Cabo da PM morre após engasgar com frango em treinamento

Foto: Reprodução | Familiares dizem que o policial não queria participar dos exercícios e cobram apuração.

O cabo da Polícia Militar (PM) Alan Roberto de Freiras Silva, de 35 anos, morreu após se engasgar com um pedaço de frango, durante um treinamento de especialização, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Familiares dizem que o policial não queria participar dos exercícios e cobram apuração.

A PM afirma que os treinamentos são realizados “segundo os mais absolutos critérios de segurança”. A corporação abriu uma sindicância para apurar o ocorrido. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do óbito.

A morte do policial aconteceu na noite da última quinta-feira (21), depois de 33 dias de internação no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. O militar era lotado na Força Tática do 15º Batalhão da Polícia Militar de Franca.

De acordo com a PM, o cabo participava do treinamento com a equipe no batalhão do Comando de Policiamento do Interior (CPI-3) de Ribeirão Preto. Na pausa para a refeição, ele se engasgou com o alimento.

O cabo Freitas foi atendido pela equipe do batalhão e levado para uma unidade de pronto-atendimento. Como não se recuperou, foi levado para o Hospital das Clínicas e internado em unidade de emergência.

Segundo o hospital, as informações sobre o paciente foram disponibilizadas para a família e para as autoridades policiais. O 6° Distrito Policial, onde o caso foi registrado como morte suspeita – acidental, aguarda o laudo do necroscópico para encaminhar a apuração.

Familiares lamentam

O policial foi enterrado em clima de comoção, na tarde deste sábado (23), no Cemitério da Saudade, em Franca. Familiares do policial afirmam que ele não queria participar do treinamento e teria sido obrigado pelos superiores.

“Ele não queria ir, não estava a fim, mas insistiram, diziam que ele era o mais novo da Força Tática e não tinha a opção de não ir”, disse à EPTV a mulher do cabo, Sara Paschoarelli. O curso começou no dia 14 de outubro e Freitas passou mal no quarto dia de atividades.

Sara contou que o cabo teria se engasgado com um pedaço de frango. “Ele tinha poucos minutos para comer. Na primeira garfada, já sentiu que travou a comida”, disse. Já o pai do policial, Wellington Aires Silva, questionou os exercícios aplicados durante o treinamento e a menção feita no boletim de ocorrência registrado pela PM a uma possível doença pré-existente.

Em nota, através da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a Polícia Militar disse que lamenta a morte do cabo Alan de Freitas e se solidariza com sua família.

Uma sindicância foi aberta para apurar os casos. “Os treinamentos são feitos segundo os mais absolutos critérios de segurança para todos os agentes e a corporação está à disposição dos familiares para qualquer informação”, diz a nota.

Fonte: AE Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/11/2024/16:09:44

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Duas em cada 10 brasileiras já sofreram ameaça de morte de parceiros

(Foto: Freepick) – Pesquisa é do Instituto Patrícia Galvão e da Consulting do Brasil

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No Brasil, duas em cada dez mulheres (21%) já foram ameaçadas de morte por parceiros atuais ou ex-parceiros românticos e seis em cada dez conhecem alguma que vivenciou essa situação. Em ambos os casos, as mulheres negras (pretas e pardas) aparecem em maior número. Os dados são da pesquisa Medo, ameaça e risco: percepções e vivências das mulheres sobre violência doméstica e feminicídio, realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e pela empresa Consulting do Brasil.

O levantamento mostra ainda que seis em cada dez mulheres ameaçadas romperam com o agressor, após a intimidação, sendo essa decisão mais comum entre as vítimas negras do que entre as brancas. A pesquisa, divulgado nesta segunda-feira (25), contou com o apoio do Ministério das Mulheres e viabilizado por uma emenda da deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP).

Embora 44% das vítimas tenham ficado com muito medo, apenas 30% delas prestaram queixa à polícia e 17% pediram medida protetiva, mecanismo que pode determinar que o agressor fique longe da vítima e impedido de ter contato com ela. Esses dados têm relação com outros citados pela pesquisa, o de que duas em cada três mulheres acreditam que os agressores de mulheres permanecem impunes e o de que um quinto apenas acha que acabam na prisão.

Para a maioria das brasileiras (60%), a sensação de que os agressores não pagam pelo mal que fazem tem relação com o aumento dos casos de feminicídio. No questionário online, respondido, em outubro deste ano, por 1.353 mulheres maiores de idade, 42% das participantes concordaram com a afirmação de que as mulheres ameaçadas de morte imaginam que os agressores jamais vão colocar em prática o que prometem, ou seja, acham que a ameaça não representa um risco real de serem assassinadas por eles.

Ao mesmo tempo, há, no país, um contingente de 80% de mulheres avaliando que, embora a rede de atendimento às mulheres seja boa, não dá conta da demanda. Em relação a formas de enfrentamento à violência, proporção idêntica destaca as campanhas de estímulo a denúncias e as redes sociais como ferramentas poderosas.

Uma parcela significativa, também de 80%, pensa que nem a Justiça, nem as autoridades policiais encaram as ameaças e denúncias formalizadas com a seriedade devida. Também são maioria (90%) as respondentes com a opinião de que as ocorrências de feminicídio aumentaram nos últimos cinco anos.

Duplo trauma

A diarista Zilma Dias perdeu uma sobrinha em 2011. Não por causa natural, nem acidente. Camila foi morta, aos 17 anos, pelo ex-companheiro, de quem engravidou e tentava se desvencilhar. Como diversas vítimas, a jovem duvidava de que as agressões atingissem seu ponto máximo. Ambas as mulheres pretas.

Quase todas as respondentes da pesquisa, 89%, atribuem ao ciúme e à possessividade do agressor as causas por trás do feminicídio, quando envolve atuais ou ex-parceiros das vítimas. Para Zilma, foi o caso de sua sobrinha. Ela disse que ele chegou a trancá-la em casa e, como é típico nos casos de violência doméstica, tentou isolar a companheira, privando-a de todo convívio, inclusive o com familiares. O objetivo é fazer com que as mulheres fiquem sem ter a quem recorrer.

“Ela dizia que ele era mosca morta”, compartilha a pernambucana, para sinalizar que a filha de seu irmão nunca calculou realmente o risco que corria.

O assassino de Camila mudou-se de cidade onde vivia com ela. Depois de certo tempo, porém, ele retornou e ficou à espreita da ex-companheira. Quando a jovem passava por um cemitério, matou-a com 12 facadas, diante da filha dos dois, Raíssa. O homem, que tinha 25 anos, só foi localizado porque cometeu outro crime, de falsidade ideológica. Então, foi condenado a 13 anos por feminicídio.

A outra camada que revestiu de vulnerabilidade a vida de Zilma veio de uma desdita que ela mesma experimentou. Ela ficou seis anos sem poder abraçar alguém que gerou na barriga, mantendo contato somente por telefone. E também não resultado de nenhum acidente ou por causa do curso próprio da vida. Foi para se proteger de um agressor que não a matou, mas que assassinou a companheira que veio depois dela.

