Revolução ferroviária mais perto da realidade. Ferrogrão é uma aposta

Imagem ilustrativa (Foto:Reprodução Internet) –  Para especialistas, ampliação da malha ferroviária pode facilitar exportações para América Central, do Norte e Ásia –

O plano para ferrovias deverá ser anunciado após do lançamento do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), aguardado para a próxima sexta-feira. Fabricantes do setor estão animados com a possibilidade de novos negócios
Diante da expectativa da retomada de investimentos do governo no transporte sobre trilhos, fabricantes do setor ferroviário estão animados com a volta dos pedidos. De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, o ambiente é favorável para o novo plano nacional de ferrovias, que está sendo preparado pelo Ministério dos Transportes e deverá dobrar a participação do segmento até 2035.

“O governo pretende retomar os projetos de ferrovias e será possível ampliar participação do setor, de quase 20%, para 40% até 2035”, destaca Abate, referindo-se ao anúncio feito pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, em um evento do setor, na semana passada, em São Paulo.

O plano de ferrovias deverá ser anunciado depois do lançamento do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), aguardado para a próxima sexta-feira, dia 11, prevendo todos os movimentos, como renovações e leilões. “O Brasil tem os famosos 30 mil quilômetros de trilhos, onde 10 mil km são utilizados, outros 10 mil km subutilizados e 10 mil km totalmente ociosos”, lamenta.

Vicente Abate cita como exemplos a Ferrovia Oeste-Leste (Fiol), o projeto da Nova Ferroeste, de 1,6 mil km que liga o porto de Paranaguá (PR) ao Mato Grosso do Sul — que deverá ser leiloado pelo governo do Paraná — e a possibilidade da Ferrogrão entrar no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“Existem vários projetos em andamento e isso, para a indústria, soa como música, porque haverá necessidades de vagões, locomotivas, aparelhos e dormentes”, destaca Abate. Segundo ele, o Brasil ainda não tem demanda suficiente para a instalação de uma usina siderúrgica para a fabricação de trilhos. “Ainda falta um compromisso formal de que a malha vai crescer”, explica.

A Ferrogrão, que prevê uma linha ferroviária de Sinop-MP até Itaituba, no Pará (PA)  —, é um projeto considerado fundamental para alcançar o objetivo de avançar no transporte de trilhos na próxima década. Os 933 quilômetros de trilhos, que fazem parte do projeto, foram pensados para interligar a ferrovia com hidrovias que levam aos portos de Miritituba e de Santana, ambos no Pará, que darão acesso ao Amapá, e a partir daí, permitirão exportações com muito mais eficiência até a América Central, do Norte e a Ásia, levando a uma economia de bilhões de reais.

No entanto, como a série aponta, existem entraves ambientais, em razão da eventual redução dos limites do Parque Nacional do Jamanxim, além da passagens da malha por reservas indígenas e localidades onde estão povos tradicionais isolados, ou seja, que nunca tiveram contato com o homem branco. Estes problemas fazem o governo refletir sobre incluir a Ferrogrão no PAC e como avançar na proposta para dobrar a malha ferroviária utilizável.

Além disso, ao longo dos próximos 12 anos, existe a necessidade de manter em operação a malha atual, para completar com as novas ações. O economista Claudio Frischtak, presidente da consultoria InterB, destaca que, historicamente, o Brasil investe abaixo do necessário para preservar a infraestrutura das ferrovias. “O país precisa investir para melhorar a qualidade e quantidade de interconexões, porque a conectividade é historicamente baixa no país”, afirma. Segundo ele, mesmo com o aumento do espaço fiscal para investimentos no setor previstos na PEC da Transição, o volume ainda é “potencialmente efêmero” para uma modernização, que precisará estar baseada nos investimentos privados.
Investimentos

Conforme dados da InterB, em 2022, foi investido no setor 1,86% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura, totalizando R$ 158,4 bilhões, sendo R$ 105,6 bilhões desse total, provenientes da iniciativa privada. A média de investimentos do setor entre 2019 e 2022 respondeu por R$ 47,8 bilhões e 18% desse montante (R$ 8,6 bilhões) foram destinados ao transporte ferroviário, sendo R$ 8,1 bilhões de investimentos privados.

De acordo com a consultoria, para este ano, a previsão é de um aumento de 2,9% dos investimentos em infraestrutura, para R$ 204,6 bilhões, ou 1,94% do PIB, caso o Ministério dos Transportes “execute a integralidade do planejado”. Em transportes, a previsão de investimentos é de R$ 67,5 bilhões, dado 11% acima dos R$ 60,7 bilhões registrados em de 2022. E, desse montante, R$ 8 bilhões serão para ferrovias. “É imperativo um esforço sistemático para atrair um número maior e diversificado de investidores no país, e, dentre outras iniciativas, é essencial que o governo tenha um compromisso com um ambiente de negócios alicerçado na estabilidade macroeconômica e em uma radical redução da complexidade e dos litígios tributários”, destaca Frischtak.

