Marrocos, Espanha e Portugal receberão Copa de 2030, confirma Fifa

Foto: Reprodução | Já o Mundial de 2034 será na Arábia Saudita, única candidata à sede.

A Arábia Saudita vai sediar a Copa do Mundo de 2034, enquanto que o torneio em 2030 será dividido entre Espanha, Portugal e Marrocos, com três partidas ocorrendo na Argentina, Uruguai e Paraguai, anunciou a Fifa nesta quarta-feira (11).

A decisão foi tornada pública pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, após um congresso virtual extraordinário. Os Mundiais de 2030 e 2034 tiveram candidaturas únicas e foram confirmados por aclamação.

“Estamos levando o futebol para mais países, e o número de equipes não diluiu a qualidade. Na verdade, ela aumenta as oportunidades”, afirmou Infantino sobre a Copa do Mundo de 2030. “Qual melhor modo de celebrar o 100º aniversário em 2030 do que ter uma Copa do Mundo em seis países, três continentes, com 48 seleções e 104 partidas épicas? O mundo vai ficar em pé para celebrar os 100 anos de Copa do Mundo”, acrescentou.

A candidatura conjunta de Marrocos, Espanha e Portugal terá a Copa do Mundo de 2030 espalhada por três continentes e seis nações, já que Uruguai, Argentina e Paraguai sediarão partidas comemorativas do centenário do torneio.

O Uruguai foi palco do primeiro Mundial, em 1930, enquanto Argentina e Espanha também já receberam a competição. Portugal, Paraguai e Marrocos sediarão partidas do torneio pela primeira vez.

Quatro anos depois, a Arábia Saudita se tornará o segundo país do Oriente Médio a sediar o torneio, 12 anos após o Catar ser sede da edição de 2022.

Em 2023, a Fifa afirmou que a Copa de 2034 ocorreria na Ásia ou na Oceania. A Confederação Asiática de Futebol anunciou apoio à candidatura saudita. Austrália e Indonésia também queriam o Mundial, mas desistiram.

Na terça-feira (10), a Federação Norueguesa de Futebol afirmou que votaria contra a escolha por aclamação, criticando o processo de candidatura da Fifa como “falho e inconsistente”.

As candidaturas vencedoras não chegaram ao anúncio ilesas. A decisão de espalhar o torneio de 2030 por três continentes tem sido criticada por ativistas do meio ambiente, por causa das emissões extras que gera devido às viagens.

Já a candidatura saudita foi atacada por causa do histórico do país na questão dos direitos humanos e por causa do clima desértico, algo que já ocorreu com o Catar. O torneio provavelmente terá de ser disputado durante o inverno do Hemisfério Norte, como em 2022.

A Arábia Saudita investiu pesado no esporte nos últimos anos. Mas alguns críticos, incluindo grupos de direitos das mulheres e membros da comunidade LGBTQ, afirmam que o país está usando seu Fundo de Investimento Público para apagar, por meio do esporte, seu histórico ruim nos direitos humanos.

“A imprudente decisão da Fifa de conceder a Copa do Mundo de 2034 à Arábia Saudita, sem garantir as proteções adequadas aos direitos humanos, colocará muitas vidas em risco”, afirmou nesta quarta-feira (11) Steve Cockburn, chefe de Direitos Trabalhistas e Esporte da Anistia Internacional.

Os sauditas, que nunca sediaram um evento desta magnitude, terão de construir oito estádios para o Mundial.

Fonte: Reuters  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/12/2024/16:17:50

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Polícia prende mãe por prostituir filha indígena de 13 anos em Manaus

Foto: Reprodução | Uma mulher indígena de 31 anos foi presa temporariamente pela Polícia Civil nesta quarta-feira (11), após ser acusada de prostituir sua própria filha adolescente de 13 anos. A adolescente engravidou em decorrência da exploração sexual.

As investigações iniciaram após uma denúncia feita pela escola onde a adolescente estuda. A mãe alegou que a filha queria fazer programas sexuais para ajudar financeiramente, mas a polícia não acreditou nessa versão. A mulher tentou convencer a polícia de que não sabia que oferecer a filha em troca de dinheiro era um crime, mas evidências de transferências via Pix comprovaram que ela tinha conhecimento dos abusos.

