Ex-presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte é preso por assassinatos em ‘guerra contra as drogas’

Ex-presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, em foto de 2020. — Foto: King Rodriguez/ Malacanang Presidential Photographers Division/ AP

Duterte, que governou o país entre 2016 e 2022, tinha mandado de prisão contra ele expedido pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade.

O ex-presidente das Filipinas Rodrigo Duterte foi preso nesta terça-feira (11). Duterte tinha um mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), que o acusa de crimes contra a humanidade, segundo o governo filipino.

Duterte foi detido no aeroporto internacional de Manila, capital do país, após chegar de Hong Kong, e está sob custódia, segundo um comunicado do gabinete do presidente Ferdinand Marcos. O TPI tem investigado os assassinatos em massa ocorridos na “guerra às drogas” do governo Duterte, entre 2016 e 2022.

A prisão foi inesperada e causou um tumulto no aeroporto, onde advogados e assessores de Duterte protestaram por terem sido impedidos de se aproximar dele após sua detenção. “Isso é uma violação de seu direito constitucional”, disse o senador Bong Go, aliado próximo de Duterte, a jornalistas.

O mandado de prisão enviado pelo TPI às autoridades filipinas afirma que “há razões para acreditar que os ataques às vítimas foram tanto generalizados quanto sistemáticos: ocorreram ao longo de vários anos e milhares de pessoas parecem ter sido mortas”.

Após a prisão, Duterte pediu para ser julgado nas Filipinas e disse que não tem absolutamente nada a perder. “Se eu cometi um pecado, julguem-me em um tribunal filipino”, afirmou. Segundo a mídia filipina, o ex-presidente embarcou ainda nesta terça em um voo para Haia, na Holanda, onde fica o TPI.

Horas após a detenção, um pedido para que as autoridades filipinas parem de cooperar com o TPI foi protocolado na Suprema Corte do país por um advogado. As agências de notícias não deram indicações de que esse advogado tenha alguma relação com a defesa de Duterte.

A “guerra às drogas” foi a principal bandeira de campanha de Duterte, levando o ex-promotor, conhecido por sua postura implacável contra o crime, ao poder em 2016. Ele rapidamente cumpriu suas promessas inflamadas de eliminar milhares de traficantes e usuários de drogas. (Leia mais abaixo)

Duterte sempre afirmou que ordenou a polícia a matar apenas em legítima defesa e defendeu repetidamente sua repressão, dizendo que estava disposto a “apodrecer na cadeia” se isso significasse livrar as Filipinas das drogas.

O documento ainda afirma que, embora Duterte não seja mais presidente, ele “aparenta continuar exercendo considerável poder”.

“Tendo em mente o risco resultante de interferência nas investigações e na segurança de testemunhas e vítimas, o tribunal considera que a prisão do Sr. Duterte é necessária.”

A prisão de Duterte ocorre após anos de provocações ao TPI, desde que ele retirou unilateralmente as Filipinas do tratado fundador do tribunal em 2019 após o início das investigações sobre os assassinatos sistemáticos de suspeitos de tráfico de drogas em seu governo.

Se for transferido para Haia, Duterte poderá se tornar o primeiro ex-chefe de Estado da Ásia a ser julgado pelo TPI.

A prisão de Duterte gerou reações mistas entre os filipinos. Apoiadores do ex-presidente se manifestaram contra a detenção, enquanto famílias das vítimas da repressão se emocionaram.

“Este é um grande e muito esperado dia para a Justiça. Agora sentimos que a Justiça está sendo feita. Esperamos que os altos oficiais da polícia e os centenas de policiais envolvidos nos assassinatos ilegais também sejam presos e punidos”, afirmou à AP Randy Delos Santos, tio de um adolescente morto pela polícia durante uma operação antidrogas em agosto de 2017 na região metropolitana de Manila.

Assassinatos em áreas pobres

O gabinete da presidência ainda não esclareceu os próximos passos para Duterte, e não está claro quais acusações específicas o TPI apresentou contra ele.

