Sepultada no Mato Grosso farmacêutica que morreu afogada em praia de Santarém-PA

Evellyn Emilly Baldessin Mendes morreu afogada, terça-feira (10) , na praia de Ponta de Pedras, em Santarém-PA. (Foto:Reprodução So Noticias)

Sepultada em Sinop (MT) farmacêutica que morreu afogada no Pará

O corpo de Evellyn Emilly Baldessin Mendes foi sepultado, na tarde desta quinta-feira, 12 de janerio de 2022, no cemitério municipal da cidade de Sinop (distante 585 km de Novo Progresso) , sob forte comoção. Ela morreu afogada, terça-feira (10) , na praia de Ponta de Pedras, em Alter do Chão (37 quilômetros de Santarém). O velório foi na capela de uma funerária. Evellyn residia em Sinop, assim como seus familiares.

O registro do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil do Pará aponta que Evellyn se afogou devido a um “ataque cardíaco enquanto estava na água”. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

Ela trabalhava em Sinop como farmacêutica e  o Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso manifestou condolências aos familiares e amigos “rogando a Deus que conforte seus corações”.

Por:Jornal Folha do Progresso em 13/01/2023/07:35:54 com informações do portal Só Notícias/Ana Dhein

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Anderson Torres tinha no armário proposta para mudar resultado da eleição

Decreto miraria presidência de Alexandre de Moraes no TSE (Foto:Rosinei Coutinho/SCO/STF)

PF encontra na casa de ex-ministro minuta para Bolsonaro baixar decreto

A partir das buscas e apreensões determinadas à Polícia Federal, agentes encontraram na residência do ex-ministro Anderson Torres uma minuta (proposta) de decreto para que o então presidente Jair Bolsonaro (PL) instaurasse estado de defesa na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O objetivo seria tentar reverter o resultado da eleição em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se saiu vitorioso em outubro de 2022.

O documento estava dentro de um armário na casa do ex-ministro, que virou secretário de segurança do DF, mas acabou exonerado após o 8 de janeiro. A apreensão foi feita na terça-feira (10).

Segundo a Folha, o material indica de ter sido elaborado após a realização das eleições e teria objetivo de apurar abuso de poder, suspeição e medidas ilegais adotadas pela presidência do TSE antes, comandada por Alexandre de Moraes, durante e depois do processo. O decreto jamais foi publicado. (As informações são da Folha de S.Paulo).

Jornal Folha do Progresso em 12/01/2023/17:30:30

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Governo divulga gastos de cartões corporativos da Presidência na gestão Jair Bolsonaro; foram R$ 27,6 milhões em quatro anos

Bolsonaro em 6 de dezembro de 2022 — Foto: REUTERS/Adriano Machado/File Photo

Valor reúne cartão pessoal de Jair Bolsonaro e gastos da equipe presidencial; dados foram obtidos pela agência Fique Sabendo. Governo publicou detalhamento de 2003 a 2022 em site oficial.

Resumo

Gastos da Presidência com cartões corporativos na gestão Bolsonaro, entre 2019 e 2022, foi de R$ 27,6 milhões

Dados foram divulgados pelo governo federal e incluídos em site junto com informações dos gastos presidenciais com os cartões desde 2003

No governo Bolsonaro, maior gasto foi em 2021: R$ 9,9 milhões. Já os R$ 4,9 milhões de 2022 foram o valor mais baixo da gestão

Maiores despesas nos últimos 4 anos foram com hospedagem, R$ 13,6 milhões, e fornecimento de alimentação e gêneros de alimentação, que somam R$ 10,2 milhões

O governo federal divulgou o detalhamento dos gastos em cartões corporativos da Presidência da República durante o governo do presidente Jair Bolsonaro. Foram R$ 27,6 milhões em gastos entre 2019 e 2022

Os dados foram incluídos no último dia 6 no repositório de informações classificadas da Secretaria-Geral da Presidência da República, e identificados nesta semana pela agência de dados públicos Fiquem Sabendo – especializada em pedidos pela Lei de Acesso à Informação (LAI).

