Homem é investigado por maus-tratos após morder e levantar cadela com a boca

Foto: Reprodução | Segundo a corporação, o homem agredia a cachorra constantemente e apalpava a genitália do animal, configurando o crime de zoofilia.

Um homem está sendo investigado pelo crime de maus-tratos e prática de zoofilia contra a própria cachorra, uma pitbull de cerca de dois anos, em Itumbiara (GO). Em um vídeo obtido pela Polícia Civil, o suspeito surge mordendo e levantando a cadela com a boca. Segundo a corporação, também há machucados que indicam a consumação de relação sexual com o animal.

Segundo o depoimento das testemunhas, a cachorra dormia com o homem na mesma cama e ele dizia que a pitbull era sua “mulher”. A investigação aponta que a cadela costumava ser agredida com chutes e arremessos contra a parede frequentemente.

O suspeito também costumava apalpar a genitália do animal, sinalizando a prática de zoofilia. O laudo elaborado pela equipe veterinária da Prefeitura de Itumbiara confirmou a prática zoofílica, além de uma lesão na região dorsal da cadela.

 

Após ser retirada do antigo tutor, a cadela foi encaminhada para um tratamento no Centro de Zoonoses do município. A Polícia Civil de Goiás segue investigando o caso.

Fonte: Metrópoles   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 06/12/2024/09:55:02

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Governo autoriza concurso público para a Polícia Federal com 192 vagas; confira cargos

Prazo entre a publicação do edital e a realização da primeira prova do concurso será de dois meses — Foto: Arquivo/ A Gazeta

Autorização foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (6). Edital tem até seis meses para ser publicado.

O governo federal autorizou a realização de um concurso público para a Polícia Federal (PF) com 192 vagas, sendo a maioria para o cargo de agente administrativo. Veja a lista de cargos e vagas mais abaixo.

A autorização, assinada pela ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, foi publicada na edição desta sexta-feira (6) do Diário Oficial da União.

De acordo com a portaria, o prazo para a publicação do edital de abertura do concurso será de até seis meses, contados a partir da data da autorização.

Ainda segundo a publicação, o prazo entre a publicação do edital e a realização da primeira prova do concurso será de dois meses.

A portaria não informou os salários e a carga horária para as vagas.

Confira a lista de cargos e vagas:

Agente administrativo: 100 vagas
Assistente social: 13 vagas
Contador: 9 vagas
Enfermeiro: 3 vagas
Médico: 35 vagas
Psicólogo: 6 vagas
Farmacêutico: 2 vagas
Nutricionista: 1 vaga
Estatístico: 4 vagas
Administrador: 6 vagas
Técnico em comunicação social: 3 vagas
Técnico em assuntos educacionais: 10 vagas

 

Fonte: Redação g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 06/12/2024/08:49:49

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Novo plano para combater câncer de colo tem foco em rastreio e vacina

Foto: Reprodução | Doença é a quarta maior causa de morte no país.

Em 20 anos, o câncer de colo de útero pode se tornar doença residual no Brasil, se o país seguir um novo plano de combate à doença, que prevê avanços no rastreio, tratamento e, principalmente, na vacinação contra o HPV. Hoje, esse é o terceiro tipo mais prevalente de tumor entre as mulheres brasileiras e a quarta maior causa de morte, com cerca de 17 mil novos casos por ano, e aproximadamente 7 mil mortes. Quase 100% dos casos são decorrentes da infecção pelo Papilomavírus Humano, ou HPV, um vírus com mais de 200 tipos, dos quais apenas dois – o 16 e o 18 – são responsáveis por 70% dos casos.

Quase 65% das pacientes só descobrem a doença em estágio já avançado. Por isso, uma das principais novidades do novo Plano Nacional para a Eliminação do Câncer de Colo de Útero é a intenção de implementar no Sistema Único de Saúde um novo tipo de teste, do tipo molecular, para diagnóstico do HPV, em substituição ao exame citopatológico feito atualmente, conhecido popularmente como preventivo ou papanicolau. “É um teste que te permite saber a persistência ou não do vírus. As pessoas se contaminam com o HPV com muita frequência, em idade precoce, provavelmente 90% da população. Normalmente, esse vírus desaparece, mas quando ele persiste, tem possibilidade maior de desenvolver doenças associadas, levando a lesões precursoras e ao próprio câncer de colo uterino”, explica o diretor-geral do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Roberto Gil.

De acordo com Gil, no momento, os testes disponíveis estão sendo validados para a escolha da melhor opção. Mas resultados de testes-modelo feitos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que eles podem reduzir em 46% os casos de câncer e em 51% a mortalidade pela doença, índices superiores aos do exame citopatológico. O público-alvo é composto por todas as mulheres, ou pessoas com útero, de 25 a 64 anos, principalmente aquelas que nunca fizeram exame preventivo.

