A convite do Governo do Pará, Lula vai participar da COP27 no Egito, onde deve indicar ministro do Meio Ambiente

Em viagem a Manaus, Lula visita floresta Amazônica (Foto:Ricardo Stuckert)
Convites para participação na conferência do clima da ONU vieram do governador do Pará, Hélder Barbalho, e da Presidência do Egito.

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu participar da conferência sobre mudanças climáticas da ONU, a COP27, que acontece entre os dias 6 e 18 de novembro no Egito, decisão que foi bem recebida por ambientalistas após quatro anos de reveses. A expectativa é que o petista já chegue à conferência na cidade de Sharm el-Sheik, o primeiro grande evento internacional desde sua vitória, com o nome do indicado para comandar o Ministério do Meio Ambiente em seu governo.

O convite para a participação de Lula foi feito pelo governador do Pará, Hélder Barbalho (MDB). Houve também contato do governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), que preside o Consórcio de Governadores da Amazônia Legal — grupo que reúne os nove líderes da região e terá pela primeira vez um estande no evento. Organizações da sociedade civil que terão um espaço próprio foram outro grupo que estendeu convites para o governo de transição.

Lula também foi convidado na própria segunda-feira pela Presidência do Egito, e se juntará a uma lista de peso internacional. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, irá à conferência, assim como Giorgia Meloni, nova premier italiana, e o presidente da França, Emmanuel Macron. Não está claro, contudo, se todos estarão simultaneamente no evento.

Há uma cúpula para os líderes nos dois primeiros dias da COP27, mas Biden só irá ao Egito no dia 11, por exemplo. Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, o mais provável é que o petista faça a viagem na segunda semana da conferência devido às questões logísticas, orquestrando sua agenda com as dos governadores amazônicos — os cinco que confirmaram sua ida estarão lá simultaneamente entre os dias 14 e 15.

Aliados consideram natural que o petista já chegue à COP27 com o nome de seu ministro para apresentar ao mundo. Uma das citadas para assumir a pasta é a deputada federal eleita Marina Silva (Rede-SP), que foi ministra do Meio Ambiente nos dois primeiros governos de Lula. Ela também irá a conferência na segunda semana.

Lideranças petistas, porém, afirmam que seria mais provável que Marina fosse indicada para comandar a Autoridade Climática, instituição que irá coordenar a ação de vários ministérios na questão ambiental. A criação da autoridade foi uma das propostas apresentadas pela líder da Rede a Lula como condicionante para que ela declarasse apoio ao petista.

A decisão de Lula foi bem recebida por ambientalistas, que apontam para o bom cartão de visitas petista como um sinal de que as sinalizações petistas para a pauta ambiental não são palavras ao vento: entre 2004 e 2012, anos em que Lula e Dilma Rousseff estiveram no Palácio do Planalto, o desmate na Floresta Amazônica caiu 80%. Nos três primeiros anos de Bolsonaro, subiu 73%.

— O fato do Lula ir para a COP é uma demonstração da importância do tema climático para o governo petista e para retirar o Brasil da posição de pária — disse ao GLOBO Ana Toni, diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade. — Além disso, ele certamente deve pautar o tema de transição justa, de assegurar que os temas de clima e desenvolvimento caminhem colados uns aos outros (…). A ida dele para a COP também dá esse tom: o Brasil está de volta, o desmate vai acabar, mas trazendo junto o combate à pobreza.

Governo de transição x governo de saída

Se o governo de Jair Bolsonaro chegou às últimas duas COPs como pária internacional, a decisão de Lula deve renegar ainda mais a gestão cessante ao lugar de pato manco. O governo busca driblar o desmate e as emissões recordes de gases-estufa na COP, aproveitando-se da crise energética desencadeada pela guerra na Ucrânia para promover o país como um expoente da energia limpa — apesar de retrocessos que poluíram a matriz brasileira nos últimos anos.

O MMA planeja um megaestande em parceria com as Confederações Nacionais da Indústria e da Agricultura, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos e o Sebrae. A instalação ficará bem em frente ao espaço dos governadores na Zona Azul — a área onde ocorrem as negociações entre os países — e perto do lugar onde ficarão as organizações da sociedade civil.

— Ninguém vai prestar atenção nos representantes oficiais do governo do Brasil — disse o climatologista Carlos Nobre, um dos maiores especialistas globais sobre Amazônia. — Talvez só alguns queiram ir lá para perguntar como a bancada do novo Congresso, com muitos defensores do governo atual, vai se manifestar com relação aos compromissos do Brasil com a mudança climática.

Para Nobre, os primeiros sinais dados por Lula em sua fala minutos após o Tribunal Supremo Eleitoral confirmar sua vitória foram positivos: o Brasil está “pronto para retomar seu protagonismo na luta contra a crise climática”, disse Lula, sinalizando promessas de reindustrialização, a criação de um ministério para os povos originários e o desmate zero:

— É a primeira vez que um presidente diz que irá levar o desmatamento a zero. Não diminui-lo, mas zerá-lo. Isso vai criar uma nova economia na Amazônia de floresta em pé, vai proteger as comunidades locais e os povos indígenas, dar um protagonismo do combate à emergência climática.

