Polícia Federal combate abuso infantil em megaoperação internacional

Fonte: Divulgação/Polícia Federal

Descubra como a Operação Nacional de Combate ao Abuso Sexual Infantojuvenil, em parceria com a Itália e Espanha, atua contra violadores online.

Em uma demonstração de força e cooperação internacional, a Polícia Federal (PF) do Brasil realizou nesta quarta-feira (27) um movimento estratégico e poderoso contra violadores dos direitos das crianças: a Operação Share. Esta, que é uma das maiores ofensivas nos últimos tempos contra o abuso sexual infantojuvenil, alcançou expressivos números e destacou a importância da colaboração internacional no combate a tais crimes. A operação foi marcada pela expedição de 59 mandados de busca e apreensão em grande parte do território brasileiro, resultando ainda em 17 prisões significativas.

A ação contundente da PF não foi isolada, tendo sido realizada com a colaboração fundamental de forças policiais da Itália e da Espanha. Essa articulação internacional permitiu a identificação e localização de abusadores que atuavam por meio da internet, apontando para a realidade alarmante do abuso sexual online e a necessidade de esforços conjuntos para combatê-lo. A troca de informações com as polícias europeias foi crucial para o início e sucesso das operações em solo brasileiro, reforçando a premissa de que a luta contra o abuso infantil transcende fronteiras.

Como Foram Coordenadas as Ações da Operação Share?

A Coordenação de Repressão aos Crimes Cibernéticos Relacionados ao Abuso Sexual Infantojuvenil da PF esteve à frente desta grande mobilização, guiando as ações em 21 unidades da federação. Entre os estados onde os mandados foram cumpridos figuram São Paulo com 9 ações, seguido por Paraná e Rio Grande do Sul, cada um com também 9 intervenções. Este amplo espectro de atuação evidencia a disseminação do problema por todo o país e a importância de uma resposta à altura por parte das autoridades.

Qual o Impacto da Operação em Números?

Estes números revelam não apenas a amplitude da operação, mas também o grave cenário contra o qual o Brasil e o mundo se levantam. O esforço conjunto de 182 policiais empreendeu não somente a aplicação da lei mas representou uma forte mensagem de intolerância a crimes dessa natureza.

Quais São os Próximos Passos no Combate ao Abuso Sexual Infantojuvenil?

A Operação Share é um capítulo significativo na luta contínua contra o abuso sexual de crianças e adolescentes, porém, o desafio persiste. Os resultados alcançados servem tanto como um alerta sobre a extensão desse problema quanto como um estímulo para a continuidade das ações repressivas. A cooperação internacional, a capacitação contínua das forças policiais e a conscientização da população são pilares fundamentais nessa batalha. A tecnologia, que muitas vezes facilita o crime, também se torna uma ferramenta essencial nas mãos da lei para antecipar e prevenir futuras violações.

Em última análise, a Operação Share reafirma o compromisso da Polícia Federal, em conjunto com parceiros internacionais, de proteger os direitos das crianças e adolescentes. Assim, reitera a mensagem de que a segurança e o bem-estar de menores não são negociáveis e que a justiça buscará incansavelmente por aqueles que tentam violar tais direitos.

Fonte: O Antagonista  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/03/2024/11:49:27

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Alunos que vazaram foto de professora demitida podem responder por divulgação de cena de nudez sem o consentimento da vítima, diz polícia

Escola Estadual Doutor Gerson de Faria Pereira, em Alto Paraíso de Goiás — Foto: Reprodução/Google Street View

Não foi informado quantos alunos estão envolvidos no caso. Delegacia de Polícia de Alto Paraíso também já colheu depoimento da vítima, da diretora da escola, e de professores.

A Polícia Civil investiga o caso da professora de história Bruna Flor de Macedo Barcelos, que denuncia ter sido demitida após ter fotos íntimas vazadas por alunos que acessaram pastas privadas do celular pessoal dela. O caso aconteceu na Escola Estadual Doutor Gerson De Faria Pereira, em Alto Paraíso de Goiás.

Em nota, a polícia informou que os estudantes que teriam acessado as mídias do celular da professora já foram identificados. A polícia não informou quantos alunos estão envolvidos no episódio.

Caso fique comprovada a ação, eles poderão responder por ato infracional análogo ao crime de divulgação de cena de nudez sem o consentimento da vítima. Ato infracional é uma conduta descrita na lei como crime ou contravenção penal só que praticado por uma criança (até completar 12 anos) ou adolescente (entre 12 anos completos e 18 anos incompletos).

A Delegacia de Polícia de Alto Paraíso também já colheu depoimento da vítima, da diretora da escola e de professores. “A PCGO informa que acompanha o caso detidamente, com prioridade, e já prestou as orientações devidas à vítima”, informou.

Seduc nega demissão por vazamento de fotos

A Secretaria Estadual de Educação de Goiás (Seduc) negou ao g1 que a demissão da professora está relacionada ao vazamento de fotos íntimas.

