Procuradoria Regional Eleitoral pede a cassação de Sergio Moro

A Procuradoria Regional Eleitoral se manifestou favorável à cassação do senador paranaense Sergio Moro. O parecer faz parte do processo movido contra o ex-juíz que tramita no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.

O documento, ao qual a reportagem teve acesso, cita que a chapa de Sergio Moro cometeu abuso de poder econômico e que deve ser punida com a cassação e inelegibilidade do titular e também do suplente Luis Fernando Cunha.

A Procuradoria considera que não se comprova a participação do segundo suplente, Ricardo Guerra, e por isso, ele não deve sofrer as mesmas punições, mas, sugere que a chapa toda seja cassada.

O parecer é assinado pelo procurador regional eleitoral, Marcelo Godoy, e pela procuradora regional eleitoral substituta, Eloisa Helena Machado.

O relator, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, deve apresentar o seu voto no dia 22 de janeiro.

 

Fonte:  RICMAIS e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/12/2023/08:00:01

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STF determina prazo de 18 meses para regulamentação da licença-paternidade pelo Congresso

Supremo inicialmente estava disposto a definir regras, mas acabou sendo mais cauteloso e passando tarefa ao Congresso.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (14) pelo prazo de 18 meses para que o Congresso regulamente a licença-paternidade. Caso o prazo não seja cumprido, os ministros revisitarão o processo para definir os parâmetros que vigorarão até a promulgação de uma lei.

O ministro Edson Fachin destacou a importância da decisão, ressaltando que está em questão a proteção à família por meio dos cuidados com as crianças.

A conclusão dos ministros foi que deputados e senadores foram negligentes em abordar o tema. Atualmente, a licença-paternidade é regida por uma regra provisória estabelecida na Constituição, que concede cinco dias de afastamento remunerado aos pais.

Essa decisão representa um recuo do STF, que inicialmente considerou parâmetros de transição, como o prazo da licença, que entrariam em vigor até o Congresso aprovar uma lei. Uma das propostas em discussão era equiparar a licença-paternidade à licença-maternidade, que é de 120 dias.

Entretanto, uma posição mais cautelosa prevaleceu, com a maior preocupação dos ministros sendo o equilíbrio entre o direito e os impactos no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

O processo foi inicialmente incluído em votação no plenário virtual, mas o ministro Luís Roberto Barroso solicitou a transferência do julgamento para o plenário físico.

Os ministros também ressaltaram a importância da decisão para igualar o tratamento dispensado a homens e mulheres no mercado de trabalho.

 

Fonte: O Liberal  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 14/12/2023/21:54:58

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Flávio Dino anuncia que sua posse no STF deve ser em fevereiro de 2024

Ontem (13), Dino teve o nome aprovado pelo Senado e vai ocupar a cadeira deixada pela aposentadoria da ministra Rosa Weber.

Nesta quinta-feira (14), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, comunicou que deve tomar posse no cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 22 de fevereiro de 2024. Ontem (13), Dino teve o nome aprovado pelo Senado e vai ocupar a cadeira deixada pela aposentadoria da ministra Rosa Weber.
No início desta tarde, Dino foi ao Supremo e se reuniu com o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, para acertar detalhes sobre a organização da cerimônia de posse. Ele também se encontrou com os futuros colegas do STF.

Ele afirmou que continuará no comando do Ministério da Justiça e que fará um período de transição até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva definir seu sucessor na pasta. Antes de ser empossado na cadeira de ministro do STF, Dino precisará renunciar ao mandato de senador pelo estado do Maranhão.
A posse no STF não será realizada neste ano em função da falta tempo hábil para o preparo da cerimônia. No dia 20 deste mês, o Supremo entra em recesso e retoma os trabalhos em 1° de fevereiro de 2024.

“É necessário um período, pela delicadeza dos trabalhos do Ministério da Justiça, que haja um momento em que a nova equipe possa se instalar e dar continuidade aos temas que são conduzidos. Se nós fizéssemos essa transição em 15 ou 20 dias, coincidiria com o recesso no Judiciário, o que inviabilizaria a posse”, disse.

