Garimpeiro membro de facção morto em confronto na Terra Yanomami ostentava armas e habilidade com tiro

(Foto: Reprodução/redes sociais). Sandro Moraes de Carvalho comandava facção que domina garimpos na Terra Indígena Yanomami.

Além dele, outros três morreram após atirar contra agentes da PRF e fiscais do Ibama em ação de repressão ao garimpo no território.

“No tiro, sou o melhor! (sic)”, dizia o garimpeiro Sandro de Moraes Carvalho, de 29 anos, em um dos vídeos publicados nas redes sociais. Chamado de “presidente” pelo grupo criminoso, ele tinha o costume de publicar vídeos exibindo inúmeras armas de fogo e a rotina de treinamento de tiro dentro da Terra Indígena Yanomami. Ele é um dos garimpeiros mortos em confronto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) no território.

Sandro era membro de uma facção e usava inúmeras armas nos treinamentos – todas registradas em fotos e vídeos. Ele também ostentava colares, pulseiras e barras de ouro extraídos ilegalmente da Terra Yanomami. Em um dos vídeos obtidos com exclusividade pela Rede Amazônica, ele mostra um alvo perfurado com balas e dizia: “Sou f*** mano, no tiro, sou o melhor, ca*****!”. (Veja os vídeos acima).

Sandro Moraes de Carvalho ostentava armas em rede sociais — Foto: Reprodução
Sandro Moraes de Carvalho ostentava armas em rede sociais — Foto: Reprodução

Além de Sandro, outros três garimpeiros, ainda não identificados, foram mortos no confronto. Fiscais do Ibama e da PRF atuavam na região de garimpo conhecido como “Ouro Mil”, dentro do território, quando foram recebidos a tiros pelos invasores. Na ação, até um fuzil foi apreendido no acampamento dos infratores.

Sandro era chefe de uma facção criminosa que comanda áreas de exploração ilegal no território – são os chamados “garimpeiros faccionados”. O criminoso também era foragido da Justiça do Amapá, onde responde a processo por roubo qualificado.

Sandro Moraes de Carvalho também ostentava ouro extraído ilegalmente da Terra Yanomami — Foto: Reprodução
Sandro Moraes de Carvalho também ostentava ouro extraído ilegalmente da Terra Yanomami — Foto: Reprodução

A Rede Amazônia e o g1 apuraram que, em Roraima, Sandro Moraes de Carvalho era uma das principais lideranças da facção de origem paulista. Na Terra Yanomami o grupo criminoso possui controle de maquinários e extração de minérios como ouro e cassiterira.

Fortemente armado, também há relatos que o grupo é extremamente violento. No confronto que resultou na morte dos quatro criminosos, PRF e Ibama apreenderam armas de grosso calibre, incluindo um fuzil, além de sete espingardas e duas miras holográficas, munição de diversos calibres, carregadores e outros equipamentos bélicos.

Sandro Moraes de Carvalho mostrava sua rotina de treinos com tiros na Terra Yanomami — Foto: Reprodução
Sandro Moraes de Carvalho mostrava sua rotina de treinos com tiros na Terra Yanomami — Foto: Reprodução

Confronto na Terra Yanomami

O confronto entre os agentes e garimpeiros ocorreu um dia após invasores atirarem em três indígenas Yanomami na comunidade Uxiu – um dos indígenas foi alvejado na cabeça e morreu, os outros dois estão internados na capital Boa Vista.

Facção atua na Terra Yanomami e Sandro Moraes postava rotina nas redes sociais — Foto: Reprodução
Facção atua na Terra Yanomami e Sandro Moraes postava rotina nas redes sociais — Foto: Reprodução

“O ataque ocorreu durante tentativa de desembarque da aeronave PRF, quando criminosos, munidos de armamento de grosso calibre, atiraram contra os agentes no intuito de repelir a atividade de repressão ao garimpo ilegal. Os policiais revidaram e atingiram quatro atiradores, que não resistiram aos ferimentos”, informou a PRF.

