‘Fiquei feliz em ser chamado’, afirma cacique Raoni após subir rampa com Lula na cerimônia de posse

Lula e Cacique Raoni caminham após o presidente receber a faixa presidencial — Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

Ele ainda contou que conversou com o presidente e lembrou das terras indígenas ainda não demarcadas, e pediu atenção do governo sobre a demanda de reparação histórica aos povos originários.

O cacique Raoni Metuktire, de 90 anos, líder do povo Kayapó, afirmou, nesta segunda-feira (2), que ficou feliz em ter sido chamado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para subir a rampa com ele durante a cerimônia de posse, no domingo (1º).

Raoni é reconhecido internacionalmente como defensor dos povos indígenas e, junto com outros sete representantes da sociedade, foi o antepenúltimo a tocar na faixa presidencial a ser entregue à Lula, no Palácio do Planalto.

Ao g1, Raoni contou que, antes de subir, pensou em todas as gerações de brasileiros.

“Fiquei pensando que seria muito bom que, daqui para a frente, todas as pessoas pudessem, no Brasil, ter o seu bem viver e em paz. Eu fiquei feliz de participar da subida”, contou.

O neto dele, Patxon Metuktire, fez a tradução da fala de Raoni durante a entrevista. Conforme o cacique, ele espera que o momento de subir a rampa com Lula, registrado no mundo todo, seja lembrado.

“Agora, os povos indígenas eu espero que o momento que participei deve ser lembrado porque fizemos uma aproximação com o governo. Eu pedi ao Lula para ajudar os indígenas e lembrei das terras ainda não demarcadas. Eu espero que o governo demarque as terras para garantir a paz aos indígenas. Aos parentes, eu falo que fiz minha parte, tive a oportunidade de conversar com o presidente e pedi atenção aos indígenas”, afirmou.

Lula e Caique Raoni observam a multidão durante a cerimônia de posse — Foto: REUTERS/Ricardo Moraes
Lula e Caique Raoni observam a multidão durante a cerimônia de posse — Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

Raoni ainda lembrou aos parentes que pensam diferente dele.

“Eu quero falar com os parentes, principalmente àqueles que pensam diferente de mim, e permitem a entrada de garimpeiros e madereiros na Terra Indígena. Eu só quero lembrar que teve tempo na nossa história que o general Rondon defendia os indígenas e foi assim que sobrevivemos. E eu quero ajudar, para que juntos, possamos cobrar o governo garantir nosso território e nossos direitos”, disse.

Jornal Folha do Progresso em 03/01/2023/16:25:02

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Prefeita de Carlinda no Mato Grosso renuncia ao cargo após posse de Lula

Segundo a prefeita, as convicções políticas dela não estão de acordo com a administração do novo presidente. —( Foto: Assessoria)
A prefeita da cidade de Carlinda, a 724 km de Cuiabá, Carmelinda Leal Martines Coelho (União Brasil), renunciou ao cargo, nesta terça-feira (3), devido a insatisfação com o resultado das eleições presidenciais realizadas no dia 30 de outubro de 2022. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições.

De acordo com a nota emitida pela Câmara Municipal, Carmelinda entregou a carta de renúncia na prefeitura às 9h30 desta terça. No documento, ela diz que não concorda com a gestão do novo presidente e abdica do cargo como prefeita.

“Minhas convicções políticas me colocaram na contramão da administração que se inicia no dia 1/1/2023, pelo novo presidente da república e, por isso, não tenho forças para continuar dando o melhor de mim na frente do poder executivo municipal”, consta na carta.

Carmelinda disse que vai “continuar lutando como cidadã, e está certa de que, mais uma vez, acertou e agiu em benefício do povo de Carlinda”.

Na nota, a câmara informou que a prefeita concordou em permanecer no cargo até o dia 31 de janeiro, para que o seu sucessor, o vice-prefeito pastor Fernando Ribeiro (PSC), possa ter uma transição adequada e assumir como chefe do executivo municipal.

Perfil da prefeita

Nasceu em 16 de Julho de 1976 em Assis Chateaubriand (PR). Ela chegou no município de Carlinda ainda adolescente no ano de 1988.

Carmelinda é casada há 27 anos com o pecuarista Pedro Carlos Martines Coelho, tem uma filha, Daniele Luíza Martines, e um neto, Pedro Martines.

A prefeita já trabalhou em uma empresa privada por 14 anos, na qual ocupou o cargo de gerente administrativa.

Em 2015 quando atendeu a um convite do Democratas, filiou-se ao Partido e foi eleita presidente do partido.

Em 2016 concorreu à vaga do executivo municipal com a chapa Renova Carlinda, e foi eleita com 4.036 votos, sendo a 1º mulher a assumir o executivo municipal.

Em 2020, após manifesto da população Carlindense para que concorresse a reeleição, foi reeleita com 4.646 votos para a gestão 2021/2024.
Por:Jornal Folha do Progresso em 03/012023/15:11:26 com informaçõe do G1MT

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Grupo acerta só três números e perde R$ 265 mil em apostas na Mega da Virada: ‘jogo de sorte, faz parte’

Responsável pelo bolão com as primeiras apostas realizadas na Mega da Virada — (Foto: Arquivo pessoal)

Apostadores pretendem aumentar o valor da aposta no próximo sorteio da Mega da Virada. Ao todo foram 1,2 mil cotas, a de menor valor foi de R$ 11 e a maior, R$ 16 mil.
Não foi dessa vez que um tradicional grupo de apostadores de Dourados (MS), conquistou o prêmio da Mega da Virada. O grupo, organizado por Ademir de Almeida, de 44 anos, acertou apenas três das seis dezenas sorteadas e perdeu R$ 265 mil (leia mais abaixo a história de sorte do grupo).

