Lula se reúne com presidente da Comissão Europeia e critica previsão de sanções no acordo Mercosul-UE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar, ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, um dispositivo acrescido ao acordo Mercosul-União Europeia que prevê a aplicação de sanções aos países signatários em caso de descumprimentos de metas ambientais.

Lula recebeu a embaixadora alemã no Palácio do Planalto nesta segunda-feira 12. A agenda no Brasil coincide com o périplo feito por von der Leyen em países da América Latina com o objetivo de reforçar laços antes da reunião de cúpula entre a UE e as nações da região, em julho.

“Expus à presidente von der Leyen as preocupações do Brasil com o instrumento adicional ao acordo, apresentado pela União Europeia em março deste ano”, afirmou o petista, após a reunião. “A premissa que deve existir entre parceiros estratégicos é da confiança mútua, e não de desconfiança e sanções.”

O acordo Mercosul-UE foi um dos principais temas do encontro. As conversas começaram há cerca de vinte anos, mas apenas em 2019 os blocos anunciaram a finalização da negociação entre as áreas técnicas para formalizar a proposta. Novas exigências, no entanto, especialmente na área ambiental, travaram novamente o avanço.

Em abril, o governo brasileiro chegou a afirmar que a expectativa é concluir o acordo comercial ainda no primeiro semestre de 2023. Lula avalia que as tratativas entre os blocos devem ser prioridade, a fim de ter um desfecho antes de o Mercosul iniciar as conversas sobre um acordo com a China.

Durante o pronunciamento à imprensa, a executiva da UE disse ser hora de concluir o acordo. “Há grandes vantagens para ambos os lados. O acordo vai criar condições corretas para que flua o investimento e vai respaldar a reindustrialização do Brasil”, declarou.

Outro assunto discutido no encontro são as mudanças climáticas. O petista reafirmou a necessidade de reforma da governança global e exaltou as expectativas para a presidência brasileira do G20.

Após a reunião, a presidente da Comissão Europeia anunciou investimentos de 20 milhões de euros para o Fundo Amazônia e de 2 bilhões de euros para apoiar a produção brasileira de hidrogênio verde.

 

Fonte: Carta Capital e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 13/06/2023/07:16:34

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Desmatamento cresce 22% no Brasil em 2022, aponta MapBiomas; Amazônia é um dos biomas mais atingidos

Na região amazônica, o aumento do desmatamento atingiu o total de 190.433 hectares

A área desmatada no Brasil aumentou 22,3% em 2022 em relação ao ano de 2021, o que corresponde a 2,05 milhões de hectares. Os dados são do Relatório Anual de Desmatamento (RAD2022) produzido pelo MapBiomas — uma iniciativa que envolve diferentes instituições, como universidades, ONGs e empresas de tecnologia — divulgados nesta segunda-feira (12). A Amazônia e o Cerrado, juntos, formam 90,1% dos biomas atingidos. Já o Pará está em primeiro lugar no ranking do desmatamento, com 22,2% da área de todo o país (456.702 hectares), considerando a análise por estados.

De 2019 a 2022, período de implementação do relatório, houve 303 mil eventos de desmatamento, o que corresponde a 6,6 milhões de hectares. A área é equivalente a uma vez e meia a do estado do Rio de Janeiro. A atividade agropecuária é a principal responsável pelo desmatamento no país, representando 95,7% do total ou 1,96 milhão de hectares. Já o garimpo responde por 5,9 mil hectares e a mineração por 1,1 mil hectares.

Em cinco dos seis biomas brasileiros, houve crescimento de área desmatada: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pampa e Pantanal. A exceção é a Mata Atlântica. Quando se considera a área afetada, os maiores aumentos aconteceram na Amazônia (190.433 hectares) e no Cerrado (156.871 hectares). Em termos proporcionais, os mais impactados foram o Cerrado (31,2%) e o Pampa (27,2%).

A pesquisa levou em consideração, também, a análise relacionada ao tipo de vegetação e uso da terra. O Relatório Anual de Desmatamento mapeou que houve predomínio de desmatamento na formação florestal (64,9%), na formação savânica (31,3%) e na formação campestre (3,6%).

Estado

Depois do Pará, o Amazonas está no segundo lugar em desmatamento, com 13,33% (274.184 hectares); em seguida, Mato Grosso, com 11,62% da área desmatada (239.144 hectares); Bahia, com 10,94% (225.151 hectares); e Maranhão, com 8,2% (168.446 hectares). Os cinco estados respondem por 66% do desmatamento no Brasil.

Quilombos e terras indígenas

As Comunidades Remanescentes de Quilombos (CRQ) e as terras indígenas (TI) são os territórios mais preservados do país. Os desmatamentos nas terras indígenas correspondem a 1,4% da área total desmatada no Brasil (26.598 hectares) e a 4,5% do total de alertas. A maior parte dos alertas (91%) aconteceu no bioma Amazônia. E a maior área desmatada foi o TI Apyterewa (PA), com 10.525 hectares atingidos.

