Caixa processa Pedro Guimarães por forçar funcionário a comer pimenta e chamá-lo de ‘bambi’

Adriano Machado/Reuters – O episódio ocorreu em 2020 em um evento do programa Caixa Mais Brasil no Amazonas

(FOLHAPRESS) – A Caixa Econômica Federal entrou com uma nova ação contra Pedro Guimarães para cobrar a indenização paga pelo banco a um empregado que foi coagido pelo ex-presidente a comer pimenta, e ouviu comentários homofóbicos.

Em primeira instância, o banco havia sido condenado pela Justiça do Trabalho no ano passado a indenizar o funcionário em R$ 20 mil por danos morais. O episódio ocorreu em 2020 em um evento do programa Caixa Mais Brasil no Amazonas.

A denúncia narra que o executivo colocou pimenta no prato de funcionários durante um jantar e obrigou o grupo a comer. Para tentar disfarçar o gosto e conseguir terminar a refeição, um dos empregados pingou algumas gotas de limão sobre a porção. O então presidente do banco chamou o homem de “são-paulino” e “bambi”, termo homofóbico usado de forma pejorativa para se referir a torcedores do São Paulo.

A decisão da Caixa de acionar Guimarães pelo caso foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pela Folha.

Segundo o relato de testemunhas ao MPT (Ministério Público do Trabalho), era comum que Guimarães obrigasse os funcionários a comerem pimenta. Uma denúncia anônima foi registrada internamente em julho do ano passado, na qual uma mulher narra que o executivo colocou comida no prato dela e comeu.

“Muitos depoimentos revelam que o ex-presidente fazia brincadeiras constrangedoras aos funcionários, como jogar as pessoas no rio (a TESTEMUNHA 24 disse que um funcionário se afogou numa destas brincadeiras), colocar pimenta na comida das pessoas”, diz trecho da investigação feita pelo MPT.

“A TESTEMUNHA 24 disse que já presenciou as meninas ficarem várias vezes o dia inteiro sem comer por conta da pimenta que o ex-presidente colocava na comida delas nas viagens e a TESTEMUNHA 26 viu o ex-presidente colocando comida no prato de uma funcionária.”

Sob o comando de Rita Serrano, a Caixa tem cobrado Guimarães por meio da Justiça pelos prejuízos causados pelo ex-presidente. Em outra ação, a empresa também pede a devolução de seis aparelhos de celular modelo iPhone ou o pagamento de R$ 45 mil.

A defesa do executivo foi procurada pela reportagem, mas não respondeu até a publicação deste texto. O advogado José Luis Oliveira Lima tem classificado as ações judiciais como “jogadas políticas” da atual direção do banco, para atacar sua “excelente gestão”.

A Caixa afirmou em nota que também vai ajuizar uma ação de improbidade administrativa pela atuação irregular em conselhos de empresas públicas ou privadas nas quais o banco tinha a prerrogativa de fazer a indicação. A Lei das Estatais limita a participação a dois conselhos, mas Guimarães atuava em 21.

“A Caixa esclarece que ingressou com pedido junto à Justiça Federal para ser admitida como assistente de acusação do Ministério Público na ação criminal ajuizada contra o ex-dirigente. O banco também ajuizou ação de ressarcimento dos valores a que foi condenada a pagar na Justiça do Trabalho por assédio moral praticado contra empregado”, disse o banco.

“Será ajuizada ainda ação de improbidade administrativa por conta de atuação irregular em conselhos de empresas nas quais o banco tinha a prerrogativa de fazer a indicação.”

Guimarães comandou a Caixa durante boa parte da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e só foi exonerado depois que denúncias de assédio sexual e moral vieram a público. O executivo é réu por assédio sexual e importunação sexual. O caso está sob sigilo.

Em nota, a empresa afirma que, além das medidas judiciais e correcionais, reforçou e implementou ações de combate às práticas de assédio sexual e moral. Uma das medidas elencadas é a vinculação da Corregedoria ao Conselho de Administração, e a recriação da vice-presidência de Pessoas.

“No último ano, foram penalizados, após processo disciplinar instaurado para apurar condutas relacionadas a assédio moral e/ou sexual, 34 empregados, dos quais 18 tiveram o contrato de trabalho rescindido, 7 foram suspensos, 6 foram advertidos e 3 foram excluídos e/ou isentados”, diz.

