Batida entre caminhão e ônibus de turismo deixa 25 pessoas mortas e cinco feridas no norte da Bahia

Vítimas morreram após a batida entre um caminhão e um ônibus — Foto: Brigada Anjos Jacuipenses
Acidente aconteceu na noite de domingo (7), na BR-324, em trecho da cidade de São José do Jacuípe.

Batida entre caminhão e ônibus de turismo deixa 24 pessoas mortas e seis feridas na BA

Uma batida entre um caminhão e um ônibus de turismo deixou 25 pessoas mortas e 5 feridas na noite de domingo (7), na BR-324, em trecho da cidade de São José do Jacuípe, no norte da Bahia, a cerca de 290 km de Salvador.

O coordenador da Brigada Anjos Jacuipenses, Lucival Souza, que atuou no resgate das vítimas, informou que o acidente aconteceu por volta das 23h30, no km 381, próximo da cidade de Gavião, no sentido de Jacobina.

Morreram 22 pessoas que estavam no ônibus e três no caminhão, que transportava mangas. O acidente deixou, ao todo, 25 mortos. 24 pessoas morreram no local do acidente. Entre as vítimas estão homens, mulheres, gestante, crianças e adolescentes. Uma pessoa morreu após ser levada para um hospital da região.

Ainda não se sabe o que causou a batida.

Ainda segundo a Brigada Anjos Jacuipenses, um dos feridos foi levado para o hospital da cidade de Capim Grosso. Outras cinco pessoas foram levadas para uma unidade de saúde de Nova Fátima.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que quatro feridos foram transferidos para hospitais de Salvador e Feira de Santana. Não há detalhes sobre o estado de saúde deles. Veja abaixo:

*Hospital Estadual da Criança, em Feira de Santana;
*Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana;
*Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador;
*Hospital do Subúrbio, em Salvador

De acordo com a PRF, a pista, por volta das 6h30 desta segunda-feira (8), seguia interditada.

Os passageiros do ônibus moravam em Jacobina e viajaram na noite do sábado (6) para a praia de Guarajuba, distrito turístico de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, e retornaram para o município na noite de domingo.

Em nota, a Prefeitura de Jacobina lamentou o acidente e informou decretou três dias de luto oficial no município. Afirmou ainda que organiza um velório coletivo no ginásio de esportes municipal. Ainda não há previsão de data e horário.

A gestão municipal afirmou ainda que também atua para agilizar a liberação e transferência dos corpos para Jacobina.

A Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) informou que o ônibus estava regular e o motorista também estava com o cadastro em dia.

Os corpos das vítimas foram levados para os Departamentos de Polícia Técnica (DPTs) das cidades de Jacobina, Euclides da Cunha, Juazeiro e Senhor do Bonfim.

Batida entre caminhão e ônibus deixa 24 pessoas mortas e seis feridas no norte da Bahia — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Batida entre caminhão e ônibus deixa 24 pessoas mortas e seis feridas no norte da Bahia — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Fonte: G1BA  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 08/01/2024/08:04:26

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Governo faz acordo com mineradoras para proteger extração de ouro

Ouro apreendido vale R$ 15 milhões, segundo a Polícia Federal (Foto: PF/Divulgação)
Ouro apreendido pela PF avaliado em R$ 15 milhões: plano para conter roubos

O governo federal assinou nesta sexta-feira (5), em Brasília, um acordo de cooperação técnica com mineradoras para criar um plano de segurança nos municípios onde há extração de ouro. A meta é prevenir roubos de cargas por quadrilhas organizadas e fortemente armadas, conhecidas como “novo cangaço”, além de preparar a população para casos de ataques.

A parceria foi firmada entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Segundo os representantes das duas partes, devem ser selecionados, inicialmente, cerca de 10 municípios entre as mais de 50 cidades onde a extração de ouro é mais intensa.

O ministro interino da Justiça, Ricardo Cappelli, destacou que o acordo é importante para dar segurança ao setor mineral do país, protegendo os investimentos e a economia brasileira.