Nas comunidades de quilombos, os desmatamentos correspondem a 0,05% da área total do país. De 456 comunidades certificadas, 62 (26,1%) tiveram pelo menos um alerta com pelo menos 0,3 ha atingido. A comunidade com maior área desmatada foi Kalunga (GO), que teve 258 hectares de vegetação suprimidos. Parte deles, dentro da Área de Proteção Ambiental Pouso Alto, no entorno do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

Irregularidade e impunidade

Os desmatamentos seguem um caminho de irregularidades que incluem os registrados em áreas protegidas de territórios indígenas e nas unidades de conservação. Outros exemplos são as Áreas de Reserva Legal (RL) e as Áreas de Preservação Permanente (APP). Os pesquisadores identificaram que metade (52%) dos alertas tem sobreposição com RL. O que representa 699.189 hectares ou 34% da área total desmatada.

O relatório do MapBiomas analisou ações dos órgãos de controle ambiental para conter o desmatamento ilegal, como autuações e embargos. As ações do Ibama e do ICMBio até maio deste ano atingiram apenas 2,4% dos alertas de desmatamento e 10,2% da área desmatada identificada de 2019 a 2022. Nesse período, os estados com mais ações dos órgãos ambientais e ministérios públicos diante dos alertas de desmatamento foram Espírito Santo (73,7% dos eventos no estado), Rio Grande do Sul (55,6%), São Paulo (40,3%), Mato Grosso (37,3%). Os estados com menor atuação foram Pernambuco (0,8%), Maranhão (1,6%) e Ceará (1,9%).

A Redação Integrada de O Liberal solicitou um posicionamento à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) para esclarecer acerca dos dados de desmatamento no Estado e, ainda, comentar acerca das medidas de enfretamento à problemática na região. A reportagem aguarda retorno do órgão.

Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/06/2023/14:53:44

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Suposta bomba em aeroporto no Paraná era pacote de coxinhas, diz PF

O voo partia do Aeroporto Internacional das Cataratas para Santiago, no Chile

Uma ameaça de bomba fez o aeroporto de Foz do Iguaçu (PR) ser fechado na noite de domingo (11). O pacote, no entanto, tinha coxinhas.

 Um dos passageiros disse à comissária de bordo que estava com uma “bomba”. O voo partia do Aeroporto Internacional das Cataratas para Santiago, no Chile, por volta de 21h.

“A aeromoça pediu que ele guardasse o objeto, e ele disse: ‘mas é uma bomba’. E o importante neste caso é que não foi só uma aeromoça que ouviu. Foram duas aeromoças e outros passageiros também. Inclusive, houve um certo alvoroço a bordo quando ele falou isso”, delegado da PF Marco Smith.

A Polícia Federal foi acionada para verificar a ameaça, o aeroporto foi fechado para pouso e decolagem, e o avião foi evacuado e direcionado para um local afastado e seguro.

Durante a inspeção, nenhuma ameaça foi encontrada e os policiais detectaram que o homem levava um “pacote de coxinhas”. O voo acabou sendo cancelado.

O passageiro, que era estrangeiro, foi detido em flagrante por expor a perigo a aviação. Depois de ser retirado da aeronave, ele foi levado para o posto da PF. Ele ficou em silêncio durante o depoimento, e estava calmo segundo o delegado.

Segundo a polícia, o passageiro trabalha no ramo da hotelaria e estava viajando a serviço. Ele deve passar por audiência de custódia na tarde desta segunda-feira (12). Se condenado, pode pegar até cinco anos de prisão.

“Em conversas informais foi detectado que ele [passageiro] tinha um pacote de coxinhas e seria isso que ele teria dito que seria a suposta bomba. […] Uma afirmação de que haveria uma bomba a bordo é bastante séria, e tem que ser averiguada e descartada”, disse o Delegado Marco Smith

 

Fonte: POR FOLHAPRESS e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/06/2023/14:16:46

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Dia dos Namorados: conheça as linguagens do amor

Ana Flavia da Costa Parenti, coordenadora da clínica-escola do curso de psicologia da UNICID, explica que há cinco maneiras de experimentar e expressar o sentimento: palavras de afirmação, tempo de qualidade, toque físico, atos de serviço e presentes

12 de junho representa uma data muito aguardada pelos românticos e apaixonados. É o momento em que o amor e a paixão invadem o coração de todos aqueles que estão em um relacionamento amoroso, afinal, é comemorado o Dia dos Namorados.

Segundo Ana Flavia da Costa Parenti, coordenadora da clínica-escola do curso de psicologia da UNICID, instituição pertencente ao Grupo Cruzeiro do Sul Educacional, as cinco linguagens representam as formas pelas quais as pessoas expressam e recebem amor de maneiras diferentes, sendo elas: palavras de afirmação, tempo de qualidade, toque físico, atos de serviço e presentes.

“Cada um possui uma linguagem do amor principal (ou até duas), que simboliza a demonstração de afeto, mas ela não é a única, e sim a preponderante. Ao utilizar sua linguagem do amor, a pessoa possui maior facilidade em se expressar emocionalmente e, ao recebê-la, se sente mais amada.”

Afinal, quais são, como identificar e trabalhar estas 05 linguagens do amor?

1. Palavras de afirmação.

As palavras de afirmação estão diretamente relacionadas ao uso de discursos e frases que expressem o amor, como elogios, apoio moral, reconhecimento e encorajamento. Este simples ato possui um poder muito grande, pois estas afirmações e declarações manifestam externamente o sentimento. Alguns exemplos são: “você é incrível”, “eu te amo”, “obrigada por tudo”, “estou orgulhoso de você”, ou qualquer outra expressão que demonstre afeto, admiração, respeito, gratidão e amor.

