Pará cede área ameaçada na Amazônia para reflorestamento privado

Desmatamento na Amazônia preocupa –  (Foto| Flávio Forner)  – Recuperação privada: Pará cede área ameaçada na Amazônia
O governo do Pará vai lançar até o fim do primeiro trimestre do ano que vem o edital de concessão para reflorestamento de uma das áreas de proteção ambiental mais pressionadas pelo desmatamento da Amazônia, a Triunfo do Xingu, no sudeste do estado.

Em troca, a empresa que reflorestar a área poderá explorar o local comercialmente, e a principal fonte de receita estimada é a exploração do mercado de carbono. O governo paraense calcula que a região pode render US$ 81 milhões (R$ 400 milhões) no período de 40 anos de concessão.

Trata-se de uma área de 10 mil hectares, e o reflorestamento tem potencial para sequestro de 2,7 milhões de toneladas de CO2. O governo paraense aposta no mercado de carbono de reflorestamento, considerado mais eficaz ambientalmente e atrativo para empresas do que em áreas de preservação.

É o chamado ARR (Florestamento, Reflorestamento e Revegetação), que teria mais liquidez pela eficácia da remoção do carbono da atmosfera.

Em áreas de reflorestamento, a gestão Helder Barbalho (MDB) calcula que o sequestro de carbono possa ser comercializado por US$ 30 por tonelada. Em regiões de preservação, ou seja, cuja proposta é não reflorestar, mas manter a floresta em pé, o valor pode chegar a um terço disso.

O governo espera ter a área concedida até o fim do primeiro semestre do ano que vem. A empresa que levar deverá fazer um investimento inicial de US$ 44 milhões (R$ 217 mi), e a previsão de retorno do investimento é de 10 anos.

“É preciso zerar o desmatamento e restaurar a área antropizada. Cada vez mais área de restauro vai ganhar protagonismo nessa agenda de carbono”, diz à Folha o governador, Heler Barbalho.

A empresa poderá explorar também outras atividades como turismo ecológico e a biodiversidade da região, como coleta de sementes, mas a expectativa de maior rendimento é mesmo com o mercado de crédito de carbono, estima o governo.

Com o edital, o governo paraense cria legalmente a figura da “unidade de recuperação”, que deve ser expandida para além da região de Triunfo do Xingu, que dá início de maneira tímida ao ambicioso projeto do governo de recuperar 5,6 milhões de hectares de florestas estaduais até 2030.

O projeto havia sido apresentado no começo do mês pelo governador durante a COP28, a conferência da ONU sobre mudanças climáticas, em Dubai.

“Esta área do Triunfo do Xingu é muito simbólica, já que representa restaurar a principal APA [área de proteção ambiental] do estado que sofreu pressão do agro, de grilagem, de desmatamento ao longo dos últimos anos”, diz o governador.

Dados do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), que monitora o desmatamento na região, apontaram que essa foi a área protegida mais desmatada em toda a Amazônia no primeiro trimestre do ano passado.

Na última segunda-feira (11), a Polícia Civil do Pará prendeu um homem acusado de ser o maior desmatador da região, Franklin Weslei Lauriano da Costa.

De acordo com a investigação, Costa é suspeito de crimes como lavagem de gado (quando animais de uma área de criação irregular são vendidos a fazendas regulares) e comercialização ilegal de madeira.
Ele ocupava a região da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu desde 2017, quando estabeleceu uma fazenda nas terras protegidas, segundo o governo.
Entre 2018 e 2022, recebeu multas que somadas passam dos R$ 3,5 milhões por desmatar 2.541,49 hectares, o equivalente a mais de dois mil campos de futebol. Segundo a Polícia, só entre abril e setembro deste ano ele teria promovido queimadas que desmataram 3.514,67 hectares na região.

Neste ano, o governo federal lançou iniciativa parecida de concessão para a iniciativa privada, mas em regiões de mata atlântica, com licitação para recuperação de três florestas nacionais (Flonas) na região Sul – Irati (PR), Chapecó (SC) e Três Barras (SC).

Até então, apenas áreas para manejo sustentável na Amazônia haviam sido concedidas, segundo o Ministério do Meio Ambiente.

Cinco empresas participaram da concorrência, e em novembro o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou os vencedores dos contratos que terão vigência de 35 anos para explorar as regiões que somam 6.843,43 hectares. A ideia é que as empresas substituam plantas exóticas pelo plantio de florestas de espécies nativas.

Na Flona de Irati (PR), a vencedora foi a Ibema Participações, que apresentou proposta de uma outorga fixa de R$ 15 milhões (ágio estimado em 35%) e variável de 21,27% sobre a receita operacional bruta.

Em Chapecó (SC), a Transportes E.A.E Ltda. venceu a concorrência com a proposta de uma outorga fixa de R$ 3,26 milhões (ágio total estimado em 69%) e variável de 20,46% sobre a receita bruta.

Já em Três Barras, a Agrícola Tangará levou o edital oferecendo uma outorga fixa de R$ 36,5 milhões (ágio de 17%) e variável de 22,34%.

Fonte:  DOL e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/12/2023/11:49:41

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‘Jogo do Tigrinho’: influencer é suspeita de gastar R$ 23 milhões em dois meses

Na manhã desta segunda-feira (18), a Polícia Civil do Estado do Pará, através da Seccional Urbana do Comércio, deflagrou a Operação “Truque de Mestre”, para cumprir 12 mandados de prisão temporária e 12 mandados de busca e apreensão contra pessoas investigadas por divulgar jogos de azar através das redes sociais.

Os envolvidos divulgavam jogos de azar (Fortunite Tiger ou jogo do tigrinho) no Estado do Pará, e movimentavam vultosa quantia financeira em dinheiro, enganando diversas vítimas. Segundo a polícia, as investigações iniciaram cerca de quatro meses atrás, quando diversas pessoas compareceram à Seccional Urbana do Comércio para denunciar os “influencers” que estavam captando vítimas para adentrar na plataforma dos jogos on-line.