Hoje Zilma entende que a obediência que achava que devia ao parceiro era um valor construído culturalmente, algo incutido por ele na sua mente e que não tinha origem nem mesmo em sua família. Hoje, diz a trabalhadora doméstica, ela compreende que vivia em cárcere privado e que racionar comida para si, para não ser punida pelo marido, era um alerta escrito em letras garrafais. Ser proibida de ver os pais e de trabalhar não era normal.

O companheiro praticou contra ela, enquanto estiveram juntos, diversos tipos de violência. Da psicológica à patrimonial. Zilma não sabia nem sequer o sexo das bebês, pois não fez exame pré-natal, algo fundamental para verificar se a saúde da criança está em dia e detectar patologias graves precocemente.

“Eu não sabia a quem recorrer. Deus me livre chamar a polícia. Não contava nem à minha mãe que ele me batia. Quase todos os dias, ficava machucada. Grávida, apanhava. Ele chegou a ir ao médico comigo, eu estava toda machucada e já grávida de oito meses da minha primeira filha. Ele, do meu lado, me cutucando e o médico me perguntando ‘O que foi aquilo [os hematomas e ferimentos]?’ Ele me proibiu de falar. Aí, eu disse ‘Eu caí’. Estava do meu lado me ameaçando”, recorda Zilma.

Até terminar o relacionamento, algo que muitas vítimas temem, por medo de serem mortas, como mostra o relatório do Instituto Patrícia Galvão, Zilma aceitou os pedidos de perdão de seu agressor. A tentativa de esquecer os episódios de violência, em um relacionamento abusivo, e substitui-los por lembranças mais agradáveis – na maioria das vezes, poucas e do início da relação -, inclusive, despertadas intencionalmente pelo agressor é outra estratégia muito conhecida. Essa sequência de pedido de perdão, com agrados do agressor, recomeço das agressões, piora das agressões e agressão consumada se chama ciclo de violência e explica por que muitas vítimas não conseguem quebrá-lo e abandonar o agressor.

A “gota d’água”, menciona a pernambucana, foi quando ele bateu nela, logo após aparecer com uma amante no portão de casa e ser questionado pela infidelidade. O casal teve duas filhas, sendo que uma morreu aos 15 anos, por um problema cardíaco. Na ocasião, uma delas tinha apenas um mês de idade. Zilma informou a ele que ia embora e seu então companheiro fez um estardalhaço, indo à casa dos sogros, ajoelhando-se e prometendo que mudaria de comportamento, que jamais ela sofreria agressões novamente.

De mala e cuia, chegou a uma das capitais e voltou a criar a filha porque sua mãe, que cuidava dela, faleceu. “A minha esperança é que ele fosse mudar, mudar, mas foi só piorando”, diz.

Tentar minar a autoestima de Zilma, outro ponto que se repete nessas histórias, não a abalou, já que estava determinada a partir. “Dizia que eu não ia conseguir criar minha filha, que eu ia pedir ajuda a ele. Nunca deu um leite a ela. E eu consegui, criei sozinha”, afirma.

Em 2014, outra sobrinha de Zilma entrou em contato com ela para contar uma novidade. O ex-companheiro da diarista havia matado sua então parceira e a esquartejado. O caso saiu em jornais locais. Ele foi condenado a cumprir 25 anos de prisão.

Como encontrar informações e pedir ajuda

A versão completa da pesquisa pode ser lida no site do Instituto Patrícia Galvão, onde também é possível encontrar dados sobre os diversos tipos de violência.

Há, ainda, diversas formas de pedir socorro, caso seja necessário. Entre elas, o telefone 180, específico para atender vítimas de violência doméstica, as delegacias especializadas no atendimento à mulher e a Casa da Mulher Brasileira, que tem dez unidades espalhadas pelo país (Campo Grande; Fortaleza; Ceilândia, no Distrito Federal; Curitiba; São Luís; Boa Vista; São Paulo; Salvador; Teresina; e Ananindeua, no Pará.

 

Fonte: Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/11/2024/16:54:41

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Ibama dá licença e MRN investirá R$ 5 bilhões em nova jazida de bauxita até 2042

(Foto: Reprodução) – A nova jazida , descoberta no oeste do Pará, é uma das maiores do mundo e expandirá a produção daMRN até 2042

Uma das mais importantes descobertas minerais recentes coloca o Brasil no epicentro do mercado global de bauxita, matéria-prima indispensável para a produção de alumínio. Localizada no oeste do Pará, a jazida é um dos maiores tesouros minerais do planeta e promete transformar a região, ampliar a oferta de empregos, aumentar as exportações e atrair bilhões em investimentos.

Desde o começo de setembro passado, quando anunciou a obtenção de uma licença prévia crucial, emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Mineração Rio do Norte começou a se preparar para colocar em prática a expansão de seu ambicioso projeto de extração de bauxita.

Com isso, a vida útil do atual projeto se estenderá por mais de 15 anos, indo de 2027 a 2042. A expansão, explorando a nova jazida descoberta, é essencial para dar continuidade à produção média de 12,5 milhões de toneladas anuais do minério.. O aporte financeiro será de R$ 5 bilhões.

A bauxita é utilizada na fabricação de alumínio, utilizado em setores estratégicos como o automotivo, aeroespacial e tecnológico.

O diretor-presidente da MRN, Guido Germani, celebra o momento histórico: “A nova mina representa um marco para a sustentabilidade de nossas operações e um compromisso com o desenvolvimento do Brasil. Estamos confiantes de que este projeto trará benefícios sociais, econômicos e ambientais significativos.”

Além do impacto global no mercado de bauxita, o projeto deverá beneficiar diretamente os municípios de Oriximiná, Terra Santa e Faro, no oeste do Pará. A exploração será realizada em cinco platôs estratégicos: Rebolado, Escalante, Jamari, Barone e Cruz Alta Leste.

É lógico que haverá impactos ambientais e sociais nessa expansão. Segundo o presidente, o processo de licenciamento inclui planos detalhados para mitigar os impactos sobre a fauna, flora e as comunidades locais. A empresa também se compromete a investir em iniciativas sociais, como capacitação profissional e infraestrutura para as comunidades.

A força do Pará no mercado global

Com a nova mina, o Brasil consolida sua posição como um dos maiores exportadores de bauxita do mundo, reforçando o protagonismo no fornecimento de alumínio. Esse avanço coloca o Pará, com quase 90% das reservas brasileiras de bauxita, como um hub estratégico para o setor mineral global.

O alumínio, cada vez mais valorizado por sua reciclabilidade, é um material crucial para a economia circular, o que torna a exploração sustentável da bauxita ainda mais importante no cenário internacional.

A MRN, composta por gigantes do setor como Glencore (45%), South32 (33%) e Rio Tinto (22%), combina expertise global e força financeira para realizar o projeto de forma eficiente e sustentável.