Segundo Abate, a ociosidade dos fabricantes nacionais está muito elevada. “Em 2022, a indústria ferroviária de passageiros registrou 100% de ociosidade e, graças ao ganho de uma concorrência no exterior, as encomendas voltaram neste ano. Na área de cargas, a ociosidade chega a 80%, mas as empresas estão preparadas para uma retomada do setor, que viu a demanda diminuir desde 2015 e atingiu o fundo do poço em 2019”, explica.

Neste ano, a previsão da Abifer é, até o fim do ano, atingir a fabricação de 291 carros de passageiros, 1.500 vagões de carga e 31 locomotivas. “Por enquanto, existem, em carteira, encomendas de 400 vagões, podendo chegar a 600. As concessionárias tem uma frota muito grande de vagões que podem ser sucateados. E, hoje, a tecnologia está muito mais avançada, com vagões para o transporte de minério mais leves podendo carregar até 128 toneladas, enquanto os antigos levam de 100 a 110 toneladas”, destaca o presidente da entidade. “A nova fronteira é a celulose, pois a produção e a exportação estão aumentando e existem vagões especiais para o transporte dela, com cobertura de lona que é de fácil manuseio, reduzindo o peso e o aumento da carga útil”, destaca.

Além disso, de acordo com Abate, os fabricantes instalados no Brasil ainda pretendem trazer, em breve, da Europa a tecnologia das locomotivas movidas a hidrogênio verde também”, adianta. “Existem locomotivas híbridas, que estão sendo exportadas e nunca foram fabricadas e estão gerando estudos. E acreditamos que o hidrogênio verde, que já é realidade na Europa, venha para o Brasil também”, aposta.
A volta do sonhado trem bala

Há mais de 10 anos no papel, o projeto trem bala brasileiro vai ser uma realidade. Essa é a promessa de Bernardo Figueiredo, presidente da TAV Brasil, empresa criada para viabilizar a construção do trem de alta velocidade ligando São Paulo ao Rio de Janeiro, e, quem sabe, em um segundo momento, um ramal ligando a capital paulistana à Brasília.

Ex-presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da ETav, estatal criada entre 2011 e 2012 para desenvolver o projeto do trem bala que estava no segundo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), da ex-presidente Dilma Rousseff.

De acordo com Figueiredo, vários fabricantes estão interessados na retomada desse projeto, que não inclui a cidade paulista de Campinas, como no projeto anterior do governo. Agora, segundo ele, que negociou a concessão durante o governo anterior e firmou o contrato em fevereiro com a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o trem bala será 100% privado. A ideia do novo projeto, feito em parceria com coreanos, é ligar o centro das cidades de São Paulo ao centro do Rio de Janeiro em 1h30min. O valor do investimento gira em torno de R$ 50 bilhões.

O executivo conta que tem viajado ao exterior e conversado com fabricantes que conheciam o projeto anterior do trem bala. “Quando estava no governo, houve publicidade durante sete anos sobre o trem bala. E, agora, existem empresas especializadas de vários países que estão interessadas no projeto”, garante, em entrevista Figueiredo ao Correio. Sem citar os nomes das empresas, citou Espanha, França, Japão, Coréia do Sul e China. “Faz todo o sentido um trem bala ligando Rio a São Paulo, pois estamos falando de uma megalópole com mais de 40 milhões de habitantes”, defende Figueiredo. Ele espera conseguir, até 2025, a licença prévia ambiental.

De acordo com Figueiredo, o novo desenho não prevê o trem bala passando por aeroportos, “mas trafegando em paralelo à Via Dutra, como era previsto no antigo projeto”. Sem revelar onde serão as estações, ele dá pistas de que haverá interligação com a linha 6 do metrô de São Paulo, que está em construção na metrópole paulistana.

Fonte: Correio Braziliense/ Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 07/08/2023/05:25:27

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Lula sanciona ozonioterapia como tratamento complementar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que autoriza profissionais de saúde com curso superior a aplicarem a ozonioterapia como um tratamento complementar (ou seja, de forma adicional a outros tratamentos).

A sanção, assinada na sexta-feira (4), foi publicada na edição desta segunda-feira (7) do Diário Oficial da União.

A ozonioterapia se baseia na aplicação de ozônio medicinal, uma mistura gasosa que envolve duas substâncias: oxigênio e, claro, o próprio ozônio. Esse produto foi descrito ainda no século 19, a partir do trabalho de químicos alemães, e as primeiras aplicações terapêuticas foram sugeridas no início do século 20.

Lula foi pressionado por entidades médicas a vetar a lei, aprovada pelo Congresso. O CFM (Conselho Federal de Medicina) afirma que a prática não tem reconhecimento científico para o tratamento de doenças.

O Ministério da Saúde aconselhou o presidente contra a sanção da lei, apesar de a terapia fazer parte do programa integrativo do SUS (Sistema Único de Saúde) desde 2018. A pasta diz que só disponibiliza ozonioterapia em tratamentos odontológicos.

De acordo com a sanção publicada nesta segunda, a ozonioterapia só poderá ser aplicada por meio de equipamento de produção de ozônio medicinal devidamente regularizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Vídeo relacionado: Lula sanciona lei que autoriza ozonioterapia em todo o Brasil (Dailymotion)

Além disso, o profissional responsável pela aplicação deverá informar ao paciente que o procedimento possui caráter complementar.

