Dados de ocupação da Flona Jamanxim apresentados pelo prefeito de Novo Progresso é questionado pelo ICMBio.

Conforme divulgou  Rubens Valente da  https://apublica.org/ políticos paraenses tentam pressionar Marina Silva contra operação do ICMBio no Pará

Leia matéria completa –  São 20h00 da última quinta-feira (23) e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, conversa em seu gabinete com jornalistas de cinco veículos, entre os quais a Agência Pública. Ela havia acabado de sair de uma exaustiva reunião de mais de três horas com uma comitiva de deputados federais, um senador, deputados estaduais, políticos e moradores de Novo Progresso, no Pará. Eles estão todos mobilizados para tentar suspender ou retardar uma operação de fiscalização há pouco desencadeada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com apoio de diversos órgãos públicos da União.

Vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), o ICMBio trabalha para frear a galopante destruição da unidade de conservação mais desmatada do Brasil, a Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, criada ao longo da rodovia BR-163 em 2006, quando Marina era a ministra do Meio Ambiente do governo Lula 1.

A ideia era justamente conter o desmatamento na região da BR-163, além de preservar os recursos hídricos e a biodiversidade. Ao longo dos anos, contudo, os pecuaristas espalharam gado, desmatando e queimando a floresta. Hoje estima-se que mais de 180 mil cabeças de gado estejam sendo criadas ilegalmente por particulares dentro do patrimônio da União. No último 3 de abril, o ICMBio deu 30 dias para os criadores de gado de áreas previamente embargadas retirarem todo o rebanho da Floresta Nacional. O prazo se encerrou no último dia 3, mas duas associações de “produtores rurais” pediram mais tempo – que foi novamente dado, com algumas condições. O ICMBio passou então a tentar apreender o rebanho ilegal.

“Houve um processo de completa depenação florestal ao longo da estrada. O que deve servir também de alerta em relação a outros empreendimentos em que sempre se alega que vai fazer um empreendimento sustentável com todos os requisitos, mas que depois vem pressão para a ocupação das margens dessas estradas. Concomitante com isso, nós temos compromissos de redução de emissão de CO2 [dióxido de carbono], […] meta de desmatamento zero, tudo isso se configura num olhar para as atividades que são compatíveis com manutenção de floresta em pé e assimilação de uma parte de atividades produtivas que possam ir se conformando em bases sustentáveis, mesmo que seja de produção de gado, mesmo que seja de produção agrícola, mas não dentro de unidades de conservação, obviamente”, disse a ministra aos jornalistas.

Desde que foi criada, em 2006, a Flona do Jamanxim teve mais de 115 mil hectares destruídos por criadores de gado e grileiros. Conforme registrado em várias outras partes da Amazônia, durante o governo de Jair Bolsonaro o ritmo da destruição explodiu na Jamanxim. De 2019 a 2022, a Flona perdeu em média 13 mil hectares a cada ano. No primeiro ano da gestão de Marina no governo Lula 3, com uma primeira operação desencadeada ainda em maio de 2023, esse número já despencou para 2.500.

A ministra e o ICMBio querem interromper a destruição dentro da Flona, um patrimônio nacional de 1,3 milhão de hectares que já perdeu 15% de sua cobertura vegetal natural principalmente para pastagens abertas ilegalmente em toda a Flona.

O senador Zequinha Marinho (Podemos), principal apoiador dos produtores, alardeou que “estão tomando o gado dos produtores, sem a devida indenização, sem nada, nenhum direito. Isso está errado (Foto:Divulgação MMA)
O senador Zequinha Marinho (Podemos), principal apoiador dos produtores, alardeou que “estão tomando o gado dos produtores, sem a devida indenização, sem nada, nenhum direito. Isso está errado (Foto:Divulgação MMA)

Segundo o ICMBio, todas as terras da floresta “são glebas públicas federais sob jurisdição do Incra, não havendo possibilidade legal de averbação de propriedade particular”.

Contudo, enormes forças políticas do Pará se insurgem a favor dos pecuaristas. O senador Zequinha Marinho (Podemos), um conhecido apoiador de garimpeiros, alardeou em seu perfil no Instagram na semana passada que “estão tomando o gado dos produtores, sem a devida indenização, sem nada, nenhum direito. Isso está errado! Devemos olhar para a questão humana na Amazônia”. De acordo com o ICMBio, o gado passível de apreensão é todo aquele criado em áreas que já foram alvo de diversas multas, embargos e avisos. O gado é criado ilegalmente dentro de uma terra pública, tornando ilegal qualquer “indenização”.