No entanto, desafios como o equilíbrio entre crescimento econômico e preservação ambiental ainda exigirão atenção redobrada. Com a licença prévia em mãos, a MRN trabalhará para obter as autorizações complementares e assegurar a conformidade do projeto com as normas brasileiras.

Agora, resta a pergunta: como o Brasil aproveitará essa riqueza mineral para consolidar sua posição entre os quatro maiores líderes no mercado mundial? E, mais importante, como transformar esse potencial em um legado positivo para as futuras gerações?

Números da produção nacional

As maiores reservas de bauxita do mundo estão na Guiné, com 7,4 bilhões de toneladas, seguidas da Austrália, com 6,2 bilhões. O Brasil aparece em quarto lugar, depois da Índia, com 2,7 bilhões de toneladas. A produção nacional de bauxita, em 2017, atingiu 36,3 milhões de toneladas, contra os 37,7 milhões do ano anterior, com uma variação negativa de 3,8%.

Entre os estados brasileiros, o Pará representa 89,5% da produção nacional de bauxita, seguido por Minas Gerais. As maiores empresas produtoras de bauxita estão no Pará, são elas: Mineração do Rio Norte, Mineração Paragominas e Alcoa World Alumina Brasil, pertencente aos noruegueses da Norsk Hydro.

bilhão de reais para os próximos 3 anos. Em relação a mão-de-obra utilizada na mineração, 2017 registrou 8.732 empregados, a maioria (75%) são de operários de mina e usina e, apenas, 7% são de nível superior.

 

Fonte: Redação  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/11/2024/16:39:17

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Brasil tem 10 mil procurados pela Justiça há mais de 10 anos

João Ferreira dos Santos era procurado há 30 anos acusado de homicídio. Era um dos mandados de prisão mais antigos do país. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Número equivale a 3% do total de mandados de prisão em aberto no país. Para especialistas, falta de maior integração na segurança pública contribui para o cenário.

O Brasil tem 10 mil procurados pela Justiça há mais de 10 anos, mostra um levantamento do g1 no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), que reúne ordens de prisão de todos os tribunais do país.

O número equivale a 3% dos 368 mil mandados de prisão que estavam vigentes no início de outubro, quando o g1 extraiu os dados do portal, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Entre os mandados mais antigos, quatro foram expedidos há mais de 30 anos. Dois dos alvos desses processos foram localizados após o g1 questionar a polícia sobre o não cumprimento das ordens (saiba mais).

Segundo o CNJ, do total de mandados em vigor até o dia 19 de novembro, 77% são de natureza penal. A maioria desses mandados (58%) refere-se a cumprimento provisório. Ao todo, o país possui 108.593 pessoas procuradas para cumprir condenações definitivas e 149.728 para cumprir mandados provisórios.

Para especialistas, a existência de mandados em aberto há tanto tempo decorre, sobretudo, da falta de integração entre as forças de segurança pública.

“Isso assusta, de fato, porque é um número grande”, afirma Roberta Fernandes, pesquisadora associada do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). “A segurança pública brasileira não aprendeu ainda a trabalhar de forma integrada.”

Para Michel Misse, professor de pós-graduação em Justiça e Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, apresentada pelo governo Lula (PT) em outubro, é positiva nesse sentido, ao promover a integração das polícias.

Uma das mudanças almejadas pelo governo com a PEC é padronizar boletins de ocorrência, mandados de prisão e certidões de similar ao que ocorre no Sistema Único de Saúde (SUS), estabelecendo uma linguagem unificada entre as forças policiais.

“O que a gente tem são crimes elucidados onde o problema é que você não encontra a pessoa para ela cumprir a pena”, diz Misse.

O Ministério da Justiça foi procurado, mas não se manifestou. O g1 não conseguiu contato com as defesas dos procurados citados nesta reportagem.

Procurados viviam em cidade vizinha ao crime, mas em outro estado

João Ferreira dos Santos e João Maria Ferreira eram procurados por um homicídio cometido em 1991 em Timon, cidade maranhense na divisa com o Piauí.

Conforme o relatório policial, após beberem, os dois — à época, com 23 e 34 anos, respectivamente – começaram a xingar a vítima que, ao questioná-los, foi agarrada e esfaqueada 17 vezes, na frente da mulher e da filha.

Os autores fugiram, a polícia concluiu as investigações e o Ministério Público denunciou ambos os irmãos pelo assassinato. Em 1993, a Justiça do Maranhão determinou que fossem presos preventivamente para serem julgados. Os réus, entretanto, nunca foram encontrados.

Na quarta-feira (13), após o g1 questionar a Polícia Civil do Maranhão sobre o porquê de os mandados de prisão ainda estarem abertos, João e João Maria foram localizados em Teresina, cidade vizinha de Timon. João, que trabalha como estivador, foi preso. João Maria não foi detido por estar internado em razão de um acidente vascular cerebral, segundo as autoridades maranhenses.

O delegado-geral do Maranhão, Almeida Neto atribui a demora no cumprimento de mandados judiciais a falta de estrutura das polícias.

“Atualmente, temos 300 mil mandados de prisão para cumprir no Brasil e, quando alguém está foragido, o dever da prisão não é só da polícia, mas de todo o sistema de Justiça. Mas a estrutura disponível pela polícia [para cumprir os mandados] também pode contribuir”, afirmou.

A falta de integração é mais evidente em casos nos quais os procurados vivem em estados diferentes de onde são investigados, apontam especialistas. Como o g1 mostrou, 10 procurados da Justiça em investigações criminais de um estado lançaram-se candidatos em outro estado nas eleições 2024.

Misse aponta que, por falta de integração, mesmo pessoas que eventualmente já estão detidas podem constar, ainda, como procuradas.

“O que acontece é que, às vezes, você tem um mandado de prisão aberto no Rio de Janeiro, mas a pessoa que você quer prender está presa no Paraná. E essa informação não está disponível porque não há um sistema nacional integrado de informações”, explica o especialista.

Presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol), Rodolfo Laterza, explica que, sem um banco de dados integrado, quando a Justiça de um estado expede um mandado de prisão contra alguém que reside em outro, a ordem não é enviada diretamente para todas as delegacias. Em vez disso, ela segue para um departamento específico dentro das polícias civis, conhecido como Polinter.

Prisão é difícil mesmo em caso de condenação, diz delegado

João e João Maria ainda não foram julgados. O mandado de prisão contra eles é preventivo, ou seja, não se destina ao cumprimento de uma sentença.

No entanto, mesmo em casos de condenação, há dificuldades para efetuar a prisão, afirma Rodolfo Laterza, presidente da Adepol.

“Infelizmente, não há rastreamento adequado de determinados criminosos. Quando eles são submetidos a uma sentença penal condenatória e é decretada a prisão, isso é registrado no sistema [judiciário] e, muitas vezes, fica por isso mesmo”, afirma Laterza.

