Narcotráfico na Amazônia traz destruição ambiental e violação de direitos, diz relatório sobre drogas

Relatório ainda destaca a situação na Amazônia (Daniel Belttá/Greenpeace /Foto:Divulgação).

O tráfico internacional de drogas e algumas de suas consequências, como conflitos armados, violação dos direitos humanos e deslocamentos forçados, tendem a contribuir para a destruição do meio ambiente, prejudicando principalmente os grupos populacionais mais vulneráveis.

A conclusão consta do Relatório Mundial sobre Drogas 2023, divulgado pelo Escritório das Nações Unodc (Unidas sobre Drogas e Crimes) nesta segunda-feira (26), Dia Internacional contra o Abuso de Drogas e Tráfico Ilícito.

De acordo com os responsáveis pela publicação, a crescente oferta de drogas ilícitas agrava as crises globais convergentes, desafiando as autoridades públicas em todo o planeta. O relatório ainda destaca a situação na Amazônia, onde, segundo os especialistas, o narcotráfico se mescla a outras atividades ilegais destruidoras do meio ambiente, como grilagem de terras, extração ilegal de madeira, mineração em áreas de preservação e outros delitos ambientais.

“Na bacia amazônica, a economia [atividade associada à produção e à venda] das drogas ilícitas na região está ampliando suas atividades criminosas para outros segmentos, como extração ilegal de madeira, mineração ilegal, ocupação ilegal de terras, tráfico de animais silvestres, dentre outros — que prejudicam o meio ambiente da maior floresta tropical do mundo”, sustentam os especialistas.

Ainda no capítulo dedicado à análise do nexo entre o narcotráfico e os crimes ambientais na Amazônia, os especialistas do Unodc afirmam que a ação de organizações criminosas sujeita povos indígenas e outras comunidades tradicionais amazônicas, como os ribeirinhos, a deslocamentos forçados e à maior exposição à violência, bem como a outras circunstâncias prejudiciais, como, por exemplo, maior chance de intoxicação por mercúrio — substância usada sem nenhum controle nos garimpos ilegais. Além disso, na região, “os defensores do meio ambiente muitas vezes são alvos específicos de traficantes e grupos armados”.

“Precisamos intensificar as respostas às redes de tráfico de drogas, que se aproveitam de conflitos e crises globais para expandir o cultivo e a produção de drogas ilícitas, sobretudo drogas sintéticas, abastecendo os mercados ilícitos e causando mais danos às pessoas e às comunidades”, comentou a diretora-executiva do Unodc, Ghada Waly, em nota divulgada pela entidade.

Após analisarem estatísticas globais, os especialistas do Unodc estimam que mais de 296 milhões de pessoas usaram algum tipo de substância ilícita ao longo do ano de 2021. Se confirmado, o resultado representa aumento de 23% ao longo de dez anos. Paralelamente, o escritório da ONU calcula que cerca de 39,5 milhões de pessoas sofrem de algum tipo de transtorno associado ao uso de drogas — aumento de 45% em dez anos. Destes, apenas um em cada cinco recebeu tratamento adequado, evidenciando a lacuna e as disparidades no acesso ao tratamento e a medicamentos controlados.

“A disparidade é especialmente predominante entre o norte e sul do mundo e entre as áreas urbanas e rurais, com algumas pessoas sofrendo o impacto negativo de drogas mais do que outras”, argumentam os especialistas, que defendem prioridade para o fortalecimento das redes de saúde pública. Eles afirmam que, sem estruturas bem projetadas, o acesso a substâncias psicoativas específicas para tratar doenças mentais e transtornos associados ao uso de drogas “pode ser muito limitado para aqueles que precisam do tratamento, levando os pacientes a recorrer a mercados ilegais, ou, ao contrário, substâncias psicoativas podem ser desviadas para uso não medicinal”.