    “É um jogo de sorte, apostamos e tínhamos chances de perder ou ganhar, isso faz parte. Dos 12 bolões que participamos, o máximo que acertamos foram três números em um único jogo, o que não tem premiação”.

As apostas vencedoras são das cidades de Florestal (MG), Arroio do Sal (RS), Santos (SP) e São José da Bela Vista (SP). Além disso, um vencedor fez a aposta pela internet.

O prêmio de R$ 541.969.966,29, o maior da história, será dividido em cinco apostas. Com isso, cada ganhador vai receber R$ 108.393.993,26. As dezenas sorteadas foram: 04 – 05 – 10 – 34 – 58 – 59.

Segundo a Caixa, 2.485 apostadores acertaram a quina. Cada vencedor receberá R$ 45.438,78. Na quadra, 183.921 apostas acertaram, e cada uma receberá R$ 877,04.

Mesmo apostando R$ 265 mil e não faturando nada, Ademir disse que o grupo pretende continuar com os jogos e o objetivo é aumentar o valor das apostas neste ano.

“O grupo está consolidado e neste ano vamos aumentar o valor das apostas nos principais sorteios do ano. Aposta é isso, não vamos parar, uma hora o prêmio vem. Já decidimos que vamos apostar em todos os sorteios com premiação acima de R$ 100 milhões”.

O grupo de apostadores tem participantes de pelo menos 15 estados e até de outro país. Ao todo, o grupo realizou 12 bolões, com 1.200 cotas. De acordo com o responsável, o menor valor apostado foi de R$ 11, enquanto a maior aposta passou de R$ 16 mil.

Em 2019, grupo faturou R$ 1,1 milhão na Quina de São João. — Foto: Arquivo pessoal/ Reprodução
Em 2019, grupo faturou R$ 1,1 milhão na Quina de São João. — Foto: Arquivo pessoal/ Reprodução

História do grupo

Ao g1, Almeida explicou que a ideia de reunir a turma e organizar as apostas têm a ver com aumentar as chances de ganhar, já que com mais pessoas participando, mais jogos são registrados.
*A primeira premiação do grupo veio no ano de 2017, quando os apostadores acertaram a quadra da Mega da Virada e receberam R$ 22 mil, que foi deixado em caixa para ser investido em outros jogos.
*A segunda premiação aconteceu em 2019, quando o grupo acertou a quadra da Quina de São João e conquistou o prêmio de R$ 1,1 milhão.
*Em 2021, o grupo de amigos registrou uma aposta única no valor de R$ 22.510,50 na Mega-Sena da Virada e não acertou nenhuma das dezenas sorteadas.

Por:Jornal Folha do Progresso em 02/01/2023/11:39:23 com informações do G1MS

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Salário mínimo de R$ 1.320 entrou em vigor dia 1º

Salário mínimo de R$ 1.320 já está valendo.
Reajuste das aposentadorias do INSS acompanha o piso nacional
O novo valor do salário mínimo será aplicado a todos os trabalhadores do setor público e privado.

Entra em vigor neste domingo, 1º de janeiro, o novo valor do salário mínimo, que passa de R$ 1.212,00 para R$ 1.320,00. O reajuste foi aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro do ano passado, como forma de compensar a desvalorização do Real diante da inflação do último ano. Apesar do avanço, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), para satisfazer as necessidades básicas de uma família com quatro pessoas, o salário deveria estar em torno de R$ 6.575,30.

Para os trabalhadores que têm fonte de renda atrelada ao mínimo, o reajuste representa um ganho real de 2,7%, ou seja, ou seja, superior à inflação do último ano, e ampliará as despesas federais em cerca de R$ 6,8 bilhões. Isto porque as aposentadorias administradas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e vários benefícios sociais e trabalhistas, como o seguro-desemprego, abono do PIS/Pasep, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e outros, são atrelados ao piso nacional, tendo que ser corrigidos.

O governo Bolsonaro chegou a propor um reajuste para R$ 1.302,00, mas a Consultoria de Orçamento do Senado apontou que esse valor conseguiria repor apenas as perdas inflacionárias do período, mas, não representaria nenhum ganho real para quem tem fonte de renda atrelada ao mínimo. Já as centrais sindicais reivindicavam que o governo federal voltasse a aplicar a Política de Valorização do Salário Mínimo, conforme os termos pactuados em 2007 e abandonados em 2019. Com isso, o piso deveria ser de R$ 1.342,00, contemplando a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – que, em 2022, atingiu 5,8% -, mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes – 4,6% em 2020.

Segundo análise feita pelo Dieese em novembro de 2022, o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas com alimentação, moradia, vestuário, educação, higiene, transporte, lazer e previdência de uma família com quatro pessoas, o salário deveria estar em torno de R$ 6.575,30.

Por:Jornal Folha do Progresso em 03/01/2023/09:11:49 com informações do Portal O Liberal

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Camilo Santana assume o Ministério da Educação e promete ampliar nacionalmente as escolas em tempo integral

(Foto: Luis Fortes/MEC)  – Entre as medidas citadas como mais urgentes estão a retomada de todas as obras de creches, escolas e outros equipamentos paralisados por todo o país e a recuperação da qualidade da merenda escolar nas escolas públicas.

O ministro da Educação, Camilo Santana, participou, nesta segunda-feira (02.01), da transmissão de cargo, em solenidade realizada no Ministério da Educação e prestigiada por diversas autoridades, entre eles governadores e ministros.

Em seu discurso, Camilo Santana adiantou algumas ações que considera serem urgentes, como a retomada de todas as obras de creches, escolas e outros equipamentos paralisados por todo o país por falta de repasses de recursos federais; a recuperação da qualidade da merenda escolar das escolas públicas de todo o Brasil; a recuperação da credibilidade do Enem; um plano de retomada do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e do Programa Universidade Para Todos (Prouni); o fortalecimento da autonomia das universidades e a garantia de mais investimento em ciência e tecnologia.

