Ibama: Grupo vai fiscalizar fraudes em sistemas de controle florestal

(Foto:Reprodução) – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) criou um grupo especializado para a fiscalizar fraudes contra o sistema de controle florestal. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (26).

De acordo com o texto da portaria, caberá ao grupo especializado “detectar, qualificar e dimensionar a magnitude das fraudes aos sistemas de controle florestal; buscar os dados negados de interesse das investigações das fraudes; identificar, autuar, suspender e adotar as medidas administrativas cabíveis em desfavor de empreendimentos envolvidos com fraudes; e executar ações de fiscalização ambiental e de inteligência integradas com outras instituições envolvidas com a repressão de crimes ambientais sobre o assunto”.

Ele será composto por agentes ambientais federais e agentes de inteligência. A portaria detalha requisitos para a escolha desses profissionais, bem como “características essenciais” desses servidores.

Estão previstos cursos de preparação para o serviço. A participação no grupo não terá acréscimo de remuneração, e será considerado “serviço público relevante”. A portaria começará a vigorar no dia 1º de fevereiro. (Com informações da Agência Brasil).

Jornal Folha do Progresso em 26/01/2023/14:24:01

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Acidente entre caminhão e van mata 12 pessoas no Tocantins; vítimas voltavam de atendimento médico

Os mortos são quatro homens, sete mulheres e um bebê (Foto:Divulgação / Corpo de Bombeiros).

Pelo menos 12 pessoas morreram no Tocantins em grave acidente entre uma van e um caminhão, ocorrido na noite nesta quarta-feira (25), na TO-280, entre os municípios de Almas e Natividade. A van pertence à Secretaria Municipal de Saúde de Almas, segundo a Prefeitura, e retornava de Palmas. O veículo teria batido de frente com o caminhão.

Os mortos são quatro homens, sete mulheres e um bebê. Dois homens foram socorridos com vida e levados para hospitais de Porto Nacional e Natividade com fraturas. Todos os 12 mortos retornavam de atendimento médico e eram moradores de Almas.

Forças de segurança foram acionadas para socorrer as vítimas, e os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Natividade, onde vão ser identificados e liberado para as famílias. A Prefeitura de Almas afirma que está oferecendo todo suporte e apoio necessários aos familiares das vítimas e aos pacientes que estão hospitalizados.

Segundo o prefeito da cidade, Waguinho, há servidores públicos da cidade entre os mortos. Os bombeiros ainda informaram que na van havia uma grande quantidade álcool etílico que estava sendo transportado para o hospital de Almas. Por isso, a retirada dos corpos precisou ser feita com muito cuidado. Um advogado do motorista informou que ele deve se apresentar à polícia assim que possível pra prestar esclarecimentos. (As informações são do G1).

Os nomes informados pela prefeitura são:

Deliana Rodrigues dos Santos, 29 anos
Lucilene Ferreira Folha, 55 anos
Jailma Ramalho Costa, 20 anos
Antonia Fernandes Crisostomo, 58 anos
Emilena Pinto de Oliveira, 37 anos
Luciano Antônio de Almeida, 53 anos
Marcilene Aparecida de Andrade, 56 anos
Joaquim Pereira Valadares, 65 anos
Wesler Ferreira Folha, 31 anos
Jordana Guedes Dias, 21 anos
Rute Guedes Dias, bebê de 4 meses
João Batista de Oliveira, 68 anos
Jornal Folha do Progresso em 26/01/2023/10:51:51

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Policia de Sinop (MT) confirma prisão de 3 acusados de envolvimento no sequestro de produtor rural de Alta Floresta

Delegado confirma prisão em Sinop de 3 acusados de envolvimento no sequestro de produtor rural (Fotos:Reprodução)

O delegado da Polícia Civil de Alta Floresta, Thiago Marques Berger, confirmou ao Só Notícias, a prisão de dois homens e uma mulher, há pouco, no bairro Jardim Buritis, em Sinop. O trio é suspeito de envolvimento no desaparecimento do produtor rural Valdir Lanza, de 55 anos, desde o dia 6 de janeiro, em Alta Floresta. O delegado detalhou que uma Honda XRE vermelha com registro de roubo em Alta Floresta, porções de entorpecentes, duas balanças de precisão, cadernos de anotações para o tráfico, balaclava e outros objetos foram localizados com os suspeitos.