 

Fonte: Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/06/2023/17:57:09

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MEC divulga resultado da segunda edição do Sisu 2023

A matrícula dos selecionados deverá ser feita entre 29 de junho e 4 de julho no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior do Sisu. (Foto:© Geraldo Magela/Agência Senado).

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta terça-feira (27), em Brasília, o resultado da chamada regular da segunda edição de 2023 do Sistema de Seleção Unificado (Sisu). A matrícula dos selecionados deverá ser feita entre 29 de junho e 4 de julho no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior do Sisu.

A partir de hoje, começa o prazo para que os candidatos não selecionados na chamada regular manifestem interesse em participar da lista de espera. Os interessados têm até as 23h59 do dia 4 de julho (horário de Brasília), para fazê-lo, também por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior – Sisu.

“O candidato poderá manifestar interesse na lista de espera em apenas um dos cursos para o qual optou por concorrer em sua inscrição no Sisu. A convocação por meio da lista de espera será a partir de 10 de julho”, informou o MEC.

As informações sobre as convocações da lista de espera serão disponibilizadas pela instituição na qual o estudante se inscreveu; e as convocações serão gerenciadas e realizadas pela própria instituição, de acordo com seu planejamento.

“As informações devem estar em edital da instituição de educação superior e no site da instituição”, explica o MEC.

A segunda edição de 2023 do SISU disponibilizará 51.277 vagas em 1.666 cursos de graduação, de 65 instituições de educação superior. Segundo o ministério, o certame contabiliza 305.797 inscritos e 578.781 inscrições em cursos ofertados. A diferença se deve ao fato de ser possível, aos candidatos, escolherem até duas opções de cursos.

O Sisu reúne, em um sistema eletrônico gerido pelo MEC, as vagas ofertadas por instituições públicas de ensino superior de todo o Brasil. A maioria delas, oferecida por instituições federais (universidades e institutos).

O sistema executa a seleção dos estudantes com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A inscrição é gratuita e feita exclusivamente pela internet, por meio dos serviços digitais do governo federal (gov.br).

“Até o limite da oferta das vagas, por curso e modalidade de concorrência, de acordo com as escolhas dos candidatos inscritos, eles são selecionados por ordem de maior classificação, em cada uma das duas edições anuais do Sisu”, explicou o MEC.

 

Fonte:  Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/06/2023/17:50:31

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‘Eu tenho a bala de prata, mas não vou revelar’, diz Jair Bolsonaro sobre eleições 2026

Eu não vou me desesperar. Com um julgamento justo, serei absolvido por unanimidade e seguirei elegível”, declarou o ex-presidente Jair Bolsonaro durante entrevista. (Marcos Correa / PR)

Em entrevista à Folha de São Paulo, ex-presidente comentou sobre a possibilidade de ficar inelegível e quem seriam os possíveis candidatos da direita

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) falou, em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, sobre o risco de ficar inelegível para as eleições 2026 e os possíveis candidatos da direita que apoiaria. “Eu tenho a bala de prata, mas não vou te dizer, para você não ficar perturbando, no bom sentido. Eu tenho a bala de prata, mas não vou revelar”, declarou.

Nesa terça-feira (27), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma o julgamento da ação que pede a inelegibilidade pelo período de 8 anos de Bolsonaro e do candidato a vice-presidente nas eleições 2022, Walter Braga Netto, por abuso político e uso indevido dos meios de comunicação, em razão de declarações sobre a segurança das urnas e do processo eleitoral, durante uma reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada, em julho de 2022.

“A tendência, o que todo o mundo diz, é que eu vou me tornar inelegível”, disse, sobre o processo. “Eu não vou me desesperar. O que que eu posso fazer?”, completou.

Possíveis candidatos

Bolsonaro foi questionado sobre a possível candidatura da ex-primeira-dama Michelle à Presidência. “Se ela quiser, ela pode sair candidata. Mas o que eu converso com a Michelle é que ela não tem experiência. Para ser prefeito de cidade pequena já não é fácil. Lidar com 594 parlamentares (entre deputados e senadores) não é fácil também. Eu acredito que ela não tem experiência para isso. Mas é excelente cabo eleitoral”, declarou.