Para dimensionar o desafio que tem pela frente no combate ao analfabetismo, Santana destacou números preocupantes referentes ao cenário atual no Ensino Médio e Fundamental no país.

Segundo o ministro, mais de 650 mil crianças até 5 anos abandonaram a escola nos últimos três anos. No mesmo período, cresceu em 66% o número de crianças de 6 e 7 anos que não sabem ler e nem escrever na idade certa.

Ele ressaltou ainda que a última análise realizada pelo Sistema de Avaliação de Educação Básica (SAEB) mostrou que apenas uma em cada três crianças é alfabetizada na idade certa. “A maioria é analfabeta dentro da própria escola, o que provoca graves repercussões na sequência da vida dessas crianças”, frisou o ministro.

“Destaco esses dados, que considero alarmantes, para ressaltar que se impõe uma prioridade absoluta em nosso país para garantir a alfabetização de todas as nossas crianças na idade certa e, assim, assegurar as condições necessárias para que elas possam aprender os conteúdos de cada ano, prioridade essa já destacada como compromisso pelo nosso presidente Lula”, afirmou Camilo Santana.

Para o novo ministro, o trabalho a ser realizado exigirá um esforço nacional de integração. “É necessária a recuperação de uma visão sistêmica da educação, que vai da creche à pós-graduação. Para isso, precisamos fortalecer o regime de colaboração em um grande pacto federativo pela educação. Quase metade dos estudantes do Ensino Básico são atendidos pelos municípios e um terço pelos estados. O Governo Federal precisa estar junto dos estados e municípios nessa luta”.

Tempo integral

No Ministério, Camilo Santana tem como uma das principais metas ampliar em todo o país o sistema de educação em tempo integral, modelo com sucesso comprovado no Ceará, estado que ele governou por dois mandados, entre 2015 e 2022.

Atualmente, cerca de 60% das instituições de ensino público do Ceará funcionam em tempo integral. O plano é chegar a 100% em 2026. O estado tem hoje 87 das 100 melhores escolas do país do 1° ao 5° ano do ensino fundamental e 70 das 100 melhores do 6° ao 9° ano, de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), divulgado em 2022. Além disso, o Ceará aparece em terceiro lugar do país em ensino médio, com 23 dos 100 melhores resultados.

“Tudo é fruto de um trabalho pactuado, continuado, meritocrático, construído por várias mãos, em um esforço de professores, alunos, diretores, coordenadores, secretários de educação, prefeitos e muitos outros. Mas, para isso, é preciso decisão política. Alguns outros estados já começaram a seguir esse modelo. Mas o que precisamos agora é ampliar essa experiência para todas as 27 Unidades da Federação”.

“Precisamos ampliar o ensino de tempo integral, que considero uma das mais importantes políticas de prevenção social. Essa deve ser uma política nacional. O que queremos é uma escola não apenas com mais tempo para o aluno. Mas uma escola que seja atrativa, criativa, que desperte as habilidades de nossos alunos e os prepare para as oportunidades da vida”, frisou o ministro.

Evasão escolar e tecnologia

Outro dado preocupante citado por Camilo Santana refere-se aos índices de evasão escolar ou reprovação. “Aproximadamente, 14% dos alunos do 6° ano do Ensino Fundamental são reprovados ou abandonam a escola. Cerca de 21% dos alunos do 1° ano do Ensino Médio abandonam ou são reprovados no Brasil. Precisamos garantir todos os alunos na nossa escola nesse país”, destacou.Durante a pandemia, Camilo Santana tornou política pública no Ceará a distribuição de tablets e chips de internet a todos os alunos da rede pública estadual. Para ele, conectividade e uso da tecnologia tornaram-se indispensáveis no processo educacional e a ampliação do modelo em nível nacional deve ser uma de suas principais plataformas.

“Nos dias atuais, não há como se pensar em educação sem o auxílio da internet. É preciso ampliar a conectividade e diminuir as enormes disparidades de estado para estado. Outro compromisso nosso é ampliar o acesso de nossos alunos e professores à tecnologia e à conectividade. Estima-se que aproximadamente 28% dos alunos do Ensino Fundamental possuem acesso à internet. No Nordeste esse percentual é ainda menor, apenas 17%. Já no Ensino Médio, enquanto na Região Sul 86% dos alunos têm acesso à internet, na Região Norte é metade disso”, lembrou Camilo Santana.

Ensino superior

O ministro também adiantou que trabalhará junto ao Ensino Superior, de modo a ampliar os investimentos voltados às universidades. “Precisamos fortalecer o Ensino Superior. Para isso, pretendemos reforçar o orçamento das nossas universidades, que foram sucateadas no último governo com uma visão equivocada, distorcida e de viés ideológico. A universidade precisa ser um espaço democrático, livre, que estimule a criatividade, a liberdade de expressão e um olhar de um mundo mais solidário e humano”.

Segundo ele, a partir de hoje inicia-se a abertura de discussões com todos os atores para a elaboração do novo Plano Nacional de Educação. “Iniciarei um diálogo permanente com nossas universidades, institutos federais, organizações não-governamentais que trabalham com educação, estados e municípios para construirmos juntos o novo Plano Nacional de Educação”.

Camilo Santana encerrou seu discurso com uma frase do educador e filósofo brasileiro Paulo Freire, considerado um dos pensadores mais notáveis da pedagogia mundial: “Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho. Os homens se libertam em comunhão”.