Leia também:Encontro discute a permanência de produtores na Flona Jamanxim em Novo Progresso

*Prefeito Gelson Dill marca audiência com Ministra do Meio Ambiente Marina da Silva, para debater sobre à “Flona Jamanxim”

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), telefonou para Marina Silva para pedir que ela atendesse, em audiência, a comitiva do seu estado.

Na quinta-feira, Marina Silva, o presidente do ICMBio, o analista ambiental Mauro Oliveira Pires, e o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, receberam os políticos no MMA em Brasília. Apareceram os deputados federais José Priante (MDB-PA), um conhecido defensor de garimpos, financiado em campanhas eleitorais por mineradores como a Vale e primo de Helder Barbalho, Henderson Pinto (MDB-PA), outro defensor de garimpeiros, e Airton Faleiro (PT-PA), o ex-deputado federal e vice-presidente nacional do PT José Geraldo, o prefeito de Novo Progresso, Gelson Luiz Dill (MDB), vereadores e representantes de associações de produtores rurais.

Em um vídeo em 2017, o prefeito de Novo Progresso reconheceu que era “uma dessas pessoas afetadas por unidade de conservação e tive meu direito de comercialização [de rebanho bovino] cerceado por esses TACs”. Fazia referência a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) elaborado pelo Ministério Público que impedia a comercialização de gado produzido em unidades de conversação no Pará, como a Flona do Jamanxim.

Proporcionalmente, o município de Novo Progresso foi considerado o “mais bolsonarista” da Amazônia no primeiro turno das últimas eleições presidenciais, com 79% de votos no candidato do PL.

Prefeito Gelson Dill – Na saída da reunião com Marina, o prefeito Dill disse aos jornalistas que “são mais de 2 mil famílias que ficaram sobrepostas à Flona do Jamanxim”. “Nós viemos discutir aqui com a ministra a possibilidade de nós construirmos uma solução para todos aqueles conflitos que lá estão existindo”.

O prefeito afirmou que a proposta da comitiva é que as famílias permaneçam na Floresta Nacional, inclusive com seu gado, e que se “recategorize uma unidade de conservação onde permita a conciliação de proteção ambiental e também a permanência das pessoas”. Citou a criação de Áreas de Proteção Ambiental (APAs), que, segundo ele, “permitem uma atividade econômica”. O prefeito mencionou que um projeto de lei, de número 8.107/2017, tramita no Congresso na mesma linha da sua proposta.

O tal projeto, apresentado pelo governo de Michel Temer (MDB-SP), na verdade esfacela a Flona Jamanxim. Primeiro ela seria reduzida de 1,3 milhão de hectares para 953 mil hectares. Depois perderia mais 349 mil hectares, que seriam transformados nas APAs mencionadas pelo prefeito. Esse total de 26,45% seria uma série de retalhos dentro da floresta, mudando toda sua atual configuração.

Questionado pela Pública se não era uma forma de dar terras da União para particulares, se “não é um roubo de terra pública”, o prefeito disse que “não, porque essas pessoas já estavam lá [em 2006], com seu processo de regularização fundiária”. Ele reconheceu que não havia projeto de assentamento do programa de reforma agrária dentro da Flona.

“No Brasil sempre foi isso, em todas as regiões. Primeiro as pessoas chegaram, ocuparam, e depois foram regularizadas. Acho justo […] A ocupação do Brasil se deu por isso. Não é que a repetição, quero só justiça para essas pessoas que já estavam lá quando da criação dessa unidade de conservação.”

O prefeito alegou que “mais de 600” famílias de produtores rurais estavam na Flona quando ela foi criada. Esse seria o mesmo número atual. Ou seja, ao longo de todos os 18 anos passados desde a criação da Flona, o número de ocupantes teria permanecido o mesmo, segundo o prefeito.

ICMBio – O presidente do ICMBio não confirmou os números apresentados por Dill. “A estimativa é que tinha [em 2006] entre 100 e 200 ocupações. Agora, se você pegar os números do CAR [Cadastro Ambiental Rural], hoje dentro da Flona você tem 494 registros. Só que alguns desses registros são sobrepostos entre si. Ou seja, tem gente ali dizendo que é dono de uma área e o outro dizendo que é a mesma área.”

Marina Silva disse que vai avaliar as sugestões trazidas pela comitiva dos políticos “à luz da legislação”. “Uma resposta como essa é sempre lida pelos demandantes como insatisfatória. Porque o que a legislação nos faculta é que essas atividades são incompatíveis com a natureza da Flona. E aí eles tentam apresentar alternativas que envolvem o Congresso, mas aí já é uma outra esfera de poder.”