Antônio Afonso Coelho é alvo de um mandado expedido em 1990 por matar um homem a tiros de espingarda no ano anterior em Baião (PA).

Embora a ordem seja preventiva, Coelho já foi condenado e a sentença — 22 anos em regime fechado — se tornou definitiva em novembro de 2012.

Para Laterza, os casos mais graves são os que trazem mais dificuldades para localização do suspeito — os quatro mandados de prisão com mais de 30 anos são de homicídio.

“Criminosos normalmente envolvidos em condutas violentas, como homicídio e latrocínio, são os mais complexos. Geralmente, são indivíduos com comportamento reiterado e habitual de delinquência, não possuem endereço fixo e muito menos uma profissão estável”, afirma o presidente da Adepol.

Natural de Uruburetama (CE), José de Ribamar Moreira é alvo de um mandado de prisão preventiva expedido há 31 anos, suspeito de um homicídio ocorrido em 1991 em Medicilândia. À época, ele tinha 54 anos e agora, tem 87. Até a publicação desta reportagem, a ordem seguia vigente.

Um estudo recente do Instituto do Paz mostrou que 6 a cada 10 homicídios ficam sem solução no Brasil. De 22.880 assassinatos que aconteceram no ano de 2022, apenas 8.919 geraram denúncias criminais até o fim de 2023.

Especialista alerta para elevada população carcerária: ‘Um milhão de presos’

Michel Misse chama a atenção para o impacto que o cumprimento de todos os mandados teria sobre a superlotação dos presídios brasileiros.

Segundo dados do Ministério da Justiça, no primeiro semestre de 2024, o Brasil enfrentava um déficit de 174 mil vagas em presídios, com 763 mil detentos para 488 mil vagas disponíveis.

“Em termos quantitativos, nós já estamos com 800 mil pessoas presas ou em prisão provisória. O Brasil é a terceira população prisional do mundo, com estes outros, nós teríamos mais de um milhão de presos”, completa o professor.

 

Fonte: Camila da Silva, Judite Cypreste, g1 — São Paulo e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/11/2024/15:52:38

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Vai viajar no final do ano? Saiba os destinos do Brasil mais procurados pelos paraenses

(Foto: Reprodução) – Vista de cima do litoral de Fortaleza, capital do Ceará. (Reprodução | Planet Smart City)

Fortaleza é o destino mais citado por agentes de viagens de Belém sobre a escolha dos paraenses no final do ano.

Com a chegada do fim de ano, paraenses já começam a planejar as viagens e buscar os destinos mais cobiçados e acessíveis pelo Brasil. Entre opções paradisíacas e econômicas, listamos os locais que estão em alta entre os viajantes do Pará, ideais para aproveitar férias inesquecíveis sem pesar no bolso.

Segundo Alex Silva, presidente no Pará da ABAV (Associação Brasileira de Agências de Viagens), as cidades mais procuradas pelos paraenses nas viagens de fim de ano são Fortaleza, Rio de Janeiro e Florianópolis. As passagens para esses destinos, conforme ele, estão caras. “Elas estão em média 2 a 3 mil reais por pessoa, ida e volta. E hotéis em média 400 a 800 reais a diária”, disse.

Reinaldo Perdigão, proprietário de uma empresa de viagens rodoviárias de Belém, disse que Fortaleza sempre foi a cidade mais procurada por quem mora no Pará. A segunda mais procurada, segundo ele, é São Luís, capital do Maranhão. “Fortaleza custa, em média, 800 reais a diária de casal. Já em São Luís ficam em média 450 a diária de casal”, revelou.

Para Gregori Ferreira, agente de viagens e proprietário de uma empresa no bairro da Marambaia em Belém, elenca os principais destinos procurados pelos paraenses para as viagens de final de ano. São eles: Florianópolis, Rio de Janeiro, Balneário Camboriú, São Paulo, Goiânia, Gramado (Rio Grande do Sul), Bahia, Fortaleza e Maranhão.

Os 10 destinos mais procurados pelos paraenses

Segundo levantamento feito nos sites Viajar Pelo Mundo, Rotas de Viagem, Melhores Destinos, Jornal Passaporte e Agência Pará, os dez destinos mais procurados pelos paraenses para viajar no final do ano são:

Salvador, Bahia – Os paraenses buscam o clima festivo da capital baiana, com praias e uma rica cena cultural, especialmente no verão;
Rio de Janeiro, RJ – A cidade maravilhosa encanta com praias famosas e o cenário urbano vibrante e diverso;
Jericoacoara, Ceará – Um destino tranquilo e paradisíaco, que é ideal para quem quer fugir para um refúgio natural;
Fortaleza, Ceará – Atraente pela infraestrutura turística, belas praias e vida noturna, Fortaleza é um dos destinos favoritos do Nordeste;
Gramado, Rio Grande do Sul – Popular pelo evento “Natal Luz”, a cidade proporciona uma experiência natalina encantadora para casais e famílias;
Lençóis Maranhenses, Maranhão – Este destino de ecoturismo encanta com lagoas cristalinas e vastas dunas;
Florianópolis, Santa Catarina – A ilha oferece praias, trilhas e uma vida noturna agitada, sendo ideal para viajantes mais jovens;
Foz do Iguaçu, Paraná – As Cataratas do Iguaçu são um ponto turístico icônico para os amantes da natureza;
Olímpia, São Paulo – Conhecida pelo parque aquático Thermas dos Laranjais, é popular entre famílias que buscam diversão;
Brasília, Distrito Federal – A capital do Brasil, com arquitetura única e patrimônio cultural, atrai turistas que buscam uma experiência urbana diferente.

Destinos mais baratos para viajar fora do Pará

Segundo Gregori Ferreira, para quem busca destinos mais econômicos no Brasil, há várias opções onde é possível aproveitar bastante sem gastar muito. Abaixo estão algumas sugestões do empresário de lugares onde o custo de hospedagem, alimentação e passeios é acessível, especialmente se a viagem for bem planejada.
1.Fortaleza (CE)

Passagens aéreas: a partir de R$ 628 (ida) saindo de João Pessoa, com aumento em alta temporada.
Hospedagem: média de R$ 150 por noite em hotéis econômicos.

Por que ir? Fortaleza tem praias lindas, como a Praia do Futuro e Canoa Quebrada, além de várias atrações culturais e gastronômicas. Fora da alta temporada, os preços são bem acessíveis.
Dicas de economia: Hospede-se em pousadas próximas ao centro e utilize o transporte público. Há várias barracas de praia que oferecem estrutura completa por preços razoáveis.

2.Porto Seguro (BA)

Passagens aéreas: entre R$ 1.100 e R$ 1.300 (ida e volta).
Hospedagem: pousadas econômicas a partir de R$ 120 por noite.