Leia mais:Camionete de produtor rural desaparecido de Alta Floresta (MT) é encontrada em Novo Progresso-PA

Honda XRE vermelha com registro de roubo em Alta Floresta, porções de entorpecentes, duas balanças de precisão, cadernos de anotações para o tráfico, balaclava e outros objetos foram localizados com os suspeitos.
Honda XRE vermelha com registro de roubo em Alta Floresta, porções de entorpecentes, duas balanças de precisão, cadernos de anotações para o tráfico, balaclava e outros objetos foram localizados com os suspeitos.

 

 

 

 

Não há informações sobre o paradeiro da vítima. Os acusados foram encaminhados à delegacia e devem prestar depoimentos. Segundo o delegado, um dos detidos é o mesmo que apareceu nas filmagens com a caminhonete do produtor rural, no pedágio da MT-320. A ação para prisão dos acusados foi realizada pelos investigadores da Polícia Civil de Alta Floresta e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop.

Camionete foi encontrada abandonada em uma vicinal em Novo Progresso, PA
Camionete foi encontrada abandonada em uma vicinal em Novo Progresso, PA

Conforme o Jornal Folha do Progresso já informou, na última quinta-feira (19) a caminhonete de Valdir Lanza foi encontrada próximo de uma estrada vicinal na zona rural de Novo Progresso, no Pará. O veículo estava sem placa e foi removido para passar por perícia.

Leia mais:Camionete de produtor rural desaparecido de Alta Floresta (MT) é encontrada em Novo Progresso-PA

Valdir foi visto por último quando saiu de casa no dia 6, por volta das 19h30, e desde então a família não teve mais notícias. A polícia identificou que a caminhonete dele foi vista passando horas depois passando no pedágio da MT-320, entre Nova Santa Helena e Colíder com outra pessoa conduzindo.

Em instantes mais detalhes.
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Por:Jornal Folha do Progresso em 25/01/2023/18:08:15 com informações do portal Só Noticias

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Paraense morta nos EUA ganha funeral simbólico das Forças Armadas; jovem faria 23 anos nesta quarta

O caso é investigado pela polícia de Los Angeles, com ajuda do FBI. (Foto:Reprodução / Instagram /@__evany)

Na ocasião, a família receberá o atestado de óbito de Anna; o corpo não foi encontrado

A paraense Militar Anna Laura Costa Porsborg, que foi morta em Los Angeles pelo  assassino confesso que era seu “ficante fixo”, Luís Akay, no final do ano passado, vai ganhar um funeral simbólico organizado pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, nesta quinta-feira (26). Na ocasião, a família receberá o atestado de óbito de Anna.

Em entrevista à reportagem do Grupo O Liberal, Andressa Sabrina, prima da vítima, contou que na homenagem terá a presença da mãe de Anna Laura, que embarcou para cidade de Virgínia no último domingo e também do pai e outros familiares que já estão lá. A cerimônia será às 9h da manhã.

O corpo de Anna Laura não foi encontrado pela polícia americana, que encerrou as buscas no local indicado pelo assassino no último dia 17.

“Vai ter certidão de óbito, porque de acordo com a polícia, eles têm provas suficientes para comprovar que ela está morta”, detalhou Andressa.

Após o encerramento das buscas pelo corpo de Anna, o exército continuará procurando.
Fiança milionária

Segundo informações de familiares de Anna Laura, o assassino trabalhava em uma construtora e a família da vítima teria recebido informações de pessoas que sofreram golpes de estelionato praticados por ele.