“O setor representa boa parte da balança comercial brasileira e tem importância estratégica para a economia do país. E quando estabelecemos essas parcerias, estamos, do ponto de vista do Ministério da Justiça e Segurança Pública, auxiliando no desenvolvimento porque a segurança faz parte da questão do desenvolvimento”, destacou Cappelli.   

Segundo o Ibram, entre 2010 e 2019, foram registrados 11 assaltos a cargas de ouro no Brasil. O vice-presidente do Ibram, Fernando Azevedo e Silva, afirmou que buscou o ministério porque o setor entendeu que eram necessárias medidas do poder federal para combater a ação das quadrilhas.
Impacto

“A criminalidade violenta vem impactando as operações de empresas de mineração de ouro e de peças preciosas no país. A atratividade do ouro produzido em municípios do interior, com carência de recursos estatais para garantir a ordem pública, foi identificada como fator primordial de atos criminosos”, destacou Fernando, que foi ministro da Defesa do governo Bolsonaro.

O acordo firmado com as mineradoras faz parte do Programa Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas, justificou o diretor de Operações de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Romano Costa.

“Será realizado nessas cidades um planejamento integrado com as forças de segurança pública e com as empresas, de forma que a gente possa planejar e gerar simulados e prevenção no tocante a possibilidade de realização de ataques das organizações criminosas na modalidade de domínio de cidade, vulgarmente conhecido como novo cangaço”, destacou.

Fonte e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 07/01/2024/08:04:26

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Projeto de lei busca reconhecer diabetes tipo 1 como deficiência

Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei para reconhecer a diabetes tipo 1, uma síndrome metabólica congênita, como deficiência; entenda o caso.

A realidade de muitos pais de crianças com diabetes mellitus tipo 1 (#DM1) os obriga a pararem de trabalhar, em muitos casos para cuidar de seus filhos. A luta deles é para que a condição seja reconhecida como uma deficiência física.

Não há como estimar quantas pessoas foram diretamente prejudicadas pela falta de medicamentos para diabetes em Belém, mas a prefeitura garante que a situação está resolvida

De acordo com a dentista Adriana Santos, mãe de Henrique, 6 anos, que tem diabetes diagnosticada desde os 4. “No geral, o cuidado acaba ficando como responsabilidade das mães. A gente tem que acompanhar de perto a alimentação e aplicar os remédios para o resto da vida. Não podemos descuidar”.

O menino já chegou a registrar níveis glicêmicos abaixo de 50 e acima de 300, quando a quantidade ideal de açúcar no sangue deve ficar entre 100 e 140 mg/dl. Esta regulação é conseguida naturalmente pelo corpo pela ação da #insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas que abre as portas da célula para que a #glicose entre.
A diabetes tipo 1 é uma síndrome metabólica em que o pâncreas produz insulina insuficiente e manifesta seus primeiros sinais, em geral, na infância e na adolescência. Para as famílias, o reconhecimento como deficiência permitirá aos pacientes com DM1 exigirem horários especiais no trabalho e na escola para fazer as aplicações de insulina com segurança. Além disso, o status permite que as famílias entrem com pedido de auxílio financeiro para custear afastamentos temporários para cuidado de pacientes (nos casos dos responsáveis) e também para a compra de equipamentos de saúde.

Fonte: O Liberal  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 06/01/2024/18:59:17

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Relatoria da CPMI do 8 de janeiro diz que nunca ouviu falar de planos para matar Moraes

O relatório final não fez menção a planos para assassinar o ministro do STF.

Segundo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, as investigações sobre o 8 de Janeiro mostraram que ele era um dos alvos preferenciais das pessoas que cometeram os atos antidemocráticos. Em um dos planos, o ministro do STF seria preso pelas Forças Especiais do Exército e morto sob custódia. Ainda segundo Moraes, outra ideia era enforcá-lo na Praça dos Três Poderes.

A relatoria da CPMI do 8 de Janeiro não teve conhecimento de ameaças de morte contra o ministro do STF.

Nem mesmo a senadora Eliziane Gama, relatora da CPMI, nem os assessores e investigadores que trabalharam na relatoria tiveram acesso a documentos ou a apurações que citavam os fatos narrados por Moraes na entrevista ao jornal O Globo.