O governo também hospedou, nesse link, os gastos com cartões da Presidência desde 2003 – primeiro ano do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esses dados já eram públicos, mas não estavam hospedados de forma organizada em site do governo.

O valor inclui o cartão pessoal de Bolsonaro e, também, outros cartões usados por ajudantes de ordens e funcionários da presidência.

Cartões corporativos da presidência na gestão Jair Bolsonaro
Ano     Valores gastos
2019     R$ 5.382.478,10
2020     R$ 7.314.318,09
2021     R$ 9.927.562,29
2022     R$ 4.997.298,75
Total do mandato     R$ 27.621.657,23
Fonte: Fiquem Sabendo e Secretaria-Geral da Presidência

O material divulgado também permite dividir esses gastos pelo tipo de despesa.

Os maiores gastos nesses cartões, nos últimos quatro anos, foram relacionados a hospedagem e alimentação – sobretudo, em viagens do presidente e de assessores.

Gastos em cartões corporativos da Presidência na gestão Jair Bolsonaro
Tipo de Despesa     Soma de VALOR
Hospedagens     R$ 13.669.149,08
Fornecimento de alimentação     R$ 5.511.790,53
Gêneros de alimentação     R$ 4.783.581,22
Apoio administrativo, técnico e operacional     R$ 1.538.381,15
Locação de bens móveis e intangíveis     R$ 699.775,01
Combustíveis e lubrificantes automotivos     R$ 668.824,56
Material de limpeza e higienização     R$ 207.975,15
Locação de imóveis     R$ 69.097,25
Locação de máquinas e equipamentos     R$ 64.058,50
Material de copa e cozinha     R$ 50.394,26
Material de acondicionamento e embalagem     R$ 49.008,87
Fonte: Fiquem Sabendo e Secretaria-Geral da Presidência

O material divulgado pela Presidência da República também permite verificar o gasto com cartões corporativos a cada ano. O g1 fez a atualização monetária usando o IPCA mensal, divulgado pelo IBGE. (Com informações do g1 e TV Globo — Brasília).

Gastos em cartões corporativos da Presidência, ano a ano
ANO     Valor corrente (à época)     Valor atual (corrigido pelo IPCA)
2003 (Lula)     5.327.599,63     15.837.386,05
2004 (Lula)     6.541.238,37     18.279.046,08
2005 (Lula)     5.204.035,80     13.562.363,31
2006 (Lula)     4.977.941,73     12.483.980,56
2007 (Lula)     3.857.905,40     9.338.553,69
2008 (Lula)     6.084.616,50     13.854.849,17
2009 (Lula)     5.438.863,41     11.877.323,73
2010 (Lula)     6.556.309,21     13.592.725,94
2011 (Dilma)     4.584.576,00     8.924.401,78
2012 (Dilma)     4.598.570,59     8.499.915,23
2013 (Dilma)     6.022.000,19     10.479.721,09
2014 (Dilma)     9.305.096,62     15.224.203,13
2015 (Dilma)     5.706.943,28     8.563.434,94
2016 (Dilma/Temer)     4.192.262,08     5.786.643,16
2017 (Temer)     4.003.637,84     5.343.938,02
2018 (Temer)     4.866.043,60     6.276.778,42
2019 (Bolsonaro)     5.382.478,10     6.675.933,62
2020 (Bolsonaro)     7.314.318,09     8.739.194,77
2021 (Bolsonaro)     9.927.562,29     10.991.970,98
2022 (Bolsonaro)     4.997.298,75     5.131.168,15
Fonte: Secretaria-Geral da Presidência e Fiquem Sabendo

Jornal Folha do Progresso em 12/01/2023/16:27:19

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Cidadão que se recusar a responder pesquisa do IBGE garante multa de R$12 mil

(Foto:Reprodução) – Recenseadores do IBGE estarão até janeiro coletando os dados do Censo Demográfico do Brasil. Quem não responder, poderá ser multado.