Um acordo foi feito com o Luís com possibilidade de fiança para aguardar o julgamento em liberdade, caso ele informasse onde o corpo da vítima estava, a localização apontada por ele não foi encontrada pela polícia.

A fiança estabelecida totalizava $2 milhões de dólares, equivalente a quase R $10 milhões de reais. Sem pagamento, ele continua preso.

O desaparecimento de Anna Laura

Anna Laura completaria 23 anos, nesta quarta-feira (25), ela era natural do município de Santarém, oeste do Pará e residia nos Estados Unidos, há cerca de 6 anos. Anna atuava como soldado das Forças Armadas do país. A jovem desapareceu no dia 27 de dezembro, depois de uma viagem com Luís, o “ficante fixo”; esse é um termo usado para se referir a uma relação não muito definida: o casal se relaciona, mas não namora oficialmente.

Para confundir a cabeça dos familiares da militar, no dia 30, o assassino chegou a fazer contato com a família da vítima, incluindo a própria mãe dela, além da tia e do marido da prima, que também moram nos EUA. Na ocasião, ele teria dito que estava à procura de Anna.

“Minha tia já estava preocupada com o sumiço dela desde o dia 28. Mas na sexta-feira (30) a preocupação ficou alarmante, foi quando ele ligou e disse que tinha gastado dois tanques de gasolina procurando ela. Isso é mentira”, dispara Andressa. (As informações são de Ândria Almeida ).

Jornal Folha do Progresso em 25/01/2023/10:49:35

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PF cumpre mandado de busca e apreensão em residência de homem que destruiu relógio histórico no dia 8/1

Investigações para apurar responsabilidades pelos atos seguem em curso

Goiânia/GO. A Polícia Federal cumpriu hoje (24/1), em Catalão/GO, um mandado de busca e apreensão na residência do homem filmado ao destruir relógio histórico, trazido ao Brasil em 1808, durante os atos do dia 8/1.

Na ocasião do cumprimento do referido mandado, foram apreendidos um celular, um veículo e uma caderneta contendo anotações.

Leia também:PF identifica homem que vandalizou relógio raro no Palácio do Planalto

As investigações para identificação das pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram os fatos ocorridos em 8/1 continuam em curso.

Fonte: Coordenação-Geral de Comunicação Social
Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em25/01/2023/17/01/2023/07:34:26

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Governo Lula exonera 33 coordenadores da Funai em meio a crise humanitária dos yanomamis

As publicações foram divulgadas em edição extra do Diário Oficial da União de segunda-feira (23). – (Foto:Reprodução).

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exonerou 33 coordenadores da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e dispensou outros quatro servidores que ocupavam cargos de coordenação.

As publicações foram divulgadas em edição extra do Diário Oficial da União de segunda-feira (23).

As mudanças ocorrem em meio a decisão do Ministério da Saúde de decretar estado de emergência para combater a falta de assistência sanitária que atinge os yanomamis.

Também foram exonerados cinco cargos como assessores da presidência e o chefe de gabinete da fundação, assim como o diretor do Museu do Índio da Funai. Foi dispensado ainda o corregedor da Funai.

Região com 30 mil habitantes em Roraima, a terra indígena yanomami tem atualmente crianças e idosos em estado grave de saúde, principalmente com desnutrição grave, malária e infecções respiratórias.

Em visita a Boa Vista, no sábado (21), o presidente Lula anunciou auxílio aos habitantes da região e combate ao garimpo ilegal. Na data, o petista disse ter visto durante a semana fotos que o abalaram e que a situação encontrada foi de abandono.

“Se alguém me contasse que aqui em Roraima tinha pessoas sendo tratadas de forma desumana, como vi o povo yanomami ser tratado aqui, eu não acreditaria”, disse o presidente.

