorreu e cumprirá a decisão judicial, além de continuar atuando na região contra crimes ambientais.
A Procuradoria Geral do Estado encaminhou um oficio à Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) no dia 10 de julho informando sobre a decisão.
No decreto, os desembargadores do MT apontaram que a lei federal já previa a obrigatoriedade de consulta pública e estudos técnicos para a criação de unidade de conservação, o que, segundo a Justiça, não foram feitos. Por isso, alegaram incompetência ou ilegitimidade do estado em áreas do governo federal.
Os magistrados destacaram também que os estados não podem “violar as normas gerais editadas pela União: se a norma geral já houver sido criada, os Estados podem apenas complementar lacunas no exclusivo interesse de regular especificidades regionais; se a legislação federal não houver sido editada ao tempo da norma estadual, mas vier a sê-lo empós, suspenderá a eficácia desta no que lhe for contrária”.
Acrescentaram ainda que o estado não pode “atender a peculiaridades regionais, destituir de força normativa requisito estabelecido em legislação federal sobre o tema”.

Veja a nota da Sema na íntegra:
Informamos que o processo tramitou por mais de 20 anos e, neste período, o Estado já recorreu e se manifestou nos autos sempre que necessário. Neste momento, a decisão judicial será cumprida pelo Estado e o decreto de criação será revogado (Dec. nº. 2.628 de 30/05/01).

Destacamos que a decisão abrange apenas o Parque Cristalino II, e que o Parque Estadual do Cristalino segue como uma unidade de Proteção Integral, sob gestão estadual, com 66 mil hectares de área do Bioma Amazônia Preservados.

A Sema segue atuando na região contra crimes ambientais. Todo o território estadual é monitorado por satélites de alta resolução, que mostram alertas de desmatamento em tempo real. Os proprietários de áreas particulares recebem e-mails automáticos caso seja detectado o desmate ilegal na sua propriedade. Caso o dano ambiental não seja freado, são enviadas equipes para autuar em flagrante, apreender maquinários e proceder com a responsabilização administrativa e criminal.

A proteção das áreas de reserva legal também continuará sendo monitorada na região, que segue a regra do Bioma Amazônia, de 80% da área preservada.
Por:Jornal Folha do Progresso em /08/2022/ às21:42:32, com informações do G1 MT

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TJ-RS anula júri que condenou quatro pessoas no caso da Boate Kiss

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul anulou nesta quarta-feira (3/8) o júri que condenou quatro pessoas envolvidas na tragédia da Boate Kiss. Elissandro Spohr, Mauro Hoffmann, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão foram condenados por homicídio e tentativa de homicídio simples com dolo eventual pelas 242 mortes e mais de 600 feridos causados pelo incêndio da casa noturna, em Santa Maria (RS), na madrugada de 27 de janeiro de 2013.
242 pessoas morreram no incêndio da boate Kiss, na cidade de Santa Maria, em 2013

A anulação foi estabelecida por dois votos a um. O relator do recurso, desembargador Manuel José Martinez Lucas, afastou as teses das defesas dos réus e votou contra o pedido de nulidade. Os desembargadores José Conrado Kurtz de Souza e Jayme Weingartner Neto, contudo, reconheceram algumas alegações e votaram pela anulação do julgamento.

Entre as nulidades acolhidas, está a falta de igualdade de condições entre defesa e acusação durante o processo. “O nosso dever é avaliar se a condenação se sustenta juridicamente”, afirmou Weingartner Neto.

Apesar de votar contra a anulação, o relator classificou a decisão de prender os réus como “esdrúxula”. Eles foram presos graças a uma decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, que concedeu medida cautelar em suspensão de liminar para derrubar a decisão do desembargador José Manuel Martinez Lucas, do TJ-RS, que deferiu liminar em Habeas Corpus para impedir o juiz de primeiro grau de determinar a prisão imediata dos quatro acusados.

Especialistas ouvidos pela ConJur afirmaram, na época, que a decisão do presidente do Supremo era ilegal e inconstitucional. Isso porque a suspensão de liminar não pode ser usada para anular Habeas Corpus e a decisão teria violado a presunção de inocência.

Leia também:Réus do caso da boate Kiss são condenados; juiz decreta prisão, mas TJ concede habeas corpus

Direito de defesa
Na opinião do criminalista Alberto Toron, a anulação do júri é muito importante para reafirmar a amplitude do direito de defesa. “A acusação não pode mudar os termos constantes na denúncia em plena realização do julgamento pelo júri. Ali a acusação era de que eles haviam tido uma conduta dolosa, e durante os debates o promotor afirmou que eles agiram de forma omissiva. Essa mudança cerceia a defesa”, explica ele.

Outra nulidade apontada pelo advogado foi a redação do quesitos. “Mas o mais importante desse caso é que ele resgata a sabedoria do TJ-RS, que, antevendo essas e outras questões, determinou que os réus aguardassem o julgamento em liberdade. Coisa que de forma truculenta até não foi permitida por decisão do ministro presidente do Supremo Tribunal Federal”.

Rodrigo Faucz, advogado criminalista e pós-doutor em Direito (UFPR), destaca algumas nulidade reconhecidas pelo TJ-RS como a quantidade de sorteios de jurados. Foram três e o último sorteio ocorreu faltando apenas quatro dias úteis para o julgamento.

“O Código de Processo Penal exige que o sorteio seja realizado no máximo em até dez dias úteis. Fazer o sorteio tão próximo da data do júri impede que a defesa possa fazer uma análise dos nomes a fim de eventualmente afastar aqueles que estariam impedidos ou que seriam parciais”, explica.