A PRF suspeita que os criminosos são integrantes da facção de São Paulo que age em todo o país, incluindo garimpos ilegais na Terra Yanomami.

No local do confronto, foi apreendido um arsenal de armas, com fuzil, três pistolas, sete espingardas e duas miras holográficas, além de munição de diversos calibres, carregadores e outros equipamentos bélicos.

Esta não foi a primeira vez que agentes federais foram recebidos a tiros por garimpeiros ilegais na Terra Indígena Yanomami. Antes, foram ao menos três atentados contra servidores que atuam no combate ao garimpo no território:

Em três meses de trabalho, foram destruídos 327 acampamentos de garimpeiros, 18 aviões, dois helicópteros, centenas de motores e dezenas de balsas, barcos e tratores. Também foram apreendidas, até o momento, 36 toneladas de cassiterita, 26 mil litros de combustível, além de equipamentos usados por criminosos.

Imagens de satélite, segundo o Ministério do Meio Ambiente, apontam uma redução de cerca de 80% de áreas desmatadas para mineração de fevereiro a abril em relação ao mesmo período do ano anterior.
Fonte e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 04/05/2023/17:53:27 Com informações de Caíque Rodrigues e Marcelo Marques, g1 RR — Boa Vista.

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Ex-Major preso em operação diz saber quem é o mandante da morte de Marielle

(Foto:Divulgação/Mídia Ninja) – Em mensagens reveladas pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (3/5), o candidato a deputado estadual nas eleições de 2022 pelo PL-RJ Ailton Barros afirma conhecer o mandante da morte da vereadora e ativista Marielle Franco, no Rio de Janeiro.

Ailton acabou preso no âmbito da operação da PF que investiga esquema de falsificação de dados de vacinação contra Covid-19 envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid.

O ex-major do Exército Ailton Gonçalves Moraes Barros, preso na manhã desta quarta-feira (3/5) pela Polícia Federal, concorreu pelo PL a uma vaga como deputado estadual no Rio de Janeiro em 2022. Ele se apresentava como “01 do Bolsonaro” na campanha.

Eleito suplente, Barros tem diversas fotos em rede social ao lado do ex-presidente. Ele foi oficial da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), mas seguia carreira civil nos últimos anos. Em 2020, foi candidato a vereador pelo PRTB.

Em março de 2022, Barros foi exonerado de um cargo de assessor que ocupava na Casa Civil do governo do Rio de Janeiro.

Barros foi preso por suspeita de participação na adulteração de vacinas de Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Mauro Cid Barbosa. O esquema de registros falsos envolvia postos de saúde no município de Duque de Caixas (RJ).

A sede do Partido Liberal no Rio de Janeiro não quis comentar o caso.

Caso Marielle

Cinco anos após a morte da vereadora, o caso segue em aberto. Em uma das últimas atualizações sobre o episódio, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovou, por unanimidade, o recurso em que as famílias da parlamentar e do motorista Anderson Gomes pedem acesso aos autos da investigação sobre os mandantes do crime.

Até o momento, as investigações levaram à prisão do policial militar reformado Ronnie Lessa e do ex-policial militar Élcio de Queiroz pela execução do crime. Os motivos e os mentores do atentado, porém, permanecem desconhecidos.

Operação contra fraudes

Nesta quarta-feira (3/5), a Polícia Federal deflagrou a Operação Venire para investigar um grupo suspeito de inserir falsos dados de vacinação para o coronavírus no sistema do SUS.

Segundo a PF, as inserções de dados falsos ocorreram entre novembro de 2021 e dezembro de 2022 e adulteraram a condição de imunização da Covid-19 no cartão de Bolsonaro. As suspeitas de falsificação também recaem sobre a filha mais nova dele, Laura, 12 anos, além de Mauro Cid, a esposa e a filha dele.

Autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, a investigação decretou mandado de prisão contra o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente.

Fonte e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 04/05/2023/10:24:18 Com informações do  Metrópoles.

