Alexandre de Moraes manda prender Cacique Tserere

Manifestantes dizem que índio foi preso injustamente a mando de Alexandre de Moraes (Foto:Reprodução)

Manifestantes que estão posicionados em frente ao Palácio da Alvorada denunciam que o índio Xavante Cacique Tsererê foi preso nesta segunda-feira (12) pela Polícia Federal.

 Ônibus queimado em protesto contra a prisão do cacique Tsererê (Foto:Reprodução)

Ônibus queimado em protesto contra a prisão do cacique Tsererê (Foto:Reprodução)

Manifestantes se deslocaram para a sede da Polícia Federal em Brasília em protesto contra a prisão do índio. Há registro de depredação e até carros queimados. A Polícia Militar do Distrito Federal confirma que o protesto tem como motivação a prisão do indígena.

O protesto fica a poucos quilômetros de onde está hospedado o presidente eleito Lula. O hotel teve a segurança reforçada pelo batalhão de choque da PMDF.

Leia mais:Tumulto em Brasília-Bolsonaristas queimaram 7 carros e 4 ônibus e depredaram delegacia

*Leia a íntegra do discurso de Lula como presidente diplomado

O índio, que ganhou notoriedade por se posicionar contra o presidente eleito Lula, segundo manifestantes, foi preso após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Em vídeo que circula nas redes sociais, o cacique chama Lula de “bandido” e afirma que o petista “só vai governar por cima do meu cadáver”.

Também já circulam na internet vídeos do protesto no momento da prisão do indígena. Veja:

O Supremo Tribunal Federal se manifestou e confirmou a prisão do indígena.

Veja o que diz a nota:

O ministro Alexandre de Moraes acolheu pedido da PGR e decretou a prisão temporária, pelo prazo de 10 dias, do indígena José Acácio Serere Xavante, por indícios da prática de crimes em atos antidemocráticos.

Segundo a PGR, Serere Xavante vem se utilizando da sua posição de cacique para arregimentar indígenas e não indígenas para cometer crimes, mediante ameaça de agressão e perseguição do presidente eleito e de ministros do STF.

A prisão se fundamentou na necessidade de garantia da ordem pública, diante da suposta prática dos crimes de ameaça, perseguição e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Assista ao video

https://youtu.be/zDu0AkIi-P4

 

Por:Jornal Folha do Progresso em 13/12/2022/07:05:53 com informações do portal Diário do Poder

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Tumulto em Brasília-Bolsonaristas queimaram 7 carros e 4 ônibus e depredaram delegacia

(Foto:© Getty) – O tumulto foi iniciado depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a prisão temporária do indígena José Acácio Serere Xavante, apoiador do presidente Jair Bolsonaro

Ainda segundo a corporação, um veículo e um ônibus foram parcialmente incendiados. Além disso, uma pessoa de 67 anos precisou de atendimento médico após inalar gás lacrimogêneo.

Os bolsonaristas tentaram invadir o prédio da Polícia Federal e quebraram vidros da 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte. Policiais militares entraram em confronto com os bolsonaristas e botijões de gás também foram encontrados.

O Comando de Operações Táticas da Polícia Federal (PF) e a tropa de choque da Polícia Militar do Distrito Federal cercaram nesta segunda-feira, 12, o hotel do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após grupos extremistas darem início a ações violentas em Brasília. Os ataques começaram horas após a cerimônia de diplomação de Lula pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O tumulto foi iniciado depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a prisão temporária do indígena José Acácio Serere Xavante, apoiador do presidente Jair Bolsonaro. A prisão foi decretada a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) por indícios de crimes de ameaça, perseguição e manifestações antidemocráticas em vários pontos de Brasília.
brasilia
Os atos ocorreram, de acordo com a PF, em frente ao Congresso, ao Aeroporto Internacional, em shoppings, na Esplanada dos Ministérios e em frente ao hotel onde Lula e o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin estão hospedados.

Segundo relato de testemunhas, a confusão começou após a Polícia Federal prender um dos manifestantes bolsonaristas que se diz indígena. Revoltados, grupos começaram a tocar fogo em veículos e no meio de vias no centro de Brasília. Pelo menos dois ônibus e vários carros foram incendiados pelos manifestantes.