A pasta afirma que Bruna foi contratada em regime emergencial para suprir uma demanda da unidade escolar e que o desligamento da profissional se deu devido à convocação de novos professores aprovados no concurso público realizado em 2022, que assumiram, de forma efetiva, em 2023, vagas dos contratos especiais na rede pública estadual de ensino.

Mas um documento assinado pela Seduc e enviado à Defensoria Pública confirma que a demissão da professora aconteceu porque a gestão da escola considerou que os estudantes estavam “extremamente envergonhados” de assistirem às aulas dela após o vazamento das fotos íntimas; veja trecho abaixo.

Documento aponta vazamento de fotos íntimas de professora como motivo de demissão — Foto: Acervo pessoal
Documento aponta vazamento de fotos íntimas de professora como motivo de demissão — Foto: Acervo pessoal

A Seduc Goiás não deu nenhuma declaração a respeito do vazamento das fotos e da denúncia da professora que relatou ter sido destratada por colegas e pela gestão da escola.

Em nota enviada à reportagem, a pasta se resumiu a dizer que, sobre a conduta de Bruna, “segue a legislação de proteção à criança e adolescente, por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”.

Após descobrirem demissão, estudantes enviam mensagens de apoio à professora que teve fotos nua vazadas

Fotos nuas vazadas

Bruna conta que emprestou o celular para que os alunos pudessem tirar fotos de um evento escolar que, posteriormente, seriam usadas em uma atividade pedagógica. No entanto, eles acessaram pastas particulares e compartilharam as imagens com os demais colegas.

“Me senti violada, violentada. Na sequência, a gestão da escola criou um ofício dizendo que os estudantes se sentiam constrangidos de assistirem às minhas aulas por terem visto minha foto nua. Uma inversão de quem foi vítima na situação”, disse a professora.

A gestão da escola soube do ocorrido após uma coordenadora ver diversos estudantes reunidos e, ao se aproximar, ver que eles estavam olhando uma foto da professora nua. Mesmo assim, a gestão permitiu que ela trabalhasse até o final do dia com todos já sabendo do vazamento, exceto ela.

“Eu trabalhei até o quinto horário normalmente, sem saber de nada. Enquanto estava todo mundo já sabendo da situação, eu só vim a saber às 18 horas, quando a diretora, no final do dia, me chamou para uma reunião, dizendo que era [uma conversa] só eu entre mim e ela. Mas tinham seis pessoas na sala, me senti inibida e é onde ela me passou o fato. Fiquei estarrecida”, relembrou a professora.

Destratada em ambiente escolar

Professora denuncia que foi demitida após ter fotos nua vazadas por estudantes, em Alto Paraíso de Goiás — Foto: Divulgação/Bruna Barcelos
Professora denuncia que foi demitida após ter fotos nua vazadas por estudantes, em Alto Paraíso de Goiás — Foto: Divulgação/Bruna Barcelos

Após a situação, a professora contou que passou a ser destratada no ambiente escolar por parte de colegas e da gestão. Conforme a professora, ela tinha um contrato de cinco anos com a escola, e a demissão ocorreu em menos de oito meses após o início do contrato, em 2023.

Em resposta a um ofício em defesa da professora, a escola afirmou que o regimento escolar estipula que os professores não podem emprestar seus celulares de uso pessoal aos alunos. A instituição também destacou que as decisões foram tomadas em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente, que preconiza a proteção integral das crianças e seus direitos.

Bruna defende que o celular foi emprestado porque a escola não tinha aparelhos que fizessem filmagem e que o registro do evento, que fazia parte do Mês da Consciência Negra, era importante.

“Solicitar que estudantes façam o registro de uma atividade é dotá-los de autonomia tem valor imprescindível para um ser humano livre e cidadão”, afirmou.

‘Sem dinheiro para me alimentar’

Em entrevista ao g1, a professora de história desabafou dizendo que, desde que foi demitida, em 2 de novembro do ano passado, tem vivido de favor na casa de pessoas porque não tem mais condições de pagar aluguel.

“Eu fui demitida em novembro, mas as consequências disso estão até hoje, porque eu fiquei sem como pagar o aluguel, estou vivendo na casa de pessoas, de 20 em 20 dias eu troco de casa. Tenho recebido muita humilhação, não estou tendo dinheiro para me alimentar, um constrangimento muito grande”, lamenta a professora.

Fonte: g1 Goiás  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/03/2024/11:27:28

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Principal rio de Roraima, Rio Branco registra segunda maior seca da história

Seca severa deixa Rio Branco sem água e praias se formam no leito — Foto: Ronny Alcântara/Rede Amazônica

Nível de água do rio chegou a 39 centímetros negativos, o segundo pior índice desde 2016, quando houve a seca histórica.

O Rio Branco, principal rio de Roraima, atingiu a marca de 39 centímetros negativos nesta segunda-feira (25) e enfrenta a segunda maior seca da história. Com o baixo nível de água, o cenário é de balsas e canoas na areia, pescadores à deriva sem ter como navegar e pessoas atravessando o rio pé.