Flávio Dino herdará acervo de 344 processos ao assumir o cargo. Entre os processos que o novo ministro receberá estão apurações sobre a atuação do governo de Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19 e sobre a legalidade dos indultos natalinos assinados durante a gestão do então presidente da República.

 

Fonte: O Liberal  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 14/12/2023/21:26:40

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Veja como votaram parlamentares paraenses na derrubada de veto ao marco temporal

A maioria dos parlamentares paraenses votaram pela derrubada do veto presidencial. Entre os deputados, o placar foi de 10 x 3.

O Congresso Nacional rejeitou, nesta quinta-feira (14), em sessão conjunta entre senadores e deputados, o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao projeto de lei sobre o marco temporal das terras indígenas. Na Câmara dos Deputados, o placar foi de 321 votos pela derrubada e 137 pela manutenção. No Senado, foram 53 posicionamentos contrários ao veto e 19 pela manutenção.

A maioria dos parlamentares paraenses também votou pela derrubada do veto presidencial. Entre os deputados, o placar foi de 10 x 3, com uma abstenção e três deputados ausentes. Entre os senadores, houve empate. Beto Faro (PT) votou pela manutenção e Zequinha Marinho (Podemos) pela derrubada. Jader Barbalho estava ausente na sessão.

O senador Zequinha Marinho afirmou que agora “a lei irá valer”. “A razão, o bom senso e a responsabilidade prevaleceram diante da irresponsabilidade daqueles que querem acabar com esse país, desrespeitando inclusive a soberania nacional. A razão venceu”, afirmou logo após o resultado.

Na prática, embora já julgado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o marco temporal definido pelo projeto (PL 490/07) restringe a demarcação de terras indígenas àquelas já tradicionalmente ocupadas por esses povos em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da nova Constituição Federal. O trecho será reincorporado à Lei 14.701/23.

Demarcações vão ocorrer após comprovação de povos habitarem a área na promulgação da Constituição
Para serem consideradas terras ocupadas tradicionalmente por povos indígenas deverá ser comprovado objetivamente que elas, na data de promulgação da Constituição, eram, ao mesmo tempo, habitadas em caráter permanente, usadas para atividades produtivas e necessárias à preservação dos recursos ambientais e à reprodução física e cultural.

Durante a sessão, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que acredita na pacificação entre indígenas e produtores rurais. “Apesar das narrativas falsas, hoje vamos trazer a pacificação para o Brasil. Para os dois lados, indígenas e produtores. Vamos trazer a paz para o campo, para as cidades e para o Brasil”, declarou a senadora.

Já a deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) afirmou que a retomada do texto do marco temporal representa entregar terras dos povos originários ao agronegócio. “Votar pela permanência da tese do marco temporal é premiar ladrões de terras indígenas”, afirmou.

Outros pontos também haviam sido vetados por Lula e serão reincorporados à lei. Entre eles:

proibição de ampliar terras indígenas já demarcadas;
adequação dos processos administrativos de demarcação ainda não concluídos às novas regras; e
nulidade da demarcação que não atenda a essas regras.
Como votaram os deputados na paraenses (manutenção ou não do veto):
Airton Faleiro (PT) Sim
Antonio Doido (MDB) Não
Delegado Caveira (PL) Não
Delegado Eder Mauro (PL) Não
Dilvanda Faro (PT) Sim
Dra. Alessandra Haber (MDB) Não
Henderson Pinto (MDB) Não
Joaquim Passarinho (PL) Não
José Priante (MDB) Sim
Júnior Ferrari (PSD) Não
Keniston Braga (MDB) Não
Olival Marques (MDB) Não
Raimundo Santos (PSD) Não
Renilce Nicodemos (MDB) Abstenção
Elcione Barbalho (MDB) Ausente
Helio Leite (UNIÃO) Ausente
Andreia Siqueira (MDB) Ausente
Como votaram os senadores paraenses (manutenção ou não do veto):
Beto Faro (PT) Sim
Zequinha Marinho (Podemos) Não
Jader Barbalho (MDB) Ausente

 

Fonte: O Liberal  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 14/12/2023/21:03:38

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Ibama apreende aeronaves em fazendas e aplica R$ 600 milhões em multas

Fiscais do Ibama e Iagro percorreram propriedades rurais e sedes de empresas de pulverização em 6 municípios.