2. Tempo de qualidade.

O tempo de qualidade está relacionado à dedicação de atenção ao parceiro. Envolve estar presente emocionalmente e fisicamente, compartilhar momentos importantes, ouvir atentamente o outro e realizar atividades em conjunto. Alguns exemplos são: preparar uma refeição juntos, planejar uma viagem, assistir a filmes e séries, ter uma conversa significativa, ir ao shopping passear, fazer compras etc.

Foto:Reprodução
Foto:Reprodução

3. Presentes.

Os presentes envolvem tanto o valor financeiro do regalo, como o valor afetivo e a intenção do ato. De todas as linguagens, esta é a mais palpável e tangível. Ou seja, desta forma, pode ser a mais fácil de ser identificada, mas não é por isso que a torna mais comum que as demais formas de expressão.

4. Atos de serviço.

Os atos de serviço se referem à realização de ações práticas visando o bem-estar, prazer e agrado do outro. Além disso, envolve beneficiar o parceiro com tarefas do dia a dia como fazer uma comida especial, preparar o café, arrumar a casa, auxiliar com problemas de ordem pessoal etc.

5. Toque físico.

O toque físico se relaciona ao contato corporal do casal, como abraços, beijos, carinho e relações sexuais. Esta linguagem do amor aumenta a sensação de bem-estar emocional e ainda fortalece o vínculo, intimidade e conexão entre os parceiros.

Ana explica que pode ser difícil, em um primeiro momento, identificar sua própria linguagem do amor e a de seu companheiro, pois tendemos sempre a valorizar aquela que mais nos representa. Porém, nem sempre a nossa linguagem é a mesma do parceiro. Dessa maneira, é importante entender que cada pessoa possui sua própria maneira de manifestar afeto e tentar identificar e valorizar a linguagem do outro.

“Ao conseguirmos reconhecer a nossa própria linguagem e a do outro, torna-se mais fácil a comunicação e o entendimento, porém, apenas reconhecê-las não é garantia de bons relacionamentos. Um bom diálogo e o respeito ainda são a base sólida para uma convivência saudável e boa para ambas as partes. É preciso sempre estar em sintonia sobre as expectativas de cada um e, para isso, a comunicação é a chave”, complementa a especialista.  

Por fim, Ana Flavia da Costa Parenti, docente do curso de psicologia da UNICID, aconselha os amantes que ensejam um futuro promissor com seu companheiro: “as linguagens do amor servem como um guia para facilitar a comunicação entre o casal, mas um relacionamento saudável envolve respeito, amizade, lealdade, admiração, companheirismo, apoio emocional, amadurecimento constante e muito diálogo!”  

Sobre a UnicidFundada em 1972, a Universidade Cidade de São Paulo – Unicid é referência na formação de profissionais da área da saúde, com cursos tradicionais e pioneiros na região como Fisioterapia, Odontologia, Enfermagem e Medicina. Além disso, reúne cursos respeitados em diversas áreas do conhecimento, com alunos na graduação, pós-graduação lato e stricto sensu, presenciais e a distância, cursos de extensão e programas de parcerias no Brasil e no exterior. Pertence ao grupo Cruzeiro do Sul Educacional, um dos mais representativos do País, que reúne instituições academicamente relevantes e marcas reconhecidas em seus respectivos mercados. Visite: www.unicid.edu.br  e conheça o Nosso Jeito de Ensinar. 

Fonte e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 09/06/2023/09:46:46

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JBS constrói a maior fábrica do mundo de carne cultivada

A JBS, maior produtora de carne do mundo, afirmou que a unidade será a maior do mundo de carne produzida em laboratório. A unidade em São Sebastián terá aportes de US$ 41 milhões.

A gigante do setor de alimentos JBS anunciou nesta terça-feira (6) o início da construção da primeira fábrica em escala comercial de carne cultivada da BioTech Foods, na qual a companhia brasileira é sócia majoritária, na Espanha. Segundo a JBS, a unidade será a maior do mundo em produção de carne cultivada em laboratório. A previsão é que, até meados de 2024, a fábrica seja capaz de produzir mais de mil toneladas de proteína cultivada por ano, podendo expandir sua capacidade para 4 mil toneladas anuais a médio prazo.

Esse movimento deverá contribuir para diversificar ainda mais o portfólio de produtos da JBS, que já atua nas principais proteínas animais, sendo a maior produtora global de carnes.

“A nova planta da BioTech coloca a JBS numa posição única para liderar o segmento e surfar esta onda de inovação”, disse o diretor da Unidade de Negócios de Valor Agregado da JBS USA e um dos responsáveis pela estratégia de proteína cultivada da empresa, Eduardo Noronha.

A JBS é a acionista majoritária da empresa espanhola, líder europeia no setor de proteína cultivada, com uma participação de 51%. A unidade está sendo construída em San Sebastián. Segundo Noronha, a fábrica permitirá à BioTech Foods oferecer proteína cultivada “como um produto inovador, que atenderá à demanda do consumidor por produtos alimentícios saudáveis, saborosos e sustentáveis”.