Ao lado de Marina, o presidente do ICMBio repetiu aos jornalistas o que havia dito na reunião para a comitiva dos políticos: “Nós, como gestores da Unidade de Conservação, somos obrigados pela legislação, e estamos cumprindo, a retirar aquele gado que foi, sobretudo, criado em área embargada. O que é uma área embargada? É uma área ilegalmente desmatada, verificada seja pelo ICMBio, verificada seja pelo Ibama. Ao longo desses anos, o Ibama fez a operação, o ICMBio fez a operação, e constatou desmatamento ilegal, foi lá e embargou a área”.

O embargo de várias áreas, contudo, não constrangeu os ocupantes a continuar destruindo a Flona. “Muitos produtores resolveram continuar desrespeitando esse embargo. Então, nós voltamos a fazer a fiscalização, e isso coincidiu, primeiro, com uma decisão do Ministério Público, que exigiu que o ICMBio fizesse a retirada desse gado de área embargada. Essa é uma recomendação da 4ª Câmara [da PGR]. Dezesseis procuradores do Ministério Público fizeram essa recomendação, e nós temos que prestar contas, periodicamente, do que vem acontecendo.”

O pedido de retirada do gado das áreas embargadas até 3 de maio foi desrespeitado pelos produtores rurais. No último dia 6, o Ministério Público Federal (MPF) no Pará emitiu uma recomendação ao ICMBio, governo do Pará, Polícia Rodoviária Federal e Ministério da Justiça e de Segurança Pública para que esses órgãos façam “as operações de retirada e apreensão de gado criado em áreas de desmatamento ilegal e demolição de estruturas relacionadas à atividade ilegal” dentro da Flona.

Marina foi indagada por um jornalista se entendeu que foi pressionada pela comitiva dos políticos para uma “flexibilização”.

“Olha, quando você está agindo em conformidade com a lei e não vai prevaricar das suas atribuições, não consigo imaginar que tipo de pressão possa ser feita. Você vai sempre responder à luz da legislação. É claro que, no Estado Democrático de Direito, a própria legislação também é passiva de questionamentos, senão até hoje nós seríamos uma ditadura porque eles [militares] inventaram legislações esdrúxulas à democracia. Mas a compreensão que se tem é de que os mecanismos que foram criados para viabilizar a licença da BR-163 e que depois foram desrespeitados, eles causaram imenso prejuízo à preservação do meio ambiente. E de que a forma correta é a que foi estabelecida quando foi feita na prática uma avaliação ambiental estratégica da área de abrangência da estrada. Até o que era dito à época, de que seria uma estrada para fazer transporte de grãos, e de que essa estrada não iria ter ocupação ao longo da estrada.”

É possível imaginar qual teria sido o resultado dessa reunião entre os políticos do Pará e produtores rurais com um ministro do Meio Ambiente do governo de Jair Bolsonaro. Em 2020, aliás, podemos encontrar um precedente semelhante. Dois altos funcionários do Ibama, Renê Luiz de Oliveira e Hugo Loss, foram sumariamente derrubados de seus cargos logo após liderarem uma grande operação contra o desmatamento em terras indígenas no sul do Pará. Soube-se depois que o próprio Bolsonaro havia pedido providências de seus ministros contra a mesma operação de fiscalização.

Marina Silva, dentro dos seus limites e sob pressão política, segue na sua trincheira de resistência à destruição da Amazônia, dia após dia, reunião após reunião.

Fonte: apublica.org/Jornal Folha do Progresso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 03/06/2024/08:14:54

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Olimpíada de Matemática: 18,5 milhões de alunos fazem 1ª fase da OBMEP nesta terça-feira (4)

(Foto:Divulgação OBMEP) – Mais de 18,5 milhões de alunos participam nesta terça-feira (4) da 1ª fase da 19ª OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas). Promovida desde 2005 pelo IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), a maior competição científica do país registrou neste ano recorde no número de escolas e municípios inscritos: 56.516 mil instituições de 5.564 cidades – o que representa uma cobertura de 99,9% dos municípios brasileiros. 

“Este novo ciclo de realização da OBMEP, com maior adesão de escolas e municípios, ocorre ao mesmo tempo que o IMPA Tech, a graduação do IMPA, dá seus primeiros passos, com uma turma majoritariamente egressa da olimpíada”, disse o diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, ressaltando o papel da competição na identificação de talentos e na continuidade dos estudos.

