Gasolina cai 1,2% na semana e fica abaixo de R$ 5, diz ANP

(Foto:Reprodução) – Combustível foi vendido a R$ 4,98 na média nacional; preço do diesel S10 caiu 0,6%

A gasolina caiu 1,2% na última semana, segundo dados divulgados pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) nesta 2ª feira (23.jan.2023). O combustível foi vendido a R$ 4,98 na média nacional na semana de 15 a 21 de janeiro.

O combustível mais caro foi registrado no Ceará, onde foi vendido por R$ 5,52 por litro. Já a gasolina mais barata foi comercializada no Amapá, por R$ 4,60 por litro.

O preço do diesel S10, mais usado no Brasil e com baixo teor de enxofre, caiu 0,6%. Foi vendido a R$ 6,43 na semana, na média nacional. O combustível variou de R$ 6,18, no Espírito Santo, a R$ 7,31 no Acre.

Já o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), mais conhecido como gás de cozinha, foi vendido a R$ 108,05 por botijão de 13 kg. A redução é de 0,2% ante a semana de 8 a 14 de janeiro. (Com informações do ANP).

Jornal Folha do Progresso em 24/01/2023/10:53:32

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Pará estuda pagar novo piso nacional aos professores; confira salários em outros estados

A lei do piso salarial dos professores, sancionada em 2008, estabelece que o reajuste deve ser feito anualmente, no mês de janeiro — Foto: Freepik

MEC reajustou piso em quase 15%, passando para R$ 4.420 para jornada de 40 horas. Entre as capitais, pelo menos nove remuneram acima do mínimo estabelecido pelo governo federal.

Ao menos dez estados e o Distrito Federal pagam acima do novo piso nacional dos professores da educação básica definido pelo Ministério da Educação (MEC) no valor de R$ 4.420 para jornada de 40 horas semanais ou proporcional, segundo levantamento feito pelo g1 com base em informações dos estados e prefeituras.

Entre as capitais brasileiras, pelo menos nove remuneram acima do mínimo estabelecido pelo governo federal.

O valor do piso sofreu um reajuste de quase 15% em relação ao do ano passado, que era de R$ 3.845,63. Embora definido pelo governo federal, o pagamento é feito pelas prefeituras e governos estaduais, que precisam decidir localmente se vão aderir ao piso.

O aumento é contestado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que, pelo segundo ano seguido, voltou a orientar os gestores municipais a ignorarem esse reajuste. Além do impacto nos cofres municipais, a entidade contesta o novo piso por entender que os critérios usados não têm respaldo jurídico.

Por sua vez, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), representante dos profissionais da educação, discorda e defende a validade legal do aumento. (Leia mais abaixo sobre o impasse jurídico.)

Além disso, o presidente da entidade, Heleno Araújo, observa que, por lei, o valor do piso deve considerar apenas o salário-base do docente, sem acréscimo de qualquer tipo de auxílio.

Redes estaduais

Ao menos dez estados, além do Distrito Federal, pagam acima do novo piso nacional: Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso (jornada de 30 horas), Mato Grosso do Sul, Paraíba (30 horas), Roraima, Sergipe e São Paulo.
Outras unidades da federação, a exemplo de Acre, Alagoas, Amapá, Goiás, Minas Gerais, Pará, Piauí e Rio Grande do Sul, informaram que estudam a equiparar os salários de seus professores ao piso nacional.

Confira, abaixo, o piso do magistério pago pelos estados. Em princípio, o valor não considera benefícios ou gratificações.