O relatório final, de 1.333 páginas, não fez menção a planos para assassinar o ministro do STF.

Fonte: O Liberal  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 06/01/2024/18:59:17

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Dois indígenas são assassinados a tiros por garimpeiros na Terra Yanomami, diz associação

“Currutela” no alto Catrimani, além de pista de pouso clandestina. Aeronaves dão suporte à atividade. — Foto: Divulgação/HAY

Vítimas foram assassinadas com tiros no rosto e tiveram os corpos cortados, segundo relato de indígenas à Júnior Hekurari, presidente da Urihi Associação Yanomami.

Dois indígenas Yanomami foram assassinados a tiros por garimpeiros na Terra Indígena Yanomami, divulgou a Urihi Associação Yanomami (UAY) nesta sexta-feira (5). As mortes ocorreram na região do Alto Catrimani, em uma área de garimpo conhecida como pista Kapixaba.

As vítimas foram assassinadas com tiros no rosto e tiveram os corpos cortados, segundo relato de indígenas à Júnior Hekurari, presidente da Associação. As mortes ocorreram na última terça-feira (2). Os suspeitos teriam fugido, mas ainda há outro grupo de invasores fortemente armado na região.

Um ofício sobre o caso foi enviado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Ministério Público Federal (MPF), Ministério dos Povos Indígenas, Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Exército Brasileiro e Polícia Federal. O g1 procurou os órgãos e aguarda retorno.

    “Isso demonstra a falha muito grande na parte de segurança do governo, do Brasil. Por isso, nós estamos sofrendo na mão dos garimpeiros nas nossas casas […] Somos reféns dessa situação de brasileiros maltratando outros brasileiros que moram na floresta”, disse Hekurari ao g1.

Um dos corpos foi cremado, devido aos costumes do povo Yanomami, e outro permanece na floresta. Ainda conforme o relato, os corpos foram encontrados pelo cunhado de uma das vítimas.

No documento, a associação cobrou providências e pediu que a Polícia Federal (PF) seja enviada para o território para retirar o corpo e levar à autópsia. Além disso, solicitou que o caso seja investigado e que os culpados sejam punidos.

O Alto Catrimani é uma das regiões mas impactadas pelo garimpo ilegal. Um relatório divulgado em 2022 pela Hutukara Associação Yanomami mostrou que a pista do Kapixaba concentrava as maiores acampamentos e estruturas de apoio ao garimpo na região, como bares, mercearias e prostíbulos.

Terra Yanomami

Maior território indígena do Brasil, a Terra Indígena Yanomami passa por uma grave crise humanitária e sanitária em que dezenas de adultos e crianças sofrem com desnutrição grave e malária. Desde o dia 20 de janeiro de 2023, a região está em emergência de saúde pública.

Alvo há décadas de garimpeiros ilegais, o maior território indígena do Brasil enfrentou nos últimos o avanço desenfreado da atividade ilegal no território. Em 2022, a devastação chegou a 54%. O governo Federal deflagrou operações para combater a atividade, mas os invasores tem retornado ao território.

A invasão do garimpo predatório, além de impactar no aumento de doenças no território, causa violência, conflitos armados e devasta o meio ambiente – com o aumento do desmatamento, poluição de rios devido ao uso do mercúrio, e prejuízos para a caça e a pesca, impactando nos recursos naturais essenciais à sobrevivência dos indígenas na floresta.

Fonte:G1 RR   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 06/01/2024/08:04:26

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Brasil paga R$ 4,6 bilhões e quita todas as suas dívidas com organismos internacionais

Valor também engloba as dívidas não pagas por governos anteriores; pagamentos permitiram que o país recuperasse o direito de voto em importantes organismos internacionais – (Foto:Reprodução)

O Brasil quitou todas as suas dívidas com organismos e fundos internacionais no ano passado. Um total de R$ 4,6 bilhões foi pago em compromissos financeiros, incluindo contribuições regulares, integralizações de cotas de bancos multilaterais e recomposições de fundos internacionais. Esse valor também engloba as dívidas não pagas por governos anteriores e as obrigações referentes a 2023. A informação foi divulgada hoje pelos ministérios do Planejamento e Orçamento e das Relações Exteriores. De acordo com as pastas, o país quitou integralmente suas contribuições ao orçamento regular da Organização das Nações Unidas (ONU), no valor aproximado de R$ 289 milhões, e também pagou R$ 1,1 bilhão em passivos relacionados a missões de paz da ONU.