A JBS detém 51% das ações da empresa espanhola BioTech Foods, líder europeia no setor de proteína cultivada.

Executivos do setor disseram à Reuters no início do ano que a carne de laboratório, produzida em grandes tanques de aço a partir de células de animais, poderia estar no menu de restaurantes em breve, após uma companhia conseguir um importante aval regulatório para seguir adiante.

A carne cultivada é ainda uma das apostas para ajudar o mundo a atender a crescente demanda global por alimentos até 2050, segundo uma avaliação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês), citada pela JBS.

Neste contexto, a JBS vem anunciando investimentos no setor, nos últimos anos. A unidade em São Sebastián terá aportes de US$ 41 milhões.

“A BioTech Foods conta com a tecnologia e a capacidade para produzir proteína em larga escala… Com os desafios impostos às cadeias de abastecimento globais, a proteína cultivada oferece o potencial de estabilizar a segurança alimentar e a produção global de proteína“, avaliou o cofundador e CEO da BioTech Foods, Iñigo Charola, em nota.

A JBS planeja expandir gradualmente a capacidade produtiva da BioTech Foods para atender à crescente demanda dos consumidores em mercados-chave, como Austrália, Brasil, União Europeia, Japão, Cingapura e Estados Unidos. Com essa iniciativa, a empresa reafirma seu compromisso com a produção sustentável e busca impulsionar a segurança alimentar global, oferecendo opções de proteínas inovadoras e alinhadas com as demandas dos consumidores.

Além do empreendimento na Espanha, a JBS vai construir um centro de última geração para pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia e proteína cultivada em Florianópolis, com investimento de estimado US$ 60 milhões.

O objetivo é desenvolver tecnologia de ponta 100% brasileira para produzir proteínas alternativas.

Carne feita em laboratório pode ser até 25 vezes pior para o clima, diz estudo

A possibilidade de consumir carne sem ter que matar ou ferir animais está no horizonte, graças ao desenvolvimento da tecnologia da cultivar carne “em laboratório”, ou seja, a partir de células de origem animal que se reproduzem sozinhas. É um plano atrativo por razões morais, de saúde e ambientais. Mas um novo estudo excluiu as razões ambientais da equação: a carne produzida por cultivo de células pode emitir de quatro até 25 vezes mais gases de carbono por quilograma que aquela obtida do gado de corte.

Evidentemente para quem acredita que é antiético criar e matar animais para comer, o método da produção de carne via cultura de células continua imbatível comparado com a pecuária tradicional, especialmente a intensiva. Contudo, é importante lembrar que o meio de cultura utilizado vem do soro sanguíneo de animais, que ainda não é possível produzir completamente em laboratório.

Os autores concluem que, antes que os biorreatores de produção de carne cultivada sejam elevados à escala industrial, os problemas apresentados devem ser resolvidos com a inovação, por exemplo substituindo a base de soro animal por uma derivada de plantas, superando o problema das endotoxinas e desenvolvendo linhagens celulares mais resilientes. No momento, a “carne de laboratório” que existe é produzida com perda econômica.

 




Lula tenta paz com o agro, cada vez mais forte na economia e no Congresso

Oito dias após ter tomado posse, Luiz Inácio Lula da Silva enfrentava o seu momento mais delicado no terceiro mandato, quando uma turba com inspiração golpista invadiu e depredou as sedes dos Três Poderes em Brasília. De Araraquara, no interior paulista, onde estava, anunciou a reação do governo, com um decreto de intervenção na segurança pública da capital federal, e passou a enumerar aqueles que considerava responsáveis pela barbárie. Após indicações genéricas como “vândalos”, “nazistas”, “fascistas” e “antidemocráticos”, vieram acusações mais direcionadas. “Garimpeiros, madeireiros ilegais. Essa gente estava lá. O agronegócio maldoso, aquele agronegócio que quer utilizar agrotóxicos sem nenhum respeito à saúde humana, provavelmente também estava lá”, disse, sem apresentar nenhuma prova do que falava. A declaração não surpreendeu. Na campanha, ele já havia utilizado as expressões “fascistas” e “direitistas” para se referir ao setor, que deu apoio em massa a Jair Bolsonaro. Vitorioso, voltou à carga. “Não me preocupo quando dizem que o agro não gosta do Lula. Não quero que gostem, mas que me respeitem”, disse em novembro.

Cinco meses depois, Lula dá os primeiros sinais de que pode, finalmente, abandonar a cantilena belicista para buscar uma convivência mais saudável com o setor. Na terça-feira 6, em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia Farm Show, a maior feira agrícola do Nordeste, ele anunciou 7,6 bilhões de reais para o financiamento da safra, lembrou dos bons tempos vividos pela agropecuária no seu primeiro mandato e apelou à conciliação, ao pedir que os brasileiros “joguem o ódio na lata de lixo”. O episódio contrastou com o clima de outra feira recente do setor, quando o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, cancelou a ida à Agri­show de Ribeirão Preto, em São Paulo, devido à presença de Bolsonaro, que acabaria se tornando a estrela do negócio. Enfurecido com o episódio, Lula chamou os organizadores de “povo mau-caráter, fascista e negacionista”. Não vai ser fácil apagar a memória desses ataques desnecessários. Na Bahia Farm Show, apesar de aplaudido pelos participantes do evento, com acesso controlado, Lula foi alvo de vaias e gritos de “ladrão” do lado de fora.