Por que ir Conhecida pelo clima animado e praias lindas, Porto Seguro é um dos destinos mais baratos da Bahia. Possui opções de lazer para todos os bolsos, de praias tranquilas a festas noturnas.
Dicas de economia: Prefira visitar fora das épocas de festas escolares. É possível encontrar pousadas simples e confortáveis a preços baixos.

3.João Pessoa (PB)

Passagens aéreas: cerca de R$ 900 (ida e volta) saindo de Belém.

Hospedagem: diária em hostels e hotéis econômicos a partir de R$ 90.

Por que ir: Uma das capitais mais baratas do Nordeste, com praias limpas e boa infraestrutura. A cidade também tem atrações culturais, como o Centro Histórico e o pôr do sol na Praia do Jacaré.
Dicas de economia: João Pessoa oferece bons preços em alimentação e hospedagem. A cidade é compacta, então é fácil se locomover a pé ou de transporte público.

4.Capitólio (MG)

Passagens aéreas: em torno de R$ 1.300 para Belo Horizonte, com conexão para Capitólio.

Hospedagem: entre R$ 180 e R$ 250 em hotéis econômicos.

Por que ir: Com seus cânions e cachoeiras, é um destino perfeito para quem gosta de ecoturismo e belezas naturais. O turismo ali vem crescendo, mas ainda mantém preços acessíveis.
Dicas de economia: Optar por hospedagens em cidades próximas, como Passos e Piumhi, ajuda a economizar. Visitar em dias úteis também é uma forma de encontrar melhor custo-benefício.

5.Cabo Frio (RJ)

Passagens aéreas: R$ 1.100 a R$ 1.500 para o Rio de Janeiro, com deslocamento para Cabo Frio.

Hospedagem: entre R$ 100 e R$ 180 por noite.
6.Arraial do Cabo (RJ)

Passagens aéreas: em média R$ 1.200 (ida e volta), partindo do Rio.

Hospedagem: R$ 50 a R$ 100 em hostels e hotéis econômicos

Por que ir: Praias de águas cristalinas e paisagens maravilhosas. Em relação ao Rio de Janeiro, esses destinos são mais baratos e têm boa infraestrutura.
Dicas de economia: Para gastar menos, considere se hospedar em Cabo Frio, que tem mais opções de pousadas econômicas, e faça passeios em Arraial, que é próximo.

7.Curitiba (PR)

Passagens aéreas: R$ 1.000 (ida e volta).

Hospedagem: hotéis econômicos a partir de R$ 130 por noite.

Por que ir: Uma cidade bem organizada, com diversos parques gratuitos e atrações culturais acessíveis.
Dicas de economia: Aproveite o transporte público para visitar os pontos turísticos e se hospede em bairros como Batel e Centro, que oferecem opções para todos os orçamentos.

8.Paraty (RJ)

Passagens aéreas: em média R$ 1.200 (ida e volta), partindo do Rio de Janeiro com ônibus até Paraty.

Hospedagem: a partir de R$ 120 em pousadas.

Por que ir: Com seu charme colonial e praias tranquilas, é possível curtir um cenário paradisíaco sem gastar muito. A cidade histórica, em si, já é um passeio!
Dicas de economia: Fora da temporada e dos feriados, os preços caem bastante. Pousadas e campings são alternativas acessíveis.

9.Natal (RN)

Passagens aéreas: aproximadamente R$ 1.400 (ida e volta) saindo de Belém.

Hospedagem: média de R$ 140 por noite em hotéis econômicos.

Por que ir? Natal é famosa pelas Dunas de Genipabu, os passeios de buggy “com emoção”, as praias paradisíacas como Ponta Negra e o maior cajueiro do mundo. A cidade também oferece rica culinária e um clima agradável o ano todo.
Dicas de economia: Considere pousadas e apartamentos pelo Airbnb, que oferecem opções econômicas em locais estratégicos.

10.Salvador (BA)

Passagens aéreas: cerca de R$ 1.200 (ida e volta).

Hospedagem: diária média de R$ 120 em hotéis econômicos.

Por que ir? Salvador encanta com praias, cultura e história. A cidade oferece experiências únicas, como o Pelourinho, patrimônio da UNESCO, e o Elevador Lacerda, que conecta a cidade alta e baixa com vistas espetaculares. Além disso, as praias de Itapuã e Porto da Barra são perfeitas para relaxar.
Dica de economia: Escolha hospedagens próximas ao centro histórico, como hostels ou pousadas no Pelourinho, que oferecem boa localização a preços acessíveis. Aproveite as atrações gratuitas, como praias e eventos ao ar livre, e explore mercados populares, como o Mercado Modelo, para refeições econômicas e souvenirs autênticos.

 

Fonte: Jéssica Nascimento – O Liberal  e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/11/2024/15:08:29

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Monitoramento fluvial por satélite é aliado na preservação dos rios da Amazônia

Diretora de Hidrologia e Gestão Territorial do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Alice Castilho (Foto: Thiago Gomes | O Liberal)

Se mostrando eficiente, a ferramenta tem permitido acompanhar e fiscalizar a dinâmica fluvial da região amazônica

Neste domingo (24), Dia do Rio, a importância da preservação desses corpos d’água ganha novos contornos com o uso da tecnologia. Com o uso de satélites para monitorar a dinâmica fluvial, o Brasil tem avançado na gestão dos recursos hídricos, especialmente na Amazônia. Com iniciativas como o projeto SWOT for South America, liderado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), é possível acompanhar o comportamento dos rios – em um contexto de constantes alterações no comportamento hidrológico.

Também com o objetivo de preservação dos rios, atualmente, a tecnologia é uma aliada nesse esforço. Por meio do sensoriamento remoto, um tipo de monitoramento a partir do uso de satélites para observação de superfícies a distância, a ferramenta tem permitido acompanhar e fiscalizar a dinâmica fluvial da região amazônica. Em diversas áreas do bioma e em todo o País, essa fiscalização é realizada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) com o projeto SWOT for South America (SWOT para a América do Sul).

No atual cenário de mudanças climáticas, que afeta diretamente o comportamento dos rios, a tecnologia do uso de sensoriamento remoto é de extrema importância para aprimorar a gestão dos recursos hídricos, como avalia a diretora de Hidrologia e Gestão Territorial do SGB, Alice Castilho. “Os satélites têm órbitas definidas e, nos pontos em que eles passam, onde há interseção com os rios, nós temos novos pontos de monitoramento. No entanto, isso não dispensa a checagem da fiscalização in loco”, explica.

E com esse recurso, é possível identificar possíveis mudanças nos níveis e vazões dos rios, monitoramento de chuvas, qualidade da água, problemas como seca, entre outros eventos extremos. “No final de 2022, foi enviado um novo satélite, que é o SWOT, o qual é treinado para enxergar água. Até então, os rios que podiam ser monitorados pelos satélites existentes, eram rios mais largos, principalmente os rios amazônicos. Agora, com esse outro satélite, podemos enxergar rios que têm uma largura menor”.