Um grupo incendiou um ônibus no Eixo Monumental – principal via pública da capital federal – e outros carros foram danificados em frente à Polícia Federal. Vestidos de verde e amarelo, manifestantes tentaram invadir a sede da PF. No Setor Hoteleiro Norte, manifestantes foram contidos com bombas de efeito moral e gás de pimenta.

Em nota, a Polícia Militar do Distrito Federal informou que o tumulto começou após a prisão de um líder indígena. “Índios tentam invadir o prédio da PF na Asa Norte”, destaca o comunicado, ao afirmar que a PM deslocou guarnições “para controlar a situação com a aplicação das forças táticas e Batalhão de Choque”.

O Supremo Tribunal Federal (STF), em nota no Twitter, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e “decretou a prisão temporária, pelo prazo de dez dias, do indígena José Acácio Serere Xavante, por indícios da prática de crimes em atos antidemocráticos.”

“Segundo a PGR, Serere Xavante vem se utilizando da sua posição de cacique para arregimentar indígenas e não indígenas para cometer crimes, mediante ameaça de agressão e perseguição do presidente eleito (Lula) e de ministros do STF”, afirmou a Corte, na rede social. “A prisão se fundamentou na necessidade de garantia da ordem pública, diante da suposta prática dos crimes de ameaça, perseguição e abolição violenta do estado democrático de direito.”

Mais cedo, a Polícia Militar do Distrito Federal também já havia reforçado a segurança no hotel de Lula após uma discussão entre apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e militantes petistas.

Entenda abaixo o que aconteceu:

**Os atos de vandalismo começaram na frente da Polícia Federal, na Asa Norte, por volta de 19h30, após o cumprimento de um mandado de prisão temporária contra o indígena José Acácio Tserere Xavante, apoiador de Bolsonaro;
**  A prisão do indígena aconteceu por determinação do STF e atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República;
**  A PGR e o STF afirmam que o Tserere é investigado por participar de atos antidemocráticos e reunir pessoas para cometer crimes; a PF diz que o preso está acompanhado de advogados e que as formalidades relativas à prisão “estão sendo adotadas nos termos da lei”.
**Após a prisão de Tserere, um grupo de radicais tentou invadir um prédio da PF e incendiou carros;
**Parte do grupo seguiu pela Asa Norte, onde realizou novos atos de vandalismo. Pelo menos um ônibus foi incendiado; botijões de gás foram espalhados em ruas da cidade;
**A Polícia Militar foi chamada e reagiu com bombas de gás e balas de borracha. Houve confronto com os radicais;
**A Secretaria de Segurança Pública do DF afirmou que precisou restringir o trânsito na Esplanada dos Ministérios, na Praça dos Três Poderes e em outras vias da região central;
** O secretário de Segurança, Júlio Danilo Souza Ferreira, afirmou que os participantes dos atos de vandalismo serão responsabilizados: “A partir de agora , temos imagens, filmagens, temos como identificar”. Ele não soube dizer se houver prisões.
** A região do hotel onde o presidente eleito, Lula, está hospedado teve a vigilância reforçada por equipes da PM.
** O governador Ibaneis Rocha (MDB) disse: “Por enquanto estamos agindo com as forças policiais. Todas as nossas forças policiais (…) estão nas ruas”.
**  Ao blog da Andréia Sadi, o senador Flávio Dino (PSB-MA), futuro ministro da Justiça, afirmou que o “governo federal segue omisso diante dessa situação grave absurda”.
** Às 23h08, mais de duas horas depois do início dos atos, o ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Anderson **Torres, escreveu em uma rede social que o Ministério da Justiça, por meio da Polícia Federal, “manteve estreito contato” com a Secretaria de Segurança do DF e com o governo do DF “a fim de conter a violência e restabelecer a ordem”. Ele disse que “tudo será apurado e esclarecido” e que a situação está se normalizando”.
*O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), classificou de “absurdos” os atos de vandalismo, “feitos por uma minoria raivosa”.

Por:Jornal Folha do Progresso em 13/12/2022/07:05:53 com agencias

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Salário mínimo sobe para R$ 1.302 em 1º de janeiro

(Foto:Reprodução © Shutterstock) – O valor atualizado está em uma medida provisória publicada nesta segunda-feira (12) no Diário Oficial da União
Salário mínimo sobe para R$ 1.302 em 1º de janeiro
A partir de 1º de janeiro de 2023, o salário mínimo, que atualmente é de R$ 1.212, será de R$ 1.302.
O valor atualizado está em uma medida provisória publicada nesta segunda-feira (12) no Diário Oficial da União.

Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência da República explicou que valor considera uma variação da inflação de 5,81%, acrescida de ganho real de cerca de 1,5%.

“O valor de R$ 1.302,00 se refere ao salário mínimo nacional. O valor é aplicável a todos os trabalhadores, do setor público e privado, como também para as aposentadorias e pensões”, acrescenta a nota.

Por se tratar de medida provisória, o texto terá de ser analisado por deputados e senadores. O mesmo novo valor para o salário mínimo já estava previsto no projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2023, que foi enviado ao Congresso Nacional em agosto.

Por:Jornal Folha do Progresso em 13/12/2022/07:05:53 com informações da Agência Brasil

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Leia a íntegra do discurso de Lula como presidente diplomado

O presidente eleito Lula foi diplomado pela terceira vez nesta segunda-feira. No discurso, o petista lembrou da primeira vez que participou da cerimônia de diplomação há 20 anos. (Foto:TSE)

Sem citar Jair Bolsonaro, Lula exaltou ministros da Suprema Corte, um dos principais alvos dos apoiadores do presidente, e condenou atos antidemocráticos. “Poucas vezes na história recente deste país a democracia esteve tão ameaçada”, disse.

Leia o discurso na íntegra:

Em primeiro lugar, quero agradecer ao povo brasileiro, pela honra de presidir pela terceira vez o Brasil.

Na minha primeira diplomação, em 2002, lembrei da ousadia do povo brasileiro em conceder – para alguém tantas vezes questionado por não ter diploma universitário – o diploma de presidente da República.

Reafirmo hoje que farei todos os esforços para, juntamente com meu vice Geraldo Alckmin, cumprir o compromisso que assumi não apenas durante a campanha, mas ao longo de toda uma vida: fazer do Brasil um país mais desenvolvido e mais justo, com a garantia de dignidade e qualidade de vida para todos os brasileiros, sobretudo os mais necessitados.

Quero dizer que muito mais que a cerimônia de diplomação de um presidente eleito, esta é a celebração da democracia.

Poucas vezes na história recente deste país a democracia esteve tão ameaçada.

Poucas vezes na nossa história a vontade popular foi tão colocada à prova, e teve que vencer tantos obstáculos para enfim ser ouvida.

A democracia não nasce por geração espontânea. Ela precisa ser semeada, cultivada, cuidada com muito carinho por cada um, a cada dia, para que a colheita seja generosa para todos.

Mas além de semeada, cultivada e cuidada com muito carinho, a democracia precisa ser todos os dias defendida daqueles que tentam, a qualquer custo, sujeitá-la a seus interesses financeiros e ambições de poder.

Felizmente, não faltou quem a defendesse neste momento tão grave da nossa história.

Além da sabedoria do povo brasileiro, que escolheu o amor em vez do ódio, a verdade em vez da mentira e a democracia em vez do arbítrio, quero destacar a coragem do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, que enfrentaram toda sorte de ofensas, ameaças e agressões para fazer valer a soberania do voto popular.

Cumprimento cada ministro e cada ministra do STF e do TSE pela firmeza na defesa da democracia e da lisura do processo eleitoral nesses tempos tão difíceis.

A história há de reconhecer sua coerência e fidelidade à Constituição.

Essa não foi uma eleição entre candidatos de partidos políticos com programas distintos. Foi a disputa entre duas visões de mundo e de governo.

De um lado, o projeto de reconstrução do país, com ampla participação popular. De outro lado, um projeto de destruição do país ancorado no poder econômico e numa indústria de mentiras e calúnias jamais vista ao longo de nossa história.

Não foram poucas as tentativas de sufocar a voz do povo.

Os inimigos da democracia lançaram dúvidas sobre as urnas eletrônicas, cuja confiabilidade é reconhecida em todo o mundo.

Ameaçaram as instituições. Criaram obstáculos de última hora para que eleitores fossem impedidos de chegar a seus locais de votação. Tentaram comprar o voto dos eleitores, com falsas promessas e dinheiro farto, desviado do orçamento público.