Associado ao novo diagnóstico, os serviços públicos também devem implementar um sistema de autocoleta, em que a própria paciente poderá extrair o material para a análise, sem a necessidade de uma consulta ginecológica. “Um gargalo que a gente tem pra fazer o rastreamento é que muitas mulheres não vão ao posto ou se sentem intimidadas, principalmente se for um homem fazendo o exame. Como esse exame molecular é mais simples de ser colhido, começamos a trabalhar também com a autocoleta”, complementa o diretor-geral do Inca. O método já está sendo testado em cidades de Pernambuco e São Paulo e, a partir do início do ano que vem, deve ser adotado de forma escalonada, em lugares selecionados, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, que apresentam as maiores taxas de mortalidade pela doença.

Além do rastreio tardio, as pacientes sofrem com a demora até o início do tratamento. Apesar da lei brasileira determinar que ele deve começar em até 60 dias, cerca de metade delas só recebe algum tratamento depois desse prazo nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. O Sul é a única região onde a situação mais frequente é que as pessoas diagnosticadas comecem a se tratar em até 30 dias, o que ocorre com 44% dos pacientes. No Norte, em 65% dos casos, o tratamento só começa após os dois meses. Essa demora também impacta a proporção de óbitos, que passa dos 15% na região, bem acima da média brasileira, que é de 6%.

A meta da Organização Mundial da Saúde é o rastreamento de pelo menos 70% das mulheres, com testes de alta performance. A partir disso, 90% dos casos positivos para HPV devem ser tratados rapidamente. O diretor do Inca explica qual o percurso ideal, a partir do diagnóstico: “Se você fez o teste e detectou o vírus, o ideal é que faça um exame de colposcopia, para avaliar se tem alguma lesão e fazer a biópsia quando necessário. Se for identificada lesão precursora, já fazer a excisão e se tiver o diagnóstico da doença, com um adenocarcinoma já instalado, a paciente deve ser encaminhada a um serviço de alta complexidade para tratar o câncer de colo.” Para alcançar a meta da OMS, o Brasil precisa aumentar em pelo menos 56% o número de colposcopias e em mais de 600% a quantidade de biópsias.

Vacinação

A eliminação do câncer de colo do útero, no entanto, só será possível se novas infecções pelo HPV deixarem de ocorrer, o que depende da vacinação. A meta é alcançar 90% do público-alvo, hoje composto por meninas e meninos de 9 a 14 anos. A vacinação pelo Sistema Único de Saúde (SUS) também está disponível para pessoas imunodeprimidas, vítimas de violência sexual e usuários de Prep, a Profilaxia Pré-Exposição ao HIV, com até 45 anos. Além disso, o Ministério da Saúde lançou uma estratégia de resgate de jovens com até 19 anos que não tenham se vacinado na idade adequada.

O diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, explica porque esse é o esquema adotado pelo SUS: “Esse é o público que ainda não entrou na vida sexual, ou seja, ainda não se expôs ao vírus. É o público que tem o maior risco e, ao mesmo tempo, a melhor oportunidade de se proteger. Por uma questão de direcionamento dos esforços, considerando que o PNI é uma ação programática e preventiva, escolhemos esse grupo alvo de 9 a 14 anos. Quanto mais tempo passa na vida da pessoa, maior o risco de ela já ter vivido situações de exposição ao HPV, que é um vírus muito comum. Então, em termos de resultado, acaba sendo melhor direcionar para os adolescentes.”

A vacinação contra o HPV no Brasil completa dez anos em 2014 e foi incluindo público-alvo maior de lá para cá. Os números mais atualizados mostram que até o ano passado, o Brasil alcançou uma cobertura vacinal média entre as meninas de 81,1%, que passou de 96% no Paraná, mas não chegou a 43% no Acre. A vacinação dos meninos é mais preocupante, com cobertura média de 56,9% no Brasil e de apenas 25% no estado da Região Norte.

Nesta sexta-feira (6), o PNI deve lançar nova ferramenta de acompanhamento da aplicação da vacina, com as taxas de cobertura divididas por cada uma das idades do público-alvo. Ela mostra que a cobertura entre as crianças de 9 anos ficou abaixo de 69% no ano passado, mas entre os adolescentes com13 anos, já tinha alcançado 100%.

Desde abril, o PNI adota o esquema vacinal de apenas uma dose, substituindo as duas que eram necessárias anteriormente. A mudança é recomendada pela OMS, por evitar que o adolescente precise retornar ao posto de saúde para tomar a dose de reforço e só assim ficar completamente imunizado. Este ano, mais de 6 milhões de doses da vacina foram distribuídas aos estados e municípios. De acordo com o diretor do Programa Nacional de Imunizações Eder Gatti, a prioridade para o ano que vem é aumentar o alcance nos municípios que ainda estão com cobertura baixa, especialmente entre os meninos.

Fonte: Agência Brasil  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 06/12/2024/07:43:50

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Sindicato de agências de propaganda do Pará denuncia processo licitatório do Basa

(Foto: Reprodução) – Critério do Basa está, segundo o Sindicato das Agências de Propaganda do Estado do Pará (Sinapro), excluindo agências menores (Igor Mota/ Arquivo O Liberal)

Para a categoria, ‘exigências abusivas’ da instituição inviabilizam a participação das agências locais do certame e favorecem as maiores de outras regiões

A condução dada pelo Banco da Amazônia (Basa) ao processo licitatório que vai selecionar as agências de propaganda que atenderão às demandas da instituição nos próximos anos está sendo criticada pela categoria. O Sindicato das Agências de Propaganda do Estado do Pará (Sinapro) publicou uma nota de repúdio, afirmando que o edital do Basa tem “exigências abusivas” que inviabilizam a participação das agências locais do certame e favorecem empresas maiores, de outras regiões.