Em cinco dias, a operação Ceres II, deflagrada para combater o uso irregular de agrotóxico em Mato Grosso do Sul, apreendeu duas aeronaves e aplicou mais de meio milhão em multas. A força-tarefa mobilizou agentes do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal).

Entre os dias 4 e 9 de dezembro, os fiscais percorreram propriedades rurais e sedes de empresas de pulverização nos municípios de Aral Moreira, Dourados, Fátima do Sul, Maracaju, Naviraí e Rio Brilhante.

Na ação foram flagradas diversas irregularidades: transporte de produto tóxico à saúde humana e ao meio ambiente em desacordo com as exigências estabelecidas em lei, funcionamento de atividade potencialmente poluidora (atividade aeroagrícola) sem licença ou autorização de órgão competente, armazenamento e não devolução e descarte irregular de embalagens.

No total, foram aplicadas R$ 682.472.000 em multas e oito empresas notificadas a apresentar documentação para verificação. As duas aeronaves apreendidas eram utilizadas em atividades aeroagrícolas sem a devida licença ambiental. A Iagro também lavrou seis autos de infração que totalizaram R$ 9.095,30.

Armazenamento de embalagens de agrotóxicos em local irregular (Foto: divulgação / Ibama)
Armazenamento de embalagens de agrotóxicos em local irregular (Foto: divulgação / Ibama)

 

Fonte: Campo Grande News  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 14/12/2023/20:51:20

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Produtor rural tem até dia 29 para fazer revisão do programa Tarifa Rural

Benefício pode ser perdido sem recadastramento na CEEE Equatorial.

Produtores rurais participantes do programa Tarifa Rural, que concede descontos na conta de energia elétrica, devem fazer até o dia 29 o recadastramento nas agências de atendimento da CEEE Equatorial para manter o benefício. Clientes do Grupo B que exercem atividade de irrigação e/ou aquicultura e não têm documentação comprobatória também podem fazer a autodeclaração até a data limite.
O processo de revisão cadastral das unidades consumidoras que recebem benefícios tarifários da classe rural, esgoto e saneamento e irrigação e aquicultura foi retomado em 2021, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por meio da Resolução Normativa nº 901/2020.

Serviço

Documentos para confirmar a sua classe de consumo, além de documentos pessoais (RG, CPF e outros) do titular da conta de energia:

Registro de Produtor Rural em nome do titular ou Cartão de Identificação do Contribuinte (CIC) expedido pela Secretaria de Estado de Fazenda; Nota Fiscal de Produtor Rural, Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR), devidamente atualizado e expedido pelo Incra ou documento emitido por entidade federal representativa da agricultura; ou

Comprovante da condição de trabalhador rural (cópia da Carteira de Trabalho e Previdência Social ou declaração emitida pelo sindicato dos trabalhadores rurais) ou ainda comprovante de recebimento de benefício do INSS como trabalhador rural ou aposentado na situação de trabalhador. Inscrição ativa do titular na Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP); Inscrição como beneficiado/assentado do Incra; ou

Documentos que comprovem os requisitos de constituição de cooperativa de eletrificação rural, conforme definido na lei nº 9.074, de 07 de julho de 1995; ou

Documento que comprove a atividade de transformação ou beneficiamento de produtos advindos da agropecuária (contrato social e suas alterações e comprovante de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ); ou

Documento de constituição da pessoa jurídica de direito público com atividade de bombeamento de água; ou

Documento de constituição da pessoa jurídica de direito público com atividade de ensino e pesquisa direcionada à agropecuária e documentação que comprove que a atividade é explorada por entidade pertencente ou vinculada à administração direta, indireta ou fundações de direito público da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos municípios; ou