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IBGE divulga que Censo Demográfico terá dados definitivos em 28 de junho

(Foto:Reprodução) – Nessa última etapa o Instituto deve checar o que já foi apurado e determinar o retorno dos recenseadores a endereços onde não foi possível ouvir as pessoas.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) emitiu um comunicado nesta quarta-feira (3) informando que a etapa final de apuração do Censo Demográfico, que envolve a coleta de informações, serão concluídas até o dia 28 deste mês. Segundo a nota, os dados definitivos de população serão divulgados impreterivelmente em 28 de junho próximo.

A etapa de apuração do Censo, que iniciou neste ano, foi realizada com sucesso em diversos territórios censitários, como a Terra Indígena Yanomami, comunidades em grandes capitais e regiões metropolitanas, além de bairros de alto padrão. O trabalho técnico foi realizado por servidores do IBGE e contou com o acompanhamento de especialistas externos convidados para avaliação dos dados do censo, que foram realizados com êxito.

Por unanimidade, a Comissão Executiva do Censo comunicou que os trabalhos de pesquisa de campo terminam até o final de maio.

Fonte e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 04/05/2023/08:57:52 Com informações do Rayanne Bulhões.

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Ministro Alexandre de Moraes retira sigilo da decisão que autorizou operação contra Bolsonaro

A operação autorizada por Moraes foi realizada com objetivo de apurar um possível esquema para inserir dados falsos sobre vacina nos sistemas do Ministério da Saúde (Fotomontagem)

Moraes afirma que os indícios da ocorrência efetiva dos crimes são relevantes; ex-presidente estaria envolvido em esquema que adulterou dados de cartões de vacinação

Na decisão que autorizou a operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que “são absolutamente relevantes os indícios da ocorrência efetiva dos crimes, especialmente no contexto agora noticiado de inserção de dados falsos em sistema de informações”.

Para ele, os indícios já colhidos apontam para a existência de uma organização criminosa articulada, “com divisão de tarefas e de múltiplos objetivos, tanto no âmbito particular dos investigados, como em aspectos relacionados ao interesse público, em detrimento da credibilidade interna e externa do exemplar controle de vacinação nacional em pleno período pandêmico”.

Moraes retirou o sigilo da decisão na tarde desta quarta-feira (3). A operação foi realizada com objetivo de apurar um possível esquema para inserir dados falsos sobre vacina nos sistemas do Ministério da Saúde, como forma de burlar medidas restritivas impostas no Brasil e nos Estados Unidos.

“Diante do exposto e do notório posicionamento público de Jair Messias Bolsonaro contra a vacinação, objeto da CPI da Pandemia e de investigações nesta Suprema Corte, é plausível, lógica e robusta a linha investigativa sobre a possibilidade de o ex-presidente da República, de maneira velada e mediante inserção de dados falsos nos sistemas do SUS, buscar para si e para terceiros eventuais vantagens advindas da efetiva imunização, especialmente considerado o fato de não ter conseguido a reeleição nas eleições gerais de 2022”, escreveu o ministro.

 

Fonte e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 03/05/2023/18:19:43 Com informações do O Liberal.

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Adiamento da votação da PL das Fake News repercute no Congresso

PL 2630 segue em tramitação na Câmara dos Deputados sem previsão de nova votação (Foto:Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil).

Deputados da bancada paraense divergem sobre proposta que visa o combate à desinformação

O adiamento da votação do projeto de lei 2630/2020, mais conhecido como PL das Fake News, deve prolongar o debate sobre a regulação das plataformas digitais e o combate à desinformação no país.

A discussão opõe parlamentares paraenses da base de apoio ao governo e da oposição, que reagiram ao recuo do Governo Federal sobre a apreciação da matéria.

Deputados de oposição comemoraram a retirada de pauta da matéria, que prevê, entre outras medidas, a responsabilização solidária de empresas como o Google, Meta e o TikTok pela propagação de informações falsas e discursos de ódio.

“O PL 2630 da censura foi retirado de pauta. Lula está certo da derrota e quer ‘manobrar’ um pouco mais. Ficaremos atentos, o PL da censura pode ser votado a qualquer momento””, publicou o deputado federal Delegado Caveira (PL) em seu perfil no Instagram.