Currículo Camilo Santana

Nascido em Crato (CE), Camilo Santana, 54 anos, foi governador do Ceará por dois mandatos, de 2015 a 2022, e no último pleito elegeu-se senador pelo PT. Formado em engenharia agrônoma e mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente, foi professor e iniciou sua carreira política como secretário estadual de Desenvolvimento Agrário, em 2006. Em 2010, foi o deputado estadual mais votado do Ceará e, depois disso, atuou como secretário das Cidades até 2014, quando se candidatou a governador. Foi reeleito em 2018, em primeiro turno, com a maior votação do Brasil, e eleito senador em 2022, também com o maior percentual do País. Ao deixar o cargo este ano, anunciou que todas as escolas de ensino médio do Ceará deverão funcionar em tempo integral até 2026.

Para conferir o áudio do discurso na íntegra, acesse Link

Fonte>Ascom MEC
Por:Jornal Folha do Progresso em 03/01/2023/07:52:19

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Arma especial da PF derruba drone que sobrevoava a Esplanada dos Ministérios

Arma especial da PF derruba drone que sobrevoava a Esplanada dos Ministérios – (Foto:© Fornecido por RedeTV!)

Equipamento emite frequência que interrompe a comunicação entre o drone e quem estava no controle
Um agente da Polícia Federal usou um equipamento antidrone para interceptar o sinal de aparelho que voava no espaço aéreo da Esplanada dos Ministério, em Brasília, na tarde deste domingo (1º), no evento de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O drone foi derrubado pelo equipamento da PF, que, por questão de segurança, não informou quantos aparelhos estão sendo usados no evento de hoje.

A arma gigante”, que chama atenção por onda passa, emite uma frequência que interrompe a comunicação entre drone e quem estava sob seu controle.

Dessa maneira, o operador da PF passa a controlar o aparelho. É possível saber ainda quem estava utilizando o drone acionando uma função que permite fazer o aparelho voltar para o seu local de decolagem.

Por:Jornal Folha do Progresso em 02/01/2023/16:53:27 com informações do portal RedeTV!

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Lula reestabelece Fundo Amazônia e revoga decreto pró-garimpo de Bolsonaro

As medidas foram anunciadas na sessão solene de posse dos ministros do novo governo  – (Foto:© Getty)
Lula reestabelece Fundo Amazônia e revoga decreto pró-garimpo de Bolsonaro

No seu primeiro dia de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou uma série de decretos que interferem na política ambiental. O conjunto reestabelece o Fundo Amazônia, abre espaço para a reestruturação do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) e revoga a decisão que flexibilizava as leis de combate ao garimpo ilegal.
Leia mais:Lula sobe a rampa do Palácio e recebe faixa presidencial das mãos de mulher negra

*DOU Extra: Lula assina nomeação de 37 ministros e ministras

As medidas foram anunciadas na sessão solene de posse dos ministros do novo governo e depois divulgadas pela equipe de transição.
Lula cumpriu a promessa feita durante a campanha e assinou um decreto que reestabelece as instâncias de controle do Fundo Amazônia.
Sob Ricardo Salles, o Ministério do Meio Ambiente extinguiu o conselho que geria o fundo, o que fez com que seus doadores, como a Noruega, congelassem os repasses ao instrumento. Logo após a eleição do petista, o país, no entanto, já havia afirmado que voltaria a financiar o fundo.
Agora, o Fundo Amazônia deve ver destravados os R$ 3,3 bilhões a que já tem direito e ainda deve passar a receber novos repasses -segundo o governador do Pará, Helder Barbalho, de mais de R$ 5 bilhões.

Lula também revogou o decreto de Bolsonaro que criava o programa chamado Pró-Mape, que visava estimular a “mineração artesanal” -na prática, um impulso ao garimpo ilegal, em terras indígenas e áreas de proteção ambiental.

À época, a Secretaria-Geral da Presidência disse que o programa inaugurava “uma nova perspectiva de políticas públicas sobre a atividade garimpeira no Brasil.”

Finalmente, o presidente determinou, por meio de despacho, que a ministra do Meio Ambiente e da Mudança Climática, Marina Silva (Rede), tem 45 dias para elaborar uma proposta de reestruturação do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente).

O conselho foi esvaziado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2019, quando ele excluiu de sua participação integrantes da sociedade civil. Desde então, o Supremo Tribunal Federal (STF) foi acionado pelo caso e formou maioria para derrubar reverter medida, mas, na prática, nada aconteceu.

Lula ainda deve assinar um decreto que reestabelece o PPCDAm (Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal). A medida já havia sido anunciada pela ministra Marina Silva em seu primeiro dia após ter sido destacada para chefiar a pasta.

Segundo divulgado pela equipe de transição, ainda será publicado um decreto “que reestabelece o combate ao desmatamento na Amazônia, no cerrado e em todos os biomas brasileiros, recuperando o protagonismo do Ibama”.

Por:Jornal Folha do Progresso em 02/01/2023/08:38:24 com informações do portal Noticias ao Minuto

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DOU Extra: Lula assina nomeação de 37 ministros e ministras

Os ministros vão assumir os postos em cerimônias de transmissão de cargos a serem realizadas a longo da semana  – (Foto:© Getty Images)

O governo federal acaba de publicar edição especial do Diário Oficial da União (DOU) trazendo a nomeação dos 37 ministros do novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, também empossado hoje. Eles tomaram posse neste domingo, 1º de janeiro de 2023, em solenidade no Palácio do Planalto. Eles vão assumir os postos em cerimônias de transmissão de cargos a serem realizadas a longo da semana.

