Vereador suspeito de integrar grupo criminoso morre em confronto após atirar em delegado no MT

Jeozafa Moraes de Castro morreu em confronto com a polícia — Foto: Redes sociais
Jeozafa Moraes de Castro teria atirado três vezes contra o delegado, que cumpria um mandado judicial contra ele. A operação da Polícia Civil é realizada em quatro cidades, sendo três de fronteira.

O presidente da Câmara de Rio Branco, a 367 km de Cuiabá, vereador Jeozafa Moraes de Castron (PSDB), morreu em confronto com a Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (2). O parlamentar atirou contra o delegado Marcelo Menezes, que cumpria um mandado judicial contra ele por suspeita de integrar um grupo criminoso e facilitar o acesso de armas de fogo a eles.

De acordo com a Polícia Civil, Castron era um dos alvos da Operação Rota Cercada, realizada em quatro cidades – Rio Branco, Lambari d’Oeste e Salto do Céu, que fazem parte da “rota das águas” na região de fronteira – e em Barra do Bugres. Ao todo, são cumpridos 40 mandados.

O g1 entrou em contato com a Câmara, onde um mandado de busca e apreensão também é cumprido, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Em nota, o diretório estadual do Partido Social Democracia Brasileira (PSDB), o qual o vereador fazia parte, em nome do presidente, o deputado estadual Carlos Avallone, lamentou a morte de Jeozafa.

Tiro acertou o colete do delegado — Foto: Divulgação
Tiro acertou o colete do delegado — Foto: Divulgação

Segundo a polícia, durante a ação, que apura crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, tortura, homicídio e outros delitos relacionados, Jeozafa reagiu à abordagem e atirou contra a equipe. Alguns acertaram o colete do delegado e um o atingiu de raspão.

Delegado baleado durante operação foi socorrido em Rio Branco MT
Delegado baleado durante operação foi socorrido em Rio Branco MT

O delegado foi socorrido e encaminhado para Cáceres de helicóptero. Marcelo Menezes está consciente e não corre risco de morte.

Crimes

Dois homicídios recentes ocorridos em Rio Branco são atribuídos ao grupo criminoso alvo da operação. No dia 8 de fevereiro, o corpo de Fernando de Jesus Abreu, de 30 anos, foi encontrado em uma rua da cidade, alvejado por disparos de arma de fogo no rosto. Populares relataram que dois suspeitos, em uma motocicleta, efetuaram os disparos na vítima e fugiram.

No dia 15 de fevereiro, o corpo de Adriano Paulo de Souza, de 40 anos, foi encontrado em uma obra, atingido por disparos de arma de fogo. Uma motocicleta foi encontrada nas proximidades e os atiradores teriam fugido a pé, depois do veículo apresentar problemas mecânicos.

Participam da operação as Delegacias de Rio Branco, Porto Esperidião, Araputanga, São José dos Quatro Marcos, Mirassol D’Oeste, Regional de Cáceres, 1ª Delegacia de Cáceres, Defron, Delegacia da Mulher, DEA, e as unidades da Delegacia da Regional de Pontes e Lacerda (Pontes e Lacerda, Jauru, Vila Bela da Santíssima Trindade, Comodoro e Campos de Júlio) e delegacia de polícia de Barra do Bugres.

No apoio operacional, a operação conta com a atuação da Gerência de Operações Especiais (GOE), Centro Integrado de Operações Aéreas e do Canil Integrado de Fronteira.

Por:Jornal Folha do Progresso em 02/03/2023/13:03:56 com informações do G1MT

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PF prende duas pessoas acusadas de roubar aeronave apreendida;fiel depositário a prefeitura de cidade paraense

PF prende duas pessoas acusadas de roubar aeronave apreendida – (Foto:PF)
Foram cumpridos dois mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão, nos municípios de Redenção/PA e Sorocaba/SP

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (2/3), a Operação Encomenda Aérea, para desarticular associação criminosa que roubou um avião em setembro do ano passado.

Na casa de um dos alvos de prisão, foi encontrada uma pistola com numeração raspada. Por isso, ele foi preso também pelo flagrante de posse ilegal de arma de fogo.

A operação visa desarticular a associação criminosa que roubou, em setembro de 2022, uma aeronave. Apreendido pela Polícia Federal na operação Terra Desolata, no final de 2021, o avião estava guardado em um hangar seguro de propriedade privada e sob a responsabilidade da Prefeitura Municipal de Redenção, na condição de fiel depositária.

Segundo a investigação da Polícia Federal naquele município, pelo menos cinco pessoas participaram diretamente do crime. Três delas, armadas, invadiram a propriedade, fizeram os moradores reféns, entraram no hangar e retiraram a aeronave. Na fuga, atearam fogo no carro utilizado no crime. Os outros dois envolvidos deram cobertura e apoio na fuga.

Os investigados responderão por roubo majorado e associação criminosa, cujas penas somadas podem chegar a 20 anos de reclusão.

Além disso, o preso por posse ilegal de arma de fogo pode ter adicionados de três a oito anos de reclusão. As investigações continuam para a recuperação da aeronave roubada.
Por:Jornal Folha do Progresso em 03/03/2023/07:34:26 com informações da Delegacia de Polícia Federal de Redenção/PA

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História da capoeira

O que é capoeira

A Capoeira é uma arte marcial brasileira que combina elementos de dança, acrobacia e artes marciais. A Capoeira é um movimento rápido e flexível que se assemelha a uma dança. Os principais elementos da Capoeira são pontapés, bloqueios e vários elementos acrobáticos, como flips e somersaultos. Uma parte importante da capoeira é um jogo onde dois praticantes se apresentam em duplas, tentando chutar um no outro ou esquivar-se um do outro.  A capoeira também tem um significado cultural para o povo brasileiro. É parte da identidade nacional do Brasil e é uma forma de expressar cultura e tradição. A capoeira também está associada à música, pois os praticantes tocam instrumentos musicais como o berimbau e o pandeiro.