Além disso, os pagamentos permitiram que o Brasil recuperasse o direito de voto em importantes organismos internacionais, como a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBTO), a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) e o Tribunal Penal Internacional (TPI). É importante ressaltar que, em caso de inadimplência das contribuições obrigatórias, um país pode perder seu direito a voto nessas instituições ou organismos multilaterais.

Para evitar que as dívidas voltem a se acumular no futuro, as despesas anuais junto aos organismos internacionais serão consideradas obrigatórias no Orçamento deste ano, que está em fase de sanção presidencial. Segundo o Planejamento, serão classificadas como obrigatórias as despesas referentes a contribuições e às primeiras rodadas de integralizações a bancos multilaterais de desenvolvimento, conforme previsto em tratados internacionais promulgados pelo Brasil. Até 2023, esses gastos eram considerados discricionários, o que significa que poderiam ser cortados, levando ao acúmulo de dívidas. Agora, com a classificação dessas despesas como obrigatórias, espera-se que o país consiga manter seus compromissos financeiros em dia e evitar futuros passivos.

Fonte: JP  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 05/01/2024/07:27:11

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Transferências via Pix podem ser taxadas por instituições bancárias; entenda

Cobrança é autorizada pelo Banco Central desde 2020.

Embora muitas pessoas acreditem que as transferências via Pix sejam gratuitas, em algumas modalidades dessa transação é permitido aos bancos realizar a cobrança de uma tarifa sobre as operações. O Banco Central (BC) autoriza a taxação desde 2020, no entanto, as instituições financeiras possuem autonomia para definir as regras e os valores aplicados.

De acordo com as regras determinadas pelo BC, pessoas jurídicas podem ser cobradas, tanto ao fazer quanto ao receber uma transferência, já que a situação se caracteriza como compra. Por outro lado, pessoas físicas, microempreendedores e empresários individuais estão isentos de taxação.

A cobrança é permitida apenas nos seguintes casos de transferências: feitas por um canal de atendimento presencial (incluindo telefone) quando meios eletrônicos estiverem disponíveis; a partir do 31º pix recebido no mês; recebidas a partir de um QR dinâmico ou de pessoa jurídica; recebidas de uma conta definida em contrato de uso exclusivamente comercial.

Taxas

As principais instituições bancárias do Brasil cobram entre 0,99% a 1,45% do valor recebido da tarifa. Para cada modalidade, é estabelecida uma tarifa, que pode chegar até ao piso máximo de R$ 150 para transações nas máquinas ou QR Code estático. Já os principais bancos digitais não realizam taxações sobre as transferências via pix.

Segundo o advogado Fernando Oliveira, especialista em direito do consumidor, não é permitido o acréscimo de taxa para pagamentos específicos, como o Pix ou outras formas, assim como é ilícita a prática de definir um valor mínimo para pagamento virtual.

“O código de defesa do consumidor não autoriza que o fornecedor de produtos ou serviços estabeleça valores mínimos para a utilização de meio de pagamento, seja cartão de crédito, Pix ou qualquer outra modalidade de pagamento. Não é permitido o acréscimo de “taxa de Pix”.

Ainda sim, o estabelecimento comercial pode oferecer descontos para certas modalidades de pagamento, explica o advogado. “É permitido que haja uma vantagem para o cliente que decidir pagar à vista, em dinheiro ou via Pix”.

Os valores retidos nas transações não podem ser repassados aos consumidores, afirma Fernando Oliveira. “Atualmente, o custo é apenas do fornecedor. Mas, isso não impede que, no futuro, haja uma autorização para que as instituições venham a cobrar pelo serviço, também, dos consumidores”, pondera o especialista.