Leia também:Lula sobe a rampa do Palácio e recebe faixa presidencial das mãos de mulher negra

Foram nomeados:

1 – Advocacia-Geral da União (AGU): Jorge Messias
2 – Agricultura e Pecuária: Carlos Fávaro
3 – Casa Civil: Rui Costa
4 – Cidades: Jader Filho
5 – Ciência, Tecnologia e Inovação: Luciana Santos
6 – Comunicações: Juscelino Filho
7 – Controladoria-Geral da União (CGU): Vinícius Marques de Carvalho
8 – Cultura: Margareth Menezes
9 – Defesa: José Múcio Monteiro
10 – Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar: Paulo Teixeira
11 – Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome: Wellington Dias
12 – Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços: Geraldo Alckmin
13 – Direitos Humanos e Cidadania: Silvio Almeida
14 – Educação: Camilo Santana
15 – Esporte: Ana Moser
16 – Fazenda: Fernando Haddad
17 – Gabinete de Segurança Institucional (GSI): Gonçalves Dias
18 – Gestão e da Inovação em Serviços Públicos: Esther Dweck
19 – Igualdade Racial: Anielle Franco
20 – Integração e Desenvolvimento Regional: Waldez Goés
21 – Justiça e Segurança Pública: Flávio Dino
22 – Meio Ambiente e Mudança do Clima: Marina Silva
23 – Minas e Energia: Alexandre Silveira
24 – Mulheres: Cida Gonçalves
25 – Pesca e Aquicultura: André de Paula
26 – Planejamento e Orçamento: Simone Tebet
27 – Portos e Aeroportos: Márcio França
28 – Povos Indígenas: Sônia Guajajara
29 – Previdência Social: Carlos Lupi
30 – Relações Exteriores: Mauro Vieira
31 – Relações Institucionais: Alexandre Padilha
32 – Saúde: Nísia Trindade
33 – Secretaria de Comunicação Social: Paulo Pimenta
34 – Secretaria-Geral da Presidência: Márcio Macedo
35 – Trabalho e Emprego: Luiz Marinho
36 – Transportes: Renan Filho (MDB-AL)
37 – Turismo: Daniela Carneiro.

Por:Jornal Folha do Progresso em 02/01/2023/08:16:23 com portal Noticias ao minuto

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Lula sobe a rampa do Palácio e recebe faixa presidencial das mãos de mulher negra

Lula recebeu a faixa presidencial das mãos de uma mulher negra. Emocionado, Lula vestiu a faixa e acenou aos presentes na Praça dos Três Poderes, repleta de apoiadores. Ele foi ovacionado no salão Nobre do Planalto.(Foto:© Getty Images)
Lula sobe a rampa do Palácio e recebe faixa presidencial das mãos de mulher negra

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu a rampa do Palácio do Planalto neste domingo, 1º, acompanhado por cidadãos que representam “a riqueza e a diversidade do povo brasileiro”, como afirmou o cerimonial da posse. Além disso, também levou em uma coleira a cachorra Resistência, adotada por ele e pela primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, no período em que ele esteve preso em Curitiba.

Lula recebeu a faixa presidencial das mãos de uma mulher negra. Emocionado, Lula vestiu a faixa e acenou aos presentes na Praça dos Três Poderes, repleta de apoiadores. Ele foi ovacionado no salão Nobre do Planalto.

O presidente subiu a rampa acompanhado de representantes de diferentes grupos sociais, como o cacique Raoni, além de uma criança e uma pessoa portadora de deficiência física.

No rito de posse dos presidentes, o mandatário que assume o cargo recebe a faixa das mãos do antecessor. Entretanto, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o País às vésperas da posse de Lula para não passar-lhe a faixa presidencial.

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Lula assina termo de posse para seu 3º mandato como presidente da República;Veja Discurso no Congresso Nacional

(Foto:Reprodução © Getty Images) – Lula já ocupou a Presidência por dois mandatos, de 2003 a 2010. Agora, assume o posto como 39º chefe do Executivo da República. Geraldo Alckmin (PSB) é o novo vice-presidente. Ambos fizeram o juramento à Constituição, etapa protocolar, e foram empossados pelo presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Vitorioso nas eleições presidenciais realizadas em outubro de 2022, o petista Luiz Inácio Lula da Silva assinou o termo de posse para seu terceiro mandato como presidente da República do Brasil. A cerimônia ocorre neste domingo, 1º, no Congresso Nacional.
Leia mais:DOU Extra: Lula assina nomeação de 37 ministros e ministras

*Lula reestabelece Fundo Amazônia e revoga decreto pró-garimpo de Bolsonaro

*Lula sobe a rampa do Palácio e recebe faixa presidencial das mãos de mulher negra
Lula já ocupou a Presidência por dois mandatos, de 2003 a 2010. Agora, assume o posto como 39º chefe do Executivo da República. Geraldo Alckmin (PSB) é o novo vice-presidente. Ambos fizeram o juramento à Constituição, etapa protocolar, e foram empossados pelo presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Além de Lula, Alckmin e Pacheco, participam da mesa na cerimônia de posse os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o primeiro-eecretário do Congresso, Luciano Bivar (União-PE).

 

Discurso do presidente Lula no Congresso Nacional

Íntegra do discurso lido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional
Pela terceira vez compareço a este Congresso Nacional para agradecer ao povo brasileiro o voto de confiança que recebemos. Renovo o juramento de fidelidade à Constituição da República, junto com o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros que conosco vão trabalhar pelo Brasil.

Se estamos aqui, hoje, é graças à consciência política da sociedade brasileira e à frente democrática que formamos ao longo desta histórica campanha eleitoral.

Foi a democracia a grande vitoriosa nesta eleição, superando a maior mobilização de recursos públicos e privados que já se viu; as mais violentas ameaças à liberdade do voto, a mais abjeta campanha de mentiras e de ódio tramada para manipular e constranger o eleitorado.

Nunca os recursos do estado foram tão desvirtuados em proveito de um projeto autoritário de poder. Nunca a máquina pública foi tão desencaminhada dos controles republicanos. Nunca os eleitores foram tão constrangidos pelo poder econômico e por mentiras disseminadas em escala industrial.
Apesar de tudo, a decisão das urnas prevaleceu, graças a um sistema eleitoral internacionalmente reconhecido por sua eficácia na captação e apuração dos votos. Foi fundamental a atitude corajosa do Poder Judiciário, especialmente do Tribunal Superior Eleitoral, para fazer prevalecer a verdade das urnas sobre a violência de seus detratores.