“Essa mãe chegou a falar que a filha, aos 12 anos de idade, sentiu vontade de fazer programas sexuais para ajudar financeiramente. No entanto, a polícia civil não acreditou nessa versão da história e encaminhou a mãe para uma delegacia, pois se tratava de uma família indígena. A mulher ainda tentou convencer a polícia de que não sabia que oferecer a filha em troca de dinheiro era um crime. No entanto, ficou claro, por meio de transferências via Pix, que ela sabia dos abusos.” segundo Delegada Juliana Tuma, titular da DEPCA.

A vítima foi retirada do seio familiar e levada para um abrigo, enquanto a mãe tentou persuadi-la para mudar sua versão dos fatos. A Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) está responsável pelo caso.

Fonte: Fonte: Am Post e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/12/2024/16:17:50

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Foto: Facebook/reprodução | Piloto morre em queda de avião agrícola no 1º dia de trabalho no MT

Foto: Reprodução | Um piloto foi encontrado morto dentro de um avião agrícola que caiu em uma fazenda de Nova Monte Verde, a 920 km de Cuiabá, nesta quinta-feira (12). Cláudio de Souza Braga, de 40 anos, estava no primeiro dia de trabalho, conforme o relato de amigos e da dona da empresa que estava no local à Polícia Militar.

De acordo com a PM, após a queda, a aeronave pegou fogo e ficou destruída no local. A polícia acredita que o piloto estava sozinho.

Aos militares, testemunhas contaram que Cláudio se mudou para a cidade há cerca de uma semana e estava em período de treinamento. Nesta quinta, ele fazia seu primeiro voo com a empresa. A polícia informou que as documentações da vítima e o contrato de trabalho foram queimados no acidente.

Ainda não se sabe como a aeronave caiu. As causas do acidente serão investigadas pelo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa).

O corpo de Cláudio foi encaminhado para perícia no município de Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá.

Fonte: G1 Mato Grosso e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/12/2024/15:29:09

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Uma a cada cinco pessoas no Brasil mora de aluguel

Foto: Reprodução | A maior parte dos domicílios alugados é ocupada por pessoas que vivem sozinhas (27,8%) ou famílias monoparentais (35,8%)

Uma a cada cinco pessoas no Brasil mora de aluguel. Essa porcentagem, que era 12,3% em 2000, vem crescendo desde então e, em 2022, alcançou a marca de 20,9%. Os dados são da pesquisa preliminar do Censo Demográfico 2022: Características dos Domicílios, divulgada nesta quinta-feira (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A maior parte dos domicílios alugados é ocupada por pessoas que vivem sozinhas (27,8%) ou famílias monoparentais (35,8%), ou seja, em que apenas um dos pais é responsável pelos filhos – na maioria dos casos, a responsável é a mãe.

Em apenas um município, Lucas do Rio Verde (MT), mais da metade da população residia em domicílios alugados (52%). Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, a maior proporção da população residindo em domicílios alugados foi registrada em Balneário Camboriú (SC), 45,2%, e a menor, em Cametá (PA), 3,1%.

“É difícil apenas pelo Censo a gente ter uma interpretação da causalidade que motivou essa transformação, mas o que a gente pode dizer é que é um fenômeno nacional”, diz o analista da divulgação do Censo, Bruno Mandelli.

“Tradicionalmente, no Brasil, o aluguel é mais comum em áreas de alto rendimento. Então, Distrito Federal, São Paulo, Santa Catarina são regiões que tradicionalmente apresentam uma proporção maior da população residindo em domicílios alugados. Mas a gente aponta um aumento [dos aluguéis] em relação a 2010, em todas as regiões do país”, explica.

Em 1980, 19,9% da população morava de aluguel. Essa porcentagem caiu para 14,1% em 1991 e 12,3% em 2000. Em 2010, houve um aumento, para 16,4% e, em 2022, a tendência se manteve, alcançando 20,9%.

Segundo o estudo, os aluguéis são também a opção da população mais jovem. A participação dos domicílios alugados demonstra crescimento expressivo na passagem da faixa de 15 a 19 anos para a faixa de 20 a 24 anos, atingindo a maior participação, para as pessoas de 25 a 29 anos – 30,3% dessa faixa etária estão em moradias alugadas.

“Essas faixas etárias coincidem com idades típicas de processos muitas vezes associados à saída do jovem da casa de seus pais, como ingresso no mercado de trabalho ou no ensino superior. Nas faixas etárias seguintes, a proporção decai gradualmente, até atingir o menor valor, 9,2%, no grupo de idade mais elevada (70 anos ou mais)”, analisa a publicação.