arte Campo

A tentativa de armistício com o campo é mais do que necessária, tendo em conta a importância cada vez maior do setor para a economia do país. Na semana passada, o agro deu novas demonstrações de sua força e relevância: com um crescimento de 21,6%, puxou para cima o PIB do primeiro trimestre, que na média teve expansão de 1,9% acima do que se esperava (veja o quadro). Entre janeiro e abril, o campo foi responsável por 49% das exportações brasileiras, um recorde. A previsão é que a safra deste ano chegue a 302 milhões de toneladas de grãos, o que também seria histórico. O país é o maior exportador mundial de soja e de carne, o terceiro maior produtor de milho e feijão e o quarto maior produtor de alimentos do mundo — atrás de Estados Unidos, China e Índia (que pode superar em 2023). Nos três últimos anos, o agro foi responsável diretamente por 359 600 vagas de empregos formais, segundo estudo da FGV Agro. “O setor gera emprego e renda em áreas em que não se tem nenhuma outra atividade econômica”, diz o economista Felippe Serigati, coordenador do Mestrado Profissional em Agronegócio da FGV.

Além do peso enorme do agro para as finanças do país, que já seria o suficiente para um presidente manter uma relação harmônica e produtiva com o setor, brigar com os empresários do campo não é um bom negócio em termos políticos. Ao longo dos anos, o setor se organizou no Congresso, criando uma bancada cada vez maior, mais coesa e organizada, que conta hoje com 300 deputados e quarenta senadores — 24% maior do que na legislatura passada. Em seu terceiro mandato, Lula, que sofre para formar uma base política no Congresso, já trombou com essa força logo no início do mandato. Contra a vontade do governo, a bancada ruralista se mostrou fundamental na aprovação do marco temporal na Câmara (que limita as demarcações de terras indígenas) e atuou para retirar funções estratégicas para o setor, como o Cadastro Ambiental Rural e a Agência Nacional de Águas (ANA) e a criação de reservas indígenas, da alçada de pastas comandadas por ministros considerados hostis como Marina Silva (Meio Ambiente) e Sonia Guajajara (Povos Indígenas). Antes, a bancada já havia sido decisiva ao impor a CPI do MST, ferramenta que usará para pressionar o governo e inibir as ações do movimento dos sem-terra.

arte Campo

Os novos capítulos dessa relação difícil entre o PT e o agronegócio fazem parte de uma longa história de desentendimentos e de desconfianças mútuas. Na primeira eleição pós-ditadura, em 1989, quando Lula ameaçou a sua primeira vitória, a UDR (União Democrática Ruralista), liderada pelo presidenciável Ronaldo Caiado, tinha como principal meta o combate ao ideário de esquerda representado pelo petista. A bancada ruralista nasceu um ano antes, durante a Constituinte de 1988, quando lutou principalmente pelo direito à propriedade privada. A frente foi oficializada em 1995, mas teve pouco protagonismo até 2008, quando passou a se chamar Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Desde então, se tornou o agrupamento mais influente e com a maior capacidade de mobilização, à frente de outros colegiados atuantes como as bancadas evangélica e da segurança. A FPA tem um site e uma revista, um think tank para traçar suas estratégias — o Instituto Pensar Agropecuária (IPA) — e uma agenda organizadíssima sobre os temas em discussão no Congresso, com um indicativo do seu posicionamento para cada projeto.

O crescimento da atuação política dos ruralistas é uma fonte de preocupação para Lula também por um outro motivo: a bancada é peça-chave em um Congresso que saiu mais inclinado à direita da eleição do ano passado. Dos 300 deputados que compõem a FPA na Câmara, 247 (82%) estão em cinco partidos que vão do centro à direita: PL, União Brasil, PP, PSD e Republicanos. Ou seja, não há a menor chance de o governo aprovar algo relevante no Parlamento sem se submeter a uma negociação com esse grupo. Para o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, que serviu como ponte de Lula para o agronegócio no primeiro mandato, a bancada ruralista se fortaleceu e representa a grande maioria das demandas da classe rural, apesar de o segmento não ser homogêneo. “Há setores que demandam mais crédito, avanços e seguros do que outros. É uma diversidade grande e, naturalmente, uns estão mais representados que outros”, analisa.

À DIREITA - Bolsonaro na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, na CPI do MST: discursos contra a esquerda e em defesa da propriedade privada (Miguel Schincariol/AFP; Claudio Reis/Agencia Enquadrar/Ag. O Globo/.)
À DIREITA - Bolsonaro na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, na CPI do MST: discursos contra a esquerda e em defesa da propriedade privada (Miguel Schincariol/AFP; Claudio Reis/Agencia Enquadrar/Ag. O Globo/.)