Segundo a polícia, 6.200 suspeitos foram mortos durante operações antidrogas que teriam terminado em tiroteios. No entanto, ativistas dizem que o verdadeiro número de mortos foi muito maior, incluindo milhares de usuários de drogas em comunidades carentes, muitos deles marcados em “listas de observação” locais e mortos em circunstâncias misteriosas.

O procurador do TPI afirma que até 30.000 pessoas podem ter sido assassinadas pela polícia ou por indivíduos não identificados.

A polícia nega as acusações de execuções sistemáticas e acobertamentos feitas por grupos de direitos humanos.

A prisão de Duterte ocorre após anos de provocações ao TPI, desde que ele retirou unilateralmente as Filipinas do tratado fundador do tribunal em 2019, quando começaram as investigações sobre os assassinatos sistemáticos de suspeitos de tráfico de drogas em seu governo.

O TPI investiga supostos crimes contra a humanidade e alega ter jurisdição sobre crimes ocorridos enquanto o país ainda era membro. O governo filipino se recusava a cooperar, mas a administração de Marcos mudou de postura em novembro, sinalizando que cumpriria um eventual mandado de prisão.

Isso ocorreu poucas horas depois de Duterte, em uma audiência legislativa, desafiar o TPI a “se apressar” com sua investigação.

“Já estou velho, posso morrer em breve. Vocês podem perder o prazer de me ver de pé diante do tribunal ouvindo o veredicto, seja ele qual for”, disse Duterte, acrescentando que assumia total responsabilidade pelo que aconteceu.

Fonte: Redação g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/03/2025/15:11:58

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Família de Vitória quer processar Patrícia Poeta e TV Globo; entenda

Situação rendeu duras críticas às ações da apresentadora | (Reprodução/Globo)

Processo é motivado pela revelação do suspeito de matar a adolescente ao vivo no “Encontro”.

Um crime bárbaro, que deveria ser motivo de comoção e solidariedade com a família da vítima acabou virando caso na justiça cível.

Isso porque, durante o “Encontro” da última sexta-feira (7), na Globo, a apresentadora Patrícia Poeta falou para o pai da adolescente Vitória Regina sobre o desfecho do caso dela. Vitória foi brutalmente assassinada em Cajamar, na Região Metropolitana de São Paulo.

Patrícia Poeta teria contado ao pai da menina sobre as suspeitas da polícia, uma informação que, até então, ele não sabia. O pai, então, teria ficado visivelmente abalado.

A família, segundo o colunista Ricardo Feltrin, após isso, teria entrado com uma ação judicial contra a emissora e a apresentadora. O jornalista também afirmou que advogados se ofereceram a ajudar a família no processo sem custos.

Fonte: Metrópoles e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/03/2025/14:03:12

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Marinha alerta sobre navegação no Rio Madeira após acidentes no Amazonas

(Foto: Divulgação) A Marinha do Brasil, por meio do Comando do 9º Distrito Naval, emitiu um comunicado à comunidade marítima, nesta segunda-feira, 10 de março, reforçando a importância de manter atenção às medidas de segurança durante navegação no Rio Madeira, que conecta os Estados do Amazonas e Rondônia.

A Marinha orienta aos comandantes de embarcações que tenham atenção redobrada, principalmente, em trechos situados nas proximidades de estruturas portuárias e em áreas habitáveis, como comunidade ribeirinhas e flutuantes. Condutas atípicas, como desvios de rota e adoção de altas velocidades, geram risco à segurança da navegação e podem ocasionar incidentes, conforme ocorrido recentemente nos municípios de Borba-AM e Humaitá-AM.

O comunicado também destaca a importância do efetivo guarnecimento da Tripulação de Segurança, para todas as embarcações empregadas na navegação interior, conforme previsto na NORMAM202/DPC. A Marinha do Brasil, que também atua como Autoridade Marítima, encontra-se presente nos rios da Amazônia Ocidental e cumpre suas atribuições legais, fiscalizando o cumprimento das normas que garantem uma navegação sem acidentes, a salvaguarda da vida humana e a prevenção da poluição hídrica.