Documentos que comprovem o exercício da atividade de cultivo de organismos em meio aquático ou Registro de Produtor Rural em nome do titular ou documento emitido por entidade federal representativa da aquicultura, para unidades localizadas na área urbana, exceto para aquicultura com fins de subsistência; Licenciamento ambiental ou documento de dispensa da outorga do direito de uso de recursos hídricos; ou

RG, CPF e, no caso de pessoa jurídica, CNPJ, Contrato/Estatuto Social, atos constitutivos e demais documentos que forem requeridos quando da solicitação, como o registro de produtor rural expedido por órgão público competente ou outro documento hábil que comprove o exercício da atividade agropecuária/aquicultura, quando a instalação estiver localizada em área urbana; Licenciamento ambiental e documento de dispensa e da Outorga do Direito de Uso de Recursos Hídricos.

 

Fonte: Correio do Povo  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 14/12/2023/20:40:07

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Para combater garimpo ilegal de ouro, Comissão do Senado aprova regras de rastreio do minério

Para combater garimpo ilegal de ouro, CMA aprova regras de rastreio do minério – (Foto:Reprodução)

A Comissão de Meio Ambiente (CMA) aprovou na quarta-feira (13) projeto de lei com regras para impedir o garimpo ilegal de ouro no país. O PL 836/2021 regulamenta a comercialização de ouro e cria regras sobre a produção, a venda e o transporte de metal. A proposta segue agora para votação final na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Além de proibir a comercialização de ouro retirado de Terras Indígenas, independentemente do estágio em que se encontra o processo de demarcação da reserva, e de unidades de conservação de proteção integral, o texto altera a legislação associada ao sistema financeiro quanto à comercialização do metal. A intenção é conferir rastreabilidade à cadeia de produção e fechar o cerco contra a lavagem do dinheiro com ouro extraído em garimpo ilegal.

Apresentado pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), o texto recebeu relatório favorável pelo senador Jorge Kajuru (PSB-GO) na forma de um substitutivo ( texto alternativo).

Relator, Kajuru propõe tornar obrigatória a exigência de emissão eletrônica da nota fiscal em operações de ouro Geraldo Magela/Agência Senado Fonte: Agência Senado
Relator, Kajuru propõe tornar obrigatória a exigência de emissão eletrônica da nota fiscal em operações de ouro
Geraldo Magela/Agência Senado
Fonte: Agência Senado

Segundo a ONG Instituto Escolhas, entre 2015 e 2020, foram comercializadas 229 toneladas de ouro com graves indícios de ilegalidade, o que equivale a cerca de metade da produção nacional. Para Contarato, a atual sistemática, carente de controles mínimos sobre a origem e produção do metal, fomenta o mercado bilionário de ouro extraído em áreas proibidas, como terras indígenas e unidades de conservação na Amazônia.

“O resultado é um aumento do desmatamento naquele bioma e a contaminação dos solos e dos recursos hídricos utilizados pelos povos nativos. O processo de extração ilegal acarreta exposição dessas populações a mercúrio, fato já documentado em análise realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)”, argumenta.

O relator destaca que a legislação atual não consegue impedir que o ouro produzido ilegalmente seja comercializado como se tiver origem legal.

“Nesse aspecto, a rastreabilidade é cada vez mais utilizada como instrumento para garantir a origem de produtos que possam estar associados a práticas degradantes do meio ambiente”, argumenta.
Regras previstas

*O ouro será considerado ativo financeiro ou instrumento cambial até a sua primeira venda, que será exclusiva para instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil;
*A primeira venda do ouro somente poderá ser realizada pelo titular da permissão de lavra garimpeira ou mandatário legalmente constituído, expressamente autorizado e devidamente registrado em sistema eletrônico da Agência Nacional de Mineração (ANM);
*As instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional autorizadas a funcionar pelo Banco *Central do Brasil deverão registrar, junto à Agência Nacional de Mineração (ANM), todas as aquisições de ouro identificando a origem;
*O transporte e a custódia de ouro, independentemente de sua natureza, para qualquer parte do território nacional, deverão ser acompanhadas da respectiva Guia de Transporte e Custódia de Ouro;
*O ouro acompanhado por documentação fiscal irregular estará sujeito à apreensão e ao perdimento, sem prejuízo da responsabilização cível e criminal.