A microbiologista Natalia Pasternak, que lançou recentemente o livro “Que Bobagem!” sobre pseudociências, afirma que a prática só passou a fazer parte do SUS por causa de um “lobby” dos praticantes. “Infelizmente, muitas práticas foram parar no programa integrativo do Ministério de Saúde como se realmente fossem capazes de curar ou prevenir doenças”.

O presidente da Aboz (Associação Brasileira de Ozonioterapia) afirmou, antes da decisão de Lula, que a aprovação da lei é uma forma de estabelecer regras para uma prática segura da terapia.

Segundo ele, nem todos os métodos de aplicação, como uretral, são defendidos pela associação. Além disso, ele concorda que o tratamento deve ser sempre complementar.

A técnica terapêutica usa a aplicação de uma mistura dos gases oxigênio e ozônio por injeção ou sonda, com o objetivo de promover ação analgésica e anti-inflamatória.

Fonte: e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 07/08/2023/11:52:52

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Pesquisa aponta rejeição de 82% de Edmilson; Governo Helder é aprovado por 59% e Lula por 42%

Na avaliação sobre o governo municipal, a maioria (58%) considera a gestão de Edmilson negativa (Foto:Carmem Helena).

Segundo o levantamento da Quaest, 58% das pessoas consideram a gestão de Edmilson negativa. Helder e Lula foram os mais bem avaliados, com 59% e 42%

A pouco mais de um ano das eleições municipais de 2024, o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (Psol), acumula avaliações negativas sobre seu governo. É o que diz a pesquisa de opinião feita pela Quaest e enviada com exclusividade ao Grupo Liberal. Segundo o levantamento, 58% das pessoas consideram a gestão de Edmilson negativa e 82% acreditam que ele não deve ser reeleito.

O mesmo levantamento mostra que o governo de Helder Barbalho é aprovado por mais de metade da população de Belém (59%). No âmbito federal, 42% dos eleitores da capital paraense consultados avaliam a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como positiva.

A pesquisa foi feita a partir de 880 entrevistas, entre os dias 21 e 27 de junho, com eleitores da capital que têm 16 anos ou mais. A margem de erro é de cerca de 3,3 pontos percentuais.

Na avaliação sobre o governo municipal, além da maioria (58%) que considera a gestão de Rodrigues negativa, outros 29% consideram o governo regular. Para 11% a gestão é positiva; 2% não sabem ou não responderam.

 Os entrevistados também foram questionados se o prefeito de Belém deve ser reeleito no próximo ano: 82% avaliam que não, 15% que sim e 3% não sabem ou não responderam.

Ainda dentro do âmbito municipal, quem mais avalia a gestão como negativa é o público masculino, grupo em que o percentual chega a 59%. As piores avaliações do governo do Psol ficam com a faixa etária de 35 a 59 anos (62%) e renda de mais de cinco salários mínimos (64%). Já quem mais considera o comando de Edmilson Rodrigues positivo são as mulheres (12%), com idade entre 16 e 34 anos (13%) e renda de até dois salários mínimos (15%).

Positivo

O estudo da Quaest contou ainda com perguntas sobre as gestões estadual e federal. Em relação ao governo do Pará, comandado por Helder Barbalho (MDB), mais da metade das avaliações é positiva: 59%. Já 30% consideram a gestão regular e 8%, negativa. Outros 2% não sabem ou não souberam responder. Os votos positivos são, principalmente, de mulheres (63%), de pessoas com idade de 60 anos ou mais (64%) e renda de até dois salários mínimos (65%). E os negativos ficam, em sua maioria, com os homens (9%), pessoas com idade entre 35 e 59 anos (9%) e com renda de mais de cinco salários mínimos (11%).

Quanto ao governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as respostas da pesquisa foram as seguintes: 42% consideram positivo; 33%, regular; e 21%, negativo; 3% não sabem ou não responderam. Novamente, as mulheres lideram as avaliações positivas, chegando a 48%, assim como pessoas de idade de 60 anos ou mais (45%) e com renda de até dois salários mínimos (48%). Quem mais acredita em gestão negativa é o público masculino, grupo em que o percentual chega a 24%, além das pessoas entre 35 e 59 anos (24%) e com renda entre dois e cinco salários mínimos (26%).

COP 30

A 30ª edição da Conferência das Partes (COP), encontro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima que será realizado em Belém em 2025, também foi tema da pesquisa de opinião da Quaest. O levantamento mostra que, até a sondagem, apenas 62% das pessoas já sabiam que a capital paraense seria sede do evento, enquanto 37% ficaram sabendo na hora e 1% não deu resposta.

Boa parte da população belenense acredita que é muito importante sediar a COP 30 (78%), enquanto 10% acham pouco importante, 7% avaliam como nada importante e 5% não responderam. Sobre a preparação da capital paraense, 57% acham que a cidade não está nada preparada para receber o evento, 37% acreditam que está pouco preparada, 5% que está muito preparada e 2% não sabiam.