Boa parte da resistência a Lula no agronegócio — e vice-versa — vem do alinhamento de um setor expressivo dos produtores rurais ao bolsonarismo. Líderes do agro foram responsáveis por parcela significativa do financiamento da campanha do ex-­presi­dente em 2022. Oscar Luiz Cervi, da Cervi Agro, uma das maiores produtoras de grãos do país, e Cornelio Sanders, do Grupo Progresso, produtor de soja e milho, foram alguns dos maiores doadores — 1 milhão de reais cada um. Investigações da Polícia Federal apontam que empresários do agronegócio financiaram bloqueios em estradas e os atos de 8 de janeiro. A Aprosoja Brasil, uma das entidades mais importantes na representação dos produtores de soja, teve a conta bancária bloqueada pelo Supremo Tribunal Federal em 2021 por suposto financiamento de atos violentos no 7 de Setembro. “O setor rural deu muito apoio a Bolsonaro e vai continuar dando enquanto não tiver um governo que venha mostrar que está comprometido com a segurança jurídica”, diz o presidente, Antônio Galvan, investigado no inquérito dos atos antidemocráticos. “As bases de pecuaristas e sojicultores foram cativadas de modo profundo por Bolsonaro, sobretudo por uma combinação de ações simbólicas e políticas. E continuam a pressionar associações e parlamentares na direção de animosidade com o novo governo”, afirma o antropólogo Caio Pompeia, pesquisador da USP e autor do livro Formação Política do Agronegócio.

Na composição do atual governo, até que Lula tentou reduzir os danos, escolhendo a dedo o ministro da Agricultura. Carlos Fávaro tem laços fortes com o setor: é agropecuarista, senador do PSD-MT e ex-vice-presidente da Aprosoja. Apesar de trombadas como a ocorrida na Agrishow de Ribeirão Preto, ele tem sido elogiado por lideranças do campo. Na Bahia Farm Show, disse que Lula pedia a ele há tempos para participar de eventos daquele tipo em busca de aproximação com o setor e afirmou que era “hora da virada de chave”. “Para nós, a eleição acabou, agora é hora de trabalhar”, disse. Segundo ele, o principal feito do governo tem sido “andar mundo afora, mostrando o que produzimos com sustentabilidade”. “Não vão colocar a pecha nos produtores brasileiros de criminosos, que destroem o meio ambiente, não é essa a realidade”, declarou na ocasião.

PONTO DE ATRITO - Protesto contra o marco temporal: pressão a favor do projeto pode colocar o agro contra o governo (Fabio Pozzebom/Agência Brasil)
PONTO DE ATRITO - Protesto contra o marco temporal: pressão a favor do projeto pode colocar o agro contra o governo (Fabio Pozzebom/Agência Brasil)

Não foi por acaso a ênfase do ministro na questão da sustentabilidade. A busca por uma posição equilibrada entre a preservação ambiental e a atividade no campo é essencial para garantir a continuidade do crescimento, sobretudo na luta por mais espaços no mercado internacional. A despeito dos avanços feitos pelos setores do campo mais modernos e antenados com essa prioridade, os concorrentes de fora ainda exploram a imagem ruim da porção mais atrasada do agro nacional. Um exemplo foi dado pela União Europeia no dia 19 de abril ao aprovar lei que obriga as empresas a comprovarem que produtos de uma série de cadeias — como gado, cacau, café, soja, madeira e papel — não vêm de áreas desmatadas. Países considerados de “alto risco” passarão por uma verificação mais rigorosa. “O Brasil provavelmente se enquadrará nessa categoria, especialmente se considerarmos que o desmatamento em março foi 14% maior do que em março de 2022”, afirmou o eurodeputado luxemburguês Christophe Hansen, relator do projeto. Na semana passada, um despacho da Associated Press, que rodou o mundo, se referiu à frente ruralista no Congresso como beef caucus, expressão que pode ser traduzida, grosso modo, como “bancada do boi”, para noticiar a aprovação do marco temporal pela Câmara.

LÍDER - Colheita de soja em Salto do Jacuí (RS): o país é o maior exportador do grão (Silvio Avila/AFP)
LÍDER - Colheita de soja em Salto do Jacuí (RS): o país é o maior exportador do grão (Silvio Avila/AFP)

Na era de Lula 13, na qual a bandeira ambiental é importante para abrir a porteira à reinserção dele no rol de políticos mundialmente relevantes, uma de suas obsessões do momento, não será fácil conciliar o discurso com algumas das necessidades e pretensões do agro. Ainda que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também tenha feito recentemente acenos de paz ao lançar o novo plano contra o desmatamento, dizendo que financiará atividades agrícolas de baixo carbono, boa parte dos empresários do campo tem um pé atrás com relação às ideias e à atuação dela. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), avalia que o ministério comandado por Marina emite sinalizações “negativas”, como ao se colocar contra as mudanças da MP dos Ministérios, que retirou atribuições da pasta comandada por ela. Os ventos, no entanto, têm mudado, avalia o deputado, que vê como positiva a recente postura de Lula. “Caiu a ficha de que não pode ficar guerreando com a gente”, diz. “O agro tem feito pelo país o que os outros não estão conseguindo fazer”, completa outro líder da FPA, o senador Zequinha Marinho (Podemos-PA). Os parlamentares acompanham com atenção especial o que será feito na prática, sobretudo em relação a uma antiga preocupação: o crédito. “Estamos tratando de milho e soja abaixo do custo de produção e vamos precisar de seguro. A estimativa é que precisaríamos de 25 bilhões de reais para a equalização de juro”, diz Lupion. Na próxima semana, a FPA vai se reunir com os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento), Fávaro e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para tratar do tema.