Mudanças

Ao apresentar o substitutivo, Kajuru reforçou que manteve a essência da proposta de Contarato. Entre os aperfeiçoamentos propostos, está o uso de termos utilizados pelos órgãos que cuidam dos processos minerários, evitando  expressões novas, como “lastro minerário” e “lastro ambiental”, presentes na redação original do projeto.

O relator propôs, ainda, tornar obrigatória a exigência de emissão eletrônica da nota fiscal em operações de ouro, de modo a conferir maior controle a essas transações.

Fonte: Agência Senado  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 14/12/2023/07:00:29

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Senado aprova indicação de Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal

Ele deixará o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública para assumir a vaga aberta com a aposentadoria de Rosa Weber.

O plenário do Senado aprovou o nome de Flávio Dino, na noite desta quarta-feira (13) — com 47 votos favoráveis, 31 contrários e duas abstenções —, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Dino foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o posto em novembro. Ele assumirá a vaga aberta com a aposentadoria de Rosa Weber. Ainda não há uma definição de quem substituirá o jurista no comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Dino usou a sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), mais cedo, para defender sua experiência não só jurídica, mas política, para ocupar uma das cadeiras do Supremo. Ele foi aprovado na comissão por 17 votos a 10. O indicado criticou decisões monocráticas em julgamentos que declarem leis inconstitucionais, tema debatido no Senado em uma proposta de emenda à Constituição que conta com o amplo apoio dos parlamentares.
“Se a lei é aprovada neste Parlamento, de forma colegiada, o desfazimento, salvo em situações excepcionalíssimas, não pode se dar por decisões monocráticas”, afirmou. Ele também garantiu que atuará para que o Judiciário não enfraqueça a legalidade de atos administrativos. “Fui gestor, e por isso considero que essa experiência ilumina o cumprimento dessa segunda presunção.”
No relatório apresentado à CCJ sobre a indicação de Dino, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) destacou o currículo de Dino em cargos públicos. “Trata-se de uma figura reconhecida e admirada nos mundos jurídico e político. Ex-professor de duas universidades federais (UFMA e UnB), mestre em direito, ex-juiz, senador, ministro de Estado, ex-governador, alguém que teve experiências exitosas no exercício de funções dos três poderes da República”, justificou o parlamentar.
O futuro ministro do STF foi juiz federal (1994-2006), deputado federal (2007-2011), presidente da Embratur (2011-2014) e governador do Maranhão (2014-2022) e, atualmente, é ministro da Justiça e Segurança Pública e senador licenciado.

 

Fonte: R7  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 14/12/2023/16:53:46

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Moro troca mensagens após aprovação de Dino: ‘Não pode ter vídeo de você falando que votou a favor’; leia diálogos

Senador foi alertado sobre repercussão nas redes de afago em ministro durante sabatina; em outra conversa, suplente alerta que Deltan estava ‘desesperado’: ‘Mandou msg aqui’,responde ex-juiz.

Minutos após Flávio Dino ter o nome aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Sérgio Moro (União-PR) recebeu uma mensagem em seu celular o alertando que o “coro está comendo nas redes”. O interlocutor diz na sequência para ele “ficar frio”, mas que não poderia ter vídeo do parlamentar declarando voto favorável ao ministro de Lula.
A mensagem foi enviada após uma imagem de Moro abraçando Dino durante a sabatina repercutir nas redes sociais. O senador, que é oposição ao governo, não declarou seu voto contra Dino, o que lhe rendeu críticas.

Mensagens recebidas por Moro no WhatsApp após a aprovação de Dino na CCJ

“Sergio, o coro está comendo aqui nas redes, mas fica frio que jaja (sic) passa, só não pode ter vídeo de você falando que votou a favor, se não isso vai ficar a vida inteira rodando”, diz o contato identificado no celular de Moro como “Mestrão”. “Estou de plantão aqui, qualquer coisa só acionar”, completa na mensagem, flagrada pelo GLOBO no plenário do Senado. Em seguida, Moro responde: “Blz. Vou manter meu voto secreto”.