A marca deste mês de março fica atrás apenas da seca em 2016, quando o Rio Branco chegou a 57 centímetros negativos e enfrentou a pior escassez desde que se iniciou o monitoramento em 1972, há 52 anos, pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), operado pelo Serviço Geológico do Brasil.

Roraima enfrenta o período seco desde outubro, situação climática que deve se estender até abril. O estado lidera o número de focos de calor do país em 2024. Com a falta de chuvas, rios têm secado – como o caso do Rio Branco, e há ocorrências de incêndios florestais que consomem casas, animais, a vegetação e espalha fumaça poluída pelo ar.

No Rio Branco, as dunas de areia tomaram conta da paisagem e a água corrente deu lugar à praia extensa. Na Orla Taumanã, um dos pontos turísticos mais conhecidos de Boa Vista, onde era possível ver o rio correndo, agora dá até caminhar por debaixo da estrutura.

Enquanto isso, a quatro dias para o fim de março, ainda não choveu na capital e a tendência é que o nível do rio baixe ainda mais, o que preocupa – o esperado para o período era de 39,2 milímetros de chuva, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

De acordo com a pesquisadora em geociência do Serviço Geológico do Brasil, Jussara Cury, que acompanha as bacias da Amazônia Ocidental, o que ocorre atualmente no Rio Branco é um “momento de estiagem severa”.

“Os níveis são considerados baixos desde outubro de 2023 quando começava a estiagem onde as mínimas normalmente ocorrem em fevereiro do ano seguinte, assim, com as precipitações na região muito abaixo do normal desde janeiro do ano em curso, a vazante ficou acentuada e de certa forma prolongada pela ausência de chuvas no mês de março”, explicou.

Roraima tem boa parte do território localizado no hemisfério Norte, por isso, atualmente está na estação seca, chamada de “verão amazônico” — o período vai de outubro a março. Os meses de dezembro e janeiro são os mais secos, com registro de poucas chuvas.

Fonte de água potável que abastece a casa de moradores de Boa Vista, a situação do Rio Branco é considerada “sensível” pelo presidente da Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caer), James Serrador. Ele sugere que a população economize água potável em casa.

“A água é um bem escasso e a gente está numa situação crítica. Há pouco tempo, menos de dois meses, a gente falava no rio ainda com o dado positivo e hoje estamos negativo. Portanto, estamos muito próximos da nossa margem de segurança”, disse James.

O presidente disse ainda que, por enquanto, a Caer opera dentro do previsto para fornecer água à população, mas isso pode mudar.

“Hoje estamos em pleno funcionamento, mas pode chegar a um ponto em que a gente tenha que desligar a bomba de captação porque não vai ter volume de água necessário para garantir o abastecimento.”

Quem vive às margens do rio lamenta a situação que, somada às nuvens de fumaça causadas por incêndios florestais no céu da cidade, preocupa a população.

‘Nunca vi tanta areia no rio’

Empresário e pescador, Stanley Lira, de 69 anos, mora às margens do Rio Branco. Conhecido como “Boboco”, ele administra o bar e restaurante “Marina Meu Caso”. Para ele, a seca que o rio enfrenta se compara a de 1998, quando o estado enfrentou umas das piores estiagens da história.

Mas, na visão dele, em 1998 não havia tanta areia quanto agora. Ele acredita que o novo cenário tenha relação à atividade garimpeira em rios que têm relação com o Rio Branco, como o Uraricoera, e às dragas que extraem areia do Rio Branco.

“O assoreamento foi grande nos últimos quatro anos. Muita draga de areia, garimpo, plantação de soja. Tinha seca, mas antes você podia navegar de barco por aí. Hoje não tem como. Diminuiu muito o movimento de barcos por aqui. É algo que assusta. Nunca vi tanta areia no rio”, disse o pescador ao g1.

Em tom de comparação, Boboco mostrou onde o nível já chegou: cobrindo o telhado do restaurante. Agora, o rio não alcança nem na rampa onde as canoas são ancoradas. Na praia que se formou na frente do local, canoas estão encalhadas em meio à areia e à nuvem de fumaça.

Mas, Boboco acredita no poder de reconstituição da natureza, e se diz confiante na “volta por cima” que o rio vai dar quando começar o período chuvoso, previsto para abril.

“Lamento muito, porque todo mundo que trabalha com o rio, precisa dele. A população depende dessa água. Muita areia, mas daqui a dois anos, essa área estará limpa. A água vai voltar com o período das chuvas”, disse.

Na avaliação do doutor em Geociências e professor da Universidade Federal de Roraima (UFRR) Vladimir de Souza o cenário atual de Roraima – de incêndios, estiagem e fumaça pode impactar o meio ambiente futuramente.

“Há perda de biodiversidade devido às queimadas, e até mesmo áreas de floresta estão sendo afetadas. Isso tudo causa um desastre ambiental”, afirma.