No mesmo sentido, o Delegado Eder Mauro, da mesma legenda, reafirmou o posicionamento contrário ao texto, que tramita há três anos no Congresso Nacional e já foi aprovado no Senado Federal. “O PL 2630 é um cala boca na democracia, um ataque à liberdade de expressão, é calar a voz do povo. Não houve debate. A intenção é proteger o governo e calar a oposição”, declarou o parlamentar.

Já Airton Faleiro (PT) manteve o discurso a favor da regulação. “Eu voto favorável por necessidade de regulamentarmos assim como outros países estão fazendo. Esse ambiente digital não pode ser terra de ninguém. As plataformas, em especial as grandes plataformas não podem em nome do lucro ficar impulsionando mentiras, violência e ódio. Que sociedade nós estamos construindo?”, questionou o parlamentar, que acrescentou que não é válido o argumento de que a medida iria ferir o direito à liberdade de expressão.

“As plataformas terão que justificar para retirar uma postagem sua ou para retirar um perfil. Hoje não, elas estão com toda liberdade para fazer o que é de interesse delas em nome do lucro que elas obtém”, detalha.

Para o relator da matéria, o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), o projeto está fortalecido ainda que a votação tenha sido adiada.

“A nossa decisão é continuar trabalhando para produzir um texto que dê conta de garantir a liberdade de expressão e mudar a regra de responsabilidade dessas big techs que usaram e abusaram do seu poder econômico a ponto de sanções judiciais estarem sendo preparadas para que esses abusos sejam combatidos.

Eu acredito que essa luta tenha que avançar. Nós ganhamos mais gente, mais apoiadores, mas a luta continua”, pontuou.

Fonte e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 03/05/2023/11:08:43 Com informações do Fabrício Queiroz.

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Ambientalistas fazem ato de repúdio contra ataques ao Ibama no caso da capivara Filó

Dezenas de pessoas protestaram em frente à sede do Ibama em Manaus pedindo a liberação da capivara Filó, no domingo, dia 30 de abril – (Foto: Reprodução).

Um grupo de ambientalistas, biólogos, veterinários, pesquisadores, ativistas e protetores ambientais realiza nesta terça-feira (02) em Manaus, a partir das 8h, um ato de repúdio contra os ataques ao sistema de proteção do meio ambiente, à ciência e à legislação ambiental no Brasil.

O objetivo é demonstrar apoio ao trabalho desenvolvido por servidores do Ibama na missão de proteger o patrimônio natural do país, a biodiversidade e os animais silvestres. A manifestação ocorrerá na sede da superintendência do órgão em Manaus, na rua Ministro João Gonçalves de Souza, S/N, bairro Distrito Industrial.

“A intenção do ato é demonstrar apoio aos servidores do Ibama, que nos últimos dias sofreram uma série de ataques. Queremos conscientizar a sociedade sobre os riscos relacionados ao uso de animais silvestres como pets e como a exploração sensacionalista deles nas redes sociais pode incentivar a captura e comércio ilegais desses animais”, afirmou Diogo Lagroteria, médico veterinário especialista em fauna silvestre e um dos organizadores do ato.

Os ambientalistas lembram que a prática da capturar e manter animais silvestres em residências sem autorização é crime conforme Lei de Proteção à Fauna N° 5.197 e à Lei de Crimes Ambientais Nº 9.605.

A legislação ambiental afirma que o uso desses animais de forma irregular pode causar danos severos ao ecossistema, aos ambientes naturais e ao trabalho de conservação da fauna e da flora brasileira.
Corte no orçamento

Nos últimos anos, o Ibama e outros órgãos ambientais federativos como ICMBio e Inpe sofreram inúmeros cortes de verbas, desmobilização de servidores e interferência na atuação em campo.