 

Fonte: Portal Do Holanda e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/03/2025/15:04:55

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A foto que fez o Comando Vermelho cortar orelhas e dedo de brasiliense

(Foto: Reprodução) – O homem passou por tortura, com coronhadas e dedos de uma das mãos decepados. Depois, os criminosos o obrigaram a comer a própria orelha

O brasiliense Fabrício Alves Monteiro (foto em destaque), de 28 anos, que está desaparecido desde 4 de março, teria sido sequestrado, torturado e executado por faccionados do Comando Vermelho (CV), no Rio de Janeiro, após algumas fotos dele circularem por grupos de WhatsApp.

A vítima posou para fotos segurando um fuzil. Em uma das imagens divulgadas, a bandoleira da arma exibe a inscrição “Bonde do Coronel – TCP – MQÇ”, uma referência ao Terceiro Comando Puro (TCP), facção rival do Comando Vermelho. A sigla MQÇ remete à comunidade do Muquiço, controlada pelo TCP.

Fabrício foi sequestrado por traficantes do CV na região de Honório Gurgel, na zona norte do Rio, durante o Carnaval. A vítima teria passado por longa sessão de tortura, com coronhadas e dedos de uma das mãos decepados. Depois, os criminosos teriam obrigado o jovem a comer a própria orelha cortada pelos faccionados.

Os relatos foram feitos por um primo e um amigo de Fabrício. Os três ficaram sob domínio dos traficantes e passaram por momentos de terror.

Os dois saíram de Brasília parar curtir o Carnaval com Fabrício no Rio. O trio ficou hospedado na casa de parentes, no bairro de Anchieta, na zona norte carioca. Eles acabaram rendidos por criminosos na Avenida Brasil, após seguirem o GPS para uma festa que iam, na terça-feira (4/3).

Tribunal do Crime

Ainda de acordo com o depoimento das testemunhas, os traficantes assumiram a direção do veículo e levaram o trio para dentro da comunidade da Palmeirinha, dominada pelo CV, na mesma região.

Durante a abordagem, os criminosos tomaram o celular de Fabrício e, ao acessarem suas mensagens, encontraram conversas e fotos que supostamente faziam apologia ao Terceiro Comando Puro (TCP), facção rival do CV. Isso teria levado Monteiro a ser submetido ao chamado “tribunal do crime”. Os outros dois jovens foram liberados, mas Fabrício desapareceu.

O caso foi inicialmente registrado na 31ª DP (Ricardo de Albuquerque) e depois encaminhado à Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA).

O carro em que os rapazes estavam foi encontrado pela polícia no dia 4, na Avenida Brasil, próximo à comunidade do Muquiçu, dominada pela facção TCP, rival do CV.

Dentro do veículo havia um corpo carbonizado, que a polícia acredita ser de Fabrício. Um exame de DNA foi realizado, mas o resultado ainda não ficou pronto. Com a aparição do corpo, o caso está sendo tratado como homicídio e ficou a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

 

Fonte: Carlos Carone – Google News – Metrópoles e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/03/2025/14:59:20

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Padilha toma posse como novo ministro da Saúde e com foco em fortalecer programas para 2026

(Foto: Reprodução) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva empossou nesta segunda-feira, 10, o novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que foi realocado da Secretaria das Relações Institucionais.

A mudança faz parte da reforma ministerial que o chefe do Executivo realiza com foco em frear sua queda de popularidade e preparar a gestão para a reeleição petista em 2026.

A cerimônia de posse, realizada no salão nobre do Palácio do Planalto, contou com a participação de diversos ministros, deputados e senadores, além de outros convidados. O local, reservado para eventos com mais pessoas, ficou lotado.

Padilha voltará a comandar a pasta que chefiou entre 2011 e 2014, durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff. Lula aposta que o traquejo político de Padilha sirva para alavancar os programas da área e melhorar a avaliação da gestão petista. Um de seus principais focos durante à frente da Saúde será fortalecer o Programa Mais Acesso a Especialistas. Ele substitui Nísia Trindade, que comandava a Saúde desde 2023.