APOIO - Carlos Fávaro: elogiado por representantes ruralistas, o ministro da Agricultura diz ser “hora de trabalhar” (Lula Marques/Agência Brasil)
APOIO - Carlos Fávaro: elogiado por representantes ruralistas, o ministro da Agricultura diz ser “hora de trabalhar” (Lula Marques/Agência Brasil)

Além da necessidade de sempre (dinheiro), a bancada ruralista tem uma agenda no Congresso que pode colo­cá-la de novo em rota de colisão com o governo. Se Marina é vista por parte dos empresários do campo como uma radical que impede o progresso do agro, a pauta dos ruralistas no Congresso também não é das mais fáceis de engolir. A FPA quer a aprovação do marco temporal no Senado (a gestão Lula é contra) e batalha para flexibilizar o licenciamento ambiental e facilitar a regularização fundiária, o que na prática beneficiaria boa parte das áreas cujo embargo foi anunciado por Lula no evento com Marina por serem propriedades com desmatamento. “Nosso maior interesse é ter condições de ser o maior produtor de alimentos do mundo sem aumentar área de desmatamento ilegal. Mas temos uma legislação extremamente restritiva, que é o Código Florestal”, diz Lupion. Outra prioridade é o projeto que trata de defensivos agrícolas — que a oposição ambientalista batizou de “PL do Veneno”. Todos eles já passaram pela Câmara e estão no Senado. Na próxima semana, a FPA vai se reunir com o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para entregar a “pauta completa” do setor e acertar uma agenda de votações. Os movimentos tendem a provocar ruídos na relação com o governo. Será a hora de saber se o aceno de paz com o campo ficará apenas no discurso ou se terá vida longa. É urgente buscar o ponto de equilíbrio nessa área. O Brasil não ganha nada com bravatas de palanque do presidente contra um setor tão fundamental — e tampouco lucra quando parte da força política ruralista empurra o país na direção errada.

 

Fonte: Por Veja e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/06/2023/08:00:47

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Anvisa aprova registro de primeira injeção para prevenir HIV

(Foto:Reprodução) – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de medicamento Cabotegravir, injetável utilizado contra o vírus da imunodeficiência humana (HIV). O remédio é uma profilaxia pré-exposição (PrEP), ou seja, é utilizado para prevenir infecções.

A autorização foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última segunda-feira (5/6). O medicamento será comercializado pela farmacêutica britânica GSK, que apresentou o pedido, mas ainda não há previsão para chegar ao mercado.

O Cabotegravir será comercializado sob o nome Apretude. Para que seja disponibilizado no Sistema Único de Saúde (SUS), é necessário que o remédio seja aprovado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), órgão colegiado do Ministério da Saúde.

O medicamento já foi aprovado em 2021 pela Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos. No ano passado, o Cabotegravir também foi recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Atualmente, a PrEP está disponível no SUS de forma oral, com comprimidos de uso diário. A nova injeção é vista como mais efetiva na prevenção, uma vez que requer duas aplicações no início do tratamento e reforço depois de dois meses.

Fonte:Metrópoles e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/06/2023/08:23:41

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Bebê recebe nome INÉDITO no Brasil e foi a mãe que inventou

(Foto: Reprodução site /brazilgreece.com) – No Brasil, a escolha de nomes para bebês geralmente segue opções já conhecidas e consagradas. No entanto, todos os anos são divulgados rankings com os nomes mais populares, revelando as preferências dos pais.

Em 2022, os Cartórios de Registro Civil divulgaram os números através da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil).

Apesar dos nomes tradicionais como Miguel e Helena permanecerem no topo da lista, uma história singular chamou atenção. Uma mãe decidiu dar à sua filha um nome inédito, tornando-a a primeira e única pessoa com esse nome no país. Para ela, ter um nome único é algo verdadeiramente especial e diferente.

O nome escolhido para a menina foi Janeiro Fevereiro de Março Abril. Uma escolha bastante inusitada e surpreendente!

Nomes masculinos: 1º lugar: Miguel (28.301 registros) 2º lugar: Gael (25.252 registros) 3º lugar: Arthur (24.762 registros) 4º lugar: Heitor (22.368 registros) 5º lugar: Davi (22.084 registros)

Nomes femininos: 1º lugar: Helena (21.890 registros) 2º lugar: Alice (19.561 registros) 3º lugar: Laura (16.380 registros) 4º lugar: Maria Alice (14.677 registros) 5º lugar: Valentina (13.624 registros)

Essa lista revela a preferência por nomes que remontam há milênios e continuam populares. No entanto, a decisão de dar um nome único e inédito ainda é uma possibilidade para os pais.

A escolha do nome é uma decisão pessoal e importante na vida de uma criança. Ela reflete a identidade, os valores e os desejos dos pais. Seja optando por um nome tradicional ou criando algo completamente novo, o mais importante é que o nome transmita amor e significado.

Seja único, criativo e, acima de tudo, faça com que o nome seja uma homenagem especial ao seu filho ou filha.