Num dos casos, uma das vítimas investiu R$ 15 mil e chegou a lucrar o valor de R$400,000,00. Porém, na hora de sacar, fora bloqueado, e até o dinheiro investido foi perdido. Ao reclamar para um dos investigados, não retornou sua queixa e acabou ficando no prejuízo ao invés do lucro fácil.

Durante as investigações, segundo apurou a reportagem, somente uma das investigadas identificada como Noelle Maria de Araújo Lopes, em dois meses, movimentou o valor de R$23.000.000,00. Ela não foi encontrada pela polícia e está foragida. Noelle é empresária, influenciadora e proprietária da casa de swing “Palazzo Restô Club”. A mãe dela, contudo, acabou presa na operação. Ela foi identificada como Suzana Karla Melo de Araújo.

Em seu perfil nas redes sociais, é possível ver diversas menções ao jogo. Noelle, inclusive faria uma festa com várias artistas, inclusive o funkeiro ‘Poze do Rodo’ e o grupo paraense I love Pagode. A festa iria acontecer de 19 a 21 de dezembro.

Outro investigado, Gleison Pereira Soares, conhecido como ‘Mago das Unhas’, teria movimentado em três meses o valor de R$1.600.000,00, dinheiro oriundo do esquemas de jogos de azar, cassinos on-line, de acordo com a polícia.

Após obter tal vantagem, de acordo com as investigações, os investigados compravam casas, carros, terrenos, com o objetivo de “Lavar” o dinheiro ilícito, transformando-o em lícito.

Foram apreendidos vários veículos de luxo, entre eles, uma Mercedes, C180, Veículo Jeep Compass, veículo KWID, e duas motocicletas, pertencentes aos investigados.

 

Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 18/12/2023/17:00:44

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Apreensão de fuzis no Rio é a maior dos últimos 16 anos

Aumento foi de 26% em relação ao mesmo período de 2022, diz Polícia Civil.

O número de fuzis apreendidos no Estado do Rio de Janeiro totalizou 568 em novembro, aumento de 26% em comparação com o mesmo mês de 2022, com uma média de 2 armamentos por dia. Este é o maior número de apreensões dos últimos 16 anos e a maior da série histórica.

No mesmo período, 5.893 armas de fogo foram retiradas de circulação, cerca de 18 por dia. No comparativo com o mesmo período de 2022, o indicador registrou queda de 6%. Os dados do ISP (Instituto de Segurança Pública), ligado à Polícia Civil, foram divulgados na 5ª feira (14.fev.2023).

Os roubos de rua (roubo de aparelho celular, roubo a transeunte e roubo em coletivo) reduziram 11% em novembro. Este foi o menor número de casos para o mês desde 2004. Na comparação do acumulado do ano, a queda foi de 17% (9.560 roubos a menos no ano).

Ainda nos crimes contra o patrimônio, os roubos de carga caíram pela metade em novembro, registrando o menor valor para o mês desde 2008. Foram 450 casos em novembro do ano passado, contra 222 em novembro deste ano, representando uma redução de 51%. Já os roubos de veículos diminuíram 13% no penúltimo mês do ano, quando comparado com o mesmo período do ano passado.
Crimes violentos

Os crimes contra a vida alcançaram quedas históricas: o indicador estratégico Letalidade Violenta –que engloba homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, latrocínio, morte por intervenção por agente de Estado– atingiu o menor número de vítimas dos últimos 32 anos, tanto para o acumulado (5%) quanto para o mensal (13%).

“Destacamos, também, a queda significativa das mortes por intervenção de agente do Estado em território fluminense. No mês passado, houve declínio de 60% em relação a novembro do ano anterior, e ao longo dos últimos 11 meses, uma redução de 34%, índice mais baixo para o acumulado desde 2015”, diz o ISP.

 

Fonte: Com informações da Agência Brasil. e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 18/12/2023/16:45:41

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Deputado Alexandre Leite reage a assalto e mata suspeito em São Paulo

O deputado federal Alexandre Leite (União Brasil-SP) reagiu a um assalto e matou um suspeito na noite deste sábado (16) com uma arma de fogo na zona sul de São Paulo. O caso é investigado pela Polícia Civil como tentativa de assalto.

O que aconteceu

Alexandre e a esposa estavam no carro deles em uma avenida do Jardim Umuarama, na região de Interlagos, quando foram abordados por dois homens em uma moto, que anunciaram o assalto.

Houve troca de tiros, e o suspeito que conduzia a moto foi baleado por Alexandre e morreu. A identidade dele não foi informada pela SSP.

Fuga a pé. Segundo a SSP, o outro suspeito tentou roubar uma outra motocicleta, mas não conseguiu e fugiu a pé.

No carro de Alexandre, foram constatados dois disparos, segundo a Secretaria de Segurança Pública. O pai dele, o vereador e presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), relatou que, dois de três disparos atingiram o veículo do filho. A perícia foi acionada.

Segundo Milton Leite, o filho tem porte de arma.

O pai do deputado disse ainda que a dupla teria cometido outro assalto pouco antes de abordar Alexandre e a esposa. A informação foi encaminhada pela reportagem à SSP, que ainda não se manifestou.

Milton Leite contou que o filho e a família estão abalados. “Eu, que estou em casa, estou abalado, imagine ele? A gente não queria que isso acontecesse. Como fica a família desse bandido agora, na véspera do Natal?”.

Comunicado encaminhado pela equipe do deputado afirma que “Alexandre e a esposa passam bem, lamentam o ocorrido, e já estão colaborando com as autoridades”.