Desde o início de seu terceiro mandato, o Ministério da Saúde era visto como uma das principais apostas de Lula para alavancar o governo com programas emblemáticos, como o Farmácia Popular, especialmente fazendo frente à gestão de Jair Bolsonaro, que ficou marcada pelas centenas de milhares de pessoas mortas durante a pandemia da covid-19. Porém, a gestão Nísia foi alvo de diversos ataques, tanto de partidos do Centrão, que tinham interesse em assumir a pasta, quanto de próprios integrantes do governo, que avaliavam sua gestão como abaixo do esperado. A ministra era da cota pessoal de Lula, que a defendeu em diversas ocasiões. Em 25 de fevereiro, no entanto, o presidente anunciou sua demissão.

Assim como Nísia, Padilha também foi alvo de críticas durante a chefia da articulação política e já recebeu ataques do então presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), que chamou o ministro de “desafeto pessoal”.

A oficialização das trocas nesta segunda-feira busca mudar o perfil das pastas. Com Padilha na Saúde, Lula aposta em um tom político no ministério que impulsione os programas do governo. A avaliação em Brasília era de que faltava traquejo político para a Nísia administrar os interesses de congressistas sobre a pasta – experiência que Padilha acumula por já ter sido ministro da Saúde e das Relações Institucionais. O Ministério da Saúde é a pasta que mais executa emendas parlamentares, o que faz a estrutura ser desejada pelos principais partidos do Congresso.

Desde que foi anunciado como novo chefe do ministério, Padilha divulga diariamente seu trabalho na transição para a Saúde. Na semana passada, por exemplo, publicou no Instagram: “Estamos preparando tudo para iniciar essa missão à frente do Ministério, em busca do nosso objetivo de reduzir o tempo de espera para atendimento à saúde”.

Formado em Medicina e doutor em Saúde Coletiva, Alexandre Padilha, de 53 anos, é deputado federal licenciado. Desde janeiro de 2023, chefiava a Secretaria de Relações Institucionais, pasta com status de ministério cuja atribuição é a articulação política entre Congresso e Palácio do Planalto.

Antes de chefiar o ministério da Saúde no primeiro governo de Dilma, Padilha havia sido diretor interino da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em 2004, e titular da Secretaria de Relações Institucionais entre 2009 e 2010. Após a gestão Dilma, foi secretário municipal de Saúde da cidade de São Paulo, de 2015 a 2016.

Fonte: Sofia Aguiar, Gabriel Hirabahasi e Lavínia Kaucz e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/03/2025/14:33:24

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DNIT garante que ponte sobre o Rio Madeira está segura após colisão com balsa

(Foto: Reprodução) – O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) enviou, nesta quinta-feira (6), uma equipe técnica para inspecionar a ponte sobre o Rio Madeira, na BR-319, após a colisão de uma embarcação contra uma de suas estruturas de proteção.

A ponte, que liga Porto Velho (RO) a Humaitá (AM), é um eixo estratégico para a conexão rodoviária entre Rondônia e Amazonas.

Ponte segura – Após a vistoria, os técnicos confirmaram que o impacto atingiu exclusivamente o Dolphin, estrutura indispensável projetada para dissipar forças de colisão e proteger os pilares da ponte. A análise constatou abrasões superficiais e deformações localizadas, sem comprometimento estrutural que exija reparos imediatos. Dessa forma, a ponte permanece intacta e segura para o tráfego.

O DNIT reforça que os Dolphins são dispositivos essenciais para a preservação de pontes em áreas de intenso tráfego fluvial, como o Rio Madeira, onde a navegação de balsas e embarcações de grande porte é constante. A autarquia segue monitorando a situação e adotando as medidas necessárias para garantir a segurança da infraestrutura e da navegação na região.

 

 

Fonte: Portal do Holanda e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/03/2025/14:21:58

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Anac suspende operações da Voapass por falta de segurança

Os passageiros afetados pelo cancelamento de voos devem buscar reembolso ou reacomodação em outras companhias. | Agência Brasil

A decisão segue até que a empresa correção em falhas detectadas anteriormente.