“Outra ação importante foi a implementação de política específica de prevenção e combate ao assédio moral e sexual e à discriminação, além de ações de aculturamento sobre o tema (como palestras, rodas de diálogo, certificações obrigatórias, criação de página com conteúdo informativo, dentre outros) para empregados e dirigentes”, completa.

Fonte: Folhapress e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 30/06/2023/15:26:40

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PF gastou até aqui R$ 9,8 milhões em diárias e passagens com segurança de Lula

A corporação tem essa atribuição desde 1º de janeiro, quando foi criada a Sesp (Secretaria Extraordinária de Segurança Imediata), mas perdeu a coordenação da segurança para o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) (Foto:© Getty).

A Polícia Federal já gastou cerca de R$ 9,8 milhões em diárias e passagens de integrantes da segurança presidencial e de seus familiares.

A corporação tem essa atribuição desde 1º de janeiro, quando foi criada a Sesp (Secretaria Extraordinária de Segurança Imediata), mas perdeu a coordenação da segurança para o GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

Nesta quarta (28), o presidente Lula (PT) bateu o martelo e encerrou a disputa reconduzindo a chefia da segurança ao GSI. A decisão é uma derrota do ministro Flávio Dino (Justiça) e de Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, que tentavam manter a corporação no comando da segurança pessoal do presidente.

A decisão foi tomada em reunião com os ministros Rui Costa (Casa Civil), Marcos Antonio Amaro (GSI) e Dino dois dias antes do prazo final do decreto que criou a Sesp.

Segundo o governo, embora a coordenação fique com o GSI, o sistema será híbrido, com a participação de militares e policiais federais.

Ainda não está claro o nível de participação da PF a partir de julho, uma vez que não foi publicado nenhum ato normativo ou nomeação.

Atrelada ao gabinete presidencial, a Sesp se ocupava apenas da segurança imediata do chefe do Executivo, do vice Geraldo Alckmin e de seus familiares. Os outros dois círculos de proteção, a aproximada e afastada, continuam a cargo do GSI.

A imediata é a segurança pessoal. Na aproximada, militares atuam próximos ao mandatário em eventos e viagens, além de estabelecer parâmetros para emergências. Já a afastada é composta pelos responsáveis por varreduras e vigilância ostensiva em locais de eventos, com auxílio de outras forças de segurança.

Como foi criada de forma extraordinária, não havia previsão no orçamento para a Sesp e os gastos com diárias dos policiais e passagens eram custeados pela PF.

À reportagem a corporação informou que foram gastos com diárias R$ 5,6 milhões de 1º de janeiro a 30 de abril. Já nos meses de maio e junho, há apenas uma estimativa de execução de R$ 3,6 milhões. Além disso, foram pagos aproximadamente R$ 540 mil em passagens aéreas neste período.

Os policiais que realizam a segurança imediata do presidente recebem diárias por serem de outras unidades, fora da capital, ou, no caso daqueles lotados em Brasília, para viagens a outros locais do país.

Atualmente, o efetivo da Sesp é de 250 a 300 pessoas, entre integrantes da PF e da Força Nacional.

Conforme a PF, foi solicitada à instituição da Secretaria de Segurança e Coordenação Presidencial do GSI uma transferência de R$ 5 milhões como forma de compensação pelos custos da Sesp.

O GSI disse que a pasta cancelou atividades previstas no seu planejamento para poder repassar esses recursos e que eles foram liberados em 5 de junho, mas ainda aguardam processamento na Secretaria de Orçamento Federal.

A PF também solicitou desde fevereiro carros blindados da Presidência, mas não houve autorização, o que levou ao aluguel de veículos.

O GSI confirmou não ter cedido as viaturas por haver uma “extensa negociação sobre responsabilidades civis, administrativas, criminais e orçamentárias” que só foi concluída quando faltava pouco mais de um mês para o fim do prazo do decreto que criava a Sesp.

“Chegou-se à conclusão que não seria mais oportuna a transferência patrimonial que, quando estivesse concluída, poderia ter que ser imediatamente revertida”, disse o ministério.