 

Fonte: UOL  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/12/2023/07:42:45

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Audiência sobre projeto de ferrovia tem tensão entre políticos e indígenas, em Novo Progresso no Pará

Um encontro realizado nesta sexta-feira (15) em Novo Progresso, no sudoeste do Pará, para discutir o projeto da Ferrovia Ferrogrão foi marcado por protesto de indígenas. O evento teve tensão entre políticos, a favor do empreendimento, e comunidades tradicionais, contrárias à construção.

O grupo de representantes das etnias Kayapó, Munduruku e Apiaká chegou ao Centro de Convenções de Novo Progresso entoando cânticos que demonstravam a insatisfação com a forma como o projeto vem sendo discutido.

Os indígenas ocuparam o auditório onde seria realizada a reunião convocada pela Comissão de Desenvolvimento no Senado. De acordo com indígenas, a convocação para o encontro não teria respeitado o direito à consulta prévia, o que atropelaria um direito garantido aos povos tradicionais por uma convenção da Organizações da Nações Unidas em vigor no Brasil há vinte anos.

De acordo com os indígenas, a pressão sobre os territórios só tende a aumentar com início das obras da Ferrogrão, que deve beneficiar principalmente o setor de produção de soja.

Na discussão, o deputado estadual no Pará Toni Cunha (PL) disse que “indígenas têm que trabalhar” e que o grupo estaria no evento “a mando de ONGs”. Outro deputado paraense, Wescley Tomaz (Avante), disse que “índios vivem de esmola da Funai”. As falas causaram reações entre os indígenas.

Alessandra Korap, liderança no povo Munduruku, afirmou que “os deputados não conhecem os povos indígenas”, que as comunidades tradicionais “não pararam no tempo”. “Nós, indígenas, somos estudantes, enfermeiros, advogados, ministros e deputados, mas queremos água limpa, floresta em pé e vida para os nossos filhos”, anunciou ao se mostrar contrária à construção da Ferrogrão.

Vídeo mostra Alessandra Munduruku confrontando senador Zequinha Marinho em Novo Progresso. (Assista ao vídeo abaixo)

https://youtu.be/4wpTkKmqy34

Senador defende construção

O senador Zequinha Marinho (Podemos), que faz parte da Comissão, disse que a realização de debates sobre a construção da ferrovia é de responsabilidade do Ministério dos Transportes, que criou um grupo de trabalho especialmente para tratar do assunto – o que tem sido o canal de diálogo com lideranças indígenas.

Segundo o anúncio feito pelo senador, o evento “Encontro Regional de Mobilização em Prol da Ferrogrão”, buscava levantar argumentos e elementos para validar a obra da Ferrogrão para o desenvolvimento das regiões Norte e Centro-Oeste, ligando o município de Sinop, no Mato Grosso, ao distrito de Miritituba, no Pará.

A Ferrogrão prevê investimentos de R$ 24,2 bilhões de recursos privados e criar 373 mil empregos diretos e indiretos, segundo o senador. A proposta é tornar os portos de Miritituba, em Itaituba, um dos principais eixos de escoamento de produção, especialmente de soja.

https://youtu.be/L9gzi8SgUhg

Transcrição
COMISSÃO DO SENADO REALIZOU AUDIÊNCIA PÚBLICA NO PARÁ E PARTICIPANTES PEDIRAM LIBERAÇÃO DA FERROGRÃO. O PSOL ENTROU COM UMA AÇÃO NO STF E O PROJETO DE FERROVIA COM RECURSOS PRIVADOS FOI SUSPENSO. REPÓRTER: FLORIANO FILHO. A Ferrogrão é um projeto de ferrovia que começa em Sinop, no Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, e termina no porto de Miritituba, em Itaituba, no Pará. O valor estimado do investimento é de 24 bilhões de reais vindos da iniciativa privada e o prazo de concessão é de 69 anos. A ferrovia seria uma alternativa à rodovia BR-163, conhecida como rota da soja, do milho e do algodão, construída na década de 1970 para ligar os dois estados. Ela vai reduzir distâncias e baratear o preço do frete de 30% a 40%. Mas o PSOL entrou no Supremo Tribunal Federal com uma ação direta de inconstitucionalidade contra uma lei que alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim para que a ferrovia pudesse ser implantada. A alegação foi de que direitos indígenas devem ser respeitados. O STF suspendeu o projeto da ferrovia. A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado realizou uma audiência pública em Novo Progresso no Pará para debater a situação e pedir a continuidade do projeto. O senador Zequinha Marinho, do Podemos do Pará, disse que os direitos indígenas serão respeitados.  Têm bastante irmãos indígenas aqui conosco. Nós entendemos perfeitamente a preocupação, mas eu quero dizer para vocês que esse projeto será bom para todos nós. E vocês vão participar das palestras aqui e, eu tenho certeza, tirarão todas as dúvidas. O senador Wellington Fagundes, do PL de Mato Grosso, destacou a importância econômica da ferrovia para a região norte do Brasil. É mais desenvolvimento, emprego e renda para a nossa população de uma das regiões que mais cresce no país. Representantes da ONG Instituto Socioambiental alegam que os indígenas da região precisam ser ouvidos sobre os impactos ambientais do projeto. O governo federal afirma que a Ferrogrão segue os padrões internacionais de sustentabilidade ambiental. O prefeito de Novo Progresso, no Pará, Gelson Dill, assegurou que o projeto vai atender a todos e ninguém deixará de ser ouvido.   O negócio é bom quando é bom para todos. Nós temos que levar em consideração as demandas dos nossos irmãos indígenas, dos produtores do Pará, dos produtores do Mato Grosso, de toda a sociedade envolvida, e construir um projeto que venha trazer o desenvolvimento para todos nós. O projeto foi incluído no programa de investimentos do atual governo, o Novo PAC, e prevê uma extensão superior a 900 quilômetros. Da Rádio Senado, Floriano Filho.