Hoje a capoeira é praticada em todo o mundo e atrai pessoas de todas as idades e nacionalidades. É considerada uma das formas mais eficazes de autodefesa e um bom treinamento físico que ajuda a melhorar a coordenação e a flexibilidade.Para ser o mais flexível possível, você precisa desenvolver não apenas seu corpo, mas também sua mente. E mais precisamente, atenção para antecipar os movimentos futuros de seu oponente. Um bom treino seria jogar brasil bingo.

História de origem e desenvolvimento

A Capoeira é uma arte marcial brasileira que tem uma história única. A arte teve origem na África e foi trazida ao Brasil como parte do tráfico de escravos nos séculos 16 a 19.

No Brasil, os escravos da África utilizavam a capoeira como um meio para se proteger e expressar sua cultura. Na época, os colonos portugueses proibiram qualquer expressão da cultura africana e os escravos brasileiros usavam a capoeira como arma oculta para escapar do castigo. Com o tempo, a capoeira tornou-se popular entre o povo pobre do Brasil, que a utilizava para proteção e como forma de expressar sua identidade nacional. Ela se tornou um meio de protesto contra a discriminação social e econômica.

Na década de 1930, a capoeira foi proibida no Brasil pelo governo do ditador Getulio Vargas. As autoridades consideravam a disciplina demasiado perigosa e associada às pessoas marginalizadas. Na década de 1950, graças aos esforços dos mestres de capoeira brasileiros e seus alunos, ela foi oficialmente reconhecida novamente.

Hoje, a capoeira é um dos esportes mais famosos e populares do Brasil. É reconhecida como o esporte nacional do Brasil e atrai adeptos e praticantes de todo o mundo. A capoeira também tem sido tema de estudo de antropólogos e historiadores culturais.

Famoso capoeiri

Há muitos capoeiristas talentosos que são reconhecidos por sua habilidade e contribuição para o desenvolvimento desta arte marcial. Aqui está uma pequena lista de alguns dos mais notáveis mestres de capoeira. Cada um deles deixou sua marca na capoeira e trouxe algo especial para ela que tornou este tipo de arte mais rica e diversificada.

Mestre Bimba (Manuel dos Reis Machado) é um criador de capoeira, que fundou sua própria escola de capoeira em El Salvador no início do século 20.

Mestre Pastinha (Vicente Ferreira Pastinha) – criador da escola de capoeira na Bahia e fundador da Capoeira Angola.

Mestre Suassuna (Pedro Ferreira) – famoso músico e capoeiraista, que foi um dos primeiros a viajar pelo mundo ensinando capoeira.

Mestre Barrao (Nestor Capoeira) é um dos mais influentes capoeiraistas do mundo, autor de vários livros sobre capoeira.

Mestre Accordion (Jose de Ribamar Viana) é um famoso mestre e músico de capoeira. Ele foi um dos fundadores da Escola Regional de Capoeira.

Mestre Barraozinho – conhecido instrutor e músico de capoeira, ele escreveu vários livros e tutoriais sobre capoeira.

Mestre Camisa é um mestre de capoeira e fundador da Capoeira Abada.

Por:Jornal Folha do Progresso em 02/03/2023/07:34:26

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AGU pede a condenação de 40 pessoas por atos golpistas em janeiro

(Foto:© Marcelo Camargo/Agência Brasil) – Órgão também quer ressarcimento de R$ 20,7 milhões

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu à Justiça Federal a condenação definitiva de 40 pessoas presas em flagrante invadindo e depredando o patrimônio público durante os atos golpistas de 8 de janeiro. O órgão também quer que elas ressarçam os cofres públicos em R$ 20,7 milhões.

O valor corresponde ao “dano material já incontroverso” já reportado por Congresso, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF), argumenta a AGU no parecer enviado à Justiça Federal de Brasília.

Os réus encontram-se presos preventivamente, por participação “da materialização dos atos de invasão e depredação de prédios públicos federais, tanto que em meio a esses atos foram presos em flagrante como responsáveis pelos atos de vandalismo nas dependências dos prédios dos três Poderes da República”, diz o pedido da AGU.

A AGU diz ainda que “mais que os danos materiais ao patrimônio público federal objeto desta ação, resultaram danos à própria ordem democrática e à imagem brasileira”.

A íntegra do pedido não foi divulgado uma vez que o processo corre em sigilo, justificou a AGU. Apenas alguns trechos foram divulgados. Os alvos do pedido de condenação já encontram-se com bens bloqueados cautelarmente, a pedido dos advogados da União.

O caso é uma das quatro ações na esfera cível abertas pela AGU. Em todas, o órgão já obteve medidas cautelares de bloqueio de bens. Ao menos 178 pessoas físicas, três empresas, uma associação e um sindicato são alvo dos processos.

Por:Jornal Folha do Progresso em 01/03/2023/17:57:50 Com informações da Agência Brasil – Brasília.

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Deputado do Mato Grosso critica conservação da BR-163 e sugere que motoristas ‘rompam cancela’

Praça de pedágio na BR-163 em MT (— Foto: Rota do Oeste0 – Presidente da ALMT critica conservação da BR-163 e sugere que motoristas ‘rompam cancela’
Ato citado pelo deputado caracteriza-se como infração grave de trânsito e prevê multa. Os motoristas que passam pelo trecho que liga Cuiabá a Rondonópolis afirmam que a pista está cheia de buracos.