Acre: O piso é de R$ 2.880 (30 horas semanais).
Alagoas: O piso é de R$ 3.845,63 (40 horas) para professores com nível médio
Amapá: O piso é de R$ 3.921,26 (40 horas).
Amazonas: O piso é de R$ 4.749,22 (40 horas).
Bahia: O piso é de R$ 3.850 (40 horas).
Ceará: O piso é de R$ 5.413,18 (40 horas).
Distrito Federal: O piso é de R$ 5.497,13 (40 horas).
Espírito Santo: O piso é de R$ 4.579,20 (40 horas).
Goiás: O piso é de R$ 3.845,63 (40 horas).
Maranhão: O piso é de R$ 6.867,68 (40 horas) para professores com licenciatura.
Mato Grosso: O piso é de R$ 5.024,57 (30 horas) para professores com licenciatura.
Mato Grosso do Sul: O piso é de R$ 10.318,18 (40 horas). O estado não esclareceu se esse valor inclui benefícios ou não.
Minas Gerais: O piso é de R$ 3.845,61 (40 horas).
Pará: O piso é de R$ 3.845,64 (40 horas).
Paraíba: O piso é de R$ 3.564,44 (30 horas).
Paraná: O piso é de R$ 3.903,32 (40 horas).
Pernambuco: O piso é de R$ 3.900 (40 horas).
Piauí: O piso é de R$ 3.954,63 (40 horas).
Rio de Janeiro: não informou
Rio Grande do Norte: O piso é de R$ 4.038,76 (40 horas).
Rio Grande do Sul: O piso é de R$ 4.038,52 (40 horas).
Rondônia: O piso é de R$ 3.845,63 (40 horas) para professores da educação básica.
Roraima: O piso é de R$ 6.103,14 (40 horas).
Santa Catarina: O piso é de R$ 3.845,00 (40 horas).
Sergipe: O piso é de R$ 4.451,14 (40 horas).
São Paulo: O piso é de R$ 5.000 (40 horas) para quem aderiu ao “Nova Carreira Docente”. Professores que não optam pela nova carreira, recebem o estipulado no piso salarial nacional 2022.
Tocantins: O piso é de R$ 3.999,60 (40 horas) para professores da educação básica.

Redes municipais

Ao menos nove capitais pagam mais do que o piso nacional, considerando jornada de 40 horas ou proporcional.
Quatro capitais que trabalham com jornadas de 40 horas semanais nas suas redes pagam acima do piso nacional: Brasília, Manaus, Rio de Janeiro e São Paulo.
Em outras duas (Cuiabá e João Pessoa), o valor da jornada de 30 horas já supera o piso nacional.
Três capitais (Belo Horizonte, Campo Grande e Rio Branco), que trabalham com jornadas menores, pagam, proporcionalmente, mais do que o piso nacional.

Confira, abaixo, o piso do magistério pago em cada uma das capitais brasileiras. Com exceção de Aracaju, o valor não considera benefícios ou gratificações. Algumas prefeituras, como a de Teresina, informaram que pretendem equiparar o salário pago ao piso nacional.

Aracaju: O piso é de R$ 3.845,63 (40 horas). Esse valor inclui gratificações. A prefeitura não informou somente o salário-base.
Belém: O piso é R$ 2.900,65 (40 horas).
Belo Horizonte: O piso é de R$ 3.047,92 (22,5 horas).
Boa Vista: O piso é de R$ 2.567,00 (25 horas).
Brasília: O piso é de R$ 5.497,13 (40 horas).
Campo Grande: O piso é de R$ 2.330,83 (20 horas).
Cuiabá: O piso é de R$ 6.829,05 (30 horas).
Curitiba: O piso é de R$ 3.845,63 (40 horas) para professores da educação infantil.
Florianópolis: O piso é de R$ 4.370,32 (40 horas).
Fortaleza: não informou
João Pessoa: O piso é de R$ 5.260,24 (30 horas).
Goiânia: O piso é de R$ 4.160,41 (40 horas).
Macapá: O piso é de R$ 2.886,40 (40 horas).
Maceió: O piso é de R$ 3.845,63 (40 horas) para professores com nível médio.
Manaus: O piso é de R$ 4.686,06 (40 horas).
Natal: O piso é de R$ 2.577,27 (20 horas).
Palmas: O piso é de R$ 3.845,63 (40 horas).
Porto Alegre: O piso é de R$ 3.221,58 (40 horas)
Porto Velho: O piso é de R$ 3.845,63 (40 horas).
Recife: O piso é de R$ 3.900,00 (40 horas).
Rio Branco: O piso é de R$ 3.004,40 (25 horas para professores com nível superior).
Rio de Janeiro: O piso é de R$ 6.073,29 (40 horas).
Salvador: não informou
São Luís: O piso é de R$ 3.845,63 (40 horas).
São Paulo: O piso é de R$ 5.050 (40 horas).
Teresina: O piso é de R$ 4.400 (40 horas).
Vitória: O piso é de R$ 4.247,99 (40 horas).