Intimidaram os mais vulneráveis com ameaças de suspensão de benefícios, e os trabalhadores com o risco de demissão sumária, caso contrariassem os interesses de seus empregadores.

Quando se esperava um debate político democrático, a Nação foi envenenada com mentiras produzidas no submundo das redes sociais.

Eles semearam a mentira e o ódio, e o país colheu uma violência política que só se viu nas páginas mais tristes da nossa história.

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E no entanto, a democracia venceu.

O resultado destas eleições não foi apenas a vitória de um candidato ou de um partido. Tive o privilégio de ser apoiado por uma frente de 12 partidos no primeiro turno, aos quais se somaram mais dois na segunda etapa.

Uma verdadeira frente ampla contra o autoritarismo, que hoje, na transição de governo, se amplia para outras legendas, e fortalece o protagonismo de trabalhadores, empresários, artistas, intelectuais, cientistas e lideranças dos mais diversos e combativos movimentos populares deste país.

Tenho consciência de que essa frente se formou em torno de um firme compromisso: a defesa da democracia, que é a origem da minha luta e o destino do Brasil.

Nestas semanas em que o Gabinete de Transição vem escrutinando a realidade atual do país, tomamos conhecimento do deliberado processo de desmonte das políticas públicas e dos instrumentos de desenvolvimento, levado a cabo por um governo de destruição nacional.

Soma-se a este legado perverso, que recai principalmente sobre a população mais necessitada, o ataque sistemático às instituições democráticas.

Mas as ameaças à democracia que enfrentamos e ainda haveremos de enfrentar não são características exclusivas de nosso país.

A democracia enfrenta um imenso desafio ao redor do planeta, talvez maior do que no período da Segunda Guerra Mundial.

Na América Latina, na Europa e nos Estados Unidos, os inimigos da democracia se organizam e se movimentam. Usam e abusam dos mecanismos de manipulações e mentiras, disponibilizados por plataformas digitais que atuam de maneira gananciosa e absolutamente irresponsável.

A máquina de ataques à democracia não tem pátria nem fronteiras.

O combate, portanto, precisa se dar nas trincheiras da governança global, por meio de tecnologias avançadas e de uma legislação internacional mais dura e eficiente.

Que fique bem claro: jamais renunciaremos à defesa intransigente da liberdade de expressão, mas defenderemos até o fim o livre acesso à informação de qualidade, sem mentiras e manipulações que levam ao ódio e à violência política.

Nossa missão é fortalecer a democracia – entre nós, no Brasil, e em nossas relações multilaterais.

A importância do Brasil neste cenário global é inegável, e foi por esta razão que os olhos do mundo se voltaram para o nosso processo eleitoral.

Precisamos de instituições fortes e representativas. Precisamos de harmonia entre os Poderes, com um eficiente sistema de pesos e contrapesos que iniba aventuras autoritárias.

Precisamos de coragem.

É necessário tirar uma lição deste período recente em nosso país e dos abusos cometidos no processo eleitoral. Para nunca mais esquecermos. Para que nunca mais aconteça.

Democracia, por definição, é o governo do povo, por meio da eleição de seus representantes. Mas precisamos ir além dos dicionários. O povo quer mais do que simplesmente eleger seus representantes, o povo quer participação ativa nas decisões de governo.

É preciso entender que democracia é muito mais do que o direito de se manifestar livremente contra a fome, o desemprego, a falta de saúde, educação, segurança, moradia. Democracia é ter alimentação de qualidade, é ter emprego, saúde, educação, segurança, moradia.

Quanto maior a participação popular, maior o entendimento da necessidade de defender a democracia daqueles que se valem dela como atalho para chegar ao poder e instaurar o autoritarismo.

A democracia só tem sentido, e será defendida pelo povo, na medida em que promover, de fato, a igualdade de direitos e oportunidades para todos e todas, independentemente de classe social, cor, crença religiosa ou orientação sexual.

É com o compromisso de construir um verdadeiro Estado democrático, garantir a normalidade institucional e lutar contra todas as formas de injustiça, que recebo pela terceira vez este diploma de presidente eleito do Brasil – em nome da liberdade, da dignidade e da felicidade do povo brasileiro.

Muito obrigado.