Já o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, Bolsonaro classificou como “um excelente gestor” e não descarta apoio caso ele seja o candidato. “Teria que conversar com ele”, disse.

O ex-presidente não quis apontar outros nomes para concorrer ao cargo mais alto do Executivo, caso se torne inelegível. “Não, isso, não. Por enquanto… Eu tenho a bala de prata, mas não vou te dizer, para você não ficar perturbando, no bom sentido. Eu tenho a bala de prata, mas não vou revelar”, disse. “O que nós plantamos ao longo de quatro anos não foi blábláblá. Eu fui para o meio da massa, bafo na cara, arriscando levar um tiro, uma facada. A gente trouxe o pessoal para acreditar no seu país”, continuou.

Fonte: O Liberal  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/06/2023/15:40:57

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Governo anuncia o Plano Safra com R$ 364,2 bi para área rural

(Foto:Reprodução) – O governo federal anunciou nesta terça-feira (27) que o Plano Safra 2023/2024 totalizará R$ 364,22 bilhões para apoiar médios e grandes produtores agropecuários do Brasil.

Os valores são destinados para o crédito rural para produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais.

As taxas de juros para custeio e comercialização serão de 8% ao ano para os produtores enquadrados no Pronamp e de 12% ao ano para os demais. Em relação a investimentos, variam entre 7% e 12,5%.

Segundo o governo, o valor reflete um aumento de cerca de 27% em relação ao financiamento anterior.

É aguardado ainda um anúncio por parte do Ministério do Desenvolvimento Agrário de um Plano Safra voltado à agricultura familiar — que se somará ao anúncio de hoje em apoio ao setor.
Sustentabilidade

A versão deste ano do Safra empresarial busca também incentivar sistemas de produção ambientalmente sustentáveis.

Serão premiados os produtores rurais que já estão com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) analisado e também aqueles produtores rurais que adotam práticas agropecuárias consideradas mais sustentáveis.

A redução será de 0,5 ponto percentual na taxa de juros de custeio para os produtores que possuírem o CAR analisado, em uma das seguintes condições: em Programa de Regularização Ambiental (PRA); sem passivo ambiental; passível de emissão de cota de reserva ambiental.

A redução será de 0,5 ponto percentual na taxa de juros de custeio para os produtores que adotarem práticas consideradas mais sustentáveis, como: produção orgânica ou agroecológica, bioinsumos, tratamento de dejetos na suinocultura, pó de rocha e calcário, energia renovável na avicultura, rebanho bovino rastreado e certificação de sustentabilidade.

Essas reduções na taxa de juros de custeio poderão ocorrer de forma independente ou cumulativa. Ou seja, caso o produtor preencha os dois requisitos, ele poderá ter uma redução de até 1 ponto percentual na sua taxa de juros de custeio.

Fonte: CNN e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/06/2023/14:35:12

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Bradesco abre processo seletivo para 18 estados; há vagas no Pará

(Foto:Reprodução) – O Bradesco está com inscrições abertas para o seu novo processo seletivo, com vagas para 18 estados do Brasil, para atuar na área de Atacado dentro da empresa. Interessados podem realizar suas inscrições até o dia 12 de julho.

O novo programa de estágio do Bradesco está oferecendo a oportunidade de estudantes em participarem e entrarem no mercado de trabalho, com a experiência e compromisso na formação e desenvolvimento de novos talentos.

Os estagiários irão atuar na área de Atacado, onde vão participar de um dos maiores e mais completos sistemas financeiros do país, com grandes investidores. Os estudantes ainda vão ter a oportunidade de aprender com os experientes profissionais da área, com acesso as principais tecnologias envolvidas no mercado.