Impasse jurídico

A lei 11.738, de 2008, determina que o piso salarial dos professores seja reajustado anualmente, no mês de janeiro. Os critérios para fixar o percentual remetem à lei do antigo Fundeb, de 2007.

A polêmica é em torno dos critérios usados para definir o percentual de reajuste. Um novo Fundeb entrou em vigor em 2021 e, por essa razão, a CNM, entidade que representa os municípios, questiona as regras se basearem no Fundeb de 2007.

O MEC, por sua vez, defende haver “entendimento jurídico consolidado e vigente sobre a questão”, garantindo respaldo técnico e jurídico aos critérios de reajuste.

A CNTE, que representa os profissionais da educação, discorda do posicionamento da CNM. Segundo a entidade, a lei do piso mínimo segue válida e o reajuste deve ser imediato.

A entidade argumenta que o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a constitucionalidade dos critérios de reajuste em 2021, quando a emenda à Constituição que gerou, na avaliação da CNM, uma insegurança jurídica já havia sido promulgada. (Com informações do  g1 — São Paulo).

Jornal Folha do Progresso em 24/01/2023/08:05:14

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Lula afirma que Brasil deve ajudar a financiar gasoduto na Argentina

Lula chegou a citar a construção de um gasoduto saindo de Vaca Muerta, segunda maior reserva do mundo de gás de xisto (foto: Ricardo Stuckert/PR).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou, nesta segunda-feira (23/1), o interesse em resgatar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o financiamento do gasoduto argentino. A declaração foi feita depois de encontro com o presidente argentino Alberto Fernández.

O presidente disse que deve seguir “dentro das possibilidades econômicas” do Brasil, mas não entrou em detalhes sobre como se daria o processo.

Lula se desculpa com Fernández pelas ‘grosserias’ de Bolsonaro: ‘Genocida’

Lula chegou a citar a construção de um gasoduto saindo de Vaca Muerta, segunda maior reserva do mundo de gás de xisto e a quarta de petróleo não convencional, localizada na província de Neuquén, na Patagônia argentina.

“Tenho certeza de que os empresários brasileiros têm interesse no gasoduto. Certamente, os empresários brasileiros têm interesse nos fertilizantes que a Argentina tem. Tenho certeza de que os empresários brasileiros têm interesse no conhecimento científico e tecnológico da Argentina.

E, se há interesse dos empresários e há interesse do governo e temos um banco de desenvolvimento para isso, vamos criar as condições para fazer o financiamento que pudermos fazer para ajudar o gasoduto argentino”, disse Lula.

O presidente disse ainda que tinha “orgulho” quando o BNDES tinha mais recursos que o Banco Mundial e, por isso, podia financiar obras em países da América do Sul. Esses financiamentos são uma das maiores críticas dos opositores ao seu antigo governo.

(Com informações de Ana Mendonça).

Jornal Folha do Progresso em 24/01/2023/07:37:54

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Preso em Sinop (MT) é empresário em Novo Progresso

O empresário Kaio Furlan Andreasse, em foto de 2021, de camiseta Lacoste e óculos Ray Ban: hoje, está na cadeia (reprodução)

Andreasse é dono da Nortão Produtos Agropecuários (CNPJ 19.713.368/0001-25), com sede em Novo Progresso, no Pará.

O empresário e engenheiro-agrônomo Kaio Furlan Andreasse, morador de Sinop, no norte de Mato Grosso, está na cadeia. O motivo: crime de incêndio, atentado contra a segurança de meio de transporte e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Andreasse foi preso em flagrante delito no dia 8 de janeiro deste ano, na BR-163, no KM 819, em Sinop, no estado de Mato Grosso. Na ocasião, ele estava inconformado com a derrota de seu candidato nas eleições presidenciais de 2022, Jair Bolsonaro (PL). Então, lotou a caçamba de sua caminhonete Hilux de pneus e foi para a BR, encontrar-se com seus amigos, também inconformados com o resultado das urnas.

Lá chegando, ele descarregou os pneus (entre as atividades registradas de sua empresa está a “comercialização de pneumáticos”) e começou a tacar fogo em tudo.