O que Moro diz sobre mensagem

Procurado, o senador afirmou, por meio de sua assessoria, que a mensagem do interlocutor se deu porque “distorceram o posicionamento do parlamentar”. “A pessoa em questão, sem ter informação do voto do senador Sérgio Moro, fez a sugestão somente porque distorceram o posicionamento do parlamentar nas redes após cumprimento ao ministro Dino. Em resposta, o senador disse que iria manter o sigilo do voto, que é um instrumento de proteção contra retaliação”, afirma.

Enquanto aguardava a votação no plenário, Moro também trocou mensagens com seu suplente, o advogado Luis Felipe Cunha. “Deltan desesperado. Me ligou, mandou mensagem e etc”, escreve Cunha, em referência ao ex-procurador e ex-deputado Deltan Dalagnol, que coordenou a operação Lava-Jato.
Moro responde que também foi procurado. “Mandou msg aqui”. Em seguida, pede conselhos: “Falo algo aqui? “O que acha?”.

Com quantos votos Flávio Dino foi aprovado?

O nome de Dino foi aprovado na CCJ pelo placar de 17 a 10. Segundo governistas, a quantidade de votos favoráveis foi superior ao que eles esperavam. O indicado de Lula para o STF também teve o aval do plenário do Senado, por 47 votos a 31.
Durante a sabatina, o senador chegou a negar que o abraço em Dino significasse um voto favorável e atribuiu o gesto à cordialidade.

Durante a sessão, o ex-juiz da Lava-Jato afirmou que o encontro cordial não era indicativo de voto.
— Fui até aí cumprimentá-lo. É um gesto de cordialidade. Vossa excelência me perguntou algo e eu achei graça, dei uma risada. Tiraram várias fotos e já está viralizando, como se isso representasse a minha posição. Sempre deixei muito claro que eu tenho diferenças com o atual governo e vossa excelência faz parte do atual governo. Tenho diferenças profundas e tenho sido crítico, mas não perderei a civilidade. E não vou abrir mão disso para que possamos reduzir a polarização. Um gesto simples de ir ao cumprimentá-lo, como fiz com o procurador, já vira uma celeuma nas redes sociais como se isso fosse determinante do meu voto — disse o senador.

 

Fonte: O Globo  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 14/12/2023/16:45:34

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Congresso derruba veto de Lula, e desoneração da folha será prorrogada até 2027

Medida atinge 17 setores da economia intensivos em mão de obra, e impacta diretamente quase 9 milhões de postos de trabalho. Texto permite redução de tributos pagos por empresas sobre salários.

O Congresso derrubou, em sessão conjunta nesta quinta-feira (14), o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao texto que renova, até 2027, a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia que empregam quase 9 milhões de pessoas.

O resultado no Senado foi de 60 votos a 13 pela rejeição do veto presidencial. Na Câmara, o placar foi de 378 a 78 pela derrubada.

O texto segue agora para promulgação. Com isso, passará a valer a regra que permite às empresas desses setores substituir a contribuição previdenciária, de 20% sobre os salários dos empregados, por uma alíquota sobre a receita bruta do empreendimento, que varia de 1% a 4,5%, de acordo com o setor e serviço prestado.
Em vigor desde 2011, a medida perderia validade no fim deste ano. Pela proposta aprovada no Legislativo, será prorrogada por mais quatro anos — até 31 de dezembro de 2027.

Após o Congresso derrubar o veto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo vai contestar a prorrogação da desoneração na Justiça e que vai apresentar uma proposta alternativa no aos parlamentares.

No Congresso, no entanto, não foi bem recebida a ideia de uma proposta alternativa.

Parlamentares e representantes de 17 setores participaram de ato na Câmara para pedir a derrubada do veto à desoneração

Veto e reação

O projeto foi aprovado pela Câmara, em agosto, e pelo Senado, em outubro. No último dia para tomar uma decisão sobre a sanção do projeto, em novembro, Lula decidiu vetar, de forma completa a proposta, sob orientação do Ministério da Fazenda.
Parlamentares e representantes dos 17 setores atingidos protestaram e se mobilizaram pela retomada total da proposta.