Ele também destacou que ficou evidente que o Ministério Público teve vantagens competitivas em relação à defesa, uma vez que teve acesso a inúmeros bancos de dados para análise dos jurados.

Por fim, ele explica que com a decisão os réus devem ser soltos imediatamente. “Considerando que a prisão determinada pelo Min. Luiz Fux era fundamentada na condenação dos acusados, com a anulação do julgamento, não existe mais fundamento para a privação de liberdade”, resumiu.

Por:Jornal Folha do Progresso em 04/08/2022/09:52:56 com informações Conjur

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Caso Bárbara: Suspeito de envolvimento no assassinato de criança é encontrado morto em BH

Causa da morte é apurada. Menina de 10 anos, que desapareceu ao sair para comprar pão, foi sepultada nesta quarta-feira (3).  (Foto:Reprodução)
O homem que aparece em vídeos na companhia de Bárbara Victória Vitalino Rodrigues foi encontrado morto na tarde desta quarta-feira (3), em uma casa no bairro Cachoeirinha, na Região Nordeste de Belo Horizonte. O vídeo com o homem pode ser visto acima.
Há indícios de que Paulo Sérgio de Oliveira, de 50 anos, tenha cometido suicídio. As informações são da Polícia Militar e da Polícia Civil.

Paulo chegou a ser conduzido à delegacia na última segunda-feira (1º) após a Polícia Militar encontrar, em sua casa, um saco de pão semelhante ao que Bárbara tinha comprado. Ele foi liberado e não ficou preso.

Segundo o boletim de ocorrência da PM, Paulo negou conhecer Bárbara Victória e disse que não era ele quem aparecia nas imagens das câmeras de segurança. Depois, confirmou que aparecia no vídeo e que conhecia Bárbara, mas que não tinha feito nada com ela.

Corpo foi encontrado no bairro Cachoeirinha, em BH — Foto: Saulo Luiz / TV Globo
Corpo foi encontrado no bairro Cachoeirinha, em BH — Foto: Saulo Luiz / TV Globo

O que diz a Polícia Civil

O delegado Saulo Castro, porta-voz da Polícia Civil, afirmou que ainda não é possível determinar a causa da morte, mas “há indícios de possível suicídio”.

    “Por enquanto, não é possível determinar a causa da morte [do suspeito]. Há indícios de possível suicídio. A Polícia Civil de Minas Gerais esclarece que as investigações relativas ao homicídio da criança seguem paralelamente”, disse o porta-voz.

O delegado Saulo Castro, porta-voz da Polícia Civil, afirmou que ainda não é possível determinar a causa da morte, mas "há indícios de possível suicídio". (Foto:REprodução G1)
O delegado Saulo Castro, porta-voz da Polícia Civil, afirmou que ainda não é possível determinar a causa da morte, mas “há indícios de possível suicídio”. (Foto:REprodução G1)

Quando Bárbara desapareceu?

Bárbara foi vista pela família pela última vez por volta das 17h30 do último domingo (31), quando saiu de casa para ir a uma padaria para comprar pão. Ela já tinha o hábito de fazer esse trajeto.

 Menina Bárbara Vitória, que foi achada morta na Grande BH após sair de casa para ir à padaria — Foto: Arquivo Pessoal

Menina Bárbara Vitória, que foi achada morta na Grande BH após sair de casa para ir à padaria — Foto: Arquivo Pessoal

Ela chegou a ir à padaria?

Sim. Imagens de circuito de segurança (veja abaixo) mostram Bárbara saindo da padaria, localizada na Rua Joaquim Abel Coelho.

A menina enfrenta a fila do caixa e, depois de ser atendida, guarda o troco em uma bolsa e sai de lá com um saco de pães. Ela chega a se despedir de uma atendente quando o relógio do circuito marca 17h46.

Menina foi vista pela última vez por uma atendente da padaria Menina Bárbara Vitória, que foi achada morta na Grande BH após sair de casa para ir à padaria — Foto: Arquivo Pessoal
Menina foi vista pela última vez por uma atendente da padaria
Menina Bárbara Vitória, que foi achada morta na Grande BH após sair de casa para ir à padaria — Foto: Arquivo Pessoal

O que aconteceu depois?

Imagens registradas por câmeras de segurança mostram Bárbara atravessando uma rua ao lado de um homem vestido de preto, às 17h52. Ele faz um sinal, e a criança para na calçada, na esquina, e espera enquanto ele segue adiante.

Depois de pouco mais de um minuto, quando o relógio marca 17h53, o homem retorna e eles voltam a atravessar a mesma rua juntos, no sentido oposto (veja vídeo no começo da reportagem).

Às 17h55, outra câmera registra o momento em que Bárbara desce uma rua, correndo, ao lado do mesmo homem.

Onde e quando o corpo de Bárbara foi encontrado?

O corpo de Bárbara foi encontrado em um matagal próximo a um campo de futebol por uma estudante que estava ajudando nas buscas. O campo fica a cerca de 500 metros da casa da menina.

A criança vestia apenas a camisa do Atlético-MG, com a qual ela estava antes de desaparecer, e uma corda foi encontrada perto do corpo.

Corpo foi encontrado em um matagal próximo a um campo de futebol em Ribeirão das Neves — Foto: Flávia Ayer/TV Globo
Corpo foi encontrado em um matagal próximo a um campo de futebol em Ribeirão das Neves — Foto: Flávia Ayer/TV Globo

Fonte:G1 MG

Por:Jornal Folha do Progresso em 04/08/2022/08:05:53

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