PM joga spray de pimenta em homem negro imobilizado em São Paulo

Os dois agentes envolvidos na ação já foram afastados (Crédito: Reprodução/Redes Sociais/Renato Freitas)

Um policial militar jogou spray de pimenta em um homem imobilizado durante uma abordagem policial. O caso teria acontecido em São Paulo na terça-feira, 23, mas o vídeo da ação do agente viralizou nas redes sociais apenas durante esta sexta-feira, 26.

De acordo com o deputado estadual Renato Freitas (PT-PR), que compartilhou as imagens em seu Instagram, a vítima da ação teria sido a pessoa que acionou as autoridades por estar sendo ameaçada por outro sujeito.

Na gravação, feita por uma pessoa que se identifica como o irmão do sujeito imobilizado, é possível ver o momento exato em que um dos PMs envolvidos na ação segura o homem pelo pescoço, aponta o spray de pimenta e dispara.

Segundo Renato Freitas, a vítima estava sendo cobrada e ameaçada com uma faca pelo inquilino da casa em que vive devido a um pagamento de aluguel que já havia sido efetuado. No vídeo, a dona do imóvel chega a defender o sujeito. “Quem tá causando é ele”, afirma um dos policiais nas imagens.

“Só acata a ordem César. A exceção já aconteceu”, declara a pessoa que está gravando. Depois de alguns momentos, outros policiais questionaram o porquê de o irmão da vítima estar filmando.

Em contato com a IstoÉ, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) informou que os dois agentes envolvidos na ação já foram afastados. “A conduta contraria os protocolos operacionais da PM, que instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar os fatos”, afirmou o órgão, acrescentando que a instituição não compactua com desvios de conduta.

https://twitter.com/i/status/1783870844671787457

Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/04/2024/10:51:17

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Esposa e ex de senador do PL se agridem em elevador

Episódio foi registrado por câmeras de segurança (Foto: Reprodução | Foto: Redes Sociais

Vídeo foi registrado em um shopping de Goiânia e gerou processo contra Andressa Alves, a ex-esposa do Wilder Morais.

A ex-esposa do senador Wilder Morais (PL-GO), a advogada Andressa Alves Mendonça, agrediu a atual esposa dele, a pedagoga Ana Luiza Morais. Os vídeos foram obtidos pelo portal Metrópoles e mostram Andressa dando um tapa no celular de Ana Luiza, que gravava uma conversa entre Wilder e a ex.
Depois, Andressa tenta acertar Ana Luiza no rosto. A esposa se defende e revida a agressão. Na sequência, a atual esposa do senador empurra a advogada e entra no elevador no qual Wilder estava. A pedagoga relatou, ao Ministério Público de Goiás, ter sido chamada de “pr0st1tut@ do Senado” pela advogada.A briga foi presenciada pelos dois filhos de Wilder com Andressa e ocorreu no Buena Vista Shopping, em Goiânia, onde o senador e a ex-esposa iriam acertar documentações dos filhos. Em maio de 2022, Andressa pagou o equivalente a 200 cobertores a uma instituição filantrópica, para escapar de um processo por lesão corporal e ameaça contra Ana Luiza, a atual esposa do senador.

A versão de Ana Luiza“Andressa começou a relembrar um fato ocorrido anteriormente, quando Andressa tentou invadir a casa de Wilder, dizendo que aquela casa não era da vítima [Ana Luiza], e em seguida começou a puxar os documentos que a vítima estava em mãos e deu empurrão na barriga da vítima. Em seguida, Wilder pediu para que Andressa parasse com aquilo, e passaram a procurar a saída, porém Andressa foi atrás dele”, diz trecho da denúncia protocolada por Ana Luiza.“Ao perceber que estava sendo gravada, Andressa passou a dizer ‘me filma me filma’, e deu um tapa no rosto da vítima, deu um tapa no celular da vítima. Então, a vítima e Wilder tentaram entrar no elevador do shopping, porém Andressa impedia que a vítima e Wilder entrassem no elevador, colocando a mão na porta”, relatou Ana Luiza.De acordo com a esposa de Wilder, quando o casal estava no elevador com outras pessoas, Andressa a teria chamado de “vagabunda” e “pr0st!tu|a do Senado”, e a agredido com arranhões e cuspidas. Um exame de corpo de
delito identificou um arranhão de 15 centímetros nas costas e uma escoriação de 3 centímetros no braço esquerdo de Ana Luiza.A versão de AndressaAndressa Mendonça deu uma versão diferente, e afirma que Ana Luiza teria se recusado a lhe entregar a pasta verde que aparece no vídeo, na qual haveria documentos necessários para viabilizar a emissão dos passaportes dos filhos. “A briga foi por conta da pasta. Nós já estávamos estremecidos e combinamos de nos encontrar para regularizar o passaporte dos nossos filhos. Aí essa mulher chegou segurando a pasta. E ela veio com uma cara muito agressiva. Eu falei: ‘Por favor, me dá a pasta dos meus filhos’. E ela falou: ‘Não’. Eu falei: ‘Faz um filho para você já que quer ficar com os documentos dos meus’. Ela disse: ‘Vem pegar’. Aí foi quando tive aquele impulso. Só que ela é bem maior que eu. Eu que fui agredida. Fiquei com um roxo no meu peito muitos dias.”