AAnac (Agência Nacional de Aviação Civil) suspendeu, a partir desta terça-feira (11), as operações aéreas da Voepass, companhia formada pela Passaredo Transportes Aéreos e pela Map Linhas Aéreas.

Segundo a Anac, a suspensão será mantida até que a empresa comprove a correção de “não conformidades relacionadas aos sistemas de gestão previstos em regulamentos”.

Os passageiros afetados pelo cancelamento de voos devem procurar a empresa ou agências de viagem responsáveis pelas vendas de passagens para reembolso ou reacomodação em outras companhias.

A Voepass possui seis aeronaves e a operação da companhia incluía 15 localidades com voos comerciais e duas com contratos de fretamento.

“A decisão da Anac decorre da incapacidade da Voepass em solucionar irregularidades identificadas no curso da supervisão realizadas pela agência, bem como da violação das condicionantes estabelecidas anteriormente para a continuidade da operação dentro dos padrões de segurança exigidos”, diz nota da Anac.

Após o acidente aéreo ocorrido no dia 9 de agosto do ano passado, em Vinhedo (SP), foi implantada uma operação assistida de fiscalização da Anac nas instalações da companhia. Funcionários da agência acompanharam os trabalhos de operação e manutenção da empresa para verificar as condições necessárias à garantia da segurança.

A queda do voo 2283, que fazia a rota entre Cascavel (PR) e Guarulhos (SP), causou a morte de 62 pessoas. O desastre foi o mais letal do país desde 2007, quando um acidente com o voo 3504 da TAM nos arredores do aeroporto de Congonhas deixou 199 mortos, e um dos dez piores já registrados no Brasil.

Em outubro de 2024 a Anac exigiu a redução da malha da companhia, o aumento do tempo de solo das aeronaves para manutenção, a troca de administradores e a execução de plano de ações para a correção de irregularidades.

De acordo com a Anac, no final do mês passado, após nova rodada de auditorias, foi identificada a “degradação da eficiência do sistema de gestão da empresa em relação às atividades monitoradas e o descumprimento sistemático das exigências feitas pela agência”.

Além disso, foi constatada a reincidência de irregularidades apontadas e consideradas sanadas pela agência nas ações de vigilância e fiscalização anteriores e a falta de efetividade do plano de ações corretivas.

“Ocorreu, assim, uma quebra de confiança em relação aos processos internos da empresa devido a evidências de que os sistemas da Voepass perderam a capacidade de dar respostas à identificação e correção de riscos da operação aérea”, reforça a agência.

No início de fevereiro, a companhia protocolou, na Justiça de São Paulo, um pedido de tutela preparatória para reestruturação de dívidas de curto prazo e organização do fluxo de caixa.

A medida foi vista como um passo para uma eventual apresentação de recuperação judicial. De acordo com a empresa, o pedido tem como objetivo renegociar dívidas e organizar passivos.

Na ocasião, a Voepass afirmou, em nota, que foi impactada pela queda do voo 2283. A empresa também citou as restrições operacionais causadas pela pandemia, aumento do custo operacional e alto valor de leasing (que funciona como um aluguel de aeronaves).

A Voepass ainda não comentou a decisão da Anac.

Fonte: Folhapress e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/03/2025/10:57:04

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Há 5 anos, surto de covid-19 era oficializado como pandemia

Foto: Reprodução | A doença, que começou na China, logo se espalhou pelo mundo.

Há exatos 5 anos, no dia 11 de março, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, anunciou que o mundo estava em uma nova pandemia. Daí em diante, a rotina de todo o planeta seria diferente. Naquela quarta-feira, a doença misteriosa que começou na cidade de Wuhan, na China, já tinha se espalhado pelo globo terrerestre.

Na ocasião, 125 mil casos da doença já estavam confirmados em todo o mundo, além de 5 mil mortes em 114 países. O Brasil tinha 52 diagnósticos positivos para a covid-19, o nome dessa nova doença que logo entrou no vocabulário popular. Mas a situação iria piorar muito rápido.

Segundo o diretor da OPAS, a Organização Pan-Americana de Saúde, Jarbas Barbosa, uma das preocupações era a possibilidade de sobrecarga de internações nos hospitais.