O alto escalão da PF defendia a manutenção do comando da segurança presidencial sob o argumento, entre outros, que o país ainda vive sob a sombra dos ataques golpistas de 8 de janeiro.

A corporação fez um planejamento e o apresentou à equipe do presidente há alguns meses, afirmando que o custo da secretaria com gastos de pessoal seria reduzido para menos de R$ 5 milhões ao ano, uma vez que os agentes seriam definitivamente transferidos.

Segundo a PF, não houve compra de nenhum equipamento, item de segurança ou aquisição e contratação de bens para a realização da segurança presidencial, desde que a corporação assumiu o posto.

A Sesp foi criada no primeiro dia do mandato de Lula, por desconfiança que pairava sob o GSI, até então comandado pelo general Augusto Heleno, um dos mais próximos auxiliares de Jair Bolsonaro (PL).

Quando assumiu a pasta, após a crise envolvendo os atos golpistas no Planalto e a queda do então ministro Gonçalves Dias (mais conhecido como GDias), o general Marco Antônio dos Santos Amaro disse que Lula havia sinalizado que a prerrogativa voltaria para o ministério.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, corroborou a afirmação do general. Na semana seguinte, porém, Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública) afirmou que o martelo não estava batido e defendeu a permanência da PF na função.

Os que defendiam a permanência da PF argumentavam que esse é o modelo na maioria dos países ocidentais e que a atividade nas mãos das Forças Armadas representaria um resquício da ditadura. Os favoráveis ao GSI afirmavam que o ministério tem estrutura, recursos e expertise para a função que exerce há décadas.

Há ainda um componente político na escolha: Lula busca pacificar a relação do seu governo com militares. Com a demissão de GDias, integrantes do governo chegaram a defender a extinção da pasta -que em outros governos se chamava Casa Militar.

Em nome da tentativa de recomposição com a caserna, porém, Lula não extinguiu o ministério e nomeou um militar para o posto. Amaro tem o respeito de seus pares e foi indicado pelo comandante do Exército, Tomás Paiva. Na gestão Lula, o GSI perdeu a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para a Casa Civil.

Fonte: Folhapress e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 30/06/2023/14:20:10

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TSE caminha para tornar Bolsonaro inelegível por uso da Presidência para deslegitimar eleições

Dos 4 ministros que votaram até esta quinta-feira (29) no julgamento, 3 consideraram que o ex-presidente buscou se beneficiar eleitoralmente do evento, atacando bases da democracia, como a confiança no processo eleitoral (Foto:© Getty).

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) caminha para tornar Jair Bolsonaro (PL) inelegível, pelo período de oito anos, por usar seu cargo como presidente para promover uma apresentação a embaixadores com foco em deslegitimar as eleições.

Dos 4 ministros que votaram até esta quinta-feira (29) no julgamento, 3 consideraram que o ex-presidente buscou se beneficiar eleitoralmente do evento, atacando bases da democracia, como a confiança no processo eleitoral.

O único voto divergente, do ministro Raul Araújo, foi no sentido de que, apesar da conotação eleitoral da reunião, ela não teria gravidade o bastante, um dos aspectos necessários para configurar os ilícitos eleitorais dos quais Bolsonaro é acusado.

No encontro, o então presidente repetiu mentiras sobre o processo eleitoral e buscou desacreditar ministros do TSE. Além de ter sido transmitido pela TV Brasil, o evento realizado no Palácio da Alvorada foi divulgado nas redes sociais de Bolsonaro.

Faltam se manifestar outros 3 integrantes do tribunal. A sessão será retomada nesta sexta (30), a partir das 12h.

Para Luiz Carlos dos Santos Gonçalves, ex-procurador regional eleitoral em São Paulo, um aspecto interessante da ação em julgamento é que ela gira em torno de um fato incontroverso, no caso a ocorrência da reunião com embaixadores.

“A divergência é como aquilatar a gravidade desse fato”, diz ele. “A lei exige gravidade, mas não traz uma métrica para a sua consideração. O que se tem são aportes da doutrina e da jurisprudência, mas que não afastam o espaço próprio de avaliação de cada ministro.”

Em seus votos, os ministros discutiram a gravidade sob dois aspectos, o qualitativo, que se refere à reprovabilidade da conduta, e o quantitativo, que trata do alcance e repercussão sobre a eleição.