Para quem avalia que Belém não está preparada para a COP 30, os principais motivos dados foram: a cidade não tem estrutura (22%); muita violência (16%); trânsito muito ruim (14%); limpeza pública/cidade abandonada (8%); ausência de hotéis para hospedagem (8%); problemas de alagamento (6%); falta saneamento básico (4%); falta interesse e investimento público (4%); a cidade é pobre (3%); e outros motivos (2%). Do total, 13% não sabiam ou não responderam.

A Quaest é uma empresa de inteligência de dados que alia rigor científico e tecnologia para gerar insights que levem os clientes a tomar decisões estratégicas informadas. Com seis anos de experiência em campanhas políticas presidenciais, estaduais e municipais, reúne um time de doutores e mestres das mais diversas áreas do conhecimento. O perfil da amostra é 54% feminino e 46% masculino; e 47% com 35 a 59 anos, 33% entre 16 e 34 anos, e 20% com 60 anos ou mais.

Veja um resumo da pesquisa de opinião:

Na sua opinião, Edmilson merece ser reeleito?

Sim: 15%
Não: 82%
Não sabem/ não responderam: 3%

Avaliação do governo Edmilson

Negativo: 58%

Regular: 29%

Positivo: 11%

Não sabem/não responderam: 2%

Avaliação do governo Helder

Positivo: 59%

Regular: 30%

Negativo: 8%

Não sabem/não responderam: 2%

Avaliação do governo Lula

Positivo: 42%

Regular: 33%

Negativo: 21%

Não sabem/não responderam: 3%

Importância de realizar a COP 30 em Belém

Muito importante: 78%

Pouco importante: 10%

Nada importante: 7%

Não responderam: 5%

Preparação de Belém para a COP 30

Não está preparada: 57%

Pouco preparada: 37%

Muito preparada: 5%

Não sabiam: 2%

Fonte:Quaest e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 07/08/2023/10:55:29

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Gigante do Agro vai construir 30 silos, o maior para 1.000.000 de sacas

(Foto:Reprodução) –  Agro Nutri Brasil vai construir 30 silos no Nordeste; A empresa possui quatro fazendas – produzindo 1,6 milhão de sacas de grãos, localizadas no estado de Goiás, coração do agronegócio brasileiro. Confira!

Uma das gigantes do agro brasileiro, a empresa que atua na produção agropecuária e no plantio, comércio e exportação de soja e milho, a Agro Nutri Brasil vai construir 30 silos no Nordeste. As unidades vão atender a uma área conhecida como Sealba – importante produtora de grãos, termo formado pela junção das siglas dos estados de Sergipe, Alagoas e Bahia, e formada por 171 municípios. A empresa possui quatro fazendas – produzindo 1,6 milhão de sacas de grãos, localizadas no estado de Goiás, coração do agronegócio brasileiro.

Em entrevista ao Compre Rural, empresa informou que o investimento faz parte do plano de expansão, além de ressaltar a parceria e atuação junto aos produtores de grãos. “Seremos parceiros dos produtores de uma região que é uma grande produtora de grãos, mas que não dispõe da quantidade ideal de silos para armazenar tudo o que produz“, conta Ruy Rodrigues Santos Filho, CEO da empresa.

A implantação dessas unidades de armazenamento, com previsão de um ano para finalização, será de responsabilidade da Agro Nutri Brasil e seus parceiros comerciais, mas, após um período de amortização, todas passarão a ser propriedade dos produtores da região, que pagarão suas cotas com soja ou milho. Essas cotas serão determinadas pelo tamanho da propriedade e a capacidade de produção de cada uma.

“Vamos imaginar que um determinado produtor colha, por exemplo, 20 mil sacas de milho e tenha que entregar 3 mil sacas para amortizar suas parcelas. As outras 17 mil sacas serão o lucro que ele receberá no ato da entrega”, explica Ruy Rodrigues Santos Filho.

Os silos terão tamanhos diversos. O menor com capacidade para 100 mil sacas de 60 quilos. O maior, para 1 milhão. Vale frisar que essas unidades de armazenamento terão todos os equipamentos necessários, como máquinas de limpeza, secagem, embaladores e esmagadores de grãos, entre outros. O beneficiamento do produto garante um valor cerca de 10% maior.

“Além deste benefício, muitos produtores terão economia no transporte. Hoje, há quem tenha que viajar cerca de 400 quilômetros para entregar o que produz”, conta o CEO da Agro Nutri Brasil.

Com a construção dos silos, a Agro Nutri Brasil expande seus negócios para o Nordeste. Ano passado, adquiriu uma fazenda de 1003 hectares no município de Lucas do Rio Verde, Mato Grosso. “Investimentos no agronegócio são crescentes e cada vez mais atraentes. Estar na bolsa se tornou importante para empresas que desejam aumentar sua fatia no mercado”, disse na nota o CEO da Agro Nutri, Ruy Rodrigues Santos Filho.