Domicílios no Brasil

A pesquisa é relativa aos chamados domicílios particulares permanentes ocupados. Não inclui moradores de domicílios improvisados e coletivos, tampouco domicílios de uso ocasional ou vagos.

Segundo os dados do Censo, no Brasil, dos 72,5 milhões de domicílios particulares permanentes ocupados no Brasil em 2022, 51,6 milhões eram domicílios próprios de um dos moradores, o que corresponde a 71,3% dos domicílios particulares permanentes ocupados, ou seja, a maior parte é de domicílios próprios.

Em relação à população brasileira, dos 202,1 milhões de moradores de domicílios particulares permanentes em 2022, 146,9 milhões moravam em domicílios próprios, representando 72,7%.

Dentre as pessoas que vivem em domicílios próprios, em 2022, 63,6% da população residia em domicílios próprios de algum morador já pago, herdado ou ganho e 9,1% em domicílios próprios que ainda estão sendo pagos.

Em números, os domicílios alugados são 16,1 milhões, o que representa 22,2% do total de domicílios particulares permanentes. Nesses domicílios, moravam 42,2 milhões de pessoas, representando 20,9% do total de moradores de domicílios particulares permanentes.

Foram identificados ainda os domicílios cedidos ou emprestados, que não são próprios de nenhum dos moradores, mas eles estão autorizados pelo proprietário a ocuparem o domicílio sem pagamento de aluguel. Essa condição de ocupação reuniu 5,6% da população brasileira em 2022. Dentro dessa categoria estão as pessoas que vivem em domicílio cedido ou emprestado por familiar (3,8%), cedido ou emprestado por empregador (1,2%) e cedido ou emprestado de outra forma (0,5%).

O restante da população (0,8%) está em domicílios que não se enquadram em nenhuma das categorias analisadas.

Resultados preliminares

Esta é a primeira divulgação do questionário amostral do Censo Demográfico 2022. O questionário foi aplicado a 10% da população e, de acordo com o próprio IBGE, os dados precisam de uma ponderação para que se tornem representativos da população nacional. Essa ponderação ainda não foi totalmente definida, por isso, a divulgação desta quinta-feira é ainda preliminar.

A delimitação das áreas de ponderação passará ainda por consulta às prefeituras, para que as áreas estejam aderentes ao planejamento da política pública. Após essa definição, serão divulgados os dados definitivos.

Fonte: Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/12/2024/15:00:45

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Projeto autoriza investigados por crimes a comprar armas de fogo

Foto: Reprodução | Proposta aprovada pela Câmara altera Estatuto do Desarmamento.

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que autoriza investigados por crimes a registrarem armas de fogo. O texto, aprovado nesta quarta-feira (11), altera pontos do Estatuto do Desarmamento, entre eles o que restringia a compra de arma de fogo a pessoas que estivessem respondendo a inquérito policial ou criminal.

O projeto, que ainda deverá ser analisada pelo Senado, define que as pessoas que estiverem respondendo a inquérito poderão comprar arma de fogo e registrá-la em seu nome, exceto se estiverem respondendo por crime doloso contra a vida; crime qualificado como hediondo ou a este equiparado; crime contra a dignidade sexual, tentado ou consumado; crime tipificado na Lei Maria da Penha; crime cometido contra o patrimônio com o uso de violência; ou crime de ameaça ou cometido com grave ameaça.

O projeto também altera o Estatuto do Desarmamento na parte que diz respeito à renovação da permissão para possuir armas de fogo. Com a mudança, será necessário, além de continuar a fornecer certidões negativas de antecedentes criminais, não ter sido condenado por sentença com trânsito em julgado e não estar sob restrição por medida protetiva, como a relacionada à violência doméstica de manter distância da vítima.

Permanecem as outras condições exigidas em lei, como comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de armas de fogo.

Registro

O relator do projeto, deputado Ismael Alexandrino (PSD-GO), incluiu no texto a concessão de um novo prazo de 1 ano para os proprietários de arma de fogo pedirem o registro, devendo comprovar a posse lícita da mesma.

Segundo o texto, poderá ser regularizada qualquer arma em posse do interessado, mesmo antes da data prevista no Estatuto do Desarmamento, 31 de dezembro de 2008. Com a alteração, o proprietário da arma poderá pedir inclusive o registro provisório.