Por:Jornal Folha do Progresso em 12/12/2022/16:42:58 com informações da VEJA

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Quatro mortos e um sobrevivente em acidente com castanheira na Amazônia

Emerson ao lado do caminhão atingido pela árvore em Laranjal do Jari, no Amapá — Foto: Reprodução/Internet
Quatro pessoas morreram com a queda da castanheira sobre o caminhão próximo ao município de Laranjal do Jari, no Sul do Amapá, na quarta-feira (7). Somente Emerson dos Santos Queiroz, de 35 anos, sobreviveu.

Entenda o Caso

Quatro pessoas morreram com a queda da castanheira sobre o caminhão próximo ao município de Laranjal do Jari, no Sul do Amapá, na quarta-feira (7). Somente Emerson dos Santos Queiroz, de 35 anos, sobreviveu.

Confira a seguir os nomes dos mortos, que foram identificados por familiares:

*Tamilton José Pacheco, 52 anos;
*Agnaldo dos Santos Araújo, 27 anos;
*Maia Rossio Almeida dos Reis, 53 anos;
*Mailson dos Santos Reis, 20 anos (filho de Maia).

Entre as vítimas estão um pai e um filho que trabalhavam com madeira na região.

Mailson dos Santos Reis (de camisa azul), e o pai Maia Rossio Reis, morreram com queda da castanheira na BR-156 — Foto: Reprodução/Facebook
Mailson dos Santos Reis (de camisa azul), e o pai Maia Rossio Reis, morreram com queda da castanheira na BR-156 — Foto: Reprodução/Facebook

‘Feliz por estar vivo’, diz único sobrevivente de queda de árvore gigante sobre caminhão que deixou 4 mortos na Amazônia
Emerson dos Santos Queiroz, de 35 anos, é carpinteiro e seguia de carona no caminhão. Ele foi arremessado cerca de 15 metros e desmaiou após bater com a cabeça na terra.

Emerson dos Santos Queiroz, de 35 anos, trabalha como carpinteiro e também faz “bicos” de eletricista e serrador de madeira. Ele foi o único sobrevivente da queda de uma castanheira sobre um caminhão que deixou 4 mortos na última quarta-feira (7) no Sul do Amapá, durante uma ventania.

Emerson dos Santos Queiroz, único sobrevivente após queda de árvore sobre caminhão no Amapá — Foto: Emerson Queiroz/Arquivo Pessoal
Emerson dos Santos Queiroz, único sobrevivente após queda de árvore sobre caminhão no Amapá — Foto: Emerson Queiroz/Arquivo Pessoal

O caso ocorreu no município de Laranjal do Jari, próximo à Rodovia BR-156. Outros 3 ocupantes morreram durante o impacto da queda e o motorista pouco tempo depois, após a chegada das equipes de socorro do Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e Polícia Militar (PM).

    “Estou feliz por estar vivo, mas triste por eles. Apesar de não sermos parentes, a gente sente, porque todos eram trabalhadores”, disse.

De acordo com o sobrevivente, a árvore tinha uma parte do tronco serrada, era muito alta e estava seca. Ele contou que viajava na carroceria do caminhão junto com uma das vítimas.

“Durante a viagem começou a chover e a ventar. Eu ia na carroceria com outro rapaz e dentro [da cabine] ia o motorista e mais dois. A gente ia sentado em cima de dois pneus, ele do lado direito e eu do esquerdo. A árvore estava em uma curva e já tinha uma parte dela serrada há muito tempo. Era uma árvore muito grande, só que já estava seca”, descreveu.

No momento do impacto da árvore contra caminhão, Emerson foi arremessado cerca de 15 metros e desmaiou após bater com a cabeça na terra.

Queda de árvore termina em morte em Laranjal do Jari, no Amapá — Foto: Redes sociais
Queda de árvore termina em morte em Laranjal do Jari, no Amapá — Foto: Redes sociais

“Depois de um tempo eu levantei e imaginei que tivesse sido outro carro que tivesse batido no caminhão. Depois que vi o que tinha acontecido. O motorista ainda estava vivo e tentei ajudar junto com as pessoas que chegaram”, detalhou.

Após a chegada das equipes de socorro, a árvore foi cortada, mas o motorista não resistiu aos ferimentos. Emerson foi levado ao hospital de Laranjal do Jari onde recebeu atendimento. Ele se recupera no hotel onde fica hospedado no município.