O rombo orçamentário foi de 71% desde 2014, quando os repasses atingiram o maior patamar da história (R$ 13,3 bilhões), e em 2021, terceiro ano do governo Bolsonaro, as verbas destinadas ao sistema de proteção ambiental foram de apenas R$ 3,7 bilhões, conforme o relatório “O financiamento da gestão ambiental no Brasil”, publicado pelo Instituto Socioambiental (ISA) e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Os organizadores do ato de repúdio afirmam que além do aumento do desmatamento, uma das graves consequências da política antiambiental no Brasil foi a desestruturação dos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), fundamentais para o resgate, recuperação e reintrodução de animais silvestres apreendidos em situações de maus tratos, abuso e/ou outros crimes ambientais.

O Cetas também é utilizado para o desenvolvimento de pesquisas científicas sobre zoonoses silvestres, conservação, manejo e saúde pública.

“O trabalho do Ibama e do Cetas é extremamente necessário e não pode ser desacreditado. Inúmeros animais chegam ao Cetas provenientes de ações humanas e da urbanização crescente”, afirma Alessandra Nava, doutora em medicina veterinária e pesquisadora da Fiocruz.

“A narrativa de tentar descredibilizar os órgãos ambientais é antiga e vem sendo usada por essa corrente política que defende o uso predatório dos recursos naturais em prol de ganhos econômicos. Há muito a ser melhorado para reconstruir o sistema de proteção ambiental do nosso país.

O trabalho é árduo, as leis ambientais precisam continuar a serem cumpridas e ataques só prejudicam”, afirma Erika Schloemp, bióloga e ativista ambiental e uma das organizadoras do ato.

Fonte e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 03/05/2023/15:28:14 Com informações do amazonasatual.

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STF denuncia mais 200 por participação em atos considerados golpistas

Manifestantes depredaram as sedes do judiciário, do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional (Foto:Reprodução).

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou, nesta terça-feira (2), maioria para transformar em réus mais 200 acusados de participação nos atos golpistas do dia 8 de janeiro, quando foram depredadas as sedes do judiciário, do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional. Outros 100 participantes das manifestações do início do ano já haviam sido denunciados em abril. As decisões ainda cabem recurso.

O nome do deputado Fufuca se torno o favorito nos bastidores, mas foi perdendo força ao longo dos últimos dias
Fufuca sai da disputa por comando da CPMI dos atos golpistas; Arthur Maia é cotado

O próximo passo do processo será a abertura de ações penais, com nova coleta de provas, tomada de depoimentos de testemunhas, além de interrogatórios dos réus. Não há prazo para a conclusão dos julgamentos. Nesta quarta-feira (3), a Corte vai analisar mais 250 denúncias.

O relator dos processos é o ministro Alexandre de Moraes. Sete ministros acompanharam o voto do relator: Dias Toffoli, Luiz Edson Fachin, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes e a presidente Rosa Weber. Kassio Nunes Marques e André Mendonça votaram nesta terla e divergiram em parte do relator.
Denúncias

Desde o ataque a Brasília, a PGR já denunciou 1.390 pessoas por atos antidemocráticos, sendo 239 no núcleo dos executores, 1.150 dos incitadores e uma pessoa no núcleo que investiga suposta omissão de agentes públicos.

Em janeiro, os terroristas quebraram vidraças e móveis, vandalizaram obras de arte e objetos históricos, invadiram gabinetes de autoridades, rasgaram documentos e roubaram armas. O prejuízo é calculado em R$ 26,2 milhões.

Os réus vão responder por crimes como associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça com emprego de substância inflamável contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima, deterioração de patrimônio tombado.

Fonte e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 03/05/2023/10:58:29 Com informações do O Liberal.

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O Brasil entrega o alumínio da Amazônia a multinacionais

(Foto:Reprodução) – Estamos tendo o triste privilégio de contemplar o frustrante desfecho de meio século de luta para montar um polo de alumínio na Amazônia de grandeza mundial, capaz de induzir um processo de desenvolvimento regional. Estancamos na produção de metal primário.

Para trás do processo temos a terceira maior jazida de bauxita do mundo, a maior fábrica de alumina do mundo fora da China e a oitava maior metalúrgica de alumínio do mundo. Para frente, só uma unidade menor de produção de vergalhões e cabos de alumínio.