Além disso, ao longo do programa vão participar de uma trilha de desenvolvimento, especialmente feita pela universidade do Bradesco, a Unibrad. O objetivo é aumentar e melhorar os conhecimentos e habilidades comportamentais e técnicos dos estudantes escolhidos para participar do programa.

Os talentos escolhidos vão trabalhar especificamente nas áreas de Atacado IPC, Corporate, Corporate One, Large Corporate, Global Private Bank, Private Equity, Investiment Banking, Global Markets, Investimentos, Internacional e Câmbio, Multis e Institucional, Tesouraria, Pesquisas e Estudos Econômicos.

O estágio do Bradesco vai funcionar nos modelos de trabalho presencial e híbrido, com vagas para as áreas de:

Alagoas – Maceió;
Bahia – Salvador, Vitória da Conquista;
Ceará – Fortaleza;
Distrito Federal – Brasília;
Espírito Santo – Cachoeiro de Itapemirim, Colatina;
Goiás – Goiânia;
Minas Gerais– Belo Horizonte, Pouso Alegre, Uba;
Mato Grosso do Sul – Campo Grande, Dourados;
Mato Grosso – Cuiabá, Tangará da Serra;
Pará – Marabá;
Paraíba – João Pessoa;
Pernambuco – Recife;
Paraná – Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá;
Rio de Janeiro – Petrópolis, Rio de Janeiro;
Rio Grande do Sul – Caxias do Sul, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Porto Alegre;
Santa Catarina – Blumenau, Chapecó, Florianópolis, Joinville;
Sergipe – Aracaju
São Paulo – Araraquara, Campinas, Franca, Jundiaí, Marília, Osasco, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São Paulo, Sorocaba.

Para poder participar do programa de estágio Bradesco, é preciso ser estudante do ensino superior (bacharelado, licenciatura ou tecnólogo) a partir do 2º semestre de graduação ou 1º semestre de pedagogia, ou 1º semestre de tecnólogo. Também precisa ter a disponibilidade para trabalhar com uma jornada de 20, 25 ou 30 horas semanais por no máximo dois anos.

 

Fonte: JC Concursos e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/06/2023/09:34:39

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Colégio em Cambé no Paraná homenageia vítimas de ataque com jardim de flores

Local onde os estudantes foram baleados virou um canteiro de flores em homenagem a eles. (Foto: Divulgação).

Instituição retorna às atividades com reforço na segurança e suporte psicológico para alunos

O Colégio Estadual Professora Helena Kolody, localizado em Cambé, na RML prestou uma homenagem póstuma aos estudantes Karoline Verri e Luan Augusto, ambos vítimas de um ataque violento ocorrido na instituição. O local onde os alunos foram baleados recebeu um jardim de flores, substituindo a antiga mesa de tênis de mesa de concreto que ali se encontrava.

Karoline, de 17 anos, e Luan, de 16 anos, eram namorados há cerca de um ano. Ambos foram baleados na cabeça durante o ataque; Karoline morreu no local, enquanto Luan recebeu socorro médico, mas veio a falecer no hospital.
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Segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seed), o canteiro em memória ao casal foi preenchido com flores de begônias e ixora, e uma árvore manacá-da-serra foi plantada ao centro.

A instituição de ensino passou por reformas após o incidente, incluindo a repintura do colégio, e retomou suas atividades nesta segunda-feira (26), uma semana após o ataque.

Retorno às aulas e reforço na segurança

Na volta às aulas, a segurança do colégio foi reforçada com a presença de policiais militares na entrada, além de seguranças terceirizados contratados pela instituição, como informou o diretor Paulo Dante.

O atendimento presencial externo, no entanto, permanecerá suspenso nos primeiros dias, com todas as demandas sendo atendidas por telefone ou e-mail, sem previsão para o retorno dos atendimentos presenciais.