O episódio, ocorrido em dezembro de 2019, gerou processo até maio de 2022. Em uma audiência conciliatória no Ministério Público de Goiás (MPGO), foi oferecida proposta de transação penal, na qual uma sentença pode ser substituída pela prestação de serviço. Andressa aceitou a proposta e se comprometeu com a doação de 200 cobertores para a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), na capital goiana. A punibilidade da ex-esposa de Wilder por lesão corporal e ameaça contra Ana Luiza foi extinta em novembro de 2022.

Fonte: O Liberal  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/04/2024/10:41:46

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Ministro Juscelino Filho é convocado pela PF para depor sobre suspeita de desvio de emenda

Irregularidades teriam acontecido na época em que o atual ministro exercia a função de deputado federal | Foto: Ascom Câmara Federal

Corporação investiga suposto esquema de desvio de emenda em cidade comandada pela ela irmã do atual ministro.

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil-MA), foi convocado pela Polícia Federal (PF) a depor no inquérito que investiga um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares para a cidade onde a irmã comandava, no Maranhão, na época em que exercia a função de deputado federal.

A previsão é que o depoimento aconteça na próxima semana, na sede da PF, em Brasília. O ministro ainda não confirmou presença. A corporação intimou outros investigados a prestarem esclarecimentos. Os depoimentos serão as últimas diligências no inquérito. A PF deve finalizar a investigação e encaminhar o relatório final para o Supremo Tribunal Federal (STF).

As operações para aprofundar as investigações nesse caso foram deflagradas em setembro do ano passado. Na época, o atual ministro de Lula chegou a ter R$ 835 mil em bens bloqueados. A investigação suspeita que as emendas de R$ 1,5 milhão destinadas à Prefeitura de Vitorino Freire (MA), tiveram a licitação fraudada e que houve pagamento de propina a uma empresa ligada ao ministro Juscelino Filho.

Fonte: O Liberal  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/04/2024/10:33:48

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VÍDEO: incêndio mata 10 pessoas em pousada de Porto Alegre (RS)

Incêndio atingiu pousada e deixou mortos em Porto Alegre — Foto: Arquivo pessoal

Fogo começou na madrugada desta sexta-feira (26), 11 pessoas ficaram feridas e ainda há desaparecidos. Espaço funcionava de forma irregular e não tinha plano de prevenção contra incêndios, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

Um incêndio que atingiu uma pousada na região central de Porto Alegre matou 10 pessoas e deixou outras 11 feridas na madrugada desta sexta-feira (26). A décima vítima foi localizada no terceiro andar do prédio em varredura do Corpo de Bombeiros durante a manhã. Ainda há desaparecidos.

O local recebia pessoas em situação de vulnerabilidade social, segundo a Prefeitura de Porto Alegre. Estavam no espaço, que é privado, 30 pessoas, sendo que as estadias de 16 delas eram mantidas com dinheiro público.

A pousada fica na Avenida Farrapos, entre as ruas Garibaldi e Barros Cassal, no sentido Centro-bairro. Os bombeiros foram ao local para combater o incêndio por volta das 2h. O fogo foi controlado por volta das 5h. No primeiro andar do prédio, foram encontradas duas vítimas. No segundo, cinco. Já no terceiro, outras três.

Onze pessoas foram resgatadas. Oito delas precisaram de atendimento médico e foram levadas pelos bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para hospitais. Outras foram receberam atendimento no Hospital Cristo Redentor.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o estado de saúde de duas delas é grave e estão entubadas. Outra, também grave, teve 20% do corpo queimada. Por fim, há uma com uma perna fraturada.