Por:Jornal Folha do Progresso em 12/12/2022/07:05:53 a informação é do G1 AP — Macapá

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Em operação, PF, Receita e CGU miram fraudes em licitação e afastam servidores dos cargos em MS

As investigações apuram uso de pessoas jurídicas para contratação de empresas com licitações fraudulentas
8, dezembro 2022 – (Foto: Reprodução)
Operação Terceirização de Ouro foi deflagrada pela Polícia Federal, Receita Federal e Controladoria Geral da União na manhã desta quinta-feira (8) em Campo Grande, contra organização criminosa especializada em fraudes de licitações e desvio de recursos públicos. O esquema criminoso foi identificado durante a
Operação Lama Asfáltica e Operação Mineração de Ouro
.
Ao todo são cumpridos 28 mandados de busca e apreensão, 5 afastamentos de servidores públicos de suas funções e 5 monitoramentos eletrônicos, com uso de tornozeleiras eletrônicas. Participam da operação 30 Auditores-Fiscais e Analistas-Tributários, 114 Policiais Federal e 7 servidores da CGU. As medidas visam apurar a possível ocorrência de favorecimento de terceiros por servidores públicos, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, advocacia administrativa e contratação de funcionários “fantasmas”.
As investigações apuraram uso de pessoas jurídicas vinculadas à participação no certame para contratação de empresas com licitações fraudulentas. Entre as estratégias utilizadas para vencer as licitações, os investigados agiam com rapidez incomum na tramitação do procedimento, exigência de qualificação técnica desnecessária ao cumprimento do objeto, contratação conjunta de serviços completamente distintos em um mesmo certame e apresentação de atestado de capacidade técnica falsificado.
Os alvos foram identificados durante quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico na Operação Mineração de Ouro, além do material apreendido. Foi apurado a criação de diversos mecanismos de blindagem patrimonial para dissimular o destino dos recursos debitados nas contas da empresa contratada na licitação.
Os valores eram creditados em contas de pessoas jurídicas, que atuavam como laranjas, mas não tinham como justificar a quantidade de depósitos. Saques sem rastreabilidade dos favorecidos também dificultavam a identificação do caminho do dinheiro desviado.
Grandes valores eram sacados irregularmente no caixa, em cheques, em desacordo com os procedimentos operacionais do próprio banco. A operação também ocorre nas cidades de Brasília (DF), Miracema (RJ), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS). O nome da operação faz alusão à forma adotada para o desvio de recursos públicos através da contratação fraudulenta de empresas para prestação de serviços a uma instituição pública do MS.

Por:Jornal Folha do Progresso em 11/12/2022/07:05:53

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Igreja Católica faz cerimônia de beatificação de brasileira assassinada aos 20 anos

Celebração em Barbacena (MG), onde jovem morava, reuniu cerca de 10 mil pessoas em parque de exposições
Beata Isabel Cristina, brasileira de Minas Gerais.(Foto:Divulgação)

A estudante Isabel Cristina, brutalmente assassinada, em 1982, em Juiz de Fora (MG), foi beatificada neste sábado (10) em uma cerimônia em Barbacena (MG), presidida pelo cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo emérito de Aparecida (SP). A cerimônia reuniu cerca de 10 mil fieis no Parque de Exposições de Barbacena.

A jovem foi morta aos 20 anos por um homem que montava um guarda-roupa em sua casa e tentou violentá-la. O papa Francisco, em outubro de 2020, reconheceu seu martírio, mas a pandemia de Covid-19 adiou a celebração de sua beatificação.

Em sua homilia, dom Raymundo Damasceno citou uma passagem evangélica da liturgia do dia em que Jesus diz a seus Apóstolos: “Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma”, em referência ao martírio de Isabel.

Citando Santo Oscar Romero, Bispo e mártir salvadorenho, disse: “O martírio é uma graça de Deus, que eu não mereço. Com o sacrifício da minha vida, espero que meu sangue seja semente de liberdade e sinal de que a esperança se tornará realidade”.