Na segunda (23), também foram exonerados 11 chefes distritais da Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde. Entre eles está Marcio Sidney Sousa Cavalcante, que era o coordenador distrital de Saúde Indígena do leste de Roraima. (C0m informações do  Folhapress).

Jornal Folha do Progresso em 24/01/2023/17:54:07

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PL de Bolsonaro diz à Justiça que Moro se beneficiou de caixa dois na última eleição

O ex-juiz, no entanto, diz que as “acusações são falsas e absurdas” (Foto:Reprodução).

Sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Partido Liberal (PL), disse à Justiça que o ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil) cometeu abuso de poder econômico e se beneficiou de caixa dois na disputa que o elegeu a senador pelo Paraná no ano passado.

Moro, no entanto, diz que as “acusações são falsas e absurdas”. Por meio de nota, afirmou que a ação é “desespero de perdedores”.

Segundo a reportagem, as afirmações constam do processo no qual o PL pede a cassação do mandato de Moro.

Aberto no dia 23 de novembro do ano passado, estava sob segredo de Justiça, mas o sigilo foi revogado no dia 17 de janeiro pelo desembargador Mário Helton Jorge, relator do processo no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.

Na ação, o PL diz que “o que se inicia como uma imputação de arrecadação de doações eleitorais estimáveis não contabilizadas passa pelo abuso de poder econômico e termina com a demonstração da existência de fortes indícios de corrupção eleitoral”, declara.

Esse “abuso de poder econômico”, segundo o partido, gerou um “desequilíbrio” na disputa eleitoral ao Senado, em que o ex-juiz recebeu cerca de 1,9 milhão de votos (33,5%) e o segundo colocado, Paulo Martins (PL), cerca de 1,7 milhão (29,1%).

Antes de anunciar que concorreria ao Senado pelo partido União Brasil, Moro foi pré-candidato a presidente da República pelo Podemos, lembra o PL na acusação. O partido diz, no entanto, que essa pré-candidatura foi apenas um “estratagema pernicioso” para que o senador pudesse driblar a legislação e o teto de gastos da disputa, desde sempre sua “verdadeira” intenção.

“Por mais irônico que possa parecer, a presente ação atende a um apelo do próprio corréu, procurando combater a corrupção em todas as suas esferas, inclusive eleitoral”, afimaram os advogados no processo. A ação é assinada pelos advogados Guilherme Ruiz Neto, Bruno Cristaldi, Marcelo Delmanto Bouchabki e Nathália Ortega da Silva.

O PL ainda aponta que, somando-se os gastos da pré-campanha com os da campanha, o custo teria sido de, no mínimo, R$ 6,7 milhões. O teto da campanha ao Senado era de cerca de R$ 4,4 milhões, disse o PL na ação.

No processo, segundo a reportagem do Uol, o partido declarou também que Moro burlou a legislação eleitoral ao exigir que os partidos e as fundações partidárias pagassem salários e fizessem contratações de empresas de amigos e fala em “indícios de corrupção”.

Citou, por exemplo, a contratação por R$ 1 milhão pelo União Brasil do escritório de advocacia de um suplente de Moro com o objetivo de realizar serviços jurídicos eleitorais. De acordo com o PL, o escritório não possuía tal expertise, não tendo até então processos nessa área.

Embora ainda não tenha apresentado defesa no processo, Moro declarou ao site que não houve caixa dois e afirmou que vai processar os responsáveis.

O ex-juiz diz que ele e seus suplentes aguardam a notificação da Justiça Eleitoral, mas, pelo que já leu, trata-se de uma “ação feita em parceria pelo PL/PR e Podemos, ou seja, entre o segundo e terceiro colocados derrotados, atendendo aos interesses de uma nova eleição e do PT”, declarou.

Mesmo assim, ele diz que “nada teme” e nega as acusações. “Sei da lisura das minhas ações, suplentes e fornecedores. Não houve aplicação ilegal de recursos, tampouco caixa 2, triangulação ou gastos além do limite, como sugerem provar apenas com matérias de blogs e notícias plantadas”, argumenta Sergio Moro. (As informações são do Uol.).