“Essa aquisição nos permite chegar ao Estado que mais produz commodities no mundo”, destacou.
Agro Nutri Brasil vai construir 30 silos no Nordeste; A empresa possui quatro fazendas – produzindo 1,6 milhão de sacas de grãos, localizadas no estado de Goiás, coração do agronegócio brasileiro. Confira!
Confira a entrevista do CEO da empresa, Ruy Rodrigues Santos Filho ao Compre Rural

CR: O investimento, a construção de 30 silos no Nordeste, faz parte do plano de expansão da empresa?
Resp: Sim. Ele está em busca de novos parceiros para ampliação da produção e exportação de grãos. A construção dos silos vai permitir isso.

CR: Qual a previsão de entrega das unidades de armazenamento?
Resp: A previsão é de cerca de um ano.

CR: Sobre a empresa, qual é a capacidade de produção de grãos da empresa e, nesse contexto, qual a atual capacidade de armazenamento?
Resp: Hoje a empresa produz 1 milhão e seiscentas mil sacas de grãos. A construção dos silos também vai gerar economia, porque não terá que pagar pelo armazenamento em outros silos ou enviar a produção do campo para o porto de Santos.

CR: A Agro Nutri Brasil vê a região do Sealba como uma nova fronteira agrícola do país?
Resp: Sim. Por isso o investimento na região. Ele aponta que, enquanto nas demais regiões do Brasil o cultivo de soja é de primavera a verão, lá o período entre outono e inverno favorece o desenvolvimento da plantação, pois o gasto de fotoassimilados (composto resultante da fotossíntese) pelas plantas de soja em noites mais frias é menor.

CR: Quantas propriedades possuí a Agro Nutri Brasil e tamanho da área plantada?
Resp: São quatro fazendas. Três em Goiás e uma em Mato Grosso. Um total de 21 mil hectares.

Fundada em 2017, a Agro Nutri Brasil tem operações em Cristalina, Catalão e Cavalcante, em Goiás. Na safra 2021/22, a companhia já há havia incorporado 27,6 mil hectares, o que permitiu um incremento de 35% de área plantada para a safra 2022/23.

 

Fonte:Compre Rural Notícias  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 06/08/2023/05:25:27

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Presidente do Ibama frisa impunidade e defende leis ambientais duras

Foto:Reprodução – Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), Rodrigo Agostinho, defendeu, neste sábado (5), a aprovação de punições mais duras diante do alto grau de impunidade em relação aos crimes ambientais, sejam contra a fauna ou contra a flora.

“Quando as pessoas são condenadas, são condenadas com penas alternativas muito inadequadas ou muito brandas”, avaliou Agostinho, que é advogado e assumiu o Ibama em fevereiro. “Ela é muito bonita, a nossa legislação ambiental, as pessoas falam que é a melhor mundo, mas eu não penso dessa forma. A nossa legislação leva muito para a impunidade”, afirmou.

Rodrigo Agostinho citou o exemplo de uma pessoa que é flagrada com centenas de animais selvagens em um veículo, mas acaba sendo processado somente pelo Artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais, cujas penas vão de seis meses a um ano de detenção, mais multa. “O traficante que é pego todo mês com o carro cheio de bichos nunca vai preso”, afirmou o presidente do Ibama.

Da mesma maneira, no caso de crimes contra a flora, a pessoa que acaba sendo processada, na maioria das vezes, é um laranja, que leva a culpa no lugar de grandes organizações criminosas que sequer estão na Amazônia, frisou. “Quantas pessoas estão presas por desmatamento no país nos dias de hoje?”, indagou Agostinho.

As declarações foram dadas em um dos painéis da 1ª Cúpula Judicial da Amazônia, que começou sexta-feira (4), em Belém. Para uma plateia formada sobretudo pela comunidade jurídica, incluindo procuradores e magistrados, Agostinho reclamou também de decisões judiciais que passam por cima do Ibama.

Ele mencionou números segundo os quais o Ibama aplicou mais de 4 mil autos de infração somente na Amazônia Legal desde o início do ano. “A gente tá vendo uma reação do outro”, disse Agostinho, destacando em seguida como os alvos dos processos conseguem decisões judiciais anulando os autos sem consulta ao Ibama, ou determinando a devolução de material apreendido, por exemplo.

Entre as iniciativas legislativas, o governo tem focado esforços na regulamentação da Lei de Pagamentos por Serviços Ambientais, que pode viabilizar o mercado de crédito de carbono, por exemplo.
Concurso

O presidente do principal órgão de fiscalização ambiental do país ressaltou ainda a precariedade de recursos do Ibama. Segundo Agostinho, o instituto, que já teve 6 mil servidores, hoje tem apenas 2.700, dos quais 500 estão em idade de se aposentar. “Hoje não consigo colocar mais de 120 fiscais na rua ao mesmo tempo”, disse. “Trabalhamos com a perspectiva de concurso neste ano ou no início do ano que vem, a depender de questões orçamentárias.”

Para cobrir a região amazônica, por exemplo, o órgão conta com apenas três helicópteros, todos alugados. Diante da falta de recursos, Agostinho disse ter concentrado a atuação nos 17 municípios que são responsáveis por mais da metade do desmatamento na Amazônia. “Nesses municípios, as pessoas estão vendo o fiscal do Ibama na padaria logo cedo”, brincou.

A 1ª Cúpula Judicial da Amazônia continua hoje com a participação de ministras de Estado e da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber.