Além disso, o professor reforçou que é causada pelo forte aquecimento das águas do Atlântico, e isso “somado ao desmatamento e à drenagem de lagoas para atividades agrícolas, prejudica a recarga dos lençóis freáticos e dos rios”.

“Nos outros anos, durante o El Niño, as chuvas conseguiam amenizar os efeitos da seca. Porém, atualmente, devido ao aumento do desmatamento e da exposição do solo, a seca é mais severa”, explica o pesquisador.

‘Tá difícil pra andar de canoa’

Fernando Silva Coelho, de 44 anos, vive em Roraima há 28 anos. Há 12, trabalha como pescador e, desde que começou a pescar profissionalmente nos rios de Roraima, nunca viu uma seca tão severa quanto essa neste período. Pela experiência de vida, segundo ele, sempre choveu durante a Semana Santa.

“Na data de hoje, está muito diferente. Até agora não choveu, porque era nessa época que já chovia aqui. Na Semana Santa sempre choveu. Quando o rio secava, não ficava desse jeito tão seco”.

Emocionado em meio aos flutuantes na areia, se disse preocupado com o rio que banha a capital de Roraima.

“Muito triste. Muito triste mesmo. A gente fica até emotivo um pouco de ver o rio dessa forma. Porque a gente não quer que o rio fique assim. Mas é a mudança do clima. É assustador”, disse o pescador.

O que mais o surpreende é a quantidade de areia no meio do rio. “A praia é boa, mas para curtir. Para a gente que pesca não é viável. Nós que dependemos da pesca”.

‘É só pedra’

Quem também está sentindo os efeitos dos baixos níveis do Rio Branco é o pescador Jandeci Pinho, de 47 anos. Ele trabalha em um flutuante que, no momento da entrevista, estava encalhado no meio da praia. Pescador há 10 anos, ele disse e nunca viu o rio chegar a este nível.

“Nunca [vi o rio assim], essa é a primeira vez. É ruim demais, porque vemos tudo seco, sem ter para onde ir de barco. Mal conseguimos navegar aqui, porque está tudo seco, é só pedra, é raso demais”.

Ele explica que não está pescando por conta da piracema, período em que os peixes estão se reproduzindo, mas que segue navegando por onde dá.

“É perigoso até colocar uma canoa com motor na água tão rasa, as vezes vai na remada ou a gente vai bem devagar com o motor de popa, porque com pouca água não conseguimos andar”, contou o pescador.

Outra questão que tem atrapalhado Jandeci são as nuvens de fumaça que se tornaram constantes na capital. Isso atrapalha a visão de quem navega pela rio.

“A fumaça também está muito densa. Não conseguimos enxergar, nem a ponte. E essa fumaça atrapalha quem trabalha com canoas no rio, porque às vezes está tão densa que eles não conseguem atravessar de um lado para o outro do rio. Também aumenta o risco de acidentes”.

Varal no meio do rio

Debaixo da orla foi lugar que o jovem migrante venezuelano Jesus Lorono, de 25 anos, escolheu para lavar e secar as roupas. Ele está na cidade há pouco menos de um mês e, sem trabalho e sem ter onde ficar, ele e a esposa aproveitaram o vento e o sol para improvisar um varal onde antes corria a água do Rio Branco.

Em espanhol, ele disse que não conhece o rio cheio. Natural de Puerto Ordaz, ele veio para Roraima fugindo da crise vivida pela Venezuela e em busca de uma vida melhor.

“Eu venho dormindo descansando de baixo da orla mesmo. Não tem onde lavar [a roupa], aqui é o único lugar. E Boa Vista é muito quente. Agora estou procurando um trabalho. Lá na Venezuela, eu trabalhava como mecânico. É realmente muito triste o rio assim, mas estamos aproveitando pois não temos aonde tomar banho ou lavar e secar as roupas”, disse Jesus ao g1.

Fumaça de incêndios florestais

Fumaça encobre Boa Vista na manhã desta segunda-feira (25). — Foto: Oséias Martins/Rede Amazônica

Fumaça encobre Boa Vista na manhã desta segunda-feira (25). — Foto: Oséias Martins/Rede Amazônica

Após dois decretos reconhecendo oficialmente os efeitos da seca em Roraima, 14 dos 15 municípios do estado estão em situação de emergência.

Os municípios são: Amajari, Alto Alegre, Boa Vista, Cantá, Caracaraí, Caroebe, Iracema, Mucajaí, Pacaraima, Rorainópolis, Normandia, São João da Baliza, São Luiz e Uiramutã. Bonfim, ao Norte, é o único município que não está em estado de emergência.

Mas a falta de água não é o único problema enfrentado pela população roraimense. Em meio à seca, incêndios florestais consomem casas, animais e a vegetação, espalhando fumaça pelo estado.