Um dos critérios, relacionado à capacidade de atendimento, exige comprovações que, segundo o sindicato, são exageradas e desnecessárias, como faturamento elevado. Para a entidade, o faturamento não reflete necessariamente a qualidade ou a experiência da agência em atender bem, inovar e executar projetos relevantes. Ao privilegiar esse tipo de critério, o Basa estaria excluindo agências menores, especialmente as regionais, que já demonstraram capacidade de atender bem o banco no passado.

“Depender desse critério é restritivo e não reflete a verdadeira capacidade de atendimento e inovação que uma agência pode oferecer. Uma abordagem mais equilibrada que considere outros fatores, como a qualidade do serviço, a experiência em projetos relevantes e a capacidade de inovação, poderia resultar em um processo de licitação mais justo e eficaz”, declara o Sinapro.

Falha na condução

Ainda de acordo com a categoria, o Banco da Amazônia não demonstrou sensibilidade ao mercado regional, pois o critério inviabiliza atendimento por qualquer agência regional à instituição. Além disso, a entidade aponta que houve uma falha na condução da licitação: durante o processo, a Comissão Especial de Licitação do Basa teria aberto, de forma irregular, um envelope contendo informações sobre preços de uma das participantes (a empresa Escala Comunicação e Marketing Ltda), o que não deveria acontecer.

Segundo o Sinapro, a abertura de envelopes fora da ordem correta pode comprometer a imparcialidade do processo e abrir margem para suspeitas de favorecimento ou irregularidades. Essa conduta, para a categoria, representa “vício insanável” que deve levar à anulação da licitação. “A abertura equivocada e antecipada identificou cada campanha com a respectiva agência licitante, fato este que viola o disposto no artigo 12 da Lei 12.232/2010, gerando a nulidade do certame. Vale ressaltar que esta licitante foi a primeira colocada no julgamento da proposta técnica”, diz a nota de repúdio.

A principal reclamação do Sinapro, portanto, é que os atos do Banco da Amazônia durante o processo licitatório prejudicam as agências de publicidade locais, favorecem empresas de fora da região e ignoram normas e decisões judiciais que orientam licitações mais inclusivas e justas. A “falta de sincronia técnica” da instituição, de acordo com o Sinapro, demonstra “total desacordo” com seu passado de boas práticas na condução de processos licitatórios. Para que a situação seja esclarecida, o sindicato protocolou junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) a denúncia n° 026.437/2024-4, que se encontra em fase de instrução.

 

Fonte: Elisa Vaz – O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 04/12/2024/16:59:40

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Comentarista revolta web com fala na final da Segundinha: ‘Jogo de decisão não é para mulher apitar’

(Foto: Reprodução) – Gleika Pinheiro, árbitra da FPF, foi vítima de comentários machistas na final da Segundinha (Cristino Martins/O Liberal)

Vídeo com falas misóginas sobre árbitra viralizou e internautas criticaram comentarista da partida entre Capitão Poço e Independente

Independente e Capitão Poço se enfrentaram na última quarta-feira (4), na final do Campeonato Paraense Série B1, popularmente conhecido como Segundinha. O confronto terminou com a vitória do Galo Elétrico, que conquistou o título da competição. No entanto, o evento foi marcado por um episódio lamentável: durante a transmissão, o comentarista de uma emissora de TV fez comentários misóginos direcionados à árbitra Gleika Pinheiro, da Federação Paraense de Futebol (FPF), que conduziu a partida. As declarações geraram indignação entre os espectadores que acompanhavam o jogo.

A situação ocorreu nos minutos finais do segundo tempo da partida, quando uma confusão se instaurou entre os jogadores de Capitão Poço e Independente. Enquanto o desentendimento ocorria em campo, o comentarista de uma emissora que transmitia o jogo, cuja identidade não foi revelada, fez declarações misóginas sobre a equipe de arbitragem.

“Não tenho nada contra as mulheres, quero bem, amo. Mas não era para apitar um jogo desse. Colocar um trio desse para apitar aqui não tem como. Não desmerecendo nenhuma das mulheres, não sou contra elas. Mas um jogo de decisão não é para [mulher] apitar, escolhe o melhor arbitro que tem no estado e bota pra apitar. Não desmerecendo, mas não tem pulso para segurar um jogo desse, ela não tem pulso. Ela vai já acabar [a partida] e é a melhor coisa que ela faz. Um jogo que não é para uma menina dessa apitar”, disse o comentarista.



Além de Gleika, a partida teve como árbitros assistentes Ederson Albuquerque e Nayara Soares. Após o ocorrido, diversos internautas criticaram as falas do comentarista, classificando-as como “machistas”. A equipe de esportes de O Liberal entrou em contato com a árbitra Gleika Pinheiro, que declarou que medidas cabíveis serão tomadas para apurar o caso.