Todos os passos à frente na transformação do produto foram transferidos para fora do Brasil, em benefício do comprador das nossas commodities, cristalizando nossa condição colonial. É em outros países, principalmente da Ásia (a China, depois do Japão) que ocorre o efeito multiplicador dos investimentos. Situação inalterada há quase 40 anos.

Depois da completa privatização de toda a cadeia do alumínio, que resultou da privatização da principal agente do processo, a CVRD, assistimos neste momento a desnacionalização desse setor, sem que possamos acompanhar realisticamente o que acontece e tentar intervir nessa história, da qual nos tornamos meros espectadores. O único resíduo (mais simbólico do que efetivo), os 10% do capital da mineradora de bauxita, a MRN, pertence ao grupo CBA, da família Ermírio de Moraes, de São Paulo.

Para arrematar a ironia, a única presença estatal é a do governo da Noruega, acionista da multinacional Hydro, que vendeu os seus 5% na MRN e 30% na Alunorte para a suíça Glencore (enquanto a Vale se retirava definitivamente da produção de bauxita, passando à mesma Glencore, por tabela da Hydro, seus 40%, meio século depois de ter ingressado na Rio do Norte, justamente para não permitir que a jazida do Trombetas fosse só da canadense Alcan).

Acompanhando meus artigos, o geólogo Breno Augusto dos Santos, a maior autoridade em mineração na Amazônia, me mandou um precioso testemunho sobre a história da criação do polo de alumínio na Amazônia; na verdade, no Pará. Transitando entre empresas nacionais e internacionais, sem distingui-las como pressuposto, por um nacionalismo obtuso, Breno é dos que se empenhou em ir além da mineração para chegar à metalurgia e siderurgia no próprio Pará. Por isso, partilha esse gosto acre de derrota, que deve estar sendo sentido por todos os poucos que têm consciência do que acontece.
Reproduzo a seguir o texto de Breno.

Pouca gente sabe que a criação da Docegeo [empresa de pesquisa geológica da Companhia Vale do Rio Doce], como braço da diversificação mineral da CVRD, fez parte de um plano do governo federal, tendo como ministro de Minas e Energia o engenheiro Antônio Dias Leite Júnior, para maior controle nacional das riquezas do subsolo brasileiro.

Esse plano incluiu o Projeto Radam [Radar da Amazônia] e a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), como Serviço Geológico do Brasil. A então recente descoberta do ferro de Carajás havia influído na tomada dessa decisão.

Há menos divulgação ainda sobre as atribuições que foram dadas à Docegeo, pelo governo federal, logo no início de sua criação: descobrir depósitos de cobre, pois o Brasil era altamente dependente da importação de concentrados; descobrir depósitos de crômio, missão que nunca teve a sua razão bem entendida e foi abandonada; e requerer e pesquisar todas as áreas potenciais para depósitos de bauxita na Amazônia, começando pela região de Paragominas, onde a multinacional RTZ havia descoberto importantes depósitos no ano anterior.

Após a descoberta dos depósitos de bauxita no Suriname, os platôs cretáceos ou terciários da Amazônia passaram a ser o alvo de algumas das “Sete Irmãs do Alumínio”, na segunda metade dos anos 1960. A Alcan teve sucesso no Trombetas, em Oriximiná, e a Alcoa pesquisava na região do Juruti; a Kaiser também havia atuado em alguns platôs. O governo federal temia perder totalmente o controle da produção de minério de alumínio na Amazônia.

Como decorrência, o requerimento das áreas potenciais para depósitos de bauxita passou a ser a missão mais urgente da Docegeo, logo após a sua criação.

O saudoso geólogo Octávio Ferreira da Silva foi incumbido dessa importante atividade. Segundo informação do amigo Octávio, por falta ainda de sede da Docegeo, os requerimentos foram efetuados em um quartel da Marinha, com direito à proteção de sentinelas, tendo como base as antigas imagens da USAF [força aérea dos Estados Unidos] para selecionar os platôs da região de Paragominas

Logo o Distrito Amazônia da Docegeo passou a cumprir com as suas equipes as missões que haviam sido dadas à CVRD, e com ótimos resultados.