Para se ter ideia, numa escala que vai de 0 a 160 µg/m3, um material particulado que pode penetrar os pulmões, reduzindo a capacidade de respiração e até causando doenças, a capital chegou a atingir 334.5µg/m3, às 18h36 desse domingo (24), segundo a Plataforma Selva.

A fumaça vem dos incêndios florestais que ocorrem nas cidades próximas da capital e principalmente da Guiana, país que faz fronteira com Roraima, e do Suriname — embora, o estado tenha muito mais focos que os dois países.

Fonte: g1 Roraima  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/03/2024/12:21:08

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Macron tenta combater garimpo ilegal de ouro na Guiana Francesa

Emmanuel Macron, presidente da França, em desembarque no vilarejo de Camopi, na Guiana Francesa, nesta segunda (25) – Foto: Ludovic Marin/AFP

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta segunda-feira (25) que o governo está buscando designar novas zonas regulamentadas de mineração de ouro na Guiana Francesa para combater o garimpo ilegal e suas consequências ambientais.

Planeta em transe

Uma newsletter com o que você precisa saber sobre mudanças climáticas

Em um discurso no território antes de uma viagem de três dias ao Brasil, Macron disse que a França está estudando elaborar um plano dentro de três meses para áreas com reservas de ouro.

Os trabalhadores nessas áreas devem ser obrigados a seguir regras de mineração sustentável, disse Macron, incluindo a proibição do uso de mercúrio, metal tóxico usado na extração do ouro que se espalha por rios, oceanos, florestas e contamina a população.

Os garimpeiros ilegais no território liberam cerca de 1,3 kg de mercúrio para cada 1 kg de ouro extraído, mostram dados da ONG WWF (World Wide Fund for Nature).

O programa tentará impedir que garimpeiros ilegais, muitos vindos de países vizinhos, entrem nessas áreas. A ideia é limitar as atividades motivadas pelo aumento dos preços do ouro, acrescentou Macron.

O valor do ouro, que tende a subir em tempos de risco geopolítico, aumentou em 10% em relação ao ano anterior, chegando perto de US$ 70 por grama.

No ano passado, Macron disse que cerca de cinco toneladas métricas de ouro foram extraídas do território, a maioria ilegalmente, e 35 kg (0,04 toneladas) foram apreendidos pelas autoridades.

Macron afirmou que o ouro apreendido agora será vendido para devolver fundos ao território, principalmente por meio de projetos relacionados à reparação dos impactos da mineração ilegal.

O presidente contou também estar buscando aumentar a cooperação com o Suriname e o Brasil para romper as cadeias de suprimento ilegais e melhorar a da coordenação militar. O objetivo é estabelecer uma estratégia conjunta até a COP30, cúpula da ONU sobre mudanças climáticas que será realizada em Belém, no Brasil, em 2025.

Fonte: g1  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/03/2024/09:51:00

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Estudantes deixam adolescente seminua após a agredirem com socos e puxões de cabelo em escola; vídeo

Estudantes agridem aluna de 15 anos em escola estadual de Glicério (SP) — Foto: Arquivo pessoal

Agressão foi registrada nesta terça-feira (26), na Escola Estadual ‘Maria Matilde Castein Castilho’, em Glicério (SP). Após quase dois minutos de violência, funcionárias da escola chegaram e conseguiram separar as alunas.

Duas estudantes agrediram uma adolescente de 15 anos com socos nas costas, puxões de cabelo e a deixaram seminua dentro da Escola Estadual “Maria Matilde Castein Castilho”, em Glicério, interior de São Paulo. A agressão foi registrada nesta terça-feira (26).

Segundo apurado pela TV TEM, as alunas estavam conversando, quando a briga e as agressões começaram. A vítima foi arrastada pelos cabelos e recebeu socos, antes de ter a blusa arrancada por uma das estudantes.

Mãe de aluna viu violência do lado de fora da escola: ‘Não consegui salvar minha filha’

Após quase dois minutos de violência, funcionárias da escola chegaram e conseguiram separar as alunas. Um outro estudante foi atingido por uma carteira e machucou o pé. A motivação da briga seria um desentendimento por causa do irmão da vítima.

Ainda conforme apurado pela TV TEM, essa é a terceira briga na escola em duas semanas e os episódios de agressões entre os alunos são frequentes. A vítima foi levada à unidade de saúde, onde recebeu atendimento médico.

A Polícia Militar foi acionada. Um boletim de ocorrência por lesão corporal foi registrado e a Polícia Civil vai investigar o caso.

A TV TEM questionou a Secretaria Estadual de Educação sobre o caso. Em nota, a pasta informou que repudia a violência, lamentou o caso e disse que as estudantes vão acompanhar as aulas remotamente nesta semana, após determinação do conselho escolar.

Conforme a pasta, as três funcionárias que acompanhavam a movimentação dos alunos apartaram o conflito e uma reunião entre a vítima e uma profissional do Psicólogos nas Escolas foi marcada para quarta-feira (27).

A Diretoria de Ensino de Birigui (SP) designou um supervisor para apurar a conduta dos servidores no caso.