A causa do incêndio ainda é desconhecida. O Corpo de Bombeiros avalia que o fogo se alastrou rapidamente porque os quartos da pousada eram muito próximos. Isso teria feito com que, inclusive, pessoas que estavam no local fossem impedidas de sair.

A Defesa Civil aponta que, preliminarmente, trabalha com a hipótese de incêndio criminoso. No entanto, a Polícia Civil diz que não encontrou indícios de crime no local: um morador teria tentado apagar o fogo com um colchão, que atingiu uma parede de madeira e se alastrou. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) é o órgão que poderá atestar o que pode ter acontecido.

Os bombeiros divulgaram que o espaço funcionava de forma irregular, não tinha alvará ou plano de proteção contra incêndio.

Movimentação de homens do Corpo de Bombeiros e equipes de resgate diante da Pousada Garoa, localizada na Avenida Farrapos, no centro da cidade de Porto Alegre (RS) — Foto: Foto: Evandro Leal/Enquadrar/Estadão Conteúdo
Movimentação de homens do Corpo de Bombeiros e equipes de resgate diante da Pousada Garoa, localizada na Avenida Farrapos, no centro da cidade de Porto Alegre (RS) — Foto: Foto: Evandro Leal/Enquadrar/Estadão Conteúdo

Local da pousada que foi atingida por incêndio que matou pessoas em Porto Alegre — Foto: g1

Local da pousada que foi atingida por incêndio que matou pessoas em Porto Alegre — Foto: g1

https://twitter.com/i/status/1783845397548445943

Fonte: Por g1 RS e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/04/2024/09:06:53

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MAPA COM TODAS AS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO FEDERAIS DISPONÍVEL EM VÁRIOS FORMATOS

Mapa com todas as Unidades de Conservação federais – (Foto: Arquivo/ICMBio).

O Instituto Chico Mendes disponibiliza o mapa com todas as UCs federais nos seguintes formatos: JPG, PDF, SHP e KMZ

Para facilitar o acesso e conhecimento da população sobre as unidades de conservação federais espalhadas pelo território nacional, o Instituto Chico Mendes disponibiliza arquivos com o mapa contendo os limites de todas as Unidades de conservação federais. Pelo mapa é possível identificar as unidades de conservação presentes em cada estado, visualizar seus limites territoriais, traçar rotas para chegar aos locais, entre outras utilidades.

Acesse e baixe os arquivos, de forma gratuita, em seu computador ou dispositivo móvel. O mapa está disponível nos formatos JPG, PDF, SHP e KMZ.

Links para download:

Formato JPG 

Formato PDF 

Formato SHP 

Formato KMZ 

 

Fonte:Comunicação ICMBio e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/04/2024/09:20:47

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Estado do Pará lidera o ranking da fome no Brasil

(Foto:Reprodução) – De acordo com dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios)  divulgada nesta quinta-feira,25, pelo IBGE, o Estado do Pará lidera o ranking da fome no Brasil, com 20,3% de sua população em insegurança alimentar moderada ou grave

A insegurança alimentar no Brasil caiu em 2023, mas ainda continua maior do que em 2013, quando atingiu o menor nível da série histórica da pesquisa.

Norte e Nordeste permanecem como as regiões onde a falta de comida é maior —com destaque para o estado do Pará que vergonhosamente desponta como a unidade da Feeração onde sua população passa fome.

No outro extremo, a região Sul enfrenta menos problemas alimentares, especialmente em Santa Catarina

A insegurança alimentar supera a média nacional em 14 estados.

O que aconteceu

O IBGE divide os lares entre aqueles com segurança e insegurança alimentar. Aqueles com segurança alimentar têm acesso regular a comida em quantidade e qualidade nutricional suficientes. As casas com insegurança alimentar são divididas em três categorias:

Leve: incerteza sobre acesso a comida  

Moderada: redução da comida para os adultos

Grave: redução da comida também para as crianças

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A insegurança é maior no Norte e Nordeste.

Apesar de apenas 7,7% dos lares brasileiros ficarem no Norte, a região responde por 13,1% da insegurança alimentar moderada ou grave de todo o país. Com 26,4% do total de casas, o Nordeste responde por 41,8% da insegurança alimentar do país.

Insegurança é proporcionalmente menor no Sul.

A região, onde vivem 14,8% dos brasileiros, representa 7,5% de toda a insegurança alimentar do Brasil. Já o Centro-Oeste responde por 6,7% da insegurança moderada ou grave, embora some 8% da população.

Mesmo com 43,1% dos brasileiros, o Sudeste responde por 31% da insegurança alimentar moderada ou grave.