Policiais rodoviários federais chegaram ao local e prenderam o empresário, em flagrante. Sua caminhonete Hilux foi apreendida no ato, está até agora no pátio da PRF.

Andreasse passou por audiência de custódia no dia seguinte e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva, que, em teoria, pode ir sendo renovada e se estender até o final de seu processo e julgamento pelos crimes de que é acusado.

Os advogados do empresário  entraram com um pedido de habeas corpus sendo negado pela justiça.

Ante o exposto, indefiro o pedido de revogação formulado e, como consequência, mantenho a prisão preventiva do investigado KAIO FURLAN ANDREASSE.

O empresário continua preso.

Por:Jornal Folha do Progresso em 24/01/2023/07:34:26 com informações do portal DCM

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PM prende dono de garimpo em Guarantã do Norte (MT) com R$ 31,7 mil, ouro e pistola sem registro

Aos militares, ele afirmou que ouro foi extraído de um garimpo de propriedade dele – (Foto: Divulgação/PM)

Um homem de 48 anos foi preso pela Polícia Militar, na noite desse sábado (21.01), com R$ 31,7 mil em espécie, quase 2 kg de ouro e uma pistola calibre 390 com nove munições, em Guarantã do Norte no Mato Grosso. Conforme a PM, o homem que disse ser dono de um garimpo estava andando pelas ruas com uma bolsa.
Durante abordagem na Rua Oitis, ele demonstrou certo nervosismo. A polícia identificou que ele portava uma arma de fogo, com diversas munições e sem registro legal. Na bolsa de couro que ele carregava havia R$ 31,7 em mil em espécie e 1,8 kg em barra de ouro, que, segundo ele, seria de um garimpo de propriedade dele.

Ele não apresentou nenhum comprovante da origem do dinheiro e do ouro.  A polícia o autuou em flagrante e o encaminhou à delegacia junto com o material apreendido.

Por:Jornal Folha do Progresso em 24/01/2023/07:34:26

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Em 2023, Senado já recebeu dois pedidos de impeachment contra Moraes

(Foto:Reprodução) – Militantes alegam, nas argumentações dos pedidos, que Moraes teria desrespeitado a lei como relator do chamado Inquérito das Fake News

Militantes apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já protocolaram no Senado, apenas neste ano, dois pedidos de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O primeiro foi protocolado em 5 de janeiro por seis advogados, e o segundo quatro dias depois, assinado por Robert Petty, candidato a vereador de Xangri-lá (RS) em 2020, pelo PSD.

Os militantes alegam, nas argumentações dos pedidos, que Moraes teria desrespeitado a lei como relator do chamado Inquérito das Fake News.

Outro motivo seria o bloqueio de contas bancárias e redes sociais de investigados. Eles ainda citam como motivo para o impeachment do ministro a prisão do Cacique Tserere. Na ocasião, bolsonaristas atacaram o prédio-sede da Polícia Federal em Brasília, pedindo a libertação do indígena. (As informações são do portal Metrópoles).

Jornal Folha do Progresso em 23/01/2023/15:47:06

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Ataques em Brasília: Moraes conclui análise e mantém 942 bolsonaristas radicais presos

Moraes conclui análise da situação dos presos por envolvimento em atos de terrorismo e na destruição de prédios públicos. – (Foto:Reprodução).

Outras 464 pessoas terão liberdade provisória, mas vão obedecer a medidas cautelares, como o uso de tornozeleira. Detenções foram realizadas após atos contra as sedes dos Três Poderes.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão de 942 pessoas detidas nos atos golpistas contra as sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro.

Outras 464 pessoas foram liberadas mediante aplicação de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, por exemplo.

O ministro concluiu nesta sexta-feira (20) a análise de 1.459 atas de audiência relativas a 1.406 presos.

O número de audiências de custódia é diferente do de presos porque, em alguns casos, os detidos foram submetidos a mais de uma audiência – por não terem ainda advogados, por exemplo.

Os procedimentos foram realizados até o último dia 17, em um mutirão que teve a coordenação da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a participação de juízes do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), além de 513 juízes do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

Todas as decisões serão enviadas aos diretores do presídio da Papuda e da Polícia Federal. Além disso, o ministro determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sejam informadas, também, do teor das determinações.