Alexandrino argumentou que o projeto resolve o problema do registro de armas de fogo sem registro. “Impossibilitar o registro não extinguirá a existência das armas, elas continuarão a existir, permanecendo na ilegalidade como armas frias, na clandestinidade, muitas vezes sendo usadas na criminalidade ou para esquentar supostos conflitos. O registro proporcionará a transparência e o controle necessários a uma política de segurança pública séria e exitosa”, justificou.

O projeto aumenta ainda de 3 para 5 anos o prazo para a renovação do certificado de registro da arma. Além disso, o texto define que o prazo começará a contar a partir da emissão do certificado anterior.

O projeto também altera o ponto do estatuto que trata do disparo de arma de fogo em público. A norma diz que essa prática é crime inafiançável, com reclusão de 2 anos a 4 anos para quem disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências, em via pública ou em direção a ela. Com a mudança, o ato deixará de ser crime inafiançável quando se tratar da legítima defesa ou de outra pessoa.

O projeto também altera o Estatuto do Desarmamento, no ponto em que trata de armas apreendidas, que determina que elas não poderão ser restituídas enquanto interessarem ao processo.

O novo texto diz que se os objetos já tiverem passado por exame pericial definitivo, deverão ser restituídos ou ter a destinação definida em lei. Pelo projeto, as armas, acessórios e munições poderão ser doadas, após passar por perícia do Exército, às Forças Armadas e aos órgãos de segurança pública, segundo o padrão de uso de cada instituição.

Será dada preferência para a doação, exceto para as armas de uso proibido ou de uso restrito, inicialmente para os órgãos de segurança pública do estado em que se deu a apreensão; órgão de segurança pública que tiver a menor relação de armas por integrante efetivo da instituição solicitante; órgão de segurança pública cuja sede se localize em área de maior criminalidade; guardas municipais; e Polícia Legislativa Federal.

No caso de arma de fogo apreendida sem número de série ou sem outros elementos de identificação, mas que estiver em perfeito estado de conservação e própria para uso, será renumerada pelo Comando do Exército, que providenciará novo registro para doação aos órgãos de segurança.

Segundo o deputado Alexandrino, um país com grandes dificuldades financeiras, como o Brasil, “não pode se dar ao luxo” de destruir armamento que pode ser empregado pelas forças de defesa e de segurança pública.

“Um país com grandes dificuldades financeiras e de equilíbrio fiscal como o nosso, com os inevitáveis reflexos que levam a carências nas diversas instituições públicas, não pode se dar ao luxo de destruir armamento caro e que pode ser empregado com vantagem pelas forças de defesa e de segurança pública”, defendeu.

Fonte: Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/12/2024/14:58:41

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Criança é agredida e estrangulada em quarto de motel pelo namorado da mãe

Foto: Ilustrativa | Menina conseguiu fugir e pedir por socorro quando homem saiu do quarto de motel para buscar algo no carro em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A polícia procura por um homem, de 35 anos, suspeito de levar a filha da namorada, de 11, para um motel e agredi-la até ela desmaiar. O caso foi registrado nessa quarta-feira (11/12), em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo o boletim de ocorrência, a polícia foi acionada na UPA do bairro Ressaca, onde a menina recebeu os primeiros atendimentos.

A mãe da criança relatou que namora com o suspeito há cinco meses e mora em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas. O casal e a menina viajaram para Contagem para que o homem resolvesse alguns problemas pessoais e apresentasse a mulher para a família.

Na manhã de ontem, o homem disse para a namorada que iria passar na casa da ex-companheira para buscar o filho, iria a um shopping em seguida e pediu para que a menina o acompanhasse.

A criança acompanhou o homem, que pediu para que ela se abaixasse ao se aproximar de um local. A menina saiu do carro e entrou em um dos quartos de um motel. No local, o suspeito a agrediu diversas vezes com socos e chutes, a estrangulou e bateu a cabeça dela no chão, a ponto de fazê-la perder a consciência.

Ao acordar, a menina percebeu que a banheira estava cheia e o homem afirmou que iria afogá-la. Ele saiu do quarto para buscar alguma coisa no carro, momento que a menina aproveitou para sair correndo e gritar por ajuda.

A gerente do motel fez o socorro da criança para a UPA Ressaca. Ela foi atendida com diversos hematomas pelo corpo. Ela foi transferida para o Hospital Municipal de Contagem, onde a equipe médica descartou o estupro.