Dos 216 milhões de brasileiros, 64 milhões (29,6%) viviam com algum grau de insegurança alimentar em 2023. Para 20,6 milhões, a insegurança é moderada (11,9 milhões) ou grave (8,6 milhões).

População tinha mais comida em 2013. Segundo o IBGE, 72,4% dos lares brasileiros alcançaram a segurança alimentar no ano passado, contra 63,3% na última pesquisa do instituto, em 2017/2018. Em 2013, no entanto, esse patamar chegava a 77,4% das casas

Insegurança caiu com programas sociais

Programas sociais puseram comida na mesa. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aumentou os gastos do Auxílio Brasil em 2022 (ano eleitoral). Ao assumir, Lula mudou o nome do programa (novamente chamado de Bolsa Família) e expandiu o benefício.

Fonte: opiniaoempauta e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/04/2024/07:48:43

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Nikolas fala em “covardia” de Rodrigo Pacheco: “Homem fraco”

(Foto:Reprodução) – Deputado falou sobre as “consequências de ter homens fracos em locais de posições fortes”

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) fez um discurso inflamado, nesta quarta-feira (24), na Câmara dos Deputados.

Visivelmente irritado com a conjuntura brasileira acerca dos cerceamentos das liberdades e a inércia por parte dos poderes competentes, o parlamentar se voltou contra o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e pediu desculpas pelo postura do senador por Minas.

“Nós estamos clamando para que, não somente as pessoas que já concordam conosco, mas para que os demais, presidente desta Casa, presidente Rodrigo Pacheco, e como mineiro aqui eu peço desculpas à omissão do presidente do Congresso, porque o que está acontecendo hoje é muito por conta da omissão, da frouxidão, da covardia de um homem chamado Rodrigo Pacheco.

E eu tenho zero medo de dizer isso aqui. Afinal de contas, eu sei as consequências de ter homens fracos em locais de posições fortes”.

Cabe ao presidente do Senado pautar um dos tantos pedidos de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado é acusado de uma série de ilegalidades no exercício de sua atividade judicante não apenas na Suprema Corte, mas enquanto presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Fonte:  – Portal Cidade News e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/04/2024/07:48:43

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MP Eleitoral fiscaliza o cumprimento de regras que facilitam o voto de indígenas e povos tradicionais

(Arte: Comunicação/MPF (foto: TSE)) – – Termina em 8 de maio o prazo para tirar o título de eleitor e o Ministério Público acompanha o processo para assegurar esse direito. No Pará, após pedido do Ministério Público, a Justiça Eleitoral decidiu manter, nas eleições deste ano, o local de votação tradicionalmente usado pelos habitantes da Terra Indígena Sororó

Assim como o restante da população, indígenas e povos tradicionais têm até o próximo dia 8 para tirar o título de eleitoral ou regularizar a situação eleitoral. Esse é o primeiro passo para participar das Eleições 2024 e escolher os representantes que vão administrar as cidades, aprovar as leis municipais e executar políticas públicas em favor dessas comunidades. As normas eleitorais garantem aos indígenas uma série de direitos, com o objetivo de estimular essa participação. O Ministério Público Eleitoral fiscaliza a aplicação dessas regras e pode ser acionado em caso de descumprimento (acesse o canal de denúncia).

Para tirar o título de eleitor, por exemplo, indígenas e povos tradicionais contam com algumas flexibilidades em relação à documentação a ser apresentada. O comprovante de residência pode ser substituído por outro documento que ateste o vínculo com a comunidade, como uma decisão judicial, matrícula em escola indígena ou documento emitido pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Em alguns casos, o comprovante de quitação do serviço militar também pode ser dispensado. Além disso, eles não precisam falar português fluente e podem indicar o local onde desejam votar, que seja próximo à comunidade de forma a facilitar o deslocamento no dia da eleição.

“O MP Eleitoral recebe muitas reclamações sobre dificuldades para fazer o cadastro eleitoral, regularizar a documentação ou para ir votar, sobretudo no caso de comunidades distantes com dificuldade de acesso às cidades. Por isso, em alguns casos, a Justiça Eleitoral dispensa determinadas comprovações ou realiza ações itinerantes nas aldeias”, explica a procuradora da República Nathália Mariel, que é membro auxiliar da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE).