Jornal Folha do Progresso em 24/01/2023/17:48:03

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Petrobras eleva em 7,4% preço da gasolina nas refinarias

O aumento já era cobrado pelo mercado, diante das elevadas defasagens em relação às cotações internacionais. (Foto:© Shutterstock).

A Petrobras elevará em 7,4% o preço médio de venda da gasolina em suas refinarias a partir desta quarta-feira (25). Segundo a estatal, o preço médio passará de R$ 3,08 para R$ 3,31 por litro.

É o primeiro reajuste após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ainda não conseguiu nomear no comando da estatal seu indicado, o senador Jean Paul Prates (PT-RN). A última vez que a Petrobras mexeu no preço da gasolina foi no início e dezembro, com corte de 6,1%.

O aumento já era cobrado pelo mercado, diante das elevadas defasagens em relação às cotações internacionais. Desde o fim do ano, com raras exceções, a Petrobras vinha vendendo o produto no país a preços menores do que no exterior.

Segundo cálculo da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), na abertura do mercado desta terça (24) o preço médio da gasolina nas refinarias do país estava 14%, ou R$ 0,49 por litro, abaixo da paridade de importação, conceito que simula quanto custaria para trazer o produto do exterior.

Isto é, o aumento desta quarta não será suficiente para cobrir a defasagem. O governo Lula, porém, tem afirmado que não seguirá o conceito de paridade de importação na venda dos combustíveis, já que o Brasil produz grande parte do volume que consome.

Em nota, a Petrobras diz que o aumento “acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio”.

Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro no produto vendido nos postos, diz a estatal, sua parcela no preço de bomba será, em média, de R$ 2,42 por litro, ou R$ 0,17 acima do valor médio vigente até esta terça.

Na semana passada, a gasolina foi vendida pelos postos brasileiros, em média, a R$ 4,98 por litro. Foi a primeira vez no ano que o valor ficou abaixo de R$ 5, após repique que levou órgãos de defesa da concorrência a anunciar investigações sobre os postos.

Na primeira semana de 2023, o litro chegou a bater R$ 5,12, movimento atribuído por governistas a tentativa de tumultuar o ambiente econômico após a posse de Lula.

Ao assumir, o novo presidente decidiu prorrogar por 60 dias isenção de impostos federais sobre os combustíveis para conter os efeitos inflacionário e os danos à imagem do governo que o retorno da cobrança provocaria.

Sua indicação para a Petrobras será avaliada pelo conselho de administração da companhia nesta quinta (26) e a expectativa é que, mesmo com um colegiado majoritariamente bolsonarista, Prates já tenha conseguido votos suficientes para sua nomeação. (Com informações do Folhapress).

Jornal Folha do Progresso em 24/01/2023/17:58:51

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Medicamentos devem ter reajuste duplo em 2023

No final de 2022, 12 estados elevaram as alíquotas de ICMS Foto:| Divulgação

Além de aumento anual, estados estão elevando ICMS e base de cálculo

O preço dos medicamentos deve subir duas vezes em 2023 em 15 estados que elevaram as alíquotas de ICMS ou os preços de referência para aplicação deste imposto.

A mudança na tributação local irá se somar ao reajuste anual de preços autorizado a partir de 1º de abril para todo o país.

No final de 2022, 12 estados elevaram as alíquotas de ICMS sobre diversos produtos, como forma de compensar o corte no imposto sobre combustíveis e energia elétrica. Os medicamentos estão entre esses itens que terão aumento de carga tributária neste ano.

O novo ICMS entra em vigor em março em sete estados: Bahia, Piauí, Paraná, Pará, Sergipe, Amazonas e Roraima. A mudança vale a partir de 1º de abril em outros cinco: Acre, Alagoas, Maranhão, Rio Grande do Norte e Tocantins.