Para o ministro Raul, único a votar pela não condenação de Bolsonaro, não houve gravidade na conduta do ex-presidente.

O ministro argumenta que, embora não se possa negar o “contexto de instabilidade oriundo de discursos de conteúdo inverídico” -do qual a fala do então presidente seria exemplo significativo-, isso não teria afetado a condução do pleito pela Justiça Eleitoral.

Ele também considerou a baixa abstenção no segundo turno da eleição como demonstração de que as falas contra o sistema eleitoral não teriam tido maiores consequências. No aspecto quantitativo, ele argumenta que o fato de o discurso de Bolsonaro no encontro com embaixadores ser semelhante ao de ocasiões anteriores reduziria sua capacidade de “produzir forte e surpreendente impacto e resultados danosos”.

O ministro Floriano de Azevedo Marques, por sua vez, considerou que o discurso de Bolsonaro aos embaixadores tem gravidade qualitativa por produzir um “efeito antagônico com a função do chefe de Estado”.

“O que pode ser mais grave no agir de um chefe de Estado que, visando a objetivos eleitorais, mobilizar o aparato da República para passar internacionalmente a ideia de que as eleições brasileiras não são limpas?”, questionou.

Para ele, também o aspecto quantitativo da gravidade ficou configurado, visto a reunião foi transmitida com uso da rede pública, com cortes veiculados pelas redes sociais que seriam “reproduzidos em progressão geométrica entre os apoiadores da chapa”.

A advogada eleitoral Carla Nicolini, membro da Abradep (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político), diz que o argumento do ministro tem peso jurídico por trazer a gravidade do conteúdo da fala de Bolsonaro aos embaixadores.

Também o ministro André Ramos Tavares destacou, em seu voto, que o fato de o discurso aos embaixadores ter sido protagonizado pelo chefe do Executivo do país provaria a gravidade das falas trazidas na ação. Ela estaria estampada no uso da estrutura pública para fazer um discurso anti-institucional com fins eleitorais.

De outro lado, uma diferença entre os votos dos ministros que decidiram pela inelegibilidade é a dimensão dada a elementos exteriores ao encontro em julho do ano passado.

Floriano, por exemplo, centrou sua decisão no evento apenas. Para ele, a minuta golpista incluída na ação e outras lives ou entrevistas de Bolsonaro servem apenas marginalmente para ilustrar condutas. Ele se refere a esses elementos como “periféricos, prescindíveis, até irrelevantes” e não os explora.

Já o ministro Tavares apresentou em seu voto mais pontos de contato com a argumentação do relator da ação, o corregedor-geral eleitoral Benedito Gonçalves.

Em seu voto, Benedito cita acampamentos diante de quartéis e os 8 de janeiro e argumenta que a “banalização do golpismo” é um desdobramento grave de ataques infundados ao sistema eleitoral de votação, dizendo ainda que, para além da organização do evento, Bolsonaro é responsável pelos “efeitos pragmáticos” do teor da mensagem difundida.

Além da divergência sobre a gravidade da conduta, o ministro Raul também teve posição distinta sobre a inclusão entre as provas da minuta golpista encontrada pela Polícia Federal na casa do ex-ministro Anderson Torres.

Em seu voto, ele disse não ver conexão entre o objeto do processo e o documento, argumentando que votou anteriormente, em fevereiro, a favor da inclusão nos autos para que fosse investigada essa relação, o que não teria ficado demonstrado.

Já Floriano, apesar de não fazer uso dela em seu voto, rejeitou o argumento da defesa de que a minuta seria uma ampliação do objeto da ação apresentada pelo PDT, em agosto do ano passado.

Também Benedito refuta que tenha havido ampliação da petição inicial, questionamento que é parte da estratégia da defesa de Bolsonaro. Para ele, as demais situações apenas contextualizam o episódio.