Em Rondônia, uma liderança indígena procurou o Ministério Público, no final do ano passado, para relatar que muitos jovens da comunidade tinham completado a idade mínima para votar e precisavam de apoio para a emissão do título de eleitor. O procurador regional Eleitoral no estado, Leonardo Caberlon, levou o caso à Justiça Eleitoral, que organizou ações itinerantes para levar os serviços às aldeias, muitas delas acessíveis apenas por transporte fluvial.

Além disso, nas últimas semanas, Caberlon intensificou o contato com as lideranças indígenas para saber se ainda há pessoas sem o cadastro eleitoral. O objetivo é repassar essas informações ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE/RO), para que todos possam ser atendidos antes do fim do prazo de regularização.

Com o objetivo de fomentar a participação cada vez maior de indígenas e povos tradicionais nas eleições, no fim de janeiro, a PGE e a Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais (6CCR) do Ministério Público Federal (MPF) emitiram uma orientação aos procuradores e promotores de todo o país para que acompanhem de perto todo o processo de inclusão dos povos tradicionais no cadastro de eleitores da Justiça Eleitoral.

Nathália Mariel explica que o MP Eleitoral fiscaliza o cumprimento das normas previstas tanto na lei, quanto em resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que buscam facilitar a participação dessas comunidades no processo. “É importante que cada vez mais indígenas e povos tradicionais participem como eleitores e como candidatos, para que tenham mais representantes nas esferas de poder. Isso contribui para fortalecer a democracia, pois qualifica o debate com o ponto de vista dessas populações, sobretudo na definição de projetos de lei e políticas públicas que as afetam diretamente”, afirma a procuradora.

Local de votação – Depois de regularizada a situação eleitoral, os indígenas e povos tradicionais também podem pedir a transferência temporária do local de votação originalmente registrado na Justiça Eleitoral, dentro do mesmo município onde está cadastrado. Esse pedido pode ser feito entre 22 de julho a 22 de agosto, em qualquer cartório eleitoral. O objetivo é facilitar o deslocamento dessas pessoas no dia da eleição. Elas também contam com transporte gratuito oferecido pela Justiça Eleitoral.TITU

No Pará, após pedido do Ministério Público, a Justiça Eleitoral decidiu manter, nas eleições deste ano, o local de votação tradicionalmente usado pelos habitantes da Terra Indígena (TI) Sororó, para evitar  graves prejuízos à população. Há 10 anos eles votam em uma escola que estava vinculada à zona eleitoral responsável pela cidade de Brejo Grande do Araguaia, com a qual eles desenvolveram um vínculo histórico e político, tendo inclusive eleito um vereador da etnia Surui-Akiwara.

A TI está localizada entre quatro municípios e uma redefinição dos limites territoriais, feita sem qualquer consulta ao povo indígena, fez com que seção eleitoral onde eles votavam ficasse sob a responsabilidade da cidade vizinha, com a qual a população não tem nenhum vínculo político. Em visita ao território, o procurador da República em Marabá (PA) Rafael Martins ouviu diversos relatos de indígenas preocupados com a possível transferência do local de votação, o que poderia dificultar a ida dos eleitores às urnas, fazendo com que vários desistissem de comparecer.

“A conexão política e histórica com o município de Brejo Grande não pode ser sobreposta por eventuais constatações formais feitas por entidades de registro e cartografia, sem a participação dos próprios interessados, assim como também não é admissível que constitua barreira para os direitos dos povos indígenas”, explica o procurador.

Diante disso, o Ministério Público pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE/PA) que mantivesse a seção eleitoral existente na aldeia Sororó, o que foi acolhido pela Corte. O MP Eleitoral apontou que eventual mudança poderia impactar não só o comparecimento dos eleitores, como prejudicaria a candidatura de indígenas que teriam seu domicílio eleitoral alterado.

“Ao remover a única urna localizada dentro da Terra Indígena Sororó, os órgãos eleitorais criam barreiras significativas para o exercício dos direitos políticos dos indígenas, demandando recursos adicionais de logística, finanças e transporte que afetarão desproporcionalmente o exercício desses direitos pelo Povo Suruí”, pontuou o procurador regional Eleitoral, Alan Mansur, no parecer enviado ao TRE/PA.

Segundo ele, a legislação brasileira prevê que a prestação dos serviços eleitorais devem levar em conta a organização social, os costumes, línguas, crenças e tradições dos povos indígenas e tradicionais. Além disso, eles precisam ser consultados sobre qualquer mudança administrativa que interfira no modo de vida das populações.

Fonte: ASCOM Assessoria de Comunicacao MPF-PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/04/2024/06:31:56

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Cesta básica terá 15 alimentos com imposto zerado

(Foto:Reprodução) – Quinze alimentos in natura ou pouco industrializados vão compor a cesta básica nacional e pagar imposto zero, com a reforma tributária.