 

Queridos amigos e amigas,
Ao retornar a este plenário da Câmara dos Deputados, onde participei da Assembleia Constituinte de 1988, recordo com emoção os embates que travamos aqui, democraticamente, para inscrever na Constituição o mais amplo conjunto de direitos sociais, individuais e coletivos, em benefício da população e da soberania nacional.
Vinte anos atrás, quando fui eleito presidente pela primeira vez, ao lado do companheiro vice-presidente José Alencar, iniciei o discurso de posse com a palavra “mudança”. A mudança que pretendíamos era simplesmente concretizar os preceitos constitucionais. A começar pelo direito à vida digna, sem fome, com acesso ao emprego, saúde e educação.
Disse, naquela ocasião, que a missão de minha vida estaria cumprida quando cada brasileiro e brasileira pudesse fazer três refeições por dia.
Ter de repetir este compromisso no dia de hoje — diante do avanço da miséria e do regresso da fome, que havíamos superado — é o mais grave sintoma da devastação que se impôs ao país nos anos recentes.
Hoje, nossa mensagem ao Brasil é de esperança e reconstrução. O grande edifício de direitos, de soberania e de desenvolvimento que esta Nação levantou, a partir de 1988, vinha sendo sistematicamente demolido nos anos recentes. É para reerguer este edifício de direitos e valores nacionais que vamos dirigir todos os nossos esforços.

SENHORAS E SENHORES,

Em 2002, dizíamos que a esperança tinha vencido o medo, no sentido de superar os temores diante da inédita eleição de um representante da classe trabalhadora para presidir os destinos do país. Em oito anos de governo deixamos claro que os temores eram infundados. Do contrário, não estaríamos aqui novamente.

Ficou demonstrado que um representante da classe trabalhadora podia, sim, dialogar com a sociedade para promover o crescimento econômico de forma sustentável e em benefício de todos, especialmente dos mais necessitados. Ficou demonstrado que era possível, sim, governar este país com a mais ampla participação social, incluindo os trabalhadores e os mais pobres no orçamento e nas decisões de governo.

Ao longo desta campanha eleitoral vi a esperança brilhar nos olhos de um povo sofrido, em decorrência da destruição de políticas públicas que promoviam a cidadania, os direitos essenciais, a saúde e a educação. Vi o sonho de uma Pátria generosa, que ofereça oportunidades a seus filhos e filhas, em que a solidariedade ativa seja mais forte que o individualismo cego.
 O diagnóstico que recebemos do Gabinete de Transição de Governo é estarrecedor. Esvaziaram os recursos da Saúde.
Desmontaram a Educação, a Cultura, a Ciência e Tecnologia. Destruíram a proteção ao Meio Ambiente. Não deixaram recursos para a merenda escolar, a vacinação, a segurança pública, a proteção às florestas, a assistência social.
Desorganizaram a governança da economia, dos financiamentos públicos, do apoio às empresas, aos empreendedores e ao comércio externo. Dilapidaram as estatais e os bancos públicos; entregaram o patrimônio nacional. Os recursos do país foram rapinados para saciar a estupidez dos rentistas e de acionistas privados das empresas públicas.
É sobre estas terríveis ruínas que assumo o compromisso de, junto com o povo brasileiro, reconstruir o país e fazer novamente um Brasil de todos e para todos.

SENHORAS E SENHORES,
 Diante do desastre orçamentário que recebemos, apresentamos ao Congresso Nacional propostas que nos permitam apoiar a imensa camada da população que necessita do Estado para, simplesmente, sobreviver.
Agradeço à Câmara e ao Senado pela sensibilidade frente às urgências do povo brasileiro. Registro a atitude extremamente responsável do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal de Contas da União frente às situações que distorciam a harmonia dos poderes.
Assim fiz porque não seria justo nem correto pedir paciência a quem tem fome.
Nenhuma nação se ergueu nem poderá se erguer sobre a miséria de seu povo.
Os direitos e interesses da população, o fortalecimento da democracia e a retomada da soberania nacional serão os pilares de nosso governo.
Este compromisso começa pela garantia de um Programa Bolsa Família renovado, mais forte e mais justo, para atender a quem mais necessita. Nossas primeiras ações visam a resgatar da fome 33 milhões de pessoas e resgatar da pobreza mais de 100 milhões de brasileiras e brasileiros, que suportaram a mais dura carga do projeto de destruição nacional que hoje se encerra.

SENHORAS E SENHORES,
Este processo eleitoral também foi caracterizado pelo contraste entre distintas visões de mundo. A nossa, centrada na solidariedade e na participação política e social para a definição democrática dos destinos do país. A outra, no individualismo, na negação da política, na destruição do Estado em nome de supostas liberdades individuais.
A liberdade que sempre defendemos é a de viver com dignidade, com pleno direito de expressão, manifestação e organização.
A liberdade que eles pregam é a de oprimir o vulnerável, massacrar o oponente e impor a lei do mais forte acima das leis da civilização. O nome disso é barbárie.

Compreendi, desde o início da jornada, que deveria ser candidato por uma frente mais ampla do que o campo político em que me formei, mantendo o firme compromisso com minhas origens. Esta frente se consolidou para impedir o retorno do autoritarismo ao país.

A partir de hoje, a Lei de Acesso à Informação voltará a ser cumprida, o Portal da Transparência voltará a cumprir seu papel, os controles republicanos voltarão a ser exercidos para defender o interesse público.