Ainda que as instituições financeiras tenham autonomia para definir as regras de taxação, as cobranças seguem uma questão mercadológica, que varia conforme a lei da oferta e demanda, destaca Oliveira, e é influenciada pela concorrência entre as diversas instituições financeiras.

De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Lojistas de Belém (Sindilojas), Eduardo Yamamoto, a diferenciação de preço conforme a modalidade de pagamento está em vigor no país desde 2017, com a ressalva de que os valores sejam repassados previamente.

“Destacamos que no ano de 2017 entrou em vigor a Lei Federal 13.455/2017, permitindo a diferenciação de preço conforme a modalidade de pagamento, ou seja, o fornecedor pode cobrar preço diferenciado de acordo com a forma de pagamento escolhida pelo consumidor, sendo, pagamentos em dinheiro, PIX, cartão de débito ou de crédito. Devendo essa informação estar em local visível ao consumidor”, declara.

Fonte: O Liberal  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 04/01/2024/09:58:05

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8 de janeiro: PF descobriu planos para prender e matar Alexandre de Moraes

Ministro Alexandre de Moraes – ( Nelson Júnior/SCO/STF)

‘UM DOS PLANOS ERA ME PRENDER E ENFORCAR APÓS O GOLPE’, DIZ MORAES EM ENTREVISTA UM ANO DEPOIS DO 8/1; VÍDEO

Na estreia da série de entrevistas e reportagens do GLOBO sobre os ataques do 8 de Janeiro, que estão prestes a completar um ano, o ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações sobre a investida golpista no Supremo Tribunal Federal (STF), detalha, em entrevista, os desdobramentos das apurações sobre o episódio. O magistrado, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conta que a investigação desvendou três planos contra ele, que envolviam até homicídio.
‘Defendiam que eu deveria ser enforcado’

Onde o senhor estava no dia 8 de janeiro?

Após a posse do presidente Lula, viajei com a minha família para a Europa e estava em Paris dia 8 de janeiro. Meu filho me mostrou imagens de pessoas invadindo o Congresso. Liguei imediatamente para o ministro Flávio Dino (Justiça). Perguntei a ele como tinham entrado, porque havia ocorrido uma reunião de órgãos de segurança em que tinha ficado proibida a entrada de manifestantes na Esplanada dos Ministérios. Num determinado momento, o presidente também falou comigo. Ele e o Dino conversaram sobre a possibilidade de intervenção federal ou GLO (Garantia da Lei e da Ordem). Quem decidiu foi o Poder Executivo, mas eu relembrei que no tempo do presidente (Michel) Temer, houve a possibilidade de intervenção só na área da segurança, e talvez isso fosse melhor.

O que o senhor fez?

O que chocava era a inação da Polícia Militar. Fui secretário de Segurança Pública em São Paulo e ministro da Justiça.

   Afirmo sem medo de errar: não precisaria de cem homens do Batalhão de Choque para dispersar aquilo.

O que precisávamos ver era qual gravidade e a sequência. Fiquei aguardando a provocação da Polícia Federal e da Advocacia-Geral da União (AGU) para decidir (no inquérito). Achei importante três decisões: as prisões do então secretário (Anderson Torres) e do comandante geral da Polícia Militar (Fábio Augusto Vieira), para evitar efeito dominó em outros estados. Eu me certifiquei que as demais polícias militares estavam tranquilas, mas não podíamos arriscar. Ao mesmo tempo, o afastamento do governador (Ibaneis Rocha), para evitar que pudesse ocorrer algo extremista em outros estados, eventualmente outro governador apoiar movimento golpista. E a determinação de prisão em flagrante imediata de quem permanecesse em frente a quartéis pedindo golpe.

O que poderia ter acontecido?

Se tivéssemos deixado mais pessoas em frente a quartéis (no dia seguinte), poderia gerar mais violência, com mortes e distúrbios civis no país todo. Se não houvesse a demonstração clara e inequívoca de que o Supremo Tribunal Federal não iria admitir nenhum tipo de golpe, afastaria qualquer governador que aderisse e prenderia os comandantes de eventuais forças públicas que aderissem, poderíamos ter um efeito dominó que geraria caos no país.