O projeto de lei complementar que regulamenta o tema, enviado na noite desta quarta-feira (24) ao Congresso, trouxe ainda 14 produtos com alíquota reduzida em 60%.

Na justificativa do projeto, o governo informou que se baseou nos alimentos in natura ou “minimamente processados” para definir a cesta básica nacional. O texto destacou que o governo seguiu as recomendações de alimentação saudável e nutricionalmente adequada do Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde.

Embora tenha citado motivos de saúde, alguns alimentos com gordura saturada, como óleo de soja e manteiga, ou com substâncias que criam dependência, como o café, foram incluídos na cesta básica nacional. Nesse caso, a justificativa é a de que esses itens são essenciais na alimentação do brasileiro e já fazem parte da cesta básica tradicional.

Confira a lista dos alimentos da cesta básica nacional:

arroz;
feijão;
leites e fórmulas infantis definidas por previsão legal específica;
manteiga;
margarina;
raízes e tubérculos;
cocos;
café;
óleo de soja;
farinha de mandioca;
farinha de milho, grumos e sêmolas de milho, grãos de milho esmagados ou em flocos;
farinha de trigo;
açúcar;
massas;
pães comuns (apenas com farinha de cereais, fermento biológico, água e sal).

O governo propôs uma lista estendida de alimentos com alíquotas zero. Eles não estão na cesta básica nacional, mas também não pagarão a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) nem o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). São eles:

ovos;
frutas;
produtos hortículas.

Outros 14 tipos de alimentos tiveram alíquota reduzida em 60% no projeto de lei:

carnes bovina, suína, ovina, caprina e de aves e produtos de origem animal (exceto foie gras), miudezas comestíveis de ovinos e caprinos;
peixes e carnes de peixes (exceto salmonídeos, atuns; bacalhaus, hadoque, saithe e ovas e outros subprodutos);
crustáceos (exceto lagostas e lagostim) e moluscos;
leite fermentado (iogurte), bebidas e compostos lácteos;
queijos tipo muçarela, minas, prato, queijo de coalho, ricota, requeijão, queijo provolone, queijo parmesão, queijo fresco não maturado e queijo do reino;
mel natural;
mate;
farinha, grumos e sêmolas de cerais, grãos esmagados ou em flocos de cereais (exceto milho);
tapioca;
óleos vegetais e óleo de canola;
massas alimentícias;
sal de mesa iodado;
sucos naturais de fruta ou de produtos hortícolas sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes e sem conservantes;
polpas de frutas sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes e sem conservantes

O projeto também propôs alguns produtos de limpeza que pagarão alíquota reduzida em 60%. Segundo o governo, esses itens são bastante consumidos pela população de baixa renda:

sabões de toucador;
pastas de dentes;
escovas de dentes;
papel higiênico;
água sanitária;
sabões em barra.

Em todos os casos, o governo optou por listas reduzidas, com prioridade para alimentos sadios ou o consumo pela população mais pobre. No início de abril, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) encaminhou um pedido ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para ampliar o conceito de cesta básica e incluir alguns itens de luxo.

Os supermercados defendiam a isenção de impostos para itens como fígados gordos (foie gras), camarão, lagostas, ostras, queijos com mofo e cogumelos. Já itens como caviar, cerveja, vinho, champanhe e chocolate teriam redução de 60% na alíquota.

Ultraprocessados

Apesar da justificativa de preservar a saúde, em outro ponto do projeto de lei, o governo excluiu alimentos ultraprocessados do Imposto Seletivo, que incidirá sobre alimentos considerados prejudiciais à saúde. Apenas bebidas com adição de açúcar e conservantes sofrerão a incidência do imposto.

Em março, um manifesto assinado por médicos como Drauzio Varella e Daniel Becker, além de personalidades como as chefs Bela Gil e Rita Lobo, pedia a inclusão dos produtos ultraprocessados no Imposto Seletivo. Intitulado “Manifesto por uma reforma tributária saudável”, o texto teve apoio de organizações como a Associação Brasileira de Nutrição (Asbran), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

 

Fonte: Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/04/2024/19:02:36

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Governo propõe que ‘imposto do pecado’ seja cobrado sobre cigarros, bebidas alcoólicas, açucaradas, carros e petróleo

(Foto:Reprodução) – Proposta está em projeto de lei que regulamenta a reforma tributária. Governo busca terminar regulamentação será feita entre 2024 e 2025 para ter início, em 2026, a transição dos atuais impostos para o modelo de impostos não cumulativos.