Fonte: Agência Texty/ Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/06/2023/06:25:27

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Caixa Econômica Federal abre vagas de estágio em todo país

Edital do processo seletivo Caixa 2023 oferece vagas para estudantes dos ensinos médio regular, técnico e superior de diversas áreas

A Caixa Econômica Federal anunciou a abertura de seu novo processo seletivo para formar cadastro reserva para vagas de estágio, destinadas aos estudantes dos ensinos médio, técnico e superior de diversas áreas. O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) será a instituição responsável pela seleção dos candidatos e o prazo inscrições será aberto no dia 20 de junho.

Além de alunos do ensino médio regular e EJA, o processo seletivo Caixa 2023 aceita inscrições de estudantes dos cursos técnicos em Administração, Comércio, Contabilidade, Finanças, Logística, Marketing, Recursos Humanos, Secretariado, Seguros, Serviços Públicos, Vendas e Segurança do Trabalho.

O edital do processo seletivo Caixa 2023 ainda conta com vagas para universitários das áreas de Arquitetura e Urbanismo, Assistente de Projetos Sociais (Pedagogia, Psicologia, Serviços Sociais, Ciências Sociais, Ciências Políticas), Direito, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica.

Para participar, os estudantes devem estar regularmente matriculados em instituições de ensino públicas ou privadas, com frequência efetiva nos cursos de ensino médio regular, ensino médio EJA, técnico e superior, reconhecidos pelo Ministério da Educação, estejam em dia com obrigações eleitorais quando maiores de 18 anos, entre outros requisitos que constam no edital.

Os aprovados deverão exercer carga horária entre 20 e 25 horas semanais. A bolsa-auxílio varia entre R$ 400 a R$ 1.000, além de auxílio-transporte no valor de R$ 130 por mês. As etapas do processo seletivo Caixa 2023 incluem prova on-line para todos os candidatos, que serão realizadas durante o período de inscrições. Também será realizada entrevista somente para os candidatos de nível superior. As avaliações serão compostas por questões de língua portuguesa, matemática, informática, e conhecimentos específicos.

 

Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/06/2023/08:15:34

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Maioria do STF segue Toffoli, impõe derrota ao PL e manda empossar Hauly na vaga de Deltan

O Supremo Tribunal Federal formou maioria para referendar a decisão do ministro Dias Toffoli de determinar que o ex-deputado federal Luiz Carlos Hauly assuma a vaga aberta na Câmara com a cassação do ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol.

A análise do caso acontece no plenário virtual da Corte nesta sexta-feira 9. Os ministros André Mendonça, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Luis Roberto Barroso seguiram o voto de Toffoli, o relator do caso, e entenderam que a cadeira deveria ficar com o Podemos, partido pelo qual Deltan se elegeu.

O ministro Edson Fachin abriu uma divergência e votou para manter o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná. Ele foi acompanhado por Luiz Fux e Rosa Weber.

Inicialmente, o TRE anunciou que havia recontado os votos e que o ‘substituto’ de Deltan na Câmara seria Pastor Itamar Paim (PL). De acordo com a Justiça Eleitoral, a decisão se baseava no fato de que nenhum candidato do Podemos atingiu 10% do quociente eleitoral. A legenda, então, recorreu ao Supremo.

Na liminar que concedeu ao Podemos na última quarta-feira 7, Toffoli sustentou que os suplentes não precisam atingir um percentual mínimo de votos. Ressaltou ainda que, conforme precedente do Tribunal, quando o indeferimento do registro de candidatura ocorre após a eleição – o que aconteceu com Deltan -, os votos do candidato devem ficar com o partido pelo qual ele se elegeu.

“A discussão guarda estrita relação com a soberania popular (CF, art. 14), sendo que a preservação da decisão impugnada enfraquece o sistema proporcional, ao afastar a representatividade da legenda, cujo candidato teve o pedido de candidatura indeferido após a eleição”, escreveu o magistrado.

Deltan Dallagnol teve o mandato cassado por decisão unânime do Tribunal Superior Eleitoral em 16 de maio. No início desta semana, a Mesa Diretora da Câmara confirmou a cassação.

O TSE julgou duas ações: uma apresentada pelo PMN e outra protocolada pela Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV. A argumentação é de que Dallagnol não poderia se eleger porque, ao se exonerar do Ministério Público Federal, em 2021, ele ainda respondia a procedimentos disciplinares no Conselho Nacional do órgão.

Quem é o ‘substituto’ de Deltan na Câmara?

Luiz Carlos Hauly tem 72 anos e foi vereador e prefeito de Cambé, a quase 400 quilômetros de Curitiba. Formado em Economia e Educação Física pela Universidade Estadual de Londrina, foi deputado federal por sete vezes (de 1991 a 2009) e já trabalhou como secretário estadual da Fazenda no Paraná.

Durante seus mandatos na Câmara, transitou entre diversos partidos. Ele foi filiado ao MDB de 1972 até o início de 1993. Depois, passou rapidamente pelo PP (1993 a 1995) e migrou para o PSDB, onde ficou até se filiar ao Podemos, no ano passado, para disputar o mandato de deputado.

Nas eleições de 2022, ele declarou 1,5 milhão de reais em bens à Justiça Eleitoral e obteve pouco mais de 11 mil votos. Como deputado, Hauly apresentou a proposta de emenda à Constituição nº 110 de 2019, a aplicar mudanças no atual sistema tributário brasileiro. A tramitação do texto está travada no Senado.

 

Fonte: Carta Capital  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 10/06/2023/07:39:44

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