Fonte: Folhapress e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 30/06/2023/10:50:00

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TSE tem 3 votos pela inelegibilidade de Bolsonaro; julgamento será retomado nesta sexta

Alejandro Zambrana/TSE Foto do plenário do TSE Plenário do TSE durante julgamento que pode tornar Bolsonaro inelegível

André Ramos acompanhou Benedito Gonçalves e Floriano Marques pela condenação, enquanto Raul Araújo divergiu; Cármen Lúcia, Nunes Marques e Alexandre de Moraes votam amanhã a partir das 12h

O ministro André Ramos Tavares, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou por condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelos crimes de abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação em reunião com embaixadores no ano passado, e por isso, torná-lo inelegível por oito anos.

O ministro acompanha os votos do relator, ministro Benedito Gonçalves, e do ministro Floriano de Azevedo Marques. Até agora, o único que divergiu foi o ministro Raul Araújo. Com isso, o placar no TSE está em 3 a 1 pela inelegibilidade do ex-presidente.

Ou seja, a Corte Eleitoral está a um voto de formar maioria pela perda dos direitos políticos do ex-mandatário. O julgamento será retomado na sexta-feira, 30, às 12h. Faltam os votos dos ministros Cármen Lúcia, Nunes Marques e do presidente do tribunal, Alexandre de Moraes.

Último a votar na sessão desta quinta, André Ramos Tavares citou depoimentos dos envolvidos na organização da reunião no Alvorada, como o então chefe do cerimonial, Carlos França, e o então ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, de que não houve preparo do evento a nível diplomático, como deveria ser praxe. “Ao contrário do que alegado, a exposição não teve caráter diplomático. Observa-se, isso sim, a mera roupagem diplomática, comprovada inclusive pelas condições em que ocorreu a reunião”, disse.

“A abordagem realizada com recurso ampla aos fatos inverídicos e a reverberação de seu conteúdo via TV Brasil e redes sociais do primeiro investigado [Bolsonaro] é que permitem a correta caracterização do evento, incerto como estratégia eleitoral calcada em questionamentos e ataques despidos de base racional voltados ao sistema eleitoral no interesse eleitoral dos investigados.

Houve, portanto, desvio de finalidade, caracterizando-se abuso de poder”, acrescentou. O magistrado argumentou ainda que a caracterização dos ilícitos de abuso de poder político e de uso indevido dos meios de comunicação, com a transmissão da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), tem elementos comuns. “As veiculações que na visão dos investigados refletiram mera transparência de um evento oficial e um possível dialogo institucional consubstanciam verdadeiro uso indevido dos meios de comunicação social”, disse.

 

Fonte:jovempan e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 30/06/2023/09:27:47

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Enem 2023: Pará é o sexto estado com mais inscritos no país

Os mais de 3,9 milhões de inscritos representam um aumento de 13,1%, em relação a 2022, quando foram 3.476.226. (Foto:Reprodução)

O Estado, que registrou quase 230 inscritos, perde no número de participantes no Enem 2023 apenas para o Ceará (242.964), Rio de Janeiro (282.300), Bahia (324.272), Minas Gerais (358.599) e São Paulo (590.759)

Dos 27 estados brasileiros, o Pará é o sexto com mais inscrições no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2023. O balanço, divulgado e registrado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostra que o Estado possui 229.179 estudantes inscritos a participarem do Enem 2023, perdendo apenas para o Ceará (242.964), Rio de Janeiro (282.300), Bahia (324.272), Minas Gerais (358.599) e São Paulo (590.759). O país contabiliza mais de 3,9 milhões de participantes registrados, um aumento de 13,1%, em relação a 2022, quando foram 3.476.226; e de 14,2%, em relação a 2021, que teve 3.444.171 inscritos.

Segundo os dados do Inep, mais de 1,8 milhão (48,2%) já concluíram o ensino médio. Os concluintes deste ano são 1,4 milhão (35,6%). Entre os inscritos, 620.250 (15,8%) são estudantes do 1º ou 2º ano que vão fazer o Exame como treineiro. Outros 17.443 (0,4%) também são “treineiros”, visto que não cursam nem concluíram o ensino médio.

A maior parte dos participantes tem 17 anos de idade (21,5%), seguida de perto pela faixa etária que vai de 21 a 30 (20,8%) e pelo grupo que possui 18 anos (20,8%). Os inscritos com 16 ou menos correspondem a 10,6%. Já quem tem 19 representa 10,2%. As pessoas de 31 a 59 anos são 9,4%. A faixa de 20 anos concentra 6,4% do total e os sexagenários, 0,3%.