Fonte:  Jornal Folha do Progresso com  G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/12/2023/07:00:29

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VÍDEO: Bolsonarista surta com Dino e se voluntaria a ser homem-bomba pra explodir STF

“Eu me proponho a servir de bomba humana”, diz o extremista identificado como Luiz Antônio, que defende Bolsonaro: “Não vou aceitar um presidente íntegro, honesto, sendo preso”.
A vitória de Flávio Dino e do governo Lula no Senado, que ratificou a indicação do ministro da Justiça para ocupar a cadeira deixada por Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal (STF), causou um surto coletivo de apoiadores radicais de Jair Bolsonaro (PL) nas redes, que agora se voluntariam para promover uma guerra à suprema corte do país.

Sem o mínimo de vergonha e de percepção do crime que está cometendo, um bolsonarista que se identificou como Luiz Antônio se colocou à disposição para servir de “bomba humana” para explodir o STF.
“Meu nome é Luiz Antônio, tenho quase 60 anos de idade, fui cabo temporário na Vila Militar, no Rio de Janeiro. Estou aqui fazendo um pacto. Se prenderem Jair Messias Bolsonaro, eu me ofereço como bomba humana. Adentro o STF, explodo e morro com aqueles filhas da puta todos, com aqueles bandidos todos. Se quiserem me prender, me levar pra Papuda, estou nem aí. Vou ser preso homem, mas não moleque, safado, como tem sido o povo. Povo Marica”, diz o bolsonarista.

Ecoando o desespero e o ódio dos aliados de Jair Bolsonaro, Luiz Antônio diz que não aceitará um “presidente íntegro, honesto, sendo preso”, já prevendo o futuro de seu “mito”.
“Se quiser, é só puxar, que no meu cadastro tem meu CPF. Eu me proponho a servir de bomba humana, do que quiser, mas eu adentro o STF, adentro um daqueles ministérios e explodo lá dentro. Não vou aceitar um presidente íntegro, honesto, sendo preso”, emenda.

“Então, narcotraficantes. Vai mandar me prender? Vai levar pra Papuda? Já tenho cinquenta e tal mesmo. Se eu ficar até 70 preso lá vai ser glória. Se não, me mata igual mataram o patriota e já mataram outros. Eu me proponho, como brasileiro, se prenderem o nosso presidente, eu me ofereço como homem-bomba”, enfatizou o homem, totalmente descontrolado.

Assista:

https://twitter.com/i/status/1735099260167729472

Fonte: Revista Oeste e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/12/2023/13:33:36

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Estados da Amazônia Legal cortam investimentos essenciais e pagam R$ 1,1 bi em verbas extras para TJs, MPs e Defensorias Públicas, revela JUSTA

Estados da Amazônia Legal distribuíram R$ 1,1 bi em verbas para Judiciário  – (Foto:Reprodução)

  • Desse total, R$ 654 milhões foram utilizados por cinco governos estaduais para o pagamento de salários de juízes, promotores e defensores;

  • Com esses valores adicionais, os estados analisados somaram mais de R$ 5,4 bilhões em orçamento para os Tribunais de Justiça;

  • O remanejamento dos créditos adicionais tem sido autorizado por leis estaduais, à revelia do previsto em Constituição; com recursos finitos, áreas sensíveis como saúde, educação e habitação sofreram cortes no orçamento;

  • O JUSTA analisou, ainda, 245 pedidos de suspensão de segurança, mecanismo que dá aos presidentes dos TJs o poder de suspender decisões judiciais que contrariem governos, as quais atingiram áreas como segurança pública, saúde e gestão do sistema prisional

São Paulo, dezembro de 2023 – As dinâmicas de negociação orçamentária entre governos e instituições de Justiça precisam ser trazidas à público e debatidas abertamente pela sociedade, dado que a ganância desenfreada de carreiras jurídicas pode se constituir como uma avenida para a corrupção institucional. Além disso, é fundamental lançarmos luz sobre um mecanismo pouco conhecido, a suspensão de segurança, que dá aos presidentes dos Tribunais de Justiça brasileiros o poder de suspender decisões judiciais que contrariem os mesmos governos. A avaliação é do JUSTA, organização do campo da economia política da justiça que, a partir dos estudos “Justiça e Orçamento na Amazônia Legal em 2022” e “Suspensão de Segurança na Amazônia Legal”, se propõe a debater não só os valores, mas os mecanismos de transferência de recursos para carreiras jurídicas nos estados da Amazônia Legal, a fim de receberem a devida atenção.

De acordo com os dados, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) e dos portais de transparência, governos de cinco estados da Amazônia Legal destinaram R$ 1,1 bilhão em verbas extras para instituições do sistema de justiça em 2022, sendo R$ 654 milhões apenas para folha de pagamento de Tribunais de Justiça, Ministérios Públicos e Defensorias de estados. Esses recursos foram remanejados sem análise dos Legislativos estaduais, contrariando o que está previsto na Constituição, sendo os tribunais de justiça os maiores beneficiados desses créditos extras. Contando com os valores adicionais, os cinco estados analisados somaram mais de R$ 5,4 bilhões em orçamento apenas para os TJs.

“Enquanto o sistema de justiça recebe verbas extras, além das previstas na Lei Orçamentária, áreas essenciais sofrem cortes. Os recursos públicos são finitos e os dados mostram uma escolha dos gestores estaduais em privilegiar as instituições de justiça ao invés de garantir direitos básicos para a população.”, avalia a diretora-executiva do JUSTA, Luciana Zaffalon “Se a Constituição diz que a distribuição de recursos deve passar pelo Legislativo, é razoável a naturalização do atual modelo de abertura de créditos adicionais pelos governos? Essa é uma pergunta que ganha ainda mais relevância quando envolve distribuição de recursos para as instituições que têm a atribuição de responsabilizar o Estado por suas ações e omissões”, pondera.