SEIS VOTOS
Maioria dos ministros do STF vota para permitir execução imediata de prisão após júri popular

O tema é analisado no plenário virtual, em sessão prevista para terminar na segunda-feira, 7

O Supremo Tribunal Federal já tem seis votos para permitir que réus em processos criminais condenados em júri popular cumpram a pena após a decisão dos jurados.

O júri popular – previsto na Constituição – julga crimes dolosos (quando há intenção) contra a vida, entre os quais homicídio, feminicídio e infanticídio. O tema é analisado no plenário virtual, em sessão prevista para terminar na segunda-feira, 7.

Quatro ministros – Dias Toffoli, André Mendonça, Carmen Lúcia e Alexandre de Moraes – já seguiram o voto do ministro Luis Roberto Barroso, no sentido de dar o aval à prisão de condenados pelo corpo de jurados logo após a sentença, independentemente do total da pena aplicada.

De outro lado, há três votos evocando a chamada presunção de inocência, no sentido de manter a vedação à execução imediata da pena imposta pelo Júri. Seguem tal entendimento os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowksi e Rosa Weber.

Já ministro Edson Fachin abriu uma terceira corrente no julgamento, ressaltando que tanto o Júri como a presunção de inocência são direitos fundamentais.

Nessa linha, ele propôs que o STF reconheça como constitucional ministro Gilmar Mendes, para o fim de reconhecer como ainda constitucional a execução imediata após o Júri quando o réu for condenado a pena superior a 15 anos de prisão.

Ainda restam votar os ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Cristiano Zanin, recém empossado, não vai se manifestar uma vez que seu antecessor, Ricardo Lewandowski, já havia se pronunciado sobre o tema.

A sessão do Plenário virtual que analisa o tema teve início antes do recesso judiciário, no dia 30 de junho.
Entenda os votos

Barroso, Toffoli e Gilmar já haviam depositados seus votos quando o julgamento foi iniciado, em abril de 2020. Na ocasião, os dois primeiros se manifestaram no sentido de que o condenado pelo Tribunal do Júri pode ser preso logo após a prolação da sentença.

O decano do STF, Gilmar, abriu divergência. No entanto, a análise do tema foi suspensa por um pedido de vista – mais tempo para análise – do ministro Ricardo Lewandowski.

O julgamento foi retomado em outubro de 2022, com o posicionamento de Lewandowksi, do ministro Alexandre de Moraes e das ministras Rosa Weber e Cármen Lúcia. A análise no entanto foi adiada mais uma vez, com um pedido de vista do ministro André Mendonça.

Autor do voto divergente, Gilmar assinalou que não há como se dar início à imposta antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória – quando há decisão definitiva, da qual o réu não pode mais recorrer -, inclusive em se tratando de crimes da competência do Tribunal do Júri.

O magistrado evocou precedentes do Supremo nos quais foi assentada a “primazia da presunção de inocência nos processos julgados por quaisquer juízes, sejam eles togados ou leigos”.

Já o voto do relator, ministro Luís Roberto Barroso, foi a de que a ideia de restringir a execução imediata das deliberações do corpo de jurados ao quantum da resposta penal representa “relativização da soberania que a Constituição Federal conferiu aos veredictos do Tribunal popular”.

“Se, de fato, são soberanas as decisões do Júri, não cabe à lei limitar a concretização e o alcance dessas mesmas deliberações. Limitar ou categorizar as decisões do Júri, além de contrariar a vontade objetiva da Constituição, caracteriza injustificável ofensa ao princípio da isonomia, conferindo tratamento diferenciado a pessoas submetidas a situações equivalentes”, anotou o ministro quando o julgamento foi iniciado.

Fonte:correiodoestado e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 07/08/2023/09:23:30

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Quase metade das mulheres que defendem a Amazônia no Brasil, Colômbia e Peru já sofreu algum tipo de violência

Vista aérea do Rio Manicoré, na Amazônia — (Foto: Mauro Pimentel/AFP)

Pesquisa Inédita realizada pelo Instituto Igarapé mostrou que líderes locais estão sob riscos psicológicos financeiros e até físicos

Um novo levantamento mostrou que 47% das mulheres que estão na linha de frente do combate à exploração ilegal da floresta, invasão de terras e expropriação na região da Amazônia sofreram algum tipo de violência entre os anos de 2021 e 2022. A análise é inédita e foi realizada pelo Instituto Igarapé e será lançada neste domingo, em um evento paralelo à Cúpula da Amazônia, em Belém.

A pesquisa estende a lupa por mulheres que vivem e trabalham no Brasil, Colômbia e Peru. Em comum, os países mostraram uma presença importante de relatos de casos de violência psicológica. O tipo de agressão foi sofrido por 28% das respondentes no Brasil, 30% na Colômbia e 42% no Peru. Também aparecem casos de violência patrimonial, agressões físicas e ataques a familiares e pessoas da mesma comunidade.