Eduardo Botelho critica condições da BR-163 — Foto: ALMT
Eduardo Botelho critica condições da BR-163 — Foto: ALMT

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Eduardo Botelho (União), disse em entrevista à imprensa, nesta quarta-feira (1°), que os motoristas não devem aceitar a cobrança de pedágio no trecho da BR-163, entre Cuiabá e Rondonópolis, e sugeriu que os condutores rompam a cancela. Ele afirmou que a rodovia é precária e que a cobrança não é compatível.

    “Estou propondo que parem de pagar. Se eles não acharem uma solução, parem, não aceitem o pagamento. Não dá pra você ficar pagando algo por 10 anos, 15 anos e nada se faz. Rompe a cancela. Alguma coisa tem que ser feita. Não dá pra ficar do jeito que está”, disse Botelho.

O ato citado pelo deputado caracteriza-se como infração grave de trânsito, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

“Art. 209. Transpor, sem autorização, bloqueio viário com ou sem sinalização ou dispositivos auxiliares, deixar de adentrar às áreas destinadas à pesagem de veículos ou evadir-se para não efetuar o pagamento do pedágio: Infração grave”.

Conforme o CTB, o motorista que cometer essa infração é penalizado com cinco pontos na CNH e multa de R$ 195,23.

A cobrança de pedágios é uma forma de arrecadação de recursos que são destinados para a manutenção das estradas e oferta de serviços de primeiros socorros. No entanto, os motoristas que passam pela BR-163, entre Cuiabá e Rondonópolis, reclamam das condições da via devido aos buracos.

Leia também:Motoristas querem que o Presidente Lula interfira para não pagar pedágio ao trafegar pela buraqueira da BR-163 no Pará

O deputado Thiago Silva (MDB) disse que já acionou o Ministério Público Federal (MPF) para que interceda e abra as cancelas até que se resolva o problema da administração da rodovia.

“A gente sabe da calamidade, da precariedade dessa BR. Entramos com representação há 10 dias junto ao MPF pedindo a suspensão do pedágio até que se decida sobre a responsabilidade. Queremos que se faça também o recapeamento, porque o risco de acidente só tem aumentado. É injustificável que se pague um pedágio sem ter a manutenção da rodovia.”, disse ele.

De quem é a responsabilidade

A concessão da BR passa por um processo de transferência da concessionária Rota do Oeste para a autarquia MT Par, do governo estadual. A previsão inicial era de que a autarquia assumisse a concessão em 10 de fevereiro deste ano, mas o prazo foi prolongado para mais 60 dias.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) afirmou que, por enquanto, a responsabilidade pela duplicação e manutenção dos trechos desse trecho da BR é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

“Neste trecho, a Concessionária Rota Oeste é responsável apenas pelo atendimento médico e mecânico. A Agência informa que já entrou em contato com o DNIT, que tomará providências para proporcionar a melhoria do pavimento no trecho”, disse.

O DNIT informou, em nota, que já está em contato com a ANTT para ter uma previsão de quando a concessionária assumirá o trecho entre Cuiabá e Rondonópolis. Enquanto isso, o departamento disse que mantém três contratos de manutenção ativos para a realização de serviços na rodovia.

“Além disso, com a liberação de novos recursos com a PEC da Transição e a Lei Orçamentária Anual (LOA 2023) estão sendo concentrados mais esforços nos trabalhos que visam a melhoria da rodovia”, disse.

A concessionária Rota do Oeste disse que as tarifas cobradas nas praças de pedágio não incluem a manutenção da via, que desde a origem do contrato de concessão, em 2014, ficam a cargo do DNIT.

“Esclarecemos que os valores cobrados nas praças de pedágio refletem apenas os investimentos realizados pela Rota do Oeste na BR-163 e não incluem os serviços realizados pelo DNIT. Inclusive, o fato de haver investimento do Governo Federal em obras fez com que o valor pedágio pudesse ser um dos mais baixos do lote de concessões. Portanto, não é correto associar o pagamento de pedágio com as condições de manutenção do segmento”, explicou.
Leia também:Motoristas querem que o Presidente Lula interfira para não pagar pedágio ao trafegar pela buraqueira da BR-163 no Pará
Reajuste da tarifa

O reajuste na tarifa do pedágio, publicado no dia 14 de fevereiro pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), deve valer somente após a efetivação da transferência de concessão da rodovia para a autarquia MT Par.

Até o fim das negociações entre o governo do estado e os bancos credores, a tarifa em vigor permanece sem alteração.

A atualização nos valores, segundo a concessionária Rota do Oeste, leva em conta a atualização atrelada à inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2019 a 2022, aferido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que não foi previsto em contrato à época.

Por:Jornal Folha do Progresso em 29/02/2023/17:16:52

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Pesca nos rios de divisa de Mato Grosso é liberada a partir desta quarta-feira

A partir desta quarta-feira (1), está liberada a atividade de pesca nos 17 rios quem fazem divisa de Mato Grosso com outros estados, encerrando o período de defeso da piracema.

A secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) alertou que é necessário atenção às regras para retirada de espécies, já que a fiscalização ambiental segue durante o ano todo.

Ao todo, 17 rios se enquadram na categoria de divisa em Mato Grosso. Entre os mais conhecidos estão o rio Araguaia, que faz divisa com Goiás, o rio Piquiri, em que uma margem está em Mato Grosso e outra em Mato Grosso do Sul, e o trecho do rio Teles Pires que faz divisa com o Pará, na bacia Amazônica.