Desde 2010, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não realizava o Censo Demográfico do Brasil. Em agosto deste ano, o órgão pôs os seus recenseadores nas ruas de todo território nacional para coletar algumas informações referentes a um determinado território. Saiba que se recusar a responder pode não ser uma boa ideia!

Este é um dos maiores do mundo. A sua pesquisa fornece informações sobre a situação socioeconômica do país. É dever do IBGE prestar informações sobre os 5.570 municípios do Brasil ao Tribunal de Contas da União (TCU).

Ao ser visitado por um recenseador, o cidadão tem a obrigatoriedade de responder à pesquisa, contudo nem todos sabem disso e tampouco foram alertados sobre a importância dela para que as estatísticas do Brasil sejam avaliadas.

Vale apontar que o baixo número de recenseadores do IBGE também é um fator de impacto nesse atraso no Censo.

Segundo o próprio instituto, até o dia 25 de dezembro, cerca de 16,1% dos cidadãos ainda não tinhas respondido ao questionário. Isso gera um impacto direto em outras pesquisas de suma importância para o país. Diante do imprevisto, o IBGE informou que a coleta do Censo será estendida até janeiro.
Multa para quem não responder à pesquisa

A Lei n 5.534/68 obriga que toda a população brasileira, seja ela pessoa jurídica de direito público ou privado, bem como a pessoa física, responda a pesquisa. Em caso de descumprimento da lei, o cidadão pode pagar uma multa de até R$12 mil.

Ela fica ainda maior, caso seja constatada alguma mentira nas respostas do Censo. Nesses casos, o valor pode ser equivalente ao dobro. Ao responder a pesquisa do IBGE, o cidadão, além de contribuir com o instituto de estatísticas mais importante do país, também estará se livrando de uma multa altíssima.

Não recebeu a visita, mas quer responder?

IBGE disponibilizou o Disque-Censo para os habitantes dos municípios que ainda não receberam os recenseadores. Há cerca de 120 atendentes para coletar as respostas da pesquisa por meio do número 137. A ligação é gratuita e pode ser realizada entre as 8h e 21h30. (Com informações de Bruna Machado/ escolaeducacao.com).

Jornal Folha do Progresso em 12/01/2023/10:43:13

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Presidente Lula sanciona lei que equipara injúria racial ao crime de racismo

Com a nova lei, quem praticar os atos discriminatórios passam a ser presos e condenados de 2 a 5 anos (Foto: Reprodução // TV GLOBO).

Foi sancionada, nesta quarta-feira (11), a lei que equipara a injúria racial ao crime de racismo, que é inafiançável e imprescritível. O documento foi oficializado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em cerimônia de transmissão de cargo das ministras da Igualdade Racial, Anielle Franco, e dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, no Palácio do Planalto.

Com a nova lei, quem praticar os atos discriminatórios passam a ser presos e condenados de 2 a 5 anos. O regimento foi aprovado ainda em dezembro no ano passado pelo Congresso Federal. Pelo texto do Código Penal, a injuria passa a ficar dentro dos itens da Lei do Racismo e se for proferido a mais de uma pessoa, entra na sansão de injúria racial coletiva.

O que é o crime de injúria racial?

Pelo documento, entende-se por crime injúria racial quando a honra de uma pessoa específica ou grupo é ofendida por conta de raça, cor, etnia, religião ou origem. Já o racismo ocorre quando o agressor atinge um grupo ou coletivo de pessoas, com base na raça de forma geral.
O que modifica a lei de injúria?

As pessoas que praticavam a injúria poderiam ter que cumprir uma pena de um a três anos de reclusão, mais pagamento de multa. Com essa nova lei instituida e aprovada, a punição passa a ser prisão de dois a cinco anos. A pena será dobrada se o crime for cometido por duas ou mais pessoas. Vale, ainda, em casos de crimes es estádios e teatros. (As informações são do G1).