Para a professora da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e presidente do Instituto Questão de Ciência, Natália Pasternak, a decisão da OMS foi importante para mobilizar a comunidade internacional.

Depois que a pandemia foi decretada, escolas fecharam, parte dos trabalhadores foi para o home office e o comércio ficou vazio.

Ainda em março, o Ministério da Saúde publicou uma portaria com medidas para combater a covid-19, incluindo isolamento e quarentena obrigatória para pessoas que testassem positivo. A recomendação para todos era: “Se puder, fique em casa”. Mas, em questão de dias, a estratégia passou a ser questionada, inclusive pelo presidente da República à época, Jair Bolsonaro.

Durante a crise, a pasta da Saúde teve quatro ministros em menos de um ano: Luiz Henrique Mandetta foi demitido em abril de 2020 por insistir no isolamento; Nelson Teich ficou menos de um mês no cargo. Depois de Teich, o general Eduardo Pazuello assumiu o Ministério da Saúde em setembro de 2020 e ficou até março de 2021, quando tomou posse o cardiologista Marcelo Queiroga.

Em quase todo esse tempo, a pasta apostou no chamado kit covid, com medicamentos de eficácia duvidosa, e adiou a compra de vacinas. A professora Natália Pasternak avalia que a resposta naquele momento poderia ter sido mais adequada.

Enquanto isso, o número de casos e mortes crescia no país. Em março de 2020, foi registrada a primeira morte no Brasil. Em agosto, o Brasil alcançou a marca de 100 mil óbitos. Cinco meses depois, 200 mil.

Sem controle, 2021 foi o ano mais mortal da pandemia no Brasil. Em 9 meses, mais de 400 mil pessoas perderam a vida.

A situação começou a mudar pouco a pouco com a imunização. As mortes começaram a desacelerar à medida que a vacinação avançava. O doutor em virologia Bergmann Moraes, da Universidade de Brasília, explica que elas foram fundamentais para controlar a pandemia.

Para o Brasil, o custo da pandemia foi alto. O país teve 10% do total de mortes registradas pela Organização Mundial da Saúde, sendo que representamos menos de 3% da população do planeta. Ainda em 2021, a CPI da Covid no Senado Federal pediu o indiciamento de 78 pessoas, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A comissão investigou denúncias de cobrança de propina na compra de vacinas e também um esquema para disseminar fake news sobre a covid-19. Cinco anos depois da decretação da pandemia, o Brasil tem mais de 39 milhões de casos confirmados e mais de 715 mil mortes pela doença.

Fonte: TV Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/03/2025/10:49:17

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Menina de 11 anos morre após inalar desodorante aerossol por causa de desafio da internet

Brenda Sophia morreu após inalar desodorante aerossol — Foto: Reprodução/Instagram

Uma menina de 11 anos morreu após inalar desodorante aerossol, no domingo (9), em Bom Jardim, no Agreste de Pernambuco. Segundo parentes, o ato ocorreu por causa de um desafio da internet. De acordo com a Polícia Civil, ela foi socorrida e levada para um hospital municipal, mas não resistiu e morreu logo em seguida.

A criança foi identificada como Brenda Sophia Melo de Santana. De acordo com a prefeitura, a menina chegou ao Hospital Municipal Dr. Miguel Arraes às 16h24, e a caminho do hospital teve uma parada cardiorrespiratória. Ela já chegou desacordada à unidade.

Brenda Sophia tinha 11 anos e já chegou a hospital em parada cardíaca. Polícia investiga o caso como ‘morte a esclarecer’.

A língua de Brenda Sophia estava coberta por um material esbranquiçado. A equipe de saúde tentou reanimar a menina por cerca de 40 minutos, mas ela não resistiu e morreu no hospital.

A causa da morte, segundo a prefeitura, foi por “possível inalação, por via oral, de desodorante aerossol”. O corpo da garota foi levado ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru, no Agreste, onde passou por perícias e foi liberado para os parentes.