O foco nos primeiros dias será prestar suporte psicológico aos alunos, concentrando a entrada dos estudantes em um único portão. “Nós estaremos monitorando o retorno. Para que nós saibamos identificar a necessidade de cada estudante frente a esse acompanhamento psicológico”, disse Dante.
O assassino e os suspeitos

O autor do ataque, um ex-aluno do colégio, foi preso, mas posteriormente encontrado morto na Casa de Custódia de Londrina. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Desde o incidente, outras três pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no crime, incluindo um adolescente de 13 anos que foi ouvido e liberado.
O ataque

O criminoso adentrou o colégio na manhã do dia 19, sob o pretexto de solicitar documentos. Com ele, a polícia encontrou um caderno contendo anotações sobre ataques em escolas, incluindo o famoso ataque em Suzano, São Paulo, além de uma machadinha e carregadores de revólver.

Ele efetuou pelo menos 16 disparos, um deles no corredor da escola, e outros no local onde as vítimas participavam de uma aula de Educação Física. A investigação do caso prossegue.

 

Fonte:Derick Fernandes Jornalista e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/06/2023/08:55:47

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Homem ateia fogo em Kombi de churros em Cuiabá no MT

Veja o vídeo – Homem ateia fogo em Kombi de churros em Cuiabá (MT) –  (Foto: Reprodução)

Câmeras de segurança registraram o momento em que um homem coloca fogo na Kombi da empresa “Churros da Ua” na manhã desta segunda-feira (26), no bairro Jardim Imperial, em Cuiabá. Parte da frente do veículo foi danificado pelas chamas.

Nas imagens é possível ver o momento em que o criminoso se aproxima do veículo, que estava parado na avenida, joga um líquido pela janela e ateia o fogo, que chega voltar contra ele. Após provocar o incêndio o homem foge andando.

O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado às 08h55 e ao chegar no local populares já estavam tentando controlar o incêndio, logo os agentes os afastaram e iniciaram o combate as chamas que logo foram controladas e extintas.

O incêndio danificou a parte da frente do veículo e apesar dos danos não houve feridos.

O , em contato com a Claúdia uma das proprietárias da Kombi que disse que até o momento não se sabe a identidade do autor, mas que o caso já está sendo investigado pela polícia.

Veja o vídeo:

https://twitter.com/i/status/1673645811111010304

 

Fonte: e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/06/2023/06:25:27

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Capitão da Marinha do Brasil anuncia implantação de unidade em Alta Floresta no MT

A Marinha do Brasil deve aumentar o número de brigadistas treinados e com equipamentos para prevenção e combate aos incêndios no pantanal. A medida leva em consideração a extensão do bioma (que abrange Mato Grosso do Sul e Mato Grosso) além do início do período da seca.

O anúncio foi feito na sexta-feira (23.06) pelo novo comandante do 6º Distrito Naval, almirante Iunis Távora Said, em reunião com o senador Wellington Fagundes. Segundo ele, hoje a Marinha tem 280 brigadistas treinados e 100 devidamente equipados para entrar em ação imediatamente. Sediado em Ladário (MS), o 6º Distrito Naval também conta com equipamentos de detecção de focos de calor em todo o pantanal e prepara uma embarcação com capacidade para atuar no combate aos incêndios em matas às margens dos rios.

“Estamos ampliando a nossa estrutura para melhor atender ambos os estados. Não só o pantanal, mas todos os biomas”, disse o comandante.

O capitão de Fragata Jorge Henrique Correia de Sá, capitão dos Portos de Mato Grosso, também anunciou a implantação de unidades da Marinha em Alta Floresta além da destinação, para Cáceres, de uma embarcação doada pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) que vai funcionar como agência escola flutuante e que vai atender a todo o Estado.

Ao senador, o capitão apresentou projeto para a criação de um novo corredor de transportes pelos rios Arinos, Juruena e Tapajós, viabilizando o escoamento de grãos da região Noroeste de Mato Grosso em direção ao porto de Miritituba, no Pará. Correia de Sá reforça o papel das hidrovias como alternativa de transporte, incluindo a que está em fase de implantação no rio Paraguai.