Segundo o balanço divulgado pelo Supremo, as prisões de 942 pessoas em flagrante foram convertidas para prisões preventivas – quando não há prazo previamente fixado para acabar –, tendo como base a necessidade de garantia da ordem pública e da efetividade das investigações.

Os crimes apontados foram os de:

atos terroristas, inclusive preparatórios;
associação criminosa;
abolição violenta do estado democrático de direito;
golpe de estado;
ameaça;
perseguição;
incitação ao crime.

O ministro considerou que as condutas foram gravíssimas e “houve flagrante afronta à manutenção do estado democrático de direito, em evidente descompasso com a garantia da liberdade de expressão”.

Além disso, Moraes entendeu que há provas de participação efetiva dos investigados em uma organização criminosa que atuou para desestabilizar instituições democráticas no país.

Liberdade provisória

Para outras 464 pessoas, o ministro concedeu liberdade provisória, mas elas terão de obedecer às medidas cautelares, como:

proibição de ausentar-se da comarca;
recolhimento domiciliar no período noturno e aos finais de semana, com uso de tornozeleira eletrônica a ser instalada pela Polícia Federal em Brasília;
obrigação de apresentar-se ao Juízo da Execução da comarca de origem, no prazo de 24 horas, e comparecimento semanal, todas as segundas-feiras;
proibição de ausentar-se do país, com obrigação de realizar a entrega de passaportes no Juízo da Execução da Comarca de origem, no prazo de cinco dias;
cancelamento de todos os passaportes emitidos no Brasil em nome do investigado, tornando-os sem efeito;
suspensão imediata de quaisquer documentos de porte de arma de fogo em nome do investigado, bem como de quaisquer certificados de registro para realizar atividades de colecionamento de armas de fogo, tiro desportivo e caça;
proibição de utilização de redes sociais;
proibição de comunicar-se com os demais envolvidos, por qualquer meio.

Nesses casos, Moraes concluiu que, embora haja “fortes indícios” de participação nos crimes – especialmente o de “tentar depor o governo legalmente constituído” – até o momento ainda não foram incluídas nas apurações provas da prática de violência, invasão dos prédios e depredação do patrimônio público. (Com informações do  Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília).

Jornal Folha do Progresso em 00/01/2023/18:12:13

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Primeira operação do Ibama do governo Lula contra desmate na Amazônia em Uruará no Pará

(Foto:Divulgação Ibama) – Conforme divulgou o IBAMA, Agentes ambientais brasileiros fizeram a primeira operação no comando do Governo Lula (PT)através da ministra do Meio Ambiente Marina da Silva, nesta quinta-feira (19) em busca de desmatadores no município de Uruará, no Pará.

“Luiz Inacio Lula da Silva (PT), que prometeu acabar com a crescente destruição herdada de seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL)”.

A operação na floresta amazônica, no estado do Pará, é para impedir que madeireiros e fazendeiros derrubassem ilegalmente a mata.

A operação contou com cerca de dez agentes do Ibama partiram em caminhonetes na quinta-feira (19) de sua base no município de Uruará, no Pará, juntamente com uma dezena de policiais federais, rumo a um aglomerado de pontos onde imagens de satélite mostraram madeireiros e fazendeiros trabalhando recentemente na derrubada ilegal da floresta.

“As pessoas sabem que neste governo a fiscalização será mais rígida e não permitirá que usem uma área que desmataram ilegalmente”, disse Givanildo dos Santos Lima, agente que lidera a missão do Ibama em Uruará.

O Ibama não divulgou o resultado da operação.

Givanildo dos Santos, agente do Ibama, em operação contra desmate em Uruará (PA) nesta quinta (19) - Ueslei Marcelino/Reuters
Givanildo dos Santos, agente do Ibama, em operação contra desmate em Uruará (PA) nesta quinta (19) – Ueslei Marcelino/Reuters

Por:Jornal Folha do Progresso em 23/01/2023/17/01/2023/07:34:26 com informações da REUTERS

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Lula visita Casa de Saúde Yanomami em Roraima e diz que situação de indígenas é desumana: ‘O que vi me abalou’

(Foto: Reprodução) –  O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou a Casa de Saúde Indígena Yanomami neste sábado (21) e classificou como desumana a situação vivida pelos indígenas em Roraima. A visita do presidente ocorreu após o Ministério da Saúde declarar emergência de saúde pública para enfrentar à desassistência sanitária no território Yanomami.