Uma importante parte dessas mulheres não determina com certeza quem são as pessoas que às mantém sob a mira. Diante disso, os realizadores da pesquisa enxergam as altas taxas de resposta de quem foi o agressor como: “desconhecido”, nos três países, como táticas de silenciamento em pleno curso. Mas há casos de violência praticada por grupos armados ilegais, grileiros, companheiros (e pessoas da família) e até ” atores estatais”, conforme mostra a análise.

Para chegar a essas mulheres, o instituto elencou 13 líderes locais, do sexo feminino, que tinham a tarefa de conversar com essas representantes das áreas de defesa dos direitos humanos e do meio ambiente. Angela Mendes, filha do líder seringueiro e também ativista Chico Mendes (1944-1988), foi uma das selecionadas para estabelecer comunicação com as entrevistadas. Entre as entrevistadoras há ainda representantes indígenas, educadoras, articuladoras políticas entre outras profissões. Ao todo, essas profissionais foram responsáveis por ouvir 287 mulheres “defensoras” da região.

— Algumas têm dificuldades até de se enxergar como uma ‘defensora’, mesmo que seja, de verdade. As mulheres das florestas, das reservas extrativistas, onde coletei a maioria dos meus relatos, são pessoas que estão a frente de sindicados de trabalhadores rurais, um espaço machista e sempre ocupado por homens. Mas elas estão indo para o embate — diz Angela Mendes. — Há para elas uma cortina de riscos e de ameaças.

Para Melina Risso, diretora de pesquisa do Instituto Igarapé, a análise abre um luminoso caminho para que a Amazônia seja enxergada em sua totalidade (para além das especificidades brasileiras).

— Não são particularidades do Brasil, há situações similares em outras localidades da Amazônia. Em todos os lugares que avaliamos (Brasil, Colômbia e Peru) observamos a presença dessas violências que as mulheres enfrentam — diz. — Desenhamos o estudo após pesquisas de campo que mostraram que eram muitas mulheres na linha de frente, em todas as instâncias. Muitas delas, porém, sofrem com a invisibilidade.

Fonte: O Globo/ Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 06/08/2023/05:25:27

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PF prende garimpeiro suspeito de atirar em indígenas na TI Yanomami

Operação teve apoio da Polícia Militar de Roraima (Foto:Hekurari Instagram)

A Polícia Federal informou neste sábado (5) ter prendido um garimpeiro suspeito de ser autor de disparos contra indígenas na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A operação para prender o suspeito ocorreu na sexta-feira (4) e contou com o apoio da Polícia Militar de Roraima (PMRR).

O ataque de garimpeiros armados ocorreu na comunidade Uxiú, em 29 de abril. Dois indígenas, de 24 e 31 anos, ficaram feridos e foram deslocados para Boa Vista, onde receberam atendimento médico. Um terceiro indígena chegou a ser socorrido, mas morreu ainda na TI, após ser atingido na cabeça – Ilson Xiriana, de 36 anos, que trabalhava como agente de saúde comunitário.

De acordo com a PF, as investigações sobre o episódio, conduzidas no local com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), resultaram na identificação de dois suspeitos.

O nome do preso nesta sexta (4) não foi informado. Pesava contra ele um mandado de prisão expedido pela 4ª Vara Federal Criminal de Roraima e o suspeito era considerado foragido desde junho.

O episódio de violência foi um dos que ainda marcam os esforços de desintrusão de milhares de garimpeiros da TI Yanomami, após o governo federal ter decretado emergência de saúde pública na região.

Segundo a PF, ações para expulsar invasores continuam ocorrendo, em operações integradas com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as Forças Armadas, a Força Nacional de Segurança Pública e a Funai.

Fonte: Repórter da Agência Brasil / Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 06/08/2023/05:25:27

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Policial Militar é procurado por suspeita de abusar sexualmente de crianças

(Foto: Divulgação / Metrópoles) – Caso alguém possua qualquer informação sobre o paradeiro de Roberto Emídio Pereira, é fundamental comunicar à Polícia Civil, podendo entrar em contato pelo telefone 197, com garantia de anonimato.

As autoridades da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) estão em busca de Roberto Emídio Pereira, um policial militar da reserva de Minas Gerais, acusado de abusar sexualmente de três menores de idade pertencentes à mesma família. Roberto reside em Uberlândia (MG) e está foragido desde que tomou conhecimento de que um mandado de prisão foi expedido contra ele pelo Poder Judiciário.

Segundo informações apuradas, Roberto era amigo próximo dos familiares das vítimas. As vítimas têm idades de 10, 14 e 17 anos. De acordo com a investigação, o policial, conhecido pelas vítimas como “tio”, teria cometido os estupros ao longo de sete anos. O último episódio ocorreu durante uma viagem da família a Caldas Novas (GO). Na ocasião, Roberto abusou sexualmente do jovem mais novo, com apenas 10 anos de idade.

Após o crime, a coragem da criança possibilitou que ela relatasse o ocorrido aos pais, que registraram um boletim de ocorrência na 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia). Após o depoimento do menor, a irmã mais velha, de 17 anos, também revelou ter sido vítima de abuso sexual pelo “tio” desde os 10 anos de idade, mas jamais teve coragem de contar aos familiares.