Ao mesmo tempo em que distribuem as verbas extras para o sistema de justiça, os Estados da Amazônia Legal têm recorrido com frequência aos presidentes dos Tribunais de Justiça para suspender decisões judiciais de primeira instância que os contrariam, se utilizando da suspensão de segurança. Trata-se de dispositivo legal desconhecido da maioria da população que confere aos presidentes dos tribunais brasileiros o poder para individualmente suspender os efeitos de decisões tomadas contra o poder público.

O JUSTA analisou 245 pedidos de suspensão de segurança julgados pelos TJ’s de estados da Amazônia Legal. Os principais fundamentos utilizados pelos presidentes dos tribunais para atender aos pedidos foram o zelo pela ordem pública (130) e pela economia pública (97) De acordo com o levantamento, quatro setores foram significativamente atingidos pelo uso deste dispositivo: segurança pública, gestão do sistema prisional, pandemia de Covid 19 e a chamada guerra fiscal.

A análise das 245 decisões de suspensão de segurança nos estados da Amazônia Legal mostra que o presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão foi responsável por apreciar 133 pedidos, seguido por 77 do Amazonas, 13 do Pará, oito do Mato Grosso, cinco de Roraima, três de Rondônia, três do Amapá e três do Tocantins. No entanto, apesar de alguns TJs terem um número aparentemente reduzido de suspensões de segurança, muitas delas têm seus efeitos expandidos, como no Mato Grosso, em que uma única decisão da presidente do TJ suspendeu os efeitos de 78 decisões judiciais, que tiveram seus efeitos estendidos a outros 35 processos.

“A suspensão de segurança permite uma atuação política dos presidentes dos tribunais brasileiros, dando a eles o poder de suspender decisões judiciais que contrariem os mesmos governos responsáveis por liberar créditos adicionais para essas instituições.” avalia Zaffalon.

O estudo do JUSTA mostra que o peso da folha de pagamento das três instituições de justiça – TJ, MP e DP – no orçamento dos estados da Amazônia Legal analisados foi expressivo. No Maranhão, 15% de toda a folha de pagamento do estado é consumida com salários e encargos dessas carreiras jurídicas; em Rondônia, a fatia destinada para esse fim foi de 13%; em Tocantins, 10%; e no Acre, 8%. O Ministério Público do Pará não forneceu os dados completos para o estudo.

DE OLHO NOS ESTADOS

Maranhão

Entre os estados analisados pelo JUSTA na Amazônia Legal, o Maranhão é onde foram distribuídos mais créditos adicionais para as instituições de Justiça e que também registrou o maior número de pedidos atendidos de suspensão de segurança na esfera estadual, a partir de decisões do presidente do TJ-MA. Ao mesmo tempo em que há um orçamento bilionário para as instituições de Justiça, áreas sensíveis sofreram expressivos cortes de investimentos em 2022.

O orçamento geral do Maranhão em 2022 foi de R$ 22,4 bilhões, dos quais R$ 2,8 bilhões foram destinados na Lei Orçamentária Anual (LOA) ao Tribunal de Justiça, Ministério Público e a Defensoria. No decorrer do ano, o governo autorizou o repasse de créditos adicionais de mais R$ 643 milhões ao TJ, MP e DP, dos quais R$ 216 milhões foram utilizados apenas para folha de pagamento. No total, considerando os valores previstos em lei e os liberados em créditos adicionais, o sistema de justiça maranhense recebeu R$ 1,5 bilhão somente para folhas de pagamento.

Assim como ocorreu em outros estados, o governo do Maranhão obteve autorização da Assembleia Legislativa para transferir até 50% do orçamento estadual sem a necessidade de uma análise e aprovação dos deputados estaduais.

O maior beneficiado pela transferência dos créditos extras no sistema de justiça foi o TJ-MA, que tinha um orçamento previsto de R$ 1,5 bilhão e terminou o ano de 2022 com cerca de R$ 2 bilhões, com R$ 471 milhões em créditos que não estavam previstos na lei orçamentária. Esse valor é superior aos orçamentos somados de 10 funções de inegável importância no orçamento público – Transporte, Assistência Social, Saneamento, Cultura, Gestão Ambiental, Trabalho, Comércio e Serviços, Indústria, Organização Agrária e Habitação.

O impacto dessas transferências no orçamento estadual não pode ser ignorado. O estudo do JUSTA aponta que o Maranhão não distribuiu recursos a áreas essenciais à população que estavam previstos na LOA. Em 2022, o estado cortou 40% do orçamento previsto em LOA para Ciência e Tecnologia, 39% no Saneamento Básico, 38% para indústria, 32% em gestão ambiental e 6% em educação.

Ao mesmo tempo, o presidente do Tribunal de Justiça do estado foi o que mais concedeu decisões de suspensões de segurança no período analisado pelo JUSTA, com 133 suspensões, sendo 70 deles estaduais. Destes, 50 foram atendidos. Entre as decisões favoráveis ao governo, destacam-se a suspensão da instalação de Núcleo de Perícia Forense composto por um Instituto de Identificação, um Centro de Perícias Técnicas para Crianças e Adolescentes, um Instituto Médico Legal e um Instituto de Criminalística. Além disso, a presidência do TJ-MA impediu a designação de delegados e policiais civis para municípios do estado.