O Instituto aplicará o Enem 2023 em 5 e 12 de novembro, nas 27 unidades da Federação. No portal do Inep é possível encontrar uma página com as principais orientações para os participantes do Enem. Há também uma seção destinada às perguntas frequentes sobre o exame. Com isso, os interessados podem conferir os questionamentos mais comuns e os respectivos esclarecimentos.

Enem – O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Enem se tornou a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (Prouni).

Instituições de ensino públicas e privadas utilizam o Enem para selecionar estudantes. Os resultados são utilizados como critério único ou complementar dos processos seletivos, além de servirem de parâmetros para acesso a auxílios governamentais, como o proporcionado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados nos processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 30/06/2023/08:40:10

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Governo Lula reservará cota para trans em concurso público

Segundo o ministério, o país tem hoje 1.933 auditores fiscais do trabalho. Com o concurso, o número chegará a cerca de 3.000
(Foto:© Shutterstock).

O governo Lula vai reservar cotas para indígenas e transexuais no próximo concurso que fará para selecionar 900 auditores fiscais do trabalho no país.

De acordo com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, 2% do total de vagas serão destinadas aos indígenas. E outros 2%, para pessoas trans.

Hoje, a lei só exige 5% de cotas para pessoas com deficiência (PcD), e 20% para negros.

Nestes dois casos, o ministério também vai inovar: o percentual de vagas reservadas para PcDs será de 6%. Já as reservas para negros vão saltar para 45%.

O salário inicial dos auditores será de R$ 21 mil. Eles serão contratados para fiscalizar a existência de irregularidades como trabalho escravo, utilização de mão de obra infantil e violações às normas de segurança no trabalho.

O governo não realiza concurso público na área desde 2013, quando vagas foram abertas pelo governo de Dilma Rousseff (PT). Ela sofreu impeachment em 2016.

“Houve um desmonte do estado no governo golpista [de Michel Temer, que substituiu Dilma] e no governo das trevas [referindo-se a Jair Bolsonaro]. Estamos reconstruindo as políticas públicas”, diz Marinho.

Segundo o ministério, o país tem hoje 1.933 auditores fiscais do trabalho. Com o concurso, o número chegará a cerca de 3.000.

 

Fonte: MÔNICA BERGAMO (FOLHAPRESS)  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 29/06/2023/16:02:10

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PRF em Sergipe publica ‘vaquinha’ via Pix para Bolsonaro nas redes; órgão alega ataque hacker

A postagem dizia que o grupo estava “junto com Bolsonaro”. (Foto:© Shutterstock).

A página da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Sergipe publicou um manifesto em apoio a uma “vaquinha” com transferência via Pix para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Instagram no começo da manhã desta quinta-feira, 29. A postagem dizia que o grupo estava “junto com Bolsonaro”. O órgão afirma ser vítima de um ataque hacker.

“A equipe decidiu colaborar com a causa do nosso ex-presidente, acreditamos que ele ainda tem sua cidadania brasileira e merece todo nosso apoio como pátria! Se você concorda, ajude-nos com pix de qualquer valor, todo dinheiro será restituído para ele!”, publicou o perfil da Superintendência estadual da PRF. O conteúdo ficou no ar na página até por volta das 9h da manhã.

A reportagem tentou identificar a quem a chave Pix redirecionava, mas ela já não mais existia. No Twitter, a PRF em Sergipe informou que tomará “providências cabíveis visando a apuração dos fatos e restauração da conta”.

O ministro da Justiça, Flávio Dino, determinou a suspensão dos perfis regionais da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal para análise de segurança. “Em face da alegada invasão de perfil regional da PRF em Sergipe, inclusive com troca da senha, estou determinando a suspensão dos perfis regionais da PF e da PRF para análise da segurança, permanecendo somente os perfis nacionais nas redes sociais”, afirmou Dino no Twitter.

“Quanto à retirada do ar da postagem criminosa, a PRF está com providências em andamento. E investigação será instaurada para apuração dos fatos”, completou.