O senador comemorou a decisão da Marinha em aumentar sua participação em Mato Grosso e se colocou à disposição para viabilizar recursos e programas que possam contribuir para maiores resultados para a população.

Ele lembrou do papel fundamental da Marinha no combate aos incêndios registrados em 2020 no pantanal, quando 4 milhões de hectares foram consumidos pelo fogo. “É bom saber que a experiência valeu e que hoje estamos mais preparados para evitar que uma nova tragédia aconteça.

Participaram da reunião o chefe do Estado Maior, capitão de Mar e Guerra Anderson Veras Marques, o capitão de Fragata Milton Augusto Pereira de Souza e o capitão tenente Josenilton Aguilera de Oliveira Costa Filho.

Fonte: e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/06/2023/06:25:27

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STF tem maioria para autorizar delação premiada em ações de improbidade administrativa

Eles apenas registram os votos na plataforma online. A votação fica aberta até a próxima sexta-feira, dia 30 – (Foto:Reprodução).

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem maioria para autorizar o uso de delações premiadas em ações de improbidade administrativa. O julgamento está em curso no plenário virtual. Nessa modalidade, não há debate ou reunião entre os ministros. Eles apenas registram os votos na plataforma online. A votação fica aberta até a próxima sexta-feira, dia 30.

As colaborações premiadas foram concebidas como um instituto de natureza penal. O instrumento permite que pessoas confessem a participação em crimes e entreguem pistas para ajudar os órgãos de investigação, em troca de uma redução na pena.

É a terceira vez que o julgamento é retomado. A votação já havia sido suspensa em duas ocasiões, por pedidos de vista (mais tempo para análise).

Até o momento, os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Edson Fachin, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia votaram para validar as delações nas ações de improbidade.

O caminho para celebrar os acordos é semelhante ao das ações penais: o Ministério Público negocia os termos e o juiz responsável recebe cópias das declarações do colaborador e da investigação para decidir se homologa ou não a delação. Isso após ouvir sigilosamente o delator, acompanhado do advogado, para afastar qualquer suspeita de coação.

Assim como na esfera penal, as ações de improbidade não poderão ser abertas apenas com base na palavra do delator. O Ministério Público precisará encontrar provas que corroborem as informações recebidas.

Outro ponto importante é que o ressarcimento total do prejuízo causado aos cofres públicos pelos atos de improbidade não é negociável no acordo. A negociação pode envolver apenas as condições para a indenização.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, argumentou que os atos de improbidade administrativa envolvem um “desvio de conduta” dos agentes públicos para obter vantagens indevidas ou causar prejuízo erário e que a delação pode ser um “valioso instrumento” para viabilizar a punição em nome do interesse público e do combate à corrupção.

“Em respeito à finalidade de garantir a eficácia no combate à improbidade administrativa, a LIA (Lei de Improbidade Administrativa) deve ser interpretada no contexto da evolução do microssistema legal de proteção ao patrimônio público e de combate à corrupção e com absoluta observância ao princípio constitucional da eficiência”, defendeu.

O ministro Edson Fachin, responsável pelas ações da Operação Lava Jato no STF, acompanhou o colega. Ele defendeu que os acordos podem ser usados desde que os direitos fundamentais do colaborador sejam “protegidos”.

“O ordenamento, desde 2019, contém autorização expressa para celebração de acordo de não persecução na esfera cível em ações de improbidade, inexistindo óbice legal”, pontuou.

O STF já havia autorizado o compartilhamento de acordos de colaboração e leniência com inquéritos civis sobre atos de improbidade administrativa. A diferença é que o processo em julgamento tem repercussão geral reconhecida, ou seja, a decisão precisará ser seguida por todas as instâncias do Judiciário.