Não carregamos nenhum ânimo de revanche contra os que tentaram subjugar a Nação a seus desígnios pessoais e ideológicos, mas vamos garantir o primado da lei. Quem errou responderá por seus erros, com direito amplo de defesa, dentro do devido processo legal.

O mandato que recebemos, frente a adversários inspirados no fascismo, será defendido com os poderes que a Constituição confere à democracia. Ao ódio, responderemos com amor. À mentira, com a verdade. Ao terror e à violência, responderemos com a Lei e suas mais duras consequências.

Sob os ventos da redemocratização, dizíamos: ditadura nunca mais! Hoje, depois do terrível desafio que superamos, devemos dizer: democracia para sempre!
Para confirmar estas palavras, teremos de reconstruir em bases sólidas a democracia em nosso país. A democracia será defendida pelo povo na medida em que garantir a todos e a todas os direitos inscritos na Constituição.

 

SENHORAS E SENHORES,
Hoje mesmo estou assinando medidas para reorganizar as estruturas do Poder Executivo, de modo que voltem a permitir o funcionamento do governo de maneira racional, republicana e democrática. Para resgatar o papel das instituições do estado, bancos públicos e empresas estatais no desenvolvimento do país. Para planejar os investimentos públicos e privados na direção de um crescimento econômico sustentável, ambientalmente e socialmente.

Em diálogo com os 27 governadores, vamos definir prioridades para retomar obras irresponsavelmente paralisadas, que são mais de 14 mil no país. Vamos retomar o Minha Casa Minha Vida e estruturar um novo PAC para gerar empregos na velocidade que o Brasil requer. Buscaremos financiamento e cooperação — nacional e internacional — para o investimento, para dinamizar e expandir o mercado interno de consumo, desenvolver o comércio, exportações, serviços, agricultura e a indústria.
Os bancos públicos, especialmente o BNDES, e as empresas indutoras do crescimento e inovação, como a Petrobras, terão papel fundamental neste novo ciclo.
Ao mesmo tempo, vamos impulsionar as pequenas e médias empresas, potencialmente as maiores geradoras de emprego e renda, o empreendedorismo, o cooperativismo e a economia criativa.
A roda da economia vai voltar a girar e o consumo popular terá papel central neste processo.

Vamos retomar a política de valorização permanente do salário-mínimo. E estejam certos de que vamos acabar, mais uma vez, com a vergonhosa fila do INSS, outra injustiça restabelecida nestes tempos de destruição.

Vamos dialogar, de forma tripartite — governo, centrais sindicais e empresariais — sobre uma nova legislação trabalhista. Garantir a liberdade de empreender, ao lado da proteção social, é um grande desafio nos tempos de hoje.

SENHORAS E SENHORES,
O Brasil é grande demais para renunciar a seu potencial produtivo. Não faz sentido importar combustíveis, fertilizantes, plataformas de petróleo, microprocessadores, aeronaves e satélites. Temos capacidade técnica, capitais e mercado em grau suficiente para retomar a industrialização e a oferta de serviços em nível competitivo.

O Brasil pode e deve figurar na primeira linha da economia global.

Caberá ao estado articular a transição digital e trazer a indústria brasileira para o Século XXI, com uma política industrial que apoie a inovação, estimule a cooperação público-privada, fortaleça a ciência e a tecnologia e garanta acesso a financiamentos com custos adequados.

O futuro pertencerá a quem investir na indústria do conhecimento, que será objeto de uma estratégia nacional, planejada em diálogo com o setor produtivo, centros de pesquisa e universidades, junto com o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, os bancos públicos, estatais e agências de fomento à pesquisa.

Nenhum outro país tem as condições do Brasil para se tornar uma grande potência ambiental, a partir da criatividade da bioeconomia e dos empreendimentos da socio-biodiversidade. Vamos iniciar a transição energética e ecológica para uma agropecuária e uma mineração sustentáveis, uma agricultura familiar mais forte, uma indústria mais verde.

Nossa meta é alcançar desmatamento zero na Amazônia e emissão zero de gases do efeito estufa na matriz elétrica, além de estimular o reaproveitamento de pastagens degradadas. O Brasil não precisa desmatar para manter e ampliar sua estratégica fronteira agrícola.

Incentivaremos, sim, a prosperidade na terra. Liberdade e oportunidade de criar, plantar e colher continuará sendo nosso objetivo. O que não podemos admitir é que seja uma terra sem lei. Não vamos tolerar a violência contra os pequenos, o desmatamento e a degradação do ambiente, que tanto mal já fizeram ao país.

Esta é uma das razões, não a única, da criação do Ministério dos Povos Indígenas. Ninguém conhece melhor nossas florestas nem é mais capaz de defendê-las do que os que estavam aqui desde tempos imemoriais. Cada terra demarcada é uma nova área de proteção ambiental. A estes brasileiros e brasileiras devemos respeito e com eles temos uma dívida histórica.
Vamos revogar todas as injustiças cometidas contra os povos indígenas.