Jornal Folha do Progresso em 12/01/2023/08:42:52

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Coronel golpista que xingou Exército é exonerado e pede desculpas: ‘Emoção tomou conta’

O Diário Oficial da União publicou, nesta terça-feira 10, uma portaria que exonera o coronel Adriano Camargo Testoni, que prestava tarefas no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, após o militar proferir ofensas ao Exército Brasileiro durante os atos golpistas no domingo 8.

A portaria foi assinada pelo general da Divisão Francisco Humberto Montenegro Júnior.

Testoni, de 56 anos, havia aparecido em um vídeo que circulou nas redes sociais, acompanhado de uma mulher, vestido com uma camisa da seleção brasileira de futebol.

“Forças Armadas filhas da puta. Bando de generais filhos da puta. Vão tudo tomar no cu, vanguardeiros de merda, covardes. Olha aqui o que está acontecendo com a gente. (…) Exército é o caralho. Esse nosso Exército é um merda. (…) Que vergonha de vocês, militares. Vão tudo tomar no cu. (…) O povo se fodendo aqui, caralho. Bando de filhos da puta. Vanguardeiros é o caralho, vanguardeiros do cu”, afirmou o coronel.

https://twitter.com/i/status/1612824353850232836

Depois de ter sido exonerado, o coronel pediu desculpas em vídeo.

“Depois da merda que eu fiz ontem, eu gostaria de, humildemente, me desculpar com os companheiros vanguardeiros”, declarou. “No afã da emoção, vendo a minha esposa ferida, sem conseguir respirar, e gente ali jogada naquela confusão, e longe do Congresso… a gente não invadiu nada, somos contra a violência, fomos de forma pacífica e fomos atacados. Estávamos errados, mas ver uma pessoa que você ama ferida, a emoção tomou conta.”

https://twitter.com/i/status/1612868356943613953

 

 Por:Jornal Folha do Progresso em 12/01/2023/06:12:36

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Forças de Segurança do DF montam forte aparato policial na Esplanada à espera de um novo confronto bolsonarista

(Foto:Reprodução) – Forças de Segurança do Distrito Federal e nacionais estão com um forte aparato policial e de socorro à espera de um protesto bolsonarista na Esplanada do Ministérios, nesta quarta-feira (11/1).

De acordo com informações do Metrópoles, o ato está previsto para às 18h, mas até às 16h não havia sinal de manifestantes.

A prisão dos responsáveis pelos atos contra a democracia diminuiu o tom favorável a um golpe de Estado em grupos virtuais, que não fomentaram com o mesmo vigor do último domingo as pautas por novos ataques. A parcial de detidos é 1.187.

Nos arredores da Esplanada, todo o efetivo da Polícia Militar do DF, parte do contingente da Polícia Federal (PF) e da Força Nacional estão a postos. Agentes da Polícia Civil do DF também foram chamados a fim de reforçar o atendimento à cidade.

Fechada para veículos, a Esplanada tem dezenas de viaturas policiais, helicóptero e reforço do Batalhão de Cães.

Equipes do DF Legal também acompanham. Quase 10 vans e ônibus da PM foram posicionados. Dentro, capacetes, cassetetes e mais equipamentos de preparação contra confrontos.

A megaoperação é comandada pelo interventor federal na Segurança Pública do DF, Ricardo Cappelli. Em entrevista à imprensa, o também secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública garantiu que “não há hipótese de se repetir na capital o que aconteceu”.

Ele se referia ao ato antidemocrático, no qual vândalos bolsonaristas depredaram as sedes dos Três Poderes da República: o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).

O interventor ainda mandou fechar a Esplanada dos Ministérios para se antecipar quanto à segurança do local. (Com informações de Agenda do poder | Roberta Ferpin | ManchetePolítica).