“Entre nós, portanto, há certo consenso quanto à possibilidade de compartilhamento de provas obtidas em instrumentos negociais, desde que o pedido se mostre adequadamente justificado e sejam observados os direitos e garantias do investigado”, escreveu Gilmar Mendes.

O decano do STF sugeriu também que os Tribunais de Contas participem dos acordos, em uma fase de revisão, para verificar se o valor de ressarcimento arbitrado é adequado e evitar questionamentos.

“Afinal, o maior fator de desalinhamento desse regime – e que mais impacta a controvérsia debatida nos autos – refere-se justamente à ausência de parâmetros claros e objetivos para o cálculo de reparação e ressarcimento de danos nos acordos de leniência e de colaboração premiada”, afirmou.

 

Fonte:Estadao Conteudo e Por: Jornal Folha do Progresso em 26/06/2023/17:59:44

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Reajustes das mensalidades podem deixar estudantes de fora das faculdades

(Foto:Reprodução) – Os recentes reajustes das mensalidades do ensino superior podem deixar vários estudantes de fora da faculdade, por não terem condições de pagar, de acordo com estudo feito pela Quero Educação.

O levantamento mostra que enquanto os futuros alunos buscam mensalidades de cerca de R$ 500, a média cobrada pelas instituições é R$ 722. Isso faz com que 68% daqueles que estão em busca de uma formação superior não encontrem opções viáveis.

O levantamento foi realizado a partir das buscas feitas na plataforma Quero Bolsa, um dos braços da Quero Educação. Pela plataforma, estudantes podem obter bolsas de estudos de 5% a 80% de desconto em instituições privadas. Hoje, as bolsas ofertadas cobrem, de acordo com a Quero, 10% das matrículas nas faculdades. Mais de 1,3 mil instituições ofertam bolsas de estudo pela plataforma.

Segundo a Quero Educação, no início deste ano as maiores instituições do mercado praticavam, na plataforma, um preço médio nas mensalidades de R$ 530, enquanto os alunos buscavam cursos com preço médio de R$ 526. Ao longo do ano, em meio à queda no poder de compra, os estudantes passaram a buscar graduações presenciais com um preço médio de R$ 495, enquanto o valor médio das mensalidades ofertadas na plataforma foi elevado para R$ 722, representando um aumento de 45% em relação a faixa buscada pelos alunos.

Se antes as instituições atendiam a 63% dos estudantes que buscavam vagas, agora essa porcentagem caiu para 32%. “Não houve aumento do poder de compra dos alunos, eles não podem pagar esse preço. É isso que a gente vem alertando. Está ficando muita gente de fora. E o fato é que as instituições não vão conseguir encher as suas salas”, alerta o diretor da Quero Educação, Marcelo Lima.

Para Lima os descontos nas mensalidades e as bolsas de estudos são mais vantajosas que os financiamentos, pois podem garantir a formação dos alunos sem que eles fiquem endividados quando deixam a universidade. “É uma grande oportunidade para as faculdades que quiserem trabalhar nesse mercado num preço mais acessível para os alunos. É uma oportunidade para elas encherem suas salas, porque é muito melhor ter uma sala cheia de alunos pagando R$ 500 do que ter uma sala pela metade, conseguindo captar aqueles alunos que estão dispostos a pagar R$ 720”.

Reajustes necessários

Entidades representativas do ensino superior reconhecem a dificuldade dos estudantes em pagar as mensalidades, mas ressaltam que os reajustes são necessários, uma vez que muitas das instituições, durante a pandemia, não aumentaram as mensalidades. “O preço é formado com base no custo. Houve, pela inflação, aumento real de custos nas universidades, aumento de luz, aluguel, correção de salários”, argumenta o diretor presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Celso Niskier. De acordo com ele, cerca da metade das vagas ofertadas pelas instituições não são preenchidas.