Por:Jornal Folha do Progresso em 01/11/2022/15:13:54 com informações de O Globo

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Brasil deve vacinar 161 milhões de bovinos e bubalinos contra aftosa

(Foto:Reprodução) – Começa hoje (1º) e vai até o próximo dia 30 a segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Febre Aftosa 2022.

Em dez estados – Alagoas, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Roraima e Rio Grande do Norte – a imunização de 161 milhões de bovinos e bubalinos ocorrerá em animais de até 24 meses, conforme o calendário nacional de vacinação.

Cronograma

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária ( Mapa), para as 11 unidades da Federação – Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Tocantins e o Distrito Federal -, que compõem o Bloco IV do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância da Febre Aftosa (PE-PNEFA), a vacinação em novembro será para bovinos e bubalinos de todas as idades. O bloco totaliza 141 milhões de animais a serem vacinados.

A inversão das estratégias de vacinação em alguns estados, observou o ministério, foi adotada em abril com objetivo de adequar a demanda de vacinas contra febre aftosa ao cronograma previsto de produção da indústria e, assim, garantir a oferta de vacinas para manter índices satisfatórios e a imunidade do rebanho.

Os imunizantes devem ser adquiridos nas revendas autorizadas e mantidos entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização – incluindo o transporte e a aplicação, já na fazenda. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 ml na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina.

“Além da vacinação, o produtor deve fazer a comprovação no órgão executor de defesa sanitária animal de seu estado. A declaração da vacina pode ser entregue de forma online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados”, orientou o ministério. Ainda segundo a pasta, em caso de dúvidas, a sugestão é para que procurem o órgão executor de defesa sanitária animal do estado.

Retirada da vacinação

Após a etapa de novembro, sete unidades da Federação do Bloco IV do PE-PNEFA – Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Tocantins – vão suspender a vacinação. Ao todo, serão aproximadamente 114 milhões de bovinos e bubalinos que deixarão de ser vacinados, o que corresponde a quase 50% do rebanho total do país. A ação faz parte da evolução do projeto de ampliação de zonas livres de aftosa sem vacinação no país, previstas no programa.

De acordo com o ministério, nesse momento de evolução sanitária da doença, não haverá restrição na movimentação de animais e de produtos entre os estados do Bloco IV, que terão a vacinação suspensa a partir de 2022, e os demais estados que ainda praticam a imunização.

“O Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura aguarda a evolução nos demais estados, a fim de compor o pleito brasileiro para o reconhecimento internacional de zona livre sem vacinação na Organização Mundial da Saúde Animal”, afirmou em nota.

Zona Livre

Atualmente, no Brasil, somente os estados de Santa Catarina, do Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, de Rondônia e partes do Amazonas e de Mato Grosso têm a certificação internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação. (Com informações da Agência Brasil – Brasília).

Jornal Folha do Progresso em 01/11/2022

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Denúncias do Disque 100 e Ligue 180 são encaminhadas para mais de 55 mil órgãos

Sob a gestão do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), os canais de atendimento são gratuitos e podem ser acionados em casos de violações de direitos humanos. (Foto:Reprodução/MMFDH)

Mulheres, crianças e adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, comunidades tradicionais e populações em situação de rua constam entre os grupos atendidos pelo Disque 100 e Ligue 180.

Sob a gestão do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), os canais de atendimento da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) – Disque 100 (Disque Direitos Humanos) e o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) – recebem denúncias de violações e encaminham às entidades competentes como os conselhos tutelares, as delegacias de polícia e o Ministério Público. Ao todo, mais de 55 mil instituições assistenciais ou de persecução penal responsáveis por políticas públicas de proteção às vítimas são acionados pelas centrais.

“É importante esclarecer à sociedade brasileira os caminhos pelos quais as denúncias recebidas pelas nossas centrais passam até que cheguem aos órgãos competentes. Toda e qualquer suspeita deve ser denunciada ao Disque 100 ou Ligue 180 a fim de a subnotificação não prevaleça em casos de violação aos direitos humanos”, incentiva a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Britto.

Titular da ONDH/MMFDH, Nabih Henrique Chraim explica que a Ouvidoria segue uma matriz de encaminhamento de denúncias que leva em consideração o tipo da violação, o público afetado e o local de ocorrência do fato, entre outras questões. O ouvidor ressalta ainda que a listagem dos contatos da rede de proteção é constantemente atualizada.

“Quando a vítima é criança ou adolescente, a denúncia é encaminhada ao Conselho Tutelar. Nos casos em que a violação configura um crime, os encaminhamentos são para a delegacia especializada ou comum, no caso de inexistência daquela, e ao Ministério Público, todos do local da violação. Todavia, a depender da matéria, a demanda é encaminhada a outros atores, como por exemplo, no caso de trabalho escravo, à Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo – DETRAE”, exemplifica.

Entre os principais órgãos que podem ser acionados pela ONDH em casos de violações de direitos humanos, também estão os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas).