“Se alguém me contasse que em Roraima tinham pessoas sendo tratadas dessa forma desumana, como vi o povo Yanomami aqui, eu não acreditaria. O que vi me abalou. Vim aqui para dizer que vamos tratar nossos indígenas como seres humanos.”

Acompanhado de sete ministros, entre eles a da Saúde, Nísia Trindade, e Sonia Guajajara, dos Povos Indígenas, Lula esteve por cerca de duas horas dentro da Casa de Saúde, na zona Rural de Boa Vista. Ao sair, todos se disseram impressionados com o que viram.

“Precisamos também responsabilizar o governo anterior por ter permitido que essa situação se agravasse ao ponto de a gente chegar aqui e encontrar adultos com peso de criança, e crianças em uma situação de pele e osso”, disse Guajajara.

A situação descrita pela ministra foi inúmeras vezes retratada em fotos e vídeos divulgadas por organizações indígenas que pedem o fim do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, apontando como o maior causador dos problemas na reserva. Só em 2022, foram registradas 99 mortes de crianças impactadas pelo garimpo.

Antes da visita de Lula, técnicos do Ministério da Saúde foram enviados para a Terra Indígena para elaborar um diagnóstico da situação. Em quatro dias, resgataram ao menos oito crianças Yanomami em estado grave, com quadros severos de desnutrição e malária.

O plano do governo é enviar equipes de saúde para atender os indígenas dentro do próprio território.

“Eu acho que uma forma da gente resolver isso é fazer com que a gente monte o plantão da saúde. Nas nas aldeias, para que a gente possa cuidar deles lá. Fica mais fácil a gente transportar 10 médicos [para dentro da reserva] do que transportar duzentos índios que estão aqui”, disse Lula.

Além disso, questionado pelo g1 sobre o plano para combater os garimpos ilegais na reserva, Lula prometeu acabar a atividade: “O que eu posso dizer é que não vai existir mais garimpo ilegal”.

“No caso da Saúde, nós definimos que isso é uma emergência sanitária de importância nacional semelhante a uma epidemia, é isso que precisa ficar claro”, pontuou Nísia, acrescentando que o governo prepara um plano de trabalho.

“A força do SUS começará a vim a partir de segunda-feira (23) com mais profissionais médicos e enfermeiros para esse atendimento de emergência. Mas, sabemos que temos que melhorar a saúde onde as populações, onde os povos indígenas moram, nas suas comunidades”, reafirmou.

Lula e a comitiva de ministros desembarcou às 9h49 na Base Aérea de Boa Vista. Ao chegar na Casai, foi recepcionado por indígenas que entoaram cantos ao vê-lo. Além disso, alguns seguram cartazes com pedidos de ajuda, como “Vidas indígenas importam” e “fora garimpo”.

Estavam com Lula os ministros: Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Nísia Trindade (Saúde), Sônia Guajajara (Povos Indígenas), Flávio Dino (Justiça), José Múcio (Defesa), Silvio Almeida (Direitos Humanos), Márcio Macêdo (Secretaria-Geral), General Gonçalves Dias (Gabinete de Segurança Institucional), e o comandante da Aeronáutica, Marcelo Kanitz Damasceno.

O secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, também integrou a comitiva. Tabeba já afirmou ao g1 que o combate à desnutrição e malária entre os Yanomami é prioridade.

“Um verdadeiro genocídio anunciado acontece na área que sofre com o garimpo ilegal e suas consequências. Fome, intoxicação e doenças infecciosas são algumas das enfermidades enfrentadas”, disse Tabeba no Instagram, após a visita.

Mais cedo, no Twitter, ministra da Saúde, Nísia, já havia classificado como grave a situação. Segundo ela, foram registrados “3 óbitos de crianças entre 24 e 27/12 e 11.530 casos de malária no último ano.”

O governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), e o prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique recepcionaram o presidente e comitiva de ministros na Base Aérea.

Além dos dois, outras autoridades locais também acompanharam a visita. Entre eles, o defensor público-geral, Oleno Matos, e o deputado federal eleito Stélio Dener (Republicanos), o senador Telmário Mota (Republicanos) e a ex-deputada estadual Betânia Almeida. Telmário e Betânia foram vaiados pelas pessoas que acompanhavam o evento, com gritos de “golpistas” e “garimpeiros”.

Após a visita, Lula e comitiva deixou Boa Vista por volta das 13h (horário local) rumo a Brasília. O secretário Tapeba segue na capital, onde acompanha as ações feitas em prol da saúde Yanomami.
Criação de Comitê

Além da calamidade na saúde, também foi criado o Comitê de Coordenação Nacional, para discutir e adotar medidas em articulação entre os poderes para prestar atendimento a essa população. O plano de ação deve ser apresentado no prazo de quarenta e cinco dias, e o comitê trabalhará por 90 dias, prazo que pode ser prorrogado.

A avaliação feita pelos integrantes o governo é que a situação sanitária no território caminha para uma “crise humanitária” – devido ao aumento de casos de desnutrição em crianças e ao avanço do garimpo ilegal na região.

“Recebemos informações sobre a absurda situação de desnutrição de crianças Yanomami em Roraima. […] Viajarei ao estado para oferecer o suporte do governo federal e, junto com nossos ministros, atuaremos pela garantia da vida de crianças Yanomami”, escreveu Lula, em uma rede social, na sexta-feira (20).

Dados da (Sesai), obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), indicam que, ainda em 2021, 56,5% das crianças acompanhadas pelo governo no território Yanomami apresentaram quadro de desnutrição aguda – quando o peso é considerado baixo ou baixíssimo para a idade. (Com informações do G1 ).

Jornal Folha do Progresso em 23/01/2023/17:54:24

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Lula troca comandante do Exército

Lula com o novo comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva-  (Foto: Rocardo Stuckert/Planalto)

Ministro da Defesa confirma general Tomás Miguel como novo comandante do Exército

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, confirmou na noite deste sábado (21) o general Tomás Miguel Ribeiro Paiva como novo comandante do Exército. Também neste sábado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demitiu o então comandante do Exército, general Júlio Cesar de Arruda.

Ele havia sido nomeado para o cargo pelo próprio presidente Lula e escolhido pelo critério de antiguidade.

Múcio disse que os episódios de ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de dezembro, e os acampamentos próximos a unidades do Exército foram determinantes para a decisão tomada hoje.

“Investimos mais uma vez na aproximação com as nossas Forças Armadas com o governo do presidente Lula. Evidentemente que, depois desses últimos episódios, a questão dos acampamentos, a questão do dia 8 de janeiro, as relações, principalmente no comando do Exército, sofreram uma fratura num nível de confiança. E nós achávamos que nós precisávamos estancar isso logo de início até para que nós pudéssemos superar esse episódio”, disse Múcio, no comunicado deste sábado (21)

“Por isso, conversamos hoje com o general que estava no comando, logo cedo. O general Arruda a quem eu faço as minhas melhores referências”, acrescentou.

Além de agradecer Arruda e explicar as razões para a sua saída, o ministro da Defesa também apresentou o novo comandante do exército, general Tomás Miguel Ribeiro Paiva.

“E queria aqui trazer aos senhores o seu substituto, o general Tomas, que a partir de hoje é o novo comandante das Forças Armadas da do Exército Brasileiro. E os senhores posteriormente terão condições de conversar com ele melhor, porque hoje foi um dia de muitas tratativas e a partir da próxima semana quando houver oficialmente a passagem os senhores vão ter oportunidade de conversar com ele e relatar tudo que aconteceu”, destacou.

Paiva chegou em 2019 ao posto de general de Exército, o mais alto da carreira, passando a integrar o Alto Comando da Força.

A nomeação do atual comandante foi publicada no “Diário Oficial da União” ainda na noite de sábado.

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Por:Jornal Folha do Progresso em 22/01/2023/17/01/2023/07:34:26 com informações do Portal CNN

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