Jornal Folha do Progresso em 12/01/2023/10:53:52

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Nova Lista mostra 763 presos (confira); PF libera cerca de 600 idosos e mulheres

Idosos são liberados em ônibus pela Polícia Federal, após serem detidos no protesto antidemocrático do dia 8 de janeiro.  – (Foto: Cristiano Mariz/O Globo)

Manifestantes presos em acampamento somam 76; PF libera cerca de 600 idosos e mulheres

Investigados haviam sido detidos na segunda-feira,9 de janeiro de 2023, em acampamento em frente ao QG do Exército, em Brasília; mulheres que têm filhos pequenos estão entre os que puderam deixar ginásio da PF

A Polícia Federal liberou nesta terça-feira (10) cerca de 600 pessoas presas acusadas de participarem dos atos antidemocráticos. Entre elas estão idosos com mais de 65 anos, mulheres que têm filhos pequenos e pessoas com comorbidades graves. Eles foram interrogados pela PF e tiveram os celulares periciados antes de serem liberados. Segundo os manifestantes, eles estavam sendo encaminhados para a Rodoviária de Brasília.

Leia também:Moradores de Novo Progresso estão entre os manifestantes encaminhados para a sede da Polícia Federal em Brasília

Outros 763 foram levados para o IML e, depois, para os presídios da Papuda no caso dos 499 homens e para papuda, no caso das 264 mulheres para Colmeia no Distrito Federal

Todos estavam no acampamento montado em frente ao QG do Exército, em Brasília, quando foram levados em mais de 50 ônibus municipais escoltados pela Polícia Militar do Distrito Federal à Academia Nacional da Polícia Federal.

Advogados dos presos também confirmaram a informação de que os idosos e pessoas com comorbidade estão sendo liberados.

Veja a lista com 763 presos clique AQUI

(Foto: Reprodução Internet)
(Foto: Reprodução Internet)

Bolsonaristas presos responderão por crime de golpe de Estado

Crime prevê pena de 4 a 12 anos de prisão, segundo o artigo 359-M do Código Penal

Manifestantes bolsonaristas que invadiram, neste domingo (8), o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) irão responder pelo crime de golpe de estado, segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, Robson Cândido.

O crime está previsto no artigo 359-M do Código Penal e consiste em “tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído”. A pena prevista é de 4 a 12 anos de prisão, além da pena correspondente à violência.

Caso haja algum registro de invasores praticando atos de vandalismo ou de dano ao patrimônio público, eles responderão separadamente.

Por:Jornal Folha do Progresso em 11/01/2023/15:34:26

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Terras indígenas com povos isolados são as mais ameaçadas da Amazônia, aponta estudo do Ipam

Garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, no estado do Pará, em 2017. — Foto: Felipe Werneck/Ibama

Levantamento feito em parceria com a Coiab também revela que seis entre as 10 TIs que tiveram o maior aumento de desmatamento são territórios com presença de povos isolados.

As Terras Indígenas (TIs) da Amazônia com a presença de povos isolados (que têm pouca ou nenhuma interação com grupos de fora) são as mais ameaçadas do bioma.

A constatação é de um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) em conjunto com a Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira) ao qual o g1 teve acesso e que será publicado nesta quarta-feira (11).

Foram consideradas como critérios de risco cinco categorias: de cunho jurídico-institucional, desmatamento ilegal, queimadas, grilagem de terras públicas e mineração ilegal.

Entre outros pontos, o estudo mostra que:

Somadas, as TIs com presença de isolados representam 653 km², ou 62% da área de todas as Terras Indígenas do bioma;
6 entre as 10 TIs que tiveram o maior aumento de desmatamento são territórios com presença de povos isolados;
A TI Ituna/Itatá, no Pará, registrou alta de 441% nos focos de calor nos últimos três anos. Essa foi a segunda terra indígena com maior aumento de focos de calor, passando de 74 (2016-2018) para 400 focos (2019-2021);
34% das 44 TIs com presença de povos indígenas isolados não tiveram seus processos de regularização fundiária concluídos;
Doze territórios com povos indígenas isolados estão sob risco “alto” ou “muito alto” (de garimpo, grilagem, desmatamento e queimada), sendo quatro em situação crítica: TI Ituna/Itatá, no Pará; TI Jacareúba/Katawixi, no Amazonas; TI Piripkura, em Mato Grosso; e TI Pirititi, em Roraima.