“A bacia amazônica é gigantesca. Estamos enfrentando uma seca severa. Com isso, podemos avaliar, por exemplo, se está ocorrendo muita utilização de água subterrânea, com o armazenamento de água no solo. E também checar se existe muita demanda para irrigação através do mapeamento da evapotranspiração e ainda verificar se está acontecendo um uso indiscriminado de água em função do monitoramento do nível e das vazões dos rios. E prever cheias e estiagem”, completa Alice.

Avanço

Já o engenheiro cartógrafo do Serviço Geológico do Brasil, Daniel Moreira, aponta os principais avanços com esse monitoramento: “O grande avanço é que a gente já está usando esses dados nos nossos boletins de monitoramento. A nossa rede é muito extensa e não consegue cobrir toda a Amazônia. O sensoriamento remoto tem permitido monitorar regiões que a gente nunca monitorava antes. Ou que a gente tinha uma extrema dificuldade no monitoramento”.

Moreira também enfatiza que, a partir dos dados de observação por satélite, é possível promover ações para propor soluções para determinadas situações, como no caso das secas. Tudo isso a partir da projeção de cenários a partir da utilização da ferramenta do sensoriamento remoto. “E debatemos sobre como o Brasil pode colaborar com um lançamento de missões [espaciais] mais dedicadas aos nossos problemas. E para ajudar a entender os fenômenos [hidrológicos]”, completa o pesquisador.

 

Fonte: Gabriel Pires – O Liberal e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/11/2024/15:08:29

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Soja já injetou R$ 8,5 bi no Pará e corresponde por quase 70% das exportações agropecuárias locais

(Foto: Reprodução) – Grão corresponde por 68% da produção agropecuária paraense exportada durante o período (CNA/Wenderson Araujo/Trilux)

Produção de soja no Pará é feita por pelo menos 350 produtores

A balança comercial do Pará registrou uma receita de U$ 1,5 bilhão, equivalente a R$ 8,5 bilhões, entre janeiro e outubro deste ano, somente com a exportação de soja. O grão corresponde por 68% da produção agropecuária paraense exportada durante o período. A soja é usada como base para a ração de animais, além do aproveitamento na indústria. Com a plantação da soja, também é possível realizar a correção de algumas terras degradadas pela pecuária.

Conforme destacou Guilherme Minssen, diretor e zootecnista da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), a expectativa de produção de soja no Estado é positiva e de crescimento do segmento. “Nós temos três principais polos que produzem o grão no Pará: no sul do Pará; na região do baixo amazonas e Santarém; e no polo de Paragominas, que abrange Dom Eliseu, Ulianópolis e Rondon [do Pará]. Esses polos, hoje, são destaques para a gente ter um agronegócio mais efetivo. Essa produção deve aumentar no próximo ano, mesmo nós tendo um 2024 que não foi dos melhores”, sinaliza o especialista.

No acumulado deste ano, a produção apresentou uma redução de 6,62% em comparação com o mesmo período do ano passado. Atualmente, a atividade econômica tem uma participação de 8% do total exportado no Pará. Os dados são do relatório do Ministério de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Segundo Minssen, a produção no Pará é realizada por 350 produtores cadastrados.

“A queda desse ano de 2024 foi devido a vários fatores dentro da agricultura e pecuária paraense. Nós tivemos preços baixos, produtos negociados a preços inferiores, isso deu uma amarrada no setor, mas isso não vai deixar de aumentar a área e, principalmente, de produzir mais e com mais qualidade, especialmente com mais tecnologia, nos próximos anos”, ressaltou Minssen.

Na avaliação do diretor da Faepa, a produção paraense ainda está longe de suprir a demanda do mercado interno, sobretudo da pecuária. Além da questão de mercado, a produção paraense também poderia ser uma solução para as áreas que foram degradadas.

“Nós temos que produzir bem mais grãos, muito mais, principalmente para consolidarmos uma área que antigamente era da pecuária e que agora está degradada, ou seja, ela foi sendo usada durante esse tempo e a pecuária não consegue voltar a utilizar essa área, que pode ser reutilizada através de grãos. Então, nós temos certeza que ainda vamos produzir mais e vamos consumir muito mais ainda do que nós estamos produzindo agora”, declarou.

O clima é um dos principais fatores para a plantação e pode determinar a escala de produção de um alimento, de acordo com Guilherme Minssen. “Estamos tendo um ano que não é dos piores. Já estamos começando com chuvas regulares agora e estamos começando a ter uma boa resposta, principalmente, da área do sul do Pará. Mas o clima sempre influencia. A produtividade precisa sempre de ter luz, que é a parte do sol, precisa ter água, precisa ter umidade e a gente precisa ter uma temperatura o mais constante possível. O clima sempre influencia na maior ou menor produtividade.”

Um dos gargalos hoje da soja, principalmente no estado do Pará, é a logística para chegar até os portos, afirma o diretor da Faepa. “Nós ainda temos uma dificuldade desses mais de 300 produtores para chegar com os produtos até o navio. Isso tem que mudar o mais rápido possível, nós estamos com a estrada de Miritituba e a chegada em Itaituba bastante prejudicadas também. Os caminhões de lá estão indo para Santarém, desviando por causa de 30 km que são fatais para a chegada da soja naquela região”, concluiu Minssen.

 

Fonte: Emilly Melo – O Liberal e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/11/2024/15:03:24

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‘Epidemia de feminicídios’: uma mulher é assassinada a cada 10 minutos pelos próprios parceiros, segundo a ONU

Uma mulher ou menina é morta por parceiros íntimos ou familiares a cada 10 minutos. São 140 assassinatos por dia, segundo relatório divulgado nesta 2ª feira (25.nov.2024) pela ONU (Organização das Nações Unidas). A data marca o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. Segundo o documento “Feminicídios em 2023” (íntegra, em inglês – PDF – 3 MB), dos 85.000 assassinatos intencionais sofridos pela população feminina em 2023, cerca de 60% foram no contexto conjugal ou familiar.

O relatório foi produzido pela ONU Mulheres e pelo UNODC, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime.  “Estamos alarmados com o fato de que o número de homicídios cometidos por integrantes da família e parceiros íntimos –a manifestação mais comum de feminicídio– permanece em níveis alarmantes em todo o mundo”, lê-se no relatório. “Em muitos casos, as vítimas de feminicídio já haviam denunciado a violência, e seus assassinatos poderiam ter sido evitados”, diz o texto.

Conforme o documento, “mulheres e meninas em todos os lugares continuam sendo afetadas por essa forma extrema de violência de gênero e nenhuma região está excluída”. A África tem as taxas mais elevadas de feminicídio relacionado com parceiros íntimos e familiares: 21.700 vítimas. É seguida de Ásia (18.500), Américas (8.300), Europa (2.300) e Oceania (300).