“Lamentável acontecer uma situação dessa, vamos tomar as medidas cabíveis contra essas pessoas. O jogo estava muito controlado pela arbitragem, que não tinha nada a ver com a situação, quando ocorreu fomos lá, demos os cartões para quem estava envolvido e se resolveu a situação. Então já estou em contato com a Federação, para tomarmos as medidas cabíveis. Foi uma situação isolada, já que o próprio dono do clube do Capitão Poço nos parabenizou pela atuação da partida, os torcedores elogiaram. Então foi realmente uma situação de pessoas com a mente retrógrada que estamos investigando para tomar as medidas”, declarou.

A FPF também se pronunciou sobre o caso nesta quinta-feira (05/12) e repudiou as falas do comentarista, além de reafirmar o compromisso com a igualdade de gênero no esporte. Veja a declaração completa:

“A Federação Paraense de Futebol (FPF) manifesta seu total repúdio às declarações machistas e preconceituosas proferidas por um veículo de comunicação durante a transmissão da final da Série B1 do Campeonato Paraense, na última quarta-feira (4).

Em um momento que deveria ser de celebração, sua postura desrespeitou a árbitra responsável pela partida e, por extensão, todas as mulheres que atuam no esporte.

A FPF defende um futebol pautado pelo respeito e pela inclusão e considera tais comportamentos inaceitáveis. Como medida, a Federação encaminhará o caso às autoridades competentes para que as providências cabíveis sejam tomadas.

Reafirmamos nosso compromisso com a igualdade e seguimos firmes na luta por um futebol mais justo e acolhedor para todos”.

Fonte: Andréia Santana – O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 04/12/2024/16:46:01

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Senado adia projeto que autoriza cassinos e bingos no país; proposta fica para 2025

(Foto: Reprodução) – Plenário do senado federal. (Waldemir Barreto/Agência Senado.

A proposta foi retirada a pedido do relator, Irajá (PSD-TO)

O Senado adiou nesta quarta-feira (4) a votação do projeto de lei que autoriza o funcionamento de cassinos e bingos no Brasil, legaliza o jogo do bicho e permite apostas em corridas de cavalos, entre outros jogos de azar. A proposta foi retirada a pedido do relator, Irajá (PSD-TO), após um amplo debate entre os senadores sobre o andamento do projeto. De acordo com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, com essa decisão, a proposta será votada apenas no próximo ano.

De um lado, havia um pedido de urgência para a votação da matéria (que não chegou a ser votado). De outro, havia pedidos de informações a ministérios e requerimentos para que o PL 2.234/2022 fosse encaminhado para três comissões. Com a retirada de pauta, Pacheco informou que o projeto aguardará as respostas do Ministério da Saúde e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, que devem ser entregues em até 30 dias.

Apresentado pelo senador Flávio Arns (PSB-PR), o requerimento solicita “dados de projeção dos efeitos específicos da proposta sobre os serviços de médicos psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais da rede pública para o tratamento dos problemas de dependência em jogos de azar”. Como o pedido de urgência não foi aprovado, as emendas apresentadas deverão ser analisadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sob a gestão da próxima Mesa Diretora e da nova presidência do colegiado.

— Fica retirado de pauta. Fatalmente incumbirá à próxima Mesa Diretora a definição sobre os desdobramentos sobre esse projeto — apontou Pacheco.

Antes de pedir a retirada da pauta, o senador Irajá apontou que parte desses jogos já funcionam no Brasil, mas estão na clandestinidade.

— Nós estamos vivendo um grande dilema no Brasil. Há quem defenda a manutenção dos jogos de azar controlados e dominados pelo crime organizado no país. E outros como eu que defendem os jogos responsáveis no país, controlado pelo poder público, que é fiscalizado e que também se possa arrecadar impostos e punir quem cometa crime — defendeu.

A maior parte dos senadores que se manifestaram pediram a ampliação do debate, com a distribuição do projeto para as comissões de Assuntos Sociais (CAS), Assuntos Econômicos (CAE) e de Segurança Públicas (CSP). Alguns dos parlamentares contrários ao texto afirmam que o projeto pode incentivar a ludopatia (vício em jogos) e crimes como lavagem de dinheiro.

— Nós tivemos um sinal aí das bets, que nós aprovamos exatamente há um ano aqui, e nós erramos, e o erro está aí: vidas destroçadas. E a gente não pode dar um novo passo, cometer um novo erro, que pode causar mais problemas do que soluções — disse Eduardo Girão (Novo-CE).

Alguns chegaram a pedir o arquivamento da proposta, casos de Esperidião Amin (PP-SC) e Eliziane Gama (PSD-MA):

—  Eu acho que o melhor caminho, ao não aprovar o requerimento de urgência, é arquivar o projeto — defendeu Eliziane.

Para Esperidião Amin, o projeto esteve no “limbo” durante anos e pode a qualquer momento voltar para a pauta:

— Ele [ o projeto] não ressuscitou, ele nunca morreu: esteve no purgatório, esteve no limbo, aguardando uma oportunidade. Sete palmos é pouco. Tem que desaparecer — afirmou.