“A equipe do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva SP) acompanha o caso e irá implementar estratégias de conscientização sobre conflitos e cultura de paz na unidade escolar. A Ronda Escolar e o Conselho Tutelar também foram acionados”, finaliza a nota.

Estudantes agridem aluna de 15 anos em escola estadual de Glicério (SP) — Foto: Arquivo pessoal
Estudantes agridem aluna de 15 anos em escola estadual de Glicério (SP) — Foto: Arquivo pessoal

https://twitter.com/i/status/1772993655697027497

Fonte: g1  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/03/2024/10:13:01

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Carro invade doceria e criança escapa por um triz de atropelamento; VÍDEO

Motorista perdeu o controle da direção e invadiu doceria em Praia Grande (SP) — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Motorista perdeu o controle da direção ao ser atingido por um outro automóvel em Praia Grande (SP).

Mãe e filho escaparam por um triz de serem atropelados dentro de uma loja de doces em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Imagens obtidas pelo g1, nesta terça-feira (26), mostram o momento em que o motorista perde o controle da direção e invade o estabelecimento. Conforme apurado pelo g1, o carro sofreu uma batida e ficou desgovernado. Apesar do incidente, ninguém ficou ferido.

No vídeo, é possível ver que o menino estava sentado em uma cadeira no salão por onde o carro passou. Ele deixou o local aproximadamente 30 segundos antes do impacto, e se deslocou até o balcão para ficar ao lado da mãe e de três funcionárias que estavam no caixa.

Antes de o carro invadir a loja, conforme apurado pelo g1, todos escutaram um estrondo, mas pouco se pôde fazer. Assim que o veículo quebrou as portas de vidro, a cliente e as funcionárias correram para o fundo da loja, enquanto a criança, por instinto, foi em direção ao automóvel.

O menino caiu no chão, mas logo levantou e correu para longe do carro. Nas imagens, é possível escutar os gritos e, no final, uma pessoa não identificada disse: “Meu Deus. Liga para a polícia”.

Acidente

A Polícia Militar (PM) informou à equipe de reportagem que foi acionada para um acidente de trânsito no sábado (23). De acordo com o relato dos envolvidos, um carro foi cruzar a Rua Botafogo e colidiu com um outro automóvel na Avenida Presidente Kennedy. O motorista do veículo atingido perdeu o controle da direção e invadiu a doceria.

Em nota, a Sodiê Doces informou que os danos foram apenas materiais. O estabelecimento ainda não sabe o valor do prejuízo, pois os responsáveis estão contabilizando o que perderam e fazendo orçamentos para substituição dos itens danificados.

A loja está funcionando normalmente com mesas e cadeiras de outras unidades da doceria. Sobre as portas de vidro, a previsão é de que novas sejam colocadas na quarta-feira (27). Por enquanto, foram colocados tapumes de madeira. Um segurança está garantindo que ninguém entre no local.

A PM afirmou que os policiais escutaram todos os envolvidos e os orientaram a registrar o boletim de ocorrência. A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou ao g1 que não foi localizado o registro desta ocorrência.

Assista o vídeo:

https://twitter.com/i/status/1772767391643996462

Fonte: g1  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/03/2024/18:42:32

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Vídeo mostra quando mulher encontra recém-nascido abandonado em balde, em GO

Bebê é encontrado em balde e levado a hospital, em Aparecida de Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Recém-nascido foi encontrado ainda com o cordão umbilical. Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado.

Um vídeo mostra o momento em que uma mulher encontra um recém-nascido abandonado em um balde, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital (veja acima). O recém-nascido foi levado a um hospital, internado e passa bem.

“Olha o que eu achei. Alguém acredita nisso? Parece que eu pari, né? Mas o filho não é meu não”, disse a mulher sem acreditar no que estava acontecendo.

O recém-nascido foi encontrado ainda com o cordão umbilical na madrugada do último sábado (23). A mulher que o encontrou, passava pelo Avenida Independência, no Setor Cidade Livre, quando encontrou o bebê. A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado.

Conforme apurou a TV Anhanguera, a mulher e o filho estavam passando pela avenida quando ouviram barulho de choro e, quando se aproximaram do balde, viram o recém-nascido.

A mulher então levou o bebê para o Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (Hmap) e depois o encaminhou para o Hospital do Setor Garavelo.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Aparecida de Goiânia confirmou o caso e disse que o bebê está bem e com estado de saúde estável (confira a nota na íntegra no final da matéria).

De acordo com a polícia, a Delegacia de Proteção a Criança e Adolescente (DPCA) está trabalhando para identificar os pais do recém-nascido.

Nota Secretaria de Saúde de Aparecida

“A Secretaria de Saúde de Aparecida de Goiânia (SMS) informa que na madrugada de hoje, 23 de março, o SAMU foi acionado pela equipe do HMAP para atendimento de um recém-nascido que, segundo informações do acompanhante, foi encontrado em via publica. O bebê foi encaminhado para a Maternidade Municipal e está bem, estável. O Conselho Tutelar já foi acionado.”