Durante esta semana, receberam sinalizações do presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de que o veto seria pautado, mesmo com movimentos contrários de lideranças da base governista.

Admitida a ampla maioria favorável à derrubada do veto e com negociações frustradas por uma proposta alternativa, o governo concordou em incluir o item na pauta de votação do Congresso nesta quinta.

A medida impacta, segundo o Movimento Desonera Brasil, empresas que contratam diretamente 8,9 milhões de pessoas, além de outros milhões de postos de trabalho indiretos.

Segundo o texto, estão entre os setores que poderão alterar o regime de tributação:

🏭 industrial: couro, calçados, confecções, têxtil, proteína animal, máquinas e equipamentos
☎️ serviços: tecnologia da informação, tecnologia da informação e comunicação, call center e comunicação
🚌 transportes: rodoviário de cargas, rodoviário de passageiros urbano e metroferroviário
🏗️ construção: construção civil e pesada
De acordo com representantes dos setores atingidos pela desoneração, a medida contribui para que as empresas paguem menos impostos e, com a redução dos custos tributários, consigam contratar mais funcionários.

Pequenos municípios

O texto também reduz — de 20% para 8% — a contribuição previdenciária patronal paga por pequenos municípios sobre o salário de funcionários.
A regra valerá para as cidades com menos de 142.633 habitantes, que não recebem a cota reserva do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A medida deve, segundo estimativa do Congresso, atingir mais de 3 mil municípios.

Negociação com a Fazenda

Em entrevista na manhã desta quinta, Pacheco e o autor do projeto, senador Efraim Filho (União Brasil-PB), sinalizaram que há disposição do Congresso em negociar com o governo federal uma alternativa à desoneração para os próximos anos. Eles condicionaram, porém, a abertura do diálogo à derrubada do veto.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chegou a dizer que buscaria representantes dos setores para negociar uma proposta alternativa à desoneração da folha de pagamento.

Haddad, no entanto, sinalizou que o projeto só seria conhecido após a votação de propostas da pauta econômica do Planalto no Congresso.

Com o calendário do Congresso espremido, parlamentares dizem não ser possível esperar para discutir uma alternativa às vésperas do recesso parlamentar, em 23 de dezembro.

Em ato público nesta quarta (13), representantes dos setores da economia impactados pela medida afirmaram não terem sido consultados.

“É uma política já existente no Brasil, alcança 17 setores da economia que têm alta empregabilidade. Tudo que não podemos, no Brasil, nesse momento, no viés de combate ao desemprego e redução do desemprego no Brasil, é ter movimentos bruscos que abalem essa empregabilidade, essa geração de emprego. Algo que já existe e que estamos propondo prorrogar, na minha opinião pessoal, considero apropriado a prorrogação da desoneração da folha”, disse o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em entrevista coletiva nesta manhã.
“Acho que as sugestões do Ministério da Fazenda e do governo federal para essa questão da folha de pagamento e sua desoneração devem se dar com a desoneração prorrogada. A sugestão é a derrubada do veto em relação à desoneração, permitir que ela se mantenha no Brasil e que venham as propostas de aprimoramento”, acrescentou.

Autor da proposta, Efraim Filho disse que a derrubada do veto dará “segurança jurídica” às empresas.

“Trará, primeiro, segurança jurídica para quem empreende, poder fazer o seu planejamento, segundo, trará paz de espírito para quem trabalha, para quem tem o seu emprego e não estará ameaçado a demissão, terceiro trará esperança para quem não tem, para quem está na fila do desemprego, jovens que querem uma primeira oportunidade pais e mães de família”, disse.

Outros vetos

Entre outros, o Congresso derrubou o veto de Lula a trecho do Marco Legal das Garantias e retomou trecho que autoriza credores a tomar veículos, em caso de inadimplência, sem autorização da Justiça.

 

Fonte: g1 — Brasília e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 14/12/2023/16:36:55

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