Havia os acampamentos nos quartéis e outros episódios de violência, como a tentativa de atentado a bomba nos arredores do aeroporto de Brasília. Era possível prever o que houve?

Foi um erro muito grande das autoridades deixar, durante o ano passado, aquelas pessoas permanecerem na frente dos quartéis. Isso é crime e agora não há mais dúvida disso. O Supremo Tribunal Federal recebeu mais de 1.200 denúncias contra quem estava acampado pedindo golpe militar, tortura e perseguição de adversários políticos. No dia do segundo turno, também tivemos um problema grave com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), objeto de inquérito, que inclusive gerou a prisão do ex-diretor (Silvinei Vasques). Houve a greve dos caminhões tentando parar o país. A violência estava numa crescente. No dia da diplomação, 12 de dezembro de 2022, houve prisões após a (tentativa de) invasão da Polícia Federal. Como na posse não houve nada, infelizmente as pessoas da área de segurança talvez tenham ficado mais otimistas. O grande erro doloso foi permitir a entrada (dos golpistas) na Esplanada dos Ministérios. O 8 de Janeiro foi o ápice do movimento: a tentativa final de se reverter o resultado legítimo das urnas.

O que a investigação já delineou sobre o plano golpista?

Nas investigações e nos interrogatórios de vários desses golpistas, temos que os discursos nos quartéis onde estavam acampados diziam que deveriam vir para Brasília. De vários financiadores, (a ordem era que) deveriam vir, invadir o Congresso e ficar até que houvesse uma GLO para que o Exército fosse retirá-los. E, então, eles tentariam convencer o Exército a aderir ao golpe. O que mostra o acerto em não se decretar a GLO, porque isso poderia gerar uma confusão maior, e sim a intervenção federal. Não que o Exército fosse aderir, pois em nenhum momento a instituição flertou (com a ideia). Em que pese alguns dos seus integrantes terem atuado, e todos eles estão sendo investigados.

Os executores já foram condenados, os financiadores estão sendo denunciados e há outras linhas da apuração da participação de militares e dos autores intelectuais. Até onde a investigação vai chegar?

Não há limite. Todos aqueles que tiverem a responsabilidade comprovada, após o devido processo legal, serão responsabilizados.

É possível chegar aos autores intelectuais?

Já se chegou a alguns financiadores, divulgadores e instigadores.

Obviamente, é possível chegar aos organizadores, inclusive intelectuais. Em menos de um ano, já temos mais de 30 condenados pelo plenário do Supremo Tribunal Federal.

Não poderíamos deixar que aqueles que tentaram romper com a democracia no Brasil continuassem achando que uma eventual impunidade pudesse encorajá-los a atentar novamente.

O ex-presidente Jair Bolsonaro fez uma série de ataques às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral. Qual é a responsabilidade dele?

Todas as pessoas sobre as quais a Polícia Federal encontrar indícios serão investigadas, desde os executores até eventuais políticos. Mas isso a investigação é que vai demonstrar.

Qual foi a influência das plataformas no 8 de Janeiro?

A regulamentação das redes sociais vai ser uma bandeira importante do Tribunal Superior Eleitoral no primeiro semestre de 2024. Elas falharam e foram instrumentalizadas no 8 de Janeiro. Proliferaram o discurso de ódio, antidemocrático, permitindo que as pessoas se organizassem para a “festa da Selma”, que era o nome utilizado (para o 8 de Janeiro).

O senhor foi alvo desse discurso de ódio e se deparou na investigação com planos para prendê-lo.

Eram três planos. O primeiro previa que as Forças Especiais (do Exército) me prenderiam em um domingo e me levariam para Goiânia. No segundo, se livrariam do corpo no meio do caminho para Goiânia. Aí, não seria propriamente uma prisão, mas um homicídio.

    E o terceiro, de uns mais exaltados, defendia que, após o golpe, eu deveria ser preso e enforcado na Praça dos Três Poderes. Para sentir o nível de agressividade e ódio dessas pessoas, que não sabem diferenciar a pessoa física da instituição.