“O martírio de Isabel Cristina nos leva também a pedir a Deus a graça de que as mulheres sejam respeitadas em sua dignidade; que cessem a exploração e os crimes sexuais contra as mulheres; que cesse o feminicídio! Não tenhamos medo de romper as cadeias da violência e da opressão”, afirmou dom Raymundo Damasceno, de acordo com a Arquidiocese de Mariana.
Vida religiosa

Isabel Cristina Mrad Campos nasceu em 29 de julho de 1962, em Barbacena. Mudou-se para Juiz de Fora (MG) em 1982, para se preparar em um curso pré-vestibular. Seu desejo era fazer medicina e tornar-se pediatra. Filha de uma família católica vicentina, levava uma vida normal e participava de atividades da igreja.

No dia 1º de setembro de 1982, um homem foi montar um guarda-roupa no apartamento para onde se mudara com seu irmão, Paulo Roberto. O homem tentou violentá-la. Ela levou uma cadeirada na cabeça, foi amarrada, amordaçada e teve suas roupas rasgadas. Isabel resistiu o quanto pode e foi morta com 15 facadas.

Pela forma violenta como morreu e por sua vida de fé, uma campanha por sua beatificação foi iniciada. A solicitação foi aceita pelo Vaticano e, no dia 26 de janeiro de 2001, em Barbacena, foi instalado o processo, quando Isabel Cristina recebeu do Vaticano o título de Serva de Deus.

“Isabel Cristina afirmou: ‘é preciso resistir ao mal, custe o que custar’. E custou a vida dela. Por isso, nós agradecemos a Deus o testemunho de fé desta jovem”, disse o coordenador geral da cerimônia, monsenhor Danival Milagres Coelho, de acordo com a Arquidiocese de Mariana.
Beatificação no Crato

Em outubro, outra jovem brasileira morta de forma violenta foi beatificada pela Igreja Católica. A cearense Benigna Cardoso da Silva foi beatificada no Crato, no sertão do Ceará, pelo cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, que representa o papa Francisco. Benigna foi brutalmente assassinada aos 13 anos, em 1941, por um rapaz que a assediava. Ela é venerada por católicos como um mártir da pureza e da castidade.

Ainda com 12 anos de idade, Benigna começou a ser assediada por Raul Alves, quatro anos mais velho que ela. Os dois estudavam no mesmo colégio e o rapaz começou a persegui-la. Benigna recorreu ao então pároco da cidade, o padre Cristiano Coelho, para falar do assédio. Ele a aconselhou a ir estudar na sede do município e lhe presenteou com uma Bíblia que, segundo sua biografia, tornou-se o seu livro de cabeceira.

Em 24 de outubro de 1941, Benigna foi ao poço com seu pote para pegar água e Raul estava à espreita, perseguindo-a. O jovem tentou estuprá-la e, com a resistência de Benigna, a matou.

“Ela rejeitou por ver no ato uma ofensa a Deus e, em consequência, ele a golpeou várias vezes com facão, tirando a sua vida. Desde então, ela é invocada como mártir, heroína da castidade, mártir da pureza”, disse Danilo Sobreira, coordenador de Pastoral da Paróquia Senhora Sant’Ana de Santana do Cariri, cidade natal de Benigna, à agência Vatican News.

Raul Alves foi preso, ficou numa casa para recuperação de menores em Fortaleza, até chegar à maioridade. Ele cumpriu pena e voltou ao local do crime 50 anos depois para pedir perdão à família de Benigna.

Por:Jornal Folha do Progresso em 11/12/2022/07:05:53 com informações da Agência Estado

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‘Forças Armadas são último obstáculo para o socialismo’, diz Bolsonaro

Jair Bolsonaro em conversa com apoiadores (foto: Sergio Lima/AFP)

Em conversa com apoiadores nesta sexta-feira (9/12), o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que as Forças Armadas são o “último obstáculo para o socialismo”, em referência ao futuro governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante toda a campanha eleitoral, Bolsonaro acusou Lula de ter um projeto de instaurar um regime ‘socialista’ no país, o que nunca foi dito pelo petista.

A fala de Bolsonaro foi a primeira declaração pública a apoiadores após a derrota nas eleições. Próximo ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que tem certeza de que as Forças Armadas estão “unidas”.

“As Forças Armadas são o último obstáculo para o socialismo. Tenho certeza que estão unidas. Devem lealdade ao povo e respeito à Constituição. E são um dos grandes responsáveis pela nossa liberdade”, disse Bolsonaro a apoiadores.