O laudo médico sobre a causa da morte da vítima será entregue à Polícia Civil. O caso está sendo investigado como “morte a esclarecer” pela Delegacia de Bom Jardim.

Condolências

Por meio de nota, a prefeitura da cidade expressou “profundo pesar” pela morte da menina. “Neste momento de imensa dor, nos solidarizamos com seus familiares, amigos, colegas e toda a comunidade escolar. Que Deus conceda força e conforto a todos que sofrem com essa irreparável perda”, disse.

A Escola de Referência em Ensino Fundamental (Eref) 19 de Julho, unidade municipal em que a menina estudava, também lamentou a morte. “Que sua memória permaneça viva em nossos corações. Nossos sentimentos à família”, publicou o colégio.

Fonte: g1 PE e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/03/2025/10:29:28

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Mãe de santo é acusada de manter jovens como escravos sexuais

Foto: Reprodução | Maus-tratos e violência foram denunciados por duas vítimas da religiosa.

A 14ª Delegacia de Polícia (Gama), no Distrito Federal, iniciou uma investigação após uma adolescente de 17 anos denunciar que foi vítima de violência física e sexual por parte de uma mãe de santo de um terreiro de umbanda onde foi morar.

Os relatos são de que a jovem voltou para casa com o cabelo cortado, hematomas na cabeça, além de queimaduras de terceiro grau nas mãos e na língua. A acusada é Hayra Vitória Pereira Nunes, 22 anos, da Tenda Espiritual Vovó Maria Conga Aruanda.

A jovem passou a buscar o terreiro em setembro do ano passado, quando procurava apoio para passar pela transição de gênero, pois não se sentia aceita em sua família. Hayra prometeu afeto e emprego e ela aceitou sair de casa, se afastando de sua família conforme o tempo fosse passando.

Outra pessoa morava nessa tenda, onde a adolescente passou a trabalhar fazendo tarefas domésticas. A jovem então percebeu que Hayra agredia outra menina a pauladas e sentiu que seria vítima das mesmas agressões, como de fato aconteceu, inclusive com relatos de exploração sexual.

“Ela nos transformou em escravos, éramos obrigadas a nos prostituir. Minhas roupas foram parar no lixo porque eram inadequadas para a minha nova função. Comecei a usar roupas sensuais, que ela me obrigava a vestir. Também posávamos para fotos íntimas para atrair clientes. Toda a quantia ia para a conta dela” contou a vítima que precisou fugir do local.

A vítima relata que foi acusada de roubar R$ 200 e precisou assumir a culpa de algo que não fez para não contrariar a mãe de santo que lhe deu nove pauladas nos braços e nas mãos. Em outro momento, ela foi queimada com uma concha com brasa, tanto nas mãos, quanto na cabeça.

“Também queimou a minha língua e colocou pimenta em cada lugar machucado. Por fim, pegou uma cachaça e jogou na minha cabeça, o álcool foi escorrendo pelo rosto, pelo meu corpo. Naquele momento, eu pensei que ela ia colocar fogo em mim. Depois, ela quebrou a garrafa, perfurou minhas mãos e cortou os meus braços” detalhou a jovem.

Ela só conseguiu deixar o local em 26 de janeiro e foi procurar seu pai. Em seguida, a família a levou para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), onde foi submetida a uma série de cirurgias reparadoras.

As investigações da Polícia Civil apuram os crimes de maus-tratos, exploração sexual, cárcere privado e agressão. Hayra se mudou de Gama para Planaltina de Goiás (GO) assim que soube das investigações e acabou sendo presa na última quinta-feira (6).

Além dela, seu marido, Lucas Gomes, e o caseiro da tenda, identificado como Alex, já foram ouvidos pela polícia, negando todas as acusações. Ambos deram versões contraditórias e Alex confirmou que sabia que a vítima havia sido queimada.

A outra mulher que também sofria maus-tratos por parte da mãe de santo também fugiu e foi localizada pela polícia, dando relatos de que era mantida como escrava. Assustada, ela também apresentava hematomas pelo corpo.

Fonte: Metrópoles e Pleno News  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/03/2025/09:48:36

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