Houve uma tentativa de planejamento. Inclusive, e há outro inquérito que investiga isso, com participação da Abin, que monitorava os meus passos para quando houvesse necessidade de realizar essa prisão. Tirando um exagero ou outro, era algo que eu já esperava. Não poderia esperar de golpistas criminosos que não tivessem pretendendo algo nesse sentido. Mantive a tranquilidade. Tenho muito processo para perder tempo com isso. E nada disso ocorreu, então está tudo bem.

O senhor precisou reforçar a sua própria segurança?

Ela continua a mesma desde o momento em que eu assumi a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (em 2014). Eu já recebia ameaças da criminalidade organizada. O esquema é o mesmo há quase nove anos. Em relação à minha família, aumentei a segurança.

Esses golpistas são extremamente corajosos virtualmente e muito covardes pessoalmente.

Então, chegam muitas ameaças, principalmente contra minhas filhas, porque até nisso eles são misóginos. Preferem ameaçar as meninas e sempre com mensagens de cunho sexual. É um povo doente.

Há críticas em relação às prisões feitas no dia 8 de janeiro. São justas?

Nunca vi alguém preso achar que a sua prisão é justa. Analiso as críticas construtivas, mas ignoro as destrutivas. Nenhum desses golpistas defende que alguém que furtou um notebook não possa ser preso. E eles, que atentaram contra a democracia, não podem? Os presos são de classe média, principalmente do interior, e acham que a prisão é só para os pobres. A Justiça tem que ser igual para todos.

Os críticos também dizem que as penas aos primeiros condenados foram altas.

Quem faz a pena não é o Supremo Tribunal Federal, é o legislador. O Congresso aprovou uma legislação substituindo a Lei de Segurança Nacional exatamente para impedir qualquer tentativa de golpe. Se as penas máximas fossem aplicadas em todos os cinco crimes, pegariam mais de 50 anos, mas pegaram 17 (no máximo). Se não quisessem ser condenados, não praticassem nenhum crime.

Qual é a lição que fica do 8 de Janeiro?

A primeira é impedir a continuidade dessa terra sem lei das redes sociais. Sem elas, dificilmente (os atos golpistas) teriam ocorrido de forma tão massiva. Na parte criminal eleitoral, todos os políticos, quando houver comprovação de participação, devem ser alijados da vida política, além da responsabilidade penal. Quem não acredita na democracia não deve participar da vida política do país.

Fonte: O GLOBO  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 03/01/2024/08:04:26

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Servidores do Ibama prometem suspender fiscalização ambiental

Funcionários cobram resposta sobre reestruturação de carreira.

Mais de 1,7 mil servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) assinaram uma carta destinada à presidência do órgão informando que irão suspender todas as atividades de fiscalização ambiental, se concentrando apenas em atividades internas e burocráticas. A carta informa que a decisão seria colocada em prática a partir dessa segunda-feira (1º).

A medida é uma resposta ao andamento das negociações entre servidores e governo a respeito do reajuste salarial e da proposta de reestruturação da carreira. Segundo os servidores que assinaram o documento, esta “é uma resposta direta à falta de ação e suporte efetivo aos servidores e às missões críticas que desempenhamos”. Os funcionários reclamam da falta de resposta do Ministério da Gestão e Inovação (MGI) em relação à proposta de restruturação da carreira de especialista em meio ambiente.

O documento afirma que as atividades finalísticas do órgão podem ser prejudicadas até que as negociações sejam retomadas, “o que inclui operações de fiscalização ambiental na Amazônia e em terras indígenas, como a Yanomami, vistorias de processos de licenciamento ambiental, processos autorizativos, prevenção e combate a incêndios florestais, atendimento às emergências ambientais, entre outras”.

O texto ressalta que a suspensão das atividades deve causar “impactos significativos na preservação do meio ambiente e atribuímos isso aos dez anos de total abandono da carreira do servidor público que mais sofreu assédio e perseguição ao longo do governo anterior”. O documento pede, ao final, a retomada das negociações com a Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema Nacional).