A OBMEP ocorre em duas fases. A primeira etapa, realizada nesta terça-feira (4), consiste na aplicação de uma prova com 20 questões de múltipla escolha, preparada em três níveis, de acordo com o grau de escolaridade do aluno: Nível 1 (6º e 7º anos), Nível 2 (8º e 9º anos) e Nível 3 (Ensino Médio). O estudante terá 2 horas e 30 minutos para finalizar o exame. Alunos com necessidades especiais dispõem de 3 horas 30 minutos para completar a prova.

Nesta 1ª fase, tanto a aplicação quanto a correção das provas são feitas pelas escolas, que deverão seguir as instruções e os gabaritos elaborados pelo IMPA. Os alunos concorrem, dentro da própria escola, com alunos do mesmo nível, a vagas para a 2ª fase da OBMEP, em quantidade predefinida que varia de acordo o número de inscritos pela escola, por nível.

Unidades de ensino localizadas no Rio Grande do Sul e incapacitadas de aplicar a 1ª fase, em decorrência das enchentes que atingiram o estado, estão recebendo atendimento da coordenação da OBMEP com orientações.

O resultado dos classificados para a 2ª fase será divulgado na página da OBMEP em 2 de agosto e a prova será em 19 de outubro em locais de aplicação definidos pelo IMPA. Clique aqui para acessar o regulamento.

Em 20 de dezembro, a OBMEP vai publicar no site a esperada lista dos premiados da 19ª edição. A Olimpíada premia separadamente alunos de escolas públicas e privadas. Aos primeiros serão concedidas 6.500 medalhas (500 ouros, 1.500 pratas e 4.500 bronzes) e até 45 mil certificados de Menção Honrosa. Estudantes de instituições particulares receberão 1.950 medalhas (150 ouros, 450 pratas e 1.350 bronzes) e até 6 mil certificados de Menção Honrosa.

Alunos premiados com medalha de ouro, prata ou bronze nacionais são convidados a participar do Programa de Iniciação Científica (PIC Jr.) como incentivo e promoção do desenvolvimento acadêmico. A iniciativa oferece uma bolsa de R$ 300 aos alunos de escolas públicas que integram o programa.

Desde o ano passado, a OBMEP oferece ainda outras 20 mil medalhas a nível estadual. A premiação leva em consideração o desempenho dos alunos por estado. Essa modalidade de premiação não dá acesso ao PIC.

Sobre a OBMEP

Criada pelo IMPA em 2005 e realizada com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), a competição é promovida com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC). Destinada a estudantes do 6º ano do Fundamental ao 3º ano do Médio, a OBMEP contribui para estimular o estudo da Matemática e identificar jovens talentos da disciplina.

Fonte:Ascom OBMEP   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 03/06/2024/08:14:54

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Retorno do fenômeno meteorológico La Niña vai baixar a temperatura global; veja como o Brasil será afetado

(Foto: Reprodução)- O fenômeno meteorológico La Niña está retornando ao planeta e trará um resfriamento das temperaturas após um período de El Niño que, juntamente com a mudança climática, causou recordes de calor em 2023.

Qual será o impacto do retorno de La Niña?

No entanto, os meteorologistas alertam que o impacto desse resfriamento pode ser em média muito fraco por causa das consequências das emissões de gases de efeito estufa, já responsáveis por um aumento das temperaturas globais de pelo menos 1,2°C em média em comparação com o final do século XIX.

Assim é como o ciclo El Niño-Oscilação Sul (Enso, em inglês) influencia o clima mundial.

La Niña

O fenômeno La Niña resulta em um resfriamento do Oceano Pacífico oriental por um período de aproximadamente um a três anos, produzindo os efeitos opostos do El Niño no clima mundial.

La Niña geralmente provoca condições mais úmidas em algumas regiões da Austrália, Sudeste Asiático, Índia, sudeste da África e norte do Brasil, e condições mais secas em algumas regiões da América do Sul.

Também pode contribuir para uma temporada de furacões mais intensa no Atlântico. A agência meteorológica dos Estados Unidos, a NOAA, prevê uma temporada excepcional em 2024, com entre quatro e sete furacões de categoria 3 ou superior.

Um possível retorno de La Niña a partir do verão (boreal) não é suficiente para alimentar a esperança de um alívio rápido para regiões como o Sudeste Asiático, já atingidas desde esta primavera (boreal) por ondas de calor extremo.

— O planeta está se aquecendo, e o Enso apenas desempenha um papel secundário — afirma Michelle L’Heureux, especialista da NOAA. — Mesmo com o possível desenvolvimento de La Niña a partir deste ano, ainda esperamos que 2024 esteja entre os cinco anos mais quentes já medidos.