Rondônia

Em Rondônia, o governo promoveu um corte de 100% do orçamento previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) para a área de trabalho, enquanto o Tribunal de Justiça, Ministério Público e Defensoria Pública receberam R$ 1,2 bilhão, em 2022, entre a verba prevista na LOA e de valores repassados a partir de créditos adicionais. No estado, o total do orçamento em 2022 foi de R$ 10 bilhões distribuídos em diversas áreas e a Assembleia autorizou o governo a remanejar diretamente até 20% (R$ 2 bilhões) em créditos adicionais sem precisar passar pelo legislativo. Do total dessas verbas extras, R$ 86 milhões foram remanejados para as folhas de pagamento do sistema de justiça do estado, sendo a maior parte, R$ 75 milhões, para o TJ-RO.

Cabe destacar, que o orçamento do TJ-RO, de R$ 809 milhões, é superior aos orçamentos somados de 11 funções de inegável importância no orçamento público – Indústria, Ciência e Tecnologia, Cultura, Habitação, Desporto e Lazer, Saneamento, Gestão Ambiental, Urbanismo, Assistência Social, Comércio e Serviços e Agricultura.

Neste contexto em que o sistema de justiça recebeu esses créditos adicionais, o TJ-RO julgou três decisões de suspensão de segurança que favoreceram o governo estadual, sendo uma delas a manutenção de contrato com empresa que responde a processo administrativo por fornecimento de alimentos de má qualidade ao sistema prisional de Porto Velho, onde ainda foram constatadas situações de insegurança alimentar.

Amazonas

Amazonas não disponibilizou dados solicitados via LAI para o levantamento que analisou orçamento da justiça e liberação de créditos adicionais. No entanto, o estado se destaca entre os que mais contabilizaram decisões de suspensão de segurança, totalizando 77 medidas nesse sentido, com grande impacto na vida da população, como as que se refletiram no fornecimento de oxigênio medicinal e suspenderam a disponibilização de equipe médica e leitos de UTI, de urgência e emergência nos municípios do Amazonas durante a pandemia da Covid-19. No Amazonas, dos 47 pedidos de suspensão estaduais, 70% foram atendidos, sendo que um deles, o que inviabilizou a disponibilização de leitos de UTI, teve seus efeitos estendidos, suspendendo outras 62 decisões judiciais do mesmo tipo.

Pará 

No Pará não foi possível fazer análise orçamentária completa das instituições porque o Ministério Público não disponibilizou todos os dados sobre suas despesas. Contemplando somente o levantamento a partir dos dados do Tribunal de Justiça e da Defensoria Pública, R$ 1,8 bilhão foi o orçamento destinado a essas áreas em 2022, com créditos adicionais, sendo R$ 1,6 bi somente referente ao TJ-PA. Esse valor é superior aos orçamentos somados de 11 funções de inegável importância no orçamento público – Agricultura, Cultura, Gestão Ambiental, Desporto e Lazer, Ciência e Tecnologia, Comunicações, Habitação, Trabalho, Indústria, Organização Agrária e Energia.

Do total, R$ 1,2 bilhão foi gasto com a folha de pagamento. Em termos de créditos adicionais, a LOA 2022 autorizou o governo a distribuir até 50% (R$ 15,7 bi) do orçamento sem passar pela aprovação do Legislativo. Desse montante, R$ 230 milhões foram distribuídos para TJ e DP em créditos adicionais.

Ao mesmo tempo em que distribuiu créditos adicionais para o sistema de justiça, o Estado encaminhou ao presidente do TJ local pedido de suspensão de segurança que teve efeito sobre nove decisões de primeira instância, que determinavam a promoção imediata de policiais militares e o pagamento da diferença de todas as remunerações anteriores até a data do reconhecimento da promoção. Outra decisão favorável ao governo, referente à ampliação de cobrança de ICMS, gerou suspensão de 117 decisões, tendo efeitos expandidos para alcançar outros 178 processos. No período analisado, foram 9 pedidos de suspensão de segurança estaduais. Dos pedidos totais, 69% foram suspensos e 31% mantidos.

Acre 

O estado foi o único analisado na Amazônia Legal que não registrou nenhuma decisão de suspensão de segurança do Tribunal de Justiça no período de uma gestão completa. E foi, também, o que recebeu o menor volume financeiro em créditos adicionais para o sistema de justiça e, consequentemente, para folha de pagamento das instituições. No entanto, o orçamento do TJ-AC, de R$ 319 milhões é superior aos orçamentos somados de 10 funções de inegável importância no orçamento público – Saneamento, Ciência e Tecnologia, Gestão Ambiental, Assistência Social, Cultura, Desporto e Lazer, Comunicações, Comércio e Serviços, Organização Agrária e Indústria.

folha de pagamento das três instituições no Acre somou um orçamento de R$ 383 milhões no período. Em termos de créditos adicionais, a LOA 2022 autorizou o governo a distribuir até 30% (R$ 2,4 bi) do orçamento sem passar pela aprovação do Legislativo. Desse montante, R$ 89 milhões foram distribuídos para o sistema de justiça em crédito adicionais. Ainda assim, apesar do menor volume em relação a outros estados, enquanto houve pagamento de créditos adicionais para a Justiça, houve corte orçamentário em outras áreas, como saneamento, que teve cortes de 49% do valor gasto previsto na LOA, 20% em comunicações, 14% em agricultura e 5% em assistência social.

Tocantins

No Tocantins, o orçamento total do estado em 2022 foi de R$12,8 bilhões. O orçamento das instituições do sistema de justiça com créditos adicionais contabilizou R$ 1,1 bilhão, sendo R$ 724 milhões do TJ-TO. Esse número é superior aos orçamentos somados de 15 funções de inegável importância no orçamento público – Agricultura, Gestão Ambiental, Assistência Social, Comércio e Serviços, Cultura, Saneamento, Indústria, Trabalho, Desporto e Lazer, Comunicação, Habitação, Urbanismo, Organização Agrária, Ciência e Tecnologia e Energia.