As alíquotas estão atualmente em 17% ou 18% nesses locais. As novas variam de 19% a 22%, segundo levantamento da empresa SimTax.

Dois estados fizeram alterações na base de cálculo que já estão em vigor: Minas Gerais e Espírito Santo. Em São Paulo, a nova base começa a valer em 1º de fevereiro.

O Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos) enviou ofício a 12 secretarias de Fazenda para pedir a manutenção das alíquotas atuais de ICMS sobre medicamentos.

Também solicitou que o governo de São Paulo adie a aplicação dos novos preços de referência para 1º de março, por causa de problemas detectados na lista com a mudança na base de cálculo. Há casos, segundo o sindicato, em que o preço divulgado está acima do valor máximo que as farmácias podem cobrar do consumidor final.

O presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, afirma que, nos 12 estados em que houve aumento de alíquota, a alteração nos preços máximos fixados pelo governo é automática. Em São Paulo, Minas e Espírito Santo, a mudança na base de cálculo não altera esse limite, mas é possível que algumas empresas reduzam, por exemplo, os descontos dados aos consumidores.

“É um tiro que a secretaria de Fazenda está dando no pé da secretaria de Saúde. A pessoa para de comprar medicamento, vai pegar de graça do estado ou, pior, vai se internar porque deixou de controlar uma doença que precisa de tratamento diário”, afirma.

Ele diz que a carga tributária do Brasil sobre medicamentos deve subir de 31% para 33%, bem acima dos 6% da média mundial.

Tatiana Scaranello, advogada especialista em Direito Tributário, afirma que a lista de São Paulo inclui 8.270 medicamentos. Desses, 4.465 tiveram aumento nos preços de referência, o chamado PMPF (preço médio ponderado a consumidor final), para aplicação do ICMS substituição tributária.

Ela dá como exemplo um genérico do antibiótico amoxicilina, cujo PMPF sobe de R$ 141,04 para R$ 296,30. Com isso, a parcela do ICMS no estado passa de R$ 16,92 para R$ 35,50.

“Esse ano vamos ter dois aumentos significativos, porque além dessa questão do ICMS e do PMPF, também temos o aumento anual por parte da indústria farmacêutica, que é a partir de 1º de abril”, afirma a tributarista. (Com informações do Eduardo Cucolo/Folhapress).

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Ibram aciona Receita Federal para acabar com garimpo ilegal

Mais da metade do ouro comercializado de 2015 a 2020 no Brasil ocorreu de maneira irregular. Foto:| CHICO BATATA / GREENPEACE

Atividade tem afetado diretamente a população indígena que vive nas áreas atingidas, no Mato

Pelo menos 229 toneladas de ouro com indícios de ilegalidade foram comercializadas no Brasil entre 2015 e 2020. O montante representa praticamente metade de toda a produção nacional e foi extraído de dentro da floresta amazônica por garimpeiros ilegais, um total de 54%, retirado principalmente do Mato Grosso (26%) e do Pará (24%).

A prática ilegal acontece principalmente nas terras indígenas. A crise humanitária da população Yanomami, que vive em uma das regiões mais afetadas por garimpos ilegais, e revelada no último sábado (21), reforçou a necessidade de combate a essas invasões e ao comércio ilegal de ouro no país.

“O Brasil precisa erradicar o garimpo ilegal”, defendeu o diretor-presidente do Ibram – Mineração do Brasil, Raul Jungmann, ontem, ao entregar ao secretário especial da Receita Federal, Robinson Sakiyama Barreirinhas, um ofício solicitando que a autarquia implante a obrigatoriedade de emissão de notas fiscais eletrônicas, em substituição às elaboradas em papel – inclusive manuscritas –, que ainda são utilizadas para registrar operações de comercialização de ouro do garimpo. “Esta é uma medida necessária para coibir, via rastreabilidade, a produção ilegal e a comercialização de ouro dessa fonte”, enfatizou Jungmann.