Ainda de acordo com a PM, o homem é citado em um boletim de ocorrência registrado em 2022 por agressão a uma garota de programa.

Fonte: As informações são do Estado de Minas. e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/12/2024/14:39:00

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Câmara aprova castração química para condenados por pedofilia; texto segue para o Senado

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil| A Câmara dos Deputados aprovou hoje (12) a castração química de pedófilos. Foram 367 votos favoráveis, 85 contrários e 14 abstenções. A proposta foi inserida durante a votação de um que projeto que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para estabelecer o cadastro nacional de pedófilos. O texto segue agora para o Senado.

Pelo projeto, o cadastro permitirá a disponibilização de dados dos condenados com trânsito em julgado por crimes relacionados a abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Caberá ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a centralização das informações em uma plataforma com os dados de qualificação do condenado, inclusive fotografia.

Em novembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia sancionado uma lei com o mesmo teor. A Lei 15.035/2024 inclui no Código Penal autorização para a realização de busca pública pelo nome completo e o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) de condenados pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável, exploração sexual de crianças e adolescentes e exploração da prostituição, além da conduta de filmar e divulgar vídeos íntimos de terceiros sem autorização.

Jabuti

Inicialmente, a proposta de castração química foi apresentada como uma emenda de plenário. A relatora do projeto, Delegada Katarina (PSD-SE), rejeitou a proposição por ferir o acordo de líderes para a votação do texto principal.

“Em virtude do acordo político construído em Plenário, para que o texto principal seja aprovado, rejeitamos a emenda”, justificou.

Com a rejeição, foi apresentado um destaque pelo PL, para votar a castração química. A inclusão foi criticada em plenário. A deputada delegada Adriana Accorsi (PT-GO) reiterou que o destaque não fazia parte do acordado pelos líderes partidários. “Essa votação está desrespeitando a minha colega, Delegada Katarina, que colocou aqui que essa emenda não fazia parte dos projetos de lei acordados pelos líderes”, apontou.

Debate

A deputada Lídice da Mata (PSB-BA) disse que a castração química não vai contribuir para a proteção de crianças e adolescentes, uma vez que os pedófilos podem utilizar de outros meios, inclusive virtuais para praticar violência sexual, contra crianças e adolescentes.

“O estupro hoje se dá de diversas maneiras. Há estupro até virtual. Portanto, resolver a questão peniana, como alguns dizem aqui, não resolve a cabeça do estuprador ou a sua capacidade de ferir uma criança. Quando, no entanto, uma criança é estuprada e fica grávida do estuprador, a maioria deles defende que a criança seja obrigada a ser mãe”, disse a deputada se referindo à tentativa de parlamentares de votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 164/2012, que proíbe o aborto legal no Brasil.

A deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) também ocupou a tribuna para criticar a medida, classificando como farsa. Talíria, que é mãe de uma menina de quatro anos, disse que a iniciativa é hipócrita e visa promover populismo penal.

“Essa matéria é uma farsa”, disse. “A política pública precisa resolver concretamente o problema da violência sexual contra crianças que é uma epidemia, um drama no Brasil. Isso passa primeiro por prevenção. Primeiro eu tenho que impedir que as meninas e crianças sejam estupradas, com educação sexual nas escolas, prevenção, campanhas e, depois, a responsabilização do agressor. O estupro, a violência sexual tem relação com o poder e não adianta castrar um homem porque ele vai seguir sendo um agressor, violentando essas crianças de outra forma. O que está acontecendo aqui é uma farsa”, criticou a deputada.

O deputado Sanderson (PL-RS) defendeu a iniciativa, com o argumento de que a castração é adotada em outros países, como os Estados Unidos, Rússia, Polônia, Israel, Indonésia, entre outros.

“Esse é um projeto importante. É uma medida menos gravosa, porque o ideal era a pena de morte para pedófilo. O código penal, inclusive, não traz ainda o tipo penal de pedofilia. Usamos o estupro de vulnerável, que a pena é de oito anos”, disse. “A castração química dará o resultado positivo, acabando com essa febre de pedofilia”, discursou.

Atualmente, não há um dispositivo específico para pedofilia no Código Penal. Pelo texto aprovado, a castração química será aplicada cumulativamente às penas já previstas para os crimes de violência e exploração sexual previstas tanto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) quanto no Código Penal.