Da verba total para as três instituições, R$ 749 milhões foram destinados às folhas de pagamento. Em termos de créditos adicionais, a LOA 2022 autorizou o governo a distribuir até 30% (R$ 3,4 bi) do orçamento sem passar pela aprovação do Legislativo. Desse montante, R$ 134 milhões foram distribuídos para o sistema de justiça em créditos adicionais. Em relação à suspensão de segurança, apesar de o estado registrar apenas três decisões nesse âmbito, uma delas suspendeu mais de 50 decisões, tendo o efeito extensivo.

Outros estados 

Para o estudo de “Justiça e Orçamento”, não foi possível realizar o levantamento do Amapá, Mato Grosso e Roraima porque os estados não responderam o pedido de dados completos feito pelo JUSTA via Lei de Acesso à Informação. No Mato Grosso, foram oito pedidos de suspensão de segurança de dezembro de 2020 a 2022, sendo sete deles na esfera estadual – destes, quatro foram suspensos e dois mantidos. Em Roraima, houve cinco pedidos de 2021 a 2023, sendo quatro na esfera estadual, todos mantidos. E no Amapá, de 2021 a 2023, foram três pedidos, sendo dois estaduais, um deles acatado e outro não. Uma das decisões no Amapá teve efeito extensivo e suspendeu 26 decisões. Nestes dois últimos estados, as decisões das presidências dos TJs permitiram que os estados exigissem das empresas os valores relacionados ao Diferencial de Alíquota de ICMS (DIFAL), medida adotada para tentar reduzir os efeitos da guerra fiscal.

Clique aqui para ler o estudo

Metodologia 

Os dados do estudo “Justiça e Orçamento na Amazônia Legal em 2022” são referentes aos estados do Acre, Maranhão, Pará, Rondônia e Tocantins. O estudo não contempla os dados do Amazonas, Roraima, Mato Grosso e Amapá porque os estados não disponibilizaram os dados completos apesar da solicitação do JUSTA via Lei de Acesso à Informação.

O estudo “Suspensão de Segurança na Amazônia Legal” analisou como se comportaram os presidentes de nove Tribunais de Justiça da região, durante a gestão mais recente, incluindo o ano de 2022, frente aos pedidos dos governos dos estados, sendo eles do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Os dados foram levantados tendo como base listas de processos disponibilizadas pelos Tribunais de Justiça via Lei de Acesso à Informação.

Sobre o JUSTA

O JUSTA é uma organização social de pesquisa que se propõe a facilitar o entendimento e a visualização de dados do financiamento e da gestão do Sistema de Justiça. O objetivo da iniciativa é mostrar os impactos que a proximidade entre os Três Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – pode ter na vida social e na organização democrática, principalmente nos temas de segurança pública e a justiça criminal, âmbitos em que os direitos e a liberdade da população são decididos e nos quais a responsabilização do Estado por eventuais violações precisa de maior atenção.

Fonte: Ascom Justa/ e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/12/2023/07:00:29

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Brasil vai exportar ossos de boi para o Peru

Material é usado para a fabricação de rações para outros animais.

Uma nota do Ministério da Agricultura mostra que o Brasil recebeu autorização para exportar ossos de bois e vacas para o Peru. A pasta publicou o documento na quarta-feira 14.

A publicação afirma que o Brasil recebeu autorização para exportar ao país farinhas de ossos e carnes de bovinos — ou seja, bois e vacas. Esse tipo de comércio, entretanto, não é uma novidade.

Em 2022, por exemplo, o agronegócio brasileiro faturou quase US$ 200 milhões com a venda desses produtos a outros países, considerando animais de todas as espécies. Os embarques envolveram 250 mil toneladas.

Na lista de compradores, o grande destaque é o Chile — responsável pela importação de 65 mil toneladas, gerando US$ 45 milhões em receita. No top cinco dos clientes do Brasil também estão Vietnam (US$ 44 milhões), Colômbia (US$ 17 milhões), Estados Unidos (US$ 16 milhões) e Argentina (US$ 14 milhões).

No caso do Peru, o ministério projeta um mercado de R$ 30 milhões (US$ 6 milhões), considerando somente os produtos fabricados com os restos de bovinos.
Farinhas e ossos de bois

De acordo com a Associação Brasileira de Reciclagem Animal, farinhas de ossos de bois e vacas “resultam do cozimento de resíduos do abate de bovinos”. Constituídas principalmente de ossos, cárneos, aparas e vísceras, são ricas em proteína, cálcio, fósforo e gordura.
Sua aplicação se dá, principalmente, para a fabricação de rações para aves, suínos, peixes, crustáceos e pet. É uma excelente fonte de nutrientes usada também no Brasil para esses mesmos animais. O consumo por bovinos é proibido no país.

Farinhas de ossos e carnes de de bovinos | Foto: Reprodução/Associação Brasileira de Reciclagem Animal
Farinhas de ossos e carnes de de bovinos | Foto: Reprodução/Associação Brasileira de Reciclagem Animal

Fonte: Revista Oeste e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/12/2023/13:33:36

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Comissão do Senado aprova porte de arma a agentes da Funai

A Comissão de Segurança Pública do Senado Federal aprovou na terça-feira (12) o Projeto de Lei 2.326/2022 que libera o porte de arma de fogo aos agentes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) que exercem atividades de fiscalização. A proposta ainda deve ser apreciada por mais duas comissões da Casa. A próxima análise será na Comissão de Meio Ambiente (CMA).

A possibilidade de fiscais da autarquia andarem armados para ter mais segurança em terras indígenas de maior risco ganhou força nos debates após o Caso Dom e Bruno. O indigenista Bruno Pereira foi servidor da Funai assassinado juntamente com o jornalista britânico Dom Phillips, em uma emboscada, na Terra Indígena Vale do Javari.