O governo federal propôs, junto com os estados, que o imposto seletivo, chamado de “imposto do pecado”, seja cobrado sobre cigarros, bebidas alcoólicas, sobre bebidas açucaradas, veículos poluentes e sobre a extração de minério de ferro, de petróleo e de gás natural.

A proposta consta em projeto de regulamentação da reforma tributária sobre o consumo.

O objetivo é que bens e serviços que sejam prejudiciais à saúde e ao meio ambiente tenham um imposto maior do que o restante da economia.

“O presente Projeto especifica os produtos sobre os quais o Imposto Seletivo incidirá, bem como a forma pela qual se dará a tributação sobre cada categoria de produto. As alíquotas a serem aplicadas serão definidas posteriormente por lei ordinária”, diz o texto do projeto.

Deste modo, não é possível saber até o momento, entretanto, se a cobrança do imposto do pecado aumentará a carga tributária (valor cobrado em impostos) em relação ao sistema atual — nos quais esses produtos já têm uma taxação mais alta.

O Sindicato Nacional da Indústria das Cervejas (Sindicerv), que reúne 85% das fabricantes nacionais, estima que uma lata de cerveja contém, atualmente, cerca de 56% em impostos federais e estaduais.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), a carga tributária dos seguintes produtos é a seguinte:

vinho é de cerca de 44% (nacional) e de 58% (importados).
vodka e wiskie: 67%.
cachaça: quase 82%
refrigerantes: cerca de 45%

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estimou que, em 2017, a carga tributária sobre os cigarros variou entre 69% a 83% do preço total.

Segundo a Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a carga tributária sobre carros varia entre 37% e 44% do valor do automóvel.

Bruno Carazza comenta sobre a regulamentação da Reforma Tributária

Argumentos

Cigarros: “Em relação aos produtos fumígenos, estes são universalmente apontados como prejudiciais à saúde em uma vasta gama de estudos acadêmicos. Os produtos fumígenos de consumo mais difundido são os cigarros. A tributação incidente sobre esses produtos é um instrumento estatal notoriamente efetivo para desestimular o tabagismo (,…) O Projeto propõe, ainda, que os charutos, cigarrilhas e os cigarros artesanais possam ter o mesmo tratamento tributário dispensado aos demais produtos”.
Veículos poluentes: “A incidência do IS (imposto seletivo) sobre a aquisição de veículos, aeronaves e embarcações justifica-se por serem emissores de poluentes que causam danos ao meio ambiente e ao homem. Em relação aos veículos, a proposta é que as alíquotas do Imposto Seletivo incidam sobre veículos automotores classificados como automóveis e veículos comerciais leves e variem a partir de uma alíquota base, de acordo com os atributos de cada veículo (…) Assim, serão considerados para fins da alíquota final do Imposto Seletivo os seguintes atributos para cada veículo: (i) potência do veículo; (ii) eficiência energética; (iii) desempenho estrutural e tecnologias assistivas à direção; (iv) reciclabilidade de materiais; (v) pegada de carbono; e (vi) densidade tecnológica. Portanto, a alíquota base de cada veículo poderá ser majorada ou decrescida de acordo com os critérios elencados acima”.
Bebidas alcoólicas: “O consumo de bebidas alcoólicas representa grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Estudos da Organização Mundial da Saúde indicam que este consumo está associado a ampla gama de Doenças Crônicas Não Transmissíveis – DCNT, como doenças cardiovasculares, neoplasias e doenças hepáticas. Além disso, o uso excessivo de álcool está relacionado a problemas de saúde mental, bem como a ocorrência de violência e acidentes de trânsito (…) Como o efeito negativo de álcool está relacionado à quantidade de álcool consumida, propõe-se um modelo semelhante ao utilizado para os produtos do fumo, pelo qual a tributação se dará através de uma alíquota específica (por quantidade de álcool) e uma alíquota ad valorem”.
Bebidas açucaradas: “Há consistentes evidências de que o consumo de bebidas açucaradas prejudica a saúde e aumenta as chances de obesidade e diabetes em diversos estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde – OMS. E a tributação foi considerada pela OMS como um dos principais instrumentos para conter a demanda deste tipo de produto. Neste sentido, segundo a OMS, oitenta e três países membros da organização já tributam bebidas açucaradas, principalmente refrigerantes. Considerando que o setor econômico possui uma estrutura concentrada nos fabricantes e fragmentada nas fases de distribuição e varejo, o anteprojeto estabelece como contribuinte o fabricante na primeira venda, o importador na importação e o arrematante na hipótese de arrematação em hasta pública”.
Minerais extraídos: “O Projeto propõe a incidência do IS sobre a extração de minério de ferro, de petróleo e de gás natural. A proposta prevê a incidência do IS na primeira comercialização pela empresa extrativista, ainda que o minério tenha como finalidade a exportação. Há também hipótese de incidência na transferência não onerosa de bem mineral extraído ou produzido (…) Está prevista a redução da alíquota a zero para o gás natural que seja destinado à utilização como insumo em processo industrial”.