Atendimento

Sobre o número de atendimentos do Disque 100 e do Ligue 180, em 2021 foram mais de 309,3 mil denúncias recebidas. Já de janeiro a junho deste ano, mais de 190 mil registros foram feitos pelos canais da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.

O Disque 100 e o Ligue 180 são gratuitos e podem ser acionados por qualquer pessoa por meio de ligação, site da Ouvidoria, aplicativo Direitos Humanos, Telegram (digitar na busca “Direitoshumanosbrasil”) e WhatsApp (61-99656-5008). O atendimento está disponível 24h por dia, inclusive sábados, domingos e feriados.

Sobre as especificidades, o Ligue 180 é um canal exclusivo para mulheres. Além de denúncias de violência, como a familiar ou política, o serviço compartilha informações, recebe reclamações sobre a rede de atendimento e acolhimento à mulher em situação de violência e orienta sobre direitos e legislação vigente.

Já outros grupos são atendidos pelo Disque 100, também na estrutura do MMFDH. Entre eles, estão crianças e adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência e população em situação de rua. O canal está disponível ainda para denúncias de casos que envolvam discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais, além de solicitação de informações e de registro de reclamações.

Após realizar a denúncia, ela é encaminhada para os órgãos de proteção (delegacias, conselhos tutelares etc.) e o denunciante poderá acompanhar os encaminhamentos com o número do protocolo da denúncia.

Denuncie

Denunciar é importante para a proteção da vítima e também para mobilizar os órgãos públicos municipais, estaduais e federais, com o intuito de combater os diferentes tipos de violência. Além disso, contribui para a elaboração de políticas públicas que garantam a proteção da sociedade civil e da vítima. É essencial, ainda, para fazer com que o violador assuma o erro judicialmente.
Fonte:Assessoria de Comunicação Social do MMFDH
Por:Jornal Folha do Progresso em 01/11/2022/07:05:53

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Caminhoneiros fecham rodovias contra resultado das urnas após derrota de Bolsonaro

Bloqueio em rodovia de Santa Catarina nesta segunda-feira (31) — Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação

Bloqueios começaram horas após o anúncio da vitória de Lula (PT) para a Presidência da República. Polícia Rodoviária Federal informou que negocia com manifestantes, mas não adota medidas para liberar vias.

Grupos de caminhoneiros bolsonaristas começaram a fechar rodovias em ao menos 18 estados contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL) para a Presidência da República. Os bloqueios se iniciaram horas após o anúncio da vitória do petista, que foi oficializada às 19h57 deste domingo (30).

Até por volta de 15h15 desta segunda-feira (31), eram mais de 100 pontos de protestos nos seguintes estados: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins, Amazonas, Acre, Roraima e Maranhão.

Veja mais abaixo a situação dos protestos em cada unidade da federação.

Nesta manhã, a maior parte dos bloqueios era total, sem que qualquer veículo fosse liberado para passar nas vias tomadas pelos caminhoneiros. No entanto, houve locais onde veículos como ambulância ou carros de passeio eram autorizados pelos caminhoneiros a seguir viagem.

A maior parte das estradas onde houve bloqueios era federal, mas também houve atos em rodovias estaduais. Os bloqueios acontecem principalmente nos estados do Sul e do Centro-Oeste do país.

Houve registros de motoristas de carros sendo hostilizados, com vidros sendo quebrados, como os casos que aparecem no vídeo abaixo, na Via Dutra, na altura de Barra Mansa (RJ). Até a última atualização desta reportagem, não havia detalhes sobre o que motivou as agressões ou se a polícia chegou a intervir em algum dos casos.

Em nota, a Polícia Rodoviária Federal afirmou ter tomado, desde domingo, todas as providências para o retorno da normalidade do fluxo. No fim da manhã desta segunda, a corporação informou que vai à Justiça para liberar as vias e que iniciou negociação com os manifestantes.

A PRF informou que já acionou a Advocacia-Geral da União (AGU), que representa órgãos do governo em ações judiciais, para apresentar os pedidos à Justiça Federal.

Rio de Janeiro

Em Barra Mansa, no Sul do Rio de Janeiro, a Via Dutra, que liga a capital fluminense à capital paulista, foi fechada nos dois sentidos por caminhoneiros no início da madrugada desta segunda. Até a última atualização desta reportagem, a rodovia seguia totalmente bloqueada nos dois sentidos.

A Polícia Rodoviária Federal não informou se algum tipo de veículo, como ambulância ou caminhão de alimentos, tinha a passagem liberada pelo bloqueio.

Goiás

prf goiasPRF faz negociação para liberar interdição na BR-060 em Anápolis Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Em Goiás, os bloqueios começaram na noite de domingo e seguiam na manhã desta segunda. No início da tarde desta segunda eram 8 pontos de interdição em protestos contra resultado das urnas após derrota de Bolsonaro. Foram queimados pneus e papelão em estradas, e houve congestionamentos nos dois sentidos em algumas pontos. Em alguns pontos, somente ambulâncias estavam sendo liberadas. Até a última atualização desta reportagem, não havia registro de violência nos atos.