El Niño

El Niño refere-se ao fenômeno cíclico de aquecimento da água no centro e leste do Oceano Pacífico tropical, que influencia as precipitações, os ventos e as correntes oceânicas, e eleva a média das temperaturas globais. Ele ocorre a cada dois a sete anos e geralmente dura de 9 a 12 meses.

O último El Niño, que começou em junho de 2023, está entre os cinco mais intensos já registrados, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Em condições normais, os ventos alísios sobre o Pacífico sopram em direção ao oeste ao longo do Equador, levando as águas quentes da América do Sul em direção à Ásia.

Para substituí-las, a água fria sobe das profundezas. Mas, durante o El Niño, esses ventos alísios enfraquecem e a água quente retorna para a América, alimentando um aquecimento adicional da atmosfera e o deslocamento do jato de corrente do Pacífico para o sul.

Esse deslocamento do jato de corrente geralmente provoca um clima mais seco no Sudeste Asiático, Austrália, África do Sul e na região norte da América do Sul, e condições muito mais úmidas no Chifre da África e no sul dos Estados Unidos.

A mudança climática influencia o ciclo Enso, mas seu efeito ainda é incerto, explica L’Heureux. As condições mais secas ou mais úmidas causadas pelo Enso “podem ser amplificadas” por causa do aquecimento global, explica.

De qualquer forma, esse aumento das temperaturas globais serve como uma “janela para o futuro” das mudanças climáticas: “Ao fornecer um impulso temporário, o Enso oferece uma visão de como é um mundo mais quente”, diz a meteorologista.

Período neutro

Embora o El Niño tenha enfraquecido, os primeiros quatro meses de 2024 continuaram quebrando recordes de calor, o que não é surpreendente, já que seu ciclo geralmente eleva as temperaturas no ano seguinte à sua aparição.

O Enso não funciona “como um interruptor”, explica L’Heureux.

— É necessário tempo para que a circulação atmosférica global se adapte.

Segundo a OMM, há uma probabilidade de 50% de que o trimestre junho-agosto seja um período neutro entre os dois ciclos ou que La Niña se inicie.

Fonte: O Globo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 03/06/2024/12:28:05

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Homem mata a filha de 3 meses e a sogra, e coloca fogo na casa

A motivação para os crimes, segundo a polícia catarinense, foi uma discussão entre o homem e sua companheira | Foto: Redes Sociais

O fato ocorreu em Criciúma, Santa Catarina. O sogro do autor do crime foi esfaqueado e está entre a vida e a morte.

Um homem ateou fogo na casa em que sua família morava em Criciúma, Santa Catarina, depois de matar a filha, de apenas três meses, e a sogra, além de esfaquear o sogro.

Os crimes ocorreram na noite de sábado. A criança e a avó dormiam no mesmo quarto. A motivação para os crimes, segundo a polícia catarinense, foi uma discussão entre o homem e sua companheira.

Depois da briga, ele entrou no quarto da sogra, cometendo os dois assassinatos e ateando fogo no local.

Na casa, viviam sete pessoas da mesma família. Entre elas, a enteada do homem e seu outro filho de três meses, que saíram ilesos.

A companheira do homem foi atendida pelo SAMU e internada com queimaduras pelo corpo. O idoso esfaqueado está internado, em estado grave. A casa ficou, inteiramente, destruída.

Fonte: Estado de Minas e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 03/06/2024/12:23:14

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Produtor rural precisará emitir NF eletrônica a partir de janeiro

Agricultor com faturamento abaixo e acima de R$ 1 milhão tem até o final do ano para aderir ao novo sistema (Foto: Reprodução)

A mudança impulsionará uma transformação tecnológica para os pequenos e médios produtores, segundo a CNA.

Os produtores rurais devem utilizar, obrigatoriamente, a NFP-e (nota fiscal eletrônica) nas operações estaduais a partir de 2 de janeiro de 2025.

Na data, o documento comprobatório físico (de papel) ficará inválido. O processo será feito pelo site da Secretaria da Fazenda dos Estados de forma 100% on-line. O passo a passo da emissão vai depender de cada unidade da Federação.

Antes do fim do prazo, os produtores precisam emitir a certificação eletrônica, uma espécie de assinatura eletrônica, caso não a tenham. Ela pode ser feita a partir das ACs (Autoridades Certificadoras), como o Serasa, por exemplo. Foi o que explicou ao Poder360 a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). O governo federal disponibiliza aqui uma lista das autoridades certificadoras autorizadas.

A mudança impulsionará uma transformação tecnológica para os pequenos e médios produtores, segundo a CNA. O coordenador do Núcleo Econômico da entidade, Renato Conchon, diz que a operação é “difícil” para o setor.