Dentro das Unidades de Conservação estaduais, municipais e federais, a pesca é proibida durante todo o ano. O Dourado e Piraíba são espécies cuja captura, venda e transporte são proibidos por lei. Para pescar é necessário ter a carteirinha, seja na modalidade amadora, ou profissional. Também deve ser respeitada a cota de transporte, que para amador é de 5 quilos e 1 exemplar, e para profissional é de 125 kg por semana. É possível emitir a carteira para pesca amadora pela internet pelo site www.sema.mt.gov.br.

As medidas mínimas dos exemplares que podem ser retirados dos rios possibilitam que os peixes mais jovens, menores, que possivelmente irão crescer e se reproduzir na próxima piracema, permaneçam no ecossistema.

As principais medidas são: Piraputanga, até 30 cm; Curimbatá e Piavuçu, 38 cm; Pacu, 45 cm; Barbado, 60 cm; Cachara, 80 cm; Pintado, 85 cm; e Jaú, 95 cm. Essas informações estão impressas na carteira de pesca.
Quem praticar a pesca ilegal pode receber multas que variam entre R$ 1 mil a R$ 100 mil, com acréscimo de R$ 20 por quilo de peixe encontrado.

Também poderá ter o pescado, equipamentos e embarcação apreendidos, além de responder na esfera criminal e civil pela ilegalidade.

Redação Só Notícias (foto: Ronaldo Mazza/assessoria).

Por:Jornal Folha do Progresso em 01/03/2023/10:45:39 Com informações do Redação Só Notícias – foto: Ronaldo Mazza/assessoria).

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Avião de pequeno porte é apreendido com cerca de 400 kg de drogas em Alta Floresta, no Mato Grosso

Avião de pequeno porte é apreendido com cerca de 400 kg de drogas — Foto: Polícia Federal

Avião de pequeno porte é apreendido com cerca de 400 kg de drogas em MT
Piloto não foi encontrado quando policiais chegaram ao local. Aeronava não tinha plano de voo e nem autorização para sobrevoar espaço aéreo brasileiro.

Um avião de pequeno porte foi apreendido, nesta quarta-feira (1º), com cerca de 400 kg de drogas em Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá, de acordo com a Polícia Federal. A aeronave não tinha plano de voo e entrou no espaço aéreo brasileiro sem autorização.

Leia Também:Piloto de Novo Progresso-PA,preso com drogas no Mato grosso é encontrado morto na cadeia

Por volta do meio-dia, o avião foi detectado pelos radares da Força Aérea Brasileira (FAB), sendo monitorada até pousar em uma pista não homologada pelas autoridades no interior do estado.

Dentro do veículo, os policiais encontraram em torno de 400 kg de cocaína e o piloto já não estava no local no momento da chegada dos agentes.

O veículo foi detido em operação conjunta com o Grupo Especial de Fronteira (Gefron), Força Aérea Brasileira (FAB), Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e Polícia Militar.

A polícia investiga o caso.

 Avião de pequeno porte é apreendido com drogas em MT — Foto: Cedida

Avião de pequeno porte é apreendido com drogas em MT — Foto: Cedida

Por:Jornal Folha do Progresso em 29/02/2023/16:41:11 com informações do G1/MT

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Uso de máscaras em aviões deixa de ser obrigatório no Brasil

A obrigatoriedade só deve continuar para o tripulante que esteja com caso suspeito da doença | Reprodução/Twitter

A diretoria colegiada da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu retirar a obrigatoriedade da máscara dentro do avião e do aeroporto no Brasil. A medida vale a partir da data da publicação, que deve ocorrer nesta quarta-feira (1°).

A Anvisa havia decidido sobre a volta da obrigatoriedade do uso de máscara nesses ambientes em novembro do ano passado. A obrigatoriedade só deve continuar para o tripulante que esteja com caso suspeito da doença. Nesse caso, esse item deve ser fornecimento por parte da tripulação.

No entanto, medidas como o desembarque por fileira foram mantidas, algo que a Anvisa considera um legado da pandemia e que também ajuda a evitar tumulto na saída das aeronaves.

Segundo o diretor Daniel Pereira, responsável pela Quinta Diretoria, o cenário epidemiológico tem melhorado, com redução de casos e óbitos neste ano em relação ao ano passado.

O diretor ainda citou dados do setor que mostram redução de 91% de casos de Covid-19 entre tripulantes em janeiro deste ano se comparado com o mês de novembro do ano passado, quando houve a volta da obrigatoriedade do uso de máscara.

“Conforme divulgado pelo painel coronavírus do Ministério da Saúde o número de novos casos divulgados por semana epidemiológica vem apresentando queda desde a semana epidemiológica 50, de 11 de dezembro de 2022 a 17 de dezembro de 2022, passando de 321.349 mil novos casos para 31.158 na semana epidemiológica 8, de 19 a 25 de fevereiro de 2023, o que representa uma redução de 90% do registro de novos casos”, disse o diretor.

Durante a reunião da diretoria colegiada, os diretores falaram da importância da vacinação e também do uso de máscara para o grupo de risco em locais fechados.

O Ministério da Saúde mantém a orientação ao uso de máscara por pessoas com sintomas gripais, casos suspeitos ou confirmados, além de pessoas do grupo de risco que possam desenvolver a forma grave da doença.

O diretor Alex Machado Campos aproveitou para criticar o estudo apresentado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) à Anvisa. Ele disse que retirar a obrigatoriedade da máscara não quer dizer que o uso deixa de ser importante.

O presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, enviou ofício criticando a manutenção do uso de máscaras pela população em geral como forma de diminuir os casos de Covid.

No documento, ele trata o uso da proteção como ideologia e afirma que o descarte pode provocar problema ambiental. Gallo diz que não há evidências de proteção e sim de agravos à saúde de tripulantes e passageiros em aeronaves.

“O uso de máscaras como sinalização de virtude ou como medida de sensação de pertencimento social jamais podem ser impostas a pessoas que não compartilham de tais ideologias ou comportamentos, em especial na ausência de evidência científica ou mesmo eventual prejuízo à saúde do paciente”, diz Gallo no ofício.

 

Por:Jornal Folha do Progresso em 01/03/2023/10:45:39 (Com informações do Raquel Lopes/FolhaPress).

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Oi Fibra alcança 4,2 milhões de acessos em 2022

Fachada da sede da Oi no Rio de Janeiro (Foto – Marcos Pinto) – Companhia expandiu em 14,6% o número de acessos, com mais de meio milhão de clientes de banda larga em fibra ótica adicionais no ano

Rio de Janeiro, 01 de março de 2023 – A Oi fechou o ano de 2022 com 4,23 milhões de acessos em banda larga por fibra ótica em todo o País. Durante o ano passado, foram conectados 540 mil novos acessos, o que representa um crescimento de 14,6% frente a 2021. Considerando a tecnologia fibra, os acessos de Oi Fibra representam 25,3% do market share nas cidades onde atua com fibra, o que evidencia o resultado positivo da estratégia da companhia de investir na expansão dos serviços digitais e de conexão por fibra ótica.

A Oi Fibra está em 293 cidades brasileiras, segundo dados de dezembro. Durante o ano passado, a banda larga por fibra ótica da Oi foi ativada em 87 cidades, o que representa um crescimento de 42% frente a 2021. A Oi é líder em acessos em fibra em 84 cidades brasileiras.

“Os resultados obtidos pela Oi Fibra vêm nos deixando confiantes com relação à estratégia adotada pela companhia de focar nesse serviço. Desde o seu lançamento, temos expandido rapidamente na disponibilidade da fibra em todo o país, no número do clientes e no aumento da velocidade média de conexão e em 2022 avançamos ainda mais nesses três fatores. Tudo isso evidencia que a Oi Fibra está bem posicionada no mercado, alinhando a melhor experiência de internet nas cidades onde estamos presentes”, afirma o vice-presidente de Consumidor e Empresarial da Oi, Rogerio Takayanagi.

A performance da Oi se destaca também na participação da empresa na evolução de novos acessos no mercado de internet por fibra ótica. Ao longo de 2022, a Oi Fibra deteve 29,9% do market share das novas adições em todo o país, considerando apenas os grandes provedores, segundo classificação da Anatel. Desconsiderando o mercado do estado de São Paulo, esse percentual sobe para 45,1%.

O maior destaque vai para as regiões Centro Oeste e Sul, onde o crescimento da Oi Fibra superou inclusive o percentual de crescimento do mercado. No Centro Oeste, a Oi Fibra cresceu 19,2%, acima dos 17,2% do mercado total da região. Na região Sul, o crescimento da Oi Fibra foi de 21,1%, contra 19,6% do crescimento total do mercado.

Os dados do balanço de 2022, com base nos dados da Anatel de dezembro, mostram ainda o avanço da Oi na sua estratégia de liderança no mercado de fibra ótica, já que a empresa fechou o ano de 2022 líder em acessos em banda larga de fibra ótica em 15 estados, incluindo o DF. Segundo o relatório, a Oi Fibra tem 59,7% do mercado de banda larga no Acre, 37,5% no Amazonas, na Bahia com 17,6%, Distrito Federal (41,8%), Goiás (27,3%), Maranhão (22,4%), Mato Grosso do Sul (28,1%), Mato Grosso (19,7%), Pará (25,5%), Paraná (21,4%), Rio de Janeiro (37,4%), Rondônia (39,4%), Roraima (64,8%), Rio Grande do Sul (19,0%) e Tocantins (23,8%).

Oi Fibra também avançou em relação à velocidade da conexão por fibra, apresentando em 2022 o maior crescimento na velocidade média, entre as prestadoras de grande porte. A Oi Fibra cresceu 42,3% na velocidade média, bem acima do crescimento de 26,7% da segunda colocada e de 26,2% da terceira colocada.

Oi Fibra – A Oi Fibra é o que há de mais moderno em termos de banda larga de ultra velocidade utilizando a tecnologia FTTH (Fiber To The Home), em que a fibra chega até o modem, dentro da casa ou empresa do cliente. Com a fibra ótica da Oi, os clientes podem navegar na internet com muito mais velocidade, jogar online, assistir a vídeos em alta resolução, trocar documentos e arquivos, além de ter estabilidade para conectar vários dispositivos ao mesmo tempo.

Oi Fibra X – A Oi oferece ainda um portfólio de serviços de conectividade com Oi Fibra X, para garantir a melhor experiência da Oi Fibra em todos os cantinhos da casa, com soluções adequadas a residências a partir de 76m² até 300m². A quantidade ideal de pontos adicionais Wi-Fi é instalada para permitir que o cliente tenha internet rápida e estável até nos cômodos mais afastados, para uso de streaming, games, celular, notebook, trabalho e lazer. Além disso, ele conta com um serviço de monitoramento proativo de rede, sendo possível identificar eventuais falhas antes mesmo que o cliente perceba.