No início da manhã, as interdições ocorriam nos seguintes pontos: no km 101 da BR-060 (bloqueio total), em Anápolis; km 703 da BR-153, em Itumbiara (interdição parcial); km 19 da BR-040, em Luziânia; km 94 da BR-040, em Cristalina; km 196 da BR-364, em Jataí.

Mato Grosso

greveManifestantes fazem bloqueio em Lucas do Rio Verde. — Foto: PRF

Em Mato Grosso, a concessionária que administra a BR-163 informou que, na manhã desta segunda (31), havia bloqueios na rodovia em trechos nos municípios de Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Cuiabá e Várzea Grande.

Em Rondonópolis, a informação era que a rodovia já havia sido liberada quando esta reportagem foi publicada.

Manifestantes queimaram pneus nos protestos e não estava sendo permitida a passagem de nenhum veículo, nem mesmo os da concessionária. Havia trechos em que eles trancaram a via com carros e carretas. Em nota, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que segue atenta e monitora todas as ocorrências com a tarefa de garantir o fluxo viário normal a todos os cidadãos.

Pará

No Pará, duas rodovias federais tiveram manifestações e bloqueios por caminhoneiros em diferentes cidades. Na manhã desta segunda-feira havia dois pontos de interdição total, um parcial e outros dois pontos com manifestações. Os bloqueios eram feitos com caminhões e tratores na pista, além de queima de pneus. A BR-010 e a BR-163 têm pontos com bloqueio total e outros com manifestações sem interferência no trânsito

Paraná

Por volta das 13h40, o Paraná tinha pontos de bloqueio em rodovias federais e estaduais por conta de manifestações de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL). Em Maringá, no norte do estado, o protesto bloqueou trecho da BR-376. Segundo a Polícia Militar (PM), papelão e pneus foram queimados para fazer o bloqueio. A PRF afirmou que atua em todos os pontos “negociando a liberação com os manifestantes”.

Rio Grande do Sul

Cerca de 13 rodovias federais e estaduais do Rio Grande do Sul foram bloqueadas em protestos que começaram ainda na noite de domingo. Às 7h30 desta segunda-feira, havia 2 bloqueios na ERS-122, 2 bloqueios na BR-285, 2 bloqueios na BR-116, um bloqueio na ERS-463 e um bloqueio nas BR 470, 158 e 153.

Santa Catarina

Por volta das 13h50 desta segunda-feira (31), havia 23 trechos de rodovias em Santa Catarina. Os atos tiveram início na noite de domingo (30). A PRF informou que atua de forma pacífica para liberar as vias.

São Paulo

Pela manhã, manifestantes atearam fogo em pneus às margens da BR-153 e o trecho foi interditado nos dois sentidos, em Rio Preto. O grupo também provocou congestionamento em Penápolis. Birigui, Itapetininga, Ourinhos e Sorocaba.

Por causa da interdição na Via Dutra, na altura da cidade de Barra Mansa (RJ), as viagens e vendas de passagens com saída de São Paulo para o Rio de Janeiro foram suspensas na Rodoviária do Tietê nesta segunda (31).

Por volta das 13h, a Rodovia Anhanguera tinha um ponto de bloqueio em Limeira. Manifestantes usavam tratores e caminhões para bloquear a pista.

Bahia

Na Bahia, o bloqueio ocorreu na BR-020, na altura de Luís Eduardo Magalhães, cidade do oeste do estado. Os manifestantes bloquearam a rodovia e colocaram fogo em pneus.

Rondônia

Ao menos seis trechos da BR-364 e um da BR-421 foram bloqueados em Rondônia por apoiadores de Bolsonaro. As primeiras manifestações começaram na noite do domingo, logo após os resultados do segundo turno das eleições, e se espalharam por pelo menos cinco cidades na manhã desta segunda.

Santa Catarina

Ao menos 27 trechos de rodovias em Santa Catarina tinham registro de bloqueios na manhã desta segunda. Vários manifestantes usavam camisetas do Brasil e bandeiras do país. Houve trechos com queima de pneus e também com areia jogada na rodovia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), não há liderança para negociar a liberação dos trechos.

Espírito Santo

No Espírito Santo, pelo menos um trecho da BR-101 no município de Itapemirim teve bloqueio. O ato começou às 10h10, mas, segundo a PRF, o trânsito já fluía normalmente às 10h45 e os manifestantes distribuíam panfletos.

Amazonas

Amazonas tem pontos de interdição em protestos nesta segunda. Um dos bloqueios acontece na BR-174, rodovia que liga Manaus, capital do Amazonas, a Boa Vista, capital de Roraima. Também há relatos de interdições na BR-230, conhecida como Transamazônica.

prf2Manifestantes bloqueiam BR-174, no Amazonas, após derrota de Bolsonaro — Foto: Antônio Carlos/Rede Amazônica

A Polícia Rodoviária Federal no Amazonas afirmou que está atuando na BR-174. “As equipes estão no local trabalhando para a melhoria do fluxo”.

LEIA TAMBÉM:

Bolsonaristas fecham rodovia BR 163 em Novo Progresso

Moradores apoiadores de Bolsonaro fecham BR-163, em Moraes Almeida, no Pará, após derrota do presidente

(Com informações do g1).