Regulamentação

Pontos importantes, como o fim da cumulatividade, a cobrança dos impostos no destino, simplificação e fim de distorções na economia (como passeio de notas fiscais e do imposto cobrado “por dentro”) já foram assegurados na PEC da reforma tributária — aprovada e promulgada no fim do ano passado pelo Legislativo.

Entretanto, vários temas sensíveis ficaram para o ano de 2024, pois o texto da PEC indica a necessidade de regulamentação de alguns assuntos por meio de projetos de lei. É o que o governo começou a enviar ao Legislativo nesta semana.

Esse primeiro projeto de regulamentação da reforma tributária possui cerca de 300 páginas, 500 artigos e vários anexos. Além disso, também traz oito páginas tratando apenas da revogação de regras atuais que serão extintas no futuro.

Além desse projeto, disse ele, haverá outros dois:

um sobre a transição na distribuição da receita (para os estados e municípios) e com questões relativas a contencioso administrativo;
    um para tratar das transferências de recursos aos fundos de desenvolvimento regional e de compensações de perdas dos estados.

O cronograma da Fazenda prevê que a regulamentação será feita entre 2024 e 2025. Com o término dessa fase, poderá ter início, em 2026, a transição dos atuais impostos para o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) — com cobrança não cumulativa.

Reforma tributária

Pela proposta de emenda à Constituição (PEC), cinco tributos serão substituídos por dois Impostos sobre Valor Agregado (IVAs) — com legislação única, sendo um gerenciado pela União e outro com gestão compartilhada entre estados e municípios:

▶️ Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS): com gestão federal, vai unificar IPI, PIS e Cofins;

▶️ Imposto sobre Bens e Serviços (IBS): com gestão compartilhada estados e municípios, unificará ICMS (estadual) e ISS (municipal).

▶️ Além da CBS federal e do IBS estadual e municipal, será cobrado um imposto seletivo (sobre produtos nocivos à saúde) e um IPI sobre produtos produzidos pela Zona Franca de Manaus — mas fora da região com benefício fiscal.

Estimativas apontam que os futuros impostos sobre o consumo, para manter a atual carga tributária – considerada elevada -, somariam cerca de 27% – e estariam entre os maiores do mundo.

A alíquota final dos impostos, porém, só será conhecida nos próximos anos — após a realização de um período de testes para “calibrar” o valor — necessário para manter a carga tributária atual.

Impacto na economia, valor agregado e cobrança no destino

O governo espera que, com a simplificação tributária, haja um aumento de produtividade e, consequentemente, redução de custos para consumidores e produtores, estimulando a economia.

Analistas e o governo estimam que a reforma tributária sobre o consumo tem potencial para elevar o PIB potencial do Brasil em no mínimo 10% nas próximas décadas.

Com a implementação do IVA, os tributos passariam a ser não cumulativos. Isso significa que, ao longo da cadeia de produção, os impostos seriam pagos uma só vez por todos os participantes do processo.
   

Atualmente, cada etapa da cadeia paga os impostos individualmente, e eles vão se acumulando até o consumidor final.
   

Com o IVA, as empresas poderiam abater, no recolhimento do imposto, o valor pago anteriormente na cadeia produtiva. Só recolheriam o imposto incidente sobre o valor agregado ao produto final.
   

Outra mudança é que o tributo sobre o consumo (IVA) seria cobrado no “destino”, ou seja, no local onde os produtos são consumidos, e não mais onde eles são produzidos. Há um período de transição de cerca de 50 anos da cobrança na origem para o destino.
   

Isso contribuiria para combater a chamada “guerra fiscal”, nome dado a disputa entre os estados para que empresas se instalem em seus territórios. Para isso, intensificam a concessão de benefícios fiscais.

Fonte: g1 e TV Globo — Brasília e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/04/2024/18:04:29

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