Bolsonaro voltou a ressaltar que a “liberdade é mais importante do que a própria vida”.
‘Estou há praticamente 40 dias calado. Dói, dói na alma’

 

https://twitter.com/i/status/1601327735988969472

 

Contestação das eleições

Desde o dia 31 de outubro, bolsonaristas que não aceitam a vitória do presidente eleito Lula contestam o resultado das eleições e chegaram a pedir que Bolsonaro impedisse que o petista tomasse posse.

De lá para cá, apoiadores do presidente fizeram diversas manifestações em frente a quartéis, acamparam em vários pontos do Brasil, e até mesmo obstruíram rodovias como forma de manifestação, a pedido de uma intervenção militar.

Diante do fato, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, multou o PL em quase R$ 23 milhões por litigância de má-fé por causa de pedido feito pela legenda para invalidar parte dos votos depositados nas urnas no segundo turno.
Eleições

Lula foi eleito presidente do Brasil com 60.341.333 votos, o equivalente a 50,9% dos válidos. No dia 1º de janeiro de 2023, ele assume o terceiro mandato não consecutivo à frente do Palácio do Planalto.

Por:Jornal Folha do Progresso em 10/12/2022/07:05:53

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STM recebe pedido de prisão preventiva de Moraes e processo já tem relator para analisar o caso

O ex-juiz do TJ-AP Wilson Koressawa entrou com notícia-crime contra o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Alexandre de Moraes- (Foto:Reprodução)

O ex-juiz Wilson Issao Koressawa entrou com uma representação criminal e notícia-crime pedindo a prisão preventiva do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O ex-magistrado protocolou o pedido nesta quinta-feira (8/11), às 18h22, no Superior Tribunal Militar (STM).

Koressawa, que concorreu ao cargo de deputado federal por Minas Gerais pelo PTB neste ano e não conseguiu a vaga, protocolou a representação criminal no Tribunal Militar na última segunda-feira (05), às 18:40, de acordo com dados obtidos pela reportagem via consulta processual no site do STM. A representação consta como em “movimento” na plataforma do STM e foi designada, ainda na segunda-feira, para a relatoria do ministro Artur Vidigal de Oliveira após sorteio. (UOL)

O relator que irá analisar o pedido é o ministro Artur Vidigal de Oliveira. Dentro do processo já houve duas petições que não estão disponíveis para consulta. Koressawa foi juiz do Tribunal de Justiça do Amapá e, atualmente, é promotor de Justiça aposentado do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Por:Jornal Folha do Progresso em 01/11/2022/07:05:53 com informações do portal  Agora Noticias Brasil

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Vereador é preso suspeito de atirar em cachorro de criança de 2 anos

Vereador Heder Cruvinel foi preso suspeito de atirar em cachorro de criança de 2 anos em Itajá, Goiás — Foto: Montagem/g1

Vereador é preso suspeito de atirar em cachorro de criança de 2 anos, em Itajá (GO)
Delegado explicou que Heder Cruvinel foi detido por maus-tratos, crime que é inafiançável. Em depoimento, parlamentar disse que atirou para proteger criação de porquinhos-da-índia, que teria sido atacada.

O vereador Heder Alves Cruvinel (PSDB) foi preso na terça-feira (6) suspeito de atirar no cachorro de uma menina de 2 anos, em Itajá, no sul de Goiás. A avó da criança contou que a neta chora muito com medo de o animal morrer. O cachorro ficou cego de um olho e está internado numa clínica para se recuperar.

O advogado Paulo Assis, que defende o vereador no processo, disse em nota que o disparo se deu em momento de desespero, porque o cachorro atacava uma criação de porquinhos-da-índia do parlamentar, dentro da casa dele (leia a íntegra ao final).

O delegado que investiga o caso, Nicolas Alvarenga, explicou que o vereador foi preso por maus-tratos, crime inafiançável e que prevê pena de 2 a 5 anos de prisão.

“Em depoimento, ele disse que atirou para proteger uma criação de porquinhos da índia, que teria sido atacada pelo cachorro. Aparentemente foi usada uma arma de chumbinho, que foi encaminhada para perícia”, explicou o delegado.

Por:Jornal Folha do Progresso em 09/12/2022/07:05:53 com informações do g1 Goiás e TV Anhanguera

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