Fonte:FSB Comunicação Por Amanda Assis

Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 29/02/2023/14:53:51

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Americano Kerry diz que Amazônia pertence a todos e oposição teme intervenção

Enviado especial do clima dos EUA, John Kerry, se encontra como a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente.  – (Foto: EFE)

O enviado especial dos Estados Unidos para o clima, John Kerry, se reuniu com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e disse que a Amazônia é um tesouro extraordinário que pertence a todos. A visita dele ao Brasil nesta semana e a afinidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a agenda climática internacional vêm despertando temores entre opositores do governo em relação à soberania do Brasil.

O receio da oposição é que o governo Lula esteja colaborando com o que parte da oposição acredita ser uma articulação internacional para negar ao Brasil a possibilidade de desenvolver a Amazônia de forma sustentável.

“A Amazônia é um teste para toda a nossa humanidade”, disse o americano. Ele disse que seu encontro com Marina mostra a renovação do compromisso de preservação “desse tesouro extraordinário que pertence a todos”.

Marina disse que o governo Lula tem compromisso de zerar o desmatamento na região até 2030, mas disse a Kerry que a Amazônia pertence ao Brasil. “Entendemos o caráter que a Amazônia tem sobre o equilíbrio do planeta, mas temos a clareza da soberania sobre esse território”, afirmou em entrevista coletiva nesta terça-feira (28). Kerry estava ao seu lado e assentiu com a cabeça.

Agenda dos EUA atrela Amazônia às mudanças climáticas globais

Kerry também tocou em um ponto muito sensível à oposição brasileira. Ele disse que se a Amazônia não for protegida, “não conseguiremos manter a temperatura do mundo desta maneira”. Críticos dessa posição americana argumentam que as emissões de carbono das grandes potências por meio de combustíveis fósseis pesam muito mais na deterioração da temperatura global do que o carbono liberado em queimadas ocorridas na floresta brasileira.

A discussão acontece num contexto em que lideranças globais tentam chegar a um acordo parar reduzir emissões de carbono na atmosfera e assim evitar uma elevação superior a 1,5ºC.

O temor de opositores ao governo Lula não é de uma ação militar estrangeira na região. Mas sim de uma série de ofensivas nas áreas política, jurídica e financeira, – por parte de países como EUA e França – para supostamente tentar frear o desenvolvimento amazônico. O argumento para isso seria a suposta preservação ambiental.

Uma das ações criticadas é a doação de recursos americanos e europeus para organizações não-governamentais atuarem no norte do país na área de conservação ambiental, por meio do Fundo Amazônia. O governo do ex-presidente Jair Bolsonaro vetou essas ações argumentando que doações deveriam ser geridas pelo governo e não por ONGs internacionais sem muito controle.

Já o vice-presidente de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), diz que o Fundo Amazônia é uma forma de preservar o meio ambiente e lutar contra a mudança climática. Segundo ele, a desconfiança em relação às ONGs não é justificada, pois o fundo é gerido pelo BNDES e passa por processos de auditoria nacionais e internacionais.

AME8491. BRASILIA (BRASIL), 28/02/2023.- El enviado especial para el clima de Estados Unidos, John Kerry, se reúne con la ministra de Medio Ambiente de Brasil, Marina Silva, hoy, en Brasilia (Brasil) hoy, martes 28 de febrero de 2023. El enviado especial para el clima de Estados Unidos, John Kerry, ratificó este martes el compromiso del Gobierno de Joe Biden con la Amazonía y aseguró que buscará los recursos necesarios para colaborar con Brasil en esa materia. EFE/ Andre Borges
AME8491. BRASILIA (BRASIL), 28/02/2023.- El enviado especial para el clima de Estados Unidos, John Kerry, se reúne con la ministra de Medio Ambiente de Brasil, Marina Silva, hoy, en Brasilia (Brasil) hoy, martes 28 de febrero de 2023. El enviado especial para el clima de Estados Unidos, John Kerry, ratificó este martes el compromiso del Gobierno de Joe Biden con la Amazonía y aseguró que buscará los recursos necesarios para colaborar con Brasil en esa materia. EFE/ Andre Borges

Setores agropecuário e de mineração dos EUA não querem concorrência, diz deputado

O governo federal tem o objetivo de demarcar 13 terras indígenas na região da Amazônia Legal. Além disso, as sinalizações de Kerry de que os EUA estão dispostos a doar recursos para a preservação ambiental ligaram o sinal de alerta na oposição sobre o alinhamento entre as agendas ambiental de Lula e do presidente norte-americano, Joe Biden.

Kerry não revelou qual seria a quantia doada. Ele afirmou que seu partido tenta aprovar um orçamento de US$ 4,5 bilhões (R$ 23 bilhões) na Câmara e US$ 9 bilhões (R$ 47 bilhões) no Senado. Mas disse que a “luta” pela aprovação será dura no Congresso americano. Ele também não foi claro se esses recursos iriam total ou parcialmente para o Fundo Amazônia. Deu a entender que o apoio financeiro ao Brasil viria em parte dessa verba, de compra de créditos de carbono e por meio de empréstimos de bancos de desenvolvimento.

Já o deputado federal Joaquim Passarinho (PL-PA) criticou essa parceria. “Os Estados Unidos não são uma criança, não se metem só para ajudar. Quando se metem é porque têm interesse”, comenta.