Apresentado em 1991 pelo então deputado federal Renato Vianna, o projeto foi aprovado pela Câmara mais de 30 anos depois, em 2022. Enviado ao Senado, o projeto passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em junho de 2024 por placar apertado: 14 votos a 12.

O que diz o projeto?

Cassinos: Entre outros pontos, o projeto autoriza a instalação de cassinos em polos turísticos ou complexos integrados de lazer, como resorts e hotéis de alto padrão. Os cassinos também poderão ser instalados em embarcações marítimas (limitadas a dez no país) e em navios fluviais com pelo menos 50 quartos, com a distribuição de cassinos nas embarcações sendo proporcional ao comprimento dos rios.

Cada estado e o Distrito Federal poderão ter um cassino, com exceções para São Paulo (até três) e Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amazonas e Pará (até dois, devido ao tamanho da população ou território).

Bingo: O projeto também trata do jogo de bingo, permitindo que seja explorado permanentemente em locais específicos, incluindo modalidades como cartela, eletrônica e videobingo.

Cada município poderá ter uma casa de bingo, com a possibilidade de um estabelecimento a cada 150 mil habitantes nas cidades maiores.

Máquinas de apostas: O aluguel de máquinas de apostas deverá ser registrado junto ao poder público e passará por auditorias periódicas. A divisão de receita das máquinas de jogo será de 40% para a empresa locadora e 60% para o estabelecimento de bingo ou cassino, com base na diferença entre o total de apostas realizadas e os prêmios pagos.

Cavalos: Já as apostas em corridas de cavalos poderão ser exploradas por entidades de turfe credenciadas junto ao Ministério da Agricultura. Essas mesmas organizações poderão, simultaneamente, ser credenciadas para explorar jogos de bingo e videobingo, desde que no mesmo local das corridas de cavalos.

Tributos: Também está prevista a criação de dois novos tributos para as entidades operadoras de jogos: a Taxa de Fiscalização de Jogos e Apostas (Tafija) e a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico sobre a comercialização de jogos e apostas (Cide-Jogos). As casas de apostas estarão isentas de outros impostos e contribuições.

 

Fonte: Rodrigo Baptista/Agência Senado e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 04/12/2024/16:10:11

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Saiba 10 dicas de como economizar na conta de luz

(Foto: Reprodução) – Cada vez mais pessoas estão buscando maneiras de reduzir o consumo de energia. | Marcelo Casal Jr / Ag. Brasil

Descubra 10 dicas práticas para economizar energia em casa e aliviar seu bolso.

A conta de energia já deve ter pesado no seu bolso, não é mesmo? Atualmente, a conta de luz é uma das maiores despesas domésticas e, para piorar, o Brasil está entre os países com as tarifas mais altas, conforme dados divulgados pela Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace).

O mesmo levantamento revelou que, nos últimos quatro anos, os valores de encargos e taxas tiveram um aumento de quase 50%, agravando ainda mais o peso no orçamento das famílias.

Diante desse cenário, cada vez mais pessoas estão buscando maneiras de reduzir o consumo de energia. Afinal, economizar luz não só alivia o bolso, mas também contribui para a preservação ambiental. É um bom negócio em todos os sentidos, concorda?

Pensando nisso, reunimos neste conteúdo 10 dicas práticas para economizar energia. São mudanças simples no dia a dia que podem fazer uma grande diferença no final do mês.

Confira:
10 dicas de como economizar energia

1. Utilize lâmpadas LED

Utilize lâmpadas de LED. Elas costumam ser 80% mais econômicas do que as incandescentes e 30% mais econômicas do que as fluorescentes, podendo ser encontrado a partir de R$ 5,00.

2. Tire os eletrônicos da tomada

Se você acha que consumo de stand-by é baixo, saiba que, somados, todos os eletrônicos da sua casa no modo de espera, na tomada, podem ser responsáveis por até 12% do consumo da luz.

3. Aproveite a luz natural

Usufrua ao máximo da luz vinda do sol. Para isso, vale pintar alguns ambientes da casa de branco ou cores claras, que ajudam a refletir a iluminação solar.

Utilizar cortinas translúcidas, mudar alguns móveis de lugar e manter as janelas abertas, também ajudam a evitar lâmpadas acesas durante o dia.

4. Reduza o tempo e a frequência de uso de alguns aparelhos

Para diminuir a quantidade de uso da máquina de lavar, uma alternativa é juntar peças de roupas para encher a máquina de uma só vez. Além disso, você também pode estabelecer uma meta de tempo no chuveiro e desligá-lo nos dias quentes, assim como pode passar um número maior de roupas de uma só vez, para evitar ligar o ferro constantemente.

5. Contrate energia solar

Hoje é possível contratar energia solar por assinatura de forma simples e fácil.

Com essa opção, você adquire créditos a partir da produção de energia nas fazendas solares e compartilhamento da eletricidade gerada por meio da rede distribuidora local.