Grupo da etnia korubo contatado em 2014: Terra Indígena Vale do Javari está entre as que tiveram aumento nos focos de calor — Foto: Funai
Grupo da etnia korubo contatado em 2014: Terra Indígena Vale do Javari está entre as que tiveram aumento nos focos de calor — Foto: Funai

A Amazônia brasileira é o lugar do mundo com a maior concentração de populações indígenas em situação de isolamento. Exigimos que o novo governo federal reverta o legado de destruição deixado pelo anterior, que desmantelou as políticas indigenistas e os nossos direitos
— Élcio Severino da Silva Manchineri, coordenador-executivo da Coiab

O coordenador da Coiab acrescenta ainda que “o movimento indígena está organizado para enfrentar as ameaças aos nossos territórios e à autodeterminação dos povos indígenas, e para defender a vida dos povos isolados”.

Desmatamento

Embora as TIs sejam as terras públicas menos desmatadas historicamente, entre 2019 e 2021, justamente nos primeiros três anos do governo Bolsonaro, as ameaças se consolidaram de maneira expressiva nesses territórios, de acordo com o levantamento.

Nesse período, seis das dez terras com maior aumento no desmatamento no bioma eram de povos isolados: as terras indígenas Ituna/Itatá, Kayapó e Munduruku, no Pará, Yanomami, em Roraima e Amazonas, Piripkura e Parque do Xingu, em Mato Grosso.

No estudo, o Ipam analisou todas as 332 TIs do bioma amazônico, sendo 44 delas com isolados.

Queimadas e grilagem

Tamandua e Baita, sobreviventes do povo Piripkura, em cena do documentário "Piripkura" — Foto: Bruno Jorge/Instituto Socioambiental (ISA)
Tamandua e Baita, sobreviventes do povo Piripkura, em cena do documentário “Piripkura” — Foto: Bruno Jorge/Instituto Socioambiental (ISA)

Ainda de acordo com os dados do estudo, entre as dez mais afetadas por incêndios, a TI Piripkura teve aumento de 54% nos focos de calor entre 2019 e 2021 em relação ao período entre 2016 e 2018.

No mesmo período, o desmatamento foi cerca de 20 vezes maior, colocando o território entre os dez mais desmatados nos últimos três anos.

Além disso, um quinto (22%) da área da TI tem sobreposição com registros de CAR (Cadastro Ambiental Rural), um indicador da invasão e da grilagem de terras.

Criado para combater o desmatamento e regularizar áreas ambientais, esse é um instrumento público de cadastro obrigatório para todas as propriedades rurais. Contudo, como seu preenchimento é autodeclaratório, ele vem sendo utilizado por grileiros, ilegalmente, para emular uma posse.

O avanço do CAR no interior das terras indígenas é o mais preocupante, pois é um atestado de que o crime tem compensado. É uma forma de os criminosos ‘formalizarem’ as invasões. Mas, por lei, essas terras são dos povos indígenas.
— Rafaella Silvestrini, pesquisadora no Ipam

Segundo o Ipam, terras indígenas com isolados no geral têm maior área (10,9%) com sobreposição de cadastros ilegais do que as sem isolados (7,8%), e são a metade dos territórios atingidos pelo garimpo.

As TIs Kayapó e Munduruku, no Pará, Yanomami, em Roraima e Amazonas, e Sawré Muybu, também no Pará, com presença de isolados, são, nessa ordem, as que possuem maior área invadida por garimpeiros.

Cobrança

Diante do cenário, as entidades cobram ações do governo federal. “Hoje, com a tecnologia, temos tudo mapeado. Sabemos exatamente onde os crimes ambientais vem acontecendo. Agora, é o poder público agir, restabelecendo instrumentos de fiscalização já existentes nas políticas ambientais, com responsabilização de infratores”, afirma Silvestrini.