Vídeo: 

https://twitter.com/i/status/1772749684055957937

ASSISTA O VÍDEO NO INSTAGRAM DO FOLHA DO PROGRESSO AQUI.

Fonte: g1 Goiás e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/03/2024/18:16:19

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Sucuri gigante que viralizou em vídeo de biólogo holandês é encontrada morta em Bonito

Cobra de quase 7 metros foi encontrada morta. — Foto: Reprodução

Cobra de quase 7 metros foi encontrada às margens do rio Formoso. Ela já foi filmada em documentários internacionais e era tida como um símbolo da espécie na região de Bonito, conforme especialistas.

Uma sucuri, de quase 7 metros, foi encontrada morta às margens do rio Formoso, em Bonito (MS), neste domingo (24). De acordo com o documentarista de vida selvagem Cristian Dimitris, a cobra morta é a mesma que viralizou em um vídeo compartilhado pelo biólogo holandês Freek Vonk. Veja o vídeo acima.

A causa da morte da serpente é investigada. Em denúncia nas redes sociais, o documentarista atestou que a serpente morta é a mesma filmada inúmeras vezes, inclusive pelo biólogo holandês. A identificação da cobra foi feita a partir das manchas que a serpente tem pelo corpo. Elas servem como digitais da espécie, como explica Dimitrius, que filma cobras na região há 10 anos.

A identificação da serpente também foi confirmada pela especialista em sucuris e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) Juliana Terra, que acompanhava a cobra há 8 anos em estudos. A cientista comentou que a sucuri era chamada de Ana Julia e símbolo para região de Bonito.

Com imagens de arquivo, Cristian Dimitrius conseguiu precisar que a cobra morta era Ana Julia. Na postagem, o documentarista indicou a possibilidade da sucuri ter sido morta por um tiro. As causas da morte só serão atestadas após análise e investigação da Polícia Militar Ambiental (PMA).

“Comparei as marcas do rosto, que são como impressões digitais. Ela deve ser a sucuri mais famosa do mundo, totalmente emblemática para a região. Imagens com a serpente já rodaram o mundo”, comentou Cristian Dimitrius.

Equipes da PMA de Bonito devem ir ao local onde a cobra foi encontrada morta para levantar informações ainda nesta segunda-feira (25).

A cobra foi encontrada com o corpo completamente inchado. “Hoje recebi a notícia de que a sucuri foi morta e seu corpo foi encontrado boiando no rio Formoso. Que tristeza, que raiva!!!! Quem teria feito um absurdo destes????”, escreveu o documentarista nas redes sociais.

Morte acende alerta e comove especialistas

Ana Júlia foi filmada por Cristian Dimitrius ao longo dos últimos 10 anos. A cobra já foi protagonista de reportagens do g1, documentários especiais da BBC e apareceu em vários conteúdos digitais.

“Todos os anos muitas pessoas vão até a região para fotografar sucuris. Tive o privilégio de fotografar esta sucuri ano passado pela última vez. Agora esta morta, sinto mistura de revolta e tristeza, raiva também!”, exclamou o documentarista.

A doutora em ecologia pela Universidade de São Paulo (USP), a bióloga Juliana Terra, também lamentou o episódio e afirmou que a morte da cobra é algo irreparável para biodiversidade de Bonito.

“Registrei alguns eventos reprodutivos, as gestações e alguns filhotes, além de diversos aspectos da história de vida da sucuri, infelizmente recebo essa notícia”, comentou Juliana.

A especialista explica que Ana Júlia era uma sucuri verde e também confirmou que a cobra morta é a mesma que viralizou no vídeo do biólogo holandês.

As fêmeas desta espécie, especialmente, são consideradas topo de cadeia, que são animais que podem controlar as populações e presas. A influência da serpente gera um ecossistema balanceado, como a pesquisadora explica.

“Era um animal adulto e saudável, teria ainda pela frente provavelmente muitos eventos reprodutivos para contribuir para a perpetuidade da população de sucuris da região, ela era um símbolo também, conhecida localmente e pelos turistas já que costumava ficar descansando no barranco do rio onde passa o passeio de bote”.

Em nota, a prefeitura de Bonito lamentou a morte da sucuri e informou que acompanhará de forma próxima as investigações do caso.

Leia a nota na íntegra abaixo:

“A Prefeitura de Bonito manifesta total repúdio pelo ocorrido com a Sucuri ‘Ana Júlia’ em nosso município. A relevância de um animal desse porte nas nossas áreas mostram o quão equilibrado o nosso ambiente está, porque um ambiente para suportar um animal topo de cadeia, como uma sucuri de quase 7 metros, precisa estar no mínimo equilibrado e essa atitude pessoal, de alguém que cometa um ato como este, é totalmente desprezível e vai contra tudo aquilo que a gente trabalha para em prol do meio ambiente. Então esperamos que as autoridades competentes consigam identificar os autores e punir os culpados”.