Eles são descontados do valor da conta de luz e geram uma economia significativa, principalmente em momentos em que a bandeira tarifária está amarela ou vermelha.

6. Use o ar-condicionado moderadamente

Mesmo em períodos de calor intenso, é importante utilizá-lo com moderação, dosando os momentos de uso e alternando-o com o ventilador para evitar um acúmulo nos gastos.

Por fim, é crucial limpar o filtro regularmente para melhorar o rendimento, pois, uma vez sujo, o aparelho funciona com mais dificuldade.

7. Economize energia no chuveiro

Para economizar energia com o chuveiro, você pode reduzir o tempo de banho e fazer pausas, fechando-o em momentos que você fará procedimentos mais demorados, como se ensaboar.

Além disso, é importante que a resistência do aparelho não esteja queimada, pois o desgaste do material aumenta o consumo de energia e pode causar acidentes.

8. Economize energia com a geladeira

A geladeira é um eletrodoméstico que precisa ficar ligado na tomada o tempo todo. No entanto, uma forma de economizar energia é verificar se não está tendo acúmulo de gelo nas paredes, pois dificulta o bom funcionamento do aparelho e puxa mais energia para refrigerar os alimentos.

Ademais, não a coloque em locais próximos à fonte de calor, como fornos e fogões, pois faz com que o ar frio e o ar quente entrem em contato e alterem a temperatura.

9. Modere o uso do ferro elétrico

Se não estiver usando, desligue-o. Mesmo que você vá alternar entre ligar um pouco para passar algumas roupas e, depois, parar, essa prática pode gerar o consumo excessivo de energia. Por isso, é melhor juntar o máximo de roupas para passar de uma vez ou evitar utilizar o ferro com muitos aparelhos ligados ao mesmo tempo.

10. Escolha eletrodomésticos mais eficientes

Uma das melhores formas de economizar energia é optar por produtos que garantam um consumo menor — ou que cobrem menos pelo tempo de uso.

Por isso, pesquise bem e procure adquirir eletrodomésticos mais eficientes. Uma boa estratégia é observar as informações do produto, como a etiqueta energética.

Fonte: Mayra Monteiro – Oringo Energia e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 04/12/2024/15:23:24

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Passageiros em ônibus são presos com mais de 21 kg de drogas

(Foto:Reprodução) – Durante essas abordagens, os policiais identificaram três pessoas em atitude suspeita em um ônibus de passageiros.

Durante essas abordagens, os policiais identificaram três pessoas em atitude suspeita em um ônibus de passageiros

A Polícia Militar do 7º Batalhão realizou uma importante operação, denominada Rota Final, que resultou na apreensão de 21,313 kg de drogas. O caso foi registrado no município de Redenção, no sul do estado nesta quarta-feira (4).

Sob o comando do Major Jandir, a operação desarticulou um esquema de tráfico de entorpecentes que envolvia cocaína, maconha, crack e 500 comprimidos de ecstasy.

A ação teve início na entrada do município de Redenção, onde diversos veículos foram abordados e revistados. Durante essas abordagens, os policiais identificaram três pessoas em atitude suspeita em um ônibus de passageiros.

Ao perceber o nervosismo dos suspeitos — um homem e duas mulheres —, os policiais decidiram inspecionar as bagagens.

Durante a revista, confirmaram que os três transportavam drogas. Os suspeitos foram detidos e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, junto com o material apreendido. Eles poderão responder pelo crime de tráfico de entorpecentes.

A operação desarticulou um esquema de tráfico de entorpecentes que envolvia cocaína, maconha, crack e 500 comprimidos de ecstasy |Reprodução
A operação desarticulou um esquema de tráfico de entorpecentes que envolvia cocaína, maconha, crack e 500 comprimidos de ecstasy |Reprodução

Veja o vídeo

https://youtu.be/dgDDz4mw0RA

Durante essas abordagens, os policiais identificaram três pessoas em atitude suspeita em um ônibus de passageiros Dol Carajás 02

As autoridades do estado e as equipes de segurança de Redenção continuarão a intensificar operações como essa durante o fim do ano, com o objetivo de retirar de circulação indivíduos procurados pela Justiça e combater o tráfico de drogas de forma efetiva.

Fonte: DOL Carajás com informações de Sandra Regina e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 04/12/2024/14:57:52

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Polícia Científica e IASEP abrem processo seletivo; confira!

(Foto: Reprodução) – Inscrições para PSS da Polícia Científica e do IASEP abrem na próxima semana. Confira requisitos, datas e salários das vagas disponíveis. / Agência Pará

Processos seletivos da Polícia Científica e do IASEP, no Pará, vão abrir inscrições na próxima semana. Confira requisitos, datas e salários das vagas disponíveis.

Em dezembro deste ano, a Polícia Científica do Pará completa três anos desde sua criação no dia 27 de dezembro de 2021, através da Lei 9.382/21, sancionada pelo governador Helder Barbalho, em substituição ao Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC).