URGÊNCIA

Ao final da reunião, Robinson Sakiyama disse que tratará o assunto internamente com celeridade e priorizando as ações necessárias e que levará a questão ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

O encontro ocorreu em Brasília, na sede da Receita. Jungmann foi acompanhado do diretor de Relações Institucionais do Ibram, Rinaldo Mancin; do ex-secretário da Receita Federal e consultor do Instituto para temas tributários, Jorge Rachid; e do diretor executivo do Instituto Escolhas, Sergio Leitão.

O Escolhas elaborou o maior diagnóstico conhecido no país sobre os caminhos do ouro ilegal, o estudo “Raio X do ouro: mais de 200 toneladas podem ser ilegais”, que mostra que 1/3 desse ouro foi comercializado por apenas cinco Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, as DTVMs, que compram de garimpos na Amazônia.

As DTVMs são as únicas que podem comprar o ouro dos garimpos e são empresas do setor financeiro autorizadas a funcionar pelo Banco Central. “Elas deveriam ser as principais interessadas em garantir a procedência do metal”, revela o estudo produzido pelo Instituto Escolhas.

Entre 2015 e 2020, essas corretoras movimentaram um terço de todo o volume com indícios de ilegalidade encontrado no estudo, ou 79 toneladas. “Isso significa que 87% de suas operações são duvidosas”, revela o levantamento. Três dessas corretoras – a F.D’Gold, a Carol e a Ourominas – já fazem parte de ações judiciais recentes movidas pelo Ministério Público Federal no Pará (MPF-PA) e lideram a comercialização de ouro ilegal no Pará.

Pelo menos 570 crianças já morreram por desnutrição

O Ibram – Mineração do Brasil já havia solicitado apoio do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários para que fosse intensificada a fiscalização sobre as Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários que negociam ouro com o garimpo.

O Ibram também solicitou apoio do Ministério das Relações Exteriores para que seja exigida de compradores estrangeiros de ouro do Brasil a certificação de origem do minério e ainda apoio da Polícia Federal para o uso de tecnologias inovadoras que façam o rastreamento desse minério.

“A situação trágica envolvendo o povo yanomami é uma das consequências diretas das ações perpetradas há muitos anos por quadrilhas de criminosos organizados na Amazônia. Entre os quais, os que se autointitulam “garimpeiros” (atividade regulamentada em lei), mas que, na realidade, praticam o garimpo ilegal”, revela o texto distribuído pelo Ibram.

INVASORES

Os casos de garimpos ilegais no Pará em terras indígenas envolvem áreas protegidas como a TI Kayabi (MT/PA) e os Parques Nacionais da Amazônia (PA), como a Serra do Pardo, localizada na região da Terra do Meio, com área de mais de 445 mil hectares, abrangendo os municípios de Altamira e São Félix do Xingu, que sofre frequentes invasões por parte de garimpeiros ilegais, além da região das Montanhas do Tumucumaquen, na divisa entre o Pará e Amapá.

A crise humanitária causada pelo garimpo ilegal na Terra Indígena (TI) Yanomami chocou o país e o mundo: sem conseguirem precisar o número de mortes devido à atividade ilegal no território Yanomami, a estimativa é de que pelo menos 570 crianças morreram de desnutrição nos últimos quatro anos, segundo a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, com base num levantamento do Ministério da Saúde.

A situação do povo Yanomami não era desconhecida do governo federal. Durante a gestão de Jair Bolsonaro, lideranças indígenas como Dario Kopenawa Yanomami, da Associação Hutukara que foi até Brasília expor a situação e pedir a expulsão dos garimpeiros. Mas nada foi feito nos últimos quatro anos (Com informações de Luiza Mello de Brasília).

Jornal Folha do Progresso em 24/01/2023/11:02:25

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