Segundo o destaque aprovado, a medida será realizada mediante o uso de medicamentos inibidores da libido, nos termos regulamentados pelo Ministério da Saúde, observando-se as contraindicações médicas.

Fonte: Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/12/2024/14:39:00

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População brasileira tem maior percentual vivendo de aluguel em 42 anos, diz IBGE

Pesquisa mostrou que 42,1 milhões de pessoas viviam em casas alugadas em 2022 — Foto: Tierra Mallorca na Unsplash

IBGE apurou que 20,9% da população vivia em domicílio alugado, acima do observado em Censo anterior, referente a 2010, com 16,4%

A parcela de população brasileira que mora de aluguel registrou a maior fatia em 42 anos, segundo a pesquisa “Censo Demográfico 2022: Características dos Domicílios – Resultados preliminares da amostra”, recorte amostral do Censo Demográfico publicado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na pesquisa, os pesquisadores do IBGE apuraram que 20,9% da população vivia em domicílio alugado, acima do observado em Censo anterior, referente a 2010 (16,4%). Foi também a maior fatia observada desde Censo de 1980, de acordo com série histórica sobre o tema, fornecida pelo instituto.

Em números absolutos, foram 42.167.279 de pessoas a declarar viver de aluguel, no Censo de 2022, 35% acima de 2010 (31.154.956) e 104,31% superior ao observado em 2000 (20.638.682).

Com isso, o número de residências alugadas disparou, no país, a atingir 16.111.359 em 2022, 56% acima de 2010 (10.326.941); e 158% superior a de 2000 (6.238.673).

Em contrapartida, a parcela da população brasileira com apartamento próprio de algum morador do domicílio caiu para 72,7% do total em 2022, menor do que a de 2010 (75,2%), e a mais baixa desde o Censo de 1991 (72,5%).

Os números do IBGE mostraram ainda que o patamar de moradores com residência própria também cresceu – mas a ritmo menor do que no caso das locações.

O número de residentes a viver em casa própria de algum morador do domicílio foi de 146.933.148 em 2022, altas de 3% ante 2010 (142.651.382); e de 13,57% ante 2000 (129.375.735). Com isso, o número de domicílios próprios ficou em 51.629.092 em 2022, aumentos de 22,5% ante 2010 (42.126.759) e de 53,77% em relação a 2000 (33.575.522).

Assim, 71,3% dos 72,5 milhões de domicílios particulares permanentes ocupados no Brasil eram próprios, informou o IBGE.

Um aspecto pesquisado pelos técnicos do instituto foi ainda a correlação entre arranjos domiciliares e domicílios próprios e alugados. Bruno Mandelli Perez, pesquisador do IBGE, observou que foi observada uma certa predisposição em domicílios com crianças a serem de locação, e não próprios.

No estudo, entre os domicílios unipessoais (ou seja, com apenas um morador) eram alugados 27,8% do total, em 2022. Já entre o domicílios com presença de uma pessoa de 15 anos ou mais, e ao menos uma criança de 0 a 14 anos, a fatia de residências alugadas foi de 35,8%, no mesmo ano.

Recorte por raça

Outro fator analisado por pesquisadores do instituto foi a correlação entre domicílios próprios, alugados e raça. No entendimento dos pesquisadores, a condição de ocupação variou pouco, a depender da raça.

No estudo, 63,3% da população branca do país residia em domicílio próprio de algum morador em 2022. No total da população preta, essa parcela foi de 62,7%; na amarela, 66,5%; entre os pardos, 63,9% e indígena, 80,8% do total residia em domicílio própro de algum morador.

O IBGE mapeou ainda a condição de ocupação por idade. Na prática, quanto mais idade o morador detinha, maior a probabilidade de residir em domicílio próprio de algum morador. Entre os de 70 anos ou mais, 84,4% viviam nessa condição, em 2022.

“A parcela dos que viviam em alugado atinge ‘pico’ entre 25 e 29 anos; e a fatia dos próprios em financiamento atinge pico entre 35 anos e 39 anos”, detalhou o pesquisador.