Para quem quer preencher uma vaga na instituição, de 10 a 11 de dezembro, a Polícia Científica do Pará estará com inscrições abertas para o Processo Seletivo Simplificado (PSS), com o objetivo de preencher quatro vagas para o cargo de Perito Médico Legista. De acordo com o edital, as oportunidades são para os municípios de Itaituba/PA (2 vagas) e Altamira (2 vagas).

Para concorrer a uma das vagas é necessário que o candidato tenha graduação na área em que pretende atuar, com registro no respectivo conselho de classe, entre outros requisitos. Clique e veja no edital.

Os profissionais admitidos deverão cumprir jornadas de 40 horas semanais e contarão com remuneração mensal de R$ 2.492,73 + vantagens legais.

Inscrição e seleção

A inscrição no Processo Seletivo Simplificado será realizada exclusivamente por meio eletrônico, no endereço www.sipros.pa.gov.br, no horário de 00h01 min do dia 10 de dezembro de 2024 às 23h59 min do dia 11 de dezembro de 2024. Não será cobrada taxa de inscrição.

A seleção dos candidatos será realizada por meio de análise documental e curricular, além de entrevista.

PSS IASEP

O Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado do Pará (IASEP), responsável pela assistência à saúde de servidores estaduais e dependentes, também abrirá um novo Processo Seletivo, com o objetivo de preencher três vagas para o cargo de Analista em Saúde.

De acordo com o edital, as oportunidades são para as seguintes áreas: Medicina Especialização Auditoria Médica (3 vagas).

Para concorrer a uma das vagas é necessário que o candidato tenha graduação na área em que pretende atuar, com registro no respectivo conselho de classe, entre outros requisitos. Clique e veja no edital.

Os profissionais admitidos deverão cumprir jornadas de 30 horas semanais e contarão com remuneração mensal de R$ R$ 4.375,97, com gratificação e auxílio alimentação inclusos no valor.

Inscrição e seleção

Os interessados poderão se inscrever exclusivamente por meio eletrônico, no seguinte endereço www.sipros.pa.gov.br, no horário de 00h00min do dia 9 de dezembro de 2024 até as 23h59min do dia 10 de dezembro de 2024. Não será cobrada taxa de inscrição.

A seleção dos candidatos será realizada por meio de análise documental e curricular, além de entrevista.

 

Fonte: Lua Araújo – Agência Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 04/12/2024/14:38:24

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CIDH condena Brasil por desaparecimento de 11 jovens de Acari em 1990

(Foto: Reprodução/Coletivo Fala Akari) – Episódio deu origem ao grupo de ativistas Mães de Acari

Versão em áudio

A Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou o Estado brasileiro pelo desaparecimento forçado de 11 jovens moradores da favela de Acari, na zona norte do Rio de Janeiro, em 1990. O caso deu origem ao grupo de ativistas Mães de Acari. A sentença foi anunciada na quarta-feira (4) em San José, capital Costa Rica, sede da CIDH.

A corte internacional é uma instituição judicial autônoma da Organização dos Estados Americanos (OEA) que tem o objetivo de aplicar e interpretar a Convenção Americana – também chamada de Pacto de San José da Costa Rica – que consiste em um tratado internacional sobre direitos e liberdades. O Brasil é um dos 20 países que reconhecem a competência da CIDH.

O caso que resultou na condenação do Estado brasileiro se trata do desaparecimento, em 26 de julho de 1990, dos 11 moradores de Acari que estavam em um sítio em Magé, município da região metropolitana do Rio de Janeiro.

Por volta das 23h, um grupo de aproximadamente seis homens encapuzados entrou na casa da avó de uma das vítimas e sequestrou Wallace Souza do Nascimento, Hedio Nascimento, Luiz Henrique da Silva Euzébio, Viviane Rocha da Silva, Cristiane Leite de Souza, Moisés dos Santos Cruz, Edson de Souza Costa, Luiz Carlos Vasconcellos de Deus, Hoodson Silva de Oliveira, Rosana de Souza Santos e Antonio Carlos da Silva.

Os encapuzados disseram que eram agentes da polícia e exigiram dinheiro. Eles seriam integrantes dos “Cavalos Corredores”, um grupo de extermínio que operava na Favela de Acari e era composto por policiais.

Desde então, não se sabe o paradeiro deles. A CIDH destaca que os jovens eram negros. Oito dos desaparecidos eram adolescentes com idades entre 13 e 18 anos. Até hoje, a maioria das famílias não obteve o direito à emissão das certidões de óbito das vítimas.

Sentença

A Corte cita que um processo judicial aqui no Brasil foi arquivado em 10 de abril de 2011, diante da ausência de “suporte probatório mínimo”. A ação de reparação de danos materiais e morais movida por alguns familiares contra o Estado do Rio de Janeiro prescreveu.

A decisão também lembra que Edmea da Silva Euzébio, mãe de um dos desaparecidos e líder das Mães de Acari, foi assassinada em 1993, no Centro do Rio de Janeiro, pouco tempo depois de ter denunciado à Justiça a participação de policiais nos desaparecimentos. Uma sobrinha que estava com ela também foi morta.

As Mães de Acari ganharam notoriedade por cobrarem avanço nas investigações e responsabilização pelo crime. O movimento existe até hoje.