Queridos amigos e amigas,
Uma nação não se mede apenas por estatísticas, por mais impressionantes que sejam. Assim como um ser humano, uma nação se expressa verdadeiramente pela alma de seu povo. A alma do Brasil reside na diversidade inigualável da nossa gente e das nossas manifestações culturais.
Estamos refundando o Ministério da Cultura, com a ambição de retomar mais intensamente as políticas de incentivo e de acesso aos bens culturais, interrompidas pelo obscurantismo nos últimos anos.
Uma política cultural democrática não pode temer a crítica nem eleger favoritos. Que brotem todas as flores e sejam colhidos todos os frutos da nossa criatividade. Que todos possam dela usufruir, sem censura nem discriminações.
Não é admissível que negros e pardos continuem sendo a maioria pobre e oprimida de um país construído com o suor e o sangue de seus ascendentes africanos. Criamos o Ministério da Promoção da Igualdade Racial para ampliar a política de cotas nas universidades e no serviço público, além de retomar as políticas voltadas para o povo negro e pardo na saúde, educação e cultura.
É inadmissível que as mulheres recebam menos que os homens, realizando a mesma função. Que não sejam reconhecidas em um mundo político machista. Que sejam assediadas impunemente nas ruas e no trabalho. Que sejam vítimas da violência dentro e fora de casa. Estamos refundando também o Ministério das Mulheres para demolir este castelo secular de desigualdade e preconceito.
Não existirá verdadeira justiça num país em que um só ser humano seja injustiçado. Caberá ao Ministério dos Direitos Humanos zelar e agir para que cada cidadão e cidadã tenha seus direitos respeitados, no acesso aos serviços públicos e particulares, na proteção frente ao preconceito ou diante da autoridade pública. Cidadania é o outro nome da democracia.
O Ministério da Justiça e da Segurança Pública atuará para harmonizar os Poderes e entes federados no objetivo de promover a paz onde ela é mais urgente: nas comunidades pobres, no seio das famílias vulneráveis ao crime organizado, às milícias e à violência, venha ela de onde vier.
Estamos revogando os criminosos decretos de ampliação do acesso a armas e munições, que tanta insegurança e tanto mal causaram às famílias brasileiras. O Brasil não quer mais armas; quer paz e segurança para seu povo.
Sob a proteção de Deus, inauguro este mandato reafirmando que no Brasil a fé pode estar presente em todas as moradas, nos diversos templos, igrejas e cultos. Neste país todos poderão exercer livremente sua religiosidade.

 

SENHORAS E SENHORES,
O período que se encerra foi marcado por uma das maiores tragédias da história: a pandemia de Covid-19. Em nenhum outro país a quantidade de vítimas fatais foi tão alta proporcionalmente à população quanto no Brasil, um dos países mais preparados para enfrentar emergências sanitárias, graças à competência do nosso Sistema Único de Saúde.
Este paradoxo só se explica pela atitude criminosa de um governo negacionista, obscurantista e insensível à vida. As responsabilidades por este genocídio hão de ser apuradas e não devem ficar impunes.
O que nos cabe, no momento, é prestar solidariedade aos familiares, pais, órfãos, irmãos e irmãs de quase 700 mil vítimas da pandemia.
O SUS é provavelmente a mais democrática das instituições criadas pela Constituição de 1988. Certamente por isso foi a mais perseguida desde então, e foi, também, a mais prejudicada por uma estupidez chamada Teto de Gastos, que haveremos de revogar.
Vamos recompor os orçamentos da Saúde para garantir a assistência básica, a Farmácia Popular, promover o acesso à medicina especializada. Vamos recompor os orçamentos da Educação, investir em mais universidades, no ensino técnico, na universalização do acesso à internet, na ampliação das creches e no ensino público em tempo integral.
Este é o investimento que verdadeiramente levará ao desenvolvimento do país.
O modelo que propomos, aprovado nas urnas, exige, sim, compromisso com a responsabilidade, a credibilidade e a previsibilidade; e disso não vamos abrir mão. Foi com realismo orçamentário, fiscal e monetário, buscando a estabilidade, controlando a inflação e respeitando contratos que governamos este país.

Não podemos fazer diferente. Teremos de fazer melhor.

 

SENHORAS E SENHORES,
Os olhos do mundo estiveram voltados para o Brasil nestas eleições. O mundo espera que o Brasil volte a ser um líder no enfrentamento à crise climática e um exemplo de país social e ambientalmente responsável, capaz de promover o crescimento econômico com distribuição de renda, combater a fome e a pobreza, dentro do processo democrático.
Nosso protagonismo se concretizará pela retomada da integração sul-americana, a partir do Mercosul, da revitalização da Unasul e demais instâncias de articulação soberana da região. Sobre esta base poderemos reconstruir o diálogo altivo e ativo com os Estados Unidos, a Comunidade Europeia, a China, os países do Oriente e outros atores globais; fortalecendo os BRICS, a cooperação com os países da África e rompendo o isolamento a que o país foi relegado.
O Brasil tem de ser dono de si mesmo, dono de seu destino. Tem de voltar a ser um país soberano. Somos responsáveis pela maior parte da Amazônia e por vastos biomas, grandes aquíferos, jazidas de minérios, petróleo e fontes de energia limpa. Com soberania e responsabilidade seremos respeitados para compartilhar essa grandeza com a humanidade — solidariamente, jamais com subordinação.
A relevância da eleição no Brasil refere-se, por fim, às ameaças que o modelo democrático vem enfrentando. Ao redor do planeta, articula-se uma onda de extremismo autoritário que dissemina o ódio e a mentira por meios tecnológicos que não se submetem a controles transparentes.
Defendemos a plena liberdade de expressão, cientes de que é urgente criarmos instâncias democráticas de acesso à informação confiável e de responsabilização dos meios pelos quais o veneno do ódio e da mentira são inoculados. Este é um desafio civilizatório, da mesma forma que a superação das guerras, da crise climática, da fome e da desigualdade no planeta.
Reafirmo, para o Brasil e para o mundo, a convicção de que a Política, em seu mais elevado sentido — e apesar de todas as suas limitações — é o melhor caminho para o diálogo entre interesses divergentes, para a construção pacífica de consensos. Negar a política, desvalorizá-la e criminalizá-la é o caminho das tiranias.
Minha mais importante missão, a partir de hoje, será honrar a confiança recebida e corresponder às esperanças de um povo sofrido, que jamais perdeu a fé no futuro nem em sua capacidade de superar os desafios. Com a força do povo e as bênçãos de Deus, haveremos der reconstruir este país.

Viva a democracia!

Viva o povo brasileiro!

Muito obrigado.

Fonte:Secretaria Especial de Comunicação Social

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