Na pesquisa de bauxita, a equipe coordenada pelo geólogo Roberto Assad descobriu e avaliou os depósitos de bauxita de Jabuti e de Tiracambu, na região de Paragominas, e de Berenice, na região de Almeirim. Outros depósitos menores também foram pesquisados em toda Amazônia, até as proximidades de Manaus.

O sucesso também foi grande na busca de depósitos de cobre em Carajás. Em 1977, a equipe coordenada pelo saudoso geólogo Décio Meyer, a partir dos bons resultados geoquímicos obtidos desde 1974, descobre o depósito de cobre-ouro do Salobo, onde hoje está em produção a mais importante mina do Brasil.

Esse fato motivou a descoberta, pelas equipes da Docegeo, de mais de uma dezena de depósitos de cobre em Carajás. Além da mina do Salobo, também está em atividade a do Sossego e outras menores.
Na questão do alumínio, em 1974, no início do governo de Ernesto Geisel, tendo como Ministro de Minas e Energia o Shigeaki Ueki, foi decidida a construção da usina hidrelétrica de Tucuruí, para possibilitar a implantação do complexo de alumínio e de alumina, Albrás – Alunorte, em Vila do Conde, no município de Barcarena.

CVRD foi convocada para ser sócia de empresas japonesas na implantação e operação do projeto, sob a coordenação inicial do Diretor de Desenvolvimento Eduardo Carvalho.

Os depósitos pesquisados em Paragominas, pela Docegeo, serviram como garantia inicial de suprimento de bauxita, para atender aos acionistas japoneses. Posteriormente, a CVRD adquiriu a jazida que havia sido descoberta pela RTZ, para suprimento, por mineroduto, da planta da Alunorte.

Em 1975, outra decisão é tomada para que a área de alumínio passasse a ser a segunda em importância nos negócios da CVRD, logo após o minério de ferro. Foi decidida a implantação da mineração de bauxita no Trombetas, que havia sido protelada pela Alcan, tendo agora a liderança da CVRD e a participação da CBA na Mineração Rio do Norte – MRN.

Ficou claro que a entrada da CVRD na área do alumínio, do minério ao metal, foi antes de tudo uma decisão do Estado brasileiro, considerando mais os interesses nacionais que os da empresa.
Assim, em menos de uma década, os objetivos determinados pelo governo federal, em 1971,  haviam sido atingidos: o controle da produção de alumínio na Amazônia e a descoberta de importantes depósitos de cobre em Carajás.

Mas os trabalhos de pesquisa da Docegeo levaram à descoberta ou à avaliação de outros minérios, com o ouro e o caulim, que também passaram a pertencer às áreas de produção e de negócios da CVRD.
Entretanto, após a privatização, algumas áreas de negócios, como a de ouro e de caulim, pelo pequeno porte e pequena margem de lucro, começaram a ser abandonadas pela nova Vale.

E, em tempos mais recentes, após a privatização total da antiga CVRD, iniciada no governo Fernando Henrique Cardoso, mas completamente finalizada nos governos Temer e Bolsonaro, a área de negócios de alumínio, do minério e ao metal, talvez pela sua complexidade, que envolve custos de energia, deixou de ser atrativa para os novos donos da Vale. A empresa resolveu concentrar a sua produção e comercialização no minério de ferro e em metais base, notadamente cobre e níquel.

Hoje a Vale, como empresa totalmente privatizada, tem que dar prioridade aos interesses e aos lucros de seus acionistas. Deixou de ser uma empresa para atender prioritariamente políticas de desenvolvimento do Estado brasileiro.

Assim, a missão determinada pelo governo federal, em 1971, e cumprida com êxito pela antiga CVRD, nada adiantou.

Passado pouco mais de meio século, a produção de alumínio na Amazônia, do minério ao metal, está sob controle multinacional.

Fonte e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 03/05/2023/10:46:30 Com informações do Amazonia Real/Lúcio Flávio Pinto.

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Quem são os militares ligados a Bolsonaro presos em operação da PF contra dados falsos de vacinação

Mauro Cid e Bolsonaro (Foto:Alan Santos / Presidência).