Em abril deste ano, os policiais acusados pelo crime foram absolvidos por falta de provas.

Os juízes da CIDH entenderam que o Estado brasileiro foi responsável pela “violação dos direitos ao reconhecimento à personalidade jurídica, à vida, à integridade pessoal e à liberdade pessoal” e que “não realizou investigação séria, objetiva e efetiva, dirigida à determinação da verdade”.

Reparações

O Estado foi condenado a medidas como continuar com a investigação do desaparecimento; efetuar uma busca rigorosa do paradeiro deles; realizar um ato público de reconhecimento de responsabilidade internacional; criar no bairro de Acari um espaço de memória; proporcionar atendimento médico e psicológico adequado às famílias; reparação financeira às vítimas; além de elaborar um estudo sobre a atuação de milícias e grupos de extermínio no Rio de Janeiro.

Parentes

Para Rosangela da Silva, irmã da vítima, Luiz Henrique da Silva Euzébio, e filha de Edmea, a sentença trouxe o sentimento de renascimento do irmão. “Porque foram 34 anos sofrendo, correndo atrás, indo e voltando sem nenhuma solução. Hoje, a gente teve uma resposta positiva, mas tivemos que recorrer a um órgão de fora. Vamos seguir buscando justiça aqui no nosso país também”, disse.

Aline Leite de Souza é irmã de Cristiane, uma das vítimas. Na luta pela justiça, ela representa a “Mãe de Acari” Vera Lúcia Flores, já falecida.

“A gente esperava que não precisasse passar por tanto tempo”, disse ela à TV Brasil. Para Aline, a sentença é uma forma de o Brasil “reescrever essa história, dando dignidade essas famílias”.

Antes de chegar à CIDH, o caso passou pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, outro órgão da OEA, que determinou, em 2006, uma série de recomendações ao Estado brasileiro, que não foram cumpridas. Por isso, o caso foi levado à CIDH, instância superior, que iniciou o julgamento em outubro de 2023.

A sentença deve ser entregue à ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo dos Santos, na próxima semana.

Repercussão

A coordenadora-geral da ONG Criola, Lúcia Xavier, que acompanha o movimento Mães de Acari desde a fundação, classificou a decisão como “uma correção dos rumos da política do Estado contra violências desse tipo”.

“Além do reconhecimento da legislação do desaparecimento forçado, a decisão vai fortalecer uma política, não só de segurança pública, mas de cuidado, de saúde, de suporte aos familiares que viveram essa tragédia”, disse em comunicado divulgado pela ONG.

“Não podemos normalizar o desaparecimento forçado e, para romper com isso, o Estado brasileiro precisa pôr um ponto final nessas práticas tanto institucionalizadas, quanto aquelas realizadas por grupos armados como a milícia e o crime organizado”, completou Xavier.

O advogado Guilherme Pimentel, coordenador da Rede de Atenção a Pessoas Afetadas pela Violência de Estado (Raave), projeto da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, classifica a sentença da CIDH como um marco na luta pelos direitos humanos no Brasil. Ele destaca que “é um dos primeiros episódios de repercussão mundial de uma chacina no Rio”.

“Condenações como essa reafirmam o que os movimentos de mães e familiares já vêm falando há anos: as graves violações de direitos humanos cometidas por agentes públicos não são investigadas como deveriam, os casos são arquivados, e as famílias ficam sem o direito à verdade, memória, justiça e reparação. Sem esses direitos, não há Estado Democrático de Direito na prática”, disse à Agência Brasil.

Ele acrescenta que “mais uma vez fica demonstrado o quão fundamental é que o Brasil desenvolva mecanismos de controle externo e controle social das forças de segurança, de modo a não repetir episódios como esse”.

Governos

Em nota encaminhada à Agência Brasil, o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) informou que participou do ato de notificação da sentença e classificou a decisão como “histórica”.

“O MDHC manifesta o seu compromisso em trabalhar para a implementação integral dessa decisão histórica, que simboliza um passo importante na luta contra a impunidade e na construção de um Brasil que respeite os direitos humanos de maneira plena”.

O ministério informou que a primeira ação prática para cumprimento da sentença será a publicação da decisão no site oficial da pasta.

A Secretaria estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro informou à Agência Brasil que, por meio da Coordenação de Justiça Internacional e Memória e Verdade, acompanha o caso da chacina de Acari desde o início, “dando todo suporte necessário para as famílias”.

“Entre as medidas adotadas está o atendimento realizado por uma equipe multidisciplinar composta por psicólogos, advogados e assistentes sociais. Também foi oferecido suporte para a correção e a obtenção da certidão de óbito dos vitimados, o que vem sendo alinhado com o Tribunal de Justiça, com a articulação da Coordenação de Pessoa Desaparecida”, afirma.

A secretaria informou ainda que elaborou uma proposta de regulamentação de lei estadual, que está em tramitação interna, para que seja possível proceder com o pagamento da indenização.

A Agência Brasil pediu comentários à Polícia Civil do Rio de Janeiro, responsável pelas investigações, e aguarda posicionamento.

 

Fonte: Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 04/12/2024/14:24:26

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