Com base nas investigações e na coleta de provas, a Vara Criminal e de Violência Doméstica de Brazlândia acatou formalmente uma investigação contra Roberto e decretou sua prisão preventiva. No entanto, o indivíduo conseguiu fugir e foi visto pela última vez na BR-050, próximo ao km 56, conduzindo um veículo Ford Ka Preto, com placa QPM-3861, registrado em Uberlândia-MG.

A divulgação dessas informações e do nome do denunciado tem como objetivo auxiliar na localização e efetivação da ordem judicial de prisão preventiva. Caso alguém possua qualquer informação sobre o paradeiro de Roberto Emídio Pereira, é fundamental comunicar à Polícia Civil, podendo entrar em contato pelo telefone 197, com garantia de anonimato.

Fonte:O Libeeral/ Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 06/08/2023/05:25:27

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Trabalhador é resgatado em condições análogas à escravidão após 4 anos no MT

Trabalhador foi encontrado em condições insalubres — Foto: MPT-MT –  A vítima, de 55 anos, contou aos fiscais que nunca foi pago em dinheiro pelos serviços prestados, somente com “comida, sacolão, roupas velhas e moradia”.

Um homem de 55 anos foi resgatado em condições análogas à escravidão após quatro anos prestando serviços em um sítio usado para criação de gado, em Cáceres, a 225 km de Cuiabá. O resgate foi feito por auditores fiscais vinculados ao Ministério do Trabalho, na semana passada, mas o caso só foi divulgado nessa quinta-feira (3).

A vítima contou aos fiscais que durante os quatro anos nunca foi pago em dinheiro pelos serviços prestados, somente com “comida, sacolão, roupas velhas e moradia”, que era fornecido pelo dono da propriedade.

Local onde o morador vivia há quatro anos — Foto: MPT-MT
Local onde o morador vivia há quatro anos — Foto: MPT-MT

De acordo com a equipe de resgate, o homem foi encontrado morando em um local insalubre e estava em extrema condição de vulnerabilidade alimentar, já que o proprietário estava diminuindo a quantidade de alimentos nos últimos meses.

Ainda conforme a equipe, após o resgate, a vítima foi encaminhada à cidade para receber o pagamento das verbas rescisórias e o seguro-desemprego.

A coordenação da equipe apurou ainda que o empregador não apresentou nenhuma documentação solicitada e nem fez o pagamento ao trabalhador.

Ao final da ação, será elaborado um relatório que será encaminhado ao Ministério Público do Trabalho e à Defensoria Pública da União para que sejam adotadas as medidas judiciais cabíveis, inclusive para o pagamento das verbas trabalhistas, dano moral individual e coletivo.

O caso também será encaminhado ao Ministério Público Federal para investigação.

Trabalhador tinha poucos alimentos para sobreviver — Foto: MPT-MT
Trabalhador tinha poucos alimentos para sobreviver — Foto: MPT-MT

Fonte: G1MT/ Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/08/2023/05:25:27

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Caminhão carregado de pedra cai em ponte e deixa 120 famílias indígenas isoladas, no MT

Caminhão carregado de pedras passa por ponte que rompe com o peso em MT — (Foto: Arquivo pessoal )

Mais de 120 famílias indígenas ficam isoladas após ponte de madeira desabar com peso de caminhão no MT

Moradores que precisaram de alimentos tiveram que pedir ajuda para que transportassem os alimentos por meio de um barco até a outra margem.

Ponte desaba após caminhão carregado com pedras ter passado no MT
Mais de 120 famílias indígenas do povo Kanela, na aldeia Nova Pukanu, ficaram isoladas, nesta sexta-feira (4), após um caminhão carregado de pedras ter passado sobre a ponte de madeira na MT-412, que desabou com o peso, em Luciara, a 1.180 km de Cuiabá. (Veja vídeo ).

Ao g1, o prefeito de Luciara, Parassu de Souza Freitas (MDB), contou que a adminstração tem tomado medidas emergenciais até que a estrutura seja reconstruída. A ponte faz ligação entre Luciara ao município de Porto Alegre do Norte, a 1.143 km de Cuiabá.

    “A gente tem que retirar o caminhão primeiro. Depois vamos colocar uma prancha para deixar moto e carros leves passarem e vamos sinalizar com placas para que não passem mais carretas”, disse.

Freitas afirmou que uma mulher de 60 anos precisou de atendimento médico, mas, por causa da queda da ponte, está esperando desde 10h da manhã. Ela sofre de má circulação sanguínea.

Moradores que precisaram de alimentos tiveram que pedir ajuda para que transportassem os alimentos por meio de um barco até a outra margem.

O secretário da Associação da Comunidade Indígena do Povo Kanela do Araguaia, Cláudio Kanela, disse que ao menos três mil motoristas passam diariamente pela passagem.

“É por causa do turismo. Tem turistas que vem para a beira do Araguaia e passa por aqui. Vai ter impacto no turismo por causa disso”, contou.

No ano passado, a comunidade indígena ficou isolada por conta da cheia dos rios com as fortes chuvas, que aumentaram o nível da água e bloqueiou todos os acessos, o que levou a prefeitura a declarar situação de emergência na época.

Fonte: G1MT/ Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/08/2023/05:25:27

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