 

Fonte: Alessandra Saraiva , Valor — Rio e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/12/2024/15:17:32

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População em situação de rua soma 308 mil pessoas no país, diz estudo

(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil) – CadÚnico registrava 116,7 mil indivíduos nessa condição há seis anos

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Em agosto de 2024, o número de famílias em situação de rua inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) de todo o país era de 298.071, o que representa 308.277 pessoas em um universo de 94.587.894 indivíduos inscritos, pertencentes a 40.811.422 famílias. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (11), no lançamento da 37ª edição da série do Caderno de Estudos desenvolvida pelo Ministério Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

Segundo os pesquisadores, esses números revelam um crescimento exponencial da população de rua, que em 2018, registrou no Cadastro Único 116.799 pessoas nessa situação. Entre as causas apontadas no Caderno de Estudos estão a ausência de dados padronizados e consistentes para embasar a inclusão da população em situação de rua nas políticas públicas externas, como as econômicas e climáticas, por exemplo.

De acordo com o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, o diagnóstico trazido por essa edição da série de estudos busca exatamente tornar as políticas públicas e intervenções mais eficazes. “A gente hoje não só está trazendo esse importante caderno, mas também a oportunidade de que tenhamos uma atualização, a partir de um trabalho que se iniciou em janeiro do ano passado, e que permitiu que pudéssemos avançar a condição de ter o Plano Ruas Visíveis”, destacou.

A produção e gestão de dados é um dos eixos da política pública citada pelo ministro, tendo sido desenvolvido pelo Grupo de Trabalho Interinstitucional sobre a população em situação de rua, coordenado pelo Ministério de Direitos Humanos e da Cidadania e que chegou aos dez temas propostos. Os artigos abordam desde questões conceituais, teóricas e políticas a respeito da situação de rua, até os desafios de se dimensionar e caracterizar essa população. Também são abordadas políticas públicas em andamento e transversalidade com programas habitacionais e de transferência de renda, como o Bolsa Família.

Desigualdades

Um dos pontos destacados no estudo é a heterogeneidade da população em situação de rua no país, com mulheres, idosos, pessoas com deficiência, crianças, adolescentes, famílias e população LGBTQIA+ expostos a diferentes graus de vulnerabilidade. A partir do cruzamento de dados do Cadastro Único, feitos com um recorte sobre a comparação entre as probabilidades dessa população dormir em albergues ou nas ruas, foram verificadas essas diferenças.

Jovens, analfabetos, negros e indígenas têm mais chance de ser encontrados pernoitando nas ruas do que os brancos, em comparação ao que se encontra nos albergues, por exemplo. “A rua é mais racializada do que os albergues, ainda que em ambos a maioria da população em situação de rua seja negra”, destaca o estudo.

Para a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, esses dados trazem ao país a oportunidade de dar efetividade às políticas que atenderão às demandas dessa população. “População em situação de rua não é um fenômeno só do Brasil. É um fenômeno de inúmeros países, que tem na sua raiz também as questões raciais, as disputas e os debates éticos e étnicos que o racismo produz”, destacou.

Embora o caderno de estudos reúna muitos dados e reflexões sobre o tema, os pesquisadores também apontam a necessidade da ampliação desses dados, que tiveram como base uma amostra, considerando que o Cadastro Único não alcança toda a população brasileira. “A realização de um censo nacional da população em situação de rua e a integração de dados administrativos são passos essenciais para garantir que as políticas públicas sejam baseadas em evidências concretas”, conclui o estudo.

 

Fonte: Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/12/2024/14:50:06

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Fuzileiros ocupam entorno de hospital onde médica foi morta no Rio

(Foto: Reprodução/ vídeo) – Geriatra Gisele Mendes de Souza e Mello foi vítima de bala perdida

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A Marinha decidiu ocupar o entorno do Hospital Naval Marcílio Dias, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, onde uma médica da força armada morreu vítima de uma bala perdida, na última terça-feira (10). A ação, iniciada nesta quinta-feira (12), contará com militares do Corpo de Fuzileiros Navais.

De acordo com nota divulgada pela Marinha, os militares ocuparão uma área com perímetro de até 1.320 metros distantes do hospital naval.

A operação não tem data para terminar, segundo a Marinha, e tem por objetivo “garantir a segurança da tripulação e usuários do Hospital Naval Marcílio Dias”.

A capitão-de-mar-e-guerra e médica geriatra Gisele Mendes de Souza e Mello, de 55 anos, foi atingida por um tiro na cabeça, quando participava de um evento no auditório da Escola de Saúde da Marinha do Brasil, dentro do hospital. No momento, policiais faziam uma operação na comunidade do Gambá, que é vizinha da unidade de saúde.

 

Fonte: Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/12/2024/14:44:57

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