Segundo o diretor executivo do Semesp, que também representa as mantenedoras de ensino superior do Brasil, Rodrigo Capelato, cerca de 30% a 35% dos estudantes têm atualmente algum desconto ou bolsa. “Em 2023, houve pequena recuperação do setor, mas sempre com muito desconto, precisando ajustar valores porque o poder aquisitivo ainda está muito baixo e as famílias estão muito endividadas”, disse.

Capelato ressalta que não é possível oferecer descontos a todos os estudantes. “O valor médio das mensalidades é R$ 800 a R$ 1,5 mil. Senão, não pagamos os custos, principalmente no ensino presencial”.

Ambos defendem o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) como forma de manter os alunos e garantir a formação, já que mesmo com bolsas, eles não têm condições de pagar até o final do curso. Atualmente, o setor privado concentra 77% das matrículas do ensino superior brasileiro, de acordo com o último Censo da Educação Superior. “A gente precisa de uma forma de ingressar via setor privado, senão não consegue dar cobertura. E a melhor forma é ampliar o financiamento estudantil”, defende Capelato.

“As pessoas que buscam ensino superior carecem de financiamento estudantil, um novo Fies até para retomar o caráter social que defendemos, como era da origem. No Brasil, se não tiver financiamento com esse caráter, vai ter mais gente precisando fazer curso superior e não conseguindo”, defende Niskier.

Qualidade

Para os estudantes, é importante que o ensino ofertado seja de qualidade, o que muitas vezes não tem ocorrido, de acordo com a coordenadora de Comunicação da União Nacional dos Estudantes (Une), Manuella Silva.

“A gente precisa, nesse momento, para além de garantir que estudantes tenham acesso ao ensino superior, garantir a qualidade do ensino superior. O que nós vemos é o lucro acima da qualidade”, disse.

Segundo Manuella, a UNE recebe reclamações de estudantes que acabam tendo aulas gravadas há muitos anos, já desatualizadas, que não tem laboratórios para práticas, entre outras reclamações.

Sobre os reajustes, a estudante ressalta que os aumentos estão recaindo não apenas para os estudantes que estão ingressando na universidade, mas para aqueles que já estão matriculados e que acabam não tendo condições para se manter estudando.

De acordo com Manuella, a UNE defende, além de um Fies que consiga assegurar que os estudantes concluam os cursos, uma garantia de emprego, para que possam, assim que formados, quitar suas dívidas com o programa.

“A gente defende o Fies, mas defende que ele consiga garantir o pleno emprego, para que os estudantes consigam ter acesso ao mercado de trabalho. O Fies é importante para garantir entrada na universidade, mas que seja um Fies que os estudantes consigam entrar, permanecer e concluir um curso com qualidade, que não o deixem pela metade”, defende.

Fies

Atualmente, o Fies está sendo discutido em um grupo de trabalho criado pelo Ministério da Educação. As discussões, em tese, terminam em setembro. A Portaria 390, que oficializou o grupo de trabalho, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 8 de março, com a finalidade de promover estudos técnicos relacionados ao Fundo, como diagnósticos sobre a situação atual do Fies, a reavaliação do limite de financiamento e a desburocratização do programa.

Criado em 1999, o Fies oferece financiamento a estudantes de baixa renda em instituições particulares de ensino a condições mais favoráveis que as de mercado. O programa, que chegou a firmar, em 2014, mais de 732 mil contratos, sofreu, desde 2015, uma série de mudanças e enxugamentos. Em 2019, foram cerca de 67 mil ingressantes no ensino superior pelo Fies.

Um dos principais motivos para as mudanças nas regras do Fies, de acordo com gestões anteriores do Ministério da Educação, foi a alta inadimplência, ou seja, estudantes que contratam o financiamento e não quitam as dívidas após formados. O percentual de inadimplência registrado pelo programa chegou a atingir mais de 40%, de acordo com dados do ministério, de 2018.
Fonte:Agência Brasil e Por: Jornal Folha do Progresso em 26/06/2023/17:53:33

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