Em nota, o Ibama informou que, apesar da carta, ainda não foi registrada qualquer paralisação nas atividades de fiscalização. “Até às 14h30 desta terça-feira foram contabilizadas 1.729 assinaturas. Cabe ressaltar que não houve paralisação até o momento. Os servidores continuam atuando em atividades da instituição”, diz a nota.

Servidores do Ibama e suas entidades representativas têm cobrado o governo pedindo melhorias nas condições de trabalho e remuneração.

Reajuste e diálogo

No último dia 16 de agosto, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) instituiu uma mesa de negociação com órgãos ambientais e governo para facilitar o diálogo com os funcionários da área.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos informou que está aberto ao diálogo com servidores do Ibama e outros órgãos, e lembrou a reinstalação, ainda no começo do ano passado, da Mesa Permanente de Negociação com os servidores públicos, que havia sido descontinuada no governo de Jair Bolsonaro. A pasta também destacou que houve reajuste linear de 9% para todos os servidores públicos federais do Poder Executivo, além do aumento de 43,6% no auxílio-alimentação.

“No segundo semestre de 2023, teve início o debate sobre reajuste para o ano de 2024. Como parte desse processo, foram abertas 21 mesas específicas para tratar de algumas carreiras. Somente no âmbito das mesas específicas, sete acordos para reestruturação de carreiras já foram fechados. A recomposição da força de trabalho na Administração Pública Federal, para recuperar a capacidade de atuação do governo para a execução de políticas públicas, é pauta prioritária do Ministério da Gestão, que vem atuando dentro do possível e dos limites orçamentários para atender às demandas dos órgãos e entidades do Executivo Federal”, informou a pasta.

Fonte: Agência Brasil   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 03/01/2024/12:04:51

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Ministério das Comunicações encerra a transmissão analógica de TV em 2.933 cidades

(Foto: Pablo Le Roy/MCom)  –  A segunda etapa do processo de digitalização do sinal de televisão no Brasil foi finalizada em 15 de dezembro pelo Ministério das Comunicações, encerrando as transmissões analógicas de TV aberta em 2.933 cidades remanescentes e universalizando o sinal de TV digital. São mais de 31,2 milhões de brasileiros contemplados com acesso à TV com maior qualidade de transmissão.

DIGITALIZA BRASIL-São mais de 31,2 milhões de beneficiados com TV de qualidade digital em todas as regiões do país

O Programa Digitaliza Brasil foi essencial para atingir esse objetivo, instalando infraestrutura necessária para a transmissão digital. Focando especialmente nos municípios sem sinais digitais operativos, a iniciativa conseguiu qualificar 1.563 municípios ao longo dos dois últimos anos. O desligamento também abrangeu outras localidades, totalizando 2.933 municípios que contarão com sinais digitais de TV aberta com a melhor qualidade de som e imagem.

A Portaria nº11.476, emitida em 8 de dezembro, estendeu o prazo até junho de 2025 para 1.265 cidades não totalmente digitalizadas, considerando aquelas com canais digitais pendentes de consignação. A prorrogação visa evitar interrupções de sinal em municípios de menor porte, assegurando uma transição para a TV digital.

O Programa Digitaliza Brasil, instituído pela Portaria MCom nº 2.524 em maio de 2021 e consolidado pela Portaria GM/MCom nº 1, de 2 de junho de 2023, definiu as diretrizes para a digitalização do sinal de televisão no Brasil, divididas em duas fases. A primeira etapa do processo ocorreu entre 2016 e 2018, desocupando a faixa de 700 MHz, permitindo a implementação do 4G. Digitalizando 1.379 municípios, incluindo todas as capitais, atingiu cerca de 60% da população brasileira.

A TV Digital terrestre, serviço aberto e gratuito, oferece qualidade superior e possibilita recepção em dispositivos móveis. Com 4.191 municípios ainda por migrar, a implementação do Digitaliza Brasil é um esforço conjunto do setor de radiodifusão, telecomunicações e governo, sendo a primeira fase viabilizada pela venda da faixa de 700 MHz, garantindo infraestrutura e kits de recepção para famílias de baixa renda.

Fonte:Ascom MCom   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 03/01/2024/08:04:26

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