Polícia Federal também cumpre mandado de buscas na casa do ex-presidente e apreendeu o celular de Bolsonaro e Michelle

Policiais federais prenderam, na manhã desta quarta-feira (3), militares próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro, durante operação que investiga a inserção de dados falsos de vacinação contra a covid-19 no sistema do Ministério da Saúde. Entre os alvos da operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), está o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid Barbosa.

A PF também cumpre mandado de buscas em endereço ligado ao ex-presidente em Brasília e apreendeu o celular dele e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Apesar de não ser alvo de mandado de prisão, Jair Bolsonaro deve prestar depoimento ainda nesta quarta na Polícia Federal em Brasília. A operação foi realizada dentro do inquérito das “milícias digitais” que já tramita no Supremo.

De acordo com a PF, com a falsificação dos dados, foi possível emitir certificados de vacinação e utilizá-los para burlar as restrições sanitárias de prevenção à covid imposta pelos poderes públicos do Brasil e dos Estados Unidos).

A TV Globo confirmou os nomes de quatro dos seis presos na operação. Veja quem são:

o coronel Mauro Cid Barbosa, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro;
o policial militar Max Guilherme, que atuou na segurança presidencial;
o militar do Exército Sérgio Cordeiro, que também atuava na proteção pessoal de Bolsonaro;
o secretário municipal de Governo de Duque de Caxias (RJ), João Carlos de Sousa Brecha.

Fonte e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 03/05/2023/09:57:06 Com informações de O Liberal.

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Governo Lula abre concurso para a Funai e Ministério do Meio Ambiente

152 vagas serão para candidátos de nível intermediário (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu concursos para o preenchimento de vagas na Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e para o Ministério do Meio Ambiente.

Serão 502 vagas para a fundação responsável pelos assuntos relacionados aos povos indígenas e outras 92 para o ministério comandado por Marina Silva.

As portarias autorizando os concursos foram publicadas nesta terça-feira (2) no Diário Oficial da União.

Para o Ministério do Meio Ambiente, todas as 98 vagas serão para o cargo de analista ambiental, que exige diploma de nível superior.

Do total de vagas para a Funai, 152 serão vagas para candidatos de educação de nível intermediário, para o cargo de agente indigenista. As demais são para nível superior de escolaridade, para cargos de administrador, geógrafo, arquiteto, assistente social, engenheiros agrônomo e florestal, psicólogo, antropólogo, entre outros.

O governo tem até seis meses para publicar o edital deste concurso.

O prazo para a realização da primeira prova deste processo é de dois meses a partir da divulgação do edital.

Representantes das categorias apontam que a Funai e o Ministério do Meio Ambiente foram duas estruturas das que mais sofreram com a carência de pessoal nos últimos anos. Estima-se que o déficit de servidores para a Funai chegue a 1,5 mil servidores.

Na sexta-feira (28), o presidente Lula participou da cerimônia de encerramento do Acampamento Terra Livre, evento promovido por indígenas para lutar por seus direitos. Na ocasião, o mandatário anunciou as primeiras homologações de terra indígena e disse que nenhuma deixaria de ser demarcada.

O presidente também foi cobrado por um plano de carreira por servidores da Funai e prometeu implementá-lo.

Horas depois, em outro evento, para sancionar reajuste de 9% para servidores públicos federais civis, o mandatário fez uma defesa do serviço público e defendeu a realização de concursos em sua gestão.

“Às vezes, há uma incompreensão, não sei se por má-fé ou não, mas toda vez que a gente fala em fazer concurso algumas pessoas começam a falar ‘começou a gastança, começou a gastança’. As pessoas não querem compreender que para melhorar qualquer serviço público, em qualquer país do mundo, você tem que contratar seres humanos, mulheres e homens para fazer o serviço que somente o ser humano pode fazer”, afirmou o presidente.

Fonte e Publicado Por:Jornal Folha do Progresso em 03/05/2023/09:26:32 Com informações de RENATO MACHADO – Folhapress.

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