Passarinho diz que a doação pode estar associada aos interesses protecionistas do agronegócio e do setor extrativista norte-americano. Ele afirma não descartar a hipótese de que a narrativa ambientalista construa condições de travar o progresso econômico na região. “O custo Brasil [de transporte de produtos] pelo Amazonas e pelo Pará é muito menor e acaba abrindo um canal de desenvolvimento e progresso naquela região. Em qualquer exportação para os Estados Unidos via porto de Barbacena [no Pará] ganhamos cinco a seis dias de navegação. E logicamente é muito mais fácil frear isso pela teoria ambientalista”, pondera.

Deputada quer fazer debate sobre fundo com sociedade

A deputada federal Sílvia Waiãpi (PL-AP) reforça as preocupações ao lançar suspeitas sobre o resgate de recursos para o Fundo Amazônia. “A reativação sem orientação [do fundo] não condiz com o que se espera em política pública. Estamos abrindo espaço para outros países adentrar e manifestar seus interesses na própria soberania do país”, comenta.

Única indígena conservadora do Congresso, Sílvia defende um melhor debate sobre o Fundo Amazônia junto à sociedade para não atender “interesses internacionais”. “Os que custearão o fundo irão querer determinar o futuro de um povo que já sofre pelo isolamento e pela segregação. Os interesses internacionais têm estado acima da dignidade do povo do norte, sejam eles indígenas, quilombolas, homens e mulheres da floresta, ribeirinhos e urbanos”, diz.

Oposição reforça suspeita sobre Fundo Amazônia e destinação a ONGs

O Fundo Amazônia foi descontinuado na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após Noruega e Alemanha, principais doadores, rejeitarem mudanças no modelo de gestão dos recursos. O então governo defendia a participação e gestão direta sobre os recursos, bem como a destinação das verbas para as políticas públicas então desenvolvidas. Sob o governo Lula, ele voltou a ser gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

Até 2020, cerca de 61% dos recursos do fundo eram destinados à União, aos estados e municípios. Os outros 39% atendiam a organizações não-governamentais (ONGs), sendo 1% enviados a programas internacionais. O fundo já recebeu R$ 3,3 bilhões em doações, e, no total, acumula R$ 5,4 bilhões, com R$ 1,8 bilhão já contratados, informou em fevereiro o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

O deputado Joaquim Passarinho diz desconfiar que a oferta dos EUA de aportes para o fundo atende apenas as ONGs que, no entendimento dele, carecem de uma fiscalização segura e confiável. “As ONGs chegam no BNDES, apresentam seus projetos, aprovam e acabou. Inventam projetos que não sustentam nada, nem meia dúzia de famílias. Até hoje não vi um modelo dessas ONGs que servisse em larga escala”, diz.
Deputado diz que ONGs deveriam ser mais fiscalizadas na Amazônia

Em sua crítica às instituições do terceiro setor, Passarinho cita o suposto envolvimento de brigadistas de incêndio ligados a uma ONG em Alter do Chão, distrito de Santarém (PA), que foram acusados de queimar a floresta para conseguir doações. O caso ocorreu em 2019 e foi citado por Bolsonaro para lançar suspeitas sobre as ONGs em um momento que seu governo era acusado pelas queimadas na região amazônica.

Em agosto de 2020, a Polícia Federal (PF) propôs o arquivamento das queimadas em Alter do Chão após concluir que não era possível identificar os autores. Os suspeitos cumpriram medidas cautelares, que foram revogadas em dezembro.

O senador Plínio Valério (PSDB-AM), outro integrante da oposição ao governo, defendeu ao longo da última legislatura a instauração de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para examinar a forma como são liberadas os recursos do Fundo Amazônia para as ONGs e como as verbas foram utilizadas até então, bem como o desmatamento e as queimadas na região. O colegiado não foi instalado e o requerimento foi para o arquivo.

Já Alckmin defendeu o Fundo Amazônia após o encontro com Kerry. “Ele é auditado, é um fundo privado, gerido pelo BNDES, com auditoria nacional e internacional. Já abriu os primeiros projetos”, disse. Segundo ele, há projetos na “área humanitária”, para políticas públicas de renda e para atendimento a comunidades indígenas e aos povos Yanomamis. Também há projetos para o combate à desnutrição, ao desmatamento e a “organizações criminosas”.

O americano teve encontros diplomáticos no Brasil entre segunda-feira (27) e terça-feira (28).

Ricardo Salles rechaça narrativa climática e cobra recursos dos EUA

A agenda climática defendida por Kerry é rechaçada pelo deputado federal Ricardo Salles (PL-SP). Ex-ministro do Meio Ambiente na gestão Bolsonaro, ele destaca que os países ricos são os principais emissores de gases de efeito estufa e considera que as nações mais desenvolvidas usam de narrativas para desviar o foco sobre o uso de combustíveis fósseis para alardear sobre o desmatamento.

“Em vez de discutir os danos ambientais que eles mesmos causam ao planeta com seus combustíveis fósseis, eles só querem tratar de desmatamento na Amazônia para desviar o foco. O Brasil não pode aceitar essa narrativa, tem que apontar e questionar os problemas deles e, principalmente, cobrar os recursos que já temos direito por tudo que fazemos e fizemos”, comenta.

A fala de Salles sobre recursos diz respeito às reivindicações do governo Bolsonaro de recursos amparados pelos critérios previstos no Acordo de Paris, que, em 2015, previu a destinação de US$ 100 bilhões por ano, a partir de 2020, para países em desenvolvimento que propuserem projetos de compensação dos efeitos das mudanças climáticas. As doações já podem ser feitas no âmbito do que prevê o artigo 5.º do Acordo de Paris, e poderiam financiar as ações e programas da agenda climática do Planalto.