O indigenista e o jornalista Dom Phillips, que preparava um livro sobre a Região Amazônica, foram mortos em junho de 2022, e o crime deixou à mostra a suscetibilidade dos indigenistas e ambientalistas em determinados territórios, como na TI Apyterewa, uma das eleitas pelo governo federal como prioridade na fila daquelas que deveriam, com mais urgência, passar pelo processo de desintrusão, ou seja, de retirada de invasores não indígenas.

O senador Fabiano Contarato (PT-ES), relator da matéria, defende que a autorização ao porte de arma de fogo deve obedecer a critérios e regras. “O porte é condicionado à comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo”, argumenta o parlamentar.

Defesa territorial

O presidente da Associação do Povo Indígena Zoró (Apiz), Alexandre Xiwekalikit Zoró, é favorável ao uso de armas por parte de agentes da Funai. A TI Zoró fica nos limites do município de Rondolândia (MT).

O povo zoró pangyjej sempre teve uma população pequena, estimada pela Funai, na década de 1970, quando foram oficialmente contatados pela primeira vez, entre 800 e 1 mil pessoas. Atualmente, há aproximadamente 700 zoró pangyjej.

A história dos zoró foi marcada por diversos tipos de invasores. Em 1961, houve a inauguração da Rodovia Cuiabá-Porto Velho, o que facilitou a chegada de agropecuárias e posseiros em seu território. Atualmente, um dos maiores problemas é a presença de madeireiros.

“Sem esses armamentos, os agentes não se sentem seguros diante desses invasores”, disse o líder zoró pangyjej.

Em entrevista à Agência Brasil, o servidor Felipe Vasconcelos, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), também defendeu o porte de armas para fiscais da Funai, cargo que desempenhou por cerca de 1 ano. Vasconcelos tinha direito, como fiscal, a realizar suas tarefas armado, o que se provou necessário diante dos perigos que rondavam a região para a qual foi designado, no Acre.

Segundo o servidor, os rios da região onde trabalhou são rotas de tráfico internacional de drogas. “Esse era nosso maior medo lá. Nas operações que a gente fazia, quando subia os rios, o receio era de trombar com esses traficantes, e eles acharem que era uma operação policial e tentar nos alvejar, fazer alguma emboscada. Então, a gente sempre ia com a Polícia Federal ou o Ibama, que iam quase escoltando a gente para visitar as terras indígenas”, relata Vasconcelos, que já atuou, anteriormente, como policial militar.

Vasconcelos ressalta que, no Ibama, no qual atua em área administrativa, o porte é liberado exclusivamente a fiscais, exatamente como o texto que tramita no Congresso Nacional prevê em relação à Funai. Ele lembra que, no período em que trabalhou na Funai, sua equipe identificou, certa vez, uma abertura na mata, dentro de uma TI, por meio de um satélite e que, depois de avaliar que seria um movimento de alto risco conferir de perto o que era, por haver chance de se deparar com invasores, a decisão foi por acionar apoio da Polícia Federal e do Ibama. O que pesou foi justamente o fato de sua equipe não ter armas de fogo para conseguir, porventura, se defender dos invasores, que andam, em muitos casos, armados e eliminam quem cruzar seu caminho.

“Era Rio Juruá acima. Teria, primeiro, que pedir esse apoio, senão a gente não poderia ir. E acaba demandando mais dos outros órgãos. Sempre que a gente pede, eles podem ir, mas às vezes estão muito atarefados e não podem ir em dias específicos, tem que ajustar calendário”, explica Vasconcelos.

No Ibama, onde completa cerca de 1 ano e 3 meses de atividade, mesmo estando na divisão administrativa, ele também já se sentiu em desvantagem por não carregar uma arma, pois, segundo ele, acaba indo a campo. Isso aconteceu quando foi fazer uma vistoria em uma floresta nacional (Flona), com outros membros de sua equipe, na qual detectaram rastros deixados por garimpeiros. “Até para gente, que é uma atividade meramente administrativa, também tem esse receio”, reconhece. “Nesse caso específico, por ser uma área onde há presença de garimpeiros, solicitamos o apoio da Polícia Militar”.

Funai

A Funai, por meio de nota, reiterou os pré-requisitos para a concessão do porte de arma e disse que “a modificação legislativa proposta na Comissão de Segurança Pública opera-se por servidores da Fundação Nacional dos Povos Indígenas em atividades de fiscalização e devem seguir os requisitos do Estatuto do Desarmamento”.

A Agência Brasil tentou contato com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) sobre a questão, mas ainda não teve retorno.

 

Fonte:  Com informações da Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/12/2023/12:12:24

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VÍDEO: Lula se diz “feliz” por ter um ministro comunista no STF

Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atual presidente da República, afirmou estar feliz por ter um ministro comunista no Supremo Tribunal Federal (STF). O político se referia a Flávio Dino (PSB), ministro da Justiça e Segurança Pública.

Durante a 4ª Conferência Nacional de Juventude realizada nesta quinta (14) em Brasília, Lula declarou sua felicidade na aprovação. “Vocês não sabem como estou feliz hoje. Pela primeira vez na história desse país, nós conseguimos colocar na Suprema Corte desse país um ministro comunista, um companheiro da qualidade do Flávio Dino”, disse.

Dino foi sabatinado na última quarta (13) no Senado Federal. Precisando de 41 votos favoráveis, Dino foi aprovado pelo plenário com 47 votos a favor, 31 contrários e duas abstenções. Sua posse será no dia 22 de fevereiro de 2024.

Assista o vídeo onde Lula relata felicidade por aprovação de “ministro comunista”:

https://static.ric.com.br/uploads/2023/12/ssstwitter-com_1702601890493.mp4

Lula discursou durante a 4ª Conferência Nacional de Juventude em Brasília (Vídeo: X/@brunocomunika)

Fonte:  RICMAIS e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/12/2023/08:16:36

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