Na sua conclusão, a Nota Técnica do estudo pede a garantia dos direitos fundamentais dos povos indígenas, a proteção dos territórios e a demarcação imediata das terras reivindicadas pelos povos originários.

“É preciso promover incentivos econômicos, fiscais e legais que estimulem a sociobioeconomia no entorno indígena ou não indígena dos territórios com a presença de isolados e, como pilar fundamental para assegurar o controle do desmatamento ilegal, a incidência de fogo e as violações dos direitos humanos dos povos originários e de seus territórios”, diz o texto. (Com informações do Roberto Peixoto, g1).

Jornal Folha do Progresso em 11/01/2023/11:20:15

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Jornalista paraense é encontrado morto em praia de Santa Catarina

Mayron Anderson Gouvêa de Souza, 45 anos, foi encontrado morto na praia alargada de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, na manhã do último domingo – (8) (Foto:Reprodução/Redes sociais).

O corpo de Mayron foi achado preso em pedras, com ferimentos na testa e no nariz. As causas da morte ainda não foram identificadas

O jornalista paraense Mayron Anderson Gouvêa de Souza, de 45 anos, foi encontrado morto na praia alargada de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, na manhã do último domingo (8).

A família da vítima, que reside em Belém, diz que enfrenta dificuldades para receber informações da polícia catarinense sobre o caso. O corpo de Mayron foi achado preso em pedras, com ferimentos na testa e no nariz. As causas da morte ainda não foram identificadas.

Nesta terça-feira (10, o afilhado da vítima, Paulo Henrique Gouvêa, disse à reportagem de O LIBERAL que uma amiga da família, que reside em Santa Catarina, conversou com uma delegada de Florianópolis, capital do Estado, para tentar conseguir informações sobre a morte do jornalista, no entanto, sem êxito. “Tudo que nós sabemos até agora foi a partir da imprensa catarinense, inclusive um advogado da família está indo hoje para tentar saber o que está acontecendo”, afirmou.

O paraense, formado em jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA), sonhava em ser advogado, motivo pelo qual havia se mudado para Santa Catarina.

Ele se formou em direito e morou em Florianópolis e Balneário Camboriú. Atualmente, Mayron estava estudando para fazer uma prova de concurso público.

Amigos e familiares suspeitam de homicídio

Segundo o site Click Camboriú, Mayron trabalhava no Hotel Miramar, e na noite em que morreu, havia deixado o trabalho 1h da manhã. A princípio, a ocorrência teria sido tratada como “arrastamento”, no entanto, amigos e familiares do jornalista suspeitam que ele pode ter sido vítima de crime, pois estranham o fato do jornalista ter entrado no mar durante a madrugada, diz o portal.

A matéria ressalta que a região do deck do Pontal Norte é perigosa no horário noturno, onde várias tentativas de homicídio e assaltos já ocorreram no local, que não oferece nenhuma segurança.

Ainda conforme a matéria, testemunhas que estavam no molhe do Pontal Norte relataram ter ouvido gritos vindo da região da prainha, por volta das 2h. A Polícia Militar fez rondas e o Jet Marambaia realizou buscas pelo mar, porém nada encontraram. Por volta das 6h, o Grupo de Busca e Salvamento (GBS) foi acionado próximo a entrada do deck para retirada do corpo encontrado.

O caso está sendo investigado pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) do município. O delegado Vicente Soares afirmou que foi aberto um inquérito para apurar se houve homicídio. O agente disse que testemunhas foram identificadas e devem ser ouvidas a partir de terça-feira (10).

A Polícia Civil também busca imagens de câmeras de segurança que possam ajudar no esclarecimento da morte de Mayron.

Leia na íntegra a nota (abaixo) da Polícia Civil enviada à reportagem de O LIBERAL:

“A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Divisão de Investigação Criminal de Balneário Camboriú, está investigando o caso. No momento, aguarda o laudo cadavérico da Polícia Científica para confirmação da causa da morte e a identificação do corpo.” (Com informações do O Liberal).

Jornal Folha do Progresso em 11/01/2023/11:00:28

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