Trata-se da chamada política de créditos de carbono, onde um país ou empresa paga por ações de conservação de terceiras partes para compensar suas emissões de poluentes ou ações de desmatamento. Kerry afirmou para Marina que os EUA têm intenção de direcionar apoio econômico para o Brasil por meio de créditos de carbono, mas não deu um número concreto.

Governo Bolsonaro vetou verbas para ONGs

O governo Bolsonaro sustentava que o Brasil tinha reconhecida uma redução superior a 9 bilhões de toneladas de carbono emitidas. Os EUA são um dos países com quem a antiga gestão negociou um volume que, se transferidos, esses recursos seriam destinados a políticas ambientais de combate ao desmatamento e redução de emissões de carbono. A ideia era que o dinheiro promovesse o pagamento por serviços ambientais, de modo a remunerar quem preservasse florestas.

O governo Bolsonaro teve diferentes reuniões com o próprio Kerry, que, em 2021, por exemplo, apresentou uma proposta de US$ 150 mil ao Brasil. A proposta foi rejeitada pelo então ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, que negociava com os EUA uma doação de US$ 1 bilhão. O real problema da oferta de Kerry, porém, não era o valor oferecido, ainda que representasse 0,01% do valor pretendido. O empecilho era que a doação não seria feita ao governo, mas para fundos de investimento de capital de risco possivelmente intermediados pelo BNDES.

Salles disse ainda, que os créditos de carbono gerados pelo Brasil nos últimos 15 anos sob as rubricas do Protocolo de Kyoto, da Convenção do Clima, do Acordo de Paris e do sistema REDD+ (conceito de carbono de floresta nativa gerado a partir da redução de emissões de desmatamento e degradação) renderiam US$ 300 bilhões ao mercado brasileiro.

Salles diz que EUA não cumpriram promessa

“Mas tudo que eles [países ricos] oferecem são promessas, empréstimos e linhas ínfimas perto desses valores. Importante lembrar que Biden prometeu na sua campanha que daria US$ 20 bilhões à Amazônia e, até agora, nada!” critica o ex-ministro e integrante da bancada de oposição a Lula.

Um crédito de carbono é uma espécie de “moeda” que um país ganha ao reduzir suas emissões de gases causadores do efeito estufa. Uma nação pode vender esses créditos para empresas ou países que não conseguem reduzir suas emissões e que, por isso, não atingem suas metas – ou seja, um país ou empresa “compensa” suas emissões pagando para quem preserva em outra nação, cumprindo seus compromissos ambientais. A ideia é que, mesmo poluindo, eles estarão compensando ao preservar em outra localidade.

Contudo, os processos de quantificação e verificação da efetividade dos programas de conservação destinados ao mercado de créditos de carbono ainda não foram padronizados mundialmente. Muitos deles são foco de polêmicas em diversos países. Por isso, não é tão simples para um país ou empresa sair comprando créditos de carbono no mercado.

Oposição vai debater oportunamente a política ambiental no Congresso

A oposição a Lula promete não ficar à margem da definição da política ambiental brasileira e provocar debates com o governo. Salles entende que não está clara a estratégia da gestão Lula para política de créditos de carbono, por exemplo, e vai analisar como proceder as discussões na Câmara. “Uma vez montadas as comissões vamos avaliar quem, quando e para que chamar”, destaca em resposta à hipótese de requerimentos de audiência pública ou de convite e até convocação a membros do governo.

O deputado Joaquim Passarinho reforça as críticas de que a retórica ambientalista atrasa o debate do desenvolvimento sustentável na Amazônia. Mas entende que o atual Congresso mais conservador contribui para um debate mais profundo organizado pela oposição a Lula, a exemplo da possibilidade de ampliar a exploração em áreas já “antropizadas”, ou seja, já degradadas por ação humana.

Lei brasileira prevê preservação de 80% da vegetação em fazendas

Mesmo em áreas degradadas, Passarinho explica que os agricultores e pecuaristas precisam preservar 80% da vegetação e podem dispor de apenas 20% do terreno para atividades econômicas. “Não defendo a destruição da floresta, mas não deveria ser 80/20 [em áreas antropizadas]. Deveria ser 100% de [preservação] onde temos floresta preservada, ou seja, desmatamento zero, porém permitir entre 50% e 60% de produção em áreas antropizadas. Aí, começamos a induzir o cara que quer investir ali nessas áreas, e não nas áreas preservadas”, destaca.

O conceito defendido por Passarinho tem por intuito assegurar um desenvolvimento sustentável legalizado na região Amazônia Legal. “Não posso dizer ao amazônico que ele não pode ter uma saúde e educação boa, que ele vai ter que viver no submundo pois ninguém quer que ele corte uma árvore, e ninguém paga por ele por isso?”, comenta. “Podemos provar que a árvore ‘em pé’ pode ter mais valor do que ela ‘deitada'”, acrescenta.

A deputada Sílvia Waiãpi endossa o discurso da oposição. “Inexiste uma política pública sem levar em conta o que o homem da floresta precisa”, comenta.

Ela também se dispõe a debater o avanço do desenvolvimento na Amazônia. Diz entender que não há “efetivamente” um interesse do governo em solucionar pautas ambientais. Segundo ela, os parlamentares da Amazônia brasileira, “que são os verdadeiros representantes do povo do Norte”. sequer foram ouvidos. “Pautas que não são discutidas e difundidas entre os representantes dos povos no parlamento não possuem o condão de progresso”, comenta.

Por:Jornal Folha do Progresso em 29/02/2023/08:54:06 com informações do portal Gazeta

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