Veja vídeo:

https://twitter.com/i/status/1772738957593211145

Fonte: Por José Câmara, g1 MS   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/03/2024/17:28:09

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Dois seguranças são mortos a tiros durante desentendimento em conveniência de Guarapuava no Paraná; vídeo

Edinéia Gonçalves Oliveira e Vanderley Antônio de Lima — Foto: Reprodução

Vítimas de 31 e 32 anos foram baleadas no tórax. Suspeito, de 43 anos, fugiu após o crime e não foi localizado pela polícia.

Dois seguranças, Vanderley Antônio de Lima, de 31 anos e Edinéia Gonçalves Oliveira, de 32 anos, morreram baleados após uma discussão em uma loja de conveniência na madrugada deste sábado (23), em Guarapuava, na região central do estado, segundo a Polícia Militar (PM).

O crime ocorreu por volta da 1h, no Bairro Conradinho.Segundo o aspirante Bordignon, minutos antes do crime, houve um desentendimento entre os seguranças e o suspeito, de 43 anos.

O atirador saiu em um carro e retornou ao local minutos depois armado e atirou contra as vítimas, que foram atingidas no tórax.

“Encontramos os dois seguranças baleados na região do tórax. A princípio houve um desentendimento entre um dos frequentadores do bar e eles”, falou.

Edinéia e Vanderley eram casados. Ela morreu antes da chegada do socorro, conforme a PM.

Ele foi socorrido pelo serviço de atendimento móvel de urgência (Samu) e encaminhado em estado grave ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

O atirador fugiu em um carro e foi preso no começo da tarde deste sábado (23).

O casal deixa quatro filhos de 12, 4 e dois gêmeos de 1 ano.

Veja vídeo:

https://twitter.com/i/status/1772735557824548929

Fonte: Por g1 PR e RPC Guarapuava   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/03/2024/17:16:21

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Morador de cobertura é preso após cortar corda que segurava trabalhador enquanto ele limpava fachada de prédio em Curitiba

Morador de cobertura é preso após corta corda que segurava trabalhador que limpava fachada de prédio em Curitiba — Foto: Reprodução/Google Maps

Segundo MP, vítima foi salva por dispositivo de segurança que impediu a queda. Raul Ferreira Pelegrin foi denunciado por homicídio tentado. g1 tenta contato com defesa do homem.

Raul Ferreira Pelegrin, de 41 anos, foi preso em flagrante depois de cortar a corda que segurava um trabalhador que limpava a fachada de um prédio em Curitiba.

Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), a vítima fazia a limpeza, no 6º andar do edifício, preso por uma corda que estava amarrada no telhado do prédio. Durante o trabalho, o suspeito, que mora na cobertura do edifício, no 27º andar, cortou a corda com uma faca.

Conforme o MP-PR, a vítima só não despencou por conta de um dispositivo de segurança que impediu a queda. O caso aconteceu no bairro Água Verde.

O g1 tenta contato com a defesa de Pelegrin.

O caso ocorreu em 14 de março, mas foi divulgado na segunda-feira (24) pelo MP, que denunciou o homem por homicídio tentado. A Justiça pode, ou não, aceitar a denúncia. O suspeito teve a prisão preventiva decretada e, portanto, não há previsão para deixar a cadeia.

Investigação

Após o corte da corda, a polícia foi acionada. No local, os agentes precisaram arrombar a porta de um dos quartos do apartamento, onde Pelegrin foi encontrado e reconhecido pela vítima.

Na sacada do apartamento, de acordo com o MP, os policiais encontraram a faca usada no crime e um pedaço da corda cortada.

O MP informou que o motivo para o crime ainda é desconhecido.

Durante o interrogatório policial, o agora denunciado ficou permaneceu em silêncio e “sustentou não saber os motivos de ter sido conduzido à delegacia”.

Na denúncia contra o homem, o MP considerou duas qualificadoras: recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de meio insidioso – ou seja, o crime foi cometido sem que a vítima percebesse.

A defesa de Pelegrin entrou com pedido de habeas corpus solicitando a liberação do suspeito por ele ser dependente químico. O pedido informou que ele seria levado para uma clínica de tratamento, mas a Justiça negou, e o homem continua preso preventivamente na Cadeia Pública de Curitiba.

Ameaças

Segundo o Boletim de Ocorrência (B.O), funcionários que realizavam a limpeza foram ameaçados pelo suspeito antes de ele fazer o corte da corda.

“O mesmo havia dito que iria cortar todas as cordas de todos os funcionários, caso não se retirassem”, afirma o documento.

Uma testemunha afirmou à polícia que estava no telhado e viu Pelegrin afirmar que “estava de saco cheio”. Ainda segundo a testemunha, ele “deu” 10 minutos para os prestadores de serviço “sumirem” do local antes de cortar a corda.

Fonte: g1 Santarém   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/03/2024/13:52:07

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