‘Vaquinha’ para Bolsonaro

Bolsonaristas divulgam desde a noite da sexta-feira, 23, uma campanha para arrecadar dinheiro para Bolsonaro pagar multas judiciais. Eles alegam que o ex-presidente é vítima de “assédio judicial”. Os valores das doações de políticos, que publicaram comprovantes de transferência nas redes sociais, variam entre R$ 10 e R$ 1 mil. A chave Pix dessa “vaquinha” é o CPF do ex-presidente, enquanto a divulgada pelo perfil da PRF em Sergipe era aleatória.

A publicação da PRF foi feita no segundo dia do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quinta-feira, que pode tornar Bolsonaro inelegível por oito anos, caso não haja pedido de vistas. A sessão começou às 9h com o voto do ministro Raul Araújo – que divergiu do relator do caso e votou contra a inelegibilidade do ex-presidente.

O relator, Benedito Gonçalves, deu o voto inicial favorável para que o ex-presidente perca os poderes políticos por quase uma década.

Em Brasília, antes de embarcar para o Rio de Janeiro na manhã desta quinta, Bolsonaro disse ser vítima de um “julgamento político”. “É uma injustiça comigo, meu Deus do céu”, afirmou.

Fonte: Estadao Conteudo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 29/06/2023/15:57:50

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Ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli morre aos 86 anos

Ele estava hospitalizado há um mês no Hospital Madre Tereza por complicações renais e no aparelho respiratório
(Foto:© Agência Senado).

O ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli morreu nesta quinta-feira (29), em Belo Horizonte (MG), aos 86 anos. Ele estava hospitalizado há um mês no Hospital Madre Tereza por complicações renais e no aparelho respiratório, após uma intervenção cirúrgica para a implantação de uma prótese no quadril, segundo fontes próximas à família.

Natural de Bambuí (MG) e agrônomo formado em Lavras, Paolinelli foi ministro da Agricultura no governo de Ernesto Geisel, de 15 de março de 1974 a 15 de março de 1979. Anteriormente, em 1971, foi secretário de Agricultura de Minas Gerais e é considerado um dos responsáveis pela liderança no Estado na produção cafeeira. De 1987 a 1991, foi deputado constituinte por Minas Gerais. Também já foi presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), de 1987 a 1990.

O ex-ministro foi indicado ao Nobel da Paz em 2021 e 2022 pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) em virtude de seu trabalho para “tropicalização da agricultura” e pelo desenvolvimento da agricultura e pecuária no Cerrado. Paolinelli é reconhecido na agropecuária brasileira pela introdução de novas tecnologias no campo, que levaram ao aumento da produção agrícola brasileira.

Paolinelli foi um dos fundadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e trabalhou na modernização da estatal como ministro. Em 2006, ele ganhou o prêmio World Food Prize, conhecido como o Nobel da alimentação, por ter liderado o processo de implantação da agricultura tropical sustentável no Brasil.

Atualmente, Paolinelli era presidente executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), presidente do Instituto Fórum do Futuro e embaixador da Boa Vontade nos temas de Gênero e Juventude Rural do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

 

Fonte:  Estadao Conteudo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 29/06/2023/15:54:49

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Julgamento Jair Bolsonaro: entenda o julgamento e o que acontecerá hoje com o ex-presidente

Ex-presidente prestou depoimento à PF por mais de duas horas (Foto:Reprodução)

O ex-presidente é acusado de abuso de poder político, conduta vedada, desordem informacional e uso indevido dos meios de comunicação

Nesta quinta-feira (29/06), a Corte Eleitoral retomará o julgamento do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), com o voto dos demais ministros. Na terça-feira (27/06), o relator da ação, Benedito Gonçalves, já deu seu voto a favor da inelegibilidade de Jair Bolsonaro.
Veja a ordem e como votou cada ministro sobre a inelegibilidade de Jair Bolsonaro

1 – Benedito Gonçalves (relator da ação): votou a favor da ação

2 – Raul Araújo (STJ)

3 – Floriano Marques (TSE);

4-  André Ramos (TSE);

5 – Cármen Lúcia (STF);

6 – Kássio Nunes Marques (STF)

7 – Alexandre de Moraes (STF), presidente do TSE.
Do que Jair Bolsonaro é acusado?

O ex-presidente é acusado de abuso de poder político, conduta vedada, desordem informacional e uso indevido dos meios de comunicação, por este motivo, Jair Bolsonaro pode perder os direitos políticos por oito anos, logo, não poderá se candidatar a cargos políticos nas próximas eleições.
Por que Bolsonaro está sendo julgado?