O continente africano também mantém o maior número de vítimas de feminicídio por parceiro íntimo/integrante da família em relação ao tamanho de sua população (2,9 vítimas por 100 mil habitantes em 2023).  Na sequência estão as Américas (1,6 vítimas por 100 mil habitantes) e a Oceânia (1,5 vítimas por 100 mil habitantes). As taxas foram mais baixas na Ásia e na Europa, com 0,8 e 0,6 por 100 mil habitantes, respectivamente.

Na Europa e nas Américas, a maioria das mulheres mortas na esfera doméstica foi vítima de companheiros íntimos: 64% e 58% do total, respectivamente. Em outras regiões, os familiares foram os principais perpetradores.

NECESSIDADE DE LEGISLAÇÃO MAIS ROBUSTA

Conforme o relatório, “a atenção ao problema do feminicídio” parece “ter diminuído depois da pandemia de covid-19”. Desde 2020, o número de países que relatam ou publicam dados sobre o assassinato de mulheres por parceiros íntimos ou outros integrantes da família diminuiu em 50%. “No entanto, são necessários mais dados e informações de melhor qualidade para uma compreensão mais profunda da questão e de sua magnitude”, afirmou a ONU.

Em nota, a diretora-executiva da ONU Mulheres, Sima Bahous, defendeu, entre outras coisas, legislações mais duras e maior responsabilização de governos. “A violência contra mulheres e meninas não é inevitável, é evitável. Precisamos de uma legislação robusta, coleta de dados aprimorada, maior responsabilização governamental, uma cultura de tolerância zero e maior financiamento para organizações de direitos das mulheres e órgãos institucionais”, disse.

Ghada Waly, diretora-executiva do UNODC, afirmou ser preciso “confrontar e desmantelar os preconceitos de gênero, os desequilíbrios de poder e as normas prejudiciais que perpetuam a violência contra as mulheres”. Ela disse que o relatório divulgado nesta 2ª feira (25.nov) “destaca a necessidade urgente de sistemas de justiça criminal fortes que responsabilizem os perpetradores, ao mesmo tempo em que garantem suporte adequado para sobreviventes, incluindo acesso a mecanismos de denúncia seguros e transparentes”.

Fonte: Poder 360° e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/11/2024/13:22:49

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Influenciadores mirins chegaram a receber bebida alcoólica como brinde de empresas de marketing de afiliados

Criança que recebeu um kit por ter faturado R$ 100 mil na Kiwify. — Foto: Reprodução/Instagram

Reportagem do g1 mostrou menores de idade ostentando ganhos altos nas redes ao promover cursos de afiliados. No Instagram e no TikTok, eles dizem que estão conquistando milhares de reais por mês ‘trabalhando pouco por dia’.

Uma reportagem do g1, publicada neste sábado (23), revelou como influenciadores mirins tentam atrair crianças e adolescentes para um suposto trabalho rentável: a participação na venda de cursos em plataformas de marketing de afiliados, como Kiwify e Cakto.

Nas redes sociais, esses menores afirmam faturar até R$ 100 mil com esse tipo de negócio. Ao alcançarem esse valor em vendas, eles recebem uma placa comemorativa e uma cesta de comida que inclui espumante, bebida alcoólica cujo consumo é proibido para menores de 18 anos no Brasil.

O g1 encontrou ao menos 33 perfis com esse tipo de conteúdo no Instagram e no TikTok e monitorou essas contas por três meses. O g1 também tentou conversar com os pais desses menores, mas não obteve retorno e alguns não quiseram falar.

O g1 encontrou postagens no Instagram de crianças exibindo espumante. Em um dos posts, uma menina com 457 mil seguidores mostra a cesta enviada pela Kiwify (veja na imagem abaixo).

A Cakto também costuma enviar brindes e mandou um espumante para essa mesma criança.

Criança que recebeu um kit por ter faturado R$ 100 mil na Kiwify. — Foto: Reprodução/Instagram
Criança que recebeu um kit por ter faturado R$ 100 mil na Kiwify. — Foto: Reprodução/Instagram

Na publicação da menina, Caio Martins, CEO da Cakto, chegou a comentar: “Só não pode beber esse Chandon kkkkkkk” (veja na imagem abaixo).

Além dela, o g1 localizou o perfil de um outro adolescente que também exibe a cesta com a bebida, novamente enviada pela Kiwify.

Cakto também enviou espumante para a mesma menina que recebeu da Kiwify. — Foto: Reprodução/Instagram
Cakto também enviou espumante para a mesma menina que recebeu da Kiwify. — Foto: Reprodução/Instagram

Procurada para comentar sobre o envio do brinde, a Cakto disse que “todos os cadastros na plataforma são realizados exclusivamente por maiores de idade e vinculados a um responsável legal”. A empresa não comentou sobre o posicionamento do CEO.

A Kiwify, que negou ter enviado esses prêmios diretamente para menores, disse que vai implementar “uma revisão operacional para evitar a recorrência de situações semelhantes a essa” (leia o posiconamento ao final da reportagem).

“A premiação é padrão e concedida a todos os produtores que atingem o faturamento de R$ 100 mil, não havendo distinções ou privilégios para indivíduos específicos”, completou a empresa.


“Essas contas estão sendo preventivamente bloqueadas para maiores investigações devido ao potencial compartilhamento indevido de login e senha”, disse a Kiwify, sobre os perfis que exibiram bebidas entre os brindes recebidos.


Segundo a Kiwify, ambas as contas identificadas que receberam a bebida alcoólica pertencem a adultos.

Alguns influencers também filmaram sua presença em eventos de marketing digital da Kiwify . Sem dar mais detalhes, a empresa disse ao g1 que “não realizou nenhum convite a eles”.

A Meta, dona do Instagram, afirmou que “não vai comentar o tema”. O TikTok respondeu após a publicação da matéria, informando que “derrubou os vídeos em agosto”.

Adolescente abre kit com espumando enviado pela empresa Kiwify — Foto: Reprodução/Instagram
Adolescente abre kit com espumando enviado pela empresa Kiwify — Foto: Reprodução/Instagram

Como os influencers atraem outras crianças

Apesar de serem desinibidas para falar sobre uma suposta vida de luxo, as crianças revelam poucas informações pessoais. Não falam as idades, nem a cidade ou estado onde vivem.

Os perfis costumam se seguir, o que indica que os envolvidos se conhecem, ao menos no ambiente virtual.

As informações disponíveis nas contas seguem a mesma tática dos vídeos: na bio, elas citam o suposto faturamento do influencer e incitam os seguidores a procurá-las se quiserem ter a mesma vida.

Nessas publicações, os menores costumam:

  1. destacar que trabalham pouco tempo por dia e faturam alto;
  2. relatar uma mudança de vida, dizendo que agora conseguem comprar celular caro, casa ou mesmo pagar o aluguel dos pais e tirar a família da pobreza;
  3. não costumam mostrar esses bens materiais, apenas falam deles;
  4. ironizam quem não está no esquema supostamente lucrativo;
  5. citam o suposto faturamento alto no link da bio e exibem notas de dinheiro ou número de faturamento na tela dos apps da Kiwify e da Cakto.