Segundo Conchon, menos da metade das propriedades agropecuárias têm internet atualmente. A CNA discute com o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) possíveis flexibilizações da mudança. Todas ainda estão em estudo, explicou o coordenador.

Eis os processos em discussão:

  • autorização ao contador para emitir: caso o produtor não consiga emitir a nota por falta de internet, poderia vir a solicitar que um contador a realizasse por meio de uma procuração;
  • autorização ao sindicato para emitir: está em discussão uma possível emissão de nota fiscal por meio do sindicato. A preocupação, neste caso, seria o número alto de procurações em nome do representante da categoria. Já há um projeto piloto em Minas Gerais para testar a funcionalidade deste processo a partir da certificação eletrônica;
  • nota de contingência: a nota de contingência é utilizada atualmente por estabelecimentos comerciais como uma medida temporária em caso de problema de conexão com a internet. Nesta situação, o sistema ainda emite a nota fiscal do cliente, mas por falta de conexão restringe a automatização do cadastro ao sistema da Secretaria de Fazenda. O comerciante tem o prazo de 24h para submetê-la manualmente. A proposta da CNA é estender esse procedimento aos produtores rurais.

Até então, nem todos os produtores têm obrigatoriedade de emitir nota fiscal eletrônica. A partir do fim do prazo, em janeiro, todos devem passar a realizar emissão via internet. Não há previsão de multa para quem não aderir, apesar de a nota física perder a validade.

Prazo tinha sido adiado

Originalmente, os prazos para a obrigação de emissão on-line da nota fiscal variavam de acordo com o faturamento anual do produtor rural. No entanto, com as chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde o fim de abril, a obrigatoriedade foi definida sem distinção para janeiro do próximo ano. Eis a íntegra (PDF – 136 KB).

Produtores com faturamento abaixo de R$ 1 milhão

  • prazo inicial: julho de 2024;
  • prazo prorrogado pela 1ª vez: para dezembro;
  • prazo atual definido: para janeiro de 2025; definido por conta das chuvas no Rio Grande do Sul.

Produtores com faturamento acima de R$ 1 milhão

  • prazo inicial: maio;
  • prazo atual definido: janeiro de 2025; definido por conta das chuvas no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal Poder 360 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 03/06/2024/12:12:21

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Homem é preso em flagrante após assediar e oferecer dinheiro crianças de 7 anos para ficaram sem roupa no interior de MT

(Foto: Reprodução)– Os crimes ocorreram quando as crianças estavam brincando e colhendo frutas em uma árvore

Homem é preso em flagrante após assediar e oferecer dinheiro crianças de 7 anos para ficaram sem roupa no interior de MTOs crimes ocorreram quando as crianças estavam brincando e colhendo frutas em uma árvore.

No último sábado (1º), um homem de 48 anos foi preso em flagrante na cidade de Primavera do Leste, localizada a 234 km de Cuiabá, após assediar duas crianças de apenas 7 anos.

Os crimes ocorreram quando as crianças estavam brincando e colhendo frutas em uma árvore. Segundo relatos, o assediador se aproximou das crianças e ofereceu R$ 10 para que elas tirassem a roupa na frente dele. Além disso, ele passou a mão nas partes íntimas de uma das vítimas. Assustada, uma das crianças correu para casa em busca de ajuda da mãe, que imediatamente acionou a polícia. Enquanto a mãe registrava o boletim de ocorrência, outra mãe chegou relatando que seu filho também havia sido assediado pelo criminoso. Conforme as informações, o suspeito se escondeu na casa de um parente com medo de represálias dos moradores do bairro, mas foi localizado e preso pela polícia. O homem foi encaminhado para a delegacia, onde responderá pelos crimes de assédio sexual e corrupção de menores.

A situação chocou a população da cidade e reforçou a importância da denúncia e do combate à violência contra crianças.

Fonte: Colider News e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 03/06/2024/10:05:06

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Caminhão frigorífico é interceptado e droga é encontrada no meio de carnes no MT

Droga estava escondida dentre as carnes. (Foto: Gefron-MT)

Os tabletes de droga apreendidos somam cerca de 168 kg, com valor estimado em R$ 4,1 milhões

Quase 160 tabletes de cloridrato de cocaína que estavam escondidos em um caminhão frigorífico, foram apreendidos neste domingo (2), no Distrito de Caramujo, na região de fronteira, no município de Cáceres, a 220 km de Cuiabá.

O veículo foi abordado durante uma operação do (Grupo Especial de Fronteira). Durante a vistoria e com auxílio dos cães farejadores, os policiais localizaram quatro fardos de droga na câmara fria, camuflados entre as carnes.