A ação contra o ex-presidente já tramita no TSE desde agosto do ano passado e foi proposta pelo PDT, três dias depois do início oficial da campanha presidencial. Na época, Bolsonaro reuniu com mais de 70 embaixadores no Palácio da Alvorada, em 18 de julho de 2022, quando questionou o sistema de votação eletrônico brasileiro, que é feito por urnas eletrônicas. Na época, Bolsonaro atacou também o TSE, dizendo que o sistema eleitoral brasileiro é “completamente vulnerável”.

De acordo com o PDT, ao apresentar a ação de investigação judicial eleitoral (AIJE), “o ataque à Justiça Eleitoral e ao sistema eletrônico de votação fazem parte da sua [de Bolsonaro] estratégia de campanha eleitoral”. O general Walter Braga Netto, candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, também é réu na ação;
O que pode acontecer com Jair Bolsonaro se for condenado?

Se for condenado e perder os direitos políticos, Bolsonaro não poderá disputar as próximas três eleições. Ou seja: ele ficaria inelegível até outubro de 2030, ficando de fora dos pleitos de 2024, 2026 e 2028, mas ainda terá chance de participar do pleito de 2030.
O que Jair Bolsonaro diz para se defender?

A principal linha de defesa de Jair Bolsonaro é que a reunião com os embaixadores foi um ato de governo, não de campanha. “Não havia, dentre os presentes, qualquer ator ou player do processo eleitoral em curso! Perceba-se: o público-alvo da exposição nem sequer detinha cidadania e capacidade ativa de sufrágio”, diz ele em sua defesa.

A partir desse argumento principal, a defesa puxa outras questões técnicas, como, por exemplo, a incompetência da Justiça Eleitoral para analisar o caso.

 

Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 29/06/2023/10:09:39

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BR-163 e BR-230 recebem melhorias entre MT e Pará, nesta semana

(Foto:Via Brasil BR-163 ) – MAIS SEGURANÇA: Usuários da BR-163 e BR-230, entre MT e PA, devem redobrar a atenção, até domingo (2/7), devido aos serviços de conservação em vários trechos das duas rodovias, que estão sendo realizados pela Via Brasil BR-163. Foto: Divulgação/Via Brasil BR-163
De acordo com a concessionária Via Brasil BR-163, serviços de conservação serão realizados até domingo (2/7); sinalização está reforçada nos trechos em obras

Usuários das rodovias BR-163 e BR-230, entre Sinop (MT) e os acessos aos portos, em Miritituba (PA), devem redobrar a atenção até domingo (2/7), período em que a concessionária Via Brasil BR-163, do grupo Conasa e responsável pelo trecho, realiza obras e serviços de manutenção em pontos distintos das duas rodovias.

Segundo a concessionária, em função dos trabalhos, poderá haver lentidão no trecho em obras. Os condutores devem obedecer à sinalização e à velocidade estabelecida no local, redobrando a atenção nas proximidades das obras.

Trecho da BR-163, em Mato Grosso:

Entre Sinop e a divisa MT/PA, do km 855 ao km 1.115

Trecho da BR-163 no Pará:

• De Castelo dos Sonhos a Novo Progresso, do km 186 ao 246

• De Três Bueiros a Campo Verde, entre os km 528 e 674

Trecho da BR-230, no Pará:

• De Campo Verde a Miritituba, entre os km 1.110 e 1.127

De acordo com a concessionária, o cronograma de obras e serviços é dinâmico, ou seja, outros pontos de intervenção com ‘Pare-e-Siga’ ou desvio de tráfego podem ocorrer ao longo do dia.

Mais informações no no site da concessionária ou pelo 0800 5000 163 (ligações gratuitas, inclusive para celulares).
Importante

A Via Brasil BR-163 e a ANTT estão em campanha pela segurança nas estradas. Estamos fazendo nossa parte e cuidando para que a estrada esteja cada vez mais segura. Agora é sua vez de fazer a sua parte. Como motorista ou pedestre, juntos, salvamos vidas.

Fonte: Via Brasil BR-163 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 29/06/2023/08:36:34

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