Criança usa tom irônico nos conteúdos publicado nas redes sociais — Foto: Reprodução/Instagram
Criança usa tom irônico nos conteúdos publicado nas redes sociais — Foto: Reprodução/Instagram

Em alguns poucos vídeos, crianças e adolescentes dizem estar com o pai ou a mãe e até presenteiam familiares. Nas filmagens, os supostos responsáveis sempre demonstram surpresa com o trabalho altamente rentável do filho.

O g1 localizou os pais de uma menina de Minas Gerais que divulga esses cursos. No Instagram, ela tem mais de 230 mil seguidores e os vídeos publicados contam com milhares de visualizações.

O pai dela inicialmente demonstrou interesse em dar entrevista, mas logo parou de responder aos contatos.

Dias depois, também por mensagens, a mãe confirmou que a filha tem 13 anos e considera que aquilo é um trabalho, o que pode ser indício de trabalho infantil, analisa Denise Auad, da comissão dos direitos da criança e do adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB SP).


A mãe disse ainda que a menina “tira um bom dinheiro no digital”, sem informar valores. E que os pais preferem deixar o montante guardado, para que a filha administre melhor, no futuro.


Durante vários dias, o g1 tentou marcar uma entrevista com essa mãe. Mas, num último contato, ela disse que conversou com o marido e eles decidiram que não queriam mais falar, para “não expor muito a imagem da filha”.

Não foi possível saber se a adolescente tem autorização judicial para divulgar esses conteúdos. No Brasil, o trabalho antes dos 16 anos só é permitido em lei para fins artísticos e com autorização judicial, explica Kelli Angelini, advogada especialista em educação digital. Isso inclui atuar com influenciador nas redes sociais.

“É um caso gravíssimo porque as crianças que divulgam e as que assistem a isso são as verdadeiras vítimas. E o mais preocupante é como isso vem influenciando outras crianças a desvalorizar os estudos”, diz Denise Auad.

Eles podem estar sendo usados por indivíduos mal-intencionados para praticar fraude (estelionato), avalia Kelli Angelini, advogada especialista em educação digital e autora do livro “Segredos da internet que crianças e adolescentes ainda são sabem”.

Para João Francisco Coelho, advogado do programa Criança e Consumo do Instituto Alana, existe um “modus operandi” muito claro e bem delimitado quanto ao tipo de conteúdo que vai ser publicado por essas crianças e a linguagem que vai ser utilizada.

Denise ainda cita algumas ilegalidades que os responsáveis podem estar cometendo, como crimes ligados ao trabalho forçado, falsidade ideológica, difamação e golpes virtuais.

O que diz a Kiwify

“A Kiwify possui uma política clara e rigorosa em relação à idade mínima para o uso da plataforma. De acordo com nossos termos de uso, apenas pessoas físicas com idade mínima de 18 anos ou emancipadas, e que sejam plenamente capazes de exercer direitos e deveres na ordem civil, podem se cadastrar como usuários. Além disso, representantes de pessoas jurídicas devem estar devidamente autorizados a vinculá-las à plataforma. Ou seja, para realizar transações comerciais, é necessário ter mais de 18 anos, e as operações de vendas somente são aceitas perante comprovação de que a conta bancária seja a mesma do titular do cadastro. Os usuários são obrigados a fornecer informações válidas que comprovem sua idade e capacidade civil. Se for identificado que o usuário não atende a esses requisitos, o cadastro é automaticamente bloqueado, impedindo o uso da plataforma.

Nossa política de premiação é estruturada para recompensar o trabalho e o esforço dos infoprodutores, com base em métricas objetivas de faturamento. Esclarecemos que as premiações são enviadas exclusivamente ao titular da conta, partindo da premissa de que a gestão é feita por uma pessoa adulta, com 18 anos ou mais, já que a participação na plataforma e a venda de produtos estão restritas a maiores de idade. A partir deste momento, implementaremos uma revisão operacional para evitar a recorrência de situações semelhantes a essa.

A Kiwify se destaca por facilitar ao máximo o processo de reembolso dos compradores dos cursos de nossos usuários. Tanto que fomos, pelo segundo ano consecutivo, indicados ao prêmio do Reclame Aqui, maior prêmio de reputação e experiência do cliente do Brasil. Além disso, possuímos atualmente uma nota geral de 8.2 (“ótimo”) e 83% de índice de solução neste canal.

A Kiwify, seus sócios ou quaisquer outras entidades relacionadas não possuem qualquer vínculo com essa empresa [Cakto]”.

O que diz a Cakto

“Como preceitua os termos da plataforma Cakto, menores de idade são proibidos de realizar cadastros na plataforma, bem como realizar vendas utilizando a mesma. Para que o cadastro dentro da plataforma seja concluído, é necessário que seja apresentado documento pessoal com foto, do qual passa por uma rigorosa análise pelo setor de compliance. Além disso, contas que são identificadas sendo operadas por menores de idade são suspensas pelo nosso suporte.

A plataforma Cakto segue rigorosamente o que dispõe o código do consumidor quando se fala de solicitações de reembolso. Dessa forma, sempre que um consumidor solicita o reembolso direto a plataforma, o mesmo é atendido prontamente pela equipe.

Vale ressaltar que após o período de arrependimento, a plataforma somente se responsabiliza sobre vícios e problemas com os produtos na plataforma, após esse período de 7 dias o reembolso deve ser solicitado diretamente ao vendedor.

A empresa Cakto não possui qualquer relação com a empresa Kiwify”.

Fonte: Darlan Helder, G1 e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/11/2024/12:57:07

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VÍDEO: Veja momento em que marido de prefeita eleita no Amapá; mata idoso a tiros durante confusão por terra

Foto: Divulgação | Um conflito por terras no município de Amapá, no estado do Amapá, terminou de forma trágica no sábado (23), com o assassinato de Antônio Candeia Oliveira, conhecido como “Maranhão”, de 72 anos. O crime aconteceu em uma fazenda e foi registrado em vídeo. O empresário Francisco Canindé, marido da prefeita eleita Kelly Lobato (União Brasil), foi preso em flagrante como mandante do homicídio.

O autor dos disparos foi identificado como Antônio Carlos Lima de Araújo, ex-militar do Exército, que segue foragido. Ele teria atirado na vítima após uma discussão provocada pela disputa sobre a posse de uma propriedade. O delegado responsável pelo caso, Vladson Nascimento, acredita que o crime foi premeditado, com a intenção inicial de intimidar o idoso.

Francisco Canindé apresentou-se à polícia acompanhado por um advogado e será submetido a uma audiência de custódia neste domingo (24). O caso segue em investigação, com buscas para localizar o autor dos disparos.

Fonte: AM POST e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/11/2024/10:20:57

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