O motorista do caminhão, de 43 anos, foi preso e encaminhado à delegacia. Os 159 tabletes de cloridrato de cocaína somam 167,5 quilos, com valor estimado em R$ 4,1 milhões.

Fonte: Primeira Página e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 03/06/2024/09:57:50

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Crime brutal: jovem é morta, acorrentada em moto e arrastada pelas ruas de Sinop-MT; vídeo

(Foto: Sinop Urgente/Fernando Itamir) – O brutal feminicídio foi registrado na madrugada deste domingo em Sinop-MT.

Bruna de Oliveira, 24 anos, foi assassinada por um homem em uma quitinete na rua dos Biris, bairro Primaveras em Sinop (MT). Em seguida, o feminicida arrastou o corpo da vítima por cerca de três quadras até a rua das Orquídeas, fundos do Parque Florestal, onde foi localizado em uma vala, já no período da noite.

Segundo o registro da Polícia Civil, o irmão da vítima declarou que ela havia saído com o suspeito do crime, de 32 anos, no sábado, e desde então não foi mais vista. Ele alegou que ligou para o mesmo, que afirmou ter deixado ela na casa por volta das 22 horas. Ontem, o irmão da vítima foi até a residência do suspeito (quitinete), entretanto, constatou que ele já havia se mudado. No local, foi encontrada várias marcas de sangue e sinais que houve uma tentativa de limpeza.

Foi declarado ainda no boletim de ocorrência que, posteriormente, o irmão de Bruna, desconfiado do crime, resolveu fazer as buscas e localizou o corpo da mesma na valeta.

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Imagens registradas por câmeras de segurança, por volta das 4h55, mostraram o momento em que o criminoso deixa o conjunto de quitinetes de moto, arrastando o corpo da mulher com uma corrente fechada com um cadeado.

O perito criminal André Fúrio detalhou sobre as análises preliminares nos dois locais, onde teria ocorrido o crime (quitinete) e o local em que a vítima foi encontrada. “Tudo é preliminar porque nós temos filmagens, depois tudo vai ser mais detalhado. Eu também vou fazer exames no sangue que colhi na casa aqui, tem que ver se é dela mesmo, confrontar com o dela”, explicou.

Clique no link e assista no X- https://x.com/i/status/1797629849437409750

André Fúrio confirmou que a jovem apresentava ferimentos por arma branca. “O crime é bárbaro por causa do arrastamento né, na verdade, um esgorjamento por arma branca, depois ele passou a corrente no pescoço e arrastou por três quadras, e aí desovou o corpo na matinha da reserva florestal”, acrescentou.

O perito também falou sobre as análises do trecho onde a vítima foi arrastada. “Os arrastamentos não ficaram preservados. Ali, no local onde ela foi encontrada na terra, teve um pisoteamento dos curiosos e da população, então foi apagado. O arrastamento do asfalto também não se vê, porque também está com quase 24 horas que aconteceu o homicídio”, concluiu Fúrio, ao Sinop Urgente.

A equipe da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso de Sinop faz buscas ao assassino que está foragido. A motivação do crime ainda será confirmada. O corpo da mulher foi retirado da vala com apoio de militares do Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Instituto Médico Legal de Sinop, onde passará por exames de necropsia e identificação oficial.19038306-C130-4C71-9B9E-F95CD00C3A83-1024x562

Fonte:Só Noticias  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 03/06/2024/08:14:54

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Caso Djidja: Justiça mantém prisão de maquiador paraense

Marlisson passou por custódia, mas continuará preso | Reprodução

O cabelereiro e maquiador é acusado de fornecer ketamina para familiares de Djidja Cardoso.

Após passar dois dias foragido, o cabeleireiro e maquiador Marlisson Vasconcelos se entregou à polícia na última sexta-feira (31). O paraense é acusado de fornecer ketamina para os familiares de Djidja Cardoso, os mesmos da seita “Pai, Mãe, Vida”.

No sábado (1º), a Justiça do Amazonas manteve a prisão preventiva do cabeleireiro, depois dele passar por audiência de custódia. Segundo investigações, ele é acusado, junto ao irmão de Djidja, Ademar Cardoso, de fornecer ketamina que seria injetada nos funcionários da rede de salões de beleza.

Marlisson trabalhava na rede de salões de beleza que pertencia à ex-sinhazinha da fazenda do Boi Garantido, que foi encontrada morta na última terça-feira (28).