Jornal Folha do Progresso em 31/10/2022

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PRF aciona AGU para obter liminar contra protestos de caminhoneiros

Bloqueio  por moradores também acontece na BR 163 em Novo Progresso, no sudoeste do estado do Pará. (Foto:Via WhatsApp)

De acordo com a instituição de segurança pública, negociação para ‘o retorno da normalidade do fluxo’ aconteceu de maneira imediata após início das interdições.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acionou a Advocacia-Geral da União para obter uma liminar para proibir protestos de caminhoneiros por meio de uma liminar judicial. A instituição emitiu nota na manhã desta segunda-feira (31), após as várias interdições de caminhoneiros nas rodovias brasileiras. Os motoristas contestam os resultados das urnas, após a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Leia mais:Moradores apoiadores de Bolsonaro fecham BR-163, em Moraes Almeida, no Pará, após derrota do presidente

*Bolsonaristas fecham rodovia BR 163 em Novo Progresso

Por:Jornal Folha do Progresso em 01/10/2022/07:05:53

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Lula presidente: 15 propostas para o Meio Ambiente

Lula com Marina durante evento de adesão da ex-ministra à campanha (Foto: Ricardo Stuckert )

Retomada de programas e fundos, fortalecimento de órgãos ambientais e destinação de terras públicas fazem parte da lista

De todas as ameaças que a reeleição de Jair Bolsonaro trazia, a mais assustadora, pelo menos para o resto do planeta, era a destruição da Amazônia e do Meio Ambiente, uma ação sistemática desenvolvida durante seus quatro anos de mandato, marcado por recordes seguidos de desmatamento e queimadas. A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva traz uma renovada esperança já que, em seu governo (2003/2010), houve redução de mais de 80% no desmatamento. Na reta final das eleições, a campanha de Lula fechou uma lista de 15 propostas na área ambiental que devem balizar as ações do novo governo. “Vai dar um trabalhão para consertar todas as lambanças e as maldades que essa quadrilha fez. Mas nós vamos fazer”, afirmou o deputado estadual reeleito Carlos Minc (PSB/RJ), ministro do Meio Ambiente de 2008 a 2010, nos governos Lula e Dilma.

A lista de 15 propostas inclui objetivos ousados como a destinação de florestas e áreas públicas da União para indígenas, quilombolas e unidades de conservação e a criação do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Silvicultura de Espécies Nativas para recuperação de áreas degradadas. Outras são mais simples de implementar porque retomam programas dos governos petistas enterrados por Bolsonaro como os Planos de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia e do Cerrado e a reativação do Fundo Amazônia e do Fundo Clima. “Vai ser um governo de restauração ecológica. Os planos contra o desmatamento na Amazônia e os fundos já estão desenhados, mas eles precisam ser refeitos e atualizados, incorporando novos mecanismos, novos financiamentos”, argumentou Minc.

Serão revogados decretos e portarias que cancelam multas ambientais; que restringem a ação dos órgãos ambientais; que facilitam a liberação de agrotóxicos, muitos proibidos na Europa; que estimulam o desmatamento, a grilagem e o garimpo ilegal

As propostas incluem a atualização do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, mas o próprio presidente eleito repetiu na campanha que a questão climática seria prioridade de todo o governo. “A política ambiental será tratada de forma transversal, ou seja, todos os ministros terão obrigação com a questão climática”, garantiu Lula durante encontro, em setembro, com a ex-ministra Marina Silva, eleita deputada federal por São Paulo com mais de 200 mil votos. “O presidente Lula se comprometeu publicamente com propostas muito consistentes, que agora integram seu programa de governo. Elas constituem a base para que o Brasil possa fazer a transição climática, a transição energética, a transição para uma agricultura de baixo carbono e a sua reindustrialização já na lógica do que seria uma indústria 4.0. O programa dá as bases para que se possam criar essas pilastras de uma transição consistente para um modelo sustentável de desenvolvimento”, afirmou a própria Marina em entrevista à DW dias antes do segundo turno.

Três dias antes do segundo turno, Marina se uniu aos também ex-ministros Celso Amorim (Relações Exteriores) e Aloysio Mercadante (Ciência e Tecnologia e Educação) para uma entrevista coletiva à imprensa estrangeira para reiterar que, no novo governo Lula, a questão ambiental estará no mais alto nível das prioridades. “Temos eixos e diretrizes estratégicas robustas para enfrentar o desmonte da política ambiental e, ao mesmo tempo, colocar o Brasil numa trajetória virtuosa”, disse a ex-ministra Marina Silva.

Minc acredita que as primeiras ações do governo Lula darão uma sinalização de mudança para o mundo. “Serão revogados decretos e portarias que cancelam multas ambientais, que restringem a ação dos órgãos ambientais, que facilitam a liberação de agrotóxicos, muitos proibidos na Europa, que estimulam o desmatamento, a grilagem e o garimpo ilegal”, destacou o ex-ministro, lembrando que outras ações vão demandar mais tempo. “Não se tira milhares de garimpeiros das terras yanomamis da noite para o dia”, acrescentou o ex-ministro. Os próprios indígenas calculam que há 20 mil garimpeiros na TI Yanomami, em Roraima.

Focos de incêndio na via de acesso à Terra Indígena Bau, do povo Kayapó, em Novo Progresso, Pará: com Lula, promessa de retomada de programas de controle e combate a queimadas e desmaamento (Foto: Cícero Pedrosa Neto/Amazônia Real - 02/09/2022)
Focos de incêndio na via de acesso à Terra Indígena Bau, do povo Kayapó, em Novo Progresso, Pará: com Lula, promessa de retomada de programas de controle e combate a queimadas e desmaamento (Foto: Cícero Pedrosa Neto/Amazônia Real – 02/09/2022)

São essas as 15 propostas elaboradas pela área de Meio Ambiente da campanha do agora presidente eleito Lula:

1. Controle do desmatamento e queimadas na Amazônia e outros biomas – retomar os Planos de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia e do Cerrado – com os arranjos necessários à sua efetividade frente à situação atual de devastação e criminalidade.

2. Fortalecimento dos sistemas de meio ambiente e de recursos hídricos e dos órgãos ambientais – reconstituir e integrar os órgão e instituições do Sistema Nacional de Meio Ambiente – SISNAMA, quanto ao Sistema Nacional de Recursos Hídricos – SINGREH, restabelecendo a autonomia e liderança do Ministério do Meio Ambiente e fortalecendo o Ibama, o ICMBio e o Institutos de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

3. Retomada do Acordo de Paris e da Política do Clima – retomar o Acordo de Paris em outro patamar, corrigindo e ampliando a ambição em relação à NDC. O Plano Nacional sobre Mudança do Clima será atualizada e a governança da política de clima elevada ao nível da Presidência da República

4. Apoio à economia da sociobiodiversidade – Retomar e ampliar a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, com foco na cadeia produtiva da sociobiodiversidade – associada aos direitos territoriais, modos de vida, práticas e conhecimentos tradicionais

5. Destinação de florestas e áreas públicas da União – Concluir destinação dos cerca de 57 milhões de hectares de terras públicas não destinadas na Amazônia, com prioridade para atendimento das demandas de povos indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais e para a criação de Unidades de Conservação

6. Reconhecimento e proteção de terras indígenas, quilombolas e territórios tradicionais – Concluir a demarcação de Terras Indígenas, assim como dos territórios quilombolas e das populações tradicionais, assegurando os direitos territoriais dos povos do campo, da floresta, das águas e dos mares

7. Ampliação e consolidação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) – Fortalecer e ampliar o SNUC à luz de critérios científicos e de demandas da sociedade, especialmente nos biomas de menor representatividade de áreas protegidas. A regularidade fundiária das UCs será prioridade e um programa com essa finalidade será criado.

8. Restauração ecológica de áreas degradadas – Estabelecer uma política de restauração ecológica e inclusiva de ecossistemas. Os manguezais serão incluídos na política de restauração. Criação de um Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Silvicultura de Espécies Nativas como suporte para a restauração.

9. Cidades sustentáveis – Integrar planejamento e gestão urbana à gestão ambiental e climática. Retomar a política de prevenção e monitoramento de desastres naturais, como enchentes, inundações e deslizamentos de encostas. Priorizar investimentos em estrutura verde, transporte de baixo emissão de carbono, criação de áreas urbanas protegidas, recuperação de áreas degradadas, conectividade ecológica e economia circular.

10. Proteção do sistema marino-costeiro – Defender a aprovação pelo Congresso da Política Nacional para a Conservação e o Uso Sustentável do Bioma Marinho Brasileiro (em tramitação) e do projeto de lei que reconhece e protege os territórios pesqueiros. Resgatar e implementar o Fundo Azul voltado ao apoio e criação e implementação de áreas marinhas protegidas. Retomar programas e projetos de ordenamento e gestão territorial

11. Educação ambiental para transição ecológica – Implantar a educação ambiental, de caráter crítico, transformador, emancipatório e popular, como eixo transversao à política ambiental e via para a transição ecológica. A promoção dos direitos dos animais entrará como conteúdo fundante da educação ambiental e das demais dimensões da política ambiental

12. Amazônia preservada e desenvolvida – Retomar e atualizar o Programa Amazônia Sustentável (PAS) como estratégia de soberania do Brasil sobre a Amazônia e base da construção de um pacto global pela preservação e desenvolvimento sustentável da região. Retomada do Fundo Amazônia e de novas formas de cooperação que contribuam para que o Brasil, e demais países amazônicos, ocupem o lugar de potência ambiental na ordem internacional

13. Mercado de carbono como instrumento da Política Nacional do Clima – Implementar o mercado de carbono no Brasil, definindo salvaguardas socioambientais e exploração dos créditos de carbono gerados pela redução das emissões por desmatamento e degradação

14. Transição energética e energia limpa para todos – Inserir o país na fronteira do conhecimento, desenvolvendo tecnologias pós combustíveis fósseis e fontes alternativas como solar, eólica em alto mar e em terra, biomassa, hidrogênio verde e biocombustíveis. Modernizar a infraestrutura de transmissão de eletricidade a partir de redes inteligente

15. Transportes de baixa emissão de carbono – Priorizar a eficiência e a cobertura de ônibus, trem, VLT e metrô, estimular a mobilidade para pedestres e ciclistas, bem como promover a eletrificação da frota de automóveis e caminhões através de biocombustíveis, incluindo fomento às células-combustível de hidrogênio a partir do etanol

Por:Oscar Valporto veja publicação original clique AQUI

Por:Jornal Folha do Progresso em 31/10/2022/10:44:54

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Treze horas após resultado, Bolsonaro mantém silêncio sobre vitória de Lula na eleição

Presidente Jair Bolsonaro do lado de fora do local de votação no Rio de Janeiro. — Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

Tradicionalmente, candidatos derrotados fazem declaração pública sobre o resultado da eleição. Lula obteve 60,3 milhões e volta à Presidência 12 anos após ter deixado o Planalto.

Treze horas após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter confirmado neste domingo (30) a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República, Jair Bolsonaro, candidato derrotado do PL à reeleição, ainda não se manifestou sobre o resultado.

O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h57, quando 98,81% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela hora, Lula, tinha 50,83% dos votos válidos e não poderia mais ser alcançado por Bolsonaro, que contabilizava 49,17% de votos válidos.

Leia mais:Lula é eleito presidente do Brasil

Ao todo, com 100% das urnas apuradas, Lula obteve 60,3 milhões de votos, e Bolsonaro, 58,2 milhões de votos.

A agenda de Bolsonaro para esta segunda-feira (31) não prevê compromissos oficiais. Pela manhã, o ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Cid, se dirigiu ao Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente. O general Walter Souza Braga Netto, que concorreu como candidato a vice de Bolsonaro, também foi visto entrando no Alvorada.

Leia também:Novo Progresso no ranking das cidades mais Bolsonaristas do Brasil

Tradicionalmente, candidatos derrotados ligam para o adversário e fazem uma declaração pública reconhecendo a vitória do oponente. Em 2018, por exemplo, o então candidato do PT Fernando Haddad reconheceu a vitória de Bolsonaro ainda no domingo à noite.

Durante discurso a apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, Lula contou que até as 23h45 não havia recebido telefonema de Jair Bolsonaro.

Leia mais:Moradores apoiadores de Bolsonaro fecham BR-163, em Moraes Almeida, no Pará, após derrota do presidente

“Vocês sabem que a gente vai ter que ter um governo para conversar com muita gente que está com raiva. Em qualquer lugar do mundo, o presidente derrotado já teria ligado para mim reconhecendo a derrota. Ele, até agora, não ligou, não sei se vai ligar e não sei se vai reconhecer”, disse.

Assim que o TSE declarou a vitória de Lula sobre Bolsonaro, diversos líderes mundiais reconheceram a vitória do petista, entre os quais: Joe Biden (Estados Unidos), Rishi Sunak (Reino Unido), Alberto Fernández (Argentina), Vladimir Putin (Rússia), Marcelo Rebelo de Sousa (Portugal), Olaf Scholz (Alemanha) e Volodymyr Zelensky (Ucrânia).

Presidente foi dormir

Bolsonaro acompanhou parte da apuração com aliados na Granja do Torto, residência de campo da Presidência que fica a cerca de 15 quilômetros do Centro de Brasília. Depois, dirigiu-se ao Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência onde, desde 2019, vive com a primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Jornalistas aguardavam manifestação de Bolsonaro em frente à residência oficial, mas até a última atualização desta reportagem não havia previsão de declaração do presidente.

Ao blog da Andréia Sadi, pessoas próximas de Bolsonaro afirmaram que tentaram falar com ele, mas foram informados de que o presidente foi dormir depois de saber o resultado das urnas.

Os três filhos políticos de Bolsonaro – o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) – também não haviam comentado o resultado das eleições até a última atualização desta reportagem.

‘Sensatez’

Durante entrevista na semana passada, o então candidato Lula foi questionado sobre qual reação esperava de Bolsonaro, caso fosse eleito.
Na ocasião, o agora presidente eleito afirmou que esperava que Bolsonaro tivesse “um minuto de sensatez” e telefonasse para ele “aceitando o resultado da eleição”.

Por:Jornal Folha do Progresso em 31/10/2022/10:17:42 com informações do G1

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Lula é eleito presidente do Brasil

Lula é eleito presidente num país dividido ideologicamente.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está eleito para o cargo de presidente neste domingo (30), ao derrotar em segundo turno o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Lula foi considerado eleito às 19h56min, com 50.83% dos votos no momento em que a apuração chegou a 98.81% das urnas. Jair Bolsonaro no momento da derrota possuía 49,17.Sem

Aos 77 anos, Luiz Inácio Lula da Silva foi presidente do Brasil por 8 anos, de 2003 a 2011. Ele conseguiu voltar ao cargo mais importante do país em uma eleição histórica, cheia de polêmicas, bastante acirrada, e diferença apertada.

Lula manteve o favoritismo do primeiro turno, quando obteve 57.259.504 (48,43%) contra 51.072.345 (43,20%) de votos de Bolsonaro. Com isso o petista consegue obter o mandato de presidente de 2023 a 2026.

Por:Jornal Folha do Progresso em 30/10/2022/19:55:39

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PRF apreendem mais de R$ 4 milhões em compra de votos em rodovias do Goiás, Ceará, Amazonas, Minas Gerais e Pará

Operação Eleições: PF e PRF apreendem mais de R$ 4 milhões em compra de votos

Polícia Rodoviária Federal (PRF) participa da Operação Eleições 2022(| Foto: Reprodução/PRF)

A Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam, de sexta-feira (28) até a manhã deste sábado (29), mais de R$ 4 milhões na operação Eleições 2022. Os valores apreendidos em rodovias do Goiás, Ceará, Amazonas, Minas Gerais e Pará, de acordo com a investigação, seriam usados para um suposto esquema de compra de votos no 2º turno. A maior apreensão ocorreu em Manaus (AM), onde a PF aprendeu R$ 3 milhões em espécie. O valor estava dividido em notas de R$ 50, R$ 100 e R$ 200.

Durante operação no km 166 da BR-050 em Uberaba (MG), a PRF apreendeu mais de R$ 1 milhão em espécie, na noite desta sexta-feira (28/10). Dentro de um compartimento, devidamente preparado para a ocultação de bens, os policiais localizaram mais de R$ 900 mil em espécie e cerca de U$ 40 mil dólares, também em dinheiro.

Em uma fiscalização neste sábado, na BR-230 em Marabá (PA), a PRF aprendeu cerca de R$ 22 mil e prendeu duas pessoas por crime eleitoral. No veículo foram encontrados diversos materiais de campanha de um candidato à Presidência da República (a PRF não mencionou quem era) e uma lista com nomes indicando pagamentos efetuado.

A operação conjunta que acontece neste fim de semana é organizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, além de ter a participação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), polícias civis e militares, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e de representantes das 27 unidades da federação.

Por:Jornal Folha do Progresso em 30/10/2022/07:05:53 com informações da Gazeta do Povo

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Saiba quais são as seleções que mais participaram do maior evento de futebol do mundo

Aproximadamente a um mês da Copa do mundo, os corações dos torcedores de todo mundo já não aguentam de ansiedade, já que se trata do maior evento de futebol do mundo, bem como apenas acontece de 4 em 4 anos.

O evento para o país e em dia de jogo isso acontece literalmente, já que todos ficam na expectativa da partida, sendo decretado em muitos casos, feriado nacional. Ademais, movimenta a economia não somente do país sede, mas de todos os países envolvidos no torneio, seja com a venda de artigos decorativos, comidas temáticas, até chegar, atualmente, nos mais diversos sites especializados em apostas esportivas, uma febre entre os brasileiros! Se você é um deles busque sempre apostas seguras com bet365.

Pois bem, incialmente é indispensável saber que a Copa do Catar será a edição de número 22 do torneio, com os mais diversos campeões, confrontos, sendo alguns de importância histórica como o ocorrido em 2018, na Rússia, partida disputada entre Irã e EUA, inimigos políticos durante anos e que selaram a paz num jogo de Mundial.

Brasil

Mas o assunto aqui é quem mais participou dessa competição. Não é muito difícil imaginar que a nossa seleção brasileira estará entre as primeiras, exatamente por toda tradição e história. O que nem todo mundo sabe é que a pentacampeã é a única seleção a ter disputado todas as edições da Copa do Mundo, contabilizando 22 participações.

Alemanha

Em segundo lugar temos os alemães, que além de ter participado de 20 edições do torneio, também é aquela que é a segunda maior em títulos, perdendo também apenas para o Brasil.

Itália e Argentina

Coincidentemente, igualmente com 4 títulos, assim como a Alemanha, os italianos vêm na terceira colocação em participações em Copa. A tetracampeã, que ficou de fora da última copa, participou de 18 edições. Assim como a Argentina que com apenas dois títulos em mundiais (1978 e 1986), também ocupa o terceiro lugar junto com a azurra com o mesmo número de participações.

México

Uma das mais tradicionais seleções do futebol mundial, que sempre forma times mito competitivos, mas que nunca conseguiu vencer uma Copa do Mundo. Porém, mesmo sem nenhum título de mundial, o México supera a maioria das fortíssimas seleções europeias e tem 17 participações em Copas do Mundo.

Inglaterra, Espanha e França

Em seguida temos as seleções da Inglaterra, Espanha e França, essas que já conquistaram o título, inclusive sendo a seleção francesa a atual campeã do torneio, as três possuem 16 participações.

Completando a Lista!

Para finalizar a lista, temo as seleções da Bélgica e Uruguai com 14 participações cada uma. A Iugoslávia e Sérvia e Montenegro são consideradas pela Fifa como predecessoras da Sérvia. Com isso, os sérvios somam 13 Mundiais em sua história. (Com informações  do O Impacto/Imagem: ge.globo.com).

Jornal Folha do Progresso em 28/10/2022/16:16:44

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