O cabeleireiro foi alvo da ‘Operação Mandrágora’, que visava prender usuários e fornecedores ilegais de uma substância conhecida como ‘ketamina’ e integrantes de uma seita identificada como “Pai, Mãe, Vida”.

Na unidade do salão de beleza, localizado no bairro Vieiralves, no qual Marlisson era responsável, foram encontrados dezenas de frascos de ketamina, drogas e inúmeras seringas com o produto já inserido, prontas para serem injetadas. Ele comprava os frascos de ketamina em clínica veterinária. A ketamina é usada como anestésico de cavalo.

Ainda segundo as investigações sobre o caso, Verônica da Costa Seixas, a gerente da rede de salões de beleza, Marlisson Vasconcelos e Caudiele Santos da Silva, a maquiadora de Djidja, eram os responsáveis pela aquisição da ketamina e administração nos funcionários dos salões.

Conforme apontou o laudo, compra desse material era realizada de maneira clandestina em uma clínica veterinária chamda MAXVET, localizada na rua Campo Grande, no bairro Redenção, zona Oeste de Manaus.

O cabeleireiro continua preso e, junto a ele, outras pessoas ligadas à seita e os próprios integrantes também estão encarcerados após a operação da Polícia Civil do Amazonas.

Quem são os presos até o momento:

Ademar Farias Cardoso Neto, irmão de Djidja Cardoso.

Cleusimar Cardoso Rodrigues, mãe de Djidja Cardoso.

Verônica da Costa Seixas, gerente do salão de beleza Belle Femme, que pertence à família Cardoso.

Claudiele Santos da Silva, maquiadora do salão.

Marlisson Vasconcelos Dantas, cabeleireiro e maquiador do salão.

Fonte: Dol e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 03/06/2024/08:53:15

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Vídeo: empresário morre envenenado por brigadeirão

Empresário Luiz Marcelo e a namorada Júlia Andrade | Reprodução

Empresário é encontrado morto no Rio; namorada suspeita de envenenar brigadeirão. Polícia investiga o caso e busca foragida.

Um empresário de 45 anos foi encontrado morto em seu apartamento no bairro do Engenho Novo, Zona Norte do Rio. A principal suspeita é a namorada dele, Júlia Andrade Cathermol Pimenta, que teria produzido um brigadeirão envenenado com 50 comprimidos moídos.

Uma imagem da câmera de segurança do prédio onde o empresário Luiz Marcelo Antônio Ormond, de 45 anos, e a namorada moravam, mostra o casal no elevador. Ela toma cerveja e ele carrega o prato onde estaria um brigadeirão envenenado. A polícia investiga se a ingestão do doce levou Luiz Marcelo à morte.

O caso é apurado desde 20 de maio, uma segunda-feira, quando os bombeiros encontraram o corpo do empresário em avançado estado de decomposição. Vizinhos acionaram a corporação por causa do mau cheiro que vinha do apartamento. Ele não era visto desde o último dia 17 de maio.

A possibilidade foi levantada após investigadores da 25ª DP (Engenho ovo) ouvirem o depoimento da cigana Suyany Breschak, presa sob a acusação de ser cúmplice de Júlia. Ela afirmou que a namorada do empresário colocou 50 comprimidos de um potente analgésico no doce. Júlia é considerada foragida pela polícia — contra ela há um mandado de prisão em aberto por homicídio.

“BONDOSO E SOZINHO”

Marcelinho, como era chamado de forma carinhosa pela família, foi descrito pelo primo Bruno Luiz Ormond como “bondoso e sozinho”, simples e que teria poucos amigos.

O primo contou ainda que a mãe de Luiz Marcelo era contra o relacionamento, e que Júlia teria aproveitado o falecimento dela para se reaproximar da vítima. O parente acredita que ela tentava definir união estável com o empresário para ter acesso ao patrimônio dele.

O CRIME

De acordo com a Polícia Civil, os agentes apuraram que Júlia esteve no local e dormiu no apartamento depois que Luiz Marcelo já estava morto.

A polícia prendeu na quarta-feira (29) a cigana Suyany Breschak, que teria agido como comparsa de Júlia para se desfazer dos pertences da vítima, como um carro. O veículo teria sido vendido por R$ 75 mil e levado para a cidade de Cabo Frio (RJ).

Júlia teria uma dívida de R$ 600 mil com a cigana. Há mandado de prisão aberto por homicídio qualificado contra ela.

 

VEJA VÍDEO ABAIXO!

https://www.youtube.com/watch?v=xZcAIgAVIoE&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fdol.com.br%2F&feature=emb_imp_woyt

Fonte